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terça-feira, novembro 22, 2011

1594. Dupla fraude. E ninguém tem vergonha?

Há alguns dias atrás o meu pai foi a uma consulta à sua médica de família no Posto Médico da sua área. Entre outros exames que é normal pedir a uma pessoa com a idade do meu pai foi também requerido um conjunto de exames à função respiratória, estes a serem realizados no Hospital Garcia de Orta (HGO). Até aqui tudo normal, o meu pai pagou a consulta no posto médico e à medida que foi fazendo exames e análises, aqui e ali, foi pagando os respetivos exames. No HGO foi diferente. Não que não tenha pago os exames. Claro que pagou. Só que a secretaria do HGO obrigou a que se pagasse uma consulta mais. Isto é, para que os exames sejam feitos no hospital é preciso que tenha havido uma consulta no hospital. Ora essa! Então o meu pai não vem como uma requisição do SNS? Vem! E o HGO não presta serviços para o SNS? Presta. E a requisição de exames iria ser mudada? Não! E já tinha pago a consulta no Posto Médico? Tinha. Ok está bem, vamos lá fazer nova consulta. Qual consulta? A que acabei de pagar. Não, só tem de pagar, não é preciso ter a consulta. Ah! Já percebi, tenho de pagar 2 consultas e só ter direito a uma, não é? É!

Como se isto não bastasse, um dia destes será reportado a Portugal e ao mundo o número de consultas que se fazem nos hospitais portugueses. E estas apenas pagas mas não feitas estão lá. Uma segunda fraude. E ninguém tem vergonha disto?

domingo, agosto 07, 2011

1579. Melão!

Antes de iniciar as férias no Alentejo uma coisa não me saía da cabeça. Passar em Figueira de Cavaleiros para compra melões. Gostamos de, por um lado, sempre que possível, ajudarmos os produtores pagando um preço justo onde os intermediários não cobrem a maior fatia. Por outro, comprando mais barato do que na distribuição se juntaria o útil ao agradável. Neste último aspeto, o melhor foi tirar o cavalinho da chuva. O preço por quilograma, foi superior a Auchan, Continente, Lidl ou Pingo Doce. Mas isto nem seria problema pois gostamos do melão daquela região. O pior, o pior é a balança. Descaradamente roubam, com letras maiúsculas, ROUBAM, no peso como gente grande. Assim não. Assim, por mim, nunca mais!

terça-feira, julho 28, 2009

1467. Narzędzia


Nagenda, era assim que nos soava a palavra polaca narzędzia. Ainda hoje quando falamos desse tempo e nos referimos ao assunto é nagenda que dizemos. Já lá vão mais de 3 dezenas de anos em que nos aventuramos a trabalhar na montagem e desmontagem de pavilhões nas antigas instalações da FIL quando ali se realizava a grande exposição anual. A nós calhou-nos o pavilhão da Polónia e logo cedo, antes das 8 da manhã pegávamos na nagenda e íamos trabalhar. Narzędzia é como se diz ferramenta em polaco e eram o martelo na montagem e o arranca pregos na desmontagem as nossas principais ferramentas. Hoje em dia as minhas ferramentas são outras e n’agenda só se for (e é) na electrónica. Utilizar a internet desde antes das oito da manhã e até muito depois do sol se pôr passou a ser para mim quase tão imprescindível como comer. E se bem que em férias me costumo desligar do mundo nem sempre isso é possível para não dizer inconveniente. Vejo agora anunciar por aí, tipo “ora aqui está uma pechincha que nunca lhes passou pela cabeça” banda larga apenas a 10 Euros por 10 horas. Não tenho dúvidas que vai muita gente aderir mas eu gostava de os mandar ir roubar para a estrada porque não estou disposto a pagar 1 euro por hora para aceder à internet, quando em casa pago cerca de 50 cêntimos por dia. Eu não sou nada violento mas quando oiço este tipo de anúncios só me apetece dar-lhes com a nagenda.