O dia da falta de inspiração
Hoje levantei-me à uma da tarde,
Porque hoje é Sábado.
A minha mulher, que não leu os livros da Anita
Foi-me levar a bica à cama,
Porque hoje é Sábado.
Não fiz a barba, não coloquei gravata, não vesti o meu fato de fazenda,
Não calcei sapato preto, não corri para Metro,
Porque hoje é Sábado.
O meu carro vai manter o lugar disputado do parque de estacionamento,
Mesmo junto à minha porta… não o tirarei de lá,
Porque hoje é Sábado.
Irei fazer o totoloto até às 20,
Porque hoje é Sábado.
Ainda vou poder dormir um soninho
(Antes de ir fazer o totoloto)
Porque tenho tempo e,
Porque hoje é Sábado.
Hoje só fumarei metade dos cigarros
Que costumo fumar,
Porque hoje é Sábado.
Mas beberei o dobro da cerveja, talvez o triplo
Do que costumo beber,
Porque hoje é Sábado.
Lerei o Expresso,
Porque hoje é Sábado.
Colocarei Bach ou Chopin no leitor
Sentar-me-ei no sofá
E abrirei um livro,
- Talvez Vinicius, preciso de reler o Dia da Criação -
Porque hoje é Sábado.
Ligarei mais logo a televisão
E assistirei a um jogo de futebol,
Porque hoje é Sábado.
Hoje não irei escrever no meu blog,
Porque hoje é Sábado.
Quando a noite for alta e os miúdos forem dormir,
Ir-nos-emos deitar os dois.
E iremos fazer amor,
Tranquilos,
Sem pensar que é tarde.
Hoje não há horários,
Porque hoje é Sábado.
sábado, fevereiro 07, 2004
quinta-feira, fevereiro 05, 2004
Histórias de Cordel
Quando eu era garoto, passavam (e paravam também) cantadores e cantadeiras vendendo e cantando histórias, normalmente dramas do quotidiano, escrito em verso, daqueles "de ir às lágrimas". Vinham publicados num papel tipo jornal, isolados ou em conjuntos desdobráveis, dependendo se se queria (podia) gastar 2 ou 5 tostões. Aos poucos esta tradição foi-se perdendo em Portugal. Raramente os encontro - o último que conheci, o Ti Pica que era poeta popular e ferro-velho, morreu há anos. Entretanto, passou na TSF há dias, penso que da autoria do sr. Bispo de Leiria/Fátima(segundo informação que recolhi em bde.weblog.com.pt ) uns versos sob o pretexto da morte de Miklos Feher, que embora não seguindo a tipologia das histórias de cordel, quer na forma quer na métrica, o seu conteúdo me fez recordar esse tipo de escrita.
A minha amiga Elinês que está a fazer um doutoramento na PUC de S. Paulo, na área da Semiótica, a propósito de Ariano Suassuna, mostrou-me algumas obras de cordel, sendo que este tipo de escrita é um dos "ramos" (chamar-se-á assim?) da literatura brasileira, muito tipicamente Nordestina e que hoje em dia continua a ter divulgação, estudos académicos à sua volta e na qual importantes autores brasileiros fizeram algumas incursões.
Sem qualquer veleidade nem pretenciosismo também eu fiz a minha incursãozinha neste tipo de escrita. E saiu-me isto. Lá vai verso (com um título originalissimo):
O escândalo Casa Pia
A história que contarei
O final desconheço
Mas d'alguns passos que dei
Só tive o que eu mereço
mesmo pagando alto preço
Quase nada encontrei.
Prenderam-se mais de dez
Muitas vozes se levantaram
Jurando em juntos pés
Os Juízes criticaram,
O Carlos inocentaram,
De Portugal lés-a-lés.
Almoços e jantaradas
Entrevistas na TV.
Mas as crianças coitadas
(as vítimas, já se vê)
Poucos nelas têm fé
Querem-nas amordaçadas.
Tem coluna em jornal
Dá opinião a mulher
E fora do Tribunal
Bate no peito o chofer,
Que defendê-lo este quer
Mas logo se saiu mal.
Emocionados discursos
Na festa de aniversário
Gentes de altos recursos
Desfiando seu rosário
Não será tudo ao contrário?
Ou seremos todos ursos?
Tem apoio e muito afecto
Das gentes da televisão
E tem do (isto é secreto)
Papagaio, gato e cão.
Falta palhaço e anão,
Pr'ó circo estar completo.
Das crianças nem a voz
Podemos ouvir direito,
E digo cá entre nós
Se há coisa que não aceito
É não haver ninguém com jeito
Pr'a desatar estes nós.
Apesar de tanta luta
Ele inda'stá na gaiola,
Come bife, come fruta
Tem direito a ver a bola,
E vai tirar da cartola
A prova que o indulta.
Vamos ver como é que acaba
A coisa da pedofilia
Se é o Carlos quem paga
Ou se é a Casa Pia.
É coisa que me arrepia
Se a memória se apaga.
Quando eu era garoto, passavam (e paravam também) cantadores e cantadeiras vendendo e cantando histórias, normalmente dramas do quotidiano, escrito em verso, daqueles "de ir às lágrimas". Vinham publicados num papel tipo jornal, isolados ou em conjuntos desdobráveis, dependendo se se queria (podia) gastar 2 ou 5 tostões. Aos poucos esta tradição foi-se perdendo em Portugal. Raramente os encontro - o último que conheci, o Ti Pica que era poeta popular e ferro-velho, morreu há anos. Entretanto, passou na TSF há dias, penso que da autoria do sr. Bispo de Leiria/Fátima(segundo informação que recolhi em bde.weblog.com.pt ) uns versos sob o pretexto da morte de Miklos Feher, que embora não seguindo a tipologia das histórias de cordel, quer na forma quer na métrica, o seu conteúdo me fez recordar esse tipo de escrita.
A minha amiga Elinês que está a fazer um doutoramento na PUC de S. Paulo, na área da Semiótica, a propósito de Ariano Suassuna, mostrou-me algumas obras de cordel, sendo que este tipo de escrita é um dos "ramos" (chamar-se-á assim?) da literatura brasileira, muito tipicamente Nordestina e que hoje em dia continua a ter divulgação, estudos académicos à sua volta e na qual importantes autores brasileiros fizeram algumas incursões.
Sem qualquer veleidade nem pretenciosismo também eu fiz a minha incursãozinha neste tipo de escrita. E saiu-me isto. Lá vai verso (com um título originalissimo):
O escândalo Casa Pia
A história que contarei
O final desconheço
Mas d'alguns passos que dei
Só tive o que eu mereço
mesmo pagando alto preço
Quase nada encontrei.
Prenderam-se mais de dez
Muitas vozes se levantaram
Jurando em juntos pés
Os Juízes criticaram,
O Carlos inocentaram,
De Portugal lés-a-lés.
Almoços e jantaradas
Entrevistas na TV.
Mas as crianças coitadas
(as vítimas, já se vê)
Poucos nelas têm fé
Querem-nas amordaçadas.
Tem coluna em jornal
Dá opinião a mulher
E fora do Tribunal
Bate no peito o chofer,
Que defendê-lo este quer
Mas logo se saiu mal.
Emocionados discursos
Na festa de aniversário
Gentes de altos recursos
Desfiando seu rosário
Não será tudo ao contrário?
Ou seremos todos ursos?
Tem apoio e muito afecto
Das gentes da televisão
E tem do (isto é secreto)
Papagaio, gato e cão.
Falta palhaço e anão,
Pr'ó circo estar completo.
Das crianças nem a voz
Podemos ouvir direito,
E digo cá entre nós
Se há coisa que não aceito
É não haver ninguém com jeito
Pr'a desatar estes nós.
Apesar de tanta luta
Ele inda'stá na gaiola,
Come bife, come fruta
Tem direito a ver a bola,
E vai tirar da cartola
A prova que o indulta.
Vamos ver como é que acaba
A coisa da pedofilia
Se é o Carlos quem paga
Ou se é a Casa Pia.
É coisa que me arrepia
Se a memória se apaga.
Contos I
A disceptação teve o seu epílogo. Estava decidido. Como bom dendrófobo dirigir-me-ía para o deserto. Ele caminharia para os antípodas. Sentia-me fatigado de ser sempre apoucado nas minhas decisões. Assumiria de uma vez por todas o meu eremitismo. O badano, já cambado, haveria de suportar as duas ou três horas que me faltavam para chegar ao destino. Quando as adelfas e as carvalhinhas começaram a rarear nas margens do caminho, o dia abaçanava. A alimária alentecia e nem os golpes de butuca a fariam mover. Paramos. Coligi os escassos haveres, cobri-me com um bedém, com o qual me tinha abispado antes da partida, sentei-me ao velho jeito índio, pernas cruzadas uma sobre a outra e adormeci. A minha mente extenuada achapuçava-se de sonhos. Abentesmas albípedes cujas restantes partes corporais se não viam, bandarreavam no meu espírito deixando-me azabumbado. Como seria possível em lugar tão ermo me sentir cercado. Acordei abruptamente. Autócnes de aspecto boçal faziam a festa. Nunca na vida tinham deparado com tão alva tez. Com as mãos enrugadas esbarbavam-me o capote como que se inteirando da minha condição de real.
Bom depois eu conto o resto… Ainda vou na letra E e, o dicionário da língua portuguesa é enorme. As coisas que eu tenho aprendido nas horas vagam. Putz.
A disceptação teve o seu epílogo. Estava decidido. Como bom dendrófobo dirigir-me-ía para o deserto. Ele caminharia para os antípodas. Sentia-me fatigado de ser sempre apoucado nas minhas decisões. Assumiria de uma vez por todas o meu eremitismo. O badano, já cambado, haveria de suportar as duas ou três horas que me faltavam para chegar ao destino. Quando as adelfas e as carvalhinhas começaram a rarear nas margens do caminho, o dia abaçanava. A alimária alentecia e nem os golpes de butuca a fariam mover. Paramos. Coligi os escassos haveres, cobri-me com um bedém, com o qual me tinha abispado antes da partida, sentei-me ao velho jeito índio, pernas cruzadas uma sobre a outra e adormeci. A minha mente extenuada achapuçava-se de sonhos. Abentesmas albípedes cujas restantes partes corporais se não viam, bandarreavam no meu espírito deixando-me azabumbado. Como seria possível em lugar tão ermo me sentir cercado. Acordei abruptamente. Autócnes de aspecto boçal faziam a festa. Nunca na vida tinham deparado com tão alva tez. Com as mãos enrugadas esbarbavam-me o capote como que se inteirando da minha condição de real.
Bom depois eu conto o resto… Ainda vou na letra E e, o dicionário da língua portuguesa é enorme. As coisas que eu tenho aprendido nas horas vagam. Putz.
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
Casa Pia
Logo à noite o sr. Dr. Juiz dirá se o sr. apresentador sai ou não sai. Não sei se o sr. apresentador está inocente ou se é culpado. A única coisa que sei é que aos poucos eles vão saindo. Estou à espera do dia em que os garotos e garotas da Casa Pia sejam todos presos e julgados por andarem a "fazer aquelas coisas". Já faltou mais...
Logo à noite o sr. Dr. Juiz dirá se o sr. apresentador sai ou não sai. Não sei se o sr. apresentador está inocente ou se é culpado. A única coisa que sei é que aos poucos eles vão saindo. Estou à espera do dia em que os garotos e garotas da Casa Pia sejam todos presos e julgados por andarem a "fazer aquelas coisas". Já faltou mais...
quarta-feira, janeiro 28, 2004
Definições
Sem saudosismos. Não consigo evitar lembrar-me de coisas antigas. Não tenho poder sobre a mente. A propósito não sei de quê, lembrei-me de um antigo colega meu embarcadiço. A sua filha, na época com 10 anos de idade perguntou-lhe:
- Pai o que é um embarcadiço?
Sempre gostei de definições. Daquelas que a gente enuncia e sabe-se do que se está a falar. Óbvias. Sem ser necessário ter de se fazer um debate público para os grandes cérebros explicarem o que é que se queria dizer quando se disse.
- Filha, quando reparares numa pessoa que na sua caminhada pára em todas as montras e que sempre que passa uma senhora ele se vira para lhe olhar para o rabo, então esse senhor é um embarcadiço.
Eu não sou embarcadiço desde 1980. Raramente paro para olhar para as montras.
Sem saudosismos. Não consigo evitar lembrar-me de coisas antigas. Não tenho poder sobre a mente. A propósito não sei de quê, lembrei-me de um antigo colega meu embarcadiço. A sua filha, na época com 10 anos de idade perguntou-lhe:
- Pai o que é um embarcadiço?
Sempre gostei de definições. Daquelas que a gente enuncia e sabe-se do que se está a falar. Óbvias. Sem ser necessário ter de se fazer um debate público para os grandes cérebros explicarem o que é que se queria dizer quando se disse.
- Filha, quando reparares numa pessoa que na sua caminhada pára em todas as montras e que sempre que passa uma senhora ele se vira para lhe olhar para o rabo, então esse senhor é um embarcadiço.
Eu não sou embarcadiço desde 1980. Raramente paro para olhar para as montras.
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Miklos Féher
Miklos Féher morreu, ontem, em campo. Depois de sorrir. Acho que hoje quase todos os blogs falam no tema. Eu também chorei a sua morte. Como benfiquista, como desportista e como ser humano. Não tenho estrutrura para continuar a ler ou ouvir mais nada sobre o que aconteceu. Este é o meu minuto de silêncio!
Miklos Féher morreu, ontem, em campo. Depois de sorrir. Acho que hoje quase todos os blogs falam no tema. Eu também chorei a sua morte. Como benfiquista, como desportista e como ser humano. Não tenho estrutrura para continuar a ler ou ouvir mais nada sobre o que aconteceu. Este é o meu minuto de silêncio!
sábado, janeiro 24, 2004
Eternas Ondas
Quanto tempo temos antes de voltarem
Aquelas ondas
Que vieram como gotas em silêncio
Tão furioso
Derrubando homens entre outros animais
Devastando a sede desses matagais
Devorando árvores, pensamentos
Seguindo a linha
Do que foi escrito pelo mesmo lábio
Tão furioso
E se teu amigo vento não te procurar
É porque multidões ele foi arrastar.
Zé Ramalho in Encontros II com Elba Ramalho
Quanto tempo temos antes de voltarem
Aquelas ondas
Que vieram como gotas em silêncio
Tão furioso
Derrubando homens entre outros animais
Devastando a sede desses matagais
Devorando árvores, pensamentos
Seguindo a linha
Do que foi escrito pelo mesmo lábio
Tão furioso
E se teu amigo vento não te procurar
É porque multidões ele foi arrastar.
Zé Ramalho in Encontros II com Elba Ramalho
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Durão e Schwarzenegger
Hoje é dia de greve na função pública. Mais uma greve na função pública, portanto, mais uma greve em Portugal. Se a greve fosse banalizada, isto é, se sempre que os trabalhadores de Portugal tivessem razões contra esta governação decidissem fazer greve, este País teria 365 dias de greve por ano. Ou mais, já que este ano é bissesto. Eu tenho feito muitas amizades no Brasil através dos programas de chat da Internet. Sempre que um desses amigos ou amigas me fala da desgovernação do seu país, salta-me à face um sorriso meio amarelo. Com uma dimensão superior à Europa e 170 milhões de habitantes é uma nau grande demais para ser bem comandada. E fico a pensar que só o Estado de S. Paulo tem 35 milhões de habitantes e que a cidade tem mais de 12 milhões. Quero dizer na minha, que os governantes portugueses nem para presidente da câmara (perfeito, como dizem os meus amigos lá no Brasil) de S. Paulo serviriam, quanto mais para governar um País como o Brasil. Ah amigos brasileiros e falam vocês mal dos vossos governantes! Não me façam rir. Não querem exportá-los para cá e levar de cá os que nós temos? Que grande favor nos fariam.
A Califórnia nos EUA tem mais de 34 milhões de habitantes. Têm um terrirorio mais de 2 vezes superior ao de Portugal. Tem como governador o sr. Arnold Shwarzeneger. Sr. Dr. Durão Barroso, não quererá o senhor dedicar-se ao cinema?
Hoje é dia de greve na função pública. Mais uma greve na função pública, portanto, mais uma greve em Portugal. Se a greve fosse banalizada, isto é, se sempre que os trabalhadores de Portugal tivessem razões contra esta governação decidissem fazer greve, este País teria 365 dias de greve por ano. Ou mais, já que este ano é bissesto. Eu tenho feito muitas amizades no Brasil através dos programas de chat da Internet. Sempre que um desses amigos ou amigas me fala da desgovernação do seu país, salta-me à face um sorriso meio amarelo. Com uma dimensão superior à Europa e 170 milhões de habitantes é uma nau grande demais para ser bem comandada. E fico a pensar que só o Estado de S. Paulo tem 35 milhões de habitantes e que a cidade tem mais de 12 milhões. Quero dizer na minha, que os governantes portugueses nem para presidente da câmara (perfeito, como dizem os meus amigos lá no Brasil) de S. Paulo serviriam, quanto mais para governar um País como o Brasil. Ah amigos brasileiros e falam vocês mal dos vossos governantes! Não me façam rir. Não querem exportá-los para cá e levar de cá os que nós temos? Que grande favor nos fariam.
A Califórnia nos EUA tem mais de 34 milhões de habitantes. Têm um terrirorio mais de 2 vezes superior ao de Portugal. Tem como governador o sr. Arnold Shwarzeneger. Sr. Dr. Durão Barroso, não quererá o senhor dedicar-se ao cinema?
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Não sei se estou chateado se feliz
Hoje acordei com sono. Raramente acordo com sono. Se tenho sono, normalmente não acordo. Se acordo, normalmente é porque não tenho mais sono. Mas hoje acordei e ainda tinha sono. Deveria ter ficado a dormir? Fiz essa pergunta a mim próprio desde que me levantei até que saí de casa. Estava a escovar os dentes, pousei o cotovelo sobre a bancada da bacia e com o som da água a correr adormeci. Devo ter acordado algumas décimas de segundo depois sem saber porque estaria de escova de dentes na mão e ajoelhado em frente à bacia. A fazer a barba cortei-me. Ou estava distraído ou também adormeci a fazer a barba. Ainda pensei voltar a deitar-me, mas se eu já tinha acordado para quê ir para a cama de novo? Para dormir? Então porque me levantei? Quando saí de casa deparei que tinha um pneu vazio. Bolas! Um furo. Porque não fiquei na cama? Mas podia ser pior. O meu carro tem quatro rodas (cinco, mas a última é a que safa o furo numa das outras). Imaginem se eu tivesse 4 furos? Podia ser pior. Isso deu-me ânimo. Afinal porque ficar chateado se era apenas uma roda que eu teria de trocar? Entrei no carro e mal coloquei a chave na ignição o computador de bordo avisou-me "Luz de travagem direita com avaria". Mais uma? Não bastava o furo? Depois pensei... podia ser pior... afinal este carro tem mais de uma duzia de luzes ou duas duzias mesmo. Amanhã vou trocá-la. Não costumo deixar para amanhã o que posso fazer hoje. Só que hoje eu não podia ter ido trocar a luz, por isso fica mesmo para amanhã. O meu computador avariou anteontem. Hoje o disco foi para a IBM para ver qual é a avaria. O disco ainda está em garantia, por isso foi para arranjo. Se nao estivesse eu teria mandado colocar um novo de imediato. Deverá ficar por lá um mês. Depois vão dizer-me que não tem conserto e vão dar-me um novo. Entretanto vai lá ficar um mês em repouso. Aqui não sei se poderia ser pior. Resta-me a satisfação de que haja o que houver não vou pagar, porque está na garantia. (Outro dia escrevo aqui quanto é que os gajos me levaram. Vão dizer que a culpa foi minha. Talvez eu não devesse ter usado o disco não acham? Assim ele não avariava e se avariasse eu não teria a culpa, com certeza, porque não o tinha usado). Ontem cai do sofá. Tenho uma dor na zona renal que nem me aguento. Pelo menos não parti uma perna. Sejamos optimistas. Essa dor vai passar mais hora, menos hora. Podia ser pior. Hoje mesmo tive conhecimento que a mulher de um amigo meu lhe pôs os cornos e fugiu com um ukraniano para Espanha. Pois é podia ser pior mesmo! Daqui a pouco vou-me deitar. Ainda estou com sono.
Hoje acordei com sono. Raramente acordo com sono. Se tenho sono, normalmente não acordo. Se acordo, normalmente é porque não tenho mais sono. Mas hoje acordei e ainda tinha sono. Deveria ter ficado a dormir? Fiz essa pergunta a mim próprio desde que me levantei até que saí de casa. Estava a escovar os dentes, pousei o cotovelo sobre a bancada da bacia e com o som da água a correr adormeci. Devo ter acordado algumas décimas de segundo depois sem saber porque estaria de escova de dentes na mão e ajoelhado em frente à bacia. A fazer a barba cortei-me. Ou estava distraído ou também adormeci a fazer a barba. Ainda pensei voltar a deitar-me, mas se eu já tinha acordado para quê ir para a cama de novo? Para dormir? Então porque me levantei? Quando saí de casa deparei que tinha um pneu vazio. Bolas! Um furo. Porque não fiquei na cama? Mas podia ser pior. O meu carro tem quatro rodas (cinco, mas a última é a que safa o furo numa das outras). Imaginem se eu tivesse 4 furos? Podia ser pior. Isso deu-me ânimo. Afinal porque ficar chateado se era apenas uma roda que eu teria de trocar? Entrei no carro e mal coloquei a chave na ignição o computador de bordo avisou-me "Luz de travagem direita com avaria". Mais uma? Não bastava o furo? Depois pensei... podia ser pior... afinal este carro tem mais de uma duzia de luzes ou duas duzias mesmo. Amanhã vou trocá-la. Não costumo deixar para amanhã o que posso fazer hoje. Só que hoje eu não podia ter ido trocar a luz, por isso fica mesmo para amanhã. O meu computador avariou anteontem. Hoje o disco foi para a IBM para ver qual é a avaria. O disco ainda está em garantia, por isso foi para arranjo. Se nao estivesse eu teria mandado colocar um novo de imediato. Deverá ficar por lá um mês. Depois vão dizer-me que não tem conserto e vão dar-me um novo. Entretanto vai lá ficar um mês em repouso. Aqui não sei se poderia ser pior. Resta-me a satisfação de que haja o que houver não vou pagar, porque está na garantia. (Outro dia escrevo aqui quanto é que os gajos me levaram. Vão dizer que a culpa foi minha. Talvez eu não devesse ter usado o disco não acham? Assim ele não avariava e se avariasse eu não teria a culpa, com certeza, porque não o tinha usado). Ontem cai do sofá. Tenho uma dor na zona renal que nem me aguento. Pelo menos não parti uma perna. Sejamos optimistas. Essa dor vai passar mais hora, menos hora. Podia ser pior. Hoje mesmo tive conhecimento que a mulher de um amigo meu lhe pôs os cornos e fugiu com um ukraniano para Espanha. Pois é podia ser pior mesmo! Daqui a pouco vou-me deitar. Ainda estou com sono.
quinta-feira, janeiro 08, 2004
Brasil VI
Aki Ki Nois Bebe! Estava escrito numa daquelas plaquinhas que a gente pode colocar num barzinho (essa eu vi numa loja de artesanato). Não nos fizemos rogados.. Dona Maria José, e agora também Srª Drª Anabela (minha médica de família), saltem este pedacinho do blog. E tu também Anabela Veiga, não leias agora. Mas a gente ao ler aquele cartaz não nos fizemos rogados. No balanço final quer eu quer o Artur devemos ter bebido uns 30 litros de cerveja cada um. A propósito Artur vamos a uma Bohemia? Só que eu levei comigo o Prevacol. Olha lá Drª Helena Peixoto, quando é que vais receitar uma coisinha dessas ao Artur? O moço tá sempre com medo de beber por causa do colesterol. Aki Ki Nois Bebe! mas também nunca mijei tanto na vida!!!! Bem que podia ter comprado uma plaquinha a dizer Aki Ki Nois Mija para colocar no WC.
Aki Ki Nois Bebe! Estava escrito numa daquelas plaquinhas que a gente pode colocar num barzinho (essa eu vi numa loja de artesanato). Não nos fizemos rogados.. Dona Maria José, e agora também Srª Drª Anabela (minha médica de família), saltem este pedacinho do blog. E tu também Anabela Veiga, não leias agora. Mas a gente ao ler aquele cartaz não nos fizemos rogados. No balanço final quer eu quer o Artur devemos ter bebido uns 30 litros de cerveja cada um. A propósito Artur vamos a uma Bohemia? Só que eu levei comigo o Prevacol. Olha lá Drª Helena Peixoto, quando é que vais receitar uma coisinha dessas ao Artur? O moço tá sempre com medo de beber por causa do colesterol. Aki Ki Nois Bebe! mas também nunca mijei tanto na vida!!!! Bem que podia ter comprado uma plaquinha a dizer Aki Ki Nois Mija para colocar no WC.
Regresso III
Quando os meus filhotes eram pequenos ofereceram-lhe 2 tartaruguinhas de aquário. Não pesariam mais de 20 gramas cada uma. Até hoje têm sido alimentadas a camarão. A fêmea pesa mais de 1 kg e o macho mais de 600g. Nesse cantinho onde eu estive os frutos do mar são reis. Fui alimentado quase a camarão. Frito e panado com farinha de mandioca, com flocos de milho, com coco ralado. Em combinação com queijo ou simplesmente cozidos em água. Em caldeirada (eles não chamam assim, mas esqueci o nome) ou numa Moqueca maravilhosa, nunca comi camarão tantas vezes seguidas na minha vida. estou aqui que nem uma tartaruga (macho, claro). Devo pesar bem mais uns 600 gramas. Mas quando regressei os meus velhotes convidaram-me para almoçar. Não, não. Não foi camarão. Foi um belo de um Cozido à Portuguesa. Obrigadinho Augusto e Crisaldinha meus amores.
Quando os meus filhotes eram pequenos ofereceram-lhe 2 tartaruguinhas de aquário. Não pesariam mais de 20 gramas cada uma. Até hoje têm sido alimentadas a camarão. A fêmea pesa mais de 1 kg e o macho mais de 600g. Nesse cantinho onde eu estive os frutos do mar são reis. Fui alimentado quase a camarão. Frito e panado com farinha de mandioca, com flocos de milho, com coco ralado. Em combinação com queijo ou simplesmente cozidos em água. Em caldeirada (eles não chamam assim, mas esqueci o nome) ou numa Moqueca maravilhosa, nunca comi camarão tantas vezes seguidas na minha vida. estou aqui que nem uma tartaruga (macho, claro). Devo pesar bem mais uns 600 gramas. Mas quando regressei os meus velhotes convidaram-me para almoçar. Não, não. Não foi camarão. Foi um belo de um Cozido à Portuguesa. Obrigadinho Augusto e Crisaldinha meus amores.
Regresso II
Comprei biquinis para a Anita e bermudas para o João. Também comprei uns shortinhos que era pressuposto serem para a minha afilhada. Desculpa Ruiva mas não vão ser porque não levei as tuas medidas e não te servem. Além disso não tem a bandeira do Brasil no bolso de trás. Mas não fiques triste. A Anita já tem instruções para no mês que vem te comprar uns lá no Recife. O padrinho paga tá linda? Falar em biquinis, eu comprei por 19 reais. Tendo em conta que o Real está numa relação de 1 Euro para cada 3,2 Reais e tendo em conta também que a Anita comprou no Verão passado um de igual qualidade aqui por 50 Euros, quem é que se anda a abotoar assim tão descaradamente?
Comprei biquinis para a Anita e bermudas para o João. Também comprei uns shortinhos que era pressuposto serem para a minha afilhada. Desculpa Ruiva mas não vão ser porque não levei as tuas medidas e não te servem. Além disso não tem a bandeira do Brasil no bolso de trás. Mas não fiques triste. A Anita já tem instruções para no mês que vem te comprar uns lá no Recife. O padrinho paga tá linda? Falar em biquinis, eu comprei por 19 reais. Tendo em conta que o Real está numa relação de 1 Euro para cada 3,2 Reais e tendo em conta também que a Anita comprou no Verão passado um de igual qualidade aqui por 50 Euros, quem é que se anda a abotoar assim tão descaradamente?
Brasil IV
Eu não conhecia o Albano. Nem sei o que eu estava perdendo. É um fixe (um cara legal). Não sei se hei-de falar nota 10 como se usa lá ou se hei-de dar nota 1000 como eu sinto. Ele não é só um empresário de sucesso. Ele é um sucesso de pessoa. Dificil eu falar de um cara assim sem me comover. Em 10 dias fui 3 vezes à Ilha do Mel (talvez mais que 90% dos Parananguaras), graças a você Albano. Falar da Ilha do Mel é dificil em apenas 3 visitas, mas posso dizer que estive perto do Paraíso. Quase me esqueci que tenho uma hérnia discal e que a minha dor ciática atacava ao anoitecer. Mas durante o dia era para disfrutar mesmo. Mas não vou contar para ninguém como consegui subir e descer o Morro do Sabão. Acho que só Deus sabe tratar de uma hérnia. O montão de tratamentos que eu já fiz, o montão de soluções a que eu já recorri e não paro de coxear. E como foi que subi e desci aquele Morro?
Eu não conhecia o Albano. Nem sei o que eu estava perdendo. É um fixe (um cara legal). Não sei se hei-de falar nota 10 como se usa lá ou se hei-de dar nota 1000 como eu sinto. Ele não é só um empresário de sucesso. Ele é um sucesso de pessoa. Dificil eu falar de um cara assim sem me comover. Em 10 dias fui 3 vezes à Ilha do Mel (talvez mais que 90% dos Parananguaras), graças a você Albano. Falar da Ilha do Mel é dificil em apenas 3 visitas, mas posso dizer que estive perto do Paraíso. Quase me esqueci que tenho uma hérnia discal e que a minha dor ciática atacava ao anoitecer. Mas durante o dia era para disfrutar mesmo. Mas não vou contar para ninguém como consegui subir e descer o Morro do Sabão. Acho que só Deus sabe tratar de uma hérnia. O montão de tratamentos que eu já fiz, o montão de soluções a que eu já recorri e não paro de coxear. E como foi que subi e desci aquele Morro?
Brasil II
Pela primeira vez fui ao Brasil. Estive numa cidade pequena chamada Paranaguá no Paraná. Cidade calma de gente muito simpática. Falam que o Brasil é inseguro e violento. Graças a Deus esse Paranaguá (ainda) tá fora. Regressei ontem, o meu filho foi para o Técnico e pelo caminho em pleno Metro tentaram roubar-lhe o portátil. Brasil? Não! Portugal!!!!!!
Pela primeira vez fui ao Brasil. Estive numa cidade pequena chamada Paranaguá no Paraná. Cidade calma de gente muito simpática. Falam que o Brasil é inseguro e violento. Graças a Deus esse Paranaguá (ainda) tá fora. Regressei ontem, o meu filho foi para o Técnico e pelo caminho em pleno Metro tentaram roubar-lhe o portátil. Brasil? Não! Portugal!!!!!!
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