Terça-feira, Março 31, 2009
1403. Uma terça-feira muito bem disposta e a cores

Humor negro - Foram espalhados no Algarve milhares de fotos de Madeleine McCann. Parece que os promotores vão ser processados por plágio pelo Cardeal D. Henrique que fez o mesmo quando do desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer Quibir.
Humor cor-de-rosa – Andam alguns jornais a dizer que há magistrados a serem pressionados para que se arquive o caso FreePort. Assim tipo o efeito da rosa mas não na Caras nem na Lux.
Humor a preto e branco - Em Barcelos um estudante universitário que parece que também é guardador de vacas e uma estudante universitária que não adjectivo nem insinuo acertaram no euromilhões num boletim introduzido a meias. Tiveram uma grande vaca porque aquilo é quase impossível de acertar. Eles é que parece que se desacertaram, acabaram o namoro e andam às marradas por causa da massa. Coisas de vaquinhas.
Humor verde alface - Os gestores do BCP vão passar a ganhar muito menos do que ganhavam. Por causa da crise vão deixar de ter ordenados multi-milionários para passarem apenas a ter ordenados milionários. Pobrezinhos!
Humor azul passarinho: twitter. Aqui: http://twitter.com/PreDatado
Humor mulato – Hoje, uns dias atrasado mas mais vale tarde do que nunca, comprei a Edição nº1 da Playboy de Portugal. A Mónica descascada, mais silicone menos silicone, é de pôr os cabelinhos em pé. Ao Rubim, claro, que aos outros é capaz de não ser só os cabelos.
Branco humor que é como quem diz… ‘Às terças…’
De luz, alva cor se ilumina
Teu corpo nu a cuja neve causa inveja,
Que tentas encobrir pela cortina
Que de diáfana nada cobre que eu não veja.
E de pudor sorris, de mim desvias
Teu olhar e um rubor de envergonhada
Cobre teu rosto e eu te lanço, “São manias” ,
Findando o jogo em sonora gargalhada.
Foto PreDatado 2009– Uma foto a cores
_______
Não tenham vergonha de comentar o que a Janette diz. Ela é meio depravada. Meio até agora, daqui para a frente não sei.
Etiquetas: Andamos nós a pagar para isto, Reality Show, Versos meus
Segunda-feira, Março 30, 2009
1402. Fins de semana
Deixa a baga do loureiro
Deixa dormir a menina
Que vai no sono primeiro
Que vai no sono primeiro
Que vai no primeiro sono
Deixa dormir a menina
Que a menina já tem dono.
Passar alguns dias no recôndito do “meu” Alentejo é como que um recarregar de baterias sem consumo energético. É só respirar o ar (ainda) puro e já está! Sem mais nenhuma necessidade. Bom não é absolutamente verdade. Há sempre a necessidade de comer bem e de ouvir o cante alentejano.
O patrão mandou-me embora
Mas não foi por roubar nada
Foi por molhar a caneta
No tinteiro da criada.
Foto: PreDatado 2009, o céu da minha rua
Etiquetas: Cartas do Alentejo
Sexta-feira, Março 27, 2009
1401. Dia Mundial do Teatro

Dois pequenos toques na porta quebram por instantes o silêncio do cenário. Depois duas palmadas de mão aberta fazem tremer ligeiramente a mesa onde se ouviu tiritar um copo contra a garrafa. O gato acordou. Finalmente uma sequência de pancadas, quase como que de aflição fazem até estremecer o palco.
Palco? Eu disse palco? Isto é o cenário para uma peça? Sendo assim terei de deixar a narrativa por aqui.
Ao palco quem é de palco.
PS. A foto que hoje exponho é do próprio PreDatado há quase 30 anos atrás numa das suas incursões em Café-Concerto. Achei engraçado colocar aqui nesta ligeira homenagem ao Dia Mundial do Teatro. Os restantes elementos da fotografia foram apagados para reserva da privacidade.
Etiquetas: Coisas, Efemérides
Quinta-feira, Março 26, 2009
1400. Dia do livro português

Entrou sem bater à porta. Entrava sempre sem bater à porta mas desta vez teve de fazer um movimento de encolhe-barriga para não ser atingida por uma bola de papel. Sentou-se na cadeira em frente à secretária de mogno e arreou o pires. Trazia-lhe um cafezinho, como fazia todas as tardes, pontualmente às três e meia. Jorge tinha-se acostumado a um blend de arábica e robusta que lhe era preparado na Pérola do Brasil, a loja do Sr. Anselmo. Depois fumava, tranquilamente, uma cigarrilha Guantanamera, a única do dia, enquanto saboreava um Remy Martin. Nunca mais de cinco centilitros. Jorge é calmo, simples e metódico. Ela esperava sempre pelo final.
Eduarda era metódica também e sofisticada. Por isso despia o blazer com requinte e colocava-o, direito, nas costas da cadeira. A saia tomaria, seguindo uma norma mentalmente estabelecida, o mesmo destino. Sentava-se-lhe no colo para que fosse Jorge a desapertar-lhe a blusa enquanto se beijavam. Ele retirou os óculos e beijou-lhe o pescoço. Eduarda começava a cerrar os olhos e a deixar cair a cabeça quando reparou que da pressuposta resma apenas restavam meia dúzia de folhas. Sentiu um arrepio gelado na espinha e cometeu um imperdoável deslize. Fugiu à norma. Com a voz lânguida do prazer que começava a sentir sussurrou-lhe ao ouvido questionando-o, O Livro? Jorge perdeu a tesão.
Etiquetas: Efemérides
Quarta-feira, Março 25, 2009
1399. Andropausa
Eu sei que nunca falei de mim neste blog e também não é hoje que vou falar. Sou um tipo muito reservado, este blog não tem nada de intimista, nunca falei da família nem dos gatos, só falo de política e futebol, fados e Fátima e às vezes, distraído, falo também do estado do tempo e das estações do ano. Mas hoje vou abrir uma excepção, vou falar de mim e, como me aconselhei com o meu gato Schubert e ele achou que eu fazia bem, estou à vontade. Antes de começar, já alguma vez vos disse que tenho 4 gatos, duas tartarugas, que já criei pardais cá em casa e até uma galinha e um pinto e que tenho a filha e o filho mais maravilhosos do mundo?Estava eu com o comando do carro na mão e carreguei para abrir. Ouvi os toques característicos e vi os piscas acenderem. Dirigi-me ao carro e o carro não abriu. Carreguei em fechar, ouvi o toque e vi as luzes características e recomecei o processo. De novo carro não abria. Uma vez mais e idem. Depois ibidem. Foi aí que reparei que enquanto abria e fechava as portas do meu carro tentava entrar no carro que lhe estava ao lado, apenas diferente do meu na matrícula. Isto foi há uns tempinhos atrás e pensei que fosse alguma crise de andropausa. Mas como nem sequer tive afrontamentos, desvalorizei.
Raramente tiro fotografias com o telefone celular. Mas de vez em quando, numa ou noutra situação menos esperada e sem a Canon EOS 400D (sei que não é uma grande espingarda, mas pelo menos já dá para me babar um pouco) à mão, lá tem de ser. Por isso instalei no notebook o software da Nokia, passe a publicidade, que me permite gerir os ficheiros do celular. Liguei o conector USB, informei o telefone das definições mas está bem, está. O portátil não dava sinal de ter nenhum telemóvel ligado. Nova tentativa, à boa maneira informática, retira cabos, desliga telefone, reconecta USB e vejam lá que até o reboot do portátil eu fiz. Nada, niente, rien! Quando descobri que tinha ligado o born USB ao desktop e não ao notebook dirigi-me ao espelho, a tremer como varas verdes e a suar por todos os poros: É agora que vais ter de me aturar. Chegou paulatinamente, mas chegou. Ele, desta vez, riu-se e chamou-me maluco.
PS. A foto que se vê neste post foi tirada com o telefone celular, um dia destes, quando fazia compras num hipermercado. Fiquei à “espera” que me dissessem onde é que era esta herdade. A Herdade do Esporão também agradecia a informação.
PPS. Ainda tenho a mania de dizer telefone celular mesmo tendo em conta que uma das mais bem inventadas palavras em português no século XX foi telemóvel. Coisas de concorrência que um dia explicarei melhor.
Etiquetas: Intimidades
Terça-feira, Março 24, 2009
1398. O gajo é louco

Introdução. Hoje tenho vontade de escrever muitos posts. Sei que poucos leitores de blogs resistem a mais de dois posts de um só blog e sei também que nenhum leitor gosta de posts muito grandes. Deverei deixar para amanhã e para depois de amanhã? Tipo blog tântrico? Oh filho o que é isso de blog tântrico?, Olha começas agora e vens-te, quer dizer, escreves o blog tipo punch line lá para terça-feira da semana que vem. Se estivesse aqui o meu espelho diria:
- Previsível (isto é o espelho a iniciar as provocações)
- Eu? (isto sou eu a fazer-me de novas)
- Repetitivo (isto é o espelho a tentar fazer-me a cabeça)
- Ai ai ai ai ai (isto era eu a dizer ao espelho que não estava a gostar nada da conversa)
- Erudito de meia-tijela (isto era o espelho, já em desespero de causa, a usar expressões popularuchas)
- Desembucha, caralho – Eu já tão mal-educado como qualquer tipo quando entra para dentro de um carro e decide conduzir em Lisboa.
- Usaste duas vezes a palavra tipo e disseste punch line e queres que eu fique calado?
(É por estas e por outras que eu lhe viro, sistematicamente, as costas. Há pachorra?)
Dizia eu que me apetece escrever muitos posts que ninguém vai ler e que não estou muito a fim de escrever um post granjola que ninguém vai ler também. Decidi então escrever vários capítulos de um só post. Como diz o nosso povo, Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és, os meus leitores amigos e as minhas amigas leitoras poderão pelo título dos capítulos ler ou passar à frente. Pronto vou começar que ainda não disse nada até agora.

Recado. Para o puto que fez uma ultrapassagem, ao volante de um cabriolet verde alface, hoje cerca das 15 horas na Rua do Trevo em Corroios (só não escarrapacho aqui a matrícula porque nem tive tempo de a ver), a alta velocidade, mesmo em frente ao jardim-de-infância e que me fez subir o passeio, eu que vinha em sentido contrário, para que não chocássemos de frente. Pareces ser um gajo de tomates, oh meu! Vê lá se não bates com os cornos numa esquina próxima que isso de alface e tomates ainda pode dar uma grande salada.

Tenho medo sim senhor. Sinto sempre um arrepiozinho na espinha quando leio “saída de emergência”. Não sei porquê mas associo sempre a catástrofes, lembro-me da discoteca em Bali e tantas outras situações semelhantes. Se calhar também me lembro daquela igreja relatada em "The Reader" com as portas trancadas por fora. E fico em transe quando, como hoje, numa sala do Hospital de S. José em Lisboa, vejo uma porta, para ser usada em caso de emergência sem maçaneta/puxador que a impede que se abra em tal circunstância. A foto, mesmo que de telemóvel, não me deixa mentir.

Vamos falar de economia. Quanto custa um penalty? Não, amigas e amigos, não vou alinhar na histeria quase colectiva que assolou o país devido ao penalty fantasma do jogo de Sábado. Eu sou sócio, há muitos, mesmo muitos (sou cota, não esqueçam) anos do S L Benfica. De alma e coração. Mas também sou accionista da SAD Benfica. E espantem-se se se quiserem espantar, também o sou da SAD Sporting e da SAD Porto, isto é, das três maiores empresas de futebol do país. É por isso que hoje em dia, para mim, vale tanto um golo do Nuno Gomes como um do Levezinho ou do Hulk. Economico-financeiramente falando, naturalmente. Quando entram três empresas em campo, três más empresas, diga-se de passagem, dando o exemplo do passado Sábado, a empresa SAD Benfica e a empresa SAD Sporting com gestões financeiras, dizem os entendidos, ruinosas que se não fossem de futebol há muito seriam insolventes e a empresa árbitros de futebol, com uma gestão de recursos, se não ruinosa pelo menos desastrosa, apenas a empresa árbitros é visada pelos erros que comete. Se não fosse terem sido distribuídos 750 mil euros à empresa SAD Benfica e outros tantos 750 mil euros à empresa SAD Sporting quem me ressarciria a mim, accionista da SAD Sporting por tão mau desempenho dos seus funcionários na marcação das penalidades de desempate? É que as minhas acções desvalorizaram por causa disso. Já agora, o penalty mal assinalado contra a empresa SAD Benfica na contenda pública num campo da freguesia das Antas há bem pouco tempo, arredou a empresa SAD Benfica do 1º lugar do ranking das melhores empresas de futebol deste ano na tabela Sagres. E esse penalty sim pode valer alguns milhões a menos nas contas da empresa SAD Benfica dada pela confederação patronal chamada UEFA. E não fosse eu accionista das duas empresas, da gloriosa empresa de Lisboa e da (pffff, béécckkk) empresa azul do Porto e estaria agora a ver a minha carteira de acções a ser penalizada.

Quanto custa a ineficiência? Estive hoje, como já se devem ter apercebido, no Hospital de S. José. O meu sogro foi para uma consulta de anestesia e, porque tem 81 anos e dificuldade em se movimentar sozinho, a minha mulher teve de o acompanhar. Eu fui fazer de motorista, caso contrário um táxi para ir e voltar custar-me-ia os olhos da cara. Para uma consulta marcada para as 11 da manhã, esperámos até às 14h30 para sermos chamados e mais 3 minutos para sermos consultados. Eu não sei quantas pessoas, por este país fora, tiveram de acompanhar hoje familiares idosos a consultas. Mas, sem ter de fazer nenhum exercício difícil de extrapolação, tenho a certeza que isto custa muitos milhares de euros ao país por debilitar substancialmente os índices de produtividade. Tendo em conta que esta situação mais não é do que o reflexo de uma péssima gestão hospitalar, não deveriam, no final de cada mês, estes gestores indemnizarem o estado pelos prejuízos causados ao erário público em vez de receberem os chorudos ordenados que recebem?

Cheirinhos. Nunca entendi porque é que os parques de estacionamento dos hospitais, por maiores que sejam (conheço S. José, Garcia de Orta e Sta. Maria todos muito bem), nunca têm lugares disponíveis para quem vai a consultas médicas. A alguém, algum dia, que o saiba peço e agradeço que me deixe um comentário explicativo. Tive por isso que, depois de deixar o meu sogro com a minha mulher na sala de espera da consulta que procurar um parque de estacionamento. Deixei-o no parque subterrâneo do Campo dos Mártires da Pátria. Como gosto de andar a pé, não saí nem entrei pelo elevador tendo antes utilizado as escadas. Estas são arejadas e bem cheirosas, ao contrário das do parque de estacionamento da praça S. João Baptista em Almada que tresandam de cheiro a mijo. Devo concluir que os almadenses são muito mais mijões que os lisboetas ou que em Almada não há fiscalização e muito menos limpeza? (Ao cuidado da ASAE e da Bragaparques).
Por falar em Campo dos Mártires da Pátria, realço o verdadeiro conceito de espaço público, com uma fauna interessante de patos, pombos, galos da índia, galinhas pedreses, pavões e outras espécies. Um parque calmo e sossegado. Não sei se seguro, mas a verdade é que até à data não tenho razão de queixa.

Paisagem. Gosto de fazer caminhadas e faço-o com frequência no Parque da Paz em Almada. Têm várias espécies arbóreas, muitas delas classificadas e assim vou aprendendo um pouco mais de botânica, o que não é difícil visto o meu bem escasso conhecimento da matéria. Em meados de Fevereiro as Ameixoeiras de Jardim estavam lindas de floração. Hoje estão lindas de folhagem.

A natureza é muito mais bonita do que os mijões, os árbitros, os dirigentes das empresas de futebol e os gestores hospitalares. (No dia 8 de Agosto de 2007 escrevi aqui no PreDatado um post com crítica ao funcionamento do Hospital de Beja. O seu director não terá gostado muito dessa crítica e pediu-me detalhes sobre o que eu afirmava. Alguns dias depois mandei-lhe um relatório completo. Sei que respondeu ao meu cunhado, há relativamente pouco tempo, considerando normal a situação. Não é má fé gostar mais da Natureza do que, por exemplo, do corporativismo, pois não?).

Porque hoje é terça
Como doce, de minha infância, é a lembrança
Cada cor, à saída do vapor, seu paladar.
De doces cores se adoçava a boca da criança
Açúcar, água e lume brando a crepitar.
Hoje és tu de mil cores a tentação
Te beijar, te lamber, te devorar
Em turbilhões de volúpia e de tesão,
Como um vapor, em doce leito, a navegar!
Etiquetas: Andamos nós a pagar para isto, Coisas, Futebolices, Versos meus
Segunda-feira, Março 23, 2009
1397. Mil novecentos e setenta e quatro (ler 1974)

Sem exagero, desculpem repetir-me, tiro mais de mil fotos por mês. Tiro de patos e de andorinhas, de aranhas e estevas, de amendoeiras em flor e em fruto com certeza. E alguns retratos também. E até ao Cristo-Rei! Se o meu blog fosse de fotografia alimentar-se-ia mais de dez anos de imagens.
Sem exagero (lá estou eu), há casos e factos políticos mais de mil em cada ano. E se não os houvesse pediria ao professor Marcelo para os criar. E com eles, discorrendo da esquerda para direita ou da direita para esquerda escreveria neste blog mais de 100 anos seguidos ou, se a tanto não me sorrisse a vida, tantos anos quantos os que Pacheco Pereira escrevesse.
Sem exagero, e agora é mesmo sem nenhum exagero, já escrevi mais de 100 poemas e os poetas verdadeiros, mais de mil e outros mil e, se bem contados mais mil lhes somarei. Se o meu blog fosse de poesia eu poderia alimentá-lo mais um ano, quiçá mais um e outro um se rimasse com atum!
Sem exagero já se marcaram de penaltis mil e de foras-de-jogo outros mil. De chicotadas mais mil e de jogadas boas nem tantas mas quase mil eu diria. Se o meu blog fosse de bola, redondos números, seriam mil anos de escrita sem parar.
Sem exagero vos digo e sabeis que eu vos não minto, só de felinos há quatro que me povoam os dias. De anfíbios outros dois e plantas há rosas, amores-perfeitos e coentros e outras de cujo nome se me escasseia a memória. Mais de mil não é certo mas muita história contaria e até pardais eu criei e a galinha “solipanta” e até o “pinto da bosta”.
Mas o meu blog não é isso e, sem exagero vos digo que o meu blog é de amor. E isso custa porque um amor como este não se alimenta de beijos, tão pouco de cartão Visa. É de letras e palavras e palavras feitas frases e frases feitas sentido. E isso custa. Sem exagero vos digo que este meu amor me cansa, mas a vós vos devo não me divorciar dele. Enquanto me lerem eu existo. Mais de mil dias e quase outros mil também. 1974 dias na vossa presença. E se não escrevo o número por extenso é porque 1974 é para mim, também, uma data de amor.
Foto PreDatado
Etiquetas: Coisas
Domingo, Março 22, 2009
1396. Domingo antes de almoço

A boda e a baptizado não vás sem ser convidado. Vem isto a propósito de que hoje não fui eu o autor do faustoso (bom, não será faustoso, mas o cheiro que me chega da cozinha inspira-me palavras bonitas) repasto que hoje provirá os nossos pratos. Como diz o povo a fome é a melhor cozinheira, espero que a minha vizinha, neste caso a minha querida mulher que nem tem uma galinha melhor do que a minha, faça a boda, que é como quem diz burro com fome até cardos come. Sei que tudo acima parece não fazer sentido mas como para bom entendedor meia palavra basta e como cada um sabe de si e Deus sabe de todos o que eu quero exactamente dizer é que estou com tanta fome e que como comer e coçar o pior é começar, estava aqui a pensar em ir já directo para a mesa comer um pouco de paio de porco preto e/ou um queijinho de cabra alentejano com uma pinga tinta para fazer boquinha. Mas como na casa deste home quem não trabalha não come, o melhor é levantar o rabinho daqui da cadeira, deixar-me de escrita sem sentido e ir eu próprio preparar as entradas. E onde comem dois comem três, tal é a hospitalidade deste povo, não soubesse eu que vós queridas leitoras e vós amigos leitores sois bem mais que três e franquear-vos-ia as portas de imediato para que comigo se sentassem À mesa. Temos de pedir ao povo um ditado que onde comam dois comam pelo menos mais uma dúzia para que o convite seja feito. E como não há mês mais irritado do que Abril zangado vamos todos aproveitar este domingo de Março, o último deste período com horário de inverno porque no próximo o galo cantará mais cedo. E como saber esperar é uma grande virtude peço-vos que tenham a santa paciência de esperarem por algo mais interessante que isto para lerem durante a próxima semana porque isto só pode mesmo ser da fome. Até porque por casar nunca ninguém ficou, não foi com quem quis, foi com quem calhou.
Etiquetas: Bom proveito, Coisas
Sábado, Março 21, 2009
1395. Dia Mundial da Poesia

O Melro
Está poisado no cedro e canta apenas
As penas e alegrias nupciais.
Amor e adeus. Encontro e despedida.
Por isso são de luto as suas penas
E o que ele diz está antes das vogais.
Onde o poeta falha ele não erra
Só ele sabe a sílaba proibida
Só ele canta o código da terra.
Manuel Alegre
Foto encontrada aqui
Etiquetas: Poesia
Sexta-feira, Março 20, 2009
1394. Sexta pela manhã
- Sono, o meu mal é sono, dormi muito mal, se é isso que queres saber – tentei rematar a conversa.
- Dores? - Perguntou compadecido.
- Não, nada, só sonhos… - condescendi em dar mais algumas explicações, enquanto o espelho espalhava a espuma de barbear no rosto.
- Pesadelos??!!! (gostava que tivessem visto a cara de assustado com me perguntou/interjeitou mal lhe falei em sonhos).
- Criatividade meu, esta noite estive a criar. A minha cabeça escreveu de tudo, teatro, poesia, romance.
- E não queres reflectir essa criatividade aqui? – Perguntou-me com um ar tão sacana que me deixou fulo.
(Desta vez fiz-lhe mesmo uma cara de segunda-feira, sete da manhã, depois de um domingo de copos; depois passei abundante água fria no rosto, coloquei a toalha no ombro e dirigi-me ao duche; só podia estar a mangar comigo, se já se viu querer-me armar em espelho; reflectir, reflectir, reflectir… ele que reflicta que é essa a função dele… ele é que é espelho! Estou mesmo com cara de segunda feira; tomara já o fim de semana).
______
Se quiserem dêem uma voltinha na GT. A Janette está cá uma...
Etiquetas: Eu e o meu espelho
Quinta-feira, Março 19, 2009
1393. Pai

E quando no turbilhão bravias ondas
Se desfazem na firme rocha em alva espuma,
Lembram-me os teus cabelos brancos.
Foto PreDatado, 2009. Esta e outras em Fotos do Pre.
Etiquetas: Dia do Pai
Quarta-feira, Março 18, 2009
1392. Um dia fodido


a) Disciplina militar
Não. Hoje não é realmente um daqueles dias em que um tipo se sinta particularmente feliz. Aliás, já nem diria feliz. Contentava-me com um dia recompensado. Mas nem isso. Levantei-me (quase rastejei) com o meu nervo ciático em alvoroço. Não fosse eu ter sido militar de carreira – grande aldrabice – e não lhe tivesse incutido o respectivo correctivo analgésico – pura verdade – e ainda estaria aí gemendo por um canto. Não basta? Não, não basta pois hoje, a descer apenas três degrauzinhos em Almada, escorreguei, dei uma valente queda, tenho um braço todo esfolado e claro a coluna ressentiu-se e chamou de novo à parada a citadíssima dor ciática. Já a pus em sentido, mas acho que ela não é de muita obediência.
b) Volta companheiro Vasco e nacionaliza já esta porra toda
Farto-me de ouvir loas à iniciativa privada e de ouvir que tudo o que é público é uma merda. Uma merda, digo eu, para a conversa. Dirigi-me ao balcão da minha (?) companhia de seguros para participar um sinistro. Como não vi nenhuma sinalética que me indicasse caminho ou direcção, dirigi-me à primeira funcionária que vi sem nenhum segurado em frente, Bom dia minha senhora, desculpe interromper-lhe o trabalho mas gostaria de saber a quem devo participar um sinistro, Sinistros é com o meu colega, se não se importa aguarde um pouco que ele deve estar a chegar. Pois daí a uns quinze minutos chegou um senhor, vindo da rua, não sei se o horário de entrada dele era mesmo às 11h35, talvez, que quando me atendeu e lhe disse para o que vinha, me facultou, simpaticamente, diga-se em abono da verdade, um número de telefone para o qual eu deveria ligar e participar o sinistro. Só isso, perguntei, Só, respondeu-me. Foda-se, a gaja a quem eu me dirigi primeiro não poderia ter-me dado esse número de telefone? É uma companhia privada, caneco, não é nenhum balcão das finanças ou da conservatória do registo civil.
c) Quando for grande quero ter uma bicicleta
Tirei as fotos que vos mostro na Avenida D. Afonso Henriques em Almada. Acho que no seu tempo o nosso rei se deslocava a cavalo, ou de égua, ou talvez de burro e que hoje em dia a gente anda de carro e de autocarro e de metro de superfície e de mota, já não há burros, nem em Cacilhas, ali a dois passinhos. Mas a C. M. de Almada ainda acha que a gente anda de bicicleta e vai daí até instala parque de estacionamento para as ditas. Apenas duas notas de má-língua (as fotos são de telemóvel mas talvez dêem para ver)
1. O parque está vandalizado. Não sei se por “viaturas autorizadas” já que ali é zona supostamente de trânsito restrito e portanto apenas aberto a viaturas autorizadas, se por vândalos pedestres (não lhes chamo pederastas porque tenho algum respeito pelos gays).
2. A senhora presidente da Câmara não me parece gente de muitas rezas, mas mesmo com promessas ao S. Joãozinho da Ramalha o parque se encherá. Pudera, em Almada não há pistas para bicicletas e assim continuará vazio (hei, não me batam, eu sei que há uma lá para os lados do Parque da Paz, mas aí não há parque para bicicletas; quem lá vai e depois acaba correndo ou caminhando, deixa-as amarradas às árvores).
Etiquetas: Cidades, Coisas, No país das maravilhas
1391. Frutas e outros comeres

Coloquei-te na mesa, e tu te abriste
Em racha de onde a pevide já espreita,
Tarda o tempo em que te vou comer.
Num ritual de preliminares feito,
Apalpo-te o bojo e oiço sons
Que de dentro emites, como queixa;
- e olhas-me o instrumento já em riste.
Mas antes que te prepare o fino leito
Admiro-te a pele (de vários tons)
E como que à espera de uma deixa
Coloquei-te na mesa, e tu te abriste.
Não estás intacta, dá para ver
Teu interior vermelho, reluzente.
A água que me escorre já da boca
Que de pecaminosa gula se deleita
Quer que avance sem mais tempo perder.
E prestes chegarei com ar demente
E mordo e chupo e lambo, à louca,
Em racha onde a pevide já espreita.
É agora. Meu desejo mais não espera,
Que de esperas poderá desesperar.
E apareces-me assim feita talhada,
E no centro um castelo de prazer
Da arte de cortar a linda esfera.
Melancia, que a sede faz matar
Como se fora sede saciada.
Tarda o tempo em que te vou comer.
O PreDatado©, in Frutas e outros comeres
PS. Reposte de outros tempos, do PreDatado e do ante-et-post só para vos ir abrindo o apetite para as frutas de Verão.
Foto encontrada em vários sites da net
Etiquetas: Frutas, Versos meus
Segunda-feira, Março 16, 2009
1390. Desafios (outra vez)
1. Um ex-colega meu à interpelação da filha do que era um embarcadiço, respondeu “filha, quando vires um senhor na rua sempre a olhar para as montras e a virar-se para olhar para o rabo de cada senhora que passa, então ele é um embarcadiço”. Eu também já fui embarcadiço.2. Na primeira vez que fui à pesca para o largo, mal o barco começou a curvar na bóia da saída da barra de Setúbal, salta-me a cana e carreto, ainda por estrearem. Foram dar um mergulho. Eu levava um segundo conjunto e a pesca desenrolou-se sem sobressaltos. Sou, normalmente, um homem precavido.
3. Deixei a minha namorada à seca todo um almoço, depois de um exame (dela) na faculdade. Saí do barco, olhei para o relógio, vi que estava na hora e desatei a correr. Só dei por mim em Paço de Arcos, à porta da Escola Náutica. Em vez de ter corrido para o autocarro, corri para o comboio como fazia todos os dias. A minha namorada estava no ISCTE, no Campo Grande à minha espera. Estou casado há 29 anos. Nem todas as rotinas são dramáticas. Às vezes sou distraído.
4. Durante alguns anos se soubessem que era eu quem ia estrelar os ovos trocavam-se olhares cúmplices de desconfiança. Só confiavam em mim para abrir as latas de conserva e os pacotes de batata frita. Hoje esfregam as mãos de contentes quando me ofereço para entrar na cozinha. Não é para me gabar mas costuma sair coisa boa.
5. Por falar em comida, sou um louco amante de foie gras, gosto de qualquer outro paté que contenha fígado de aves ou porco e, como entrada, não são poucas as vezes que escolho uma terrine normande ou provençal aux fines herbes. Na verdade nunca consegui tragar fígado cozido, frito ou grelhado e casa onde me cheire a iscas é de ir à náusea. Contradição que acho que nem o meu estômago consegue explicar.
6. Não gosto de perder nem a feijões. Quando jogo a qualquer coisa faço-o pelo prazer do jogo mas também pela pica que me dá em ganhar. Dizem (as más-línguas, claro) que quando eu era miúdo gostava de alterar as regras a meio do jogo quando este não me estava a correr de feição. Havia quem me augurasse um futuro na política e apostaram mesmo que eu viria a ser primeiro-ministro. Enganaram-se. Sou, certamente, um batoteiro de segunda.
A castanha pilada do blog Histórias de Embrulhar Castanhas desafiou-me, numa daquelas teias da blogosfera, para que eu discorresse seis coisas aleatórias sobre mim. Penso que este tipo de desafios que nos proporcionam alguns posts interessantes são aceitáveis e por isso cá estou eu a responder ao dela. Agora deveria escrever as regras e coisa e tal e nomear seis para fazerem o mesmo. Estão convidados todos (quem é mauzinho, quem é?). Vá lá, é fácil e não dói.
Foto: PreDatado, Costa da Caparica, Fevereiro 2009
_____
Entretanto continua a saga da Janette na guerra do travesseiro. Cheira-me que ela é uma malandreca que ainda tem muito para dar.
Etiquetas: Desafios
1389. Um recado para a senhora

Adenda: Muito tenho ouvido o nosso Governo propagandear a marcação de consultas via internet. Acabei de aceder ao site do Curry Cabral. O site não o permite e além disso está "em construção". Atendendo a que no sector de notícias, as últimas são de Novembro de 2006, muito tempo duram as obras nestas nets governamentais. Mandem lá o Magalhães pode ser que o "homem" resolva, pá!
Etiquetas: Andamos nós a pagar para isto, No país das maravilhas, Qualidade de Serviço
Domingo, Março 15, 2009
1378. Lunch Time Blog e xixizinho

PS. *Puto – em português de Portugal, criança. Para que os meus leitores brasileiros não confundam.
PPS. Em dois tempos. Cronologicamente falando. Não se fazem análises clínicas ao domingo sem ser nas urgências dos hospitais, salvo seja, como dizia a minha avó.
PPPS. O Schubert não come carne de porco. Nem ele, nem nenhum gato cá de casa. Parece que não têm enzimas digestivas para esse tipo de alimento. E foi por isso que o Schubert, desta vez, não teve nenhum protagonismo neste LTB. Dormiu enquanto comemos. Abençoado gatinho.
Foto: Anita Capote
Etiquetas: Bom proveito
Sexta-feira, Março 13, 2009
1387. Distraído

E até muito pouco cuidado
Com viagens e passeios
E a ouvir cantar o fado
Tenho andado distraído
Aumentam os meus receios
De me ficar na caminhada
Da coisa pública sei nada
E pior, do futebol.
E mais não ponho no rol,
Como brócolos com pescada
Bebo tinto do barril
Aumentam os meus anseios.
Tenho andado distraído
Perdi alforge e cantil
E nem o baião do Brasil
Ou outro som tropical
Já me arrepia o pêlo.
E se não tenho cuidado
Com aquilo, coisa e tal
Ainda fico sem cabelo.
E se careca brancura
É já um rimar perdido
(A minha intenção é pura)
Tenho andado distraído.
E para findar esta cena
Cantemos em desgarrada
Este verso sem sentido
Só pra que ‘inda valha a pena
Toda esta trapalhada
D’ andar por aí, distraído.
Foto PreDatado, Março 2009
PS. Num post aqui atrasado escrevi colocava-mos em vez de colocavamos. Raramente cometo este erro, embora o encontre por aí amiude. Eu que sou demasiado crítico aos erros ortográficos não propositados ou provocados por falta ou troca de tecla, senti-me envergonhado. Fui, e bem, repreendido por duas atentas leitoras, a minha filha e a Karla que foram tão elegantes que mo fizeram em privado. A minha filha no MSN e a Karla por e-mail. Embora a repreensão tenha sido privada, como disse antes, o agradecimento é público. Fiquei foi, por enquanto e durante uns tempos, desarmado em relação aos "entretias" e aos "suponha-mos". Mas a sabática não durará muito. E não vos disse já que sou um má-língua?
Etiquetas: Versos meus
Quinta-feira, Março 12, 2009
1386. Mãos ao ar!

Etiquetas: Andamos nós a pagar para isto, Governação é isso aí
Quarta-feira, Março 11, 2009
1385. Twitterucá twitterulá acho que não me fará mal ao Fígaro

Ontem uma certa equipa de futebol fez-me relembrar os meus tempos de menino. Colocavamos as sacolas a fazer de balizas e era muda aos 6, acaba aos 12.
Parece que o Vale e Azevedo enganou a UNITA em 1 milhão de dólares. Eu acho que este rapazinho é um verdadeiro guerrilheiro.
Estive numa cidade, na semana passada, onde não consegui ver um único papel no chão. Confesso que até me deu náuseas.
Gosto de tomar banho de água quente em piscina ao ar livre, ao mesmo tempo que me neva na cabeça. Infelizmente foi uma experiência quase única para mim que vivo num país com Verão em Fevereiro. Mas é bem feito! Os suíços também não têm Costa da Caparica.
Por falar em Costa da Caparica, parece que a areia que lá foi colocada para “refazer” a praia já o mar a levou quase toda. Não era nada que até um leigo não esperasse. Mas há quem não saiba como gastar o dinheiro. Ou então sabem de mais.
Ontem andou por cá Sua Excelência o Presidente da República Popular de Angola. Consta que não se encontrou com Bob Geldorf.
Querem mais um twitzinho, querem? Então cá vai: hoje vou mandar imprimir umas fotos digitais em papel. Eu tenho tiques de saudosista.
Se alguém que saiba alemão passar por aqui, deixe-me nos comentários, p.f., qual a diferença entre ausgang e ausfahrt. Fahrretei-me de ver as duas e era sempre para sair.
Carpe (o resto do) Diem!
Foto PreDatado, Março 2009
Etiquetas: Coisas
Terça-feira, Março 10, 2009
Saudades

Foto PreDatado, Março 2009
Etiquetas: Viagens
Quarta-feira, Março 04, 2009
1383. Sopinhas

A segunda certeza é que a esta hora, no hemisfério norte, no fuso horário em que se encontra Lisboa não é muito habitual se estar a comer sopa. Eu digo talvez (não digo, mas quero dizer), porque toda a gente sabe, que quando vamos aos fados ou a uma festa mais castiça, chega a uma da manhã e lá vem o inevitável caldo verde. E porque é que eu vim aqui a esta hora falar sobre sopas. Porque de quinta-feira em diante até ao próximo dia 11 (alguma probabilidade de 10 à noite) eu não virei à blogosfera para escrever ou ler blogs dos meus amigos e das minhas amigas, porque estarei ausente em viagem de férias e quer queiramos, quer não, férias são férias, sopas são sopas. Enunciado que está o ditado e porque sopa de peixe é a minha sopa preferida principalmente aquela que é feita com o que sobra da caldeirada, não deixem neste intervalo em que o PreDatado não está por aqui de irem ler a Guerra de Travesseiro. Na verdade está cá a ficar uma caldeirada que só visto. Se eu fosse um dos Duponts do Tintin diria mais, que só lido! Finalmente, não deixem também de ler e comentar, claro, o Diálogo de Monólogos. Pode não ser como a sopa de peixe mas vai por ali um caldinho… Provem-no.
PS. Comam a caldeirada ao almoço. Façam-na de modo a sobrar. Desfiem o peixe, retirem-lhe as espinhas. Acrescentem algum caldo (de preferência caldo de peixe, se não água quente), juntem uns cotovelinhos. No momento de servir, moam um pouco de pimenta preta já no prato. Bom apetite.
Foto:Elaine Skowronski encontrada aqui.
Etiquetas: Bom proveito, Coisas, pub em causa própria
Terça-feira, Março 03, 2009
1382. Adenda

1. Nada me move contra a HP nem tenho nenhum contra pessoal em relação aos seus equipamentos. Além dessa impressora, tenho outra ainda mais obsoleta que a dita (lol), um scanner (que por acaso me foi oferecido pela HP) e um laptop. O facto da(s) minha(s) impressora(s) se terem tornado obsoletas é uma prova da qualidade das mesmas dada a sua durabilidade. Aliás, não me parece que o negócio das impressoras, de per si, seja um grande negócio, mas sim enquanto associado aos tinteiros. Hoje uma impressora pessoal para casa ou pequeno escritório custa tanto como dois tinteiros. Se dois tinteiros duram um mês, imagine-se qual o principal negócio.
2. Não me choca, antes pelo contrário, que a política da HP em relação à reparação de equipamentos seja a que é praticada. Parece-me até que defende o consumidor já que, ao custo que está a mão-de-obra especializada, não existe nenhum acréscimo de valor nem para o cliente nem para a empresa em que se reparem equipamentos com preços de venda ao público da ordem dos que estamos a falar (entre 60 e 130 euros).
3. Assim, e tendo em conta os dois pontos positivos supra e que são bastante relevantes não se pode, uma empresa que actua deste modo, dar ao luxo de tratar os clientes como participantes de um rally-paper. Os scripts, usados no call centers, não bastas vezes se parecem com um parafuso sem fim, outras com um irritante loop. Foi praticamente o que me aconteceu. A despersonalização do atendimento ao cliente pode, não nego, ser uma mais-valia imediata sob o ponto de vista dos custos mas, mais cedo ou mais tarde, será uma desvantagem competitiva. Para muitos clientes a qualidade tem preço. E não vale a pena puxar por galões, basta dizer-vos que está a escrever quem sabe. E mais não digo.
4. Estou de acordo com uma política de trocas para material em fim de vida. É uma forma de fidelizar o cliente já que o custo de angariação de um cliente não pode ser desperdiçado e agravado pelo custo da não manutenção do mesmo. Por isso foi positivo verificar que existia uma lista de equipamentos passíveis dessa troca. O que achei pateta foi de nessa lista não constar o material que mais se justificaria incluir, ou seja, aquele que não pode de nenhuma maneira, dada a sua idade, ser reparado. Talvez a HP ache que nestes casos devam funcionar as leis do mercado e tal, mas um cliente quando vai ao mercado predisposto contra uma marca, não há lei de oferta e de procura que resulte.
Etiquetas: Qualidade de Serviço
Segunda-feira, Março 02, 2009
1381. Se calhar sou eu quem está obsoleto

Esta era uma página de eventual cálculo de reparação ou substituição do equipamento num programa de trocas. Por azar meu, a minha impressora não fazia parte da lista pelo que a alternativa seria enviar um e-mail à hp com descrição do meu problema. Desta vez, sem mais rodeios, tive uma resposta em cerca de 5 minutos que no entanto, foi para me informar que a minha impressora já não era passível de reparação nem fazia parte de nenhuma campanha de substituição porque estava obsoleta. Exactamente obsoleta! O quê, interroguei-me eu com muitos pontos de interrogação, o quê????. Quem é que precisará de trocar um equipamento, mais do que quem tem um dito cujo obsoleto, han? Então só se incentiva a trocar quem tem um equipamento relativamente recente? Fiquei banzado. Sai à loja mais próxima para comprar uma impressora nova. Estava tão chateado com este tipo de tratamento que não comprei uma HP.
PS. Com isto tudo foi passando, paulatinamente, a minha hora de almoço. Entrei numa tasquinha onde também havia um menu. Com duas opções, bitoque e bife com batatas fritas. Davam-me garantia que o bife era bom. E era.
Imagem muito bacaninha, aqui
Etiquetas: Qualidade de Serviço
Subscrever Mensagens [Atom]