Mostrar mensagens com a etiqueta Cidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cidades. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, setembro 15, 2010

1545. Um post com setes

Já lá vai o tempo em que eu fazia um passeio à arrentela, via um caniche a fazer o pino, tirava meia dúzia de fotografias à beira da baía do seixal e ao caniche também, chegava a casa, dava-me um “vaipe” e escrevia um tratado sobre pinos de caniches, um livro de visitas guiadas às ruas da arrentela e ainda elaborava um álbum de fotografias do rio Tejo com caniches e vinha a correr para o blog publicar isto tudo. Ora agora que há matéria para escrever à fartazana tipo, começaram as aulas para crianças que têm a escola primária mais próxima a 30 kms de distância, que o Benfica tem andado escandalosamente a ser roubado pelos árbitros, que o governo aumentou em cinquenta cêntimos o apoio social para manuais escolares, que já estamos bem lançados em setembro e apesar disso a temperatura do ar ainda se manda acima dos 35 graus, que comemorei o meu trigésimo aniversário de casamento no passado dia sete do corrente (corrente não, reserva ou garrafeira que fica mais a condizer), tinha eu tantos motivos para escrever, sei lá coisas como termos novas sete maravilhas naturais ainda não totalmente destruídas pelos incêndios, que já tivemos o orçamento com um queijo limiano saído da cartola e que agora vamos ter o orçamento com passos de magia ou seja passos de coelho sem cartola, isto é, troco um orçamento por uma razão legalmente atendível, ou se a inspiração fosse escassa podia até escrever sobre o despedimento do carlos queiroz ou da sentença casa pia, tanta coisa, tanta coisa e eu aqui paradinho, num blog que até me dá vergonha de dizer que falta pouco mais de mês e meio para fazer sete anos de existência, uma das sete maravilhas da blogosferas, digo eu, tal tem sido o desprezo a que, coitadinho, tem sido votado.

Pois hoje teria uma matéria muito mais interessante que, como já referi, daria para fazer um livro de visitas guiadas, não é que não existam outros mas este seria à moda do PreDatado assim tipo um musical da Broadway mas com cantores convidados porque o Pre não sabe cantar. Na realidade o Pre não foi à arrentela, desviou-se um bocadinho e esteve a passar uns sete maravilhosos dias de férias em nova Iorque, mas anda com tão pouca vontade de escrever ou então com falta de imaginação que para compensar os seus amigos leitores e as suas não menos amigas leitoras, que estão sempre ávidos e ávidas de novidades de tal modo que ainda aqui vêm uns sete visitantes por dia, para compensar dizia eu e não me alongo mais para não maçar as leitoras e as leitoras ficam aqui umas fotozitas. E bye bye que eu agora falo muito bem americano.

quarta-feira, maio 26, 2010

1535. Tempo

Parei no lugar reservado a residentes, não estacionei porque não sou residente e fiquei à janela do carro enquanto o meu amigo Paulo comprou o autoclismo. Fiquei parado o mesmo tempo do que se estacionasse, evitei a multa e vi passar o Franquelim. Há muito tempo que o não via e nem sei se ele me conhece ou se ainda se lembra de mim. Outras gerações, malta de Almada e do Almada. Passaram uma mãe e três filhos comendo gelados, pareciam ser de pistáchio pela cor ou talvez de menta. Mas não, se fossem de menta ter-me-ia cheirado. Um dos putos percorria a estrada junto aos carros em vez de seguir pela calçada. Vi também a Maria. A Maria é uma bacana, era uma bacana, ganda maluca, mas no bom sentido. A Maria é preta mas não é uma preta assim sem mais nem menos. A Maria já é preta há muitos anos, desde aquele tempo em que eu a conheci. Ou até antes. Gosta de todos não por ser preta e gostamos dela não por ser preta mas por ser Ela. Já não sei se ainda exala aquela maluquice de antigamente quando ria a bom rir por tudo e por nada, achei-a velha. O tempo não perdoa. Se calhar também foi por causa do tempo que o Franquelim não me reconheceu, ele que era um dos companheiros do meu finado tio Fernando. A quem o tempo parece não querer perdoar é à idosa que seguia o percurso do garoto do gelado de pistáchio (ou seria de menta?). Avózinha, deveria ir pelo passeio, aqui é perigoso. Sabia disso mas não podia caminhar “pelas pedras”. O autoclismo custou o mesmo preço comprado no comércio tradicional. E se tiver sorte ainda me sai o automóvel da rifa. Antes do pisca-pisca, olhei o retrovisor para tirar um pequeno grão de areia que se me introduziu numa vista. Tenho mais cabelos brancos. Será que é por isso que nos deixamos de reconhecer?

Foto PreDatado©, Almada 2009

domingo, julho 19, 2009

1463. Ponto de ordem

Tenho uma vaga ideia de que o primeiro ponto que conheci foi o Ponto Azul. A minha tia Felismina tinha um rádio Ponto Azul e a minha prima Helena, a primeira pessoa a ter televisão na família, se a memória não me falha, tinha uma Ponto Azul também. A partir daí os pontos passaram a fazer parte da minha vida quotidiana tão inevitáveis que alguns ainda me causam pontos de interrogação. Um tio meu foi ponto num teatro de revista em Lisboa, a minha mãe fazia doces onde era presença frequente o ponto caramelo, o ponto pérola ou o ponto estrada e mais tarde, era eu assim já espigadote e com pontos negros no nariz e nas bochechas, além do acne juvenil, a minha namorada, quando eu lhe punha sorrateiramente uma mão na perna, picava-me com a agulha com que se entretinha a fazer ponto cruz. Entretanto já eu me acostumara a ir espreitar o livro de ponto entre duas aulas a ver se a professora de História me tinha marcado falta de atraso na única aula que começava antes do meu autocarro chegar, a estudar que nem um marrão para o ponto de química, ou a não perceber nada dos códigos nos cartões de ponto quando comecei a trabalhar na Lisnave. Ficaram aqui muitos pontos por referir como é, por exemplo, o caso das sextas-feiras, dia da semana feito de propósito para os nossos deputados irem lá picar o ponto e pirarem-se para as suas santas terrinhas ou então para Paris ou Nova Iorque que são pontos de encontro muito mais chiques. Mas eles podem porque de quatro em quatro anos lá estamos nós a votar que é como quem diz a marcar o ponto para os legitimarmos. Não sei porque é que falei nisto tudo se a minha intenção era apenas falar nos ecopontos. Os ecopontos são aquelas caixas de plástico grandalhonas que povoam os nossos bairros residenciais e que vieram resolver todo o problema do consumo e exaustão de recursos do planeta. Basta reciclar. Há-os para quase todos os gostos, para embalagens de muitas espécies sendo que, algumas embalagens têm mesmo pontos especiais para elas, que o digam as de vidro e as de cartão. Mas tal como os nossos relvados, sejam os de ao pé da porta que apenas tentam mitigar os efeitos dos aglomerados de betão onde vivemos, sejam os de jardins e parques públicos, se tornaram ponto obrigatório onde madames e cavalheiros levam os seus canitos a defecar (eu por acaso até ia escrever cagar mas, no ponto em que vou, achei feio), também os ecopontos rapidamente se tornaram depósitos dos mais variados lixos. Está-se mesmo a ver qualquer dia as ruas cheias de sofaponto, vesturióponto, movelóponto, frigorificoponto, televisãoóponto e outros objectópontos até chegarmos ao ponto em que um engraçadinho se lembre de intalar o sograóponto. O que nós somos todos é uns grandes pontos e ponto final! (ponto final, ponto e vírgula, que isto é um ponto de exclamação).

Foto: Predatado

quarta-feira, março 18, 2009

1392. Um dia fodido

























a) Disciplina militar

Não. Hoje não é realmente um daqueles dias em que um tipo se sinta particularmente feliz. Aliás, já nem diria feliz. Contentava-me com um dia recompensado. Mas nem isso. Levantei-me (quase rastejei) com o meu nervo ciático em alvoroço. Não fosse eu ter sido militar de carreira – grande aldrabice – e não lhe tivesse incutido o respectivo correctivo analgésico – pura verdade – e ainda estaria aí gemendo por um canto. Não basta? Não, não basta pois hoje, a descer apenas três degrauzinhos em Almada, escorreguei, dei uma valente queda, tenho um braço todo esfolado e claro a coluna ressentiu-se e chamou de novo à parada a citadíssima dor ciática. Já a pus em sentido, mas acho que ela não é de muita obediência.

b) Volta companheiro Vasco e nacionaliza já esta porra toda

Farto-me de ouvir loas à iniciativa privada e de ouvir que tudo o que é público é uma merda. Uma merda, digo eu, para a conversa. Dirigi-me ao balcão da minha (?) companhia de seguros para participar um sinistro. Como não vi nenhuma sinalética que me indicasse caminho ou direcção, dirigi-me à primeira funcionária que vi sem nenhum segurado em frente, Bom dia minha senhora, desculpe interromper-lhe o trabalho mas gostaria de saber a quem devo participar um sinistro, Sinistros é com o meu colega, se não se importa aguarde um pouco que ele deve estar a chegar. Pois daí a uns quinze minutos chegou um senhor, vindo da rua, não sei se o horário de entrada dele era mesmo às 11h35, talvez, que quando me atendeu e lhe disse para o que vinha, me facultou, simpaticamente, diga-se em abono da verdade, um número de telefone para o qual eu deveria ligar e participar o sinistro. Só isso, perguntei, Só, respondeu-me. Foda-se, a gaja a quem eu me dirigi primeiro não poderia ter-me dado esse número de telefone? É uma companhia privada, caneco, não é nenhum balcão das finanças ou da conservatória do registo civil.

c) Quando for grande quero ter uma bicicleta

Tirei as fotos que vos mostro na Avenida D. Afonso Henriques em Almada. Acho que no seu tempo o nosso rei se deslocava a cavalo, ou de égua, ou talvez de burro e que hoje em dia a gente anda de carro e de autocarro e de metro de superfície e de mota, já não há burros, nem em Cacilhas, ali a dois passinhos. Mas a C. M. de Almada ainda acha que a gente anda de bicicleta e vai daí até instala parque de estacionamento para as ditas. Apenas duas notas de má-língua (as fotos são de telemóvel mas talvez dêem para ver)
1. O parque está vandalizado. Não sei se por “viaturas autorizadas” já que ali é zona supostamente de trânsito restrito e portanto apenas aberto a viaturas autorizadas, se por vândalos pedestres (não lhes chamo pederastas porque tenho algum respeito pelos gays).
2. A senhora presidente da Câmara não me parece gente de muitas rezas, mas mesmo com promessas ao S. Joãozinho da Ramalha o parque se encherá. Pudera, em Almada não há pistas para bicicletas e assim continuará vazio (hei, não me batam, eu sei que há uma lá para os lados do Parque da Paz, mas aí não há parque para bicicletas; quem lá vai e depois acaba correndo ou caminhando, deixa-as amarradas às árvores).

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

1377. Cinco sentidos e nobre povo


Pôr um pé na rua, ou os dois, com a descontracção de quem anda a passear, aguça-nos os sentidos. É uma conversa que se ouve aqui ou ali e que nos faz rir ou até pensar, é um aroma que se descortina, seja o do rosmaninho a florir ou a de um borrego no forno que sai pela frincha da janela de uma cozinha qualquer, é a senhora da banca dos chouriços e dos queijos que, na feira, nos dá a provar um bocadinho daquele paio caseiro, assim meio a medo que a asae ande por perto, é o ar fresco da beira-mar que nos bate na cara em dia soalheiro e que nos transmite um prazer de respirar até à profundeza dos oceanos e é o que vemos por aqui e por ali, coisas boas e coisas más, uma mini-saia a passar que nos faz ficar com um torcicolo no pescoço, ou um cagalhão de cachorro no chão que nos faz dar um salto e ficar com uma entorse no tornozelo. E se eu acho, vou escrever sobre isso um dia destes, que no nosso hino nacional há tanta coisa errada na letra, essa do “Nobre Povo” deixa-me com os cabelinhos em pé. A maior das porcarias que o nosso nobre povo faz e deixa por essas ruas fora dava para escrever um milhão de posts. Ou dois!

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

1373. Arealva


Estou ligado à Arealva por laços familiares. Não de propriedade mas de emotividade. Conheço a Quinta da Arealva desde pequenito pois um tio meu trabalhou lá vários anos e uma prima minha trabalhou lá tantos anos que foi para lá de garota e fechou a Arealva praticamente com idade para a reforma. A Quinta da Arealva e os respectivos armazéns de vinho pertenciam à Sociedade Vinícola do Sul de Portugal de J. Serra & Sons e fica situada na margem sul do Tejo quase junto ao pilar da ponte 25 de Abril. Infelizmente hoje está praticamente ao abandono e apesar de pertencer a uma entidade privada (creio) acho que a Câmara Municipal de Almada deveria intervir para bem da salvaguarda do património cultural e industrial do Concelho (se calhar não pode, se calhar não quer, estou eu aqui a dar palpites). Mas a razão deste meu post é a excelente exposição fotográfica, patente no Fórum Romeu Correia, na Praça S. João Baptista em Almada. As fotos são do consagrado João Soeiro e enquadram-se num trabalho mais vasto que tem a ver com o levantamento “reportográfico” do património industrial do Concelho. Para quem mora por estas bandas digo que vale a pena perder meia hora do seu tempo e ir ver este excelente trabalho.

Foto: PreDatado, 2009
Extracto da garrafeira particular do autor – vinhos J Serra & Sons / Arealva

Mais referências a esta exposição podem ser encontradas aqui e aqui.

segunda-feira, janeiro 12, 2009

1334. Pombos

Em boa verdade ter-vos-ei de dizer que nada em particular me liga a pombos. Lembro-me, ainda assim, na minha infância, de o meu pai e outros vizinhos terem uns pequenos pombais, lá no pátio onde vivíamos e da tia Gracinda fazer um arroz de borrachos que, dizem, era de estalos. Mas disso só tenho uma vaguíssima ideia. Lembro-me ainda do meu tio Domingos Couto e do seu irmão Zé Couto, respectivamente guarda-redes e ponta esquerda, primeiro do Pedreirense e depois já do Almada Atlético Clube quando da fusão com o União Almada, nos idos anos 40/50 do século passado, terem pombais de fartos e campeões pombos-correio. Diziam até que o Zé Couto era um dos maiores columbófilos de Almada e eu pequenito, no Altinho, a ver chegarem os pombos vindos de outras paragens. Já nem sei se disto me lembro de ter visto ou de ouvir contar. Alguns anos depois, já na adolescência, para mim “borracho” era aquela miúda lindinha de saias curta, cabelos compridos e olho castanho brilhante (e outras que não posso dizer, não vá ela ler isto) e de pombos pouco mais tenho a falar que das cagadelas que me deixam o carro miserável. Falarão de outros perigos e doenças várias os especialistas urbanos, nomeadamente os que cuidam do património arquitectónico mas nessas andanças não me apanham a mim que sou um leigo na matéria. Entretanto, os meus gatos fazem agora o favor de darem eles a necessária atenção aos pombos que pousam aqui ao lado, no telhado do vizinho, rilhando os dentes através da vidraça, como se dissessem, Ai se eu te apanho. Apesar destes pombos de telhado serem os mais familiares, aqui pelas minhas bandas ainda há quem se dedique à Columbofilia. E é ver os bichos, que de facto reconheço de bonita plumagem, em voos de treino para uma qualquer competição de um destes dias. E foi nestas andanças que captei a sequência de fotos, que fica mais bonita se clicada para ampliação, que vos mostro de seguida. O voo, a curva, a inversão, a retoma. Gostei. Espero que gostem também.






















sábado, janeiro 03, 2009

1326. Eu e os meus PSs

Eu e os meus PSs nada tem a ver com o partido político que ostenta esta sigla. Esta, que em latim se diz Post Scriptum é mais antiga que aquele e mesmo que o não fosse em termos de utilização tê-lo-ia sido em termos de criação. E apesar do segundo governar com maiorias absolutas que o método do Sr. Hondt lhe confere, muito maior é a maioria daqueles que escrevem e utilizam o primeiro para os fins, provavelmente, similares aos que me fazem utilizá-lo. Pois cada PS meu é usado, normalmente, em duas circunstâncias distintas sendo que se outra circunstância houver a adicionar a estas não serão apenas duas mas serão tantas quantas as que da aritmética dos números resultarem. Essas duas que passo a explicar brevemente para não vos enfastiar de texto que enfastiados andareis pela certa com tanta comezaina de Natal e Ano Novo, para não falar que ainda faltam os Reis e dos respectivos acompanhamentos líquidos que não escassas vezes vos obriga aliviar de joelhos no chão, rabinho içado e cabeça enfiada na sanita ou vaso como lhes chamam os meus amigos brasileiros. Mas adiante as razões serão então, a primeira para completar um texto com um assunto que ainda lhe pudesse ter respeito mas que se desenquadraria da prosa cortando-lhe a sequência, pelo que é melhor tratar mais tarde, sendo que esse tarde acaba por resultar num PS e a segunda, a que mais vezes utilizo é para complementar um texto com uma ou outra nota que lhe não dizem em absoluto respeito mas que não deverão perder a actualidade, quer isto dizer aproveitando o balanço do escriba e o momento de o dizer. Está neste caso o PS ontem escrito sobre o 5000º post do Praça da República que como era bom de ver não se enquadra não só no texto que o precedeu mas também, e principalmente, na imagem com que o ilustrei.



PS. 1. Escrevi um texto atrevidote para o blogue Ménage a Quattre onde colabora a minha amiga blogger e escritora Mirian Martin, Senhora também do Caldeirão da Bruxa. Até ao momento não teve nenhum comentário nem positivo nem negativo e eu não gosto de indiferenças. Portanto é lá ir e mandar palpites, ok?
2. A foto de hoje não é a de nenhum militante (pelo menos mediático) do PS mas sim para ilustrar este PS. Por protesto de várias leitoras, a Nanny, a Teté, a Mirian e outras que talvez se tenham esquecido de o fazer a que o Pre só arranje calendários com gajas… aqui vai!
3. Se o Presidente da Câmara do Seixal ou se algum seu assessor ler este blog (o mais certo é que não), informo-vos que desde que, à boa maneira das empresas capitalistas, iniciaram o downsizing da vossa Câmara com o outsourcing da limpeza das ruas, que a merda de cão cresceu exponencialmente na minha praceta. Ainda ontem borrei um sapato todo.



Imagem: calendário FOCH

quarta-feira, outubro 22, 2008

1259. O Poste!

Lembram-se do post onde eu falei de um poste inclinado durante vários meses. Pois é, o post do poste foi no dia 25 de Setembro, está lá a foto. Hoje passei por lá e tem um poste novo. Bendito post.

quinta-feira, setembro 25, 2008

1241. Levanta-te e... fica!

É na Rua Cidade de Ostrava em Almada que este candeeiro se encontra há alguns meses neste exercício de equilíbrio. No início pensei que estaria à espera dos Jogos Olímpicos para ver se ganharia alguma medalha em ginástica. Mas os jogos já terminaram e ele mantém-se na mesma posição. Provavelmente os delegados do Guiness estarão atentos e quem sabe, dentro em breve. Figurará no livro dos recordes. Mas falando sério, sério mesmo, o que eu acho é que nenhuma das chamadas “autoridades competentes” deu por isso. Sendo assim há que chamá-las a atenção antes que o poste faça alguns (eventualmente graves) estragos. E depois é como todos já sabem, foi um momento de azar, ninguém terá a culpa como nunca ninguém tem culpa nesta espécie de país.

foto Predatado

sexta-feira, setembro 05, 2008



1231. Ele há coisas do caraças


Tenho um amigo que construiu uma casa na Charneca da Caparica – Almada, com piscina e tudo, toma! É claro que a vazão da piscina tem de estar ligada ao colector de esgotos que por lá passa. O meu amigo em vez de falar com os padres fala directamente com o papa. E vai daí, solicitou a obra aos SMAS (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento) da própria Câmara de Almada para fazerem os respectivos trabalhos. A obra, essa, consistia na ligação da saída da piscina ao colector de esgotos e reconstrução da calçada (entretanto destruída para a referida ligação). Solicitou a obra a qual foi executada e paga em devido tempo. Fácil? Fácil! Ah grande CMA, assim é que é. Mas agora surgiu um pequeno quiproquó. O meu amigo ainda não tem licença de habitabilidade e sabem porquê? Porque entretanto foram lá os fiscais da CMA e reprovaram a obra. A calçada está mal executada e o meu amigo tem de mandar fazê-la de novo. A Câmara a reprovar a própria Câmara e quem se lixa, quem é?

imagem encontrada aqui

domingo, junho 08, 2008


1202. Só para não ficar em branco

Por um lado é óptimo caminhar e este fim-de-semana não foi excepção. Por outro, fazê-lo na única zona verde da cidade de Almada que se chama Parque da Paz é óptimo também. Dois óptimos e alguns espinhos de rosa. Hoje mesmo vinha a conversar com a minha mulher sobre o aglomerado de betão em que a cidade de Almada se tornou. Não falo nos arredores da cidade, embora ainda pertença do Concelho, como toda a zona da Costa da Caparica à Fonte da Telha, mas sim da cidade em si. Custa ter nascido ali (já contei aqui que de facto nasci em Lisboa mas ainda não tinha uma semana de idade e já era almadense) e ver a cidade de Almada se ter transformado num amontoado de prédios. Dizem os puritanos que tem um dos melhores saneamentos básicos do país. Que tenha. E até tem o maior número de piscinas em Concelho que eu conheço. Se calhar também tem o maior número de bombas de gasolina por Concelho que eu conheça. Mas o que eu queria mesmo, dentro da cidade de Almada era mais locais para viver. Ou serei obrigado a ir morar dentro de uma piscina municipal?




foto: PreDatado Canon 400EOS 08-06-2008 1/250 f:3.5