Durante alguns anos, após a inauguração do metro do sul do
tejo na região de Almada, a ex-presidente da Câmara criou uma zona pedonal numa
área nobre da cidade, nomeadamente, o eixo central desde a praça S. João
Baptista até, aproximadamente, metade da
Av. D. Afonso Henriques. Na verdade não era totalmente reservada a peões, havia
via aberta para algumas carreiras de autocarros, táxis, veículos em marcha de
urgência e os chamados veículos autorizados. Aqui d’El Rey, gritaram os
comerciantes e alguns outros que não tendo nada a ver com o comércio, faziam
coro ideológico contra a Câmara Municipal de Almada (CMA). E Aqui d’El Rey que
as alterações feitas tiravam a frequência dos clientes às lojas por ausência de
estacionamento e de passagem pelas montras, etc. e tal e mais um par de botas e
um conjunto de imbecilidades, perdoem-me a franqueza. Não sei por que razão, se
tática ou se de falta de coragem ou mesmo falta de convicção numa solução que
fazia parte integrante da mobilidade reconhecida internacionalmente, vejam os
prémios recebidos, caraterística da cidade de Almada. Hoje o “canal está aberto”,
a circulação pedonal é um perigo e uma aventura para corajosos, misturam-se
zonas de passeio com faixas viárias (já assim era, na verdade, mas com um
número muito reduzido de veículos) e um estacionamento anárquico. Vou desde já
pedir ao Exmo. Presidente Dr. Joaquim Judas, pessoa por quem nutro estima, para
que arrepie o caminho entretanto traçado e volte à fórmula antiga dos veículos
prioritários. Porque o comércio no centro de Almada continua às moscas, é
penoso o número de lojas fechadas e os que gritavam por esta solução hoje
parecem bem mais calados porque se calhar ainda estão a engolir a própria
gritaria. Deem uma voltinha pelo centro de Almada e confirmem. É que enquanto
houverem zaras e pulls e outras âncoras
espanholas em grandes superfícies comerciais, só se safam as lojas de chineses
no chamado comércio tradicional. E não me venham com o tratamento personalizado
e de proximidade que eu já não ganho para isso.
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terça-feira, novembro 05, 2013
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
1617. Vá lá, não custa nada
O Parque da Paz em Almada é, para mim, um dos locais mais
agradáveis da Cidade de Almada. Um parque que tem manutenção diária
(infelizmente pouca vigilância) é rico em variedades vegetais, várias centenas,
bem acompanhada por fauna de penas que é um regalo admirar. Pais e filhos, avós
e netos, gente de todas as idades, etnias e naturalmente credos, creches
infantis, caminhantes, corredores, ciclistas, todos desfrutam de local fresco
e, acima de tudo, despoluído. Infelizmente no melhor pano cai a nódoa e é com
pesar que noto que os detritos que vêm da correnteza passam semanas sem serem
recolhidos. Para quem faz um trabalho de tanto mérito na manutenção poderia, de
vez em quando, fugir ao “trabalho programado” e limpar toda esta porcaria
acumulada. Nós, os utentes, os que gostamos de Almada, agradecemos.
segunda-feira, setembro 26, 2011
1586. A frente ribeirinha de Almada
Calcorreio, vezes sem conta, o passadiço do Ginjal, de Cacilhas ao jardim do miradouro, do miradouro a Cacilhas. Desço do Cristo-Rei à Arealva, da Arealva ao Olho-de-Boi e faço o percurso inverso, todas as vezes com uma esperança. Uma esperança vã de um dia encontrar uma zona ribeirinha de Almada digna desse nome. Bonita, atraente, amiga dos almadenses e de quem nos visita. É chocante a degradação em que, dia após dia, encontramos aquele que poderia ser o ex-líbris da cidade: o seu confronto com o rio, a irmã do sul da capital. Não o posso garantir, mas quase que juraria, que a recuperação da frente ribeirinha desde o Caramujo ao Forno do Tijolo já deve ter sido prometida pelo menos umas trinta vezes em campanhas eleitorais. Quase que juro.
Ontem uma vez mais desci à Arealva, assim é o nome da quinta onde até há pouco menos de cinco anos eram as instalações da Sociedade Vinícola do Sul de Portugal, propriedade de J. Serra e Irmãos (a propósito, tenho ainda alguns Dãos e Douros de coleção, além de uma aguardente vinícola de estalo desta firma). Quando esta sociedade decidiu encerrar a atividade, centenária naquela zona, consta-se que vendeu a quinta não se sabe bem a quem. Pronto, poderia por aqui um ponto final. É propriedade privada, fique-se por aqui. Mas não, não acho que deva terminar. Não sei a quem pertence a jurisdição daquele território, se à Câmara Municipal de Almada ou se à APL. Seja a uma ou a outra, a única coisa que vos digo é que tenham vergonha na cara. Não sabem como se faz, mesmo sendo propriedade privada? Não sabem? Gastam tanto dinheiro em tanta porcaria, metam-se no carro e dêem uma voltinha por essa Europa fora. Comecem já aqui pelo país ao lado, por Espanha, vão à França, à Suíça, à Áustria e até à Croácia. Não sabem? Aprendam! Não sejam cúmplices do atentado que se faz ao nosso património urbano ou natural, tanto faz. Vejam as fotos e tenham vergonha na cara. Olhe, para si especialmente Srª Presidente da Câmara, parafraseando não me lembro quem. A História não se faz só com glórias. Faz-se também com misérias.
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