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terça-feira, dezembro 07, 2010

1563. Quando o frio passar


Cheira-me a âmbar e jasmim,
fragâncias que emanam do teu corpo.
És a minha primavera.



Foto e texto PreDatado

quarta-feira, dezembro 01, 2010

1561. Ciúme






Por razões editoriais o poema foi retirado do blog e figurará na coletânea Palavras Nossas, Esfera do Caos, a editar em Novembro de 2012.
Vítor Fernandes (aka PreDatado)


segunda-feira, novembro 29, 2010

1560. Como eu gostaria de ser poeta

Ritmo e som. Ah sim, ritmo e som. Sobe Luísa, Luísa sobe, sobe que sobe sobe a calçada. Ritmo e som. Teu nome antes mesmo do caderno teu nome na negra lousa eu escrevi eu o escrevi e apaguei e se perdeu e renasceu. Ritmo e som, sonoridade e fonética, alma e coração, faísca que se acende ou água que se espelha entre os corpos. Ai Gedeão, Ai Alegre, ai Urbano, ai Pessoa como eu gostaria de ter este ritmo, como eu gostaria de acender a faísca, como simularia a dor que deveras sinto, como eu subiria a calçada. E escreveria, por toda a parte eu escreveria o nome dela.

Foto e texto PreDatado 2010

quarta-feira, novembro 24, 2010

1558. Introspecção



Coloco os auscultadores nos ouvidos. Hoje não estou cá. Estou longe de tudo e de todos mas pior do que isso sou eu que quero estar longe de tudo e de todos. Tenho dias assim, quero ficar comigo só, mas não é mau, não é mau ficarmos só conosco nem que seja por umas horas, por uns minutos, por ligeiros momentos. Nestes momentos passam-nos tantos anos pela cabeça, passam-nos tantos minutos pela cabeça, passam-nos até alguns instantes pela cabeça. Um encontrão aqui, outro ali e, de repente, abro os olhos entretanto semi-cerrados e fico a pensar que um valium me ajudará a passar esta pancada. E depois digo eih meu, vai dar uma voltinha, vai. Retiro os ascultadores dos ouvidos e desligo o Lou Reed da minha cabeça.

Foto e texto PreDatado 2010

segunda-feira, novembro 22, 2010

1557. Doces e outras iguarias

Hoje foi dia de saborear. Bem sei que te empenhaste, puseste tudo o que é teu de sabedoria culinária só para me agradares e eu fico feliz quando estás com a colher de pau em riste e com um sorriso nos lábios. Sei que algo de muito delicioso me vai ser presenteado, sei que os sabores dos nosso avós, mesmo se já não nos lembramos deles, nos vão ser servidos à mesa. Sabes como sou bom de mesa, um bom garfo como me costumas dizer. Tiveste até o cuidado de ires à minha garrafeira particular e escolher o vinho, Não é que sejas uma enófila nata mas, provavelmente, porque confias na minha garrafeira particular. Mas sabes também que eu, por mais maravilhosos que sejam os teus cozinhados, por mais cheirosos que sejam os teus temperos e por mais subtileza que tenhas em escolher um dos meus tintos preferidos só fico feliz quando te tenho por sobremesa. Tu, sim, és a minha verdadeira mousse de chocolate.

Foto e texto PreDatado 2010

sábado, novembro 20, 2010

1556. Estados de alma

Estou alegre hoje. Quando estou alegre gosto de escrever. Mas tenho de ter cuidado pois se começo para aqui a debitar frases atrás de frases ou nunca mais paro ou quem me veja escrever acha que estou numa de digito-suicidio. Por isso vou-me conter, vou dar uma sonora gargalhada, vou tomar um abafadinho, vou ver um desenho animado do bip-bip e do coyote, vou ler um bocadinho do Mário Zambujal, vou ouvir cantar uma desgarrada brejeira, depois vejo um tube (ou dois) dos Monty Phyton. Saio para a varanda, respiro uma lufada deste ar fresco que o outono manda e dou, sim dou, ofereço, partilho, sem querer nada em troca, uma sonora gargalhada.

Foto e texto PreDatado 2010

sexta-feira, novembro 19, 2010

1555. A minha cimeira

Um a um fui-os alinhando à minha frente. Fiz um risco no chão, o mais direito que fui capaz com a ponta de uma cana apanhada ali mesmo, no valado. Depois joguei fora a cana (não me lembro bem desta parte, se a joguei fora ou se a pus de lado). Continuei a alinhá-los, todos da mesma cor, camisa azul e calça cinzenta. Peguei na cana de novo (já sei, não a tinha jogado fora pois voltei a usá-la) e fiz um risco em frente ao outro. Mais tarde aprendi que se chamava paralelo. E alinhei os outros. As camisas eram vermelhas, tinham umas correias cruzadas em diagonal, brancas, sobre as camisas vermelhas. Alinhei-os em frente aos azuis. Todos tinham uma arma, alguns em riste, outros alinhada paralelamente, cá está, paralelamente, ao corpo. Mentira, não eram todos, um deles tinha um tamborzinho e outro, com umas bochechas gordas, tocava uma corneta. Atrás de cada fila alinhei os que montavam a cavalo. Também tinha cavaleiros com camisas vermelhas e outros com camisas azuis. Só que os que andavam a cavalo tinham espadas, não eram como os que andavam a pé. Da outra caixa tirei os canhões. Eram quatro e pu-los em cada uma das pontas das filas da frente. Não sei se eram aqueles os lugares deles mas também não me importei. Deixei ali mesmo os soldadinhos de chumbo e fui jogar à bola. Não gosto de guerra.

Foto e texto PreDatado 2010

quarta-feira, novembro 17, 2010

1553. Propriedade

Pediste-me para te fazer um poema e eu respondi-te que não se faz um poema sem acreditar no que o Eugéneo disse uma vez. A mão certeira, a intimidade, o coração. Pareceu-me, quando me viraste as costas, ter visto uma lágrima correr no teu rosto. Não te menti apenas acho que não me entendeste. Não posso escrever um poema se não estou certo que o que escrevo é o que é quero escrever, se a mão me treme. Não posso escrever se não te vejo cúmplice dele, se não és a terra que a água precisa de regar e muito menos se não és o coração em que me empenho. Os meus poemas são propriedade privada e ela sabe-o.

Foto e texto PreDatado 2010

terça-feira, novembro 16, 2010

1552. Vagueando nos teus sonhos

Sorris, vejo-te sorrir e tu nem imaginas que te estou a ver sorrir. Ou talvez imagines pois, mesmo sem esperar que nos vigiam, ficamos de alerta. E tu mais do que eu. És mulher, dizem que tens um sexto sentido. E sorris. Gosto de te ver sorrir. E eu sorrio também. E sem sairmos deste poema de sorrisos, viras-me as costas e eu abraço-te. Oiço-te murmurar mas não quero perturbar-te o sono. Nem o sonho. Continua a sorrir.

Texto e Foto de PreDatado - 2010

segunda-feira, novembro 15, 2010

1551. Liberdades


Sobre a almofada, entre o sono e o madrugar oiço uma música de fundo que me perturba e que ao mesmo tempo me comove. Sons de outros tempos e de outros lugares e sons que me soam tão actuais. Quero ficar assim no limbo apesar do sol teimar em invadir-me pela frincha da janela. Os partigiani estão lá longe, e as pálpebras essas continuam teimosamente a não se querer abrir. Não, não há invasores é só o Sol. Bella ciao, bella ciao, bella ciao, ciao, ciao. Cobri o rosto com os rubros lençois de cambraia. E abracei-te como se fosses a minha bandiera rossa, a minha liberdade.

Foto e Texto PreDatado 2010

sábado, novembro 13, 2010

1550. Nú

E ali estava eu, nu, sem muito bem saber o que fazer, sem muito bem saber se ir se ficar. Mas é assim que eu gosto de estar, despido de obrigações e à margem dos mandamentos da vida e da sociedade. Sozinho com os meus pensamentos e nem com os botões para partilhar. E ali sim, monto no cavalo da fantasia, o meu pégaso mais-que-tgv e deixo o pensamento tomar as rédeas da liberdade. Não sei se divago se me afago em deliciosos momentos. Que são meus.

Foto e texto de Vítor Fernandes a.k.a. PreDatado

terça-feira, junho 15, 2010

1528. Emoções

Ele há dias em que as emoções tomam-nos conta do corpo e da mente e por mais que a gente pense o que vai fazer (neste caso escrever) as pontas dos dedos apresentam-se-nos tolhidas, parece até que a caneta emperra ou as teclas queimam, Outros há em que as mesmas emoções se colam à flor da pele e são elas que comandam a mente e libertam o físico e somos capazes de correr como se tivéssemos asas ou voássemos como se fossemos peixes, E ainda outros dias mais ou menos controlados e controláveis pelas ditas emoções, que fazem o papel de racionais o que contraditoriamente não são nada emotivas ou se o foram já foram antes. Em mim, as emoções actuam das três maneiras descritas e se há mais perdoem-me as leitoras e os leitores mas não as consegui caracterizar e, tão depressa me prendem os movimentos como me mandam sentar rapidamente e em força em frente do teclado e ordenam-me que desabafe, que conte, que conte a rir, que ria a chorar, que ria e que chore e que deixe soltar a gargalhada, quando de gargalhada o motivo é e até mesmo que morda um lábio por que é o que está mais perto dos dentes, já que a fazê-lo à língua seria, pressupostamente mais doloroso. Pois é inundado de emoções que hoje vos digo que acabei de assistir ao mais recente (provavelmente amanhã haverá outro) doutoramento no Instituto Superior Técnico. E a doutorada é a minha filha Ana, de quem vos falo amiúde neste blog e que, juntamente com o meu filho João são o orgulho da minha existência. E não me digam que não é para viver as emoções desta maneira, com uma lágrima no olho mas com um sorriso a desenhar-me no rosto um traço de orelha a orelha. E logo a mim que até tenho umas orelhas muito sui generis.

quinta-feira, maio 06, 2010

1531. Declaração de amor

Gosto do cheiro da relva acabada de cortar e de d. rodrigos.

Gosto de cerveja fresca tomada numa esplanada à beira-mar e de t-shirts pretas.

Gosto de sericaia adornada com ameixas de Elvas e do cheiro da terra depois da chuva.

Gosto da brisa do fim das tardes de Verão e de andar descalço numa batemilha.

Gosto de fotografar flores molhadas e viajar em primeira classe.

Gosto do anticiclone dos Açores e de navegar na internet.

Gosto de fazer amor à luz do dia e de banda desenhada.

Gosto de dançar foxtrot e de pássaros fora das gaiolas.

Gosto de rimar inconsistente com dor de dente.

Gosto de ler Saramago, de ver Woody Allen e de ouvir Pat Metheny .

Gosto do cheiro que emana das lojas que moem café.

Gosto de TV HD, de cinema 3D, e do velho LP.

Gosto de mulheres nuas, de guarda-chuvas às riscas e de amendoeiras em flor.

Gosto de laranjas, de amoras, de ameixas e de sapatos de atacadores.

Gosto do Benfica, de fecho-éclair, de camisas aos quadrados e de alho francês.

Gosto de meias pretas, de mexilhão à marinheira e de vinho tinto.

Gosto de matemática e de azulejos do século XVII.

Gosto do som da balalaica, gosto de bicicletas e de canivetes suíços.

Gosto de pintar a acrílico e de filetes de pescada com abacaxi.

Gosto de pimentos, de orelha de porco, de canja de galinha e de polvo à lagareiro.

Gosto de esferográficas azuis, de rosas amarelas e de vinho verde branco.

Gosto de livres directos, de gin tónico e de espetadas de lulas.

Gosto de havaianas, de jeans, de gravatas Dior, de lenços Hermès e de sopa de agrião.

Gosto de expressões latinas e dar os bons dias no elevador.

Gosto de futebol, de rendas de bilros, de cabelos curtos e de óculos graduados.

Gosto de gatos, gosto de queijo de ovelha e gosto de dormir no sofá.

Gosto de rock and roll, de badmington, de lápis de cor e de cortinas translúcidas.

Gosto de ti! Gosto muito de ti!

Foto: PreDatado©, 2010 – Menir dos Almendres

quarta-feira, dezembro 09, 2009

1509. Conforto

Ainda não está muito frio, embora lá no interior do Alentejo as noites já comecem a ser fresquinhas. Mas que dá cá um conforto ter o lume aceso, ah isso dá. E até se assam castanhas. Vai um tintinho?

terça-feira, novembro 24, 2009

1508. Mestria e champanhe

Nem eu, nem a minha mulher fomos ou somos pessoas de nos imiscuirmos nas grandes opções dos nossos filhos. Contudo, sendo nós mais velhos, o que aliás, geneticamente falando, não poderia ser de outro modo, teve a experiência a gentileza de nos dotar de instrumentos, que poderemos chamar de úteis, para que, de alerta em alerta, os pudéssemos utilizar, não no sentido do proteccionismo, mas sim no da orientação em momentos de alguma fragilidade (deles) e também no do ensinamento na destrinça do que poderia ter ou não efeitos perniciosos no seu desenvolvimento. Posto isto, não fica difícil de perceber porque é que cá em casa há adeptos de diferentes clubes de futebol, porque é que a opção político-partidária não goza de unanimidade, porque é que temos visões diferentes das religiões ou porque é que uns preferem Radiohead e outros Caetano Veloso e por aí a fora, fico-me por aqui para poupar-vos à, sempre difícil, digestão dos textos corridos do PreDatado. Mas se por um lado tudo acima é verdade (juro mesmo, absoluta), também é verdade que nem só de pragmatismos vive o homem (tomem lá esta) e nunca lhes faltou um colo, um ombro, um abraço, um mimo, um carinho, uma ternura em todos os momentos que não só os necessários. Foi neste misto de afectividade e de céu estrelado, com algumas nuvens a vislumbrarem-se no horizonte (poeta!) que foram calcorreando as ruas do futuro, o qual lhes foi também ensinado que cada dia é o primeiro dia do mesmo. E hoje começa um novo futuro para o meu João Pedro. O meu filho, o meu menino, fez hoje a apresentação e dissertação da sua tese de Mestrado em Arquitectura. É um Mestre nesta arte, que a de gerir todas estas emoções mesmo que com a ajuda de um lenço para lhe afagar aquela teimosa lágrima que não para no canto do olho, mestre mesmo é o pai dele. Para ti meu filho, é hoje a taça de champanhe que eu levanto e, quando tomares a próxima decisão avisa-me que eu sou todo ouvidos.

domingo, novembro 08, 2009

1505. Felicidade


Dizem que não se podem, ou melhor, que não se devem começar textos por determinadas palavras mas apetecia-me começar este por, Até S. Pedro se quis associar à tua festa, pois, na verdade, após os dias invernosos que se fizeram sentir desde meados da semana passada, continuado neste chuvoso dia de hoje, ontem o Sol resplandeceu maravilhoso para te ver sair, deslumbrante, de casa dos teus pais, a caminho de uma nova vida que te auguro risonha, por quem és e porque o mereces e, quem assistiu e testemunhou ajudou-me a encher o ego de pai (estou que nem posso) ao me fazerem saber que foi linda a festa, Anita.

Sabes minha filha, ontem, quando te conduzia na passadeira para “te entregar” ao teu noivo, mordi várias vezes o lábio inferior para que não me viessem aos olhos as pieguíssimas lágrimas, que conheces bem, mas que hoje, ao lembrar-me que vais sair deste ninho para fazeres o teu próprio não as consegui segurar, mas não te preocupes, porque se nisto há um não sei quanto de nostalgia ele há, e aí posso te garantir, um trilião de vezes mais de alegria e sabes porquê, Anita? porque eu te amo.


terça-feira, outubro 20, 2009

1501. Gravata verde

Eu não sei e, confesso, nunca investiguei porque é que quando alguém pensa que poderá passar por uma grande vergonha utiliza a expressão “eu pintaria a minha cara de preto se…”. É natural que esta frase tenha conotações racistas, é também natural que não tenha, alguém que estude as frases populares que mo diga, que eu agradeço. O saber não ocupa lugar, ou ocupa mas eu acho que ainda tenho uns Gb livres. Posto isto, quem me conhece seja ao vivo e a cores seja através deste blog sabe que eu poderia utilizar esta frase e / ou outras política e socialmente menos correctas, não veria em mim qualquer preconceito racial.

Perguntais vós, amigas e amigos leitores deste blog, porque é que o PreDatado vem com esta conversa toda sobre preconceito, sendo ele um Sir, como todos o sabem. Pois meus amigos eu vou fazer a segunda confissão do dia: eu, PreDatado, Pre para os amigos e Prezinho para as amigas (já para não referir Sir Pre nos casos em que noblesse oblige) sou de facto um preconceituoso. Por mariquices que só as mulheres (quero dizer, a minha, não generalizemos) sabem a razão, devo ir a condizer com qualquer coisa, não só quando levar a minha filha na presença do representante da Lei, no dia do seu casamento, mas também e principalmente quando, em plena cerimónia, estiver lado a lado com vestido cor de esperança com que a minha cara-metade se irá apresentar. E vai daí, ontem, comprei uma gravata verde. Não vomitei na altura porque sou mais ou menos de bom estômago, mas se algum correligionário do nosso Glorioso Sport Lisboa e Benfica me fizer alguma observação jocosa lá terei de pintar a minha cara de preto. Pelo sim pelo não, vou levar, no bolsinho do colete, uma pequena bisnaga de tinta.

Imagem tirada daqui

quinta-feira, setembro 10, 2009

1480. O ambiente agradece

A minha médica pediu-me este mês uma bateria de análises. Rotina para quem já foi anémico, tem o colesterol elevado, os indicadores hepáticos no limite, o ácido úrico a rasar a trave e o receio, dados os antecedentes familiares, de que possa vir a ser diabético. Estas análises faço-as normalmente todos os anos (só repetindo aquelas que possam apresentar valores suspeitos, em outras periodicidades), mas eu deveria exigir que uma dela fosse obrigatória pelo menos de 15 em 15 dias. Trata-se daquela que obriga à recolha de urina 24 horas que, por inerência e desconforto do transporte do recipiente as ditas 24 horas, de cá para lá e de lá para cá, me obrigam a, praticamente, não sair de casa, ou, se sair, não me distanciar muito e entrar mais apertadinho que muitas virgens, vocês sabem o que eu quero dizer. E porquê, se é assim tão restritivo e até ditatorialmente asfixiante da liberdade individual, porquê, repete-se, ter de fazer essa análise ao xixi cada 15 dias? Pois bem: se se mija para o frasco não se suja a sanita, não é? E se não se suja a sanita não se tem necessidade de descarregar o autoclismo, óbvio. E durante 24 horas, o ambiente agradece. Alguém conhecia esta minha costela ecológica?

PS. O não andar a escrever diariamente no meu blog prende-se com vários factores que merecem uma explicação pública. Um dia destes farei um post com os vários items. Ou não.

quinta-feira, junho 18, 2009

1449. Manel

Se o meu blog fosse um jornal era certo e sabido de que os seus accionistas já teriam declarado falência, fechado as portas e mandado os seus jornalistas procurar emprego em outras freguesias (neste caso apenas um desempregado, dado a escassez de recursos no seu quadro redactorial). Se este blog fosse uma televisão não teria já nenhum anunciante e, creio eu, teria menos audiência que o baby channel da TV Cabo. Aliás, eu acho que tenho razão no que digo porque, quase com seis anos de blog, este ainda não foi visitado (consequentemente ainda menos lido) sequer por 100.00 visitantes. É de facto um número miserável mas que me obriga a respeitar mais ainda quem aqui vem ler. E porque sei que quem cá me vem ler é gente boa e gente bonita é que eu venho aqui de vez em quando trazer novas de alegria. E hoje compete-me fazê-lo e partilhar convosco uma notícia que nos encheu o coração. Nasceu o Manel! O Manel é o primeiro filho de uma jóia que escreve sob o nome de Panamá no blog Chapelaria Janota. O porque nós gostamos muito da Teresa é que nos estamos nas tintas para os blogs que têm dois ou três mil visitantes por dia. Os cinquenta que hoje lerem esta notícia estão com certeza a erguer também a sua taça à felicidade do Manel. E a votar de parabéns a Teresa e o Alexandre.

PS. O Schubert, aqui mesmo ao meu lado, acabou de me dar um enorme miau. E porque isto não é um LTB sabemos os dois, eu e ele, que não me está a pedir para cheirar a comida. Está a relembrar-me que os parabéns são também para os avós e para o tio.

Foto do Manel tirada hoje pela Anita, noiva do tio.

quarta-feira, junho 03, 2009

1443. Se eu podia viver sem champanhe? Podia… mas não era a mesma coisa.

O que se dirá a um homem de quem se gosta muito, mesmo muito? Provavelmente dir-se-á, gosto de ti, gosto muito de ti.

O que se dirá a um homem a quem se respeita muito? O mais natural será dizer-lhe que o respeita muito.

O que se dirá a um homem com quem se aprendeu muito? Poder-se-á, por exemplo, dizer-lhe que ele foi o seu mestre.

O que se dirá a um homem de quem se receberam bens inatingíveis de grande valor, como amor, carinho, paciência, cuidados, sacrifício, valores, princípios, sugestões, conselhos e até ralhetes? No mínimo, obrigado.

O que se dirá a um homem que completa hoje 80 anos de vida? Obviamente, Parabéns!

E se esse homem é o nosso pai? Então terá, forçosamente, de ser assim:

Pai, hoje ergo a minha taça de champanhe para saudar o teu 80º aniversário, dar-te os meus parabéns, dizer-te obrigado por tudo quanto foste capaz de me dar, reconhecer-te como meu mestre, fazer-te saber o quanto te respeito e dizer-te que gosto muito, muito de ti. Parabéns pai!