Eu e a música
Existe em mim uma profunda relação entre a música e a lágrima. Não posso escutar um fado português (existe outro?), um tango argentino (existe outro?), um flamenco espanhol (existe outro), uma folksdans sueca (eu sei que existem outras) que não desate imediatamente a chorar. Pois é, nem tenham dúvidas, mas eu ainda não disse tudo. Eu, como todos vós sabeis, amigas leitoras e não menos amigos leitores não sou nada pieguinhas. Aposto que nenhum de vós me viu andar por aí a chorar nos cantos. Mas sou assim mesmo. A música dá-me uma enorme vontade de chorar. Pois bem, eu estava por aqui blogueando, que é como quem diz, aos saltinhos de blog em blog, como o carapau aos saltinhos de nenúfar em nenúfar sempre que quer atravessar o rio de um lado para o outro, sem sofrer da síndrome da bicha da ponte, quando deparo com o blog da bomba inteligente a apontar-nos a setinha para a grafonola. E não é a primeira vez que ela faz isso. E eu que deveria estar, ou a pensar (eu reflicto muito no que leio, vós sabeis, não é nenhuma novidade), ou a rir (eu rio das piadas a que vulgarmente chamam anedotas e das anedotas ou dos anedotas que opinam a torto e a direito sobre todos e sobre tudo, qual Nuno Rogeiro… adiante), ou então, simplesmente, a passar tempo quando leio blogs assim tipo este, dou por mim a chorar baba e ranho. E agora numa completamente a sério: sabem porque é que eu choro? Quereis saber? Perguntai: Porque é que choras PreDatado? – “Porque é que choras PreDatado?” – Então eu vou responder. Eu não choro só quando escuto as músicas que enumerei. Eu choro quando ouço qualquer música, por mais alegre que ela seja. Choro de desgosto por não ter jeitinho nenhum para as notas. Se me pedirem para cantar logo a seguir, eu já não sei. Se me pedirem para acompanhar eu desafino. Não é mesmo para chorar?
PS. Depois disto só me resta colocar um sertanejo, um luar de sertão, ou melhor estava-me a esquecer. Vou ouvir o Tony Silva a cantar música ró. È de ir ás lágrimas.
terça-feira, março 09, 2004
Apresados Sen Presa
Abrir a boca en ti, onde as estrelas
configuran a constelación dos nosos nomes,
abrandar a vontade que nos puxa
implacabelmente para os extremos opostos
con esa forza de non sermos nen eu ti nen ti eu,
cortar a fita para inaugurar o tempo
no que nos miramos o ollo no ollo multiplicado
como o rio aquel, o suor, o beixo continuado
balizado por latexos que se escapan,
e palavras atadas que nos fican dentro,
para fabricar o xesto de buscar-nos
por debaixo das sombras e os vestidos.
Abrir a boca à escuridade para encontrar o dia.
Luisa Villalta, escritora galega, faleceu no passado dia 6 de Março, aos 46 anos de idade.
Abrir a boca en ti, onde as estrelas
configuran a constelación dos nosos nomes,
abrandar a vontade que nos puxa
implacabelmente para os extremos opostos
con esa forza de non sermos nen eu ti nen ti eu,
cortar a fita para inaugurar o tempo
no que nos miramos o ollo no ollo multiplicado
como o rio aquel, o suor, o beixo continuado
balizado por latexos que se escapan,
e palavras atadas que nos fican dentro,
para fabricar o xesto de buscar-nos
por debaixo das sombras e os vestidos.
Abrir a boca à escuridade para encontrar o dia.
Luisa Villalta, escritora galega, faleceu no passado dia 6 de Março, aos 46 anos de idade.
Ai os nomes!
Quase toda a gente se queixa do trânsito, das filas incomensuráveis. Eu dou graças a Deus. Não fossem as bichas para a Ponte 25 de Abril e eu não estaria informado, nem metade, do que estou hoje. Agora já não são só essas. As obras do Metro do Sul do Tejo, têm provocado bichas tais que, de Almada a Corroios (3 kms), se demora bem uma horita. Abençoada bicha! Ontem enquanto percorria esta “via-sacra”, tive a oportunidade de escutar quase toda a entrevista no programa Conversas Pessoais e Transmissíveis da TSF com Onésimo Teixeira de Almeida. Entre muitas outras coisas falou-se de humor. Das três principais teorias, Aristotélica, Kantiana e Freudiana, sobre o humor e, de como o referido escritor e professor universitário, actualmente, encara a compra de livros sobre estas teorias. Diz ele que conhecendo profundamente este tema acaba por comprar os livros apenas para descobrir no meio deles, uma anedota nova. Não deixa de ser curioso. Mas também se falou de nomes. E de Onésimo obviamente. Não sendo normal nos EUA, colocarem-se acentos nas vogais, o seu nome acaba por escrever-se Onesimo, sendo até que uma vez, contou ele, viu-se aflito para perceber que era ao Sr. Onésimo que estavam a chamar, quando chamaram Mr. One Simo (Uane Saimow).
Esta história fez-me lembrar uma outra. Uma vez, num estágio que fiz na Califórnia, indicaram-me que a minha orientadora seria a Jenny Freitas… Assim mesmo (Dgéni, Freitas). Na manhã seguinte procurei nas plaquinhas de cada biombo, no imenso open space, a minha conterrânea Freitas. Até que eureka, lá estava a Jenny Fratus. Sim Fratus, qual é a admiração? Eu explico. O avô da Jenny era um minhoto, António Freitas, de sua graça, a quem os americanos chamavam, sempre que viam o nome dele escrito, de Mr. Fritéze. Ora o homem, era Freitas e não Fritéze. E como poderia ele manter a descendência Freitas? Simples, obrigar a que os seus filhos e, posteriormente, os seus netos, tivessem um nome que os americanos, por mais imaginativos que fossem ou arrevesados na pronúncia, não deixassem de lhes chamar Freitas. Assim nasceu um novo apelido Fratus, que à maneira americana se leria Fra (frei) tus (tas). Imaginativo o nosso amigo António, não?
Só espero que quando um americano (ou inglês, tanto faz) escreva a lista dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos não substitua o nome do nosso Figo (faigow), por Feegw, apenas para se poder ler em português. É que mesmo que soe bem, tem cá um mau aspecto!
Quase toda a gente se queixa do trânsito, das filas incomensuráveis. Eu dou graças a Deus. Não fossem as bichas para a Ponte 25 de Abril e eu não estaria informado, nem metade, do que estou hoje. Agora já não são só essas. As obras do Metro do Sul do Tejo, têm provocado bichas tais que, de Almada a Corroios (3 kms), se demora bem uma horita. Abençoada bicha! Ontem enquanto percorria esta “via-sacra”, tive a oportunidade de escutar quase toda a entrevista no programa Conversas Pessoais e Transmissíveis da TSF com Onésimo Teixeira de Almeida. Entre muitas outras coisas falou-se de humor. Das três principais teorias, Aristotélica, Kantiana e Freudiana, sobre o humor e, de como o referido escritor e professor universitário, actualmente, encara a compra de livros sobre estas teorias. Diz ele que conhecendo profundamente este tema acaba por comprar os livros apenas para descobrir no meio deles, uma anedota nova. Não deixa de ser curioso. Mas também se falou de nomes. E de Onésimo obviamente. Não sendo normal nos EUA, colocarem-se acentos nas vogais, o seu nome acaba por escrever-se Onesimo, sendo até que uma vez, contou ele, viu-se aflito para perceber que era ao Sr. Onésimo que estavam a chamar, quando chamaram Mr. One Simo (Uane Saimow).
Esta história fez-me lembrar uma outra. Uma vez, num estágio que fiz na Califórnia, indicaram-me que a minha orientadora seria a Jenny Freitas… Assim mesmo (Dgéni, Freitas). Na manhã seguinte procurei nas plaquinhas de cada biombo, no imenso open space, a minha conterrânea Freitas. Até que eureka, lá estava a Jenny Fratus. Sim Fratus, qual é a admiração? Eu explico. O avô da Jenny era um minhoto, António Freitas, de sua graça, a quem os americanos chamavam, sempre que viam o nome dele escrito, de Mr. Fritéze. Ora o homem, era Freitas e não Fritéze. E como poderia ele manter a descendência Freitas? Simples, obrigar a que os seus filhos e, posteriormente, os seus netos, tivessem um nome que os americanos, por mais imaginativos que fossem ou arrevesados na pronúncia, não deixassem de lhes chamar Freitas. Assim nasceu um novo apelido Fratus, que à maneira americana se leria Fra (frei) tus (tas). Imaginativo o nosso amigo António, não?
Só espero que quando um americano (ou inglês, tanto faz) escreva a lista dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos não substitua o nome do nosso Figo (faigow), por Feegw, apenas para se poder ler em português. É que mesmo que soe bem, tem cá um mau aspecto!
Cof...Cof...Cof...
Sempre que leio uma banda desenhada e o autor quer pôr alguem a tossir, é assim, como neste título que ele escreve. Eu que tenho (tinha) uma tosse desgraçada sempre num misto de uma constipação eterna e de um eterno vício cigarral, não acredito nada em xapores para a tosse. Pelo menos desde que li (ou vi na TV) já não me recordo, uma notícia em que a maioria dos xaropes à venda em Portugal, dizia-se, tinha apenas um efeito placebo. Mas há horas para tudo, e como a tosse não me abandonava, cada vez mais forte nos últimos dias, ontem resolvi pedir à minha médica um xaropito que ajudasse a aliviar este meu, já bem transtornado, peito. Quando fui ler a literatura inclusa, não encontrei nem contra indicações, nem composição quimica, nem quase nada do que é habitual. Reparei apenas que se tratava de um medicamento homeopático. Aí eu desconfiei. Eu não sou nada, mas mesmo nada, como vocês bem sabem amigas leitoras e amigos leitores, de tomar remédios por dá cá aquela palha. Mas desta vez tomei. E não é que ao fim de dois dias estou bem mais aliviadinho? Ele há com cada placebo...
PS. Não vos tenho dado notícias do Schubert. Sei que estão ávidos de informação. Pois é, o Schubert está cada vez mais engraçado. Ontem filmei-o. Quando eu souber coloco-vos aqui um mini-clip do bichaninho.
Sempre que leio uma banda desenhada e o autor quer pôr alguem a tossir, é assim, como neste título que ele escreve. Eu que tenho (tinha) uma tosse desgraçada sempre num misto de uma constipação eterna e de um eterno vício cigarral, não acredito nada em xapores para a tosse. Pelo menos desde que li (ou vi na TV) já não me recordo, uma notícia em que a maioria dos xaropes à venda em Portugal, dizia-se, tinha apenas um efeito placebo. Mas há horas para tudo, e como a tosse não me abandonava, cada vez mais forte nos últimos dias, ontem resolvi pedir à minha médica um xaropito que ajudasse a aliviar este meu, já bem transtornado, peito. Quando fui ler a literatura inclusa, não encontrei nem contra indicações, nem composição quimica, nem quase nada do que é habitual. Reparei apenas que se tratava de um medicamento homeopático. Aí eu desconfiei. Eu não sou nada, mas mesmo nada, como vocês bem sabem amigas leitoras e amigos leitores, de tomar remédios por dá cá aquela palha. Mas desta vez tomei. E não é que ao fim de dois dias estou bem mais aliviadinho? Ele há com cada placebo...
PS. Não vos tenho dado notícias do Schubert. Sei que estão ávidos de informação. Pois é, o Schubert está cada vez mais engraçado. Ontem filmei-o. Quando eu souber coloco-vos aqui um mini-clip do bichaninho.
Recordações do Alentejo
Que lindas eram as águas do Guadiana
Recordas-te ainda do medo
Que tinhas das cobras de água?
E nós na margem,
Onde a pesca era só um pretexto
Para estarmos ali.
E ao poço, as viagens eram longas,
Embora pouco mais de cem metros
E duas enfusas só para encher?
Que os olhos da mãe não podiam
Ser testemunha.
E a cumplicidade das estrelas
No céu limpo de Agosto?
E as quentes, abrasadoras tardes
Em que fingíamos dormir
E nós, acariciava-mo-nos, sós
Na escuridão do quarto interior?
Alves Fernandes, in Amo-te
Que lindas eram as águas do Guadiana
Recordas-te ainda do medo
Que tinhas das cobras de água?
E nós na margem,
Onde a pesca era só um pretexto
Para estarmos ali.
E ao poço, as viagens eram longas,
Embora pouco mais de cem metros
E duas enfusas só para encher?
Que os olhos da mãe não podiam
Ser testemunha.
E a cumplicidade das estrelas
No céu limpo de Agosto?
E as quentes, abrasadoras tardes
Em que fingíamos dormir
E nós, acariciava-mo-nos, sós
Na escuridão do quarto interior?
Alves Fernandes, in Amo-te
segunda-feira, março 08, 2004
1857 - 2004
Violência doméstica.
Excisão do clitóris.
Burka.
Véu Islâmico.
Catarina Eufémia.
A grávida e o trabalho.
Assédio.
Praxe académica.
Violação.
Salário desigual.
Tráfico.
Criminalização no aborto.
Aung San Suu Kyi.
Poder e decisão.
Ordenação católica.
Lilis, Kikis, Kakás, Bibás.
Escravatura.
Luísa sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.
Violência doméstica.
Excisão do clitóris.
Burka.
Véu Islâmico.
Catarina Eufémia.
A grávida e o trabalho.
Assédio.
Praxe académica.
Violação.
Salário desigual.
Tráfico.
Criminalização no aborto.
Aung San Suu Kyi.
Poder e decisão.
Ordenação católica.
Lilis, Kikis, Kakás, Bibás.
Escravatura.
Luísa sobe, sobe que sobe, sobe a calçada.
Fim-de-semana
Churrasco misto, pezinhos de coentrada, cabidela de galinha do campo, Festival de Peixe do Rio, um passeio à tapada da Mina, vinho tinto, o jardim com a relva cortada, uma rede cerarence, o canto dos pássaros e os silêncios, o balir das ovelhas e os guizos, o luar lindo, lindo como só o do Alentejo é, justificam esta ausência de dois dias.
Churrasco misto, pezinhos de coentrada, cabidela de galinha do campo, Festival de Peixe do Rio, um passeio à tapada da Mina, vinho tinto, o jardim com a relva cortada, uma rede cerarence, o canto dos pássaros e os silêncios, o balir das ovelhas e os guizos, o luar lindo, lindo como só o do Alentejo é, justificam esta ausência de dois dias.
sábado, março 06, 2004
Enquanto eu puder sou vício
Fumo, que de fumar me agonia.
Jogo (porquanto o dinheiro dê),
O fundo da garrafa já se vê,
Que deixar-lhe gota, não podia.
Bebo café - uns dez por dia.
Passo horas diante da TV.
Devoro livros, como quem não lê,
Exagero no riso. Haja alegria!
Até o rádio alto, o som transmite,
Deliro viver em extremidade,
Tanto quão a vida mo permite.
E não fora, eu ter esta idade
Faria amor, sem ter limite.
Exageraria até á eternidade.
Alves Fernandes in Amo-te
Fumo, que de fumar me agonia.
Jogo (porquanto o dinheiro dê),
O fundo da garrafa já se vê,
Que deixar-lhe gota, não podia.
Bebo café - uns dez por dia.
Passo horas diante da TV.
Devoro livros, como quem não lê,
Exagero no riso. Haja alegria!
Até o rádio alto, o som transmite,
Deliro viver em extremidade,
Tanto quão a vida mo permite.
E não fora, eu ter esta idade
Faria amor, sem ter limite.
Exageraria até á eternidade.
Alves Fernandes in Amo-te
sexta-feira, março 05, 2004
O meu e-mail (I)
Quase toda a gente que eu conheço recebe e-mails com muito interesse. Infelizmente devem ter confundido o meu e-mail com o Recycle Bin do Windows ou qualquer outra trash box que quando o S.O. pergunta: “Tem a certeza que quer enviar este documento para o lixo?” , do outro lado da pantalha devem responder “Não! Vá directamente pró e-mail do PreDatado”. Só pode, não é? E é por isso que eu já quase nem os leio. Mais de 75% eu “dilito” de imediato. Mas de vez em quando lá vou abrindo um ou outro. E ontem recebi este com muita graça. Dizia-me uma amiga minha que tinha encontrado no super mercado lá da cidade onde vive, uma nova campanha de uma marca de papel higiénico que vou escusar de referir (escreverei apenas Marca). Nesta campanha eram apresentadas três linhas. Bom, mas o melhor é lerem os comentários dela:
Marca linha Ultra: Relevo de flores, perfume e uma micro textura, que, segundo o texto da embalagem, proporciona aos seus felizes utilizadores "suavidade de uma pétala de rosa". Perguntar não ofende: alguém já limpou o cú com uma pétala de rosa???
Marca linha Ultra Soft Color, laranja que vem com extracto de pêssego. Como se o cú da gente conseguisse ver a cor e sentisse o cheiro...
Mas, demais é o Marca linha Ultra Protection, o top de gama. Este Rolls Royce dos papéis higiénicos, além de conter óleo de amêndoas ("garante maciez superior e um cuidado maior com a sua pele") na sua delicada fórmula, vem com Vitamina E (!!!). Para quem é que interessa esse negócio de cagar e sair com o cú vitaminado?
PS. Não sou nenhum santinho nem minimanente puritano, mas como vós sabeis amigas leitoras e amigos leitores eu não sou nada de palavrões. Só que não resisti a esta transcrição.
Quase toda a gente que eu conheço recebe e-mails com muito interesse. Infelizmente devem ter confundido o meu e-mail com o Recycle Bin do Windows ou qualquer outra trash box que quando o S.O. pergunta: “Tem a certeza que quer enviar este documento para o lixo?” , do outro lado da pantalha devem responder “Não! Vá directamente pró e-mail do PreDatado”. Só pode, não é? E é por isso que eu já quase nem os leio. Mais de 75% eu “dilito” de imediato. Mas de vez em quando lá vou abrindo um ou outro. E ontem recebi este com muita graça. Dizia-me uma amiga minha que tinha encontrado no super mercado lá da cidade onde vive, uma nova campanha de uma marca de papel higiénico que vou escusar de referir (escreverei apenas Marca). Nesta campanha eram apresentadas três linhas. Bom, mas o melhor é lerem os comentários dela:
Marca linha Ultra: Relevo de flores, perfume e uma micro textura, que, segundo o texto da embalagem, proporciona aos seus felizes utilizadores "suavidade de uma pétala de rosa". Perguntar não ofende: alguém já limpou o cú com uma pétala de rosa???
Marca linha Ultra Soft Color, laranja que vem com extracto de pêssego. Como se o cú da gente conseguisse ver a cor e sentisse o cheiro...
Mas, demais é o Marca linha Ultra Protection, o top de gama. Este Rolls Royce dos papéis higiénicos, além de conter óleo de amêndoas ("garante maciez superior e um cuidado maior com a sua pele") na sua delicada fórmula, vem com Vitamina E (!!!). Para quem é que interessa esse negócio de cagar e sair com o cú vitaminado?
PS. Não sou nenhum santinho nem minimanente puritano, mas como vós sabeis amigas leitoras e amigos leitores eu não sou nada de palavrões. Só que não resisti a esta transcrição.
Histórias de provincia
Tenho andado a ler um blog de histórias. O autor, que na verdade desconheço, conta histórias de uma forma simples, mas que cativam na leitura. Já o linkei. Pena que não tenha o e-mail dele para o incentivar. Se souberem, avisem-me.
Tenho andado a ler um blog de histórias. O autor, que na verdade desconheço, conta histórias de uma forma simples, mas que cativam na leitura. Já o linkei. Pena que não tenha o e-mail dele para o incentivar. Se souberem, avisem-me.
Adenda ao PS do post anterior
No mesmo site indicado tem lá essa: "O gato lambendo as patas e lavando a cara com estas, é sinal de chuva". Isto eu já vi o Schubert fazer muitas vezes. Mas uns dias faz sol, outros chove. Será que o Schubert ainda não sabe ler? Tenho de lhe mostrar o site para ele não me andar a enganar.
No mesmo site indicado tem lá essa: "O gato lambendo as patas e lavando a cara com estas, é sinal de chuva". Isto eu já vi o Schubert fazer muitas vezes. Mas uns dias faz sol, outros chove. Será que o Schubert ainda não sabe ler? Tenho de lhe mostrar o site para ele não me andar a enganar.
Calos e chuva
Já vos falei do meu pôr-do-sol de ontem. Eu, como vós bem sabeis meus amigos leitores e minhas amigas leitoras, não sou nada de superstições. Mas tem crendice popular… fala sério aí…
É que ao olharmos aquele céu bonito, com nuvens de bom tempo, se eu soubesse pintar teria feito um quadro impressionista que nem vos conto. E a Maria José a dizer. “Desta vez nem sei porque me está a doer um calo. Com um tempo destes não é normal. Nada indica que vá chover.” Ai não? Então vejam o maravilhoso dia que aí está. E eu que já estava preparado para ir ao Pomarão (sim, lá no Alentejo profundo), à festa do peixe do rio. Mesmo assim vou arriscar.
A propósito de crendice popular consultei um almanaque brasileiro, que tem lá tudinho sobre a meteorologia e a crendice. E entre outras a frase “Dor nos calos e nas juntas, quebraduras, chuva próxima”. Então é porque não é mania da minha Maria, não é? E para quem não tem pachorra para andar de link em link vou transcrever, com a devida vénia, uma oração que achei muito curiosa, para rezar quando a chuva é de mais:
Oração para fazer parar a chuva:
"Senhô meu Jesus, amado de todo meu coração, trago-vós. A chuva que vóis mandô, pra nós já chega, agora peço, peço pra vóis uns dias de sor pra tempero da chuva (pede-se o número de dias de sol que se quer: 10 ou 15) e depois o Senhô Amado meu Jesuis vós sabe do meu coração e eu não sei do coração de vóis, pela santa fé que tenho em vós, tenho certeza que vóis me favorece, por este meu pedido que peço pra vóis. Pelas dores de vossa mãi, pelo amô da Virgi Santíssima nossa soberana, pelo amô de vóis que este meu pedido será aceito que vóis está aqui no meu coração guardado e vóis me favorece Sinhô Deus de Misericordi."
PS. O Schubert tem pouco mais de um mês. Ainda não descobri se existe algum comportamento especial do meu gatinho, quando a chuva se aproxima.
Já vos falei do meu pôr-do-sol de ontem. Eu, como vós bem sabeis meus amigos leitores e minhas amigas leitoras, não sou nada de superstições. Mas tem crendice popular… fala sério aí…
É que ao olharmos aquele céu bonito, com nuvens de bom tempo, se eu soubesse pintar teria feito um quadro impressionista que nem vos conto. E a Maria José a dizer. “Desta vez nem sei porque me está a doer um calo. Com um tempo destes não é normal. Nada indica que vá chover.” Ai não? Então vejam o maravilhoso dia que aí está. E eu que já estava preparado para ir ao Pomarão (sim, lá no Alentejo profundo), à festa do peixe do rio. Mesmo assim vou arriscar.
A propósito de crendice popular consultei um almanaque brasileiro, que tem lá tudinho sobre a meteorologia e a crendice. E entre outras a frase “Dor nos calos e nas juntas, quebraduras, chuva próxima”. Então é porque não é mania da minha Maria, não é? E para quem não tem pachorra para andar de link em link vou transcrever, com a devida vénia, uma oração que achei muito curiosa, para rezar quando a chuva é de mais:
Oração para fazer parar a chuva:
"Senhô meu Jesus, amado de todo meu coração, trago-vós. A chuva que vóis mandô, pra nós já chega, agora peço, peço pra vóis uns dias de sor pra tempero da chuva (pede-se o número de dias de sol que se quer: 10 ou 15) e depois o Senhô Amado meu Jesuis vós sabe do meu coração e eu não sei do coração de vóis, pela santa fé que tenho em vós, tenho certeza que vóis me favorece, por este meu pedido que peço pra vóis. Pelas dores de vossa mãi, pelo amô da Virgi Santíssima nossa soberana, pelo amô de vóis que este meu pedido será aceito que vóis está aqui no meu coração guardado e vóis me favorece Sinhô Deus de Misericordi."
PS. O Schubert tem pouco mais de um mês. Ainda não descobri se existe algum comportamento especial do meu gatinho, quando a chuva se aproxima.
E as crianças Senhor…?
Bem sei que o que vou escrever aqui não é politicamente correcto. Ser de esquerda, não é obrigatoriamente ser carneiro e alinhar pelo mesmo diapasão, quer se concorde, quer não. Pelo menos é o que eu acho. E por achar isso, nunca deixei de considerar que me coloco bem à esquerda. Uma esquerda de livre pensamento. Ontem estourou mais um escândalo na Câmara de Lisboa. Quem me conhece, e alguns posts que aqui escrevi anteriormente, sabe que eu não morro de simpatias pela actual vereação Lisboeta. Bem antes pelo contrário. No meio do trânsito e da balbúrdia de Lisboa, escutei uma longa entrevista nas notícias das 17h da TSF à vereadora da Câmara de Lisboa que tinha assinado um despacho para as escolas, sobre uma iniciativa da MacDonalds, no intuito de proporcionar a 5 crianças carenciadas, o acompanhamento dos jogadores de futebol no Euro 2004. Este despacho continha uma inconstitucionalidade, pois descriminava as crianças portadoras de deficiência física ou mental. Ora bem, na minha simples e talvez irrelevante opinião, a Câmara de Lisboa, querendo associar-se à iniciativa, deveria ter negociado com a MacDonalds, no sentido de que esta clausula não fosse incluída. Não o fez, e mal. No entanto, verificando que meteu “o pé na argola”, e segundo a informação da mesma vereadora, terá encontrado uma solução que “remediaria” o caso e que consistia, não só em levar as tais 5 ditas carenciadas crianças, mas também, proporcionar o mesmo número de entradas a crianças com handicap, que não iriam acompanhar os jogadores, mas sim assistir aos jogos, em local onde pudessem ter segurança e conforto. Estava portanto aberta, a possibilidade de, não 5, mas 10 crianças irem assistir aos jogos do Euro (sem contar com os necessários acompanhantes, para as 5 crianças deficientes). Hoje li nos jornais, que a Câmara Municipal, entretanto, devido a toda a polémica levantada desistiu da sua adesão a esta iniciativa. Concluindo. Apesar do processo ter sido pessimamente conduzido no início, fico hoje a saber que acabam por ficar 10 crianças sem poder assistir aos jogos, devido a todo o alarido que se levantou. Estão satisfeitos?
Bem sei que o que vou escrever aqui não é politicamente correcto. Ser de esquerda, não é obrigatoriamente ser carneiro e alinhar pelo mesmo diapasão, quer se concorde, quer não. Pelo menos é o que eu acho. E por achar isso, nunca deixei de considerar que me coloco bem à esquerda. Uma esquerda de livre pensamento. Ontem estourou mais um escândalo na Câmara de Lisboa. Quem me conhece, e alguns posts que aqui escrevi anteriormente, sabe que eu não morro de simpatias pela actual vereação Lisboeta. Bem antes pelo contrário. No meio do trânsito e da balbúrdia de Lisboa, escutei uma longa entrevista nas notícias das 17h da TSF à vereadora da Câmara de Lisboa que tinha assinado um despacho para as escolas, sobre uma iniciativa da MacDonalds, no intuito de proporcionar a 5 crianças carenciadas, o acompanhamento dos jogadores de futebol no Euro 2004. Este despacho continha uma inconstitucionalidade, pois descriminava as crianças portadoras de deficiência física ou mental. Ora bem, na minha simples e talvez irrelevante opinião, a Câmara de Lisboa, querendo associar-se à iniciativa, deveria ter negociado com a MacDonalds, no sentido de que esta clausula não fosse incluída. Não o fez, e mal. No entanto, verificando que meteu “o pé na argola”, e segundo a informação da mesma vereadora, terá encontrado uma solução que “remediaria” o caso e que consistia, não só em levar as tais 5 ditas carenciadas crianças, mas também, proporcionar o mesmo número de entradas a crianças com handicap, que não iriam acompanhar os jogadores, mas sim assistir aos jogos, em local onde pudessem ter segurança e conforto. Estava portanto aberta, a possibilidade de, não 5, mas 10 crianças irem assistir aos jogos do Euro (sem contar com os necessários acompanhantes, para as 5 crianças deficientes). Hoje li nos jornais, que a Câmara Municipal, entretanto, devido a toda a polémica levantada desistiu da sua adesão a esta iniciativa. Concluindo. Apesar do processo ter sido pessimamente conduzido no início, fico hoje a saber que acabam por ficar 10 crianças sem poder assistir aos jogos, devido a todo o alarido que se levantou. Estão satisfeitos?
É de noite que me lembra o dia
Ontem fui ver o pôr-do-sol à Costa da Caparica. A tarde estava fresca mas agradável. O dia tinha sido uma estucha de dor e trânsito. Esta cidade está pior. Quando escrevo pior deveria relativizar. Eu deveria ter dito pior do que eu esperava que estivesse ou, pior do que eu acho que deva estar. Mas pior chega. Chega para perceber que cada dia que passa menos me agrada o funcionamento da minha Lisboa.A manhã quase toda sem me poder mexer, devido à maldita ciática. O almoço agradável, uma pizza feita pela minha filhota, leve, como se quer para quem teve de juntar o pequeno-almoço ao almoço. Depois, Lisboa. Os buracos, o trânsito caótico e o pagamento duplicado do estacionamento. O tipo que acena com um jornal ou revista enrolado, um lugar que eu já descortinei antes, um “destroce, destroce”, um “oh amigo, não se arranja aí uma moedinha?”. Não conheço o tipo de lado nenhum, qual amigo? Não sei porque tenho de lhe dar a moedinha, mas dou-lhe. Eu próprio a alimentar as faltas de soluções desta cidade, deste país. Só depois me lembro que fiquei sem moeda para o parquímetro. Um quiosque ou um café, um jornal ou uma bica, sempre se arranja trocos. Desvios de trajectória por causa das obras, avenidas de 3 faixas, reduzidas a duas, porque há uma segunda fila de estacionamento paralela, tipos que saem deste, sem piscas, taxistas que entram à “má-fila” e fazem a rotunda sempre por fora, onde quer que seja que vão, pois os outros que cedam, e não escrevo mais, porque reviver o pesadelo desta Lisboa, dos tapumes de mamarrachos em construção, dos parques mayeres prometidos, dos túneis caprichosos, dos tipos com um rolo de papel na mão, reviver o pesadelo. Felizmente, havia pôr-do-sol na Costa da Caparica.
Ontem fui ver o pôr-do-sol à Costa da Caparica. A tarde estava fresca mas agradável. O dia tinha sido uma estucha de dor e trânsito. Esta cidade está pior. Quando escrevo pior deveria relativizar. Eu deveria ter dito pior do que eu esperava que estivesse ou, pior do que eu acho que deva estar. Mas pior chega. Chega para perceber que cada dia que passa menos me agrada o funcionamento da minha Lisboa.A manhã quase toda sem me poder mexer, devido à maldita ciática. O almoço agradável, uma pizza feita pela minha filhota, leve, como se quer para quem teve de juntar o pequeno-almoço ao almoço. Depois, Lisboa. Os buracos, o trânsito caótico e o pagamento duplicado do estacionamento. O tipo que acena com um jornal ou revista enrolado, um lugar que eu já descortinei antes, um “destroce, destroce”, um “oh amigo, não se arranja aí uma moedinha?”. Não conheço o tipo de lado nenhum, qual amigo? Não sei porque tenho de lhe dar a moedinha, mas dou-lhe. Eu próprio a alimentar as faltas de soluções desta cidade, deste país. Só depois me lembro que fiquei sem moeda para o parquímetro. Um quiosque ou um café, um jornal ou uma bica, sempre se arranja trocos. Desvios de trajectória por causa das obras, avenidas de 3 faixas, reduzidas a duas, porque há uma segunda fila de estacionamento paralela, tipos que saem deste, sem piscas, taxistas que entram à “má-fila” e fazem a rotunda sempre por fora, onde quer que seja que vão, pois os outros que cedam, e não escrevo mais, porque reviver o pesadelo desta Lisboa, dos tapumes de mamarrachos em construção, dos parques mayeres prometidos, dos túneis caprichosos, dos tipos com um rolo de papel na mão, reviver o pesadelo. Felizmente, havia pôr-do-sol na Costa da Caparica.
quarta-feira, março 03, 2004
Pena de morte
Está a generalizar-se na blogosfera a discussão sobre a pena de morte. Apesar de Doutroux...eu sou contra. Absolutamente CONTRA. Às vezes, um pensamento radical, em casos como o Doutroux, em outros similares, com ou sem crianças, sobrevoa-me o espírito. Mas quando "acordo", não admito que tenha sido eu a pensar.
Está a generalizar-se na blogosfera a discussão sobre a pena de morte. Apesar de Doutroux...eu sou contra. Absolutamente CONTRA. Às vezes, um pensamento radical, em casos como o Doutroux, em outros similares, com ou sem crianças, sobrevoa-me o espírito. Mas quando "acordo", não admito que tenha sido eu a pensar.
terça-feira, março 02, 2004
Como é que eu me vou desenrascar?
No outro dia jantávamos os quatros como habitualmente, à hora do Telejornal. Quero avisar-vos que o que eu vou dizer a seguir não é comentário político. Vós sabeis que eu não sou nada de falar de política porque disso eu não percebo nada. Mas o assunto que passava na televisão era política. Qualquer coisa sobre o 11 de Março de 1975. Quando fixamos de orelha mais alerta ouvimos qualquer coisa como o Sr. Primeiro-ministro a desculpar-se do que teria feito nessa época, por apenas ter 18 anos. Por acaso não tinha, pois ele é da minha idade e já íamos a caminho dos 20. Mas andando. O que foi relevante foi a minha filha me dizer que eu estou sempre a pedir-lhes responsabilidades e que “no meu tempo” aos 18 anos ainda éramos todos uns irresponsáveis. Eu engoli em seco e respondi. “Não ligues filha, coisas da política”. Para meu espanto, hoje enquanto via a novela das sete num canal e a televisão lá de dentro sintonizada na SIC Notícias (eu estou sempre com um olho num burro e outro no cigano, é o meu feitio, pronto, não tenho culpa de ser cusco), dou de repente com uma entrevista ao Sr. Ministro de Estado, Paulo Portas. Pedi ao meu puto se podia fazer um zapping – é só um cadinho, filho – e ouvimos, ouvimos digo bem, eu e o meu filho – este referido Sr. Ministro a dizer que não fazia sentido relembrarem coisas que ele escreveu (acho que era sobre o aborto, não sei bem) quando tinha 19 anos. O meu filho, que por acaso tem 19 anos, levantou-se e foi para o quarto dele ver o resto da novela. Até me olhou de soslaio. E agora? E quando ele me argumentar: “Pai, mas eu só tenho 19 aninhos”. Será que poderei pedir-lhe que seja responsável?
No outro dia jantávamos os quatros como habitualmente, à hora do Telejornal. Quero avisar-vos que o que eu vou dizer a seguir não é comentário político. Vós sabeis que eu não sou nada de falar de política porque disso eu não percebo nada. Mas o assunto que passava na televisão era política. Qualquer coisa sobre o 11 de Março de 1975. Quando fixamos de orelha mais alerta ouvimos qualquer coisa como o Sr. Primeiro-ministro a desculpar-se do que teria feito nessa época, por apenas ter 18 anos. Por acaso não tinha, pois ele é da minha idade e já íamos a caminho dos 20. Mas andando. O que foi relevante foi a minha filha me dizer que eu estou sempre a pedir-lhes responsabilidades e que “no meu tempo” aos 18 anos ainda éramos todos uns irresponsáveis. Eu engoli em seco e respondi. “Não ligues filha, coisas da política”. Para meu espanto, hoje enquanto via a novela das sete num canal e a televisão lá de dentro sintonizada na SIC Notícias (eu estou sempre com um olho num burro e outro no cigano, é o meu feitio, pronto, não tenho culpa de ser cusco), dou de repente com uma entrevista ao Sr. Ministro de Estado, Paulo Portas. Pedi ao meu puto se podia fazer um zapping – é só um cadinho, filho – e ouvimos, ouvimos digo bem, eu e o meu filho – este referido Sr. Ministro a dizer que não fazia sentido relembrarem coisas que ele escreveu (acho que era sobre o aborto, não sei bem) quando tinha 19 anos. O meu filho, que por acaso tem 19 anos, levantou-se e foi para o quarto dele ver o resto da novela. Até me olhou de soslaio. E agora? E quando ele me argumentar: “Pai, mas eu só tenho 19 aninhos”. Será que poderei pedir-lhe que seja responsável?
Publicidade
Os que aqui forem referidos não necessitam de ficar preocupados. Não faço da publicidade a minha profissão, nem vocês me encomendaram nada. Por isso não vou facturar. Eu não sou nada de andar a bajular ninguém e vós, amigas leitoras e amigos leitores sabem-no bem. Só que eu também gosto de partilhar os meus gostos pessoais. Como todos. Até há uma amiga aí que diz … eu é mais bolos… então? E eu? Não posso dizer o que … eu sou mais?
Hoje vou publicitar os blogs que eu gosto. Não é bem os que eu gosto, é mais, os que eu mais gosto e também os que eu mais leio. Claro que não leio todos os blogs da Internet, não só porque não tenho tempo, mas também por alguns mal começo a ler me dá ao vómito. Do you know what I mean?
Pois cá vão os meus gostinhos pessoais.
Este, eu não deveria publicitar. Quem tem mais de 480.000 visitas seja em que período de tempo for não precisa de publicidade. E depois tem uma coisa que vós bem sabeis. Eu não sou nada Maria vai com as outras. Mas seria violentar-me a mim mesmo se eu não referisse a minha quase, quase coca-cola. É que “…depois entranha-se”. Pelo estilo, pelo conteúdo e também pelo que já aprendi, o meu “number one” é o Abrupto. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Em opinião política estamos frequentemente nos antípodas.
Pelo estilo, este é talvez um blog onde melhor se escreve em português. O interessantismo (nem sei, se a palavra existe, nem me interessa, mas é um sentimento, pelo menos), dos temas também me seduz. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Em coração futebolístico, estamos nos antípodas. É o Aviz, pois claro.
Um raio de sol num clima ameno. Um cheiro a tropicalidade numa visão “lisboeta”. É o Diário de Lisboa, caras. Não deu pra entendê? Fala sério…
Os meus blogs do coração. Não do cor-de-rosa, nem das acções do Damásio. É mesmo do meu coração que eu estou a falar. O Disperso que se dispersa em temas e em estilos, mas que cada vez me surpreende mais quando escreve criações próprias, nomeadamente alguns poemas muito bem conseguidos. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Se eu tivesse que dar um nome a este blog, chamar-lhe-ía O Disperso. Daaaahhh. E também as Coisas da Ruiva. Logo agora que ela anda apaixonada. E ainda a Ai Vida, que só tem um caminho. Mas o caminho do blogo-vício esse já está trilhado.
Depois aquele blog que eu também gostaria de escrever quando eu tinha 19 anos e estava cheio de “pica” revolucionária. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. O Barnabé, é claro. Mas particularmente os posts do André Belo. Há outro que eu gostaria de raiar as faldas da sua intelectualidade. É o blog-de-esquerda. Admiro o Luís Rainha e o José Mário Silva. Não preciso colocar em PS que, pelo facto de eu preferir estes bloggers, não goste dos outros. Mas gostos não se discutem.
Depois vêm os indispensáveis porque me faz sentir bem lê-los. A Catarina do 100nada, a ternura da Catarina no Amo-te, a Charlotte do Bomba-Inteligente, as frutas e a chocolate do FrotoXocolate, as pseudo-banalidades de óptimo estilo e um conteúdo que dá gosto ler do homem-banal. A beleza (porque é que não escreves mais vezes?) da Cúmplice. A irreverência adolescente, que escreve no blog, como quem está num chat, da Patrícia. E um especial musica, para quem me “ajuda” a ouvir, o Critico Musical. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Não existe nenhuma coincidência de estilos, entre todos quantos referi. Talvez até por não se limitarem a copiar me agradem. Mas tenho de colocar algo em PS.
PS. De todas as pessoas que referi, apenas 3 conheço pessoalmente. E amo-as. Há outros blogs que também gosto, que hoje não referi. Ficará para Publicidade II.
Os que aqui forem referidos não necessitam de ficar preocupados. Não faço da publicidade a minha profissão, nem vocês me encomendaram nada. Por isso não vou facturar. Eu não sou nada de andar a bajular ninguém e vós, amigas leitoras e amigos leitores sabem-no bem. Só que eu também gosto de partilhar os meus gostos pessoais. Como todos. Até há uma amiga aí que diz … eu é mais bolos… então? E eu? Não posso dizer o que … eu sou mais?
Hoje vou publicitar os blogs que eu gosto. Não é bem os que eu gosto, é mais, os que eu mais gosto e também os que eu mais leio. Claro que não leio todos os blogs da Internet, não só porque não tenho tempo, mas também por alguns mal começo a ler me dá ao vómito. Do you know what I mean?
Pois cá vão os meus gostinhos pessoais.
Este, eu não deveria publicitar. Quem tem mais de 480.000 visitas seja em que período de tempo for não precisa de publicidade. E depois tem uma coisa que vós bem sabeis. Eu não sou nada Maria vai com as outras. Mas seria violentar-me a mim mesmo se eu não referisse a minha quase, quase coca-cola. É que “…depois entranha-se”. Pelo estilo, pelo conteúdo e também pelo que já aprendi, o meu “number one” é o Abrupto. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Em opinião política estamos frequentemente nos antípodas.
Pelo estilo, este é talvez um blog onde melhor se escreve em português. O interessantismo (nem sei, se a palavra existe, nem me interessa, mas é um sentimento, pelo menos), dos temas também me seduz. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Em coração futebolístico, estamos nos antípodas. É o Aviz, pois claro.
Um raio de sol num clima ameno. Um cheiro a tropicalidade numa visão “lisboeta”. É o Diário de Lisboa, caras. Não deu pra entendê? Fala sério…
Os meus blogs do coração. Não do cor-de-rosa, nem das acções do Damásio. É mesmo do meu coração que eu estou a falar. O Disperso que se dispersa em temas e em estilos, mas que cada vez me surpreende mais quando escreve criações próprias, nomeadamente alguns poemas muito bem conseguidos. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Se eu tivesse que dar um nome a este blog, chamar-lhe-ía O Disperso. Daaaahhh. E também as Coisas da Ruiva. Logo agora que ela anda apaixonada. E ainda a Ai Vida, que só tem um caminho. Mas o caminho do blogo-vício esse já está trilhado.
Depois aquele blog que eu também gostaria de escrever quando eu tinha 19 anos e estava cheio de “pica” revolucionária. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. O Barnabé, é claro. Mas particularmente os posts do André Belo. Há outro que eu gostaria de raiar as faldas da sua intelectualidade. É o blog-de-esquerda. Admiro o Luís Rainha e o José Mário Silva. Não preciso colocar em PS que, pelo facto de eu preferir estes bloggers, não goste dos outros. Mas gostos não se discutem.
Depois vêm os indispensáveis porque me faz sentir bem lê-los. A Catarina do 100nada, a ternura da Catarina no Amo-te, a Charlotte do Bomba-Inteligente, as frutas e a chocolate do FrotoXocolate, as pseudo-banalidades de óptimo estilo e um conteúdo que dá gosto ler do homem-banal. A beleza (porque é que não escreves mais vezes?) da Cúmplice. A irreverência adolescente, que escreve no blog, como quem está num chat, da Patrícia. E um especial musica, para quem me “ajuda” a ouvir, o Critico Musical. Não vou colocar em PS, vou dizê-lo já aqui. Não existe nenhuma coincidência de estilos, entre todos quantos referi. Talvez até por não se limitarem a copiar me agradem. Mas tenho de colocar algo em PS.
PS. De todas as pessoas que referi, apenas 3 conheço pessoalmente. E amo-as. Há outros blogs que também gosto, que hoje não referi. Ficará para Publicidade II.
O nome das coisas
Continuo a ler “religiosamente” o blog do José Pacheco Pereira. Politicamente falando não me identifico com ele mas, às vezes acho que Paul Morand também me inspira. Não podemos estar de acordo em todos os detalhes de um corpo “perfeito”, nem JPP (desculpe as iniciais mas fica longo escrever sempre por extenso), é Odette. You know what I mean. Hoje, e apesar do meu inegável benfiquismo (ao contrário de JPP, eu gosto de futebol e não analiso o fenómeno SEMPRE pelo aspecto negativo), não poderia estar mais de acordo com a indignação que demonstrou (pareceu-me ser indignação, desculpe se li mal) com a atribuição do nome de Eusébio ao avião da TAP, que antes ostentava o nome de Viana da Motta. Quando eu vi a notícia na televisão pensei tratar-se de um avião novo cujo objectivo seria o de promover o Euro 2004, e na minha óptica tinha achado que o nome do Eusébio para o avião, não poderia ter sido mais consensual. E até justo! Fazendo fé no que diz no seu post, junto-me a si na indignação. Esperemos que não rebaptizem outro dos nossos ilustres da cultura ou da portugalidade apenas por uma questão de oportunismo. Olhe que não me espantaria muito que um dia destes, depois do Euro terminado, ver o “Eusébio” ser rebaptizado de Pedro Santana Lopes. Ele há gente para tudo.
Continuo a ler “religiosamente” o blog do José Pacheco Pereira. Politicamente falando não me identifico com ele mas, às vezes acho que Paul Morand também me inspira. Não podemos estar de acordo em todos os detalhes de um corpo “perfeito”, nem JPP (desculpe as iniciais mas fica longo escrever sempre por extenso), é Odette. You know what I mean. Hoje, e apesar do meu inegável benfiquismo (ao contrário de JPP, eu gosto de futebol e não analiso o fenómeno SEMPRE pelo aspecto negativo), não poderia estar mais de acordo com a indignação que demonstrou (pareceu-me ser indignação, desculpe se li mal) com a atribuição do nome de Eusébio ao avião da TAP, que antes ostentava o nome de Viana da Motta. Quando eu vi a notícia na televisão pensei tratar-se de um avião novo cujo objectivo seria o de promover o Euro 2004, e na minha óptica tinha achado que o nome do Eusébio para o avião, não poderia ter sido mais consensual. E até justo! Fazendo fé no que diz no seu post, junto-me a si na indignação. Esperemos que não rebaptizem outro dos nossos ilustres da cultura ou da portugalidade apenas por uma questão de oportunismo. Olhe que não me espantaria muito que um dia destes, depois do Euro terminado, ver o “Eusébio” ser rebaptizado de Pedro Santana Lopes. Ele há gente para tudo.
Finalmente consegui levantar-me
Hoje quando telefonei ao Artur para lhe dizer que não podia ir ao escritório dele tinha acabado de acordar. Bom, foi uma informação um tanto ao quanto imprecisa, já que durante a noite acordei tantas vezes que esta que eu referi foi apenas mais uma vez. A estúpida da ciática acordou-me pelo menos 10 vezes. Tantas ou talvez mais, quantas as vezes que eu costumo acordar quando vou assistir a uma Conferência ou a um Seminário. Eu tenho destas coisas. Tenho a mania de acordar ao meio das intervenções e dos discursos. Hoje a lombar e o nervo conluiaram-se para me desesperar. Mas lá ganhei coragem e levantei-me. Para quê? Ainda continuo com dores. Se eu a partir de agora e durante o dia de hoje, ou nos próximos, não escrever nada de jeito, peço-vos desculpas amigas e amigos leitores. Ou é do desespero das dores, ou é do efeito dos analgésicos. Ah, não fiquem com pena de mim, não, porque eu não sou nada destas coisas de queixinhas. Foi apenas um desabafo. Uma denúncia. As dores atormentam-me mas não vão ficar impunes. Denunciá-las-ei Urbi et Orbi.
PS. O Schubert só quer é brincadeira. Ontem mordeu-me. Dei-lhe um grito que não sabia onde se meter. Coitadinho. Daqui a pouco antes de ler alguns blogs, vou-lhe dar leitinho.
Hoje quando telefonei ao Artur para lhe dizer que não podia ir ao escritório dele tinha acabado de acordar. Bom, foi uma informação um tanto ao quanto imprecisa, já que durante a noite acordei tantas vezes que esta que eu referi foi apenas mais uma vez. A estúpida da ciática acordou-me pelo menos 10 vezes. Tantas ou talvez mais, quantas as vezes que eu costumo acordar quando vou assistir a uma Conferência ou a um Seminário. Eu tenho destas coisas. Tenho a mania de acordar ao meio das intervenções e dos discursos. Hoje a lombar e o nervo conluiaram-se para me desesperar. Mas lá ganhei coragem e levantei-me. Para quê? Ainda continuo com dores. Se eu a partir de agora e durante o dia de hoje, ou nos próximos, não escrever nada de jeito, peço-vos desculpas amigas e amigos leitores. Ou é do desespero das dores, ou é do efeito dos analgésicos. Ah, não fiquem com pena de mim, não, porque eu não sou nada destas coisas de queixinhas. Foi apenas um desabafo. Uma denúncia. As dores atormentam-me mas não vão ficar impunes. Denunciá-las-ei Urbi et Orbi.
PS. O Schubert só quer é brincadeira. Ontem mordeu-me. Dei-lhe um grito que não sabia onde se meter. Coitadinho. Daqui a pouco antes de ler alguns blogs, vou-lhe dar leitinho.
segunda-feira, março 01, 2004
Para uma candidatura perfeita
Algumas horas depois de eu ter colocado um post enunciado as possibilidades que me permitiriam sonhar com uma candidatura à Presidência da República, uma amiga leitora, mandou-me, por DHL, um pacote de CDs com os concertos completos para violino e pandeiro de um tal Chopinho. Creio tratar-se de um compositor brasileiro de ascendência polaca. Ela disse-me que, se eu escutasse os discos todos, as minhas chances aumentariam. Eu não sou nada de fazer pedinchices ao governo, muito menos de me fazer a lugares. Mas uma vez que ainda faltam 2 anos para as presidenciais, meu caro Zé Manel, você não me poderia arranjar um lugarzinho aí no Governo? Sei lá… assim tipo Secretário de Estado da Cultura, topa?
PS. Catarina, hoje visitei o blog que você faz referência, e confesso que também gostei.
Algumas horas depois de eu ter colocado um post enunciado as possibilidades que me permitiriam sonhar com uma candidatura à Presidência da República, uma amiga leitora, mandou-me, por DHL, um pacote de CDs com os concertos completos para violino e pandeiro de um tal Chopinho. Creio tratar-se de um compositor brasileiro de ascendência polaca. Ela disse-me que, se eu escutasse os discos todos, as minhas chances aumentariam. Eu não sou nada de fazer pedinchices ao governo, muito menos de me fazer a lugares. Mas uma vez que ainda faltam 2 anos para as presidenciais, meu caro Zé Manel, você não me poderia arranjar um lugarzinho aí no Governo? Sei lá… assim tipo Secretário de Estado da Cultura, topa?
PS. Catarina, hoje visitei o blog que você faz referência, e confesso que também gostei.
Eu é que sou o Presidente da Câmara
Entrei em campo. Achei que a minha equipa estava a ser roubada. Desatei aos pontapés a tudo o que apanhava à frente. Incentivei à violência. Depois temos os relatórios da AI a dizerem que a nossa polícia é cruel. Balelas. Viram como eu fui tão bem tratado? E não me venham falar em caciques. Eu é que sou o Presidente da Câmara.
PS. Quando estava na TV a ver estas cenas, perguntei a um amigo: “Isto é que é Portugal?” Ele respondeu-me: “É! É!”
Entrei em campo. Achei que a minha equipa estava a ser roubada. Desatei aos pontapés a tudo o que apanhava à frente. Incentivei à violência. Depois temos os relatórios da AI a dizerem que a nossa polícia é cruel. Balelas. Viram como eu fui tão bem tratado? E não me venham falar em caciques. Eu é que sou o Presidente da Câmara.
PS. Quando estava na TV a ver estas cenas, perguntei a um amigo: “Isto é que é Portugal?” Ele respondeu-me: “É! É!”
Talvez eu tenha uma chance
Hoje acordei a pensar em candidatar-me a Presidente da República. Vós, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores bem sabeis que eu não sou nada de me candidatar a Presidente da República. Aliás não só vós, mas também os Srs. Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio o sabem, pois nunca lhes fiz frente nas eleições em que estes ilustres Senhores foram eleitos Presidentes.
Mas desta vez acho que tenho uma chance. Estive a fazer de memória uma retrospectiva da minha vida e acho que tenho condições. Vejamos:
- Fui presidente do Matadourense, o clube lá do meu bairro. A única condição que pus, para aceitar o lugar, foi não comer cozido à portuguesa em Canal Caveira. Bem sei que isso desagradou a alguns apoiantes meus, mas eu sempre assumo as minhas convicções. Também sei que estive pouco tempo na presidência, mas os que conhecem a história do clube sabem bem que eu só saí por causa de um tipo lá do Bairro que só por ser rico e dizer a toda a gente que era neto de um Marquês, quis ele ser presidente. Depois deu no que deu, o Matadourense lá se sagrou campeão do inter-bairros, mas ele teve que alinhar com o gajo lá de cima, quer dizer com o tipo do 5º Dto, que tem assim uma pronúncia esquisita e dizia que se o tal neto do marquês não se aliasse com ele não teriam força para derrubar o clube lá do bairro de barracas, o Sport Valdeão e Almada e que além disso ele que se pusesse a pau, pois passaria a deixar à solta o siamês e o pitbull.
- Na comissão de moradores do meu bairro sempre avisei que me iria candidatar. E se eu reunia apoios! Fazia cada discurso mais inflamado, que só visto. Uma vez comecei o discurso a falar mal dos gajos do bairro amarelo, só quem assistiu é que pode dizer quantos minutos me estiveram a bater palmas. Claro que no fim defendi uma aliança com eles. Como é que sem a aliança a gente conseguiria derrotar o bairro cor-de-rosa? O que menos gostavam em mim, era que eu só ameaçava ser presidente da comissão de moradores e na hora da verdade, retirava-me e apoiava sempre os outros. Desde que eu fosse vice, tudo bem.
- Já tenho 48 anos. Ora, para ser presidente basta ter 35. Portanto estou na idade. Mas já vos estou a ver a criticarem porque eu não uso gel no cabelo. Não uso mas já usei, ou esqueceram quem era o menino bonito das discotecas desde a Costa da Caparica a Sesimbra?
- Numa dessas noites, em que saía da disco bem acompanhado, já se vê, passei por uma vivenda enorme e disse para as minhas amigas “Vou comprar aquela casa”. “Apoiado” responderam elas. Claro que depois da compra nomeei uma para gestora das limpezas, outra para presidir ao arranjo do jardim, outra para fazer a gestão das compras com especial atenção à dispensa pois não quero que falte nada nas festas e ainda outra para estudar como é que evitamos, o vizinho chato que não nos deixa passar pelo terreno dele para irmos para a piscina. Claro que ela já anda a construir um túnel. Ainda houve uma que me disse “Oh Vivi, mas tens umas palmeiras tão bonitas na casa antiga”. Eu acho que ela não vai muito à bola comigo, mas eu não dei parte fraca: “Planta-se uns abacateiros. Também dá muita sombra”.
- Hoje não tenho tempo para escrever o resto das minhas actividades passadas, com detalhe, mas digo-vos apenas que não escrevo nem na Bola, nem no Publico, mas que escrevo para o QNoticias. E que já me deixei de debates televisivos. Agora debato na mesa do café. Não me posso expor a certas coisas.
Bom, eu não quero terminar sem dizer que se o meu amigo algarvio, o Aníbal (não é esse, caraças) é o Aníbal Lopes, que adora bolo-rei, sabe à brava de finanças e nunca se engana, se candidatar eu nem penso duas vezes: desisto imediatamente de recolher assinaturas.
PS. O Schubert está cada vez mais bonito.
Hoje acordei a pensar em candidatar-me a Presidente da República. Vós, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores bem sabeis que eu não sou nada de me candidatar a Presidente da República. Aliás não só vós, mas também os Srs. Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio o sabem, pois nunca lhes fiz frente nas eleições em que estes ilustres Senhores foram eleitos Presidentes.
Mas desta vez acho que tenho uma chance. Estive a fazer de memória uma retrospectiva da minha vida e acho que tenho condições. Vejamos:
- Fui presidente do Matadourense, o clube lá do meu bairro. A única condição que pus, para aceitar o lugar, foi não comer cozido à portuguesa em Canal Caveira. Bem sei que isso desagradou a alguns apoiantes meus, mas eu sempre assumo as minhas convicções. Também sei que estive pouco tempo na presidência, mas os que conhecem a história do clube sabem bem que eu só saí por causa de um tipo lá do Bairro que só por ser rico e dizer a toda a gente que era neto de um Marquês, quis ele ser presidente. Depois deu no que deu, o Matadourense lá se sagrou campeão do inter-bairros, mas ele teve que alinhar com o gajo lá de cima, quer dizer com o tipo do 5º Dto, que tem assim uma pronúncia esquisita e dizia que se o tal neto do marquês não se aliasse com ele não teriam força para derrubar o clube lá do bairro de barracas, o Sport Valdeão e Almada e que além disso ele que se pusesse a pau, pois passaria a deixar à solta o siamês e o pitbull.
- Na comissão de moradores do meu bairro sempre avisei que me iria candidatar. E se eu reunia apoios! Fazia cada discurso mais inflamado, que só visto. Uma vez comecei o discurso a falar mal dos gajos do bairro amarelo, só quem assistiu é que pode dizer quantos minutos me estiveram a bater palmas. Claro que no fim defendi uma aliança com eles. Como é que sem a aliança a gente conseguiria derrotar o bairro cor-de-rosa? O que menos gostavam em mim, era que eu só ameaçava ser presidente da comissão de moradores e na hora da verdade, retirava-me e apoiava sempre os outros. Desde que eu fosse vice, tudo bem.
- Já tenho 48 anos. Ora, para ser presidente basta ter 35. Portanto estou na idade. Mas já vos estou a ver a criticarem porque eu não uso gel no cabelo. Não uso mas já usei, ou esqueceram quem era o menino bonito das discotecas desde a Costa da Caparica a Sesimbra?
- Numa dessas noites, em que saía da disco bem acompanhado, já se vê, passei por uma vivenda enorme e disse para as minhas amigas “Vou comprar aquela casa”. “Apoiado” responderam elas. Claro que depois da compra nomeei uma para gestora das limpezas, outra para presidir ao arranjo do jardim, outra para fazer a gestão das compras com especial atenção à dispensa pois não quero que falte nada nas festas e ainda outra para estudar como é que evitamos, o vizinho chato que não nos deixa passar pelo terreno dele para irmos para a piscina. Claro que ela já anda a construir um túnel. Ainda houve uma que me disse “Oh Vivi, mas tens umas palmeiras tão bonitas na casa antiga”. Eu acho que ela não vai muito à bola comigo, mas eu não dei parte fraca: “Planta-se uns abacateiros. Também dá muita sombra”.
- Hoje não tenho tempo para escrever o resto das minhas actividades passadas, com detalhe, mas digo-vos apenas que não escrevo nem na Bola, nem no Publico, mas que escrevo para o QNoticias. E que já me deixei de debates televisivos. Agora debato na mesa do café. Não me posso expor a certas coisas.
Bom, eu não quero terminar sem dizer que se o meu amigo algarvio, o Aníbal (não é esse, caraças) é o Aníbal Lopes, que adora bolo-rei, sabe à brava de finanças e nunca se engana, se candidatar eu nem penso duas vezes: desisto imediatamente de recolher assinaturas.
PS. O Schubert está cada vez mais bonito.
domingo, fevereiro 29, 2004
Assessora de Imprensa ou Blogolândia de casa de banho?
Eu chegava ao emprego e tinha sobre a mesa o Publico e o Diário Económico diariamente, a Visão à quinta, o Independente à sexta, o Euronotícias, o Semanário nem me lembro bem a que dias, a Executive Digest, a Exame. Eu comprava a Bola todos os dias e, quando uma notícia de capa me interessava, comprava este ou aquele jornal, esta ou aquela revista, conforme o chamariz. Escusado será dizer que não tinha tempo para ler nem 5% de todas estas publicações. Confesso que na Bola só lia mesmo as notícias sobre o Benfica e ainda assim, nem todas, muitas vezes ficava-me pelas gordas. No Independente ía sempre à procura da fotografia “Portugal no seu melhor” e depois de ver ou a recortava para colecção ou jogava direitinho aquele monte de papel para a caixinha da reciclagem. O mesmo fazia a todos os outros jornais, com excepção do Publico que lia à hora de almoço e ao Diário Económico que lia em 5 minutos. Nos que eu comprava, lia a tal notícia chamariz e dava-lhes o mesmo destino que aos restantes. Deixem-me fazer só uma correcção. Quando comprava o DN lia também os colunistas, sempre que tinha tempo, ou pedia à Palmira para me fazer uma fotocópia dos artigos de opinião para ler mais tarde. O Público, quando não tinha tempo de o ler na hora de almoço, ainda o levava para casa para ler à noitinha antes de me deitar. Ficava praticamente reduzido aos A4 (ou quase A4). Levava-os para casa, na minha pasta. Serviam-me de leitura nos locais onde o tempo tem de passar, quer a gente esteja a ler ou não.
O que eu precisava mesmo era de ter tido um assessor de imprensa que me conhecesse mais ou menos em termos de leitura e necessidades profissionais, que me seleccionasse os artigos e me deixasse sobre a mesa, já sublinhados e tudo. Hoje em dia, porque não tenho acesso a todas aquelas publicações (sem ter de as comprar, claro) utilizo os “Favoritos” do IE onde tenho os links para a imprensa on-line de Portugal e do mundo e onde “gasto” uma meia hora por dia a ler o que me parece interessante, obviamente do que tenho acesso. Só que já tenho um assessor de imprensa. É a blogolândia. Raro é o blog que leio que não aponte um link para este ou aquele artigo, claro sempre ao gosto do blogger de serviço. Mas como as minhas visitas são muito ecléticas, tanto leio, blogs de política, como desportivos, como de sociedade, como culturais, como etc, etc, acabo por, também, aceder a um conjunto de artigos on-line das mais variadas características. E outras vezes nem preciso lá ir, pois os bloggers fazem o favor de transcrever, directamente para o seu post, o referido artigo que seleccionaram. O que me dá menos jeito é pegar no PC e colocá-lo ao meu colo quando vou à sanita. Mas estou seriamente a pensar colocar um computador na casa de banho. Assim continuarei a gerir bem o meu tempo e um teclado não é assim tão incómodo como isso.
PS. Agora reparo que ontem comprei o Expresso e ainda o tenho inteirinho na saqueta plástica onde vinha. Ninguém me quer informar quais os artigos que eu deva ler?
Eu chegava ao emprego e tinha sobre a mesa o Publico e o Diário Económico diariamente, a Visão à quinta, o Independente à sexta, o Euronotícias, o Semanário nem me lembro bem a que dias, a Executive Digest, a Exame. Eu comprava a Bola todos os dias e, quando uma notícia de capa me interessava, comprava este ou aquele jornal, esta ou aquela revista, conforme o chamariz. Escusado será dizer que não tinha tempo para ler nem 5% de todas estas publicações. Confesso que na Bola só lia mesmo as notícias sobre o Benfica e ainda assim, nem todas, muitas vezes ficava-me pelas gordas. No Independente ía sempre à procura da fotografia “Portugal no seu melhor” e depois de ver ou a recortava para colecção ou jogava direitinho aquele monte de papel para a caixinha da reciclagem. O mesmo fazia a todos os outros jornais, com excepção do Publico que lia à hora de almoço e ao Diário Económico que lia em 5 minutos. Nos que eu comprava, lia a tal notícia chamariz e dava-lhes o mesmo destino que aos restantes. Deixem-me fazer só uma correcção. Quando comprava o DN lia também os colunistas, sempre que tinha tempo, ou pedia à Palmira para me fazer uma fotocópia dos artigos de opinião para ler mais tarde. O Público, quando não tinha tempo de o ler na hora de almoço, ainda o levava para casa para ler à noitinha antes de me deitar. Ficava praticamente reduzido aos A4 (ou quase A4). Levava-os para casa, na minha pasta. Serviam-me de leitura nos locais onde o tempo tem de passar, quer a gente esteja a ler ou não.
O que eu precisava mesmo era de ter tido um assessor de imprensa que me conhecesse mais ou menos em termos de leitura e necessidades profissionais, que me seleccionasse os artigos e me deixasse sobre a mesa, já sublinhados e tudo. Hoje em dia, porque não tenho acesso a todas aquelas publicações (sem ter de as comprar, claro) utilizo os “Favoritos” do IE onde tenho os links para a imprensa on-line de Portugal e do mundo e onde “gasto” uma meia hora por dia a ler o que me parece interessante, obviamente do que tenho acesso. Só que já tenho um assessor de imprensa. É a blogolândia. Raro é o blog que leio que não aponte um link para este ou aquele artigo, claro sempre ao gosto do blogger de serviço. Mas como as minhas visitas são muito ecléticas, tanto leio, blogs de política, como desportivos, como de sociedade, como culturais, como etc, etc, acabo por, também, aceder a um conjunto de artigos on-line das mais variadas características. E outras vezes nem preciso lá ir, pois os bloggers fazem o favor de transcrever, directamente para o seu post, o referido artigo que seleccionaram. O que me dá menos jeito é pegar no PC e colocá-lo ao meu colo quando vou à sanita. Mas estou seriamente a pensar colocar um computador na casa de banho. Assim continuarei a gerir bem o meu tempo e um teclado não é assim tão incómodo como isso.
PS. Agora reparo que ontem comprei o Expresso e ainda o tenho inteirinho na saqueta plástica onde vinha. Ninguém me quer informar quais os artigos que eu deva ler?
sábado, fevereiro 28, 2004
Parabéns
Amor, hoje é o teu aniversário. Eu sei que és mais velha que eu , deixa lá, isso não faz mal nenhum. Aos quarenta não te troquei por duas de 20, também não é agora que o vou fazer, não achas?
Eu só queria, mas queria mesmo, que o meu blog durasse outros tantos quantos fazes hoje e que eu pudesse vir aqui, daqui a esses anos todos escrever-te, de novo, para te dar os parabéns. Mas é pedir muito não é?
Pois bem, festejemos o dia de hoje! Viva tu!
PS. Não vou dizer a ninguém quantos anos fizeste. Nem vou dar dicas. Eu não sou nada destas coisas de dizer que a uma mulher nunca se pergunta a idade e tal. Mas como não preciso de te perguntar, também não tenho nada que dizer. É verdade, amor, a propósito, para o ano como é que vais marcar os teus anos no totoloto?
Amor, hoje é o teu aniversário. Eu sei que és mais velha que eu , deixa lá, isso não faz mal nenhum. Aos quarenta não te troquei por duas de 20, também não é agora que o vou fazer, não achas?
Eu só queria, mas queria mesmo, que o meu blog durasse outros tantos quantos fazes hoje e que eu pudesse vir aqui, daqui a esses anos todos escrever-te, de novo, para te dar os parabéns. Mas é pedir muito não é?
Pois bem, festejemos o dia de hoje! Viva tu!
PS. Não vou dizer a ninguém quantos anos fizeste. Nem vou dar dicas. Eu não sou nada destas coisas de dizer que a uma mulher nunca se pergunta a idade e tal. Mas como não preciso de te perguntar, também não tenho nada que dizer. É verdade, amor, a propósito, para o ano como é que vais marcar os teus anos no totoloto?
sexta-feira, fevereiro 27, 2004
Riscas
Risca – (física) Linha escura (risca de absorção) que interrompe um espectro contínuo ou linha brilhante (risca de emissão) que forma, juntamente com outras, um espectro de emissão.
Riscas – Camisa dos betos, dos yuppies e dos políticos.
Riscas – Acto de meter o bedelho. Exemplo: Tu aqui não riscas népia.
Risca – Cada uma das cores do arco-íris.
Riscado – Um tecido, acho eu. A minha mãe falava nesse tipo de pano.
Riscas – Metade das bolas do meu snooker.
Riscas – O fato que o Jorge Gabriel usa no Pátio da Alegria.
Riscas – Um monte de gravatas que tenho lá no roupeiro.
Riscas – (astrolonomia) As riscas de hidrogénio constituem um dos diagnósticos mais importantes disponíveis para o estudo das estrelas jovens de tipo T Tauri.
Riscas – (folclore) Fato de trabalho verde utilizado pelo grupo de danças e cantares do Alto Douro “Como foi referido existe uma cor predominante - neste caso, o verde. A saia é de algodão, estampada e com debrum a branco. O avental é às riscas verdes e brancas…”.
Riscas – Camisola utilizada pelos meus arqui-rivais lagartos e tripeiros.
Riscas – O meu primeiro pijama e muitos outros seguintes!!!!
E perguntais vós, porque é que este tipo está para aqui a falar de riscas? Então mas este tipo não é nada de reproduzir dicionários ou enciclopédias ou de andar para aqui a armar ao pingarelho só para dizer que sabe umas coisas e obriga-nos a ler isto tudo na horizontal como se fosse um texto às riscas. Bom, meu amigos leitores e amigas leitoras. Eu vou explicar. Isto tem tudo a ver com um post que eu li no blog da Sara. Ela escreveu sobre pijamas e referiu que actualmente os pijamas apresentam em 90% ursinhos no seu (deles, pijamas) padrão. Logo eu que não sou nada de fazer estatísticas confrontei-me com esta terrível notícia que arrasa o meu pijama ás riscas. Imaginai vós queridos e queridas que me lêem, que as outras riscas também seriam substituídas por ursinhos. Já estou a imaginar o chefe da bancada do PSD a falar com o jovem deputado Nuno Mota.
- Olá Nuno, lindos ursinhos que tem hoje na camisa.
- São riscas, senhor, são riscas.
Ou então, o meu filho, quando estamos a jogar snooker.
- Tás a ver cota. Hoje vais jogar ao pau com os ursos.
Ou ainda, a menina na rua a olhar para o céu e a dizer a lenga-lenga que a gente dizia em criança.
- Arco-da-velha vai-te daqui que as meninas bonitas estão com medo dos ursos.
Já ursos de absorção e ursos de emissão eu não estou a ver quem sejam. Mas (estou a rir baixinho), eu em vez de chamar lagartos ou andrades aos meus arqui-rivais (futebolisticamente falando, é claro) dizer-lhes na cara, sem probabilidade de ser levado a mal – vós sois uns grandes ursos.
PS. Este pêésse não é para a Sara, nem para o seu lindo blog. É que, para mim, um Post Scriptum é um fetiche. Ou um carinho. Já que não tenho um urso para dormir e o meu pijama ainda tem riscas, uso uma almofada com um PS bordado. Um dia destes conto-vos porquê.
Risca – (física) Linha escura (risca de absorção) que interrompe um espectro contínuo ou linha brilhante (risca de emissão) que forma, juntamente com outras, um espectro de emissão.
Riscas – Camisa dos betos, dos yuppies e dos políticos.
Riscas – Acto de meter o bedelho. Exemplo: Tu aqui não riscas népia.
Risca – Cada uma das cores do arco-íris.
Riscado – Um tecido, acho eu. A minha mãe falava nesse tipo de pano.
Riscas – Metade das bolas do meu snooker.
Riscas – O fato que o Jorge Gabriel usa no Pátio da Alegria.
Riscas – Um monte de gravatas que tenho lá no roupeiro.
Riscas – (astrolonomia) As riscas de hidrogénio constituem um dos diagnósticos mais importantes disponíveis para o estudo das estrelas jovens de tipo T Tauri.
Riscas – (folclore) Fato de trabalho verde utilizado pelo grupo de danças e cantares do Alto Douro “Como foi referido existe uma cor predominante - neste caso, o verde. A saia é de algodão, estampada e com debrum a branco. O avental é às riscas verdes e brancas…”.
Riscas – Camisola utilizada pelos meus arqui-rivais lagartos e tripeiros.
Riscas – O meu primeiro pijama e muitos outros seguintes!!!!
E perguntais vós, porque é que este tipo está para aqui a falar de riscas? Então mas este tipo não é nada de reproduzir dicionários ou enciclopédias ou de andar para aqui a armar ao pingarelho só para dizer que sabe umas coisas e obriga-nos a ler isto tudo na horizontal como se fosse um texto às riscas. Bom, meu amigos leitores e amigas leitoras. Eu vou explicar. Isto tem tudo a ver com um post que eu li no blog da Sara. Ela escreveu sobre pijamas e referiu que actualmente os pijamas apresentam em 90% ursinhos no seu (deles, pijamas) padrão. Logo eu que não sou nada de fazer estatísticas confrontei-me com esta terrível notícia que arrasa o meu pijama ás riscas. Imaginai vós queridos e queridas que me lêem, que as outras riscas também seriam substituídas por ursinhos. Já estou a imaginar o chefe da bancada do PSD a falar com o jovem deputado Nuno Mota.
- Olá Nuno, lindos ursinhos que tem hoje na camisa.
- São riscas, senhor, são riscas.
Ou então, o meu filho, quando estamos a jogar snooker.
- Tás a ver cota. Hoje vais jogar ao pau com os ursos.
Ou ainda, a menina na rua a olhar para o céu e a dizer a lenga-lenga que a gente dizia em criança.
- Arco-da-velha vai-te daqui que as meninas bonitas estão com medo dos ursos.
Já ursos de absorção e ursos de emissão eu não estou a ver quem sejam. Mas (estou a rir baixinho), eu em vez de chamar lagartos ou andrades aos meus arqui-rivais (futebolisticamente falando, é claro) dizer-lhes na cara, sem probabilidade de ser levado a mal – vós sois uns grandes ursos.
PS. Este pêésse não é para a Sara, nem para o seu lindo blog. É que, para mim, um Post Scriptum é um fetiche. Ou um carinho. Já que não tenho um urso para dormir e o meu pijama ainda tem riscas, uso uma almofada com um PS bordado. Um dia destes conto-vos porquê.
Sono
Vocês amigos devem pensar que eu sou um “cu de sono”. Mentira! Eu só durmo cinco horas por dia, apesar de ter já referido várias vezes no meu blog, que estou com sono. Logo eu, que não sou nada de falar de mim, vir para aqui dizer que tenho sono. È cansativo para quem lê e é cansativo para mim, pois cada vez que falo de sono, fico com sono. Mas a verdade é esta, só me apetece escrever mesmo quando estou com sono. Há quem faça early morning posts e toda a gente vai lá ler. Deve ser para ler aqueles poemas em inglês. Intelectual é outra coisa. Eu se reproduzisse todos os dias um poema em inglês e falasse de Camus como ele, aposto que ninguém ligaria peva. Primeiro porque não me chamo jpp e, em último porque achariam que eu estava a armar ao pingarelho. Bem, eu tenho de reconhecer que o homem (sem qualquer sentido pejorativo) não arma propriamente ao pingarelho. É um opinion maker e nisso temos de lhe tirar o chapéu. E é culto, caramba. E é referido por todos os blogs da net, caramba de novo. Eu não vou mentir, mas só à minha conta ele tem pelo menos umas 7 visitas por semana. Pelo menos, disse eu. E isso quando eu estou com sono. Fará se eu não tivesse tanto sono… acho que, pelo menos, duplicaria.
Bom mas tenho estado aqui a publicitar o jpp e não falei do tema que me trouxe aqui hoje. Eu queria falar do sono que me dá de vez em quando e que nessas alturas só me apetece escrever. Pois é verdade amigos. É por isso que cada vez que tento escrever algo, não me sai nada de jeito. Adormeço normalmente no meio do texto e depois já não sei onde vou.
Esperem. Vou tomar um cafezinho.
…
Voltei. Que desastre! Primeiro fui moer café: entornei o grão. Depois quando finalmente apanhei aquilo tudo do chão, para a D. Maria não “mandar vir”, e consegui moer direitinho, ao virar do moinho para o tapperware, derramei o pó. Querem apostar que depois de tirar a bicazinha também entornei café por cima das calças? Bruxo! Eu não disse que estava com sono? Não será melhor ir dormir?
PS. Vou ler um daqueles poemas do Early Morning posts… como não sei inglês (patavination como diria o Marco Aurélio? Ou seria o Marco Paulo? Não, não… o Paulo António! Eureka! É isso), adormeço antes do primeiro verso! Logo eu, que como vós sabeis, meus amigos, não sou nada de ler Early Mornings nas minhas Late Nights.
Vocês amigos devem pensar que eu sou um “cu de sono”. Mentira! Eu só durmo cinco horas por dia, apesar de ter já referido várias vezes no meu blog, que estou com sono. Logo eu, que não sou nada de falar de mim, vir para aqui dizer que tenho sono. È cansativo para quem lê e é cansativo para mim, pois cada vez que falo de sono, fico com sono. Mas a verdade é esta, só me apetece escrever mesmo quando estou com sono. Há quem faça early morning posts e toda a gente vai lá ler. Deve ser para ler aqueles poemas em inglês. Intelectual é outra coisa. Eu se reproduzisse todos os dias um poema em inglês e falasse de Camus como ele, aposto que ninguém ligaria peva. Primeiro porque não me chamo jpp e, em último porque achariam que eu estava a armar ao pingarelho. Bem, eu tenho de reconhecer que o homem (sem qualquer sentido pejorativo) não arma propriamente ao pingarelho. É um opinion maker e nisso temos de lhe tirar o chapéu. E é culto, caramba. E é referido por todos os blogs da net, caramba de novo. Eu não vou mentir, mas só à minha conta ele tem pelo menos umas 7 visitas por semana. Pelo menos, disse eu. E isso quando eu estou com sono. Fará se eu não tivesse tanto sono… acho que, pelo menos, duplicaria.
Bom mas tenho estado aqui a publicitar o jpp e não falei do tema que me trouxe aqui hoje. Eu queria falar do sono que me dá de vez em quando e que nessas alturas só me apetece escrever. Pois é verdade amigos. É por isso que cada vez que tento escrever algo, não me sai nada de jeito. Adormeço normalmente no meio do texto e depois já não sei onde vou.
Esperem. Vou tomar um cafezinho.
…
Voltei. Que desastre! Primeiro fui moer café: entornei o grão. Depois quando finalmente apanhei aquilo tudo do chão, para a D. Maria não “mandar vir”, e consegui moer direitinho, ao virar do moinho para o tapperware, derramei o pó. Querem apostar que depois de tirar a bicazinha também entornei café por cima das calças? Bruxo! Eu não disse que estava com sono? Não será melhor ir dormir?
PS. Vou ler um daqueles poemas do Early Morning posts… como não sei inglês (patavination como diria o Marco Aurélio? Ou seria o Marco Paulo? Não, não… o Paulo António! Eureka! É isso), adormeço antes do primeiro verso! Logo eu, que como vós sabeis, meus amigos, não sou nada de ler Early Mornings nas minhas Late Nights.
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
Indefinições
As pessoas que me conhecem sabem que eu sou decidido. Não sou nada de deixar as coisas nas meias tintas, nem tão pouco de saltar de um lado para o outro ao sabor dos meses ou das posições que dão mais jeito. Já a minha ciática, não. De Fevereiro a Agosto ataca a direita, de Setembro a Dezembro ataca-me a esquerda. Só é neutra em Janeiro. Acho que é para ver onde param as modas. Mas não sei o que hei-de chamar a esta desgraçada desta dor. Se oportunista se inoportuna de uma figa. Vá lá decide-te, caramba. Eu preciso saber para que lado devo dormir.
PS. Até ao endireita eu já fui... por isso nada de sugestões. Eu sei que é para meu bem, amigos... mas não é isso.. é também a PDI que me faz ser rabugento.
As pessoas que me conhecem sabem que eu sou decidido. Não sou nada de deixar as coisas nas meias tintas, nem tão pouco de saltar de um lado para o outro ao sabor dos meses ou das posições que dão mais jeito. Já a minha ciática, não. De Fevereiro a Agosto ataca a direita, de Setembro a Dezembro ataca-me a esquerda. Só é neutra em Janeiro. Acho que é para ver onde param as modas. Mas não sei o que hei-de chamar a esta desgraçada desta dor. Se oportunista se inoportuna de uma figa. Vá lá decide-te, caramba. Eu preciso saber para que lado devo dormir.
PS. Até ao endireita eu já fui... por isso nada de sugestões. Eu sei que é para meu bem, amigos... mas não é isso.. é também a PDI que me faz ser rabugento.
sexta-feira, fevereiro 20, 2004
Schubert , Chubert, Xubart
Bom, o João é que sabe como vai registá-lo. Mas tem 5 minutos cá em casa e já me conquistou. Sim, uma coisa é certa. Pronuncia-se Xu-bârte. É o novo membro da família e é lindo.
PS. Como sabeis eu não sou nada de lamechices. Mas vejam lá se o Schubert não merece este post.
Bom, o João é que sabe como vai registá-lo. Mas tem 5 minutos cá em casa e já me conquistou. Sim, uma coisa é certa. Pronuncia-se Xu-bârte. É o novo membro da família e é lindo.
PS. Como sabeis eu não sou nada de lamechices. Mas vejam lá se o Schubert não merece este post.
Carnaval
Para mim, o Carnaval só começa na sexta-feira gorda, ou seja hoje. Não tenho tempo para começá-lo antes nem me parece que seja necessário. Eu sigo a máxima o Carnaval são 5 dias e a vida são 2. Por isso hoje comecei a brincar. Coloquei a minha cabeleira longa, de cor amarelada (não tenho nada contra as loiras, mas com aquela cabeleira sinto-me mais burro), e a minha gravata com o Kama-Sutra dos porquinhos. E acreditem, esta mistura de indumentária, com um narizinho de bola vermelha à Batatinha e Companhia, faz-me sentir carnavalesco. Há esqueci-me de dizer que calcei umas meias às riscas vermelhas e brancas (sou do Benfica, não esqueçam), de cano alto, assim até ao joelho, por fora das calças. Confesso que se algum dos meus amigos me visse nesta figura iriam achar que eu estava demasiado carnavalesco. E por acaso senti-me meio ridículo até cerca da uma da tarde. Mas quando ouvi o Zé Manel na TV a dizer que o nosso deficit foi de 2,8% em 2003, fartei-me de rir. Afinal quem está a brincar ao Carnaval é ele.
PS. Eu não sou nada de me meter em contas sérias, principalmente em época de brincadeira. Mas as receitas extraordinárias vão durar sempre ou ele quis mesmo desfilar na Barão de Sapucaí e não o deixaram?
Para mim, o Carnaval só começa na sexta-feira gorda, ou seja hoje. Não tenho tempo para começá-lo antes nem me parece que seja necessário. Eu sigo a máxima o Carnaval são 5 dias e a vida são 2. Por isso hoje comecei a brincar. Coloquei a minha cabeleira longa, de cor amarelada (não tenho nada contra as loiras, mas com aquela cabeleira sinto-me mais burro), e a minha gravata com o Kama-Sutra dos porquinhos. E acreditem, esta mistura de indumentária, com um narizinho de bola vermelha à Batatinha e Companhia, faz-me sentir carnavalesco. Há esqueci-me de dizer que calcei umas meias às riscas vermelhas e brancas (sou do Benfica, não esqueçam), de cano alto, assim até ao joelho, por fora das calças. Confesso que se algum dos meus amigos me visse nesta figura iriam achar que eu estava demasiado carnavalesco. E por acaso senti-me meio ridículo até cerca da uma da tarde. Mas quando ouvi o Zé Manel na TV a dizer que o nosso deficit foi de 2,8% em 2003, fartei-me de rir. Afinal quem está a brincar ao Carnaval é ele.
PS. Eu não sou nada de me meter em contas sérias, principalmente em época de brincadeira. Mas as receitas extraordinárias vão durar sempre ou ele quis mesmo desfilar na Barão de Sapucaí e não o deixaram?
quinta-feira, fevereiro 19, 2004
Não sei se é para rir ou se é para chorar
Todos sabemos que num Estado de Direito a presunção da inocência é um direito que assiste a todos os arguidos de um processo. Eu que não sou jurista não tenho nada que me meter o nariz onde não sou chamado. Nem sou mesmo de meter o nariz. Mas é sempre o meu nariz, um dos órgãos que sofre quando eu choro. E como eu não sei se isto é para rir ou para chorar o melhor é tomar algumas atitudes preventivas. Ah, é verdade, já estava a perder o fio ao raciocínio, não fosse a providencial preventiva. È que é mesmo de uma prisão preventiva que eu vou falar. O Público, há pouquinho, noticiava que o sr. Vale e Azevedo, que estava em prisão preventiva por causa de uma tal Euroária, acaba de ser libertado pela Relação de Lisboa, porque o dito senhor não foi ouvido numa diligência processual feita ao juiz do processo. Pronto! O caso pode não estar arrumado, mas a justiça tem destas coisas… Nem é preciso provar a culpabilidade ou a inocência. Basta que haja um errozinho no processo. Aposto que haverão muitos mais a beneficiar destes errozinhos. Esperem pelas próximas notícias. Já não falta muito.
PS. Este pèésse ao contrário de outros não é para dizer que gosto muito da palavra errozinho. È para dizer que o errozinho faz-me sempre espécie…
Todos sabemos que num Estado de Direito a presunção da inocência é um direito que assiste a todos os arguidos de um processo. Eu que não sou jurista não tenho nada que me meter o nariz onde não sou chamado. Nem sou mesmo de meter o nariz. Mas é sempre o meu nariz, um dos órgãos que sofre quando eu choro. E como eu não sei se isto é para rir ou para chorar o melhor é tomar algumas atitudes preventivas. Ah, é verdade, já estava a perder o fio ao raciocínio, não fosse a providencial preventiva. È que é mesmo de uma prisão preventiva que eu vou falar. O Público, há pouquinho, noticiava que o sr. Vale e Azevedo, que estava em prisão preventiva por causa de uma tal Euroária, acaba de ser libertado pela Relação de Lisboa, porque o dito senhor não foi ouvido numa diligência processual feita ao juiz do processo. Pronto! O caso pode não estar arrumado, mas a justiça tem destas coisas… Nem é preciso provar a culpabilidade ou a inocência. Basta que haja um errozinho no processo. Aposto que haverão muitos mais a beneficiar destes errozinhos. Esperem pelas próximas notícias. Já não falta muito.
PS. Este pèésse ao contrário de outros não é para dizer que gosto muito da palavra errozinho. È para dizer que o errozinho faz-me sempre espécie…
Cheirar na net
Não sei se é verdade ou ficção. Há alguns anos atrás lembro-me de ter lido nos jornais que um bebé conversava com a mãe, ainda antes de nascer. A fraude não durou muito, mas o “fenómeno” percorreu mundo. Agora vamos ter cheiros através da Internet. Ouvi há pouco na TV. Um código, será enviado através do cyber-espaço para um aparelhómetro acoplado a um PC, que por sua vez emite um spray com o cheiro enviado. Já me estou a ver, antes de chegar a casa, colocar o dispositivosinho no portátil e falar: “humm amor…hoje não vou jantar a casa. O cheiro das iscas já me está a enjoar”.
PS. 1. Como todos vós sabeis eu não sou nada de duvidar da tecnologia. Mas esta noticia não me está a cheirar nada bem. Imaginem só, se lado de lá, alguém se lembra de dar um “pum”. Eu vou ter de gramar com o cheiro?
2. Gosto muito da palavra dispositivosinho.
Não sei se é verdade ou ficção. Há alguns anos atrás lembro-me de ter lido nos jornais que um bebé conversava com a mãe, ainda antes de nascer. A fraude não durou muito, mas o “fenómeno” percorreu mundo. Agora vamos ter cheiros através da Internet. Ouvi há pouco na TV. Um código, será enviado através do cyber-espaço para um aparelhómetro acoplado a um PC, que por sua vez emite um spray com o cheiro enviado. Já me estou a ver, antes de chegar a casa, colocar o dispositivosinho no portátil e falar: “humm amor…hoje não vou jantar a casa. O cheiro das iscas já me está a enjoar”.
PS. 1. Como todos vós sabeis eu não sou nada de duvidar da tecnologia. Mas esta noticia não me está a cheirar nada bem. Imaginem só, se lado de lá, alguém se lembra de dar um “pum”. Eu vou ter de gramar com o cheiro?
2. Gosto muito da palavra dispositivosinho.
O presidente da bola
Hoje não vou falar de bola. Não percebo nada da matéria e como todos sabem eu não sou nada de me meter naquilo que eu não sei. Mas gosto de ver. E naturalmente quando joga a nossa selecção. Quando o jogo terminou, entre o xixizinho e o zaping, tive ocasião de escutar as opiniões do sr. Gilberto Madaíl, que é o presidente da Federação da bola cá do burgo. E sobre o Algarve (onde o jogo se realizou), ele dizia: “O Algarve (…) merece ter uma grande equipa, para poder competir principalmente nas competições internas e nas externas”. Haverá outras?
Hoje não vou falar de bola. Não percebo nada da matéria e como todos sabem eu não sou nada de me meter naquilo que eu não sei. Mas gosto de ver. E naturalmente quando joga a nossa selecção. Quando o jogo terminou, entre o xixizinho e o zaping, tive ocasião de escutar as opiniões do sr. Gilberto Madaíl, que é o presidente da Federação da bola cá do burgo. E sobre o Algarve (onde o jogo se realizou), ele dizia: “O Algarve (…) merece ter uma grande equipa, para poder competir principalmente nas competições internas e nas externas”. Haverá outras?
quarta-feira, fevereiro 18, 2004
Versatilidade linguística
Eu sei que nem precisaria dizer isto pois todos vós que me lêem sabeis que eu não sou nada de fazer das coisas que são dos outros, parecerem coisas que são minhas. E porque é que não sou - poderíeis vós vos interrogar ainda que em voz baixa - se há tantos que o fazem? É porque eu acho que cada criativo deve ter o direito de proteger a sua própria propriedade. E então porque o vais fazer agora? – Já vos estou a ver interrogarem-se de novo, e talvez também em voz baixa. Então eu respondo: 1. Desconheço o autor para lhe pedir autorização e 2. Um texto destes pela sua imaginação merece ser divulgado.
E eu que pensava que dizer “O rato roeu a roupa rica do rei de Roma”, “um tigre, dois tigres, três tigres”, “estender cordões, encolher cordões, encolher cordões, estender cordões”, era uma grande coisa.
Vejam como se pode escrever em português (acho que só mesmo em português e com sotaque)
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirinéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.
Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...
Para parar preciso pensar. Pensei.
Portanto, pronto pararei.
Eu sei que nem precisaria dizer isto pois todos vós que me lêem sabeis que eu não sou nada de fazer das coisas que são dos outros, parecerem coisas que são minhas. E porque é que não sou - poderíeis vós vos interrogar ainda que em voz baixa - se há tantos que o fazem? É porque eu acho que cada criativo deve ter o direito de proteger a sua própria propriedade. E então porque o vais fazer agora? – Já vos estou a ver interrogarem-se de novo, e talvez também em voz baixa. Então eu respondo: 1. Desconheço o autor para lhe pedir autorização e 2. Um texto destes pela sua imaginação merece ser divulgado.
E eu que pensava que dizer “O rato roeu a roupa rica do rei de Roma”, “um tigre, dois tigres, três tigres”, “estender cordões, encolher cordões, encolher cordões, estender cordões”, era uma grande coisa.
Vejam como se pode escrever em português (acho que só mesmo em português e com sotaque)
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos.
Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.
Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres.
Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirinéus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas.
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal.
Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos portugueses.
-Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.
-Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir.
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para papai Procópio para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu:
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior.
Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias?
- Papai, - proferiu Pedro Paulo - pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal.
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro!
Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.
Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro.
Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos.
Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas.
Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar...
Para parar preciso pensar. Pensei.
Portanto, pronto pararei.
terça-feira, fevereiro 17, 2004
Eram outros os tempos
- John
- Yah
- Como está a cave?
- Nem queiras saber…
- Porquê?
- Fechada há anos!
- Ninguém trata dela?
- Não há gods in the house
(um som de fundo invadiu-nos a conversa; Nick Cave tocava ao fundo)
- John
- Yah
- Como está a cave?
- Nem queiras saber…
- Porquê?
- Fechada há anos!
- Ninguém trata dela?
- Não há gods in the house
(um som de fundo invadiu-nos a conversa; Nick Cave tocava ao fundo)
Futebol de férias
Tirando a minha paixão quase fanática pelo Benfica, vocês sabem que eu não sou muito de me meter nas coisas do futebol. Principalmente este fim-de-semana em que de futebol não houve nem cheiro. Senão reparem bem no que eu próprio constatei. O sr. Mourinho deu um abraço ao sr. Camacho. O sr. Dias da Cunha sentou-se ao lado do sr. Filipe Vieira na tribuna da Luz. O sr. Valentim Loureiro não ameaçou ninguém. O sr. João Loureiro não se queixou do árbitro. O sr. Pinto da Costa não cortou relações com ninguém. O sr. Fernando Seara não falou mal das opções tácticas do treinador do Benfica. Os adeptos, nas bancadas, não andaram à porrada. A polícia não deu nenhuma carga. A BP, a GALP ou a SHELL não se queixaram de áreas de serviço partidas pelos Super Dragões. Os No Name e os Diabos não se esfaquearam. A Juve Leo não pintou as estátuas todas de Lisboa. O Sporting não teve nenhum penálti a favor. O árbitro do Benfica x Porto não expulsou nenhum jogador do Benfica. Nem o sr. Lucílio Baptista nem o sr. António Costa foram nomeados para este jogo. A Académica ganhou. Com isto tudo (ou com a ausência disto) ainda alguém acha que houve futebol? Espero que para a semana o campeonato recomece.
PS. Eu até que não sou nada de violências fiquei estupefacto de ninguém ter partido cadeiras nos estádios e atirado com elas à cabeça dos árbitros. Acham possível?
Tirando a minha paixão quase fanática pelo Benfica, vocês sabem que eu não sou muito de me meter nas coisas do futebol. Principalmente este fim-de-semana em que de futebol não houve nem cheiro. Senão reparem bem no que eu próprio constatei. O sr. Mourinho deu um abraço ao sr. Camacho. O sr. Dias da Cunha sentou-se ao lado do sr. Filipe Vieira na tribuna da Luz. O sr. Valentim Loureiro não ameaçou ninguém. O sr. João Loureiro não se queixou do árbitro. O sr. Pinto da Costa não cortou relações com ninguém. O sr. Fernando Seara não falou mal das opções tácticas do treinador do Benfica. Os adeptos, nas bancadas, não andaram à porrada. A polícia não deu nenhuma carga. A BP, a GALP ou a SHELL não se queixaram de áreas de serviço partidas pelos Super Dragões. Os No Name e os Diabos não se esfaquearam. A Juve Leo não pintou as estátuas todas de Lisboa. O Sporting não teve nenhum penálti a favor. O árbitro do Benfica x Porto não expulsou nenhum jogador do Benfica. Nem o sr. Lucílio Baptista nem o sr. António Costa foram nomeados para este jogo. A Académica ganhou. Com isto tudo (ou com a ausência disto) ainda alguém acha que houve futebol? Espero que para a semana o campeonato recomece.
PS. Eu até que não sou nada de violências fiquei estupefacto de ninguém ter partido cadeiras nos estádios e atirado com elas à cabeça dos árbitros. Acham possível?
segunda-feira, fevereiro 16, 2004
Fascínio
Quem me conhece sabe que desde há largo tempo tenho um fascínio especial pelo Brasil. Infelizmente só tive oportunidade de lá ir uma vez, já que a conta bancária nunca tem os euros suficientes para aquilo que a gente necessita, materialmente falando, quanto mais para a alimentação do espírito e da alma. Não sei se foi por eu começar a ler Jorge Amado desde muito novo, não sei se por ser apaixonado por Drumond de Andrade ou mesmo, pelo prazer tão frugal quanto é o de me sentar numa esplanada a olhar o Atlântico e a viajar “embarcado” numa caipirinha ao som de um forró, quando o mar está agitado, ou no embalo de uma bossa nova quando as ondas meigamente beijam a praia. “Sei que léguas tem a nos separar” e mesmo assim… ele fascina-me. Também será por isso que tenho muitos amigos brasileiros (mais amigas, é claro), que não dispenso quase todas as semanas uma feijoada com carne de sol e que, em casa, confecciono uma moqueca de camarão que costuma ser elogiada por todos. Infelizmente não sai tão boa como aquela moqueca caipixaba, mas vocês meus amigos até sabem que eu não sou muito de entrar na cozinha. Sou mais para a mesa. Pois vem este post a propósito de eu ter encontrado na net, através de um link (eu sou daqueles que navega ao sabor dos links), alguém que vive em Portugal, que eu não conheço pessoalmente, mas que já me habituei a ler. Uma brasileira que fala de Lisboa, com sotaque. E há no mundo sotaque mais bonito do que o que vem de onde o vento faz a curva?
PS. Decidi colocar na minha lista de links directos o Diário de Lisboa, para que os meus amigos brasileiros (e não só) que me visitam possam ler também esta prosa.
Quem me conhece sabe que desde há largo tempo tenho um fascínio especial pelo Brasil. Infelizmente só tive oportunidade de lá ir uma vez, já que a conta bancária nunca tem os euros suficientes para aquilo que a gente necessita, materialmente falando, quanto mais para a alimentação do espírito e da alma. Não sei se foi por eu começar a ler Jorge Amado desde muito novo, não sei se por ser apaixonado por Drumond de Andrade ou mesmo, pelo prazer tão frugal quanto é o de me sentar numa esplanada a olhar o Atlântico e a viajar “embarcado” numa caipirinha ao som de um forró, quando o mar está agitado, ou no embalo de uma bossa nova quando as ondas meigamente beijam a praia. “Sei que léguas tem a nos separar” e mesmo assim… ele fascina-me. Também será por isso que tenho muitos amigos brasileiros (mais amigas, é claro), que não dispenso quase todas as semanas uma feijoada com carne de sol e que, em casa, confecciono uma moqueca de camarão que costuma ser elogiada por todos. Infelizmente não sai tão boa como aquela moqueca caipixaba, mas vocês meus amigos até sabem que eu não sou muito de entrar na cozinha. Sou mais para a mesa. Pois vem este post a propósito de eu ter encontrado na net, através de um link (eu sou daqueles que navega ao sabor dos links), alguém que vive em Portugal, que eu não conheço pessoalmente, mas que já me habituei a ler. Uma brasileira que fala de Lisboa, com sotaque. E há no mundo sotaque mais bonito do que o que vem de onde o vento faz a curva?
PS. Decidi colocar na minha lista de links directos o Diário de Lisboa, para que os meus amigos brasileiros (e não só) que me visitam possam ler também esta prosa.
Citações e arrotos
A blogosfera tem montes de intelectuais. Nada tenho contra os intelectuais, sou eu que o digo e se quiserem acreditar, façam o favor de o fazer. Mas por tudo e por nada vejo (leio) citar Platão, Sócrates e Sofocles, Kant e Décartes, Camus e Brodsky, Marx e Rosa Luxemburgo, Herberto Hélder e Stephen Jay Gould, Gore Vidal e Emanuel Félix e por aí a fora. Há que os que falam de cinema e conhecem tudo de Felini ou Antonioni, De Sam Shepard e Woody Allen, de Eisenstein e Chaplin, de Bertolluci e Scorcese e ainda os musicólogos que tratam por tu Bach e Maller, Pucinni e Albioni, Mozart e Wagner. E mais e mais que nem vale a pena estar aqui a encher chouriços.
Acredito que este seja o mundo deles e que escrevam os blogs a pensarem nos seus pares. Mas também acredito que muitos deles é mesmo só para armar ao pingarelho. Uma coisa é certa e vocês sabem disso: Eu não sou nada de criticar os blogs dos outros. E também sabem bem que eu não sou nada de fazer citações por dá cá aquela palha. Mas daqui para a frente vou também começar a dar a minha de intelectual. Eu sou menos que os outros? Para já não vou citar nenhum autor muito conhecido, vou apenas citar um vizinho o “ti Anastácio” (um dia destes conto-vos algumas histórias dele), que costumava dizer do Sr. Joaquim da Loja, que só porque este tinha a quarta classe, passava o tempo a, cito, “arrotar postas de pescada”, fim de citação.
Esperem-me até eu começar a arrotar os meus posts de pescada.
A blogosfera tem montes de intelectuais. Nada tenho contra os intelectuais, sou eu que o digo e se quiserem acreditar, façam o favor de o fazer. Mas por tudo e por nada vejo (leio) citar Platão, Sócrates e Sofocles, Kant e Décartes, Camus e Brodsky, Marx e Rosa Luxemburgo, Herberto Hélder e Stephen Jay Gould, Gore Vidal e Emanuel Félix e por aí a fora. Há que os que falam de cinema e conhecem tudo de Felini ou Antonioni, De Sam Shepard e Woody Allen, de Eisenstein e Chaplin, de Bertolluci e Scorcese e ainda os musicólogos que tratam por tu Bach e Maller, Pucinni e Albioni, Mozart e Wagner. E mais e mais que nem vale a pena estar aqui a encher chouriços.
Acredito que este seja o mundo deles e que escrevam os blogs a pensarem nos seus pares. Mas também acredito que muitos deles é mesmo só para armar ao pingarelho. Uma coisa é certa e vocês sabem disso: Eu não sou nada de criticar os blogs dos outros. E também sabem bem que eu não sou nada de fazer citações por dá cá aquela palha. Mas daqui para a frente vou também começar a dar a minha de intelectual. Eu sou menos que os outros? Para já não vou citar nenhum autor muito conhecido, vou apenas citar um vizinho o “ti Anastácio” (um dia destes conto-vos algumas histórias dele), que costumava dizer do Sr. Joaquim da Loja, que só porque este tinha a quarta classe, passava o tempo a, cito, “arrotar postas de pescada”, fim de citação.
Esperem-me até eu começar a arrotar os meus posts de pescada.
sábado, fevereiro 14, 2004
Santana Presidente
Olha olha, o Santana diz hoje ao Expresso que quer ser presidente da república. Como se nós não soubessemos. Ele manda o recado para dentro do partido pelos jornais. Ao menos que o tivesse anunciado aos microfones da kapital. Sempre teria mais audiência. Então e o beija-mão de Cavaco feito há uns meses aos grandes irmãos que comandam isto, não conta? Não nos decepcione senhor Cavaco. Eu ainda conto consigo para não ver Portugal tranformado na grande discoteca da Europa. Ai ai ai, predatado, tu que nem és nada destas coisas a meteres-te no assuntos da política. Se não te portas bem vais de quarentena e não te deixo "postar" tão cedo.
PS. Estas últimas duas frases não fui eu quem as escreveu. Foi o meu grilinho falante. Anda sempre comigo a zoar-me aos ouvidos. Qualquer dia despeço-o. Assim como assim já temos 350 mil desempregados. Mais um menos um que diferença faz?
Olha olha, o Santana diz hoje ao Expresso que quer ser presidente da república. Como se nós não soubessemos. Ele manda o recado para dentro do partido pelos jornais. Ao menos que o tivesse anunciado aos microfones da kapital. Sempre teria mais audiência. Então e o beija-mão de Cavaco feito há uns meses aos grandes irmãos que comandam isto, não conta? Não nos decepcione senhor Cavaco. Eu ainda conto consigo para não ver Portugal tranformado na grande discoteca da Europa. Ai ai ai, predatado, tu que nem és nada destas coisas a meteres-te no assuntos da política. Se não te portas bem vais de quarentena e não te deixo "postar" tão cedo.
PS. Estas últimas duas frases não fui eu quem as escreveu. Foi o meu grilinho falante. Anda sempre comigo a zoar-me aos ouvidos. Qualquer dia despeço-o. Assim como assim já temos 350 mil desempregados. Mais um menos um que diferença faz?
Dia dos Namorados
Eles inventam cada coisa para a gente gastar dinheiro. Eu nem sei quem é o São Valentim, só de há uns aninhos a esta parte é que comecei a ouvir falar dele.O S. João faz-me saltar fogueiras, o St António casou-me. O S. Pedro, nos dias que acorda mal disposto, encharca-me todo. Eu que nem sou religioso e nem me interesso muito por estas coisas, lá vou sabendo os nomes de alguns. Sei até que S. Cristóvão me protege quando vou em viagem. E que Sta Bárbara está atenta para nos proteger quando troveja. Está bem, pronto, o São Valentim também tem direitos. E hoje quando acordei, e depois do escutar o meu Ser Benfiquista, fui até à varanda, apanhar sol e o que vejo? A minha mulher a cuidar dos amores-perfeitos. Será por ser dia dos namorados?
PS. Vocês sabem bem que eu não sou nada de pêésses. Já o disse mais de uma vez. Mas desta não resisti. É que eu comecei este texto dizendo que eles inventam cada coisa para a gente gastar dinheiro e depois perdi-me no meio dos Santos e não desenvolvi o tema. Mas agora também já não vale a pena. Eu não compro nada para comemorar o dia. Apenas namoro e pronto!
Eles inventam cada coisa para a gente gastar dinheiro. Eu nem sei quem é o São Valentim, só de há uns aninhos a esta parte é que comecei a ouvir falar dele.O S. João faz-me saltar fogueiras, o St António casou-me. O S. Pedro, nos dias que acorda mal disposto, encharca-me todo. Eu que nem sou religioso e nem me interesso muito por estas coisas, lá vou sabendo os nomes de alguns. Sei até que S. Cristóvão me protege quando vou em viagem. E que Sta Bárbara está atenta para nos proteger quando troveja. Está bem, pronto, o São Valentim também tem direitos. E hoje quando acordei, e depois do escutar o meu Ser Benfiquista, fui até à varanda, apanhar sol e o que vejo? A minha mulher a cuidar dos amores-perfeitos. Será por ser dia dos namorados?
PS. Vocês sabem bem que eu não sou nada de pêésses. Já o disse mais de uma vez. Mas desta não resisti. É que eu comecei este texto dizendo que eles inventam cada coisa para a gente gastar dinheiro e depois perdi-me no meio dos Santos e não desenvolvi o tema. Mas agora também já não vale a pena. Eu não compro nada para comemorar o dia. Apenas namoro e pronto!
sexta-feira, fevereiro 13, 2004
A força das palavras de ordem
Ouvi com atenção o chumbo da AR a um voto de protesto contra a construção do Muro de Israel. Eu que nem gosto de falar de política, não porque tenha medo (ou deverei ter?), não me atentei ao significado político da coisa. A minha observação de hoje vai para alguns dos argumentos do chumbo. Um deputado do PP declara que é "contra todos os muros" e um deputado do PSD diz que este muro "põe em risco" a convivência de dois estados "lado a lado". Ora bem, parece que todos estão de acordo, contra o muro e no entanto… votaram contra.
O argumento é de que, o voto de protesto proposto apresenta "uma visão unilateral" e não contribui "para a resolução pacífica do conflito israelo-palestiniano". Cá para mim seria um texto elaborado sobre o joelho pelo BE e portanto não cientificamente preparado.
Este tipo de argumentação faz-me recuar alguns anos no tempo. Eu que nem sou de muito de ir buscar coisas antigas para as minhas notas, não deixei de me recordar de uma RG qualquer coisa, (RGA?, RGE?, AE?, RGSPASE – esta acho que eu inventei agora), que assisti uma vez no Técnico, em que todas as organizações políticas, que suportavam as organizações estudantis, estavam de acordo em marchar até à 5 de Outubro para protestar sobre a forma como os subsídios aos estudantes eram distribuídos pela Acção Social. Passamos mais de duas horas a discutir as palavras de ordem da manifestação. Às tantas, o conjunto de palavras de ordem aprovado tinha saído da proposta do MES. Acto contínuo, com o argumento de que as suas palavras de ordem eram estudadas cientificamente, o MRPP demarcou-se e não integrou a manifestação. Até me recuso a dizer quem estava a dirigir (manipular) a tal RG. Se quiserem adivinhem.
Ouvi com atenção o chumbo da AR a um voto de protesto contra a construção do Muro de Israel. Eu que nem gosto de falar de política, não porque tenha medo (ou deverei ter?), não me atentei ao significado político da coisa. A minha observação de hoje vai para alguns dos argumentos do chumbo. Um deputado do PP declara que é "contra todos os muros" e um deputado do PSD diz que este muro "põe em risco" a convivência de dois estados "lado a lado". Ora bem, parece que todos estão de acordo, contra o muro e no entanto… votaram contra.
O argumento é de que, o voto de protesto proposto apresenta "uma visão unilateral" e não contribui "para a resolução pacífica do conflito israelo-palestiniano". Cá para mim seria um texto elaborado sobre o joelho pelo BE e portanto não cientificamente preparado.
Este tipo de argumentação faz-me recuar alguns anos no tempo. Eu que nem sou de muito de ir buscar coisas antigas para as minhas notas, não deixei de me recordar de uma RG qualquer coisa, (RGA?, RGE?, AE?, RGSPASE – esta acho que eu inventei agora), que assisti uma vez no Técnico, em que todas as organizações políticas, que suportavam as organizações estudantis, estavam de acordo em marchar até à 5 de Outubro para protestar sobre a forma como os subsídios aos estudantes eram distribuídos pela Acção Social. Passamos mais de duas horas a discutir as palavras de ordem da manifestação. Às tantas, o conjunto de palavras de ordem aprovado tinha saído da proposta do MES. Acto contínuo, com o argumento de que as suas palavras de ordem eram estudadas cientificamente, o MRPP demarcou-se e não integrou a manifestação. Até me recuso a dizer quem estava a dirigir (manipular) a tal RG. Se quiserem adivinhem.
Descobri Aviz
Eu antes de escrever qualquer coisa, ou botar opinião, gosto muito de me documentar. No blog da minha afilhada, que é ruiva mas muito organizadinha, encontrei uma lista de links que ela classificou de ILUSTRES. Ora eu, que até nem sou das pessoas mais organizadas que eu conheço, comecei a ler a lista alfabeticamente e encontrei o link a um blog chamado Aviz. Vai daí, antes de o consultar fui-me tentar documentar um pouco. Abri o meu Google, fiz um tal de search por Aviz e consegui:
1. Aceder a um site de um tal AVIz – Atomist Simulation Vizualization software; Bom, pensei eu, este não deve ter nada a ver com o outro…e saí.
2. Encontrar uma Residencial – Aviz / Porto; Putz. Está tudo em inglês. Se calhar não acolhem turistas portugueses… e saí.
3. Ler umas coisitas sobre Aviz, vila portuguesa no distrito de Portalegre. Li em inglês mas não faz mal. Se eu quiser ler em português daqui a pouco pego na enciclopédia… e saí.
4. Saber que em inglês João é John. “Jonh who was master of the order of Aviz”. Ora aqui está como aprender um pouco da história de Portugal. Desde que se saiba inglês, é claro… e saí
5. Entreter-me com linhagens. Dynastie d’Aviz e Aviz Pedigree, foram outros dois sites que encontrei. Municiei-me de um dicionário Francês-Português e de outro Inglês-Português e lá estive eu agarrado à página. Chateado de tanto andar para trás e para à frente a caminho dos dicionários… saí.
6. Ficar baralhado. Encontrei dois sites (que deveriam ser sobre o tema da dinastia de Aviz, mas aqui é que a porca torceu o rabo), um era em russo - Авизская династия (Aviz) - династия королей Португалии (1385-1580) e o outro era em polaco: Aviz, Avis, dynastia portugalska założona przez Jana I Wielkiego, wielkiego mistrza zakonu Aviz, panująca w Portugalii 1385-1580. Za jej panowania Portugalia rozpoczęła wielką ekspansję oceaniczną i kolonialną. Vai daí … saí (Ah já me esquecia de vos contar – é que em polaco João é Jana)
7. Ficar a saber que existe um Archbishop em Brasília com o nome de João Braz de Aviz… e também saí.
Documentadinho que estava, resolvi entrar no blog chamado Aviz. Pois é meus caros, não sei quem é o Aviz, mas desconfio. Gosto do posted by f. Mas que agora vou passar a lê-lo com assiduidade, eu vou. O f que coloca os posts escreve bem de mais para se perder.
PS. Eu até nem sou de colocar pêésses, mas este é só para dizer que gosto muito da palavra Documentadinho.
Eu antes de escrever qualquer coisa, ou botar opinião, gosto muito de me documentar. No blog da minha afilhada, que é ruiva mas muito organizadinha, encontrei uma lista de links que ela classificou de ILUSTRES. Ora eu, que até nem sou das pessoas mais organizadas que eu conheço, comecei a ler a lista alfabeticamente e encontrei o link a um blog chamado Aviz. Vai daí, antes de o consultar fui-me tentar documentar um pouco. Abri o meu Google, fiz um tal de search por Aviz e consegui:
1. Aceder a um site de um tal AVIz – Atomist Simulation Vizualization software; Bom, pensei eu, este não deve ter nada a ver com o outro…e saí.
2. Encontrar uma Residencial – Aviz / Porto; Putz. Está tudo em inglês. Se calhar não acolhem turistas portugueses… e saí.
3. Ler umas coisitas sobre Aviz, vila portuguesa no distrito de Portalegre. Li em inglês mas não faz mal. Se eu quiser ler em português daqui a pouco pego na enciclopédia… e saí.
4. Saber que em inglês João é John. “Jonh who was master of the order of Aviz”. Ora aqui está como aprender um pouco da história de Portugal. Desde que se saiba inglês, é claro… e saí
5. Entreter-me com linhagens. Dynastie d’Aviz e Aviz Pedigree, foram outros dois sites que encontrei. Municiei-me de um dicionário Francês-Português e de outro Inglês-Português e lá estive eu agarrado à página. Chateado de tanto andar para trás e para à frente a caminho dos dicionários… saí.
6. Ficar baralhado. Encontrei dois sites (que deveriam ser sobre o tema da dinastia de Aviz, mas aqui é que a porca torceu o rabo), um era em russo - Авизская династия (Aviz) - династия королей Португалии (1385-1580) e o outro era em polaco: Aviz, Avis, dynastia portugalska założona przez Jana I Wielkiego, wielkiego mistrza zakonu Aviz, panująca w Portugalii 1385-1580. Za jej panowania Portugalia rozpoczęła wielką ekspansję oceaniczną i kolonialną. Vai daí … saí (Ah já me esquecia de vos contar – é que em polaco João é Jana)
7. Ficar a saber que existe um Archbishop em Brasília com o nome de João Braz de Aviz… e também saí.
Documentadinho que estava, resolvi entrar no blog chamado Aviz. Pois é meus caros, não sei quem é o Aviz, mas desconfio. Gosto do posted by f. Mas que agora vou passar a lê-lo com assiduidade, eu vou. O f que coloca os posts escreve bem de mais para se perder.
PS. Eu até nem sou de colocar pêésses, mas este é só para dizer que gosto muito da palavra Documentadinho.
O menino que queria ser primeiro ministro…
Cada um usa os blogs como quer. Isto é livre e eu não tenho nada a ver com isso. Uns contam histórias, outros desabafam, outros fazem crítica de sociedade ou criticam as críticas dos outros. Há quem se guerreie no confronto de opiniões. Tem esquerda e tem direita e outros que se dizem do centro. Pois… no meio é que está a virtude não é? Há quem use os blogs para escrever o seu querido diário. Eu confesso que não sou nada de escrever diários. Não vou muito à bola com os Camuses e com as Annes Franks. Bom, quero dizer, no estilo. Sobre o conteúdo não me prenuncio. Eu não sou nada de fazer críticas. Muito menos literárias.
Estava eu nestes pensamentos, enquanto rebuscava numa caixa de camisas (quando as Triple Marfel ainda eram vendidas em caixas, lembram-se?), que a minha mãe, numa das últimas arrumações que fez lá em casa, descobriu no fundo de um armário e continha coisas minhas bem antigas, rebuscava eu, dizia, todas as inutilidades que fui coleccionando quando de repente, encontro uma folha antiga de papel pautado, rasgado de um caderno. Afinal também eu tive a mania de escrever diários. Já nem me lembrava disso. Hoje em dia já não o faço porque não tenho paciência. E além de não ter paciência, não sei escrever. E mesmo que soubesse escrever, a minha vida é tão monótona que nunca tenho nada para contar.
Mas a tal folha é de certeza de um diário. Por acaso até está datada. Tão antiga que parece pré-datada. Vou reproduzi-la abaixo com a devida vénia aos intervenientes. Eu próprio e o meu amigo José Manuel.
Cada um usa os blogs como quer. Isto é livre e eu não tenho nada a ver com isso. Uns contam histórias, outros desabafam, outros fazem crítica de sociedade ou criticam as críticas dos outros. Há quem se guerreie no confronto de opiniões. Tem esquerda e tem direita e outros que se dizem do centro. Pois… no meio é que está a virtude não é? Há quem use os blogs para escrever o seu querido diário. Eu confesso que não sou nada de escrever diários. Não vou muito à bola com os Camuses e com as Annes Franks. Bom, quero dizer, no estilo. Sobre o conteúdo não me prenuncio. Eu não sou nada de fazer críticas. Muito menos literárias.
Estava eu nestes pensamentos, enquanto rebuscava numa caixa de camisas (quando as Triple Marfel ainda eram vendidas em caixas, lembram-se?), que a minha mãe, numa das últimas arrumações que fez lá em casa, descobriu no fundo de um armário e continha coisas minhas bem antigas, rebuscava eu, dizia, todas as inutilidades que fui coleccionando quando de repente, encontro uma folha antiga de papel pautado, rasgado de um caderno. Afinal também eu tive a mania de escrever diários. Já nem me lembrava disso. Hoje em dia já não o faço porque não tenho paciência. E além de não ter paciência, não sei escrever. E mesmo que soubesse escrever, a minha vida é tão monótona que nunca tenho nada para contar.
Mas a tal folha é de certeza de um diário. Por acaso até está datada. Tão antiga que parece pré-datada. Vou reproduzi-la abaixo com a devida vénia aos intervenientes. Eu próprio e o meu amigo José Manuel.
Olha aqui uma de moralista…
Vou aqui reproduzir uma história que me contaram. Não sou muito deste tipo de moralismos, mas de vez em quando lembro-me que também já fui yuppi (é assim que se escreve?). Chegava tarde e más horas a casa e levantava-me cedo bem cedo, para ir pró emprego. Só faltou mesmo, nos bocadinhos que via os meus filhos nos fins-de-semana, eles não terem perguntado à mãe: - Mãe este fulano que às vezes vem cá se deitar contigo à noite quando nós já estamos a dormir e que almoça aqui ao Domingo é que é o pai?
Se estou arrependido? Claro que estou! Não há nada mais bonito que o choro de uma criança e depois…, depois o sorriso da fralda limpa ou do biberão já vazio. E aquele passeio de mão dada desde a saída da escola até ao carro que ficou por dar? E o bolo dos teus 4 anos que eu não fui apagar, João? E as contas? Tiveram de as fazer sozinhos ou com ajuda da mãe não foi? (Aqui tenho de dizer que se fosse eu a ensinar não teriam essas notas a matemática…parabéns para ela) Bom, termino já porque senão daqui a pouco todos vão pensar que eu fui um bandido de pai (se é que não estão já a pensar não é?)
Um menino, aproxima-se timidamente do pai, que depois de regressar do trabalho se sentara a ver um jogo de futebol na TV:
- Pai, quanto é que ganhas por hora?
O pai, com ar severo, responde:
- Escuta aqui, rapazinho, isso nem a tua mãe sabe. Não me chateies, estou
cansado e quero ver a bola...mas a filha insiste:
-Mas pai, por favor, diz lá, quantas ganhas por hora?
Sem tirar os olhos da TV o pai respondeu:
- Ganho 30€ por hora...
- Então, pai, podes-me emprestar 20 € ?
O pai enfastiado e tratando o filho com alguma brutalidade, respondeu:
-Então era essa razão de quereres saber quanto eu ganho? Vai dormir
e não me chateies mais. Abusador!
Já era tarde na noite quando o pai começou a pensar no que tinha
acontecido e sentiu-se arrependido. Talvez, quem sabe, o filho
precisasse do dinheiro para comprar algo importante.
Querendo aliviar sua consciência pesada, foi até o quarto do filho e,
em voz baixa, perguntou: filho, já dormes?
-Não pai, respondeu sonolento o garoto.
-Olha, venho trazer-te os 20 € que me pediste.
- Muito obrigado, pai disse o filho levantando-se sorrindo e
retirando 10 € que tinha guardados por debaixo do travesseiro.
E olhando o pai com carinha de sono, entrega os 30 € ao pai e diz-lhe:
"Pai podes vender-me uma hora do teu tempo?"
Vou aqui reproduzir uma história que me contaram. Não sou muito deste tipo de moralismos, mas de vez em quando lembro-me que também já fui yuppi (é assim que se escreve?). Chegava tarde e más horas a casa e levantava-me cedo bem cedo, para ir pró emprego. Só faltou mesmo, nos bocadinhos que via os meus filhos nos fins-de-semana, eles não terem perguntado à mãe: - Mãe este fulano que às vezes vem cá se deitar contigo à noite quando nós já estamos a dormir e que almoça aqui ao Domingo é que é o pai?
Se estou arrependido? Claro que estou! Não há nada mais bonito que o choro de uma criança e depois…, depois o sorriso da fralda limpa ou do biberão já vazio. E aquele passeio de mão dada desde a saída da escola até ao carro que ficou por dar? E o bolo dos teus 4 anos que eu não fui apagar, João? E as contas? Tiveram de as fazer sozinhos ou com ajuda da mãe não foi? (Aqui tenho de dizer que se fosse eu a ensinar não teriam essas notas a matemática…parabéns para ela) Bom, termino já porque senão daqui a pouco todos vão pensar que eu fui um bandido de pai (se é que não estão já a pensar não é?)
Um menino, aproxima-se timidamente do pai, que depois de regressar do trabalho se sentara a ver um jogo de futebol na TV:
- Pai, quanto é que ganhas por hora?
O pai, com ar severo, responde:
- Escuta aqui, rapazinho, isso nem a tua mãe sabe. Não me chateies, estou
cansado e quero ver a bola...mas a filha insiste:
-Mas pai, por favor, diz lá, quantas ganhas por hora?
Sem tirar os olhos da TV o pai respondeu:
- Ganho 30€ por hora...
- Então, pai, podes-me emprestar 20 € ?
O pai enfastiado e tratando o filho com alguma brutalidade, respondeu:
-Então era essa razão de quereres saber quanto eu ganho? Vai dormir
e não me chateies mais. Abusador!
Já era tarde na noite quando o pai começou a pensar no que tinha
acontecido e sentiu-se arrependido. Talvez, quem sabe, o filho
precisasse do dinheiro para comprar algo importante.
Querendo aliviar sua consciência pesada, foi até o quarto do filho e,
em voz baixa, perguntou: filho, já dormes?
-Não pai, respondeu sonolento o garoto.
-Olha, venho trazer-te os 20 € que me pediste.
- Muito obrigado, pai disse o filho levantando-se sorrindo e
retirando 10 € que tinha guardados por debaixo do travesseiro.
E olhando o pai com carinha de sono, entrega os 30 € ao pai e diz-lhe:
"Pai podes vender-me uma hora do teu tempo?"
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
Infidelidade conjugal
Como de costume dei uma voltinha pelas primeiras páginas dos principais jornais online da Europa e do Mundo. Eu até nem sou muito de criticar ou analisar notícias. O meu blog serve principalmente para eu me entreter a escrever coisas que me vêm à cabeça e que não passam disso mesmo... coisas. Mas hoje fiquei realmente estupefacto pelas coisas que certos jornais portugueses conseguem descobrir e fazer manchetes. Não é que não tendo encontrado em nenhum jornal da Europa e do Mundo... Nenhum?? Mentira! Eureka... encontrei. Está escarrapachadinho na primeira página do "nosso muito lido" diário digital. Não querem lá ver que o malandreco do John Kerry é infiel? Só mesmo o nosso muito lido diário para descobrir e propagar ao mundo uma coisa destas. Agora imaginem... O John Kerry não ganha as eleições americanas... e vocês ouvirão ou lerão o prestigiado director do referido diário: "Olha se eu não o denunciasse hein?" Ainda bem que ele não me conhece... Olha olha a minha vidinha íntima toda escarrapachadinha ali no muito lido....
PS. Gosto muito desta palavra: Escarrapachadinho.
Como de costume dei uma voltinha pelas primeiras páginas dos principais jornais online da Europa e do Mundo. Eu até nem sou muito de criticar ou analisar notícias. O meu blog serve principalmente para eu me entreter a escrever coisas que me vêm à cabeça e que não passam disso mesmo... coisas. Mas hoje fiquei realmente estupefacto pelas coisas que certos jornais portugueses conseguem descobrir e fazer manchetes. Não é que não tendo encontrado em nenhum jornal da Europa e do Mundo... Nenhum?? Mentira! Eureka... encontrei. Está escarrapachadinho na primeira página do "nosso muito lido" diário digital. Não querem lá ver que o malandreco do John Kerry é infiel? Só mesmo o nosso muito lido diário para descobrir e propagar ao mundo uma coisa destas. Agora imaginem... O John Kerry não ganha as eleições americanas... e vocês ouvirão ou lerão o prestigiado director do referido diário: "Olha se eu não o denunciasse hein?" Ainda bem que ele não me conhece... Olha olha a minha vidinha íntima toda escarrapachadinha ali no muito lido....
PS. Gosto muito desta palavra: Escarrapachadinho.
Ai que sofrimento.... BOLAS!!!
Não costumo falar de futebol por aqui. Não fiz nenhuma profissão de fé, no entanto, apesar do minha conhecida paixão (conhecida pelos meus amigos, é claro), pelo futebol, existem especialistas para o fazer, muito mais habilitados do que eu. Mas de vez em quando falarei um pouco do tema. Hoje, tive curiosidade de saber os resultados dos quartos fa Taça e dei uma espreita à Ultima Hora do www.abola.pt. E li o seguinte:
Sobre o Belenenses x Estoril : o Belenenses junta-se a Benfica, FC Porto e Sporting de Braga nas meias-finais da Taça de Portugal, depois de muito sofrimento perante a aguerrida formação «canarinha».
Sobre o Benfica X Nacional: Taça de Portugal: Benfica sofre mas carimba «passaporte»
Sobre o Braga x Naval : Taça: Sp. Braga garante apuramento com vitória suada ante Naval
Sobre o Porto X Rio Ave: FC Porto firme na Taça de Portugal
Perante isto verifica-se que só o Porto não sofreu, nem suou. E foi por isto que eu deixei de jogar futebol. Estava farto de suar e de sofrer e nunca consegui me afirmar. Mas digo-vos amigos, que não deixei de sofrer nem de suar. Imaginem-me no WC depois da operação às hemorroidas. Bolas!!! bem pior que um jogo de futebol!
Não costumo falar de futebol por aqui. Não fiz nenhuma profissão de fé, no entanto, apesar do minha conhecida paixão (conhecida pelos meus amigos, é claro), pelo futebol, existem especialistas para o fazer, muito mais habilitados do que eu. Mas de vez em quando falarei um pouco do tema. Hoje, tive curiosidade de saber os resultados dos quartos fa Taça e dei uma espreita à Ultima Hora do www.abola.pt. E li o seguinte:
Sobre o Belenenses x Estoril : o Belenenses junta-se a Benfica, FC Porto e Sporting de Braga nas meias-finais da Taça de Portugal, depois de muito sofrimento perante a aguerrida formação «canarinha».
Sobre o Benfica X Nacional: Taça de Portugal: Benfica sofre mas carimba «passaporte»
Sobre o Braga x Naval : Taça: Sp. Braga garante apuramento com vitória suada ante Naval
Sobre o Porto X Rio Ave: FC Porto firme na Taça de Portugal
Perante isto verifica-se que só o Porto não sofreu, nem suou. E foi por isto que eu deixei de jogar futebol. Estava farto de suar e de sofrer e nunca consegui me afirmar. Mas digo-vos amigos, que não deixei de sofrer nem de suar. Imaginem-me no WC depois da operação às hemorroidas. Bolas!!! bem pior que um jogo de futebol!
terça-feira, fevereiro 10, 2004
Será que são estúpidos ou precipitei-me?
As televisões, as rádios e os jornais ontem invadiram os lares, os ouvidos e as bancas, respectivamente, com mais um capítulo, da mídia-novela Casa Pia. Desta vez, e uma vez mais, em doses bem maiores que as já costumeiras notícias diárias (seriam 2 capítulos num só, assim como uma espécie de concorrência pelas audiências, sei lá...), a propósito da decisão do Sr. Juiz Rui Teixeira e do Sr. Advogado Ricardo Fernandes. Eu continuo a ver, escutar e a ler aquilo tudo e ninguém me tira da ideia (ideia fixa?) nem me ajuda a desmontar uma conclusão (precipitada?) que tenho / fiz quase desde o principio da história. Para mim, que me perdoem os ditos, temos os polícias de investigação criminal e os Juízes mais estúpidos do mundo. Vamos por partes.
a) Ningúem hoje duvida (posso afirmar ninguém, mesmo sem ter encomendado uma sondagem à UC ou à Marktest, ou, ou, ou...) de que algumas crianças, parece até que foram muitas mesmo, crianças da Casa Pia foram violadas, admoestadas ou assediadas sexualmente por adultos.
b) Parece, e ao que tudo indica é verdade, que esses adultos não são fantasmas, são pessoas de carne e osso e portanto, existem!
c) Estão presos neste âmbito uns 10 suspeitos, cujas prisões foram efectuadas após vários meses de investigação, testemunhos e outras provas que parece estarem ainda em segredo (por mim podem estar).
d) Com excepção de um tal Bibi, todos reclamam estar inocentes e além dos próprios todos os Advogados que os representam, acreditam e estão convictos que os seus clientes estão inocentes.
Sendo assim a minha conclusão, se calhar, não é precipitada. Somos mais de 10 milhões. Antes de se conhecer o primeiro suspeito, qualquer um destes dez milhões poderia ser suspeito... E a nossa polícia o que fez, caros amigos? E os nosso juízes o que estão fazer caros amigos? A investigar e a prender os talvez únicos 10 inocentes em todo este processo. Isso é que foi acertar na mouche hein? É preciso ser estúpido para ter tanta apontaria para errar!!!
As televisões, as rádios e os jornais ontem invadiram os lares, os ouvidos e as bancas, respectivamente, com mais um capítulo, da mídia-novela Casa Pia. Desta vez, e uma vez mais, em doses bem maiores que as já costumeiras notícias diárias (seriam 2 capítulos num só, assim como uma espécie de concorrência pelas audiências, sei lá...), a propósito da decisão do Sr. Juiz Rui Teixeira e do Sr. Advogado Ricardo Fernandes. Eu continuo a ver, escutar e a ler aquilo tudo e ninguém me tira da ideia (ideia fixa?) nem me ajuda a desmontar uma conclusão (precipitada?) que tenho / fiz quase desde o principio da história. Para mim, que me perdoem os ditos, temos os polícias de investigação criminal e os Juízes mais estúpidos do mundo. Vamos por partes.
a) Ningúem hoje duvida (posso afirmar ninguém, mesmo sem ter encomendado uma sondagem à UC ou à Marktest, ou, ou, ou...) de que algumas crianças, parece até que foram muitas mesmo, crianças da Casa Pia foram violadas, admoestadas ou assediadas sexualmente por adultos.
b) Parece, e ao que tudo indica é verdade, que esses adultos não são fantasmas, são pessoas de carne e osso e portanto, existem!
c) Estão presos neste âmbito uns 10 suspeitos, cujas prisões foram efectuadas após vários meses de investigação, testemunhos e outras provas que parece estarem ainda em segredo (por mim podem estar).
d) Com excepção de um tal Bibi, todos reclamam estar inocentes e além dos próprios todos os Advogados que os representam, acreditam e estão convictos que os seus clientes estão inocentes.
Sendo assim a minha conclusão, se calhar, não é precipitada. Somos mais de 10 milhões. Antes de se conhecer o primeiro suspeito, qualquer um destes dez milhões poderia ser suspeito... E a nossa polícia o que fez, caros amigos? E os nosso juízes o que estão fazer caros amigos? A investigar e a prender os talvez únicos 10 inocentes em todo este processo. Isso é que foi acertar na mouche hein? É preciso ser estúpido para ter tanta apontaria para errar!!!
Com cê ou sem cê
Sempre que alguém me pergunta o nome, para anotá-lo em um qualquer suporte, a pergunta é sacramental: "Com c ou sem c?".
Eu costumo escrever o meu nome sem cê. E costumo fazê-lo não porque embirre com o cê, mas apenas porque reparei que na minha certidão de nascimento o meu nome estava escrito sem cê. Ora a propósito da escrita do meu nome, dizia-me o Filpe Moura no Blog de Esquerda, que a escrita do meu nome com o cê era uma escrita datada (não sei se era piada ao predatado). Que desde há 50 anos se escreve sem cê. A crer nas palavras do Filipe Moura, que me parece ser um bom conhecedor da língua portuguesa (estou a falar da que se fala e se escreve em Portugal, já que por exemplo no Brasil, raramente tomei conhecimento de que o meu nome se escrevesse sem cê) alguém anda a ensinar pouco nas escolas " o Português". É que, não tenho nenhuma estatística que o comprove, tenho a certeza que a maioria das pessoas que me faz a tal pergunta sacramental tem menos de 50 anos. Já agora informo-vos que, a mim, também me ensinaram mal ou pelo menos não me corrigiram correctamente, passe a quase repetição, em tempo oportuno. É que eu não colocava acento no i, mas devo colocar. O meu nome é grave.
Sempre que alguém me pergunta o nome, para anotá-lo em um qualquer suporte, a pergunta é sacramental: "Com c ou sem c?".
Eu costumo escrever o meu nome sem cê. E costumo fazê-lo não porque embirre com o cê, mas apenas porque reparei que na minha certidão de nascimento o meu nome estava escrito sem cê. Ora a propósito da escrita do meu nome, dizia-me o Filpe Moura no Blog de Esquerda, que a escrita do meu nome com o cê era uma escrita datada (não sei se era piada ao predatado). Que desde há 50 anos se escreve sem cê. A crer nas palavras do Filipe Moura, que me parece ser um bom conhecedor da língua portuguesa (estou a falar da que se fala e se escreve em Portugal, já que por exemplo no Brasil, raramente tomei conhecimento de que o meu nome se escrevesse sem cê) alguém anda a ensinar pouco nas escolas " o Português". É que, não tenho nenhuma estatística que o comprove, tenho a certeza que a maioria das pessoas que me faz a tal pergunta sacramental tem menos de 50 anos. Já agora informo-vos que, a mim, também me ensinaram mal ou pelo menos não me corrigiram correctamente, passe a quase repetição, em tempo oportuno. É que eu não colocava acento no i, mas devo colocar. O meu nome é grave.
sábado, fevereiro 07, 2004
O dia da falta de inspiração
Hoje levantei-me à uma da tarde,
Porque hoje é Sábado.
A minha mulher, que não leu os livros da Anita
Foi-me levar a bica à cama,
Porque hoje é Sábado.
Não fiz a barba, não coloquei gravata, não vesti o meu fato de fazenda,
Não calcei sapato preto, não corri para Metro,
Porque hoje é Sábado.
O meu carro vai manter o lugar disputado do parque de estacionamento,
Mesmo junto à minha porta… não o tirarei de lá,
Porque hoje é Sábado.
Irei fazer o totoloto até às 20,
Porque hoje é Sábado.
Ainda vou poder dormir um soninho
(Antes de ir fazer o totoloto)
Porque tenho tempo e,
Porque hoje é Sábado.
Hoje só fumarei metade dos cigarros
Que costumo fumar,
Porque hoje é Sábado.
Mas beberei o dobro da cerveja, talvez o triplo
Do que costumo beber,
Porque hoje é Sábado.
Lerei o Expresso,
Porque hoje é Sábado.
Colocarei Bach ou Chopin no leitor
Sentar-me-ei no sofá
E abrirei um livro,
- Talvez Vinicius, preciso de reler o Dia da Criação -
Porque hoje é Sábado.
Ligarei mais logo a televisão
E assistirei a um jogo de futebol,
Porque hoje é Sábado.
Hoje não irei escrever no meu blog,
Porque hoje é Sábado.
Quando a noite for alta e os miúdos forem dormir,
Ir-nos-emos deitar os dois.
E iremos fazer amor,
Tranquilos,
Sem pensar que é tarde.
Hoje não há horários,
Porque hoje é Sábado.
Hoje levantei-me à uma da tarde,
Porque hoje é Sábado.
A minha mulher, que não leu os livros da Anita
Foi-me levar a bica à cama,
Porque hoje é Sábado.
Não fiz a barba, não coloquei gravata, não vesti o meu fato de fazenda,
Não calcei sapato preto, não corri para Metro,
Porque hoje é Sábado.
O meu carro vai manter o lugar disputado do parque de estacionamento,
Mesmo junto à minha porta… não o tirarei de lá,
Porque hoje é Sábado.
Irei fazer o totoloto até às 20,
Porque hoje é Sábado.
Ainda vou poder dormir um soninho
(Antes de ir fazer o totoloto)
Porque tenho tempo e,
Porque hoje é Sábado.
Hoje só fumarei metade dos cigarros
Que costumo fumar,
Porque hoje é Sábado.
Mas beberei o dobro da cerveja, talvez o triplo
Do que costumo beber,
Porque hoje é Sábado.
Lerei o Expresso,
Porque hoje é Sábado.
Colocarei Bach ou Chopin no leitor
Sentar-me-ei no sofá
E abrirei um livro,
- Talvez Vinicius, preciso de reler o Dia da Criação -
Porque hoje é Sábado.
Ligarei mais logo a televisão
E assistirei a um jogo de futebol,
Porque hoje é Sábado.
Hoje não irei escrever no meu blog,
Porque hoje é Sábado.
Quando a noite for alta e os miúdos forem dormir,
Ir-nos-emos deitar os dois.
E iremos fazer amor,
Tranquilos,
Sem pensar que é tarde.
Hoje não há horários,
Porque hoje é Sábado.
quinta-feira, fevereiro 05, 2004
Histórias de Cordel
Quando eu era garoto, passavam (e paravam também) cantadores e cantadeiras vendendo e cantando histórias, normalmente dramas do quotidiano, escrito em verso, daqueles "de ir às lágrimas". Vinham publicados num papel tipo jornal, isolados ou em conjuntos desdobráveis, dependendo se se queria (podia) gastar 2 ou 5 tostões. Aos poucos esta tradição foi-se perdendo em Portugal. Raramente os encontro - o último que conheci, o Ti Pica que era poeta popular e ferro-velho, morreu há anos. Entretanto, passou na TSF há dias, penso que da autoria do sr. Bispo de Leiria/Fátima(segundo informação que recolhi em bde.weblog.com.pt ) uns versos sob o pretexto da morte de Miklos Feher, que embora não seguindo a tipologia das histórias de cordel, quer na forma quer na métrica, o seu conteúdo me fez recordar esse tipo de escrita.
A minha amiga Elinês que está a fazer um doutoramento na PUC de S. Paulo, na área da Semiótica, a propósito de Ariano Suassuna, mostrou-me algumas obras de cordel, sendo que este tipo de escrita é um dos "ramos" (chamar-se-á assim?) da literatura brasileira, muito tipicamente Nordestina e que hoje em dia continua a ter divulgação, estudos académicos à sua volta e na qual importantes autores brasileiros fizeram algumas incursões.
Sem qualquer veleidade nem pretenciosismo também eu fiz a minha incursãozinha neste tipo de escrita. E saiu-me isto. Lá vai verso (com um título originalissimo):
O escândalo Casa Pia
A história que contarei
O final desconheço
Mas d'alguns passos que dei
Só tive o que eu mereço
mesmo pagando alto preço
Quase nada encontrei.
Prenderam-se mais de dez
Muitas vozes se levantaram
Jurando em juntos pés
Os Juízes criticaram,
O Carlos inocentaram,
De Portugal lés-a-lés.
Almoços e jantaradas
Entrevistas na TV.
Mas as crianças coitadas
(as vítimas, já se vê)
Poucos nelas têm fé
Querem-nas amordaçadas.
Tem coluna em jornal
Dá opinião a mulher
E fora do Tribunal
Bate no peito o chofer,
Que defendê-lo este quer
Mas logo se saiu mal.
Emocionados discursos
Na festa de aniversário
Gentes de altos recursos
Desfiando seu rosário
Não será tudo ao contrário?
Ou seremos todos ursos?
Tem apoio e muito afecto
Das gentes da televisão
E tem do (isto é secreto)
Papagaio, gato e cão.
Falta palhaço e anão,
Pr'ó circo estar completo.
Das crianças nem a voz
Podemos ouvir direito,
E digo cá entre nós
Se há coisa que não aceito
É não haver ninguém com jeito
Pr'a desatar estes nós.
Apesar de tanta luta
Ele inda'stá na gaiola,
Come bife, come fruta
Tem direito a ver a bola,
E vai tirar da cartola
A prova que o indulta.
Vamos ver como é que acaba
A coisa da pedofilia
Se é o Carlos quem paga
Ou se é a Casa Pia.
É coisa que me arrepia
Se a memória se apaga.
Quando eu era garoto, passavam (e paravam também) cantadores e cantadeiras vendendo e cantando histórias, normalmente dramas do quotidiano, escrito em verso, daqueles "de ir às lágrimas". Vinham publicados num papel tipo jornal, isolados ou em conjuntos desdobráveis, dependendo se se queria (podia) gastar 2 ou 5 tostões. Aos poucos esta tradição foi-se perdendo em Portugal. Raramente os encontro - o último que conheci, o Ti Pica que era poeta popular e ferro-velho, morreu há anos. Entretanto, passou na TSF há dias, penso que da autoria do sr. Bispo de Leiria/Fátima(segundo informação que recolhi em bde.weblog.com.pt ) uns versos sob o pretexto da morte de Miklos Feher, que embora não seguindo a tipologia das histórias de cordel, quer na forma quer na métrica, o seu conteúdo me fez recordar esse tipo de escrita.
A minha amiga Elinês que está a fazer um doutoramento na PUC de S. Paulo, na área da Semiótica, a propósito de Ariano Suassuna, mostrou-me algumas obras de cordel, sendo que este tipo de escrita é um dos "ramos" (chamar-se-á assim?) da literatura brasileira, muito tipicamente Nordestina e que hoje em dia continua a ter divulgação, estudos académicos à sua volta e na qual importantes autores brasileiros fizeram algumas incursões.
Sem qualquer veleidade nem pretenciosismo também eu fiz a minha incursãozinha neste tipo de escrita. E saiu-me isto. Lá vai verso (com um título originalissimo):
O escândalo Casa Pia
A história que contarei
O final desconheço
Mas d'alguns passos que dei
Só tive o que eu mereço
mesmo pagando alto preço
Quase nada encontrei.
Prenderam-se mais de dez
Muitas vozes se levantaram
Jurando em juntos pés
Os Juízes criticaram,
O Carlos inocentaram,
De Portugal lés-a-lés.
Almoços e jantaradas
Entrevistas na TV.
Mas as crianças coitadas
(as vítimas, já se vê)
Poucos nelas têm fé
Querem-nas amordaçadas.
Tem coluna em jornal
Dá opinião a mulher
E fora do Tribunal
Bate no peito o chofer,
Que defendê-lo este quer
Mas logo se saiu mal.
Emocionados discursos
Na festa de aniversário
Gentes de altos recursos
Desfiando seu rosário
Não será tudo ao contrário?
Ou seremos todos ursos?
Tem apoio e muito afecto
Das gentes da televisão
E tem do (isto é secreto)
Papagaio, gato e cão.
Falta palhaço e anão,
Pr'ó circo estar completo.
Das crianças nem a voz
Podemos ouvir direito,
E digo cá entre nós
Se há coisa que não aceito
É não haver ninguém com jeito
Pr'a desatar estes nós.
Apesar de tanta luta
Ele inda'stá na gaiola,
Come bife, come fruta
Tem direito a ver a bola,
E vai tirar da cartola
A prova que o indulta.
Vamos ver como é que acaba
A coisa da pedofilia
Se é o Carlos quem paga
Ou se é a Casa Pia.
É coisa que me arrepia
Se a memória se apaga.
Contos I
A disceptação teve o seu epílogo. Estava decidido. Como bom dendrófobo dirigir-me-ía para o deserto. Ele caminharia para os antípodas. Sentia-me fatigado de ser sempre apoucado nas minhas decisões. Assumiria de uma vez por todas o meu eremitismo. O badano, já cambado, haveria de suportar as duas ou três horas que me faltavam para chegar ao destino. Quando as adelfas e as carvalhinhas começaram a rarear nas margens do caminho, o dia abaçanava. A alimária alentecia e nem os golpes de butuca a fariam mover. Paramos. Coligi os escassos haveres, cobri-me com um bedém, com o qual me tinha abispado antes da partida, sentei-me ao velho jeito índio, pernas cruzadas uma sobre a outra e adormeci. A minha mente extenuada achapuçava-se de sonhos. Abentesmas albípedes cujas restantes partes corporais se não viam, bandarreavam no meu espírito deixando-me azabumbado. Como seria possível em lugar tão ermo me sentir cercado. Acordei abruptamente. Autócnes de aspecto boçal faziam a festa. Nunca na vida tinham deparado com tão alva tez. Com as mãos enrugadas esbarbavam-me o capote como que se inteirando da minha condição de real.
Bom depois eu conto o resto… Ainda vou na letra E e, o dicionário da língua portuguesa é enorme. As coisas que eu tenho aprendido nas horas vagam. Putz.
A disceptação teve o seu epílogo. Estava decidido. Como bom dendrófobo dirigir-me-ía para o deserto. Ele caminharia para os antípodas. Sentia-me fatigado de ser sempre apoucado nas minhas decisões. Assumiria de uma vez por todas o meu eremitismo. O badano, já cambado, haveria de suportar as duas ou três horas que me faltavam para chegar ao destino. Quando as adelfas e as carvalhinhas começaram a rarear nas margens do caminho, o dia abaçanava. A alimária alentecia e nem os golpes de butuca a fariam mover. Paramos. Coligi os escassos haveres, cobri-me com um bedém, com o qual me tinha abispado antes da partida, sentei-me ao velho jeito índio, pernas cruzadas uma sobre a outra e adormeci. A minha mente extenuada achapuçava-se de sonhos. Abentesmas albípedes cujas restantes partes corporais se não viam, bandarreavam no meu espírito deixando-me azabumbado. Como seria possível em lugar tão ermo me sentir cercado. Acordei abruptamente. Autócnes de aspecto boçal faziam a festa. Nunca na vida tinham deparado com tão alva tez. Com as mãos enrugadas esbarbavam-me o capote como que se inteirando da minha condição de real.
Bom depois eu conto o resto… Ainda vou na letra E e, o dicionário da língua portuguesa é enorme. As coisas que eu tenho aprendido nas horas vagam. Putz.
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
Casa Pia
Logo à noite o sr. Dr. Juiz dirá se o sr. apresentador sai ou não sai. Não sei se o sr. apresentador está inocente ou se é culpado. A única coisa que sei é que aos poucos eles vão saindo. Estou à espera do dia em que os garotos e garotas da Casa Pia sejam todos presos e julgados por andarem a "fazer aquelas coisas". Já faltou mais...
Logo à noite o sr. Dr. Juiz dirá se o sr. apresentador sai ou não sai. Não sei se o sr. apresentador está inocente ou se é culpado. A única coisa que sei é que aos poucos eles vão saindo. Estou à espera do dia em que os garotos e garotas da Casa Pia sejam todos presos e julgados por andarem a "fazer aquelas coisas". Já faltou mais...
quarta-feira, janeiro 28, 2004
Definições
Sem saudosismos. Não consigo evitar lembrar-me de coisas antigas. Não tenho poder sobre a mente. A propósito não sei de quê, lembrei-me de um antigo colega meu embarcadiço. A sua filha, na época com 10 anos de idade perguntou-lhe:
- Pai o que é um embarcadiço?
Sempre gostei de definições. Daquelas que a gente enuncia e sabe-se do que se está a falar. Óbvias. Sem ser necessário ter de se fazer um debate público para os grandes cérebros explicarem o que é que se queria dizer quando se disse.
- Filha, quando reparares numa pessoa que na sua caminhada pára em todas as montras e que sempre que passa uma senhora ele se vira para lhe olhar para o rabo, então esse senhor é um embarcadiço.
Eu não sou embarcadiço desde 1980. Raramente paro para olhar para as montras.
Sem saudosismos. Não consigo evitar lembrar-me de coisas antigas. Não tenho poder sobre a mente. A propósito não sei de quê, lembrei-me de um antigo colega meu embarcadiço. A sua filha, na época com 10 anos de idade perguntou-lhe:
- Pai o que é um embarcadiço?
Sempre gostei de definições. Daquelas que a gente enuncia e sabe-se do que se está a falar. Óbvias. Sem ser necessário ter de se fazer um debate público para os grandes cérebros explicarem o que é que se queria dizer quando se disse.
- Filha, quando reparares numa pessoa que na sua caminhada pára em todas as montras e que sempre que passa uma senhora ele se vira para lhe olhar para o rabo, então esse senhor é um embarcadiço.
Eu não sou embarcadiço desde 1980. Raramente paro para olhar para as montras.
segunda-feira, janeiro 26, 2004
Miklos Féher
Miklos Féher morreu, ontem, em campo. Depois de sorrir. Acho que hoje quase todos os blogs falam no tema. Eu também chorei a sua morte. Como benfiquista, como desportista e como ser humano. Não tenho estrutrura para continuar a ler ou ouvir mais nada sobre o que aconteceu. Este é o meu minuto de silêncio!
Miklos Féher morreu, ontem, em campo. Depois de sorrir. Acho que hoje quase todos os blogs falam no tema. Eu também chorei a sua morte. Como benfiquista, como desportista e como ser humano. Não tenho estrutrura para continuar a ler ou ouvir mais nada sobre o que aconteceu. Este é o meu minuto de silêncio!
sábado, janeiro 24, 2004
Eternas Ondas
Quanto tempo temos antes de voltarem
Aquelas ondas
Que vieram como gotas em silêncio
Tão furioso
Derrubando homens entre outros animais
Devastando a sede desses matagais
Devorando árvores, pensamentos
Seguindo a linha
Do que foi escrito pelo mesmo lábio
Tão furioso
E se teu amigo vento não te procurar
É porque multidões ele foi arrastar.
Zé Ramalho in Encontros II com Elba Ramalho
Quanto tempo temos antes de voltarem
Aquelas ondas
Que vieram como gotas em silêncio
Tão furioso
Derrubando homens entre outros animais
Devastando a sede desses matagais
Devorando árvores, pensamentos
Seguindo a linha
Do que foi escrito pelo mesmo lábio
Tão furioso
E se teu amigo vento não te procurar
É porque multidões ele foi arrastar.
Zé Ramalho in Encontros II com Elba Ramalho
sexta-feira, janeiro 23, 2004
Durão e Schwarzenegger
Hoje é dia de greve na função pública. Mais uma greve na função pública, portanto, mais uma greve em Portugal. Se a greve fosse banalizada, isto é, se sempre que os trabalhadores de Portugal tivessem razões contra esta governação decidissem fazer greve, este País teria 365 dias de greve por ano. Ou mais, já que este ano é bissesto. Eu tenho feito muitas amizades no Brasil através dos programas de chat da Internet. Sempre que um desses amigos ou amigas me fala da desgovernação do seu país, salta-me à face um sorriso meio amarelo. Com uma dimensão superior à Europa e 170 milhões de habitantes é uma nau grande demais para ser bem comandada. E fico a pensar que só o Estado de S. Paulo tem 35 milhões de habitantes e que a cidade tem mais de 12 milhões. Quero dizer na minha, que os governantes portugueses nem para presidente da câmara (perfeito, como dizem os meus amigos lá no Brasil) de S. Paulo serviriam, quanto mais para governar um País como o Brasil. Ah amigos brasileiros e falam vocês mal dos vossos governantes! Não me façam rir. Não querem exportá-los para cá e levar de cá os que nós temos? Que grande favor nos fariam.
A Califórnia nos EUA tem mais de 34 milhões de habitantes. Têm um terrirorio mais de 2 vezes superior ao de Portugal. Tem como governador o sr. Arnold Shwarzeneger. Sr. Dr. Durão Barroso, não quererá o senhor dedicar-se ao cinema?
Hoje é dia de greve na função pública. Mais uma greve na função pública, portanto, mais uma greve em Portugal. Se a greve fosse banalizada, isto é, se sempre que os trabalhadores de Portugal tivessem razões contra esta governação decidissem fazer greve, este País teria 365 dias de greve por ano. Ou mais, já que este ano é bissesto. Eu tenho feito muitas amizades no Brasil através dos programas de chat da Internet. Sempre que um desses amigos ou amigas me fala da desgovernação do seu país, salta-me à face um sorriso meio amarelo. Com uma dimensão superior à Europa e 170 milhões de habitantes é uma nau grande demais para ser bem comandada. E fico a pensar que só o Estado de S. Paulo tem 35 milhões de habitantes e que a cidade tem mais de 12 milhões. Quero dizer na minha, que os governantes portugueses nem para presidente da câmara (perfeito, como dizem os meus amigos lá no Brasil) de S. Paulo serviriam, quanto mais para governar um País como o Brasil. Ah amigos brasileiros e falam vocês mal dos vossos governantes! Não me façam rir. Não querem exportá-los para cá e levar de cá os que nós temos? Que grande favor nos fariam.
A Califórnia nos EUA tem mais de 34 milhões de habitantes. Têm um terrirorio mais de 2 vezes superior ao de Portugal. Tem como governador o sr. Arnold Shwarzeneger. Sr. Dr. Durão Barroso, não quererá o senhor dedicar-se ao cinema?
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Não sei se estou chateado se feliz
Hoje acordei com sono. Raramente acordo com sono. Se tenho sono, normalmente não acordo. Se acordo, normalmente é porque não tenho mais sono. Mas hoje acordei e ainda tinha sono. Deveria ter ficado a dormir? Fiz essa pergunta a mim próprio desde que me levantei até que saí de casa. Estava a escovar os dentes, pousei o cotovelo sobre a bancada da bacia e com o som da água a correr adormeci. Devo ter acordado algumas décimas de segundo depois sem saber porque estaria de escova de dentes na mão e ajoelhado em frente à bacia. A fazer a barba cortei-me. Ou estava distraído ou também adormeci a fazer a barba. Ainda pensei voltar a deitar-me, mas se eu já tinha acordado para quê ir para a cama de novo? Para dormir? Então porque me levantei? Quando saí de casa deparei que tinha um pneu vazio. Bolas! Um furo. Porque não fiquei na cama? Mas podia ser pior. O meu carro tem quatro rodas (cinco, mas a última é a que safa o furo numa das outras). Imaginem se eu tivesse 4 furos? Podia ser pior. Isso deu-me ânimo. Afinal porque ficar chateado se era apenas uma roda que eu teria de trocar? Entrei no carro e mal coloquei a chave na ignição o computador de bordo avisou-me "Luz de travagem direita com avaria". Mais uma? Não bastava o furo? Depois pensei... podia ser pior... afinal este carro tem mais de uma duzia de luzes ou duas duzias mesmo. Amanhã vou trocá-la. Não costumo deixar para amanhã o que posso fazer hoje. Só que hoje eu não podia ter ido trocar a luz, por isso fica mesmo para amanhã. O meu computador avariou anteontem. Hoje o disco foi para a IBM para ver qual é a avaria. O disco ainda está em garantia, por isso foi para arranjo. Se nao estivesse eu teria mandado colocar um novo de imediato. Deverá ficar por lá um mês. Depois vão dizer-me que não tem conserto e vão dar-me um novo. Entretanto vai lá ficar um mês em repouso. Aqui não sei se poderia ser pior. Resta-me a satisfação de que haja o que houver não vou pagar, porque está na garantia. (Outro dia escrevo aqui quanto é que os gajos me levaram. Vão dizer que a culpa foi minha. Talvez eu não devesse ter usado o disco não acham? Assim ele não avariava e se avariasse eu não teria a culpa, com certeza, porque não o tinha usado). Ontem cai do sofá. Tenho uma dor na zona renal que nem me aguento. Pelo menos não parti uma perna. Sejamos optimistas. Essa dor vai passar mais hora, menos hora. Podia ser pior. Hoje mesmo tive conhecimento que a mulher de um amigo meu lhe pôs os cornos e fugiu com um ukraniano para Espanha. Pois é podia ser pior mesmo! Daqui a pouco vou-me deitar. Ainda estou com sono.
Hoje acordei com sono. Raramente acordo com sono. Se tenho sono, normalmente não acordo. Se acordo, normalmente é porque não tenho mais sono. Mas hoje acordei e ainda tinha sono. Deveria ter ficado a dormir? Fiz essa pergunta a mim próprio desde que me levantei até que saí de casa. Estava a escovar os dentes, pousei o cotovelo sobre a bancada da bacia e com o som da água a correr adormeci. Devo ter acordado algumas décimas de segundo depois sem saber porque estaria de escova de dentes na mão e ajoelhado em frente à bacia. A fazer a barba cortei-me. Ou estava distraído ou também adormeci a fazer a barba. Ainda pensei voltar a deitar-me, mas se eu já tinha acordado para quê ir para a cama de novo? Para dormir? Então porque me levantei? Quando saí de casa deparei que tinha um pneu vazio. Bolas! Um furo. Porque não fiquei na cama? Mas podia ser pior. O meu carro tem quatro rodas (cinco, mas a última é a que safa o furo numa das outras). Imaginem se eu tivesse 4 furos? Podia ser pior. Isso deu-me ânimo. Afinal porque ficar chateado se era apenas uma roda que eu teria de trocar? Entrei no carro e mal coloquei a chave na ignição o computador de bordo avisou-me "Luz de travagem direita com avaria". Mais uma? Não bastava o furo? Depois pensei... podia ser pior... afinal este carro tem mais de uma duzia de luzes ou duas duzias mesmo. Amanhã vou trocá-la. Não costumo deixar para amanhã o que posso fazer hoje. Só que hoje eu não podia ter ido trocar a luz, por isso fica mesmo para amanhã. O meu computador avariou anteontem. Hoje o disco foi para a IBM para ver qual é a avaria. O disco ainda está em garantia, por isso foi para arranjo. Se nao estivesse eu teria mandado colocar um novo de imediato. Deverá ficar por lá um mês. Depois vão dizer-me que não tem conserto e vão dar-me um novo. Entretanto vai lá ficar um mês em repouso. Aqui não sei se poderia ser pior. Resta-me a satisfação de que haja o que houver não vou pagar, porque está na garantia. (Outro dia escrevo aqui quanto é que os gajos me levaram. Vão dizer que a culpa foi minha. Talvez eu não devesse ter usado o disco não acham? Assim ele não avariava e se avariasse eu não teria a culpa, com certeza, porque não o tinha usado). Ontem cai do sofá. Tenho uma dor na zona renal que nem me aguento. Pelo menos não parti uma perna. Sejamos optimistas. Essa dor vai passar mais hora, menos hora. Podia ser pior. Hoje mesmo tive conhecimento que a mulher de um amigo meu lhe pôs os cornos e fugiu com um ukraniano para Espanha. Pois é podia ser pior mesmo! Daqui a pouco vou-me deitar. Ainda estou com sono.
quinta-feira, janeiro 08, 2004
Brasil VI
Aki Ki Nois Bebe! Estava escrito numa daquelas plaquinhas que a gente pode colocar num barzinho (essa eu vi numa loja de artesanato). Não nos fizemos rogados.. Dona Maria José, e agora também Srª Drª Anabela (minha médica de família), saltem este pedacinho do blog. E tu também Anabela Veiga, não leias agora. Mas a gente ao ler aquele cartaz não nos fizemos rogados. No balanço final quer eu quer o Artur devemos ter bebido uns 30 litros de cerveja cada um. A propósito Artur vamos a uma Bohemia? Só que eu levei comigo o Prevacol. Olha lá Drª Helena Peixoto, quando é que vais receitar uma coisinha dessas ao Artur? O moço tá sempre com medo de beber por causa do colesterol. Aki Ki Nois Bebe! mas também nunca mijei tanto na vida!!!! Bem que podia ter comprado uma plaquinha a dizer Aki Ki Nois Mija para colocar no WC.
Aki Ki Nois Bebe! Estava escrito numa daquelas plaquinhas que a gente pode colocar num barzinho (essa eu vi numa loja de artesanato). Não nos fizemos rogados.. Dona Maria José, e agora também Srª Drª Anabela (minha médica de família), saltem este pedacinho do blog. E tu também Anabela Veiga, não leias agora. Mas a gente ao ler aquele cartaz não nos fizemos rogados. No balanço final quer eu quer o Artur devemos ter bebido uns 30 litros de cerveja cada um. A propósito Artur vamos a uma Bohemia? Só que eu levei comigo o Prevacol. Olha lá Drª Helena Peixoto, quando é que vais receitar uma coisinha dessas ao Artur? O moço tá sempre com medo de beber por causa do colesterol. Aki Ki Nois Bebe! mas também nunca mijei tanto na vida!!!! Bem que podia ter comprado uma plaquinha a dizer Aki Ki Nois Mija para colocar no WC.
Regresso III
Quando os meus filhotes eram pequenos ofereceram-lhe 2 tartaruguinhas de aquário. Não pesariam mais de 20 gramas cada uma. Até hoje têm sido alimentadas a camarão. A fêmea pesa mais de 1 kg e o macho mais de 600g. Nesse cantinho onde eu estive os frutos do mar são reis. Fui alimentado quase a camarão. Frito e panado com farinha de mandioca, com flocos de milho, com coco ralado. Em combinação com queijo ou simplesmente cozidos em água. Em caldeirada (eles não chamam assim, mas esqueci o nome) ou numa Moqueca maravilhosa, nunca comi camarão tantas vezes seguidas na minha vida. estou aqui que nem uma tartaruga (macho, claro). Devo pesar bem mais uns 600 gramas. Mas quando regressei os meus velhotes convidaram-me para almoçar. Não, não. Não foi camarão. Foi um belo de um Cozido à Portuguesa. Obrigadinho Augusto e Crisaldinha meus amores.
Quando os meus filhotes eram pequenos ofereceram-lhe 2 tartaruguinhas de aquário. Não pesariam mais de 20 gramas cada uma. Até hoje têm sido alimentadas a camarão. A fêmea pesa mais de 1 kg e o macho mais de 600g. Nesse cantinho onde eu estive os frutos do mar são reis. Fui alimentado quase a camarão. Frito e panado com farinha de mandioca, com flocos de milho, com coco ralado. Em combinação com queijo ou simplesmente cozidos em água. Em caldeirada (eles não chamam assim, mas esqueci o nome) ou numa Moqueca maravilhosa, nunca comi camarão tantas vezes seguidas na minha vida. estou aqui que nem uma tartaruga (macho, claro). Devo pesar bem mais uns 600 gramas. Mas quando regressei os meus velhotes convidaram-me para almoçar. Não, não. Não foi camarão. Foi um belo de um Cozido à Portuguesa. Obrigadinho Augusto e Crisaldinha meus amores.
Regresso II
Comprei biquinis para a Anita e bermudas para o João. Também comprei uns shortinhos que era pressuposto serem para a minha afilhada. Desculpa Ruiva mas não vão ser porque não levei as tuas medidas e não te servem. Além disso não tem a bandeira do Brasil no bolso de trás. Mas não fiques triste. A Anita já tem instruções para no mês que vem te comprar uns lá no Recife. O padrinho paga tá linda? Falar em biquinis, eu comprei por 19 reais. Tendo em conta que o Real está numa relação de 1 Euro para cada 3,2 Reais e tendo em conta também que a Anita comprou no Verão passado um de igual qualidade aqui por 50 Euros, quem é que se anda a abotoar assim tão descaradamente?
Comprei biquinis para a Anita e bermudas para o João. Também comprei uns shortinhos que era pressuposto serem para a minha afilhada. Desculpa Ruiva mas não vão ser porque não levei as tuas medidas e não te servem. Além disso não tem a bandeira do Brasil no bolso de trás. Mas não fiques triste. A Anita já tem instruções para no mês que vem te comprar uns lá no Recife. O padrinho paga tá linda? Falar em biquinis, eu comprei por 19 reais. Tendo em conta que o Real está numa relação de 1 Euro para cada 3,2 Reais e tendo em conta também que a Anita comprou no Verão passado um de igual qualidade aqui por 50 Euros, quem é que se anda a abotoar assim tão descaradamente?
Brasil IV
Eu não conhecia o Albano. Nem sei o que eu estava perdendo. É um fixe (um cara legal). Não sei se hei-de falar nota 10 como se usa lá ou se hei-de dar nota 1000 como eu sinto. Ele não é só um empresário de sucesso. Ele é um sucesso de pessoa. Dificil eu falar de um cara assim sem me comover. Em 10 dias fui 3 vezes à Ilha do Mel (talvez mais que 90% dos Parananguaras), graças a você Albano. Falar da Ilha do Mel é dificil em apenas 3 visitas, mas posso dizer que estive perto do Paraíso. Quase me esqueci que tenho uma hérnia discal e que a minha dor ciática atacava ao anoitecer. Mas durante o dia era para disfrutar mesmo. Mas não vou contar para ninguém como consegui subir e descer o Morro do Sabão. Acho que só Deus sabe tratar de uma hérnia. O montão de tratamentos que eu já fiz, o montão de soluções a que eu já recorri e não paro de coxear. E como foi que subi e desci aquele Morro?
Eu não conhecia o Albano. Nem sei o que eu estava perdendo. É um fixe (um cara legal). Não sei se hei-de falar nota 10 como se usa lá ou se hei-de dar nota 1000 como eu sinto. Ele não é só um empresário de sucesso. Ele é um sucesso de pessoa. Dificil eu falar de um cara assim sem me comover. Em 10 dias fui 3 vezes à Ilha do Mel (talvez mais que 90% dos Parananguaras), graças a você Albano. Falar da Ilha do Mel é dificil em apenas 3 visitas, mas posso dizer que estive perto do Paraíso. Quase me esqueci que tenho uma hérnia discal e que a minha dor ciática atacava ao anoitecer. Mas durante o dia era para disfrutar mesmo. Mas não vou contar para ninguém como consegui subir e descer o Morro do Sabão. Acho que só Deus sabe tratar de uma hérnia. O montão de tratamentos que eu já fiz, o montão de soluções a que eu já recorri e não paro de coxear. E como foi que subi e desci aquele Morro?
Brasil II
Pela primeira vez fui ao Brasil. Estive numa cidade pequena chamada Paranaguá no Paraná. Cidade calma de gente muito simpática. Falam que o Brasil é inseguro e violento. Graças a Deus esse Paranaguá (ainda) tá fora. Regressei ontem, o meu filho foi para o Técnico e pelo caminho em pleno Metro tentaram roubar-lhe o portátil. Brasil? Não! Portugal!!!!!!
Pela primeira vez fui ao Brasil. Estive numa cidade pequena chamada Paranaguá no Paraná. Cidade calma de gente muito simpática. Falam que o Brasil é inseguro e violento. Graças a Deus esse Paranaguá (ainda) tá fora. Regressei ontem, o meu filho foi para o Técnico e pelo caminho em pleno Metro tentaram roubar-lhe o portátil. Brasil? Não! Portugal!!!!!!
sábado, dezembro 20, 2003
Cidade do Cagalhão
Não vou falar das outras cidades. É nesta que me movimento, srª D. Maria Emilia.. É na cidade de Almada que faço a minha vida, Srª D. Maria Emilía. Talvez a senhora só se movimente a pé quando acompanha tudo quanto é autoridade governamental para fazer inaugurações. Mas eu, srª D. Maria Emília não tenho carro com motorista de serviço para me deixar onde eu quero e por isso tenho de me deslocar a pé. Mas esse não é o mal.. O mal é o meu pescoço e a minha cabeça srª D. Maria Emília. Pode perguntar o que têm os seus pés a ver com o pescoço e com a cabeça? Então eu explico srª D. Maria Emília... é que eu não consigo andar a pé em Almada sem andar a olhar para o chão.. nem imagina quanto iso me dá cabo do meu já bem mal tratado pescoço. Não, não tenho medo de mostra a cara srª D. Marai Emília... tenho os impostos em dia! Só que ao contrário de outras pessoas, não posso afirmar "Saio à rua de cabeça levantada". É que se o fizer acabo por pisar tudo quanto é cagalhão de cachorro por essas ruas de Almada. (Já agora a titulo de parêntesis lhe digo que me queixo da cabeça, porque este meu movimento de andar sempre a olhar para o chão não me deixa ver os postes de electricidade nem os sinais de transito, e vai daí ... é cada galo na cabeça). Pois srª D. Maria Emília, a srª até pode argumentar que não são os seus cãezinhos que cagam na rua. Pois bem. Mas os meus é que não são, porque eu nem tenho cães. Também lhe posso afirmar, sem qualquer possibilidade de ser desmentido, que eu não sou Presidente da Câmara. A srª D. Maria Emília é que é. Se não há leis que obriguem os donos dos cachorrinhos a limpar a merda que eles fazem, então srª D. Maria Emília, mande limpar os passeios. E todos os dias, não é só quando há inaugurações (ou eleições), entende? Mas se há leis, faça cumpri-las. Eu é que já não aguento mais as dores de pescoço!!!
PS. 1. Hoje tive a infeliz ideia de levantar a cabeça para cumprimentar na rua um dos seus vereadores, meu conhecido. Resultado: Caguei os sapatos!
PS. 2. Este recado é também para o sr. Alfredo Monteiro. É que, apesar de eu fazer praticamente toda a minha vida diária no concelho de Almada, resido no do Seixal. E, sr. Alfredo Monteiro, sorte minha eu não conhecer nenhum vereador do seu elenco. Já viu quantas vezes eu teria de limpar a merda dos pés por dia?
Não vou falar das outras cidades. É nesta que me movimento, srª D. Maria Emilia.. É na cidade de Almada que faço a minha vida, Srª D. Maria Emilía. Talvez a senhora só se movimente a pé quando acompanha tudo quanto é autoridade governamental para fazer inaugurações. Mas eu, srª D. Maria Emília não tenho carro com motorista de serviço para me deixar onde eu quero e por isso tenho de me deslocar a pé. Mas esse não é o mal.. O mal é o meu pescoço e a minha cabeça srª D. Maria Emília. Pode perguntar o que têm os seus pés a ver com o pescoço e com a cabeça? Então eu explico srª D. Maria Emília... é que eu não consigo andar a pé em Almada sem andar a olhar para o chão.. nem imagina quanto iso me dá cabo do meu já bem mal tratado pescoço. Não, não tenho medo de mostra a cara srª D. Marai Emília... tenho os impostos em dia! Só que ao contrário de outras pessoas, não posso afirmar "Saio à rua de cabeça levantada". É que se o fizer acabo por pisar tudo quanto é cagalhão de cachorro por essas ruas de Almada. (Já agora a titulo de parêntesis lhe digo que me queixo da cabeça, porque este meu movimento de andar sempre a olhar para o chão não me deixa ver os postes de electricidade nem os sinais de transito, e vai daí ... é cada galo na cabeça). Pois srª D. Maria Emília, a srª até pode argumentar que não são os seus cãezinhos que cagam na rua. Pois bem. Mas os meus é que não são, porque eu nem tenho cães. Também lhe posso afirmar, sem qualquer possibilidade de ser desmentido, que eu não sou Presidente da Câmara. A srª D. Maria Emília é que é. Se não há leis que obriguem os donos dos cachorrinhos a limpar a merda que eles fazem, então srª D. Maria Emília, mande limpar os passeios. E todos os dias, não é só quando há inaugurações (ou eleições), entende? Mas se há leis, faça cumpri-las. Eu é que já não aguento mais as dores de pescoço!!!
PS. 1. Hoje tive a infeliz ideia de levantar a cabeça para cumprimentar na rua um dos seus vereadores, meu conhecido. Resultado: Caguei os sapatos!
PS. 2. Este recado é também para o sr. Alfredo Monteiro. É que, apesar de eu fazer praticamente toda a minha vida diária no concelho de Almada, resido no do Seixal. E, sr. Alfredo Monteiro, sorte minha eu não conhecer nenhum vereador do seu elenco. Já viu quantas vezes eu teria de limpar a merda dos pés por dia?
terça-feira, dezembro 02, 2003
sexta-feira, novembro 28, 2003
sexta-feira, novembro 21, 2003
Facturas e IRS
O Governo tem gasto uma fortuna em publicidade a incentivar-nos a pedir facturas. Se todos pagarem... até aqui tudo bem. Mas e o que ganhamos nós meros contribuintes? Estádios de futebol???????
Hoje estive a fazer um exercício de masoquismo. Peguei num guia fiscal e vi que tenho o direito de abater à colecta 30% das despesas escolares que faço anualmente com os meus filhos, num máximo de 570 Euros. Mas eu tenho dois filhos a estudar na universidade... E pago pelos dois só em propinas 1704 Euros. Ora, feitas as contas, 30% deste valor é exactamente 511,20 Euros. Pois! Quer dizer, só com as propinas quase que atinjo o benefício fiscal. E pergunto o que vou fazer às dezenas (até hoje contei 79) facturas das despesas que os miudos fazem na escola? É que nem para limpar o c... servem. Porque o valor é grande mas o papel é pequeno. Que grande incentivo!!!! Para o ano que vem, estou-me cagando.. Não há facturas para ninguem. Ou há moralidade ou comem todos! Ao menos que uma vez na vida seja eu a f... o Governo!.
O Governo tem gasto uma fortuna em publicidade a incentivar-nos a pedir facturas. Se todos pagarem... até aqui tudo bem. Mas e o que ganhamos nós meros contribuintes? Estádios de futebol???????
Hoje estive a fazer um exercício de masoquismo. Peguei num guia fiscal e vi que tenho o direito de abater à colecta 30% das despesas escolares que faço anualmente com os meus filhos, num máximo de 570 Euros. Mas eu tenho dois filhos a estudar na universidade... E pago pelos dois só em propinas 1704 Euros. Ora, feitas as contas, 30% deste valor é exactamente 511,20 Euros. Pois! Quer dizer, só com as propinas quase que atinjo o benefício fiscal. E pergunto o que vou fazer às dezenas (até hoje contei 79) facturas das despesas que os miudos fazem na escola? É que nem para limpar o c... servem. Porque o valor é grande mas o papel é pequeno. Que grande incentivo!!!! Para o ano que vem, estou-me cagando.. Não há facturas para ninguem. Ou há moralidade ou comem todos! Ao menos que uma vez na vida seja eu a f... o Governo!.
terça-feira, novembro 11, 2003
SONETANDO NA BRISA
Sentir o sopro de teu ar, me inebria,
Como uma brisa ligeira de perfume,
Num misto de canela, ardente em lume
No teu corpo cor da minha fantasia.
Essa tez, esse sorriso, essa brandura
Essa calma, prazenteiro o teu olhar,
Simpatia que inspira o meu cantar
Olho-te doce, de sugar tua doçura.
Estão tão perto e tão longe de poder
Te desejar. Temos cada um a nossa margem,
Com um rio cheio de razões a separar.
Sei que um dia o tempo irá fazer morrer,
Este desejo. Então, resta uma aragem
Para acariciar meu sonho ao acordar.
(Dedicado a Aragem.. se não fosse patético poderia ser poético)
Sentir o sopro de teu ar, me inebria,
Como uma brisa ligeira de perfume,
Num misto de canela, ardente em lume
No teu corpo cor da minha fantasia.
Essa tez, esse sorriso, essa brandura
Essa calma, prazenteiro o teu olhar,
Simpatia que inspira o meu cantar
Olho-te doce, de sugar tua doçura.
Estão tão perto e tão longe de poder
Te desejar. Temos cada um a nossa margem,
Com um rio cheio de razões a separar.
Sei que um dia o tempo irá fazer morrer,
Este desejo. Então, resta uma aragem
Para acariciar meu sonho ao acordar.
(Dedicado a Aragem.. se não fosse patético poderia ser poético)
quinta-feira, outubro 30, 2003
JOGRAFA
Em Janeiro de 2002, conheci Graça Falcão, uma artista plástica baiana que vive em Portugal. Das obras que pude observar, pese embora eu saiba que ela produz outras com outras características, retive o seu carácter quase abstracto. Para um leigo em arte, como eu, cada obra vale pelo que se gosta dela. Eu gostei da abstracção dos quadros e nem tão pouco os nomes das obras me conseguiram relacioná-los com as imagens. Quis fazer um ensaio semehante e eu que não sei pintar, resolvi pintar um poema. O título em si não o relacionaria com o texto e essa era a minha abstracção. Jociane, uma amiga minha, também brasileira e professora de literatura costuma fazer comigo jogo de adivinhas. Sempre que lhe escrevo ela costuma perguntar-me se sabe onde e quais as figuras de estilo que eu utilizei. Para ti minha querida Jociane (vais ter de descobrir quais...) e para ti minha querida Graça, este pequeno texto.
Jografa
Quis pintar essa rajada de vento de outra cor.
Fiquei na dúvida... Não me lembro que cor tinha antes.
Fiquei ébrio com odor daquele fá sustenido saído das ondas.
Apenas não me lembro do cheiro.
Não vi o som que brotava mas que me invadiu.
Que distracção a minha. Como poderei agarrá-lo de novo?
Toquei no nada, mas ele já lá não estava.
Raiva! Porque fugiu de mim? Era tão quente!
Amei o mar e do acto nasceu uma sereia,
Consigo ouvir o som dela, mas não a consigo tocar.
É igual ao fá sustenido, só que cheira a pôr do Sol.
Não. O cheiro não é o mesmo, mas tem o calor do nada.
Já sei! Vou pintar a rajada de azul...
É da cor do mar e depois... depois vou fazer amor com ela.
Em Janeiro de 2002, conheci Graça Falcão, uma artista plástica baiana que vive em Portugal. Das obras que pude observar, pese embora eu saiba que ela produz outras com outras características, retive o seu carácter quase abstracto. Para um leigo em arte, como eu, cada obra vale pelo que se gosta dela. Eu gostei da abstracção dos quadros e nem tão pouco os nomes das obras me conseguiram relacioná-los com as imagens. Quis fazer um ensaio semehante e eu que não sei pintar, resolvi pintar um poema. O título em si não o relacionaria com o texto e essa era a minha abstracção. Jociane, uma amiga minha, também brasileira e professora de literatura costuma fazer comigo jogo de adivinhas. Sempre que lhe escrevo ela costuma perguntar-me se sabe onde e quais as figuras de estilo que eu utilizei. Para ti minha querida Jociane (vais ter de descobrir quais...) e para ti minha querida Graça, este pequeno texto.
Jografa
Quis pintar essa rajada de vento de outra cor.
Fiquei na dúvida... Não me lembro que cor tinha antes.
Fiquei ébrio com odor daquele fá sustenido saído das ondas.
Apenas não me lembro do cheiro.
Não vi o som que brotava mas que me invadiu.
Que distracção a minha. Como poderei agarrá-lo de novo?
Toquei no nada, mas ele já lá não estava.
Raiva! Porque fugiu de mim? Era tão quente!
Amei o mar e do acto nasceu uma sereia,
Consigo ouvir o som dela, mas não a consigo tocar.
É igual ao fá sustenido, só que cheira a pôr do Sol.
Não. O cheiro não é o mesmo, mas tem o calor do nada.
Já sei! Vou pintar a rajada de azul...
É da cor do mar e depois... depois vou fazer amor com ela.
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