quarta-feira, março 03, 2004

Uffa!!!!!!!!!!

Custou mas foi! Ainda estou a suar. Com Nuno Gomes e apesar de Nuno Gomes! Viva o Glorioso SLB.

terça-feira, março 02, 2004

Como é que eu me vou desenrascar?

No outro dia jantávamos os quatros como habitualmente, à hora do Telejornal. Quero avisar-vos que o que eu vou dizer a seguir não é comentário político. Vós sabeis que eu não sou nada de falar de política porque disso eu não percebo nada. Mas o assunto que passava na televisão era política. Qualquer coisa sobre o 11 de Março de 1975. Quando fixamos de orelha mais alerta ouvimos qualquer coisa como o Sr. Primeiro-ministro a desculpar-se do que teria feito nessa época, por apenas ter 18 anos. Por acaso não tinha, pois ele é da minha idade e já íamos a caminho dos 20. Mas andando. O que foi relevante foi a minha filha me dizer que eu estou sempre a pedir-lhes responsabilidades e que “no meu tempo” aos 18 anos ainda éramos todos uns irresponsáveis. Eu engoli em seco e respondi. “Não ligues filha, coisas da política”. Para meu espanto, hoje enquanto via a novela das sete num canal e a televisão lá de dentro sintonizada na SIC Notícias (eu estou sempre com um olho num burro e outro no cigano, é o meu feitio, pronto, não tenho culpa de ser cusco), dou de repente com uma entrevista ao Sr. Ministro de Estado, Paulo Portas. Pedi ao meu puto se podia fazer um zapping – é só um cadinho, filho – e ouvimos, ouvimos digo bem, eu e o meu filho – este referido Sr. Ministro a dizer que não fazia sentido relembrarem coisas que ele escreveu (acho que era sobre o aborto, não sei bem) quando tinha 19 anos. O meu filho, que por acaso tem 19 anos, levantou-se e foi para o quarto dele ver o resto da novela. Até me olhou de soslaio. E agora? E quando ele me argumentar: “Pai, mas eu só tenho 19 aninhos”. Será que poderei pedir-lhe que seja responsável?
Publicidade

Os que aqui forem referidos não necessitam de ficar preocupados. Não faço da publicidade a minha profissão, nem vocês me encomendaram nada. Por isso não vou facturar. Eu não sou nada de andar a bajular ninguém e vós, amigas leitoras e amigos leitores sabem-no bem. Só que eu também gosto de partilhar os meus gostos pessoais. Como todos. Até há uma amiga aí que diz … eu é mais bolos… então? E eu? Não posso dizer o que … eu sou mais?
Hoje vou publicitar os blogs que eu gosto. Não é bem os que eu gosto, é mais, os que eu mais gosto e também os que eu mais leio. Claro que não leio todos os blogs da Internet, não só porque não tenho tempo, mas também por alguns mal começo a ler me dá ao vómito. Do you know what I mean?
Pois cá vão os meus gostinhos pessoais.
Este, eu não deveria publicitar. Quem tem mais de 480.000 visitas seja em que período de tempo for não precisa de publicidade. E depois tem uma coisa que vós bem sabeis. Eu não sou nada Maria vai com as outras. Mas seria violentar-me a mim mesmo se eu não referisse a minha quase, quase coca-cola. É que “…depois entranha-se”. Pelo estilo, pelo conteúdo e também pelo que já aprendi, o meu “number one” é o Abrupto. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Em opinião política estamos frequentemente nos antípodas.
Pelo estilo, este é talvez um blog onde melhor se escreve em português. O interessantismo (nem sei, se a palavra existe, nem me interessa, mas é um sentimento, pelo menos), dos temas também me seduz. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Em coração futebolístico, estamos nos antípodas. É o Aviz, pois claro.
Um raio de sol num clima ameno. Um cheiro a tropicalidade numa visão “lisboeta”. É o Diário de Lisboa, caras. Não deu pra entendê? Fala sério…
Os meus blogs do coração. Não do cor-de-rosa, nem das acções do Damásio. É mesmo do meu coração que eu estou a falar. O Disperso que se dispersa em temas e em estilos, mas que cada vez me surpreende mais quando escreve criações próprias, nomeadamente alguns poemas muito bem conseguidos. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Se eu tivesse que dar um nome a este blog, chamar-lhe-ía O Disperso. Daaaahhh. E também as Coisas da Ruiva. Logo agora que ela anda apaixonada. E ainda a Ai Vida, que só tem um caminho. Mas o caminho do blogo-vício esse já está trilhado.
Depois aquele blog que eu também gostaria de escrever quando eu tinha 19 anos e estava cheio de “pica” revolucionária. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. O Barnabé, é claro. Mas particularmente os posts do André Belo. Há outro que eu gostaria de raiar as faldas da sua intelectualidade. É o blog-de-esquerda. Admiro o Luís Rainha e o José Mário Silva. Não preciso colocar em PS que, pelo facto de eu preferir estes bloggers, não goste dos outros. Mas gostos não se discutem.
Depois vêm os indispensáveis porque me faz sentir bem lê-los. A Catarina do 100nada, a ternura da Catarina no Amo-te, a Charlotte do Bomba-Inteligente, as frutas e a chocolate do FrotoXocolate, as pseudo-banalidades de óptimo estilo e um conteúdo que dá gosto ler do homem-banal. A beleza (porque é que não escreves mais vezes?) da Cúmplice. A irreverência adolescente, que escreve no blog, como quem está num chat, da Patrícia. E um especial musica, para quem me “ajuda” a ouvir, o Critico Musical. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Não existe nenhuma coincidência de estilos, entre todos quantos referi. Talvez até por não se limitarem a copiar me agradem. Mas tenho de colocar algo em PS.

PS. De todas as pessoas que referi, apenas 3 conheço pessoalmente. E amo-as. Há outros blogs que também gosto, que hoje não referi. Ficará para Publicidade II.
O nome das coisas

Continuo a ler “religiosamente” o blog do José Pacheco Pereira. Politicamente falando não me identifico com ele mas, às vezes acho que Paul Morand também me inspira. Não podemos estar de acordo em todos os detalhes de um corpo “perfeito”, nem JPP (desculpe as iniciais mas fica longo escrever sempre por extenso), é Odette. You know what I mean. Hoje, e apesar do meu inegável benfiquismo (ao contrário de JPP, eu gosto de futebol e não analiso o fenómeno SEMPRE pelo aspecto negativo), não poderia estar mais de acordo com a indignação que demonstrou (pareceu-me ser indignação, desculpe se li mal) com a atribuição do nome de Eusébio ao avião da TAP, que antes ostentava o nome de Viana da Motta. Quando eu vi a notícia na televisão pensei tratar-se de um avião novo cujo objectivo seria o de promover o Euro 2004, e na minha óptica tinha achado que o nome do Eusébio para o avião, não poderia ter sido mais consensual. E até justo! Fazendo fé no que diz no seu post, junto-me a si na indignação. Esperemos que não rebaptizem outro dos nossos ilustres da cultura ou da portugalidade apenas por uma questão de oportunismo. Olhe que não me espantaria muito que um dia destes, depois do Euro terminado, ver o “Eusébio” ser rebaptizado de Pedro Santana Lopes. Ele há gente para tudo.
Finalmente consegui levantar-me

Hoje quando telefonei ao Artur para lhe dizer que não podia ir ao escritório dele tinha acabado de acordar. Bom, foi uma informação um tanto ao quanto imprecisa, já que durante a noite acordei tantas vezes que esta que eu referi foi apenas mais uma vez. A estúpida da ciática acordou-me pelo menos 10 vezes. Tantas ou talvez mais, quantas as vezes que eu costumo acordar quando vou assistir a uma Conferência ou a um Seminário. Eu tenho destas coisas. Tenho a mania de acordar ao meio das intervenções e dos discursos. Hoje a lombar e o nervo conluiaram-se para me desesperar. Mas lá ganhei coragem e levantei-me. Para quê? Ainda continuo com dores. Se eu a partir de agora e durante o dia de hoje, ou nos próximos, não escrever nada de jeito, peço-vos desculpas amigas e amigos leitores. Ou é do desespero das dores, ou é do efeito dos analgésicos. Ah, não fiquem com pena de mim, não, porque eu não sou nada destas coisas de queixinhas. Foi apenas um desabafo. Uma denúncia. As dores atormentam-me mas não vão ficar impunes. Denunciá-las-ei Urbi et Orbi.

PS. O Schubert só quer é brincadeira. Ontem mordeu-me. Dei-lhe um grito que não sabia onde se meter. Coitadinho. Daqui a pouco antes de ler alguns blogs, vou-lhe dar leitinho.

segunda-feira, março 01, 2004

Para uma candidatura perfeita

Algumas horas depois de eu ter colocado um post enunciado as possibilidades que me permitiriam sonhar com uma candidatura à Presidência da República, uma amiga leitora, mandou-me, por DHL, um pacote de CDs com os concertos completos para violino e pandeiro de um tal Chopinho. Creio tratar-se de um compositor brasileiro de ascendência polaca. Ela disse-me que, se eu escutasse os discos todos, as minhas chances aumentariam. Eu não sou nada de fazer pedinchices ao governo, muito menos de me fazer a lugares. Mas uma vez que ainda faltam 2 anos para as presidenciais, meu caro Zé Manel, você não me poderia arranjar um lugarzinho aí no Governo? Sei lá… assim tipo Secretário de Estado da Cultura, topa?

PS. Catarina, hoje visitei o blog que você faz referência, e confesso que também gostei.
Eu é que sou o Presidente da Câmara

Entrei em campo. Achei que a minha equipa estava a ser roubada. Desatei aos pontapés a tudo o que apanhava à frente. Incentivei à violência. Depois temos os relatórios da AI a dizerem que a nossa polícia é cruel. Balelas. Viram como eu fui tão bem tratado? E não me venham falar em caciques. Eu é que sou o Presidente da Câmara.


PS. Quando estava na TV a ver estas cenas, perguntei a um amigo: “Isto é que é Portugal?” Ele respondeu-me: “É! É!”
Talvez eu tenha uma chance


Hoje acordei a pensar em candidatar-me a Presidente da República. Vós, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores bem sabeis que eu não sou nada de me candidatar a Presidente da República. Aliás não só vós, mas também os Srs. Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio o sabem, pois nunca lhes fiz frente nas eleições em que estes ilustres Senhores foram eleitos Presidentes.
Mas desta vez acho que tenho uma chance. Estive a fazer de memória uma retrospectiva da minha vida e acho que tenho condições. Vejamos:
- Fui presidente do Matadourense, o clube lá do meu bairro. A única condição que pus, para aceitar o lugar, foi não comer cozido à portuguesa em Canal Caveira. Bem sei que isso desagradou a alguns apoiantes meus, mas eu sempre assumo as minhas convicções. Também sei que estive pouco tempo na presidência, mas os que conhecem a história do clube sabem bem que eu só saí por causa de um tipo lá do Bairro que só por ser rico e dizer a toda a gente que era neto de um Marquês, quis ele ser presidente. Depois deu no que deu, o Matadourense lá se sagrou campeão do inter-bairros, mas ele teve que alinhar com o gajo lá de cima, quer dizer com o tipo do 5º Dto, que tem assim uma pronúncia esquisita e dizia que se o tal neto do marquês não se aliasse com ele não teriam força para derrubar o clube lá do bairro de barracas, o Sport Valdeão e Almada e que além disso ele que se pusesse a pau, pois passaria a deixar à solta o siamês e o pitbull.
- Na comissão de moradores do meu bairro sempre avisei que me iria candidatar. E se eu reunia apoios! Fazia cada discurso mais inflamado, que só visto. Uma vez comecei o discurso a falar mal dos gajos do bairro amarelo, só quem assistiu é que pode dizer quantos minutos me estiveram a bater palmas. Claro que no fim defendi uma aliança com eles. Como é que sem a aliança a gente conseguiria derrotar o bairro cor-de-rosa? O que menos gostavam em mim, era que eu só ameaçava ser presidente da comissão de moradores e na hora da verdade, retirava-me e apoiava sempre os outros. Desde que eu fosse vice, tudo bem.
- Já tenho 48 anos. Ora, para ser presidente basta ter 35. Portanto estou na idade. Mas já vos estou a ver a criticarem porque eu não uso gel no cabelo. Não uso mas já usei, ou esqueceram quem era o menino bonito das discotecas desde a Costa da Caparica a Sesimbra?
- Numa dessas noites, em que saía da disco bem acompanhado, já se vê, passei por uma vivenda enorme e disse para as minhas amigas “Vou comprar aquela casa”. “Apoiado” responderam elas. Claro que depois da compra nomeei uma para gestora das limpezas, outra para presidir ao arranjo do jardim, outra para fazer a gestão das compras com especial atenção à dispensa pois não quero que falte nada nas festas e ainda outra para estudar como é que evitamos, o vizinho chato que não nos deixa passar pelo terreno dele para irmos para a piscina. Claro que ela já anda a construir um túnel. Ainda houve uma que me disse “Oh Vivi, mas tens umas palmeiras tão bonitas na casa antiga”. Eu acho que ela não vai muito à bola comigo, mas eu não dei parte fraca: “Planta-se uns abacateiros. Também dá muita sombra”.
- Hoje não tenho tempo para escrever o resto das minhas actividades passadas, com detalhe, mas digo-vos apenas que não escrevo nem na Bola, nem no Publico, mas que escrevo para o QNoticias. E que já me deixei de debates televisivos. Agora debato na mesa do café. Não me posso expor a certas coisas.

Bom, eu não quero terminar sem dizer que se o meu amigo algarvio, o Aníbal (não é esse, caraças) é o Aníbal Lopes, que adora bolo-rei, sabe à brava de finanças e nunca se engana, se candidatar eu nem penso duas vezes: desisto imediatamente de recolher assinaturas.


PS. O Schubert está cada vez mais bonito.

domingo, fevereiro 29, 2004

Assessora de Imprensa ou Blogolândia de casa de banho?

Eu chegava ao emprego e tinha sobre a mesa o Publico e o Diário Económico diariamente, a Visão à quinta, o Independente à sexta, o Euronotícias, o Semanário nem me lembro bem a que dias, a Executive Digest, a Exame. Eu comprava a Bola todos os dias e, quando uma notícia de capa me interessava, comprava este ou aquele jornal, esta ou aquela revista, conforme o chamariz. Escusado será dizer que não tinha tempo para ler nem 5% de todas estas publicações. Confesso que na Bola só lia mesmo as notícias sobre o Benfica e ainda assim, nem todas, muitas vezes ficava-me pelas gordas. No Independente ía sempre à procura da fotografia “Portugal no seu melhor” e depois de ver ou a recortava para colecção ou jogava direitinho aquele monte de papel para a caixinha da reciclagem. O mesmo fazia a todos os outros jornais, com excepção do Publico que lia à hora de almoço e ao Diário Económico que lia em 5 minutos. Nos que eu comprava, lia a tal notícia chamariz e dava-lhes o mesmo destino que aos restantes. Deixem-me fazer só uma correcção. Quando comprava o DN lia também os colunistas, sempre que tinha tempo, ou pedia à Palmira para me fazer uma fotocópia dos artigos de opinião para ler mais tarde. O Público, quando não tinha tempo de o ler na hora de almoço, ainda o levava para casa para ler à noitinha antes de me deitar. Ficava praticamente reduzido aos A4 (ou quase A4). Levava-os para casa, na minha pasta. Serviam-me de leitura nos locais onde o tempo tem de passar, quer a gente esteja a ler ou não.
O que eu precisava mesmo era de ter tido um assessor de imprensa que me conhecesse mais ou menos em termos de leitura e necessidades profissionais, que me seleccionasse os artigos e me deixasse sobre a mesa, já sublinhados e tudo. Hoje em dia, porque não tenho acesso a todas aquelas publicações (sem ter de as comprar, claro) utilizo os “Favoritos” do IE onde tenho os links para a imprensa on-line de Portugal e do mundo e onde “gasto” uma meia hora por dia a ler o que me parece interessante, obviamente do que tenho acesso. Só que já tenho um assessor de imprensa. É a blogolândia. Raro é o blog que leio que não aponte um link para este ou aquele artigo, claro sempre ao gosto do blogger de serviço. Mas como as minhas visitas são muito ecléticas, tanto leio, blogs de política, como desportivos, como de sociedade, como culturais, como etc, etc, acabo por, também, aceder a um conjunto de artigos on-line das mais variadas características. E outras vezes nem preciso lá ir, pois os bloggers fazem o favor de transcrever, directamente para o seu post, o referido artigo que seleccionaram. O que me dá menos jeito é pegar no PC e colocá-lo ao meu colo quando vou à sanita. Mas estou seriamente a pensar colocar um computador na casa de banho. Assim continuarei a gerir bem o meu tempo e um teclado não é assim tão incómodo como isso.


PS. Agora reparo que ontem comprei o Expresso e ainda o tenho inteirinho na saqueta plástica onde vinha. Ninguém me quer informar quais os artigos que eu deva ler?
Thank you

Obrigado José Pacheco Pereira. Você sabe porquê.

sábado, fevereiro 28, 2004

100 Anos!



Ser Benfiquista
é ter na alma a chama imensa
que nos conquista
e leva à alma a luz intensa
do sol que lá no céu
risonho vem beijar
com orgulho muito seu
as camisolas berrantes
que nos campos a vibrar
são papoilas saltitantes.

Parabéns

Amor, hoje é o teu aniversário. Eu sei que és mais velha que eu , deixa lá, isso não faz mal nenhum. Aos quarenta não te troquei por duas de 20, também não é agora que o vou fazer, não achas?
Eu só queria, mas queria mesmo, que o meu blog durasse outros tantos quantos fazes hoje e que eu pudesse vir aqui, daqui a esses anos todos escrever-te, de novo, para te dar os parabéns. Mas é pedir muito não é?
Pois bem, festejemos o dia de hoje! Viva tu!

PS. Não vou dizer a ninguém quantos anos fizeste. Nem vou dar dicas. Eu não sou nada destas coisas de dizer que a uma mulher nunca se pergunta a idade e tal. Mas como não preciso de te perguntar, também não tenho nada que dizer. É verdade, amor, a propósito, para o ano como é que vais marcar os teus anos no totoloto?

sexta-feira, fevereiro 27, 2004

Riscas

Risca – (física) Linha escura (risca de absorção) que interrompe um espectro contínuo ou linha brilhante (risca de emissão) que forma, juntamente com outras, um espectro de emissão.

Riscas – Camisa dos betos, dos yuppies e dos políticos.

Riscas – Acto de meter o bedelho. Exemplo: Tu aqui não riscas népia.

Risca – Cada uma das cores do arco-íris.

Riscado – Um tecido, acho eu. A minha mãe falava nesse tipo de pano.

Riscas – Metade das bolas do meu snooker.

Riscas – O fato que o Jorge Gabriel usa no Pátio da Alegria.

Riscas – Um monte de gravatas que tenho lá no roupeiro.

Riscas – (astrolonomia) As riscas de hidrogénio constituem um dos diagnósticos mais importantes disponíveis para o estudo das estrelas jovens de tipo T Tauri.

Riscas – (folclore) Fato de trabalho verde utilizado pelo grupo de danças e cantares do Alto Douro “Como foi referido existe uma cor predominante - neste caso, o verde. A saia é de algodão, estampada e com debrum a branco. O avental é às riscas verdes e brancas…”.

Riscas – Camisola utilizada pelos meus arqui-rivais lagartos e tripeiros.

Riscas – O meu primeiro pijama e muitos outros seguintes!!!!

E perguntais vós, porque é que este tipo está para aqui a falar de riscas? Então mas este tipo não é nada de reproduzir dicionários ou enciclopédias ou de andar para aqui a armar ao pingarelho só para dizer que sabe umas coisas e obriga-nos a ler isto tudo na horizontal como se fosse um texto às riscas. Bom, meu amigos leitores e amigas leitoras. Eu vou explicar. Isto tem tudo a ver com um post que eu li no blog da Sara. Ela escreveu sobre pijamas e referiu que actualmente os pijamas apresentam em 90% ursinhos no seu (deles, pijamas) padrão. Logo eu que não sou nada de fazer estatísticas confrontei-me com esta terrível notícia que arrasa o meu pijama ás riscas. Imaginai vós queridos e queridas que me lêem, que as outras riscas também seriam substituídas por ursinhos. Já estou a imaginar o chefe da bancada do PSD a falar com o jovem deputado Nuno Mota.

- Olá Nuno, lindos ursinhos que tem hoje na camisa.
- São riscas, senhor, são riscas.

Ou então, o meu filho, quando estamos a jogar snooker.

- Tás a ver cota. Hoje vais jogar ao pau com os ursos.

Ou ainda, a menina na rua a olhar para o céu e a dizer a lenga-lenga que a gente dizia em criança.

- Arco-da-velha vai-te daqui que as meninas bonitas estão com medo dos ursos.

Já ursos de absorção e ursos de emissão eu não estou a ver quem sejam. Mas (estou a rir baixinho), eu em vez de chamar lagartos ou andrades aos meus arqui-rivais (futebolisticamente falando, é claro) dizer-lhes na cara, sem probabilidade de ser levado a mal – vós sois uns grandes ursos.


PS. Este pêésse não é para a Sara, nem para o seu lindo blog. É que, para mim, um Post Scriptum é um fetiche. Ou um carinho. Já que não tenho um urso para dormir e o meu pijama ainda tem riscas, uso uma almofada com um PS bordado. Um dia destes conto-vos porquê.


Sono

Vocês amigos devem pensar que eu sou um “cu de sono”. Mentira! Eu só durmo cinco horas por dia, apesar de ter já referido várias vezes no meu blog, que estou com sono. Logo eu, que não sou nada de falar de mim, vir para aqui dizer que tenho sono. È cansativo para quem lê e é cansativo para mim, pois cada vez que falo de sono, fico com sono. Mas a verdade é esta, só me apetece escrever mesmo quando estou com sono. Há quem faça early morning posts e toda a gente vai lá ler. Deve ser para ler aqueles poemas em inglês. Intelectual é outra coisa. Eu se reproduzisse todos os dias um poema em inglês e falasse de Camus como ele, aposto que ninguém ligaria peva. Primeiro porque não me chamo jpp e, em último porque achariam que eu estava a armar ao pingarelho. Bem, eu tenho de reconhecer que o homem (sem qualquer sentido pejorativo) não arma propriamente ao pingarelho. É um opinion maker e nisso temos de lhe tirar o chapéu. E é culto, caramba. E é referido por todos os blogs da net, caramba de novo. Eu não vou mentir, mas só à minha conta ele tem pelo menos umas 7 visitas por semana. Pelo menos, disse eu. E isso quando eu estou com sono. Fará se eu não tivesse tanto sono… acho que, pelo menos, duplicaria.
Bom mas tenho estado aqui a publicitar o jpp e não falei do tema que me trouxe aqui hoje. Eu queria falar do sono que me dá de vez em quando e que nessas alturas só me apetece escrever. Pois é verdade amigos. É por isso que cada vez que tento escrever algo, não me sai nada de jeito. Adormeço normalmente no meio do texto e depois já não sei onde vou.
Esperem. Vou tomar um cafezinho.

Voltei. Que desastre! Primeiro fui moer café: entornei o grão. Depois quando finalmente apanhei aquilo tudo do chão, para a D. Maria não “mandar vir”, e consegui moer direitinho, ao virar do moinho para o tapperware, derramei o pó. Querem apostar que depois de tirar a bicazinha também entornei café por cima das calças? Bruxo! Eu não disse que estava com sono? Não será melhor ir dormir?


PS. Vou ler um daqueles poemas do Early Morning posts… como não sei inglês (patavination como diria o Marco Aurélio? Ou seria o Marco Paulo? Não, não… o Paulo António! Eureka! É isso), adormeço antes do primeiro verso! Logo eu, que como vós sabeis, meus amigos, não sou nada de ler Early Mornings nas minhas Late Nights.

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Indefinições

As pessoas que me conhecem sabem que eu sou decidido. Não sou nada de deixar as coisas nas meias tintas, nem tão pouco de saltar de um lado para o outro ao sabor dos meses ou das posições que dão mais jeito. Já a minha ciática, não. De Fevereiro a Agosto ataca a direita, de Setembro a Dezembro ataca-me a esquerda. Só é neutra em Janeiro. Acho que é para ver onde param as modas. Mas não sei o que hei-de chamar a esta desgraçada desta dor. Se oportunista se inoportuna de uma figa. Vá lá decide-te, caramba. Eu preciso saber para que lado devo dormir.

PS. Até ao endireita eu já fui... por isso nada de sugestões. Eu sei que é para meu bem, amigos... mas não é isso.. é também a PDI que me faz ser rabugento.
Home Sweet Lar

É bom ir de férias. Mas é tão doce regressar. Eu já tinha saudades deste PC. Logo a mim, que não sou nada de pieguices, deu-me para ter saudades do PC. Tá bem pronto, e agora que tens o PC à tua frente vais fazer o quê? Nada, nada. Vou fechá-lo. Tenho sono.

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Schubert , Chubert, Xubart


Bom, o João é que sabe como vai registá-lo. Mas tem 5 minutos cá em casa e já me conquistou. Sim, uma coisa é certa. Pronuncia-se Xu-bârte. É o novo membro da família e é lindo.




PS. Como sabeis eu não sou nada de lamechices. Mas vejam lá se o Schubert não merece este post.
Porra

Que merda eh esta? entaum os caracteres portugueses naum funcionam? Isto nunca me aconteceu antes...
Carnaval

Para mim, o Carnaval só começa na sexta-feira gorda, ou seja hoje. Não tenho tempo para começá-lo antes nem me parece que seja necessário. Eu sigo a máxima o Carnaval são 5 dias e a vida são 2. Por isso hoje comecei a brincar. Coloquei a minha cabeleira longa, de cor amarelada (não tenho nada contra as loiras, mas com aquela cabeleira sinto-me mais burro), e a minha gravata com o Kama-Sutra dos porquinhos. E acreditem, esta mistura de indumentária, com um narizinho de bola vermelha à Batatinha e Companhia, faz-me sentir carnavalesco. Há esqueci-me de dizer que calcei umas meias às riscas vermelhas e brancas (sou do Benfica, não esqueçam), de cano alto, assim até ao joelho, por fora das calças. Confesso que se algum dos meus amigos me visse nesta figura iriam achar que eu estava demasiado carnavalesco. E por acaso senti-me meio ridículo até cerca da uma da tarde. Mas quando ouvi o Zé Manel na TV a dizer que o nosso deficit foi de 2,8% em 2003, fartei-me de rir. Afinal quem está a brincar ao Carnaval é ele.

PS. Eu não sou nada de me meter em contas sérias, principalmente em época de brincadeira. Mas as receitas extraordinárias vão durar sempre ou ele quis mesmo desfilar na Barão de Sapucaí e não o deixaram?

quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Não sei se é para rir ou se é para chorar

Todos sabemos que num Estado de Direito a presunção da inocência é um direito que assiste a todos os arguidos de um processo. Eu que não sou jurista não tenho nada que me meter o nariz onde não sou chamado. Nem sou mesmo de meter o nariz. Mas é sempre o meu nariz, um dos órgãos que sofre quando eu choro. E como eu não sei se isto é para rir ou para chorar o melhor é tomar algumas atitudes preventivas. Ah, é verdade, já estava a perder o fio ao raciocínio, não fosse a providencial preventiva. È que é mesmo de uma prisão preventiva que eu vou falar. O Público, há pouquinho, noticiava que o sr. Vale e Azevedo, que estava em prisão preventiva por causa de uma tal Euroária, acaba de ser libertado pela Relação de Lisboa, porque o dito senhor não foi ouvido numa diligência processual feita ao juiz do processo. Pronto! O caso pode não estar arrumado, mas a justiça tem destas coisas… Nem é preciso provar a culpabilidade ou a inocência. Basta que haja um errozinho no processo. Aposto que haverão muitos mais a beneficiar destes errozinhos. Esperem pelas próximas notícias. Já não falta muito.

PS. Este pèésse ao contrário de outros não é para dizer que gosto muito da palavra errozinho. È para dizer que o errozinho faz-me sempre espécie…