domingo, maio 16, 2004

366. É Nossa

A Taça de Portugal é nossa! Beennnnnnnnnnnnfffffffffiiiiiiiiiiiiiiiiccccaaaaaaaaaaaa!!!!
365. Lunch Time Blog

Começamos com umas amêijoas à Bolhão Pato. Estavam gordinhas, eram de excelente qualidade, bem limpas e o molho estava excelente. As misturas dos azeites com as ervas e os alhos apaladavam qb. Depois os percebes e os camarões de espinho que, diga-se de passagem, me obrigam a não falar no preço da gasolina nos próximos dez minutos. E as sapateiras. A mariscada estava óptima, comemos que nem uns padres ‘sobremesamos’ a gosto. Acompanhei com cerveja, pois a sede não me aconselhava a outra bebida. Esperem, calma, há engano. Isto foi ontem, caraças. Depois da bênção das fitas. Eu não quis colocar a postagem, porque ontem o blog teve uma intenção particular. Hoje comemos em casa, ajudei a fazer o almoço que eu próprio sugeri. A Maria foi comprar uns escalopes ao talho do meu amigo Quim, muito tenrinhos, primeiríssima qualidade, como aliás toda a carne do seu talho. Depois as natas, os cogumelos e o vinho da Madeira, fizeram o favor de lhes dar aquele paladar que nos deliciou. É verdade, não poderia deixar de mencionar que os escalopes foram alourados, no verdadeiro, no puríssimo azeite de oliveira, português.

PS. Ó, Schubert, meu piratinha, nunca imaginei que gostasses de cogumelos. Quer dizer meu malandro, a ração que está quase tão cara como o camarão de espinho (mas menos do que os combustíveis) é para segundas núpcias?
364. Pub!

Há vários dias que ando para mencionar esta menina. Mas sou suspeito, porque ela é adepta do Glorioso, tal como eu, e poderiam pensar que era por isso. Mas não é. É porque gosto do blog dela. Gosto mesmo.

363. Bom Dia!

O beijo que de manhã te roubo
De sabor batôn inda mal seco,
Mistura de ácido e de salobro,
Ávido de um pecado que peco.

O beijo de batôn, mistura
De roubo com parte de manhã,
Salobro de líquido e secura,
Misturo de divino e de Satã.

O beijo de Satã ou de pecado
Ávido de manhã, seco de sabor,
Tod’o dia me faz acompanhado
Da vontade de ti, de ser Amor.

E quando à noite pecador eu volto
O beijo roubado, ainda há pouco
Com sabores de mistura, já to solto
Ácido, divino, feito louco.

E com pecado de sabor divino
Amamos de mistura e com o beijo
Louco de ser Amor, de ser destino,
Que destino é ser manhã, já te desejo.

AF, Devolução in Complexus

Toda a hora é hora de beijar. Se for com amor, com desejo, com paixão. Beijemos o dia lindo que este Domingo nos reserva e tenhamos todos, um muito bom dia!

sábado, maio 15, 2004

362. Luto

Estas são as postagens que mais me custam a escrever. A voz embargada pela comoção e uma lágrima no rosto, impedem-me de arranjar palavras. À família do jovem BRUNO BAIÃO, apresento os meus sentidos pêsames.
361. Para ti Anita (III)

Lembro-me do dia em que te fui esperar ao aeroporto.

‘um gato que horror’

fiquei decepcionado, confesso.

Mas a pouco e pouco fui ganhando a tua confiança
E hoje sinto-me orgulhoso
Por te ter ajudado a minimizar o teu pânico aos
Animais.

Sei que ainda não fiz tudo.
Sei que precisas de umas mordidas
E de uns arranhões extras, para
Perceberes quanto de carinho nós pomos
Nas nossas atitudes e como nós somos diferentes.

Se eu pudesse, tiraria um curso:

“A engenharia da dentada durante a brincadeira, após a chateação e quando estou danado.”

Irias ver quanto há de diferença.

Depois pedir-te-ia para elaborares o modelo matemático
E me ajudares na minha tese de doutoramento gatal.

Mas isso é coisa de humanos! De gente como tu! E é por isso que te deixo o meu grande MIAU de felicidades!

Bem hajas Anita, dona!

Ass.: Schubert.
360. Para ti Anita (II)

As estradas da vida são como as estradas do chão. Sinuosas, com rotundas, com semáforos. As infra-estruturas nem sempre são as mais adequadas. Os engenheiros da vida são comos os engenheiros da técnica. Às vezes enganam-se. Não têm as tabelas perfeitas. Há as intempéries, alguém que não respeita as regras e os que tentam subvertê-las. Contigo tenho uma certeza. Não te deixarás nunca enredar nos cruzamentos. Bem hajas, minha pequena engenheirinha.

Amo-te porque amar
É do peito
De dentro, do coração.
Pergunta-lhe a ele, ao coração
Ele explica-te
Amo-te!

Ass.: Pai
359. Para ti Anita (I)

Esta fita que hoje te dedico é apenas do teu total merecimento. A tua inteligência aliada à dedicação que pões em tudo o que te empenhas fizeram-te atingir esta importante meta. É apenas uma, ou se quiseres, mais uma das que pela vida fora vais ter de atingir. Mas estou absolutamente convencido que se continuares com a confiança que tens demonstrado, um a um conseguirás atingir novos objectivos. Vais continuar a poder contar com o apoio que o pai te puder dar, embora cada vez menos tenhas precisado de andar de mão dada. Isso mostra o forte carácter, a forte personalidade e a tua auto-confiança. Felizmente para ti, os escolhos na tua caminhada não foram demasiados. Manter os dois olhos bem abertos e os pés assentes no chão permitir-te-ão no futuro ultrapassares com mais facilidade os novos problemas. E sorte, claro.

Ass: Pai
358. Bom Dia!

Tenho a certeza que há pessoas bonitas. Não estou a falar de mulheres bonitas, de homens bonitos, de crianças bonitas. Estou a falar de pessoas. Se não fosse lugar comum falaria de beleza interior. Assim falo de pessoas, no seu todo, nas suas atitudes em cada dia, em cada hora, em cada momento. Não estou também a falar nem de santos, nem de santas. Estou a falar de gente comum, de gente terrena, de gente que está no meio de nós. Nas nossas vidas, há sempre uma destas pessoas que nos marca. Ou mesmo mais do que uma. Na minha há várias, o que para mim constitui uma grande felicidade. Hoje quero destacar uma dessas pessoas, porque merece e porque eu lhe devo. Devo-lhe a gratidão de ser como é. Por tudo o que tu és minha filha, muito obrigado.

Quero desejar a todas as minhas leitoras e a todos os meus leitores um óptimo dia. Mas como esta mensagem é especial para mim, quero te desejar minha filha, um óptimo, um excelente, um maravilhoso dia. Que as tuas fitas sejam abençoadas!

sexta-feira, maio 14, 2004

357. Mensiversário

O Schubert fez hoje 4 meses. Temos estado os dois a festejar o seu mensiversário. Sentamo-nos no sofá, ele abriu o presente e deu um miau de satisfação. Pusemos o CD no leitor e escutamos a 9ª Sinfonia de Beethoven. Pois a 8ª do Schubert estava incompleta, por isso não seria apropriada. Por outro lado o que é preciso é Alegria! Este Schubert é um hino.

PS. Quando eu disse ao Schubert que ía fazer esta postagem, ele perguntou-me no seu miau doce: Dono, achas que a malta vai comentar?
356. E-mails

Meu Caro Francisco José Viegas
(sem ser por e-mail)

Acabei de ler a sua postagem sobre os e-mails que recebe. Como deve calcular eu queixo-me do mesmo, com uma pequena diferença, ainda não me propuseram comprar Viagra. Eu acho que é por causa do meu nome já constar no ficheiro de clientes. Mas adiante.
O objectivo desta minha postagem é mesmo fazer uma ligação ao seu blog, para que alguns dos meus leitores, que porventura não leiam o seu (ai meus deuses, quanto pretensiosismo), se possam também deliciar com essa prosa. E já agora, se o barco a motor é bom, avise-me que eu também quero comprar um. Cumprimentos para si e para a Ana Com.

PS1. Não me diga que Sinara Gatinha não é um bom nome para ter na lista de endereços.

PS2. Eu acho que é ANACOM, mas pelo sim pelo não, não vá a Ana ficar zangada…
355. Maria-polego-preto

Maria-polego-preto, moça de 18 anos, era abundante de pêlos no pente.
A gente pagava pra ver o fenómeno.
A moça cobria o rosto com um lençol branco e deixava pra fora só o polego preto que se espalhava quase até pra cima do umbigo.
Era uma romaria chimite!
Na porta o pai entrevado recebendo as entradas…
Um senhor respeitável disse que aquilo era uma indignidae e um desrespeito às instituições da família e da Pátria!
Mas parece que era fome.

Manoel de Barros*, O Encantador de Palavras

* Poeta Brasileiro
354. Bom Dia!

Deponho no processo do meu crime.
(Sou testemunha
E réu
E vítima
E juiz)
Juro
Que havia um muro,
E na face do muro uma palavra a giz.
Merda! – lembro-me bem.
– Crianças... – disse alguém
que ia a passar.
Mas voltei novamente a soletrar
O vocábulo indecente,
E de repente,
Como quem adivinha,
Numa tristeza já de penitente,
Vi que a letra era minha...

Miguel Torga, Depoimento



Não tenho o costume de começar as frases, nem escritas nem orais, com a expressão “é assim” dois pontos. Mas hoje não resisto. É assim: Tantas vezes me apetece dizer merda! e, fico-me no pegar do giz ou no procurar do muro. Mas de manhã não. De manhã não é isso que tenho vontade de dizer. De manhã gosto de dizer a todos vós: Bom Dia!

quinta-feira, maio 13, 2004

353. Lunch Time Blog

Fazem uma cama de cenoura ralada para ter volume. Depois cortam um tomate em gomos, colocam dois destes gomos sobre duas folhas de alface previamente colocadas sobre a cenoura, para dar altura. Duas rodelinhas de cebola e duas tiras de pimento. Não é exagero, é sempre duas, aos pares para parecerem muitas. Colocam na beira da travessa a enfeitar e até parece uma salada. Mas não é. Para mim é uma amostra. Serviria para mostruário, mas nunca para se servir à mesa. Vamos a mais pares. Duas meias batatas na outra ponta da travessa. E, três pares de sardinhas no meio. Mas isto é lá prato que se sirva? Salvou-se o facto das sardinhas serem frescas e gordas. Sai-se dali tão desconsolado. Mas era o restaurante que tinha mais à mão e o tempo para o almoço era pouco. Estais vendo caras amigas leitoras e amigos leitores que este vosso escriba às vezes também come mal?

PS. Schubert, espero que a Fátima te tenha tratado melhor do que eu fui tratado. Logo à noite conversamos.
352. Ário – Uva

Parece estranho o título? Mas não é. Não é, não. Fui eu que descobri uma forma de rimar ário com uva. Como? Oram vejam: diário, canário, herbário, Mário, contrário, aquário, centenário, confessionário, dignatário, formulário, estatutário, estuário, itinerário, fontanário, mortuário, ordinário, missionário, preçário, solário. Bom estas eu escrevi em 2 minutos. Poderia escrever mais uma dúzia delas se tivesse mais 2 minutos. Ou mais uma vintena, ou até mesmo uma centena, bastaria para isso ir ao dicionário. Mas do ário que mais me orgulho é o de ser solidário. Agora quem pense que sou otário pode tirar o cavalinho da chuva.
351. Bom Dia!

Caríssimas amigas leitoras e amigos leitores. “Yo no creo en brujas pero que las hay, hay”. Hoje, aquí nas voltinhas da Internet, resolvi ir ver coisas do meu signo. E encontrei em espanhol isto sobre o Leão:

Simboliza: La energía, la creatividad, los juegos, las especulaciones, el orgullo, la vanidad, la realeza, la diversión, los deportes, los espectáculos, la niñez, la educación, la elevación, la gloria, la fama, el poder.

Tirando la vanidad parece ser tudo verdade! Cá estão las brujas a funcionar.

Mas a semana seria:

Después de haber descansado y disfrutado de un muy buen fin de semana, regresas a tus actividades de siempre pero con más energías y, si sigues así, sacarás adelante los proyectos que se te presenten, los exámenes o los trabajos que tengas que entregar. Tendrás conflictos con tu pareja porque desde hace tiempo no se comunican como antes; si quieres que dure la relación, trata de hablar claro para que no pase más tiempo y se sigan acumulando cosas. Trata de salir al cine con tus amigos, de divertirte y distraerte porque concentras la mayor parte de ti en el trabajo o en la escuela. Habrá cambios dentro de tu casa que beneficiarán a todos.

Pelo menos até agora, desde que a semana começou, não tive nenhum conflito com a minha pareja. E além disso yo hablo sempre claro y comunico todos los dias.

Em que é que ficamos?

Bom, o melhor é desejar-vos um muito bom dia e ir comprar bilhetes para el cine. Hasta luego.

quarta-feira, maio 12, 2004

350. 5000

Eu sei que sou louco por números. Todas as semanas faço o totoloto, não com a esperança de ganhar algum prémio mas apenas porque aquilo tem números. Em casa somos 5, contando com o Schubert, tenho 16 portas, 11 janelas, e 3 talheres completos de 164 peças. A minha colecção de selos tem 28.342 exemplares, a minha garrafeira 4314 garrafas. Todos os dias faço 42 kms de carro e pago 1,10€ de portagem. Os cartazes que mais gosto são os da touradas, 6 touros 6, e o meu filho senta-se à mesa precisamente 97 cms á minha frente. Mas atingir 5000 visitas 5000, desde o dia 5 de Fevereiro, é que não estava nas minhas cogitações numéricas mais optimistas. Só mesmo uma loira, poderia ter sido a responsável por eu ter atingido esse número!!!!!
349. Sherado

Estou cotado em bolsa. Eu que nem fiz OPV, estou cotado em bolsa. E valho mais de 12 biliões de dólares. Graças a vós amigas leitoras e amigos leitores. Portanto se quiserem comprar este espaço toca de puxar os cordões à bolsa. Neste caso à vossa. Aceito propostas.
348. Cansaço

P1.3.3.3.1.01 ai não, P1-3-1-1-01, não, não é isso P1.3.3.1.1.01, agora está bem.
Pois associados ao P1.3.3.1.1.01 estão os modelos 01, 02 e 30, não espera o 30 não porque é do P1.3.3.2.01. Calma vamos lá rever isso tudo. Não eu não queria dizer 30, queria dizer 03. Ahhhh, 03 está bem.
Esta cena de a gente estar a escrever procedimentos com numerações deste tipo só cabe na cabeça de um tipo que eu cá sei. Adivinharam? Pois deste doido aqui. Cansa mesmo, acreditem.
347. Bom Dia!

Aceitei o desafio da Gotinha. Ela pergunta se o mundo acabasse amanhã o que é que farias? Tentei escrever isto no comentário, mas tinha excesso de letras. Fica aqui, mesmo.

Comeria uma caldeirada, um cozido à portuguesa, uma feijoada à transmontana, umas migas com entrecosto, uma sardinhada assada, um bife com natas, uns choquinhos na grela, uma cabidela de galinha, uma espetada de gambas, duas lagostas e duas dúzias de lagostins, vinte e quatro ostras com limão, uma taça de morangos, 2 melões, 6 papaias, 2 mangas, um quilo de laranjas, um doce da avozinha, meia dúzia de pasteis de nata, uma lasanha, meio quilo de espargos, uma salada mista, um queijo da serra e outro de Azeitão, bebia uma garrafa de D. Perignon, comia caviar e fois gras, seis litros de vinho tinto das regiões demarcadas do Douro, Terras do Sado e Alentejo, dois Porto Vintage, um cálice de Madeira Malvasia, 28 bicas, e deixaria de fumar. Se me esquecesse de alguma coisa, pediria, a alguém que morresse algumas horas depois, que me fosse ao mercado comprar um polvo para eu fazer à lagareiro, duas postas de bacalhau, um leitão da Bairrada, e uma sala de pimentos e cebola e me pusesse na urna. Eu pagaria em euros celestes. Ai barriguinha cheia. Remataria com um queijinho fresco de cabra, duas cervejas sem sabor a limão e dançaria o samba, nem que fosse no caixão. Ai que poeta. Depois despedir-me-ia da família até daí a umas horas e fartava-me de rir quando o extracto do Visa chegasse ao Céu. Ai que divertido. Deixaria cá em baixo os anti-depressivos, os ansiolíticos, os comprimidos de dormir e um par de jeans. Daria os bons dias ao primeiro-ministro no cruzamento entre o Céu e o Inferno, apertava a mão à ministra das finanças tanto, tanto, tanto que lá no inferno ela não teria mão para escrever nenhuma lei que nos fosse aos bolsos. Escreveria 853 postagens no meu blog e enviaria o portátil numa nave espacial rumo à septuagésima milésima galáxia a contar da Via Láctea. Ai que força. Finalmente diria o ao meu psiquiatra que eu estava só a brincar com ele.


Como o mundo não acabará nem hoje, nem amanhã, desejo a todos vós um óptimo dia. Não abusem na comida, cuidado com o colesterol.

terça-feira, maio 11, 2004

346. Stress

Trânsito, parqueamento, transportes públicos, filas, salas de espera, enganos nas ruas, equívocos, correcções, rumos, túneis, escuridão. O que resta de um dia assim? Onde está a luz?

: vou tomar paroxetina, volto quando recuperar...
345. Irritado

Desculpo a ignorância. Sou menos condescendente, quando pelo facto de não se saber, se recebe informação sem sentido crítico, quando era obrigação tê-lo. Não desculpo a incompetência e fico irritado quando alguém pactua com ela. Irritado com ambas as partes. Hoje estou em brasa.
344. Enigma

Se alguém, mesmo que por acaso, mete a mão na lasanha que tu queres, e se a lasanha parece olhar para ele com um sorriso, quase com um beijo, como é que tu ficas?
Bom Dia!

Ouvia-se zumbir o arvoredo
Alguns silvos nas frinchas da janela
uma ligeira brisa, insistente.

Abri a porta quase a medo
No escuro, só a luz ténua duma vela
encontrei uma aragem sorridente.

AF, in Complexus



Ah isso foi ontem, porque hoje há luz, a manhã está calma e vocês vão ter um óptimo dia!

segunda-feira, maio 10, 2004

Lunch Time Blog
(hoje com atraso até ao jantar)

Hoje não escrevi o texto em que registo o meu almoço diário. E não o fiz por duas razões. A primeira é que é pouco provável que eu volte a responder a um juiz que ‘nem me lembro o que comi ontem, quanto mais isso que o Sr. Dr. Juiz me está a perguntar’, pois esse tipo de resposta só se dá uma vez. A segunda, é, como vós sabeis amigas leitoras e amigos leitores, pelo facto de hoje ser segunda-feira. Quase me apetecia dizer como o Disperso. Uma comida que se liga e se desliga, assim tipo strog ON-OFF.
Hipóteses

O Dr. José Pacheco Pereira, escreveu hoje assim no Abrupto (transcrevo com a devida vénia, pois a pergunta parece-me pertinente e como não sei se os meus leitores também são seus leitores, complementa-se um pouco a divulgação. Por outro lado a minha postagem não faria sentido se não o fizesse),

“Sempre me intrigou que uma pergunta nunca tenha sido feita. Ninguém contesta que houve violências sexuais sobre menores da Casa Pia. Este é um facto incontroverso. Ninguém pode presumir outra coisa que não seja a inocência dos arguidos, mas eles sairão do tribunal ou inocentados ou culpados. Imaginem que são, como muita gente pensa (e outra não), inocentes e nada tinham a ver com os crimes cometidos. Se for assim, quem é que os cometeu?”

Parece-me uma hipótese racional, mas...

Deixe-me acrescentar: Uma vez que se presumem inocentes, in extremis, poderão efectivamente sê-lo. Nesse caso temos de considerar que temos a pior polícia judiciária do mundo (não acertou um), a pior magistratura pública (levantou suspeitas a todos, errou a 100%), a pior investigação jornalística do mundo (não esqueça que a comunicação social foi responsável pelo “levantamento da lebre”), e o maior gang organizado de mentirosos infanto-juvenis do mundo (digno de figurar ad eternum em qualquer Guiness Book). E agora termino, eu, com uma pergunta. Alguém acredita nisso?
Velocidade

Convidaram-me para jogar futebol. Não posso aceitar o convite. Tenho alguns handicaps como por exemplo a minha ciática, que por acaso agora até nem me tem apoquentado muito (obrigado L4 e L5), os macitos diários de tabaco, que não digo quantos porque não sou gabarola, a vontade pois tenho andado um bocado em baixo de forma, no que respeita a força anímica e a velocidade. Quem me convidou é bem mais novo que eu uns 25 anos e correr campos e campos com a minha idade, quando eles estão no contra-ataque ainda eu não comecei o ataque da jogada anterior. E só pensar que já fui um dos espermatozóides mais rápido do mundo!
Espectáculo

Hoje tive oportunidade de ouvir um pouco o Fórum TSF, superiormente conduzido pelo Manuel Acácio. Das intervenções destaco as da jornalista Diana Andringa. O tema era a cobertura pelos media do caso Casa Pia. Dizia a Diana Andringa que este caso passou de jornalístico a espectáculo televisivo e atribuía a responsabilidade às empresas de comunicação social. Obviamente eu estou de acordo. A guerra de audiências é hoje em dia muito mais importante para as “empresas” do que a informação. Ainda hoje, entre as 14h00 e as 14h20 a SIC notícias só deu Casa Pia. Quantas novidades? Quanta informação útil? Zero. Esperemos que não lhe mudem o nome para SIC Paparazzi!
Bom Dia!

Yo soy el cóndor, vuelo
sobre tí que caminas
y de pronto en un ruedo
de viento, pluma, garras,
te asalto y te levanto
en un ciclón silbante
de huracanado frio.

Y a mi torre de nieve,
a mi guarida negra
te llevo y sola vives,
y te llenas de plumas
y vuelas sobre el mundo,
inmóvil, en la altura.

Hembra cóndor, saltemos
sobre esta presa roja,
desgarremos la vida
que pasa palpitando
y levantemos juntos
nuestro vuelo salvaje.

Pablo Neruda, El Condor


Vá amigas e amigos, o dia está lindo e convida a levantar voo. Hoje vou ser selvagem e bater a asa. Venham também e tenham um óptimo dia!

domingo, maio 09, 2004

Reuters

BMW drivers have more sex according to car magazine survey

02.05.2004


BERLIN - BMW drivers have more sex than owners of any other cars and are much more active than Porsche drivers, a new German car magazine has found.

The German magazine "Men's Car" found in a survey of 2253 motorists aged 20 to 50 published in its inaugural May issue that male BMW drivers say they have sex on average 2.2 times each week while Porsche drivers have sex 1.4 times per week.

Following BMW drivers were Audi (2.1), Volkswagen (1.9), Ford (1.7) and Mercedes (1.6). Drivers of foreign car makes were also behind BMW with Italian cars (2.0), French (1.9), Japanese (1.8), Swedish (1.6) and Korean cars (1.5) trailing after.

Among women, French car drivers were top with 2.1 times per week followed by Audi (2.0), Italian (2.0), and BMW (1.9) with Porsche again at the bottom of the scale at 1.2 times per week.

- REUTERS


Eu tenho dois Audis! E mais não digo...
Foi Bom

Eu sei que ficar em segundo é sempre ser o primeiro dos últimos. Mas na actual conjuntura, onde se sabe que pelo seu poderio, Europa dixit, o FCP não permitiria, esta época, a mais ninguém atingir o primeiro lugar, restava-nos obter a melhor classificação. E a melhor seria o segundo lugar. Todos sabemos que a direcção do Benfica tem feito um enorme esforço para recuperar um clube que, por culpa de todos nós, Benfiquistas, tem sido mal gerido e delapidado aos poucos. Eu digo por nossa culpa, porque o Benfica sempre foi um clube democrático e se por ele têm passado direcções que mais não fizeram que foi destruir este Glorioso clube, essas direcções foram eleitas por Benfiquistas. Recuperar o clube e dar-lhe o título em simultâneo, reconheçamos é tarefa ciclópica, praticamente impossível, que o digam os 20 anos que o FCP esteve sem ganhar um título e os 18 anos do SCP. Os adeptos desses clubes entenderão o que eu quero dizer e é por isso que considero que a classificação deste ano não poderia ter sido melhor. Para a direcção, equipa técnica, jogadores e para toda a Família Benfiquistas, onde me incluo há quase 49 anos, os meus parabéns. Agora falta o Jamor. Força rapaziada, vamos ganhar essa Taça.
Lunch Time Blog



Quando eu era garoto usava uma pasta para ir à escola, costume esse hoje já quase banido devido à sistemática utilização de mochilas. Na universidade usava-se naquele tempo uma pasta tipo James Bond e quando, já a trabalhar, necessitava de andar com a papelada de um lado para o outro tinha uma pasta bem chic que me vou escusar dizer a marca já que ninguém me paga para fazer publicidade. Hoje quase todos os ministros abraçam uma pasta e quando não têm uma específica, são adjuntos. Houve um tempo em que era vulgar ouvir falar de Fulano de Tal, ministro sem pasta. Sem pasta andava eu quase sempre na minha adolescência e durante algum tempo pós-adolescência. Nem dava para o bilhete do cinema. Nem sei porque é que fui buscar estas coisas. A minha cabeça anda ultimamente muito confusa. Eu só vos queria dizer que hoje almocei uma pasta deliciosa. Lasagna!!!! Capicci?

PS. Schubert, admirado? Nunca tinhas provado? Gostaste não foi meu gulosinho? Tá certo, tens direito a uma goluseima. Mas tu não te chamas Garfield...
Bom Dia!

Lá fora chove. Acordei com o corpo húmido, mas com a alma enxuta. Não choro como o tempo, por causa do tempo. Abro as janelas, fechadas há dias, e vejo as gotas baterem na janela. Na terra uma formiga, sozinha, perdida do carreiro, escorrega em cada passo, luta com cada gota, arrasta-se no enlameado. Mas segue o seu caminho. Não tomou hoje o seu Sedoxil porque a sua ansiedade não se combate com químicos, apenas com a força da vontade de voltar ao carreiro. No entanto parece-me ver cair-lhe uma pequena lágrima a encharcar mais o já encharcado corpo de formiga. Vou tentar copiá-la para poder voltar a ter um bom dia. E a vós, formigas ou não, com rumo ou à procura dele, esperando que o ansiolítico actue por vossa conta ou lutando sós contra a intempérie, à espera que melhores dias cheguem, hoje desejo-vos um óptimo dia.

sábado, maio 08, 2004

Lunch Time Blog

Não tem tudo que ser carne ou peixe. Branco ou preto. Oito ou oitenta. Ou, numa lógica binária, zero ou um. Mas confesso, eu que não sou vegan, uma refeição para mim tem (ou melhor, deve) ter sempre carne ou peixe. Sinto-me incompleto, vazio. Quando não, só me apetece passar a tarde a mastigar. Mas aos Sábados, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores, os meus almoços têm privilegiado o peixe. Não é tradição, não é mania. Talvez seja disponibilidade para ir ao mercado, com tempo, olhar com olhos de ver, escolher e comprar. Gosto de fazer as saladas e dar-lhes o toque de orégãos. Gosto de temperar calmamente o peixe grelhado com um fiozinho de azeite. Gosto de, com a pontinha da faca, ir separando os lombos da espinha, e ver aquela polpa branquinha a chamar o garfo. Gosto de saborear calmamente cada garfada, sem pressas, os sabores de mar se entranhando. Gosto de misturar os sabores ficados com os sabores pingados. Tomar um gole de vinho e ficar a apreciar a mistura. Gosto de dois dedos de conversa que não me retire do objectivo principal, que versem a frescura, a textura, o sabor, o cheiro. Não se discute política, não se fala em futebol, não há facto social. Há uma espécie de sagrado em torno do prato. Até à sobremesa que hoje foi só de fruta diversa, não em salada mas em cortes, num misto de tropicalidade e sabores do sul.

PS. O Schubert acompanhou o ritual. Nem ele miou. No final lambeu-se.
Justiça

A Espectacologica num comentário a uma postagem que fiz ontem com o título “Notícia” perguntava-me se eu já tinha lido a Constituição da República Portuguesa. Minha cara amiga, como eu sou daqueles que tenho dúvidas e às vezes até me engano, fui buscar o texto, li e reli e depois voltei a ler, e confesso-te que não encontrei nenhum artigo, nenhum mesmo, que dissesse: “Aplique-se a justiça conforme o saldo da conta bancária”. Será que tenho de ler de novo?
Bom Dia!

A Natureza é tão perfeita,
No entanto, há o caos.
Alguém, Superior, não quis
Que a Natureza fosse superior
A Si.
Por isso ela cria os bons e os maus.

Mas a Ordem, sim a Ordem,
Elimina os fracos.
O que vai ser de ti?

AF, in Complexus


O dia acordou pedindo-me para eu ir beijar a Natureza. Sem medo da Ordem, mostrando à Ordem que não sou fraco, incentivando os meus companheiros a enfrentar a Ordem. Bom dia companheiros!

sexta-feira, maio 07, 2004

Reflexões

Duas reflexões interessantes, aqui.
Taxi

Suponhamos que esta notícia do Público é verdadeira. Pronto, por mim, já supus que sim. Sendo assim e tendo em conta que uma parte dos meus impostos são para pagar o táxi do governo que o partido do senhor ministro da defesa pôs à disposição dos dirigentes do seu partido, já NÃO vou aqui criticar a utilização de parte dos meus impostos para pagar aquela multidão de polícias que estava a empurrar os jornalistas quando o senhor cruz foi mandado para casa. Mas ainda tenho uma dúvida. Porque é que o senhor cruz teve direito àquela escolta toda? Passou a ser um gajo importante por estar putativamente envolvido num caso de pedofilia ou por apresentar o um, dois, três?
Hoje ouvi…

Os Sinais do Fernando Alves na TSF… fox!
A Maria dizer-me "Amo-te"... há palavra mais bonita?
Falar do João Pinto umas dez vezes… ufa!
Um taxista a buzinar porque à frente ia uma mulher a guiar… olha quem buzina.
Nove comunicações, nove, sem adormecer… um homem sem sono.
Um professor doutor, dizer: “eu intervi” … que tal uma reciclagem em português?
Dizer que o “The Economist” exigia na capa a demissão do Rumsfeld… é verdade?
O miar do Schubert a cumprimentar-me mal cheguei a casa… adoro-te bicho.
A Katchia dizer-me no seminário: “Se eu adormecer me cotuca”… acho que entendi.
A Maria Rita e o Vitorino no carro… confesso que prefiro o português.
O excelente “Resistir é vencer” de José Mário Branco… depois disto vou tapar os ouvidos. Ver o Fujiama e morrer.
Notícia

Notícia? Já não é notícia, a saída do tal Abrantes da prisa. Só falta o BiBi. Mas pelo sim pelo não, srs. juízes, façam o favor de começar a meter os miúdos na cadeia. Mesmo que não encontrem motivo, parece que nunca encontram motivo para nada, talvez seja mais seguro para as crianças. Com os outros todos cá fora, nunca se sabe...
Garfield

O Garfield é louco por lasagna. Isso não é novidade para quem conhece Garfield. Se quiserem ver como o Grafield as come (às lasagnas) cliquem aqui. Divirtam-se.
Seminário

Nem tempo tive para vos dar os bons dias. Vós sabeis amigas leitoras e amigos leitores que eu nunca me olvido de vós. Só que com o desgraçado do tempo que estava esta manhã, o trânsito a deixar-nos a cabeça em parafuso, um Seminário (ehehehe, sobre ISPS), nem tempo tive para vir aqui. Mas nunca é tarde! Um resto de tarde feliz, uma noite de sexta-feira cheia de “movida” e viva o fim-de-semana.
Paranóia

Sabem o que é o código ISPS? Não sabem? Então eu digo: International Ship and Port facilty Security code. As coisas que eu sei. Os americanos andam em paranóia por causa do terrorismo. Olá se andam. E como eles é que mandam no mundo, toca a mandar os outros a fazerem como eles querem. Senão vão tentar fazer da Europa uma enorme Cuba. Embargam-nos os portos, os navios, as exportações. Pode ser que algum árabe suicida vá lá dentro e faça os peixinhos irem pelos ares. Tá bem tá… Como não sabem tomar conta da casa deles, os outros é que têm de pôr fechaduras na portas. Pronto. Foi a minha postagem política da semana. Também tenho direito a meter a minha opinião em terrorismos alheios.

quinta-feira, maio 06, 2004

Parabéns

Devo ser o milésimo quadragésimo quinto a escrever isto, ou a mandar e-mails para dar os parabéns pelo aniversário do blog Abrupto. Quase todos, uma cambada de engraxadores, claro. Eu não espero nada em troca. Dou os parabéns pela manutenção de um ano de blog, onde estou quase sempre em desacordo com a opinião política e quase sempre embevecido com as pinturas e os poemas escolhidos.

PS. Caro Dr. José Pacheco Pereira, não leve a minha postagem assim tão a sério quando eu digo que não espero nada em troca. Veja lá se me arranja um empregosito, não é pedir muito pois não?
Lunch Time Blog

Em inglês peru diz-se turkey, Os ingleses chamam Turkey à Turquia. Ou seja, quando os ingleses se referem à Turkey efectivamente estão a chamar-lhes peru. Nós conhecemos um país mundialmente designado por Peru. Os ingleses também lhe chamam Peru, sem lhe chamar turkey. Porque para eles, Peru não é turkey, mas sim Peru. Assim, quando nós pensamos em Peru viramos os nossos olhos para a América do Sul. Quando os ingleses pensam em Turkey viram os olhos para a Ásia Menor. Mas quando nós pensamos em peru e eles em turkey, provavelmente olhamos para o mesmo prato. Não tinha jeito nenhum que estando nós praticamente no mesmo meridiano quando o empregado perguntasse ‘posso servir o peru’ ‘may I serve the turkey’ (deve ser assim, se não for avisem-me), o inglês olhasse para a direita e eu olhasse para a esquerda (do mapa-mundi, of course). Até porque, honrando o mais antigo tratado do mundo, DB e TB não estão de costas voltadas e vão ambos sair pela mesma porta. A um, desejo umas boas férias no Peru, ao outro, na Turkey. Pois hoje meus amigos almocei peru, enquanto dava uma vista de olhos num jornal da semana passada que referia que a Turkey ainda não era desta que se juntaria a nós. Baralhei o almoço todo, mas não dispensei o vinho. Querem tomar um copo comigo? Why not? (não é wine hot. Apesar de tudo, bebo o tinto sempre à temperatura ambiente).

PS1. Bem tentei explicar a diferença ao Schubert. No final da retórica, afincou-me um valente miau. Traduzi isso por ‘deixa-te de tretas e dá cá a minha ração à base de turkey’.

PS2. Já sei que estão a pensar que estou a abusar dos pêésses, mas será por textos como estes que a médica me receitou anti-depressivos e ansióliticos?

PS3. Noites em branco. Desculpem qualquer coisinha.
Bom dia!

Abomino a formiga:
Ordenada, carneirada.
Abomino o carneiro:
Seguidista, cabisbaixo.
Abomino o casmurro:
Antipático, anti tudo.

Viva a desordem!
O caos, anti manada
Viva o dinheiro!
(o que sai debaixo?)

Gosto de dizer num sussurro:
Como amo o surdo-mudo.

AF, in Complexus

Branca. Esta noite foi branca. A próxima mato-a. Com Noctamid! Espero, ao menos que seja um Bom Dia!

quarta-feira, maio 05, 2004

Frases

Uma olhadinha no blog deste gajo e lá estou eu a fazer o mesmo. Ele também viu neste blog e resolveu dar continuidade embora com alterações. Eu segui mais o desafio dele, porque achei mais engraçado.

As 5 frases que mais repito:

1. Estás a perceber? (claro que não está a perceber peva… com sorte está a ouvir)
2. Tomemos como exemplo… (as pessoas já perceberam e se não perceberam não é com os exemplos estúpidos que eu dou que vão perceber)
3. O que é que há para jantar? (é invariável… acho que há quase 50 anos que digo esta frase todos os dias)
4. SLB SLB SLB, SLB SLB SLB, Glorioso SLB, Glorioso SLB (em uma hora e meia sou capaz de dizer esta frase 30 vezes… depois digo-a por dia 3 vezes, ao pequeno almoço, ao almoço e ao jantar. Sempre antes das refeições. Há quem diga Obrigado meu Deus pela refeição que me vais conceder. Mas eu tenho uma fé inabalável no Glorioso)
5. Puta que o pariu (desculpem a baixaria, mas é tão bom… alivia tanto)

As 5 frases que mais detesto ouvir:

1. Estás a perceber? (mas eu sou algum mentecapto ou quê?)
2. Tomemos como exemplo… (bem quando me dizem isto até me passo… se não percebo à primeira é porque o tipo/a é suficientemente estúpido para lá não ir, nem com exemplo)
3. Não tirei nada hoje para o jantar (isto diz-se? Um gajo nem à noite se pode livrar do empregado do restaurante: ‘Então Sr. V. lá ganharam com mais um penaltesinho inventado plo Simão’… não há pachorra!)
4. Em cada lampião um cabrão (vão gozar com a vossa mãezinha tá? Vocês conhecem-me de algum lado? Sabem o que é que a minha mulher anda a fazer? A não ser que eu seja o último a saber…)
5. Puta que o pariu (plágios não vale, ou pagam direitos de autor ou não usem essa frase ao pé de mim, entendido?)

As 5 frases que já ouvi este ano por 38 vezes:

1. Ai..ai…ai..ai..ai..
2. Huummm..hummmm..hummmm.hummm
3. Mais, mais, mais, mais, mais
4. Mais fundo, com força, simmmmmmm
5. Sempre a refilar, sempre a refilar mas no final acabas sempre por fazer bem

(Breve explicação destas ultimas cinco frases: a n.1 deve ser lida em tom de quem está a ralhar ‘ai ai ai ai, estou a ver que não queres ir colocar os cortinados’; a n.2 deve ser lida com ar de desconfiança: ‘Já está direito o varão?’ ‘Humm humm humm e hummm’ e no final, ‘chega o lado direito 2 cms para cima’. A n.3 Mais mais mais mais é quando eu pergunto: vê lá se já está na altura certa’; n.4 tentativa de ajuda quando estou de chave de parafusos na mão, como se fosse o timoneiro num shell de quatro; n5 missão cumprida. E agora perguntam vocês? Trinta e oito vezes?? Pois! Este ano já tive de colocar cortinados em 6 salas cá em casa, 4 na casa dos sogros, 4 na casa dos pais, 3 na casa dos cunhados, 5 na casa de férias, 26 em casa de amigos. Façam as contas!)
Vertigem

Outro blog novo que descobri ontem e que também estou a gostar. Hoje vai passar para a minha coluna da direita. dos links, claro.
Ágora

O blog é novo mas estou a gostar de como está evoluindo. Vale a pena visitar e deixar uns comentários para animar. Ó Kachia conta aí mais coisas do teu Brasil, vá.
Atrasado

Aiiiiiiiiiii. Estou atrasado. Tenho de sair correndo para o médico!



Bom Dia!

“… Sentiu a atmosfera impregnada de um mistério onírico quase insondável, perturbador; invadiu-a um desejo imperioso, concupiscente de o desvendar. Que lugar era aquele? Outro tempo? Outra dimensão? (…) Não desejara aquilo e no entanto não sabia resistir-lhe. Obcecados, os seus passos dirigiam-se, dia após dia, para o Café, para aquele espaço onde, sabia, poderia encontrar-se ou perder-se irremediavelmente”

Maria Teresa Loureiro, Um olhar mil abismos


Todos os dias caminho para este meu café. Tornou-se irresistível, quase uma obsessão. Mas tenho aqui aqueles com quem falo, aqueles que me “ouvem” e aqueles que eu “oiço”. E é tão bom quando entro, sentir o cheiro das vossas presenças e dizer em voz alta: Bom Dia!

terça-feira, maio 04, 2004

FCP

Tiro-lhes o chapéu.
Desanuviando

Deem uma olhadinha na Uma Thurman. É pena ser só Uma. Porque não há 2 destas?
Palavrão

Não escrevo aqui o palavrão que acabei de dizer!
Hipocrisia

Hoje nos telejornais (esperem pelas 20:00h), políticos, advogados e juízes vão dizer: É uma prova que as instituições em Portugal estão a funcionar. Se não fosse dramático, hoje mijava-me a rir.
Vergonha

A sem-vergonhice nacional está a atingir o seu auge. Quem é que neste momento, em Portugal, ainda acredita na Justiça?
Justiça

A esta hora está a ser libertado o Sr. Cruz. Já faltam poucos. Consta que, para o mês que vem, começarão a ser presos os miíudos da Casa Pia.
Amparo

A propósito de uma postagem que li hoje com o título ‘… tirou a carta na farinha amparo’ e cujo título mais correcto deveria ser ‘… saiu-lhe a carta na farinha Amparo’ vou contar para os mais novos porque é que se usa essa expressão.
Quando eu era menino as farmácias não vendiam Bledine, os super mercados não existiam e os cereais e farinhas da Nestlé eram só para alguns bolsos. As camadas menos favorecidas da população (quase todos) recorriam a algumas farinhas mais populares para dar aos filhos. A mais popular de todas era, sem dúvida, a farinha Amparo. Só que as caixinhas onde os pacotes de farinha vinham tinham uma característica muito especial. Traziam sempre um brinde. A minha primeira colecção de índios e cowboys de plástico saiu-me na farinha Amparo. A partir daí, era usual, quando não pretendíamos dizer a real origem das “coisas” afirmarmos que tinham saído na farinha Amparo. Como deve ser perceptível, até pela acessibilidade da compra, os brindes da farinha Amparo não poderiam ser de grande qualidade. Daí que certas cartas de condução que alguns “choferes” das nossas estradas ostentam, só podem mesmo ‘ter saído na farinha Amparo’.

PS. Dedico esta postagem à Vertigem, com carinho.
Lunch Time Blog

Vamos lá a ver se nos entendemos. O Estádio da Luz era um inferno. Desde os meus tempos de miúdo que vou ao futebol e sempre se fez a festa. Eu nasci nos anos 50. Já sou velhote nestas andanças. Tendo em conta que os diabos vermelhos, a claque do Benfica, nasceu no início dos anos 80, não vale a pena virem para aí dizer que são as claques que fazem a festa e dão cor ao futebol. Isso é treta. Vem isto a propósito da Juve Leo ter invadido o estádio. Coitaditos, são claque, fazem a festa, devem ser desculpados. Além disso quem teve a culpa foram dois jogadores do Benfica que resolveram festejar um golo da sua equipa. Meninos, quando marcarmos um golo, que nos dê uma vitória, façam o favor de começar a chorar. Se não souberem, contratem carpideiras. Deixem as festas para as claques. Pois é, amigas leitoras e amigos leitores, esta introdução é só para dizer que nem estas aleivosidades me tiram a vontade de comer. O arroz de coelho estava simplesmente delicioso. E o vinho? Nem vale a pena falar. Maravilhoso. Esta foi uma refeição e peras.

PS. Schubert, meu malandro, vá almoçar. Deixe lá o jornal e esses comunicados das claques que não enchem barriga. Para a mesa já!
Bom Dia!

Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada 'speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada.

Ricardo Reis


Hoje quero desejar Bom Sorte para vocês todos. Mas não dispenso de vos desejar um Bom Dia!

segunda-feira, maio 03, 2004

Apoiado

O João no seu blog, decidiu retirar os comentários. Entendo perfeitamente o seu estado de espírito. Ninguém conhece o João melhor do que eu. Eu também li os comentários a que ele se refere. Quem tem um sistema de comentários como eu tenho e como ele tinha sujeita-se a tudo. Mas há quem intrinsecamente não se sujeite. Felizmente quem me visita é gente de alto nível. Se um dia alguém tiver a covardia suficiente para no meu sistema de comentários, sob a capa do anonimato, tentar achincalhar o meu blog, os meus amigos ou os meus leitores, simplesmente apago esses comentários. Sem explicações. Ninguém tem o direito de ofender gratuitamente nem a mim nem a ninguém que eu estimo. Apoio sem qualquer reserva a tua decisão, Disperso.
Lunch Time Blog

Chego a casa e perguntam-me o que quero comer. Tem um óptimo cardápio ao seu dispor. Bife com batata frita. Bifanas de porco com batata frita. Costeletas com batata frita. Omoleta de queijo ou fiambre. Hoje não há camarão. Faço-lhe uma salada para acompanhar. De repente lembro-me que é segunda-feira. Por favor! Não se pode abolir as 2ªs feiras da minha hora de almoço?

PS. Schubert hoje não tens direito nem a uma linha no pêésse. Quem tem um dono com segundas-feiras, o melhor é mesmo aproveitar a tua ração. Posso?
Brasileiros

Em português do Brasil e aqui mesmo na minha coluna de ligações à direita: Ágora, Batata Trangénica, Diário de Lisboa, Digressiva Maria, Estrada de Côco, Raio de Luz.
Saravah!
Submissão

Submeto-me frequentemente às invasões linguísticas estrangeiras. Estou a escrever esta postagem como nota de rodapé a uma outra que o Francisco José Viegas escreveu com o título de Linguagem, ontem, no seu, nunca é demais dizer, excelente blog. É devido a essa minha submissão que uso expressões francesas tais como fait-divers ou noblesse oblige ou palavras inglesas tais como timming, leader ou mais recentemente blog. Para todas elas existe a sua tradução, à letra ou com a utilização do galicismo ou anglicismo correspondente, mas que não deixa de ser português. Quando eu era estudante universitário, alguns dos livros, se os queríamos ler em Português, só os encontrávamos em traduções brasileiras da MacGrwHill. Como opinião geral, péssimas traduções. Ou pior termos que gramar os embricados del inducido nas edições espanholas. Bom mesmo, era obtermos as obras no seu original. Em inglês ou francês. Tal como o “ogirinal” francês do Piskonov (tradução francesa da edição russa). Desculpem a ironia. Pois bem, eu discordo totalmente disso. Prefiro mil vezes ler em português do Brasil do que ter de ler em inglês. O nosso nível cultural e a nossa literacia são substancialmente inferiores à maioria dos países da união europeia e eu não creio (falta provarem-me) que os Húngaros, os Checos ou os Noruegueses, tenham de ter estudado em versões inglesas para poderem fazer os seus cursos. Ou que os Brasileiros tenham desenvolvido a indústria aeronáutica, uma das mais fortes do mundo, pondo de parte as “péssimas” traduções brasileiras. Por isso, aqui neste espaço eu sou um blogueiro, ou sou um bloguista, mas recuso-me a ser um blogger. Ah é verdade, o que acabei de escrever foi uma postagem.
Bom dia!

Glorioso

Não podemos embandeirar em arco. Ainda falta um jogo para terminar o campeonato e ainda falta um jogo da Taça de Portugal. Devemos festejar a vitória de ontem, porque foi nossa. As vitórias devem ser festejadas. Os pés, esses devem estar bem assentes no chão. Eu sou um homem de fé. Por isso acredito que possamos manter o 2º lugar no campeonato. É verdade que é o primeiro dos últimos. Mas tirando o chapéu ao FCP que desde o primeiro minuto deste campeonato, mandou os outros lutarem pelo 2º, esta será a melhor classificação que se pode obter. E o Glorioso vai obtê-la. Quanto à Taça, a minha fé é inabalável. Vamos ao Jamor ganhar!

Para todos os benfiquistas os meus parabéns e um desejo de um muito bom dia. Para os derrotados de ontem, toda a minha simpatia e um muito bom dia também!

domingo, maio 02, 2004

Bom dia!

Mãe

Eu levantava-me todos os dias rabugento. Ainda acontece. Não falava com ninguém que encontrasse acordado. Preferia mesmo que ninguém estivesse a pé. Nessa época eu não fumava, por isso ao contrário de hoje, a primeira coisa que fazia não era fumar um cigarro. Dirigia-me à casa de banho. As torneiras abertas e o estado permanente de alerta, faziam com que ela se levantasse. Sei que não era por espírito de contradição. Sei que era por me amar. Tinha sempre de me ir dar os bons dias. Eu nem respondia. Depois ia para a cozinha preparar-me o pequeno-almoço. Eu ignorava. Ou melhor não ignorava. Barafustava em pensamento umas vezes, outras entre dentes. Resmungando. Ela queria saber o que eu estava a dizer. Eu não respondia. Ou respondia torto. Depois olhava para o relógio. Como sempre rés-vés Campo de Ourique. Era vestir-me à pressa. Ela atrás de mim, com o café com leite. Filho, ao menos só o cafezinho, filho. Não quero nada disso. Vestia-me, pegava nos livros, abria a porta. E ela atrás de mim. Leva a torrada vai comendo pelo caminho. Não quero nada disso. Dava-lhe um beijo na cara. Até logo. Bebe o café filho. E vinha até à escada com a caneca na mão. E eu a descer a escada, com uma cara de mau. E uma lágrima a correr-lhe pelos olhos. Era assim, invariavelmente. Só tu mãe. Só tu. Sabes que ás vezes sinto saudades destas pequenas discussões matinais? Hoje vou aí a casa dar-te aquele beijo. Não é por ser dia da mãe. É porque eu também te amo.

Para todas as mães que a esta hora me estão a ler, um beijinho e o desejo de um óptimo dia!

sábado, maio 01, 2004


Lunch Time Blog

O tamboril é definitivamente um dos peixes mais feios que eu conheço. Mas é também um dos mais apreciados. Quando não há dinheiro para lagosta, come-se tamboril. Não vou aqui descrever a morfologia do peixe, nem o seu habitat e quase me recusaria a escrever o seu nome científico não fosse eu gostar tanto dele(s). Lophius piscatorius e Lophius budegassa, são as duas espécies à venda em Portugal. Quando a minha mulher foi cozinhar hoje, já o tinha “esfolado” e cortado aos pedaços. Fiquei sem saber qual das duas espécies comi. Ai, que raiva! Nem um Lunch Time Blog sabe tão bem assim. Mas paciência…A receita? Bom fiquem-se com os ingredientes do arrozinho de tamboril com gambas. A receita teria de a pedir à minha mulher. Ela não está aqui por perto, mas confesso que ela faz um arroz de tamboril maravilhoso. Tamboril, arroz, tomate maduro, cebola picada, louro, pimento coentros, vinho branco, sal q.b., piri-piri q.b. e gambas é claro. Dizem que é para acompanhar com um branco fresco. Eu acompanhei. De vinhos brancos estamos falados.

PS. O Schubert gostou!
Desvantagem

Se perdermos não culpem o Camacho. Culpem o S. Pedro. Diz a meteorologia que este fim-de-semana é de chuva. E como por aqui não neva, prevejo que seja de água. E se é de água, como é que uma equipa de futebol pode rivalizar com uma equipa de mergulhadores profissionais? Culpem o S. Pedro se faz favor.
Errata

Na minha postagem de ontem, sob o título Livros, escrevi '... vide colecção Vampiro'. Deveria ter escrito 'vide Rififi'. Acho que foi A mão direita do diabo, quem me atraiçoou. Obrigado pela ajuda, Francisco.
Bom Dia!

Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou
Raiava o sol já no Sul,
E uma falua vinha lá de Istambul

Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
Era o dia de cantar,
E uma falua andava ao longe a varar

Maio com meu amigo quem dera já
Sempre no mês do trigo se cantará
Qu’importa a fúria do mar,
Que a voz não te esmoreça vamos lutar

Numa rua comprida El-rei pastor
Vende o soro da vida que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu,
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu.


José Afonso, Maio Maduro Maio


Hoje é o 1º dia de Maio. Vejam como ele nasceu bonito. “Anda ver, Maio nasceu”. Para quem está a trabalhar, para quem está a gozar o merecido feriado, para os trabalhadores do mundo inteiro, desejo um óptimo, óptimo dia!

sexta-feira, abril 30, 2004

Livros

Com este titulo fez Francisco J. Viegas uma postagem no dia 28. Diz o Francisco J. Viegas que por estas alturas do ano, publicou Dinis Machado, em 1977, O Que Diz Molero (eu comprei-o e li-o em 1977 e aqui, num dos meus “bons dias”, já tive oportunidade de o citar). No entanto na postagem há uma observação que me intriga. O Francisco (desculpe tratá-lo assim, mas você faz parte do meu quotidiano de leitura, é como se eu o conhecesse de há muitos anos), escreve “Autor de um livro só?”. Ora deve ter sido apenas por distracção, meu caro Francisco. E Dennis Mac Shade? A obra policial não é uma arte menor. E Dinis Machado escreveu muitos destes livros (vide colecção Vampiro). O seu a seu dono.
Polvo

Octopus vulgaris

Presidentes de Câmara – Clubes de Futebol – Empreiteiros – Partidos Políticos, até agora só quatro tentáculos. Faltam mais quatro. Quem palpita?
Amuleto

A minha amiga das florestas, diz que o meu amuleto é um trevo de quatro folhas. Ora dizem que o trevo de quatro folhas dá sorte.
Ora vamos lá por partes:
a) Se vou à pesca com um companheiro, ele pesca sempre. Eu raramente consigo trazer um peixe. Sorte: não ter de o amanhar.
b) Se estaciono em cima de um passeio, quando volto tenho uma multa. Sorte: não ter de andar à procura de moedas para por no parquímetro.
c) Se jogo não ganho nem um euro. Sorte: não ser assaltado e ficar sem esse euro.
d) A Gotinha diz no blog dela que há 11 mulheres por cada homem. Eu só tenho uma. Sorte: sem machismos gratuitos… eu só tenho um cartão de crédito.

Vou ali ao campo apanhar um trevo e já volto. O pior é se ele murcha e me sai o totoloto. Isso é que seria azar, tadinho do trevo.
Bodyboard

Não sei se alguma das minhas leitoras ou algum dos meus leitores gosta de bodyboard. Ou os filhos. O Edmundo Peixeiro foi, aqui há uns anos atrás, campeão nacional e europeu de bodyboard. Actualmente ensina os outros a surfar, não está entrando em competições, o que é uma pena, mas entrou no mundo dos negócios. Hoje vai inaugurar a sua loja de bodyboard na Costa da Caparica. Chama-se Miramar, fica quase junta à praia. Para ele toda a sorte do mundo. A vocês fica aqui o meu convite para uma visitinha. Comprem lá a prancha para os putos, vá lá. A vida do mar é saudável. E o bom tempo está a chegar.
Team Work

Olhem aqui eu e o Schubert a estudar blogs.



O "eu" está omisso na foto. Fiquei por detrás da câmara.
Bom Dia!

Levanto a custo os olhos da página;
ardem;
ardem cegos de tanta neve.
Faz dó esta paixão pelo silêncio,
pelo sussurro do silêncio,
pelo ardor
do silêncio que só os dedos adivinham.
Cegos, também.

Eugénio de Andrade, A Paixão


Desapareceu um dos meus blogs preferidos. A minha amiga já não está na net. Ainda continuo apaixonado pelo que ela escreve. Silenciosa. Um estranho sussurro de silêncio. Um ardor. Para todas e todos os que me lêem e hoje especialmente para a Catarina os meus desejos de muito bom dia.
‘Açaçinando’ a língua

No blog do bidé: “…eles mereciam é que os fiscais da câmara fossem lá ‘embriagar’ a obra…”

Ontem num café do Porto “.., eu não me meto na vida ‘alheira’ …”

Bom. eu vou ali comer uma alheira e beber uma cerveja, espero não me embriagar, e já volto.

É obra, mas também é a minha vida… o que é vocês têm com isso?

Não me digam que agora também vos apetece meter na vida ‘alheira’ e ‘embriagá-la’, não? Vá lá, façam um ‘abaixo-assassinado’, vá!

quinta-feira, abril 29, 2004

Amizade

Uma amiga minha irá amanhã fazer uma comunicação na Universidade Lusíada. É a sua primeira “fala” no país que escolheu para fazer o seu mestrado. Provavelmente, também, o seu doutoramento (ela dirá doutorado). Hoje telefonei-lhe para lhe dar a “maior força”. Força aí Kachia, mostra o que vales, miúda (ela entenderá, garota).
Tempo

Hoje numa conferência sobre transportes marítimos, a que assisti no Porto, uma das pessoas que fez uma comunicação foi o Comandante Jorge Semedo. Em 1973 terminei o liceu, em Almada. Eu era o sub-chefe de turma, o Semedo o chefe. Foi sempre assim desde o meu 3º ano de liceu. O Semedo o chefe, eu o sub-chefe. A escolha era por votação dos colegas. Democrática, mesmo nessa época. Hoje relembramos isso e não só (lembramo-nos por exemplo que uma, hoje proeminente, figura política do nosso país, não tomava banho depois das aulas de ginástica). Sempre se relembra algo quando se encontram velhos amigos. Amigos apenas, porque não somos velhos, ora bem. Terminamos as aulas no dia 10 de Julho de 1973. Depois foi época de exames. Eu só tive de fazer Filosofia, pois dispensei os restantes. O Semedo não sei. Hoje não falamos disso. Falamos de outras coisas e lembrámo-nos que não nos víamos desde Junho de 1973. Quase 31 anos depois voltamos a nos encontrar. É tempo!

O meu blog, faz hoje precisamente 6 meses que eu o comecei a escrever. Às vezes penso como é que arranjo temas para tanto tempo aqui na blogosfera. Tanto tempo? O que são 6 meses e o que são 31 anos? De facto não via o Semedo havia muito, mesmo muito tempo.
Aleixo

Gosto de ir comer ao Aleixo. Na Campanhã. É um restaurante muito agradável, onde, se come muito bem. A decoração é simples. As paredes são em camadas de rocha. Cada sala tem um nome. A “farmácia”, onde se expõem os vinhos e as sobremesas. A “sala de operações”, onde se come, o “laboratório” que é a cozinha. A “desinfecção”, onde podemos lavar as mãos. Ah e a “sala de torturas”, onde temos de pagar a conta. As paredes decoradas com pequenos quadros. De gente famosa que visitou o Aleixo e de muitos recortes de jornais que o mencionam. De novo, não tive oportunidade de comer o célebre cabritinho no forno. Só servem à sexta à noite. Talvez da próxima vez. Mas não percam os filetes. Desta vez comi filetes de polvo acompanhado de um arrozinho do dito. Estavam deliciosos. E depois uma vitela acompanhada de batatinha nova. Estava divinal. E um vinho do Douro, maduro, tinto, é claro. Esteva 2001. Uma aletria doce de sobremesa. Um café e o segundo golo de Portugal. No Porto detesta-se Scolari. E Ricardo... bom, Ricardo é um frangueiro.
Porto

Acabei de voltar. Obrigado a quem me desejou boa viagem. A quem mandou beijinhos ao Porto, confesso que não me ajoelhei para beijar o chão, só porque tenho uma hérnia e não porque eu tenha alguma coisa contra o Papa. Mas mandei beijinhos para o ar.
Eu não vou muitas vezes ao Porto e, das vezes que lá vou, raramente tenho tempo para passear. Ontem cheguei ás 7 da tarde, mas ainda deu para um pequeno passeio. Do hotel até à Batalha, a pé, não é longe. Mais abaixo uma espreitadela ao Douro. No miradouro, claro. Mas voltando à Batalha. Ainda lá continua, quase em ruínas, o Águia D’Ouro. E também o Chave D’Ouro. E o velhinho “mijadouro” (sim sei que não se escreve assim). Mas está lá! Depois descer as escadinhas dos Guindais. Onde uma menina tratava dos seus oito gatos, ou gatas, ou ambos. Sim oito e todos bonitos. Onde, a meio, uma bicicleta estava estacionada, amarrada com correntes e cadeados ao corrimão. Quem subirá ou descerá aquela escadaria toda de bicicleta? Só se for promessa. Parar três vezes para tirar um cigarro para dar. ‘Desculpe, arranja-me um cigarrinho?’. Com certeza. Eu sei que é mau fumar. Mas não consigo negar um cigarro a quem me pede. Chegar à ponte D. Luís. Em obras, para que o metro passe até Gaia. Ler do lado de lá, os nomes todos das caves e pensar se já bebi um Porto de cada uma daquelas marcas. E descer um pouco até à Ribeira, Para ver in loco, o que costumo ver na TV. O D. Tonho, O Presuntisco, e outros. A hora do jantar estava próxima, um táxi levou-nos ao Aleixo.

quarta-feira, abril 28, 2004

Já volto

Vou até ali ao Porto e já volto. Amanhã à noite, entrarei em contacto convosco. Entretanto não chorem. Eu sei que sou bom, mas não sou tanto assim não é?

PS. Hoje almocei cozido á portuguesa. Nem ao Schubert contei. Amanhã com calma trocarei impressões com ele sobre a influência da unha de porco na felicidade dos gastromaníacos.
Enganos

Se um dia a tua mulher te enganar e resolveres te atirar de um 12º andar, lembra-te: O que tens são chifres, não são asas.
Bom Dia!

De tarde

Naquele pic-nic de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!

Cesário Verde, O Livro de Cesário Verde



Podemos acordar de manhã a pensar na tarde. A congeminar pic-nics, burgueses ou não. A lembrar que na Primavera as papoulas “sangram” os granzoais. A imaginar seios cobertos de rendas. Só não podemos é deixar uma manhã partir sem vos desejar um muito bom dia!
IRS

Acabei de preencher os papeis do IRS. Aparentemente, este ano, vou receber algum de volta. Para quem não recebe salário há 2 anos, já não é chita. Deve dar para um almoço. Eu depois descrevo o que comi. Não se façam já ao bife, porque não deve dar para convidar. Talvez para a hora da bica.

terça-feira, abril 27, 2004

Lunch Time Blog

Tive um colega de trabalho, numa das empresas por onde passei, que acompanhava as suas refeições com arroz. Todas. Lembro-me de ele, à minha frente na fila do self-service, pedir sardinhas assadas, sem batata, sem salada, só com arroz. Outros hão, como o meu cunhado, que quem lhes tira as batatas fritas, estraga-lhes a refeição. Estou à espera do dia em que nos sentemos à mesa para comer um bacalhau com todos e ele queira substituir, a batata, as hortaliças, a cenoura, o ovo, por batatas fritas. Eu para acompanhamento, sinceramente gosto de variar. E gosto de fazê-lo consoante a refeição. As saladas são as minhas preferidas. Mistas ou individualizadas, tanto faz. Uma bela salada de alface picadinha com as favas e entrecosto. Uma salada de pimentos com as sardinhas. Uma salada de tomate, quando como um churrasco seja de que carnes for. Uma salada completa de tomate, alface, cebola, milho, aipo e palmito, um pouco de queijo de cabra. Não como acompanhamento, mas ela de per si a servir de refeição. Depois vêm as frutas. Qualquer que seja a refeição eu sou capaz de a acompanhar com fruta, sendo que, com a bela picanha na pedra, nunca dispenso. Os espargos são outras das minhas preferências. Um pouco de manteiga derretida, pego no espargo com a mão, já sei, vão dizer, que horror, mas é mesmo assim que faço, e vou molhando as pontinhas e acompanhando o prato. As castanhas e o seu puré. Qualquer puré, batata, castanha, maçã, me delicia como acompanhamento. Não dispenso um arroz de “cascas” como eu costumo dizer, cá em casa, em private, para acompanhar peixe frito. Entenda-se como “cascas”, os mariscos bivalves, seja amêijoa, seja conquilha mas, fundamentalmente lingueirão.
Hoje o acompanhamento foi à viola e à guitarra. Camané cantava o fado. No gira-discos.

PS. O Schubert gosta de estar acompanhado quando come. De quando em vez, levanta o focinhito do prato e olha em redor. Se vê alguém, diz umas palavras em dialecto gatês, mostrando a sua satisfação e continua. Gosta também de ser acompanhado com uma carícia no lombo.
Bom dia!


Não te Amo

Não te amo, quero-te: o amor vem d'alma.
E eu n 'alma – tenho a calma,
A calma – do jazigo.
Ai! não te amo, não.

Não te amo, quero-te: o amor é vida.
E a vida – nem sentida
A trago eu já comigo.
Ai, não te amo, não!

Ai! não te amo, não; e só te quero
De um querer bruto e fero
Que o sangue me devora,
Não chega ao coração.

Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
Quem ama a aziaga estrela
Que lhe luz na má hora
Da sua perdição?

E quero-te, e não te amo, que é forçado,
De mau, feitiço azado
Este indigno furor.
Mas oh! não te amo, não.

E infame sou, porque te quero; e tanto
Que de mim tenho espanto,
De ti medo e terror...
Mas amar!... não te amo, não.

Almeida Garrett, in Folhas Caídas


Os homens! Em todas as épocas, de todas as condições. Os homens! Para todos os homens e mulheres que amam ou que apenas querem, a todos e a todas os meus desejos de um muito bom dia!

segunda-feira, abril 26, 2004

Ágora

A minha amiga Kachia (não é sotaque que eu estou transcrevendo, não, ela não é Catia se lendo Kachia, é Kachia mesmo), também já tem um blog. Ela escreve em português do Brasil, que é como quem diz, só cá para nós que ninguém nos ouve, em brasileiro. Vai daí tive dificuldade em ler o título de uma postagem. Ela escreveu “correção” e eu pensei que o título era uma incorrecção. Afinal lá naquele português deles, correto é correcto e não está incorrecto. Vamos lá ler? Eu já fui e já a coloquei aqui na lista do lado direito.


PS. Ágora é grego e é o nome do blog da Kachia. Quem explica bem, essas coisas de grego, é a Carla de Almeida no seu blog bomba-inteligente. Não sei se antes de eu ser um bloguisteiro ela já deu uma explicação de Ágora. Se não deu ficarei à espera.
Lunch Time Blog

As segundas-feiras nunca são dias muito bons para se falar de comida. Em primeiro lugar, porque ainda estamos de ressaca das petiscadas e bebedeiras de Domingo. Em segundo (e falo do meu caso) ainda estou meio a dormir para ter suficiente discernimento para não escrever disparates. E, finalmente, esta é que é a razão principal é que eu às segundas, não só ainda estou a pensar no fim-de-semana acabado, mas também já estou a pensar no próximo fim-de-semana, do que vem aí de prazeres gastronómicos e, qualquer coisa que se coma hoje é incomparavelmente pior que o desejo do futuro e saudade do passado. Se comemos em casa, aliviamos o estômago dos antecedentes exageros e começamos a prepará-lo para os vindouros. Se comemos fora, torcemos o nariz à ementa, desconfiamos do peixe, e pensamos os dias de frigorífico que aquela carne já tem. Temos o bacalhau, penseis bem vós, amigas leitoras e amigos leitores. Bacalhau não é carne e nunca foi peixe. Mas eu gosto de bacalhau por prazer e não por alternativa, portanto está fora de questão comer bacalhau à segunda-feira. Poderíeis argumentar, alguns de vós, algo do tipo interrogativo: ‘mas este gajo não sabe o que é fast food? Ele ia ao gajo das galinhas de kentucky, ou ao marques donalde ou à piza telefónica e pronto, não vinha para aqui encher a postagem de cheiros e sabores’. Pois sabeis bem o que eu respondo a isso, nem preciso dizer. Se escrever pqp à ideia, vós sabeis o que eu quero dizer. Portanto pelas razões apontadas, decidi, hoje, não escrever a minha postagem denominada Lunch Time Blog. Não é birra, não. É que não tenho tema.

PS.
1. Schubert, não leias o que escrevi acima. Vamos à contagem? Primeiro porque eu não escrevi nada.
Segundo porque mesmo que tivesse escrito estaria cheio de termos em estrangeiro e tu não irias
perceber nada.
2. A água e o AlkaSeltzer estavam deliciosos.
3. Estou cansadíssimo de NÃO ler comentários. Vós sois cá uns cortes.
4. Tenho descoberto uns blogs muito fixes. Um dia destes faço aqui mais um pouco de publicidade aos ditos.
5. No escândalo da Brisa não há culpados. Deve ter sido mais um acto da natureza. Uma brisa que passou por ali.
Bom Dia!

"... Por isso, estes contos são crueis. Diz-se às vezes que há muito de amor do mal no evocá-lo e referi-lo. E que é disso que ele se perpetua. O mal não se perpetua senão no pertender-se que não existe, ou que excessivo para a nossa delicadeza, há que deixá-lo num discreto limbo. "

Jorge de Sena, Prefácio de 1971 a Os Grão-Capitães


Que é como quem diz 'perdo-o, mas não esqueço', o que na verdade é uma grande hipocrisia. E como eu não sou hipócrita não esqueço, nem perdoo-o o mal. Mas a todos os que são de bem eu desejo um grande Bom Dia!

domingo, abril 25, 2004

Contributo

Durante o último mês tentei dar o meu contributo, através de uma visão pessoal do enquadramento do 25 de Abril, na situação antes e na evolução que teve a Revolução durante o primeiro ano, para a comemoração dos 30 anos do 25 de Abril. Como referi no dia em que iniciei a escrita desse pequeno romance, não tive nenhuma pretensão de escrever uma “obra”, mas apenas proporcionar, principalmente aos mais novos, o conhecimento da época em que vivíamos, época em que alguns dos meus leitores ainda não eram nascidos. Verifico me mais de 270 pessoas acederam ao meu texto, pese embora tenha consciência que nem todos terão lido o texto completo. Ainda assim, acho que valeu a pena. Quem ainda tiver curiosidade de o ler pode encontrá-lo aqui nesta morada: Livro de Contos.
Pi

"Se os filhos da puta voassem, deixava-mos de ver o Sol"

Pi de la Serra, Cantor Catalão
25 de Abril!


"...Foi então que Abril abriu

as portas da claridade

e a nossa gente invadiu

a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra

na madrugada serena

um poeta que cantava

o povo é quem mais ordena..."

J.C. Ary dos Santos, in As Portas Que Abril Abriu

sábado, abril 24, 2004

Memória III

Durante a manhã, fiquei pelo Bairro. Reuníamos no muro comentando. Um ouviu isto na rádio, outro ouviu aquilo, entretanto chegavam uns, partiam outros, a confusão era grande, as notícias incoerentes, os boatos, muitos.
Almocei algo nervoso. O meu irmão e o meu pai tinham saído para o trabalho e a preocupação no rosto da minha mãe era indisfarçável. Eu tinha decidido não ir ao Técnico, já que as recomendações eram para não sair de casa. Por outro lado, não estava disposto a que a minha mãe ficasse só. Fui apenas a Almada, comprar jornais. Todos os que consegui. Quando Marcelo saiu na Chamite, do Quartel do Carmo, as lágrimas correram-me de emoção. Na esquina, eu e um amigo abraçamo-nos. Apenas. Fortemente. E dissemos em uníssono: Ganhámos!
Vozes

- Ó pá, sabes porque é que o boi muge, quando vê uma vaca?
- ... ?
- Porque não sabe assobiar.

(eu não diria melhor!!!)
Lunch Time Blog

O meu amigo Manel tem um rebanho de ovelhas. Mas ao contrário de certos pastores que é Ó Violeta, psiuuuuuu, Ó Mimosa vem cá, pcheeeeetttttttt Papoila, Ó Malhadiiiiiinhaaaa, o meu amigo Manel não põe nomes aos animais. Ele diz, com razão, que bicho com nome não se come. Eu também acho que ele está completamente certo. E é por isso que quando eu quero um borrego, acabadinho de matar, o encomendo ao meu amigo Manel. Ao menos assim, sei que não estou a comer o Careca, nem a Florzinha, nem a Manquita, mesmo que o animal coxeie de uma pata. Mas confesso que, ainda assim, prefiro os carapaus. A um cardume de uns bons milhares seria impossível pôr o nome um a um. E mesmo que o pescador o fizesse, haja imaginação, a peixeira não teria tempo de decorar. A propósito, será que um carapau em francês é visage-batôn? E em inglês será stick-face? É que o molho, que eu ponho por cima, ninguém tem dúvidas: spanish style sauce. Só que ás vezes a cebola faz-me chorar dos olhos.

PS. Schubert conta lá ao pessoal se os carapaus não estavam bons. Conta, vai, não fiques assim acanhado. Gato que é gato não se envergonha.
Ruivas

Nunca entendi porque é contam anedotas de loiras. Para mim, uma anedota, é uma pequena história caricata, normalmente inventada e que quase sempre faz rir. Ora se é inventada, não faz sentido contar-se anedotas de loiras. Porque são sempre verdade. Ah, mas com as ruivas é diferente. E é por isso que esta Ruiva não é uma anedota. É uma miúda genial, que eu conheço e que faz umas postagens muito interessantes. São coisas de ruiva, eu sei, mas são giras.
Restaurantes

Ao meu amigo Zacarias, de quem já vos contei algumas histórias, acontece-lhe cada uma… Como quase todas as sextas-feiras, encontramo-nos à noite no café para dois dedos de conversa e uma cerveja. “Parabéns Zac, foram 10 não foram?”. Não tinha a certeza, mas pelas minhas contas ele tinha acabado de fazer 10 anos de casado. “Então onde foi a comemoração?”. Bom, que foram a um novo restaurante francês que abriu em Lisboa, por sinal muito bom, mas caríssimo, que lhe ia dando um traique-livaique. Mas segundo ele, acabou por nem pagar muito. Então contou-me o que eu vou transcrever em diálogo:

- Zacarias (Z) : 140 Euros? Você está doido ou quê? O que é isto couvert? Nós não comemos couvert nenhum.
- Empregado (E) : O couvert estava aí, você não comeu porque não quis.
- Z : E este champanhe que nem sei ler o nome? Também não bebemos champanhe nenhum.
- E: Estava aí, o senhor não tomou porque não quis.
- Z: Sobremesas? Nós não comemos estas sobremesas todas.
- E: Mas estavam aí, à disposição. Você não comeu por que não quis.
- Z: Bom está bem, você tem razão. Então 140 Euros, subtraindo 100 por você ter feito amor com a minha mulher, dá 40 e é só isso que eu vou pagar.
- E: Eu? Mas isso é um absurdo. Eu nem olhei sequer para a sua esposa.
Zacarias levantou-se, deixou os 40 Euros em cima da mesa, olhou o empregado com desdém e respondeu-lhe:
- Estava aí, você não comeu porque não quis.
Bom Dia!

"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou pra tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história"


Carlos Drummond de Andrade, Quadrilha

E há por aí muitas outras quadrilhas. Vocês sabem que eu sei que vocês sabem que há por aí muitas quadrilhas. Ó, Ó, se há! Tenham um muito Bom Dia!

sexta-feira, abril 23, 2004

Livro

Hoje não posso escrever mais. Já falei sério, já disparatei, enfim, stress vai-te embora, meu querido, que hoje não te aturo mais. Agora vou ler. Sendo que é Dia Mundial do Livro, porque é que não hei-de fazer o que faço nos outros dias todos?