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sexta-feira, maio 05, 2017

1632. Falar autarquês

Lembro-me de, nos meus tempos de Liceu, ter morrido o filho de uma contínua, por sinal muito querida dos alunos. No mesmo dia soube-se, pelos jornais,  de uma grande catástrofe no Paquistão Oriental  (hoje Bangladesh) que ninguém, ou quase ninguém, na população estudantil do meu 4º ano de Liceu sabia onde ficava, incidente recorrente em tempo de monção, que matou um número muito elevado de autóctones, nas cheias pela intempérie causadas.  Foi até proposto na aula de Português que fizéssemos uma redação cujo tema seria "O acontecimento e a distância". Está visto o sentido da proposta da professora. De facto não só nos tocou muito mais fundo a morte prematura do jovem filho da empregada, com quem, por vezes brincávamos, do que os milhares de mortos, feridos e desaparecidos numa região que, face aos media da altura, ainda estava mais longe do que a distância geograficamente medida.

Mal comparadas (como se diz na minha terra) as distâncias, em termos autárquicos, o Porto, cidade muito nobre, leal e invicta, está para mim tão longe como o Bangladesh. Eu vivo nos arredores de Lisboa, Lisboa implica com a minha vida tanto como Almada e o Seixal e "brinca" comigo como brincava, em termos de afetos, o filho da nossa contínua. Assim, as eleições para a C M do Porto, não me aquecem, nem me arrefecem, estão longe, no Paquistão Oriental e se não fosse a rádio, a televisão, a internet e as 30 mil autoestradas paralelas que a ligam o Porto ao sul, se calhar eu só saberia onde ficava pelo Século, pelo Diário de Notícias ou pelos comícios futo-incendiários de um presidente de clube.

Perguntam vocês, com muita propriedade, porque é, que sendo assim, eu aqui me refiro ao facto. E eu respondo, porque estou farto de cagões. Isso mesmo. É que se em termos geográficos o Porto não se vê daqui (atenção portuenses, amigos e não só, eu adoro a vossa cidade, mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa), eu estou ainda mais longe do Rui Moreira do que do Bangladesh. E se o senhor não quer o apoio do Partido Socialista é lá consigo. É que quem sabe não seria o PS a boia de salvação para a monção que o ameaça. E já não estamos tão longe do acontecimento como parece...


PS (post scriptum e não o outro): Ana Catarina Mendes, porque no te callas?

quinta-feira, novembro 12, 2015

1625. A privatização da TAP



O lado para o qual me deito melhor é o de considerarem esta minha opinião de esquerda ou de direita. Posto isto, afirmo que a minha convicção é de que uma companhia aérea comercial não me parece estratégica para a economia e desenvolvimento de um país. Nem que esse país se chame Portugal e tenha relações (hoje em dia relevadas pelo PR na constituição do governo) privilegiadas com a CPLP e nas suas rotas inclua Moçambique, Angola, Guiné e por aí fora... e, se calhar também a Guiné Equatorial que o (ainda)  governo atual colocou no mapa dos países lusófonos. Uma empresa que tem mais de 100 milhões de prejuízos anuais, quanto mais depressa um governo se ver livre dela, melhor.  E a mais um governo (e outros anteriores) que deveriam corar de vergonha por pagarem salários principescos (quantos salários mínimos isso dá, quantos?) a gestores de uma companhia que acumula, ano após anos, prejuízos. Até abriria um parêntesis para dizer que se alguém a compra não será para perder dinheiro, antes pelo contrário e que, como consequência, porá no olho da rua todos estes gestores incompetentes. Se o não fizer e a TAP passar a dar lucros então o que o próximo governo tem de fazer é colocar os atuais gestores em tribunal por eventual boicote à economia nacional. Mas posto isto, o que me leva hoje a escrever este post não é facto de eu achar que a TAP deve ao não deve ser privatizada. Já dei isso de barato. O que eu quero chamar a atenção é para o oportunismo e falta de caráter de um governo demitido avançar com este processo à revelia de uma nova maioria parlamentar que o relegou para fora das portas de S. Bento. É que nesta política de vale tudo não sobra vergonha na cara a estes descarados.  As metas do deficit justificam isto? E a dignidade de quem quer ser, aos olhos dos outros efetivamente digno, hein? Não vale nada?

terça-feira, novembro 05, 2013

1623. Não havia necessidade



Durante alguns anos, após a inauguração do metro do sul do tejo na região de Almada, a ex-presidente da Câmara criou uma zona pedonal numa área nobre da cidade, nomeadamente, o eixo central desde a praça S. João Baptista  até, aproximadamente, metade da Av. D. Afonso Henriques. Na verdade não era totalmente reservada a peões, havia via aberta para algumas carreiras de autocarros, táxis, veículos em marcha de urgência e os chamados veículos autorizados. Aqui d’El Rey, gritaram os comerciantes e alguns outros que não tendo nada a ver com o comércio, faziam coro ideológico contra a Câmara Municipal de Almada (CMA). E Aqui d’El Rey que as alterações feitas tiravam a frequência dos clientes às lojas por ausência de estacionamento e de passagem pelas montras, etc. e tal e mais um par de botas e um conjunto de imbecilidades, perdoem-me a franqueza. Não sei por que razão, se tática ou se de falta de coragem ou mesmo falta de convicção numa solução que fazia parte integrante da mobilidade reconhecida internacionalmente, vejam os prémios recebidos, caraterística da cidade de Almada. Hoje o “canal está aberto”, a circulação pedonal é um perigo e uma aventura para corajosos, misturam-se zonas de passeio com faixas viárias (já assim era, na verdade, mas com um número muito reduzido de veículos) e um estacionamento anárquico. Vou desde já pedir ao Exmo. Presidente Dr. Joaquim Judas, pessoa por quem nutro estima, para que arrepie o caminho entretanto traçado e volte à fórmula antiga dos veículos prioritários. Porque o comércio no centro de Almada continua às moscas, é penoso o número de lojas fechadas e os que gritavam por esta solução hoje parecem bem mais calados porque se calhar ainda estão a engolir a própria gritaria. Deem uma voltinha pelo centro de Almada e confirmem. É que enquanto houverem  zaras e pulls e outras âncoras espanholas em grandes superfícies comerciais, só se safam as lojas de chineses no chamado comércio tradicional. E não me venham com o tratamento personalizado e de proximidade que eu já não ganho para isso.

sexta-feira, setembro 27, 2013

1622. Eu vou votar

Antes que comece o período de reflexão, tenho de mandar cá para fora as minhas mágoas. Estou num pentalema ou mais, porque isto já não é dilema, nem trilema nem o raio que o parta. Já recebi na minha caixa do correio as listas de todos os principais partidos em jornais, brochuras ou flyers  e dos que não recebi vou olhando para os outdoors e para os mupis.  Oiço dizer que nas Autárquicas o que interessa são as pessoas, normalmente dito pelos partidos que estão à rasca. Tenho de vos dizer que nem nas listas da CM, nem nas da AM nem mesmo, estas que deviam ser das pessoas mais pertinho de mim, da Junta de Freguesia, não conheço uma única pessoa. É obra. Bem sei que o Concelho tem mas de 180 mil habitantes, mas eu conheço pelo menos 3 mil deles. Nenhum nas listas? Bolas!

Bom, tendo em conta que o PCP mais uma vez ganhou estas eleições, que o PS mostrou aos portugueses que este governo não tem futuro, que o PSD vai dizer que esta votação não pode ser confundida com o mandato que recebeu dos portugueses para governar, que o CDS vai dizer que onde há lavoura, as pessoas não esquecem quem lhes quer bem, apesar de não estar muito satisfeito com Ponte de Lima, que o BE vai dizer que Salvaterra de Magos é o exemplo da justeza da sua política anti-piropos e quiçá anti-touradas, que o MRPP voltará a dizer que se não fosse as pessoas confundirem a foice e o martelo no símbolo da CDU teria ganho muitas câmaras, principalmente no Alentejo, vejo-me na obrigação de declarar que não voto em independentes. Eles são independentes de quem? E se correr bem para eles mas mal para as populações vamos penaliza-los como? Não votando no partindo independente?


Ufa! Isto já não é um pentalema. Isto é uma confusão do caraças. Mas uma coisa é certa. Vou votar. Não dou a chance a ninguém me dizer, “não faz mal, eu votei por ti”.

terça-feira, março 26, 2013

1618. Quero lá saber







É tudo más-línguas. Este país que chora (como eu o fiz há poucos minutos), pela tentativa de salvação de um golfinho, quer lá saber se é compadrio ou deixa de ser. Logo à noite há mais um jogo da seleção nacional de futebol. Continuemos para bingo.


(foto i-online)

quinta-feira, julho 14, 2011

1576. Quem atua?

Uma vez que moro na fronteira dos Concelhos de Almada e do Seixal é natural que seja por estas duas cidades que mais passeie. O que não estou disposto é que as minhas caminhadas sejam gincanas entre os cagalhões que povoam os passeios destas aldeias de prédios altos. Quem atua?

sexta-feira, julho 08, 2011

1573. Mensageiros

A mensagem é má, mata-se o mensageiro. Ah grande Alberto João. Parecem se coisas de bokassas, mas não.

sábado, julho 02, 2011

1566. Declaração

Declaro por minha honra (e assumo as minhas responsabilidades, tal como dizem os políticos) de que não cortarei metade do subsídio de Natal à minha empregada doméstica. Pode ficar descansada, D. Fátima.

terça-feira, agosto 18, 2009

1471. Bem-ditismos

Quando estou de férias a última coisa que gosto é de ser perturbado com sons que vão para além do dos passarinhos, do balido das ovelhas, do rolar das ondas na areia ou dos verdadeiros sons do silêncio, propícios à reflexão, que as calmas noites alentejanas me proporcionam, enquanto refastelado em faustas cadeiras espaldares ou espreguiçadamente deitado na rede a olhar o céu e a chuva de meteoritos. No entanto, condescendo, de vez em quando, alguns minutos do meu quieto direito à paz, ao barulho e ruído que os jornais e telejornais a transtornam. Quando ouvi na televisão que Isaltino de Morais foi condenado a sete anos de prisão por uma série de crimes (roubos?) que terá perpetrado, a notícia não me aqueceu nem me arrefeceu. Retirei-me e voltei aos meus longos períodos de reflexão. Eu não sei se o tal indivíduo é culpado ou não é. Não sou juiz e além disso o Dr. Isaltino recorreu pelo que, até que transite em julgado, não sou eu quem fará coro com os justiceiros da praça pública. Mas se ele pertence à canalha então que seja condenado. Porque a canalha existe e isto não é resultado de qualquer julgamento popular. Todos sabemos (são os mais importantes e relevantes Magistrados e Procuradores que o dizem) que existe uma canalha, um bando de vampiros que nos suga o sangue a cada minuto que passa. E choque a quem chocar terão um dia de o pagar. Seja em Oeiras, em Felgueiras, em Gondomar, em Alcochete, em Lisboa ou no Porto. Um dia, quem sabe, alguém possa ter umas mãos tão castas e tão limpas que nunca se sujarão a limpar o nosso país da canalhice. Benditas sejam.

PS. Um tal brasileiro Adhemar de Barros, em tempos que já lá vão, candidatava-se com o slogan “Adhemar rouba mas faz”. Infelizmente em Portugal também existe muita gente que apoia este tipo de políticos. Que façam algo e tudo lhes será perdoado. Mesmo que o façam à conta do nosso suor, quiçá do nosso sangue e quantas vezes das nossas lágrimas. Malditos sejam.

quarta-feira, julho 01, 2009

1454. Super-heróis, insónias e lixo


Compreendo perfeitamente que é impossível fazer tudo num só instante. Mesmo Deus que era Deus e, portanto, tinha muitos mais poderes que o Superman, o Homem-Aranha, o Hulk, o Batman e outros, todos juntos, demorou seis dias para criar o mundo, quanto mais os banais humanos. Portanto acho que recolher o lixo nas ruas não pode ser feito total e completamente às 10h, vá lá 10h e 01m da noite porque os homens da recolha do lixo teriam de ser omnipresentes e nem mesmo o Superman, que voa a uma velocidade superior à da luz, o é. Quem de certeza absoluta não é um super-herói, ou pelo menos para mim não o é, é o Senhor Presidente da Câmara do Seixal. E mesmo que ele fosse o Batman, o Senhor Vereador do Ambiente não será, com toda a certeza, o Robin. Mas se eles não conseguem organizar os horários da recolha do lixo de modo que todos os dias, excepto ao Domingo (o tal dia que Deus descansou), às duas da manhã eu não seja acordado pela infernal barulheira que o camião do lixo faz à minha porta, ao menos que troquem o percurso de modo que à porta da casa deles passem a fazer a barulheira que fazem à minha e à mesma hora e, mandem para cá o camião no horário que recolhem o lixo à porta deles. Ou algum de vós acredita que o Sr. Presidente é incomodado todos os dias no primeiro sono? Se ele aceitar a minha proposta não só votarei (de novo, irra!) nele nas próximas autárquicas como lhe enviarei pelo correio a ultima edição especial da Abril do Superman-Bi.

PS. A Amarsul comporta-se de uma maneira bem mais civilizada. Faz as várias recolhas dos eco-pontos durante o dia e nunca os vi aqui aparecerem depois das 10 horas da noite. O lixo não pode?

PPS. Superman-Bi não tem nenhuma conotação sexual. Isto não é propriamente uma parada gay. Era, não sei se ainda é, uma revista bimensal da Abril.

domingo, julho 01, 2007

1116. Herois do mar...

Ontem vi uma excelente nota de reportagem na SIC sobre o parque eólico espanhol na fronteira da serra de Montesinho. À parte das considerações, ecológica, energética, paisagistica, económica e eteceteras de que não vou aqui debruçar-me neste momento, uma informação retive e que não é de somenos importância. No outro lado da fronteira existe um posto médico em cada aldeia. Acresce que numa delas o próprio médico é residente. Aqui, do lado de cá, a ordem é fechar postos médicos. É neste país que se inicia hoje a presidência da União Europeia. Quero ver se no final dos seis meses, os nossos governantes têm vergonha na cara para apresentar as contas de quanto isto nos custou. E, já agora, se conseguem traduzir isso em quantos postos médicos se poderiam manter abertos.