Bom dia!
" A abelha foi apanhada pela chuva: vergastadas, impulsos, fios do aguaceiro a enredá-la, golpes de vento a ferirem-lhe o voo. Deu com as asas em terra e uma bátega mais forte espezinhou-a. Arrastou-se no saibro, debateu-se ainda, mas a voragem acabou por levá-la com as folhas mortas"
Carlos de Oliveira, Uma Abelha na Chuva
Acordei chovido. Não vejo as abelhas, nem as formigas, nem os passáros. Céus por favor mandem-me uma andorinha. Quero planar na tua liberdade.
domingo, abril 18, 2004
Perspectivas
Publiquei anteriormente uma postagem com uma fotografia de umas colunas, em que se olhando sobre determinada perspectiva parecia que as colunas eram cilíndricas, mas o desenho fora concebido para também poderem ser vistas como tivessem a forma de paralelepípedo.
Lembrei-me da perspectiva de quem olha para uma garrafa meia de whisky, que se for o dono da mesma pensa que já está meia vazia, se for o convidado, que ainda estará meia cheia. O meu pai na brincadeira sempre que completa um ano de aniversário costuma dizer, eu ainda só tenho 74 anos. Aqui o Joaquim é que já tem 74.
Poderia dar imensos exemplos, mas não foi para dar exemplos que decidi escrever este texto. Ontem à noite encontrei no café o Zacarias (nome fictício, como hoje é costume escrever nos jornais, como se tivessem escrito o nome próprio a gente viesse a saber quem é… coisas da moda), dizia eu o Zacarias. Depois do abraço, e do oh pá há tanto tempo que não te via etc. e tal, perguntei-lhe pela família e como ia o casamento. Ao que ele me contou a deliciosa história que reproduzo:
A semana passada surpreendi a minha mulher em casa na cama com outro... Devagar fui à sala buscar uma pistola que costumo ter escondida numa gaveta, com a intenção de matar os dois… parei para pensar e fui percebendo como a minha vida de casado tinha melhorado nos últimos tempos. A minha mulher já me não pedia dinheiro para comprar carne, aliás, nem para comprar vestidos, jóias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia nova ou uma sandalinha da moda. Os meus filhos mudaram da escola oficial para o externato mais fino lá da zona. Só para veres, ela trocou de carro, apesar de eu estar há quatro anos sem aumento e ter decidido dar um corte radical na mesada que lhe costumava dar. Quanto a despensa recheada nem se fala. Lá em casa nunca tivemos tanta fartura quanto ultimamente. E as contas da luz, água, gás, telefone, internet, telemóvel e cartão de crédito, faz tempo que ela não me pede um tostão e está sempre tudo pago. A verdade é a que a minha mulher está mesmo um avião, a gaja nunca esteve tão boa nem tão apresentável em toda a vida dela.
Resolvi guardar de novo a arma. Saí, pé ante pé para não incomodar nenhum deles e, escada a baixo, vim a pensar sozinho: O tipo paga o empréstimo da casa ao banco, o supermercado, a escola das crianças, as contas da casa, o carro, o shopping, todas as despesas e eu ainda vou para cama com ela todos os dias... Concluí, meu caro Pre, que o corno afinal é ele pá.
Demos aquela bacalhauzada, despedimo-nos, então até à próxima Zac e agora quem saiu, devagarinho, a pensar fui eu, ‘perspectivas, pá’.
Publiquei anteriormente uma postagem com uma fotografia de umas colunas, em que se olhando sobre determinada perspectiva parecia que as colunas eram cilíndricas, mas o desenho fora concebido para também poderem ser vistas como tivessem a forma de paralelepípedo.
Lembrei-me da perspectiva de quem olha para uma garrafa meia de whisky, que se for o dono da mesma pensa que já está meia vazia, se for o convidado, que ainda estará meia cheia. O meu pai na brincadeira sempre que completa um ano de aniversário costuma dizer, eu ainda só tenho 74 anos. Aqui o Joaquim é que já tem 74.
Poderia dar imensos exemplos, mas não foi para dar exemplos que decidi escrever este texto. Ontem à noite encontrei no café o Zacarias (nome fictício, como hoje é costume escrever nos jornais, como se tivessem escrito o nome próprio a gente viesse a saber quem é… coisas da moda), dizia eu o Zacarias. Depois do abraço, e do oh pá há tanto tempo que não te via etc. e tal, perguntei-lhe pela família e como ia o casamento. Ao que ele me contou a deliciosa história que reproduzo:
A semana passada surpreendi a minha mulher em casa na cama com outro... Devagar fui à sala buscar uma pistola que costumo ter escondida numa gaveta, com a intenção de matar os dois… parei para pensar e fui percebendo como a minha vida de casado tinha melhorado nos últimos tempos. A minha mulher já me não pedia dinheiro para comprar carne, aliás, nem para comprar vestidos, jóias e sapatos, apesar de todos os dias aparecer com um vestido novo, uma jóia nova ou uma sandalinha da moda. Os meus filhos mudaram da escola oficial para o externato mais fino lá da zona. Só para veres, ela trocou de carro, apesar de eu estar há quatro anos sem aumento e ter decidido dar um corte radical na mesada que lhe costumava dar. Quanto a despensa recheada nem se fala. Lá em casa nunca tivemos tanta fartura quanto ultimamente. E as contas da luz, água, gás, telefone, internet, telemóvel e cartão de crédito, faz tempo que ela não me pede um tostão e está sempre tudo pago. A verdade é a que a minha mulher está mesmo um avião, a gaja nunca esteve tão boa nem tão apresentável em toda a vida dela.
Resolvi guardar de novo a arma. Saí, pé ante pé para não incomodar nenhum deles e, escada a baixo, vim a pensar sozinho: O tipo paga o empréstimo da casa ao banco, o supermercado, a escola das crianças, as contas da casa, o carro, o shopping, todas as despesas e eu ainda vou para cama com ela todos os dias... Concluí, meu caro Pre, que o corno afinal é ele pá.
Demos aquela bacalhauzada, despedimo-nos, então até à próxima Zac e agora quem saiu, devagarinho, a pensar fui eu, ‘perspectivas, pá’.
sábado, abril 17, 2004
Resistência
No dia 29 de Outubro, inaugurei a minha escrita em forma de blog. Fará seis míseros mesitos em breve. Em Fevereiro, o meu filho ensinou-me a colocar um contador de visitas. Passei a saber que alguém o lia e a minha responsabilidade, em ter de dizer uma coisa séria por cada mil quatrocentas e trinta e duas parvoíces, aumentou. Mas sempre resisti a ter comentários por duas razões fundamentais:
1. O que está dar são os chamados blogs políticos. Ou para-políticos. Aí a guerra de comentários faz algum sentido. Sem falsas modéstias, acho que o meu blog não acrescenta nada ao panorama da escrita nacional (certeza absoluta!), mas essencialmente diverte-me (nova certeza absoluta!). A quem mais poderia divertir que levasse a que o comentassem?
2. Na remota hipótese de alguém perder tempo a deixar um comentário, eu ver-me-ía na obrigação, por uma questão de educação e por consideração a quem tem a pachorra de aqui vir, de dar uma, mesmo que pequena, resposta ou agradecimento. Na realidade não previ ainda se tenho essa capacidade, quer em termos qualitativos (novamente, juro, sem falsa modéstia), quer em quantidade de tempo.
No entanto, ultimamente, têm-me chovido (literalmente) e-mails a solicitarem-me que colocasse uma caixinha de comentários para me puderem dizer algo sobre o que escrevo. Além disso, tenho reparado em comentários noutros blogs, referindo o meu e lamentando o facto de não o poderem fazer aqui mesmo.
A minha resistência foi-se. Não sejam maus / más para mim!
No dia 29 de Outubro, inaugurei a minha escrita em forma de blog. Fará seis míseros mesitos em breve. Em Fevereiro, o meu filho ensinou-me a colocar um contador de visitas. Passei a saber que alguém o lia e a minha responsabilidade, em ter de dizer uma coisa séria por cada mil quatrocentas e trinta e duas parvoíces, aumentou. Mas sempre resisti a ter comentários por duas razões fundamentais:
1. O que está dar são os chamados blogs políticos. Ou para-políticos. Aí a guerra de comentários faz algum sentido. Sem falsas modéstias, acho que o meu blog não acrescenta nada ao panorama da escrita nacional (certeza absoluta!), mas essencialmente diverte-me (nova certeza absoluta!). A quem mais poderia divertir que levasse a que o comentassem?
2. Na remota hipótese de alguém perder tempo a deixar um comentário, eu ver-me-ía na obrigação, por uma questão de educação e por consideração a quem tem a pachorra de aqui vir, de dar uma, mesmo que pequena, resposta ou agradecimento. Na realidade não previ ainda se tenho essa capacidade, quer em termos qualitativos (novamente, juro, sem falsa modéstia), quer em quantidade de tempo.
No entanto, ultimamente, têm-me chovido (literalmente) e-mails a solicitarem-me que colocasse uma caixinha de comentários para me puderem dizer algo sobre o que escrevo. Além disso, tenho reparado em comentários noutros blogs, referindo o meu e lamentando o facto de não o poderem fazer aqui mesmo.
A minha resistência foi-se. Não sejam maus / más para mim!
Mentira
A minha amiga Catarina, convidou-me para ver o PC novo dela. De facto é uma bomba. Depois conversa para aqui conversa para acolá, lá fomos falando do velho laptop sem acentos.
- Sabes Pré, estive quase para colocar o meu velho lap no lixo…
- Não o fizeste Cat?
- Não! Que é isso, meu? Ainda vale umas coroas.
- Os PCs usados não valem nada Cat.
- Mas eu dei um jeitinho nele. Queres ver?
- Mostra lá essa peça de museu, pedi eu sem qualquer real interesse.
- Vê como está lindinho. A partir de hoje, a Lili não o dispensará jamais.
PS. Como o próprio título indica.
A minha amiga Catarina, convidou-me para ver o PC novo dela. De facto é uma bomba. Depois conversa para aqui conversa para acolá, lá fomos falando do velho laptop sem acentos.
- Sabes Pré, estive quase para colocar o meu velho lap no lixo…
- Não o fizeste Cat?
- Não! Que é isso, meu? Ainda vale umas coroas.
- Os PCs usados não valem nada Cat.
- Mas eu dei um jeitinho nele. Queres ver?
- Mostra lá essa peça de museu, pedi eu sem qualquer real interesse.
- Vê como está lindinho. A partir de hoje, a Lili não o dispensará jamais.
PS. Como o próprio título indica.
Lunch Time Blog
Detesto. Detesto entrar no restaurante à hora que deveria estar a sair do dito. Vós sabeis amigas leitoras e amigos leitores que eu não sou nada de protestar. Nadinha mesmo. Mas quando me dão os azeites, aí, vós podereis vir a conhecer o verdadeiro PreDatado. E não é dos azeites puros de oliveira que eu costumo falar neste meu querido blog. Não, não. São os outros… os que parecem mostarda no nariz. Para começar as mesas estão cheias. Gente a mastigar, uns com a boca aberta, outros não e a gente ali a olhar para aquilo. Depois são eles, coitados a tentarem despachar-se porque estão para ali, uns pobres esfomeados a precisarem de mesa. Nem comem descansados. Com a boca aberta ou não. Isto, os que reparam. Porque os que não reparam, porque ainda estão a discutir se a jogada de há quinze dias foi penalty ou não e, os que fingem que ninguém está à espera, ainda me dão mais nervos. Então não se vê logo que estamos a morrer de fome, seus homicidas involuntários de um raio? E os empregados a correrem de um lado para o outro a atravessarem o meio da fila dos famélicos “é só um jeitinho faxavor”. Um jeitinho uma ova. Ai meus deuses, que pensamento, que raiva. Ova? De pescada com grelos e o tal fio de azeite puro de oliveira? Ai que eu desmaio. Finalmente a mesa. Ufa… e “o qué que vocelências vão desejar?”. Olhe amigo, eu desejo que não me chateie e espere, que agora é a minha vez, está bem? Ou eu não tenho o direito de fazer esperar ninguém.? Que almoço! O vinho para começar vinha fresco. Mas esta gente não sabe que refrescar o vinho tinto para trazer para a mesa é crime? Bom, eu não sou jurista, nem legislador, mas se o fosse, isso já estaria pespegado no Código Penal. No mínimo 3 semanas de cadeia a pão e ÁGUA! Depois o peixe e, a pedido, as batatinhas… deslavadas. Salvaram-se as petingas. Gordinhas. Até deu para molhar o pão na gordura da travessa. Vou ali tomar um digestivo no bar da esquina e já volto.
PS. Schubert amigo, de que cena te livraste. E tu que mias por tudo e por nada, não te estou nada a ver na fila de espera por uma mesinha. Ia ser o bom e o bonito. Uma sinfonia de Schubert em miau maior.
Detesto. Detesto entrar no restaurante à hora que deveria estar a sair do dito. Vós sabeis amigas leitoras e amigos leitores que eu não sou nada de protestar. Nadinha mesmo. Mas quando me dão os azeites, aí, vós podereis vir a conhecer o verdadeiro PreDatado. E não é dos azeites puros de oliveira que eu costumo falar neste meu querido blog. Não, não. São os outros… os que parecem mostarda no nariz. Para começar as mesas estão cheias. Gente a mastigar, uns com a boca aberta, outros não e a gente ali a olhar para aquilo. Depois são eles, coitados a tentarem despachar-se porque estão para ali, uns pobres esfomeados a precisarem de mesa. Nem comem descansados. Com a boca aberta ou não. Isto, os que reparam. Porque os que não reparam, porque ainda estão a discutir se a jogada de há quinze dias foi penalty ou não e, os que fingem que ninguém está à espera, ainda me dão mais nervos. Então não se vê logo que estamos a morrer de fome, seus homicidas involuntários de um raio? E os empregados a correrem de um lado para o outro a atravessarem o meio da fila dos famélicos “é só um jeitinho faxavor”. Um jeitinho uma ova. Ai meus deuses, que pensamento, que raiva. Ova? De pescada com grelos e o tal fio de azeite puro de oliveira? Ai que eu desmaio. Finalmente a mesa. Ufa… e “o qué que vocelências vão desejar?”. Olhe amigo, eu desejo que não me chateie e espere, que agora é a minha vez, está bem? Ou eu não tenho o direito de fazer esperar ninguém.? Que almoço! O vinho para começar vinha fresco. Mas esta gente não sabe que refrescar o vinho tinto para trazer para a mesa é crime? Bom, eu não sou jurista, nem legislador, mas se o fosse, isso já estaria pespegado no Código Penal. No mínimo 3 semanas de cadeia a pão e ÁGUA! Depois o peixe e, a pedido, as batatinhas… deslavadas. Salvaram-se as petingas. Gordinhas. Até deu para molhar o pão na gordura da travessa. Vou ali tomar um digestivo no bar da esquina e já volto.
PS. Schubert amigo, de que cena te livraste. E tu que mias por tudo e por nada, não te estou nada a ver na fila de espera por uma mesinha. Ia ser o bom e o bonito. Uma sinfonia de Schubert em miau maior.
Gatos
A esta hora na net, na hora dos gatos. Tenham um bom Sábado que eu vou dormir. Fiquem com The Song of the Jellicles:
Jellicle Cats come out tonight,
Jellicle Cats come one come all:
The Jellicle Moon is shining bright--
Jellicles come to the Jellicle Ball.
Jellicle Cats are black and white,
Jellicle Cats are rather small;
Jellicle Cats are merry and bright,
And pleasant to hear when they caterwaul.
Jellicle Cats have cheerful faces,
Jellicle Cats have bright black eyes;
They like to practise their airs and graces
And wait for the Jellicle Moon to rise.
Jellicle Cats develop slowly,
Jellicle Cats are not too big;
Jellicle Cats are roly-poly,
They know how to dance a gavotte and a jig.
Until the Jellicle Moon appears
They make their toilette and take their repose:
Jellicles wash behind their ears,
Jellicles dry between their toes.
Jellicle Cats are white and black,
Jellicle Cats are of moderate size;
Jellicles jump like a jumping-jack,
Jellicle Cats have moonlit eyes.
They're quiet enough in the morning hours,
They're quiet enough in the afternoon,
Reserving their terpsichorean powers
To dance by the light of the Jellicle Moon.
Jellicle Cats are black and white,
Jellicle Cats (as I said) are small;
If it happens to be a stormy night
They will practise a caper or two in the hall.
If it happens the sun is shining bright
You would say they had nothing to do at all:
They are resting and saving themselves to be right
For the Jellicle Moon and the Jellicle Ball.
in Old Possum's Book of Practical Cats, T.S. Eliot
A esta hora na net, na hora dos gatos. Tenham um bom Sábado que eu vou dormir. Fiquem com The Song of the Jellicles:
Jellicle Cats come out tonight,
Jellicle Cats come one come all:
The Jellicle Moon is shining bright--
Jellicles come to the Jellicle Ball.
Jellicle Cats are black and white,
Jellicle Cats are rather small;
Jellicle Cats are merry and bright,
And pleasant to hear when they caterwaul.
Jellicle Cats have cheerful faces,
Jellicle Cats have bright black eyes;
They like to practise their airs and graces
And wait for the Jellicle Moon to rise.
Jellicle Cats develop slowly,
Jellicle Cats are not too big;
Jellicle Cats are roly-poly,
They know how to dance a gavotte and a jig.
Until the Jellicle Moon appears
They make their toilette and take their repose:
Jellicles wash behind their ears,
Jellicles dry between their toes.
Jellicle Cats are white and black,
Jellicle Cats are of moderate size;
Jellicles jump like a jumping-jack,
Jellicle Cats have moonlit eyes.
They're quiet enough in the morning hours,
They're quiet enough in the afternoon,
Reserving their terpsichorean powers
To dance by the light of the Jellicle Moon.
Jellicle Cats are black and white,
Jellicle Cats (as I said) are small;
If it happens to be a stormy night
They will practise a caper or two in the hall.
If it happens the sun is shining bright
You would say they had nothing to do at all:
They are resting and saving themselves to be right
For the Jellicle Moon and the Jellicle Ball.
in Old Possum's Book of Practical Cats, T.S. Eliot
sexta-feira, abril 16, 2004
Almada
Esta foto foi tirada no Concelho de Almada, numa zona perto do cemitério do Feijó. Para que não se ponham por aí a adivinhar e não pensem que a trouxe de um país subdsenvolvido na África ou Extremo Oriente. Feito que foi o esclarecimento, devo dizer que fui buscá-la ao fotoblog do Artur, ao qual solicitei autorização, uma vez que foi ele próprio quem a tirou. Com a devida vénia a reproduzo. Já sei que vou irritar o meu irmão, indefectível apoiante da edilidade Almadense, mas eu é mais cabeça, menos coração. Portanto, como diz o povo "o que é bom é pra se ver", cá vai disto. Vós, amigas leitoras e amigos leitoras ides me perdoar, mas não vou fazer comentários.
Esta foto foi tirada no Concelho de Almada, numa zona perto do cemitério do Feijó. Para que não se ponham por aí a adivinhar e não pensem que a trouxe de um país subdsenvolvido na África ou Extremo Oriente. Feito que foi o esclarecimento, devo dizer que fui buscá-la ao fotoblog do Artur, ao qual solicitei autorização, uma vez que foi ele próprio quem a tirou. Com a devida vénia a reproduzo. Já sei que vou irritar o meu irmão, indefectível apoiante da edilidade Almadense, mas eu é mais cabeça, menos coração. Portanto, como diz o povo "o que é bom é pra se ver", cá vai disto. Vós, amigas leitoras e amigos leitoras ides me perdoar, mas não vou fazer comentários.
Lunch Time Blog
A fase das canjinhas já lá vai. O ritmo gastronómico do bem comer e bem beber há-de recomeçar em breve. Coisas ligeiras, grelhadas. Hoje foi um bifinho tártaro (que grande eufemismo para hambúrguer, biaaaccc), com um arrozinho branco. Estão a ver como eu estou atinadinho? Acompanhei com uma reserva do Luso, 2004. Sim porque eu tenho sempre aguinha de reserva para estas crises. Ai que saudades ai, ai…
PS 1. Enquanto almocei, o Schubert sentou-se no meu colo para me dar mimos. Nota-se no ficinhito do bichano, o quanto ele anda com dó de mim.
PS 2. As minhas amigas leitoras e os meus amigos leitores sabem que eu não sou nada de diminutivos. Nadinha mesmo. Mas a quantidade de inhos e itos que esta postagenzita e respectivos pêésses têm, dá para vós verdes quanto eu ando carente de uma bela feijoada e de um bom tinto da talha. Ai que carinhoso que é o feijanito e o tintinho.
A fase das canjinhas já lá vai. O ritmo gastronómico do bem comer e bem beber há-de recomeçar em breve. Coisas ligeiras, grelhadas. Hoje foi um bifinho tártaro (que grande eufemismo para hambúrguer, biaaaccc), com um arrozinho branco. Estão a ver como eu estou atinadinho? Acompanhei com uma reserva do Luso, 2004. Sim porque eu tenho sempre aguinha de reserva para estas crises. Ai que saudades ai, ai…
PS 1. Enquanto almocei, o Schubert sentou-se no meu colo para me dar mimos. Nota-se no ficinhito do bichano, o quanto ele anda com dó de mim.
PS 2. As minhas amigas leitoras e os meus amigos leitores sabem que eu não sou nada de diminutivos. Nadinha mesmo. Mas a quantidade de inhos e itos que esta postagenzita e respectivos pêésses têm, dá para vós verdes quanto eu ando carente de uma bela feijoada e de um bom tinto da talha. Ai que carinhoso que é o feijanito e o tintinho.
Ao Acaso
1. Pegue no livro que estiver mais perto de si.
2. Abra-o na página 31.
3. Sublinhe a lápis a primeira frase completa que encontrar.
4. Publique-a no seu blog, juntamente com estas instruções.
No meu caso, o livro mais perto de mim tem como título Kama Sutra da autoria de Vatsyayana. E a 1ª frase completa da 31ª página é esta:
"Tudo isto deve ser rigorosamente executado e o cuidado deverá ir ao ponto de eliminar das axilas o cheiro a suor".
Encontrei na Duende que o encontrou no Canto do Melro que o encontrou no Substracto que, por sua vez, o encontrou em Caterina.net.
1. Pegue no livro que estiver mais perto de si.
2. Abra-o na página 31.
3. Sublinhe a lápis a primeira frase completa que encontrar.
4. Publique-a no seu blog, juntamente com estas instruções.
No meu caso, o livro mais perto de mim tem como título Kama Sutra da autoria de Vatsyayana. E a 1ª frase completa da 31ª página é esta:
"Tudo isto deve ser rigorosamente executado e o cuidado deverá ir ao ponto de eliminar das axilas o cheiro a suor".
Encontrei na Duende que o encontrou no Canto do Melro que o encontrou no Substracto que, por sua vez, o encontrou em Caterina.net.
Terminei
Acabei hoje de escrever o último parágrafo deste pequeno romance. Não tem nenhuma pretensão especial. Foi escrito com um objectivo concreto. Passo a reproduzir a postagem que coloquei no dia 18 de Março quando me atrevi a esta tarefa:
Hoje acordei com vontade de escrever a sério. Vamos ver como me vou sair desta. O 25 de Abril fará este ano 30 anos que aconteceu. Apesar da pompa e da circunstância que as comemorações oficiais irão, pela certa, ter, a memória já é quase só de alguns. Em anos anteriores aborreceu-me ao ver na televisão e ler em jornais um conjunto de entrevistas aos mais jovens, àqueles que nasceram já depois do 25 de Abril de 1974, a ignorância demonstrada sobre o que foi. Tão mau como não saber o que aconteceu no 25 de Abril, é também a percepção do desconhecimento do seu enquadramento. Nessas entrevistas, a certos jovens cheguei a ouvir respostas arrepiantes do tipo, “o 25 de Abril foi uma revolução para o Marcelo Caetano derrubar o Salazar”, “Pide? Não nunca ouvi falar”, “parece que havia um regime comunista do Salazar que a esquerda quis derrubar”, “havia uma guerra entre Portugal e Angola e então deu-se a descolonização em 25 de Abril”, entre outras aberrações. O que vou escrever nos próximos dias, e espero que não me falte a inspiração, não pretende explicar o 25 de Abril a ninguém em geral. É para oferecer a duas pessoas em particular. Aos meus filhos, à Ana, 22 anos e ao João, 19 anos que, obviamente, nasceram depois do 25 de Abril. E embora eles o saibam, porque várias vezes temos conversado sobre isso, cá em casa, talvez sirva para mais tarde eles, ao relerem, os ajudar a explicar o que foi, aos seus próprios filhos.
No entanto o Predatado não irá ter qualquer alteração aos seus hábitos de escrita de coisas comuns do quotidiano, do jeito que eu mais gosto de fazer. Por isso decidi criar uma outra página onde a “estória” que vou contar irá evoluindo ao longo dos dias. Chama-se Livro De Contos e está aqui nesta morada.
Gostaria de lhe dar um título. “Sonho Lindo”. Sei que politicamente muitas das minhas leitoras e muitos dos meus leitores, mesmo que se identificando com o 25 de Abril de 1974, não se identificarão comigo, na quebra do sonho. Mas como Martin Luther King, “eu (também) tive um sonho”.
Acabei hoje de escrever o último parágrafo deste pequeno romance. Não tem nenhuma pretensão especial. Foi escrito com um objectivo concreto. Passo a reproduzir a postagem que coloquei no dia 18 de Março quando me atrevi a esta tarefa:
Hoje acordei com vontade de escrever a sério. Vamos ver como me vou sair desta. O 25 de Abril fará este ano 30 anos que aconteceu. Apesar da pompa e da circunstância que as comemorações oficiais irão, pela certa, ter, a memória já é quase só de alguns. Em anos anteriores aborreceu-me ao ver na televisão e ler em jornais um conjunto de entrevistas aos mais jovens, àqueles que nasceram já depois do 25 de Abril de 1974, a ignorância demonstrada sobre o que foi. Tão mau como não saber o que aconteceu no 25 de Abril, é também a percepção do desconhecimento do seu enquadramento. Nessas entrevistas, a certos jovens cheguei a ouvir respostas arrepiantes do tipo, “o 25 de Abril foi uma revolução para o Marcelo Caetano derrubar o Salazar”, “Pide? Não nunca ouvi falar”, “parece que havia um regime comunista do Salazar que a esquerda quis derrubar”, “havia uma guerra entre Portugal e Angola e então deu-se a descolonização em 25 de Abril”, entre outras aberrações. O que vou escrever nos próximos dias, e espero que não me falte a inspiração, não pretende explicar o 25 de Abril a ninguém em geral. É para oferecer a duas pessoas em particular. Aos meus filhos, à Ana, 22 anos e ao João, 19 anos que, obviamente, nasceram depois do 25 de Abril. E embora eles o saibam, porque várias vezes temos conversado sobre isso, cá em casa, talvez sirva para mais tarde eles, ao relerem, os ajudar a explicar o que foi, aos seus próprios filhos.
No entanto o Predatado não irá ter qualquer alteração aos seus hábitos de escrita de coisas comuns do quotidiano, do jeito que eu mais gosto de fazer. Por isso decidi criar uma outra página onde a “estória” que vou contar irá evoluindo ao longo dos dias. Chama-se Livro De Contos e está aqui nesta morada.
Gostaria de lhe dar um título. “Sonho Lindo”. Sei que politicamente muitas das minhas leitoras e muitos dos meus leitores, mesmo que se identificando com o 25 de Abril de 1974, não se identificarão comigo, na quebra do sonho. Mas como Martin Luther King, “eu (também) tive um sonho”.
Estranho
Até ontem entrar no meu blog através de www.predatado.blogspot.com ou predatado.blogspot.com era completamente indiferente. Hoje reparei que a entrada via www.predatado.blogspot.com apenas me apresenta os posts colocados até dia 15, embora entrando por predatado.blogspot.com o blog aparece actualizado.
Se alguma ou algum dos meus leitores conhecer uma explicação para o facto ou uma forma de solucionar agradecia informação para o meu e-mail: vmaf_2002@msn.com
Muito Obrigado
Até ontem entrar no meu blog através de www.predatado.blogspot.com ou predatado.blogspot.com era completamente indiferente. Hoje reparei que a entrada via www.predatado.blogspot.com apenas me apresenta os posts colocados até dia 15, embora entrando por predatado.blogspot.com o blog aparece actualizado.
Se alguma ou algum dos meus leitores conhecer uma explicação para o facto ou uma forma de solucionar agradecia informação para o meu e-mail: vmaf_2002@msn.com
Muito Obrigado
quinta-feira, abril 15, 2004
Livro das Artes
Algumas leitoras e alguns leitores perguntaram-me, via e-mail, quem era AF e que Livro da Artes era aquele de onde eu extraía os textos. Respondi a todos individualmente, como, aliás, sempre faço, até que, um deles, me sugeriu que eu criasse um lugar onde os pudesse publicar juntos, sem interferência de outras postagens. Então, para uma explicação mais completa, AF sou eu próprio (não se vê logo que AF tem tudo a ver com PreDatado?) e, portanto, os textos são meus. O Livro das Artes é uma compilação desses textos. Aceitando a sugestão desse meu leitor, reuni-os neste espaço. O conjunto, que foi publicado durante vários dias aqui no PreDatado, já lá está todo. Em breve, publicarei o resto da sequência, mas agora só mesmo lá, nesse cantinho. O link está aqui ao lado direito.
Algumas leitoras e alguns leitores perguntaram-me, via e-mail, quem era AF e que Livro da Artes era aquele de onde eu extraía os textos. Respondi a todos individualmente, como, aliás, sempre faço, até que, um deles, me sugeriu que eu criasse um lugar onde os pudesse publicar juntos, sem interferência de outras postagens. Então, para uma explicação mais completa, AF sou eu próprio (não se vê logo que AF tem tudo a ver com PreDatado?) e, portanto, os textos são meus. O Livro das Artes é uma compilação desses textos. Aceitando a sugestão desse meu leitor, reuni-os neste espaço. O conjunto, que foi publicado durante vários dias aqui no PreDatado, já lá está todo. Em breve, publicarei o resto da sequência, mas agora só mesmo lá, nesse cantinho. O link está aqui ao lado direito.
Bom dia!
Hoje acordei muito bem disposto. Os raios de Sol invadiram o meu quarto, ultrapassando as barreiras do cortinado. Está revolucionário este Sol, desafiador, como que a dizer, ‘vai, levanta-te faz qualquer coisa’. É preciso não ficar com as mãos nos bolsos, reagir, colocar a cabeça no ar. A acção contra a reacção. Como toca a tuna, ‘vá vamos embora que esperar não é saber / quem sabe faz a hora não espera acontecer’. E de repente veio-me à cabeça aquele poema de Manuel da Fonseca onde no final, para quem não quer que a tuna morra ele diz:
“… Ó meus amigos desgraçados
se a vida é curta e a morte infinita
despertemos e vamos
eia!
Vamos fazer qualquer coisa de louco e heróico
como era a Tuna do Zé Jacinto
tocando a marcha Almadanim!”
Vamos?
Hoje acordei muito bem disposto. Os raios de Sol invadiram o meu quarto, ultrapassando as barreiras do cortinado. Está revolucionário este Sol, desafiador, como que a dizer, ‘vai, levanta-te faz qualquer coisa’. É preciso não ficar com as mãos nos bolsos, reagir, colocar a cabeça no ar. A acção contra a reacção. Como toca a tuna, ‘vá vamos embora que esperar não é saber / quem sabe faz a hora não espera acontecer’. E de repente veio-me à cabeça aquele poema de Manuel da Fonseca onde no final, para quem não quer que a tuna morra ele diz:
“… Ó meus amigos desgraçados
se a vida é curta e a morte infinita
despertemos e vamos
eia!
Vamos fazer qualquer coisa de louco e heróico
como era a Tuna do Zé Jacinto
tocando a marcha Almadanim!”
Vamos?
quarta-feira, abril 14, 2004
Referência
Se o meu blog se chamasse ÁGUA as minhas postagens deveriam ter no final - posted by Torneira - tal é o número de postagens que aqui fiz hoje. Mas quando se fica em casa o dia inteiro, por força das circunstâncias, tem de se usar o tempo para fazer algo diferente. E, como não podia deixar de ser, dar uma volta mais completa na blogosfera e ler blogs que nunca tinha lido. Como disse a minha amiga Catarina no seu 100nada, ontem, alguns não terão qualidade para serem referidos (provavelmente o meu até será um deles, não do ponto de vista da Catarina, isso eu sei, mas, confesso, não sou o meu melhor crítico). No entanto outros hão que não posso deixar em claro. Já ontem acrescentei na minha lista, aqui à direita, alguns dos que visitava a partir da minha lista de favoritos a saber:
Desassossegada
Lugar da Incerteza
Meia Volta
Rotflol e
Café
cujos estilos, bem diferentes, ajudam a completar a minha voltinha diária.
No entanto, não por ser mais especial que qualquer dos que aqui tenho ao lado, mas porque me impressionou a qualidade do template, a gestão do espaço, a clareza da leitura e o interesse dos temas, fait-divers do nosso quotidiano e que muitas vezes nos passam despercebidos. Hoje foi a primeira vez que o visitei, parece-me ser um blog novo, com pouco mais e um mês e que em tão pouco tempo já atingiu o milhar de hits. Se continuar assim vai ser ainda mais visitado. Por isso esta referência particular a Luz & Sombra.
Se o meu blog se chamasse ÁGUA as minhas postagens deveriam ter no final - posted by Torneira - tal é o número de postagens que aqui fiz hoje. Mas quando se fica em casa o dia inteiro, por força das circunstâncias, tem de se usar o tempo para fazer algo diferente. E, como não podia deixar de ser, dar uma volta mais completa na blogosfera e ler blogs que nunca tinha lido. Como disse a minha amiga Catarina no seu 100nada, ontem, alguns não terão qualidade para serem referidos (provavelmente o meu até será um deles, não do ponto de vista da Catarina, isso eu sei, mas, confesso, não sou o meu melhor crítico). No entanto outros hão que não posso deixar em claro. Já ontem acrescentei na minha lista, aqui à direita, alguns dos que visitava a partir da minha lista de favoritos a saber:
Desassossegada
Lugar da Incerteza
Meia Volta
Rotflol e
Café
cujos estilos, bem diferentes, ajudam a completar a minha voltinha diária.
No entanto, não por ser mais especial que qualquer dos que aqui tenho ao lado, mas porque me impressionou a qualidade do template, a gestão do espaço, a clareza da leitura e o interesse dos temas, fait-divers do nosso quotidiano e que muitas vezes nos passam despercebidos. Hoje foi a primeira vez que o visitei, parece-me ser um blog novo, com pouco mais e um mês e que em tão pouco tempo já atingiu o milhar de hits. Se continuar assim vai ser ainda mais visitado. Por isso esta referência particular a Luz & Sombra.
À Tarde
No dia 14 de Abril de 1980 rumamos, por indicação de um amigo, a um lugarzinho calmo entre a cidade e o rio. A zona não era muito habitada e as casas tinham qualidade. O preço era bom e como ficamos por aqui quase a tarde inteira, tivemos oportunidade de ver o pôr-do-sol por entre os pinheiros. Olhamos um para o outro e sorrimos. Estávamos para casar e o sol vermelho por detrás das árvores, quase a cair no firmamento convidava ao romance. O vendedor, sempre muito diligente e “conhecedor” de todo o projecto, lá nos ”informou” de que ali não iria ser construído mais nada, que nada seria autorizado porque estragaria a paisagem. E nós a fingirmos que “comíamos”. Mesmo assim comprámos. Não pela paisagem. Pela construção, pelo local e essencialmente pelo preço. Hoje lembrei-me disto por fazer exactamente 24 anos. Fui à janela. A serra da Arrábida, mesmo ao longe ninguém ma tira. E também já me ofereceram a paisagem sobre a auto-estrada e a linha férrea. E o sol continua lá. Em dias como os de hoje. Por detrás dos telhados. Os pássaros já não cantam no arvoredo. O arvoredo nasceu da terra e em cinza se desfez… ou na folha de papel onde não escrevi estas linhas.
No dia 14 de Abril de 1980 rumamos, por indicação de um amigo, a um lugarzinho calmo entre a cidade e o rio. A zona não era muito habitada e as casas tinham qualidade. O preço era bom e como ficamos por aqui quase a tarde inteira, tivemos oportunidade de ver o pôr-do-sol por entre os pinheiros. Olhamos um para o outro e sorrimos. Estávamos para casar e o sol vermelho por detrás das árvores, quase a cair no firmamento convidava ao romance. O vendedor, sempre muito diligente e “conhecedor” de todo o projecto, lá nos ”informou” de que ali não iria ser construído mais nada, que nada seria autorizado porque estragaria a paisagem. E nós a fingirmos que “comíamos”. Mesmo assim comprámos. Não pela paisagem. Pela construção, pelo local e essencialmente pelo preço. Hoje lembrei-me disto por fazer exactamente 24 anos. Fui à janela. A serra da Arrábida, mesmo ao longe ninguém ma tira. E também já me ofereceram a paisagem sobre a auto-estrada e a linha férrea. E o sol continua lá. Em dias como os de hoje. Por detrás dos telhados. Os pássaros já não cantam no arvoredo. O arvoredo nasceu da terra e em cinza se desfez… ou na folha de papel onde não escrevi estas linhas.
Ouguela
Recebi, como provavelmente muitos de vós amigas leitoras e amigos leitores, um simpático e-mail da escola da Ouguela que passo a reproduzir:
Caro amigo,
Os nossos parabéns pelo trabalho fantástico que tem desenvolvido no sentido de democratizar o acesso à cultura através deste seu espaço de liberdade...
Escrevo-lhe para lhe apresentar o nosso Blog - "Ouguela com Vida" - da Escola de Ouguela - Campo Maior - Portugal, onde 5 alunos e uma comunidade, procuram mostrar um pouco da sua cultura....
www.ouguela.blogspot.com
Contamos com a ajuda de V. Exa. e de todos os amigos desta comunidade, para voltarmos a ver " Ouguela com Vida...."
Um abraço,
(em nome dos alunos e da comunidade de Ouguela)
O professor
Antonio Mendes
www.eb1-ouguela.rcts.pt - o site da escola
Espero que façam muitas visitas ao site destes nossos amigos. Eu por mim farei a minha visita diária e por isso também criei uma ligação na minha coluna da direita.
Recebi, como provavelmente muitos de vós amigas leitoras e amigos leitores, um simpático e-mail da escola da Ouguela que passo a reproduzir:
Caro amigo,
Os nossos parabéns pelo trabalho fantástico que tem desenvolvido no sentido de democratizar o acesso à cultura através deste seu espaço de liberdade...
Escrevo-lhe para lhe apresentar o nosso Blog - "Ouguela com Vida" - da Escola de Ouguela - Campo Maior - Portugal, onde 5 alunos e uma comunidade, procuram mostrar um pouco da sua cultura....
www.ouguela.blogspot.com
Contamos com a ajuda de V. Exa. e de todos os amigos desta comunidade, para voltarmos a ver " Ouguela com Vida...."
Um abraço,
(em nome dos alunos e da comunidade de Ouguela)
O professor
Antonio Mendes
www.eb1-ouguela.rcts.pt - o site da escola
Espero que façam muitas visitas ao site destes nossos amigos. Eu por mim farei a minha visita diária e por isso também criei uma ligação na minha coluna da direita.
Yupiiiii
Melhorei! Acho que foi de pensar que teria de ir horas para a fila das urgências que o mal se foi embora. Faz-me lembrar, e vou transcrever com a devida vénia ao poeta, aquele versinho de M. M. B du Bocage:
Lavrou chibante receita
Um doutor com todo o esmero;
Era para certa moça,
Que ficou sã como um pero.
"Tão cedo! É milagre!"
A mãe (que de gosto chora)
"Minha mãe, não é milagre,
Deitei o remédio fora!"
Melhorei! Acho que foi de pensar que teria de ir horas para a fila das urgências que o mal se foi embora. Faz-me lembrar, e vou transcrever com a devida vénia ao poeta, aquele versinho de M. M. B du Bocage:
Lavrou chibante receita
Um doutor com todo o esmero;
Era para certa moça,
Que ficou sã como um pero.
"Tão cedo! É milagre!"
A mãe (que de gosto chora)
"Minha mãe, não é milagre,
Deitei o remédio fora!"
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