376. Privatizações
Desta vez foi a água. Mas não vou reclamar muito porque concordo com os argumentos. A coisa pública é mal gerida, os gestores não prestam, são incompetentes. Só discordo do método. Acho que deveria ser top-down. Primeiro privatizava-se o Governo. A coisa pública está pejada de incompetentes. E o presidente do “conselho de administração” seria o primeiro a ser corrido.
quarta-feira, maio 19, 2004
375. Mudanças
Desde que a blogger decidiu fazer aquelas alterações todas que foi um rodopio de mudança de roupa. Alguns blogs alteraram o vestido com que se vestiam há anos (há anos?) e andam mais primaveris. Confesso que em alguns apreciei a mudança, ficaram mais arejados, mais frescos, sei lá. Noutros estranhei (depois entranha-se), por estar acostumado e os meus olhos custarem a habituar-se a novos brilhos. O PreDatado também já pensou em mudar de roupa, mas está sem dinheiro para ir às compras. Quem sabe espere pelos saldos e lá mais à frente, em fim de estação, aproveite. Claro está que vai vestir roupa igual à de muita outra gente.. é o problema dos saldos. Por agora fica com o mesmo penteado, a mesma camisinha e apenas despiu as calças para vestir calções. Fica mais jovial.
Desde que a blogger decidiu fazer aquelas alterações todas que foi um rodopio de mudança de roupa. Alguns blogs alteraram o vestido com que se vestiam há anos (há anos?) e andam mais primaveris. Confesso que em alguns apreciei a mudança, ficaram mais arejados, mais frescos, sei lá. Noutros estranhei (depois entranha-se), por estar acostumado e os meus olhos custarem a habituar-se a novos brilhos. O PreDatado também já pensou em mudar de roupa, mas está sem dinheiro para ir às compras. Quem sabe espere pelos saldos e lá mais à frente, em fim de estação, aproveite. Claro está que vai vestir roupa igual à de muita outra gente.. é o problema dos saldos. Por agora fica com o mesmo penteado, a mesma camisinha e apenas despiu as calças para vestir calções. Fica mais jovial.
374. Bom Dia!
Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Eugénio de Andrade, As Mãos e os Frutos
Vamos lá a ver amigas leitoras e amigos leitores. O poema é um tanto ou quanto pessimista. Mas quem acorda com um dia assim, em plena e luminosa primavera, só pode levantar-se do chão. Vamos comer fruta fresca e gritar um enorme bom dia! E estremecer se alguém nos pedir amor…
Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Eugénio de Andrade, As Mãos e os Frutos
Vamos lá a ver amigas leitoras e amigos leitores. O poema é um tanto ou quanto pessimista. Mas quem acorda com um dia assim, em plena e luminosa primavera, só pode levantar-se do chão. Vamos comer fruta fresca e gritar um enorme bom dia! E estremecer se alguém nos pedir amor…
terça-feira, maio 18, 2004
373. Aproveitando o tempo
Estava aqui entretido a navegar quando de repente, qual vaga alterosa virando o barco, a minha Internet afundou. Esperando pelo salva vidas resolvi fumar um cigarrinho e senta-me no sofá a ver TV, quando me apercebi que também não tinha televisão. Durante uma hora a TV Cabo foi interrompida aqui para estas bandas. Fez-me lembrar uma pequena história que li há tempos no jornal. Numa pequena vila de França a taxa de natalidade era muito superior à do resto do país. Depois de vários estudos verificou-se que a culpa era do comboio. Um comboio, que tinha um horário de passagem próximo das 5 da manhã, acordava toda a gente. Como era demasiado cedo para irem trabalhar e demasiado tarde para voltarem a adormecer, os habitantes da vila entretinham-se como podiam. Daí ao nascimento dos bebés era um passo. Ou seja nove meses. Aqui a vizinhança foi toda deitar ás 10 da noite. Esperemos para ver se dá frutos esta interrupção da TV.
Estava aqui entretido a navegar quando de repente, qual vaga alterosa virando o barco, a minha Internet afundou. Esperando pelo salva vidas resolvi fumar um cigarrinho e senta-me no sofá a ver TV, quando me apercebi que também não tinha televisão. Durante uma hora a TV Cabo foi interrompida aqui para estas bandas. Fez-me lembrar uma pequena história que li há tempos no jornal. Numa pequena vila de França a taxa de natalidade era muito superior à do resto do país. Depois de vários estudos verificou-se que a culpa era do comboio. Um comboio, que tinha um horário de passagem próximo das 5 da manhã, acordava toda a gente. Como era demasiado cedo para irem trabalhar e demasiado tarde para voltarem a adormecer, os habitantes da vila entretinham-se como podiam. Daí ao nascimento dos bebés era um passo. Ou seja nove meses. Aqui a vizinhança foi toda deitar ás 10 da noite. Esperemos para ver se dá frutos esta interrupção da TV.
372. Desprezo
O Governo, mais uma vez, desprezou os trabalhadores da Bombardier. Enquanto estes reivindicam apenas uma coisa, trabalho, o Governo anda a passear pelo Vaticano a gastar os impostos desses mesmos trabalhadores. Para assinar a isenção de impostos dos padres. Que não estão no desemprego…
O Governo, mais uma vez, desprezou os trabalhadores da Bombardier. Enquanto estes reivindicam apenas uma coisa, trabalho, o Governo anda a passear pelo Vaticano a gastar os impostos desses mesmos trabalhadores. Para assinar a isenção de impostos dos padres. Que não estão no desemprego…
371. Bom Dia!
(Finjo que não vejo as mulheres que passam, mas vejo)
De súbito, o diabinho que me dançava nos olhos,
mal viu a menina atravessar a rua,
saltou num ímpeto de besouro
e despiu-a toda...
E a Que-Sempre-Tanto-Se-Recata
ficou nua,
sonambulamente nua,
com um seio de ouro
e outro de prata.
José Gomes Ferreira
Ora cá está uma boa sugestão do José Gomes Ferreira. Sentar-me na mesa do café, fingir que não vejo as mulheres que passam, mas ver. E, enquanto saboreio o meu pequeno-almoço, dou de comer aos olhos. E as meninas também podem fazê-lo. Sem descriminação, sem pudores velhos e, assim, poderemos todos e todas começar um muito bom dia!
(Finjo que não vejo as mulheres que passam, mas vejo)
De súbito, o diabinho que me dançava nos olhos,
mal viu a menina atravessar a rua,
saltou num ímpeto de besouro
e despiu-a toda...
E a Que-Sempre-Tanto-Se-Recata
ficou nua,
sonambulamente nua,
com um seio de ouro
e outro de prata.
José Gomes Ferreira
Ora cá está uma boa sugestão do José Gomes Ferreira. Sentar-me na mesa do café, fingir que não vejo as mulheres que passam, mas ver. E, enquanto saboreio o meu pequeno-almoço, dou de comer aos olhos. E as meninas também podem fazê-lo. Sem descriminação, sem pudores velhos e, assim, poderemos todos e todas começar um muito bom dia!
segunda-feira, maio 17, 2004
370. Luar
Às vezes, a esta hora, quando o início da noite se prepara para me dar um banho de negro e luz de tungsténio olho a janela e sobe no meu peito uma vontade de outras coisas. Uma vontade de fazer não sei o quê, um vazio numa bolsa cheia de coisas de que tenho vontade. E quero escutar uma música que não sei qual é. Abro o armário, folheio, como se fosse um livro já lido, todas as páginas de CDs uma a uma, sopro uma poeira teimosa que resistiu à última flanela, como se não o ouvisse há muito, renuncio, ataca-me a nostalgia do vinil. Estupidamente tento descobrir um disco que já não tenho, há muito que desapareceu, não faço a mínima ideia se o emprestei. E lembro o “meu” Alentejo, as luzes da companhia apagadas e aí sim uma inundação de estrelas em noite que não faz luar. Mas o calor de hoje é mais intenso e os meus luares de Agosto rapidamente ofuscam as constelações lá longe, mesmo aquelas que na semana passada eu apontava, vê filha aquela é Orion, olha como se vê tão bem. E de repente, um clique, Catulo da Paixão Cearense, na voz de Paulo Tapajós, Paulinho Tapajós, talvez o primeiro disco que tive de música sertaneja, aquele “xorinho” do nordeste brasileiro onde nunca fui, mas de onde me chamam de “quirido” de onde me sinto ser rei. “ó meu rei” você nunca veio no Brasil? Nem sabe o que está perdendo. Quando a lua me chamar, volto ao Alentejo.
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Ó, que saudade do luar a minha terra
Lá na serra branquejando folhas
secas pelo chão
Esse luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão
Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção e a lua cheia
A nos nascer no coração
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Coisa mais bela neste mundo não existe
Do que ouvir um galo triste
No sertão se faz luar
Parece até que alma da lua
É que diz, canta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar
Ah, quem me dera
Eu morresse lá na serra
Abraçado a minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado numa grota pequenina
Onde a tarde a sururina
Chora a sua viuvez
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Às vezes, a esta hora, quando o início da noite se prepara para me dar um banho de negro e luz de tungsténio olho a janela e sobe no meu peito uma vontade de outras coisas. Uma vontade de fazer não sei o quê, um vazio numa bolsa cheia de coisas de que tenho vontade. E quero escutar uma música que não sei qual é. Abro o armário, folheio, como se fosse um livro já lido, todas as páginas de CDs uma a uma, sopro uma poeira teimosa que resistiu à última flanela, como se não o ouvisse há muito, renuncio, ataca-me a nostalgia do vinil. Estupidamente tento descobrir um disco que já não tenho, há muito que desapareceu, não faço a mínima ideia se o emprestei. E lembro o “meu” Alentejo, as luzes da companhia apagadas e aí sim uma inundação de estrelas em noite que não faz luar. Mas o calor de hoje é mais intenso e os meus luares de Agosto rapidamente ofuscam as constelações lá longe, mesmo aquelas que na semana passada eu apontava, vê filha aquela é Orion, olha como se vê tão bem. E de repente, um clique, Catulo da Paixão Cearense, na voz de Paulo Tapajós, Paulinho Tapajós, talvez o primeiro disco que tive de música sertaneja, aquele “xorinho” do nordeste brasileiro onde nunca fui, mas de onde me chamam de “quirido” de onde me sinto ser rei. “ó meu rei” você nunca veio no Brasil? Nem sabe o que está perdendo. Quando a lua me chamar, volto ao Alentejo.
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Ó, que saudade do luar a minha terra
Lá na serra branquejando folhas
secas pelo chão
Esse luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão
Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata
Prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção e a lua cheia
A nos nascer no coração
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Coisa mais bela neste mundo não existe
Do que ouvir um galo triste
No sertão se faz luar
Parece até que alma da lua
É que diz, canta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar
Ah, quem me dera
Eu morresse lá na serra
Abraçado a minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado numa grota pequenina
Onde a tarde a sururina
Chora a sua viuvez
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó, não
Luar como esse do sertão
369. Parabéns.
Faz hoje um ano um dos blogs mais didádicos que conheço. Para o seu criador, Henrique Silveira, e para os que no Crítico Musical colaboram, os meus parabéns.
Faz hoje um ano um dos blogs mais didádicos que conheço. Para o seu criador, Henrique Silveira, e para os que no Crítico Musical colaboram, os meus parabéns.
domingo, maio 16, 2004
367. Oportunidade
Vós sabeis amigas leitoras e amigos leitores que eu não sou nada de contar intimidades. Mas não resisto a esta. Eu estava a escutar a conferência de imprensa do Mourinho, quando ouvi um ruído que não me parecia vir da televisão. Ao meu lado, o filho pequenino de um amigo meu deu um sorriso malandro, virou-se para ele e disse: "pai, di um pum!".
Vós sabeis amigas leitoras e amigos leitores que eu não sou nada de contar intimidades. Mas não resisto a esta. Eu estava a escutar a conferência de imprensa do Mourinho, quando ouvi um ruído que não me parecia vir da televisão. Ao meu lado, o filho pequenino de um amigo meu deu um sorriso malandro, virou-se para ele e disse: "pai, di um pum!".
365. Lunch Time Blog
Começamos com umas amêijoas à Bolhão Pato. Estavam gordinhas, eram de excelente qualidade, bem limpas e o molho estava excelente. As misturas dos azeites com as ervas e os alhos apaladavam qb. Depois os percebes e os camarões de espinho que, diga-se de passagem, me obrigam a não falar no preço da gasolina nos próximos dez minutos. E as sapateiras. A mariscada estava óptima, comemos que nem uns padres ‘sobremesamos’ a gosto. Acompanhei com cerveja, pois a sede não me aconselhava a outra bebida. Esperem, calma, há engano. Isto foi ontem, caraças. Depois da bênção das fitas. Eu não quis colocar a postagem, porque ontem o blog teve uma intenção particular. Hoje comemos em casa, ajudei a fazer o almoço que eu próprio sugeri. A Maria foi comprar uns escalopes ao talho do meu amigo Quim, muito tenrinhos, primeiríssima qualidade, como aliás toda a carne do seu talho. Depois as natas, os cogumelos e o vinho da Madeira, fizeram o favor de lhes dar aquele paladar que nos deliciou. É verdade, não poderia deixar de mencionar que os escalopes foram alourados, no verdadeiro, no puríssimo azeite de oliveira, português.
PS. Ó, Schubert, meu piratinha, nunca imaginei que gostasses de cogumelos. Quer dizer meu malandro, a ração que está quase tão cara como o camarão de espinho (mas menos do que os combustíveis) é para segundas núpcias?
Começamos com umas amêijoas à Bolhão Pato. Estavam gordinhas, eram de excelente qualidade, bem limpas e o molho estava excelente. As misturas dos azeites com as ervas e os alhos apaladavam qb. Depois os percebes e os camarões de espinho que, diga-se de passagem, me obrigam a não falar no preço da gasolina nos próximos dez minutos. E as sapateiras. A mariscada estava óptima, comemos que nem uns padres ‘sobremesamos’ a gosto. Acompanhei com cerveja, pois a sede não me aconselhava a outra bebida. Esperem, calma, há engano. Isto foi ontem, caraças. Depois da bênção das fitas. Eu não quis colocar a postagem, porque ontem o blog teve uma intenção particular. Hoje comemos em casa, ajudei a fazer o almoço que eu próprio sugeri. A Maria foi comprar uns escalopes ao talho do meu amigo Quim, muito tenrinhos, primeiríssima qualidade, como aliás toda a carne do seu talho. Depois as natas, os cogumelos e o vinho da Madeira, fizeram o favor de lhes dar aquele paladar que nos deliciou. É verdade, não poderia deixar de mencionar que os escalopes foram alourados, no verdadeiro, no puríssimo azeite de oliveira, português.
PS. Ó, Schubert, meu piratinha, nunca imaginei que gostasses de cogumelos. Quer dizer meu malandro, a ração que está quase tão cara como o camarão de espinho (mas menos do que os combustíveis) é para segundas núpcias?
364. Pub!
Há vários dias que ando para mencionar esta menina. Mas sou suspeito, porque ela é adepta do Glorioso, tal como eu, e poderiam pensar que era por isso. Mas não é. É porque gosto do blog dela. Gosto mesmo.
Há vários dias que ando para mencionar esta menina. Mas sou suspeito, porque ela é adepta do Glorioso, tal como eu, e poderiam pensar que era por isso. Mas não é. É porque gosto do blog dela. Gosto mesmo.
363. Bom Dia!
O beijo que de manhã te roubo
De sabor batôn inda mal seco,
Mistura de ácido e de salobro,
Ávido de um pecado que peco.
O beijo de batôn, mistura
De roubo com parte de manhã,
Salobro de líquido e secura,
Misturo de divino e de Satã.
O beijo de Satã ou de pecado
Ávido de manhã, seco de sabor,
Tod’o dia me faz acompanhado
Da vontade de ti, de ser Amor.
E quando à noite pecador eu volto
O beijo roubado, ainda há pouco
Com sabores de mistura, já to solto
Ácido, divino, feito louco.
E com pecado de sabor divino
Amamos de mistura e com o beijo
Louco de ser Amor, de ser destino,
Que destino é ser manhã, já te desejo.
AF, Devolução in Complexus
Toda a hora é hora de beijar. Se for com amor, com desejo, com paixão. Beijemos o dia lindo que este Domingo nos reserva e tenhamos todos, um muito bom dia!
O beijo que de manhã te roubo
De sabor batôn inda mal seco,
Mistura de ácido e de salobro,
Ávido de um pecado que peco.
O beijo de batôn, mistura
De roubo com parte de manhã,
Salobro de líquido e secura,
Misturo de divino e de Satã.
O beijo de Satã ou de pecado
Ávido de manhã, seco de sabor,
Tod’o dia me faz acompanhado
Da vontade de ti, de ser Amor.
E quando à noite pecador eu volto
O beijo roubado, ainda há pouco
Com sabores de mistura, já to solto
Ácido, divino, feito louco.
E com pecado de sabor divino
Amamos de mistura e com o beijo
Louco de ser Amor, de ser destino,
Que destino é ser manhã, já te desejo.
AF, Devolução in Complexus
Toda a hora é hora de beijar. Se for com amor, com desejo, com paixão. Beijemos o dia lindo que este Domingo nos reserva e tenhamos todos, um muito bom dia!
sábado, maio 15, 2004
361. Para ti Anita (III)
Lembro-me do dia em que te fui esperar ao aeroporto.
‘um gato que horror’
fiquei decepcionado, confesso.
Mas a pouco e pouco fui ganhando a tua confiança
E hoje sinto-me orgulhoso
Por te ter ajudado a minimizar o teu pânico aos
Animais.
Sei que ainda não fiz tudo.
Sei que precisas de umas mordidas
E de uns arranhões extras, para
Perceberes quanto de carinho nós pomos
Nas nossas atitudes e como nós somos diferentes.
Se eu pudesse, tiraria um curso:
“A engenharia da dentada durante a brincadeira, após a chateação e quando estou danado.”
Irias ver quanto há de diferença.
Depois pedir-te-ia para elaborares o modelo matemático
E me ajudares na minha tese de doutoramento gatal.
Mas isso é coisa de humanos! De gente como tu! E é por isso que te deixo o meu grande MIAU de felicidades!
Bem hajas Anita, dona!
Ass.: Schubert.
Lembro-me do dia em que te fui esperar ao aeroporto.
‘um gato que horror’
fiquei decepcionado, confesso.
Mas a pouco e pouco fui ganhando a tua confiança
E hoje sinto-me orgulhoso
Por te ter ajudado a minimizar o teu pânico aos
Animais.
Sei que ainda não fiz tudo.
Sei que precisas de umas mordidas
E de uns arranhões extras, para
Perceberes quanto de carinho nós pomos
Nas nossas atitudes e como nós somos diferentes.
Se eu pudesse, tiraria um curso:
“A engenharia da dentada durante a brincadeira, após a chateação e quando estou danado.”
Irias ver quanto há de diferença.
Depois pedir-te-ia para elaborares o modelo matemático
E me ajudares na minha tese de doutoramento gatal.
Mas isso é coisa de humanos! De gente como tu! E é por isso que te deixo o meu grande MIAU de felicidades!
Bem hajas Anita, dona!
Ass.: Schubert.
360. Para ti Anita (II)
As estradas da vida são como as estradas do chão. Sinuosas, com rotundas, com semáforos. As infra-estruturas nem sempre são as mais adequadas. Os engenheiros da vida são comos os engenheiros da técnica. Às vezes enganam-se. Não têm as tabelas perfeitas. Há as intempéries, alguém que não respeita as regras e os que tentam subvertê-las. Contigo tenho uma certeza. Não te deixarás nunca enredar nos cruzamentos. Bem hajas, minha pequena engenheirinha.
Amo-te porque amar
É do peito
De dentro, do coração.
Pergunta-lhe a ele, ao coração
Ele explica-te
Amo-te!
Ass.: Pai
As estradas da vida são como as estradas do chão. Sinuosas, com rotundas, com semáforos. As infra-estruturas nem sempre são as mais adequadas. Os engenheiros da vida são comos os engenheiros da técnica. Às vezes enganam-se. Não têm as tabelas perfeitas. Há as intempéries, alguém que não respeita as regras e os que tentam subvertê-las. Contigo tenho uma certeza. Não te deixarás nunca enredar nos cruzamentos. Bem hajas, minha pequena engenheirinha.
Amo-te porque amar
É do peito
De dentro, do coração.
Pergunta-lhe a ele, ao coração
Ele explica-te
Amo-te!
Ass.: Pai
359. Para ti Anita (I)
Esta fita que hoje te dedico é apenas do teu total merecimento. A tua inteligência aliada à dedicação que pões em tudo o que te empenhas fizeram-te atingir esta importante meta. É apenas uma, ou se quiseres, mais uma das que pela vida fora vais ter de atingir. Mas estou absolutamente convencido que se continuares com a confiança que tens demonstrado, um a um conseguirás atingir novos objectivos. Vais continuar a poder contar com o apoio que o pai te puder dar, embora cada vez menos tenhas precisado de andar de mão dada. Isso mostra o forte carácter, a forte personalidade e a tua auto-confiança. Felizmente para ti, os escolhos na tua caminhada não foram demasiados. Manter os dois olhos bem abertos e os pés assentes no chão permitir-te-ão no futuro ultrapassares com mais facilidade os novos problemas. E sorte, claro.
Ass: Pai
Esta fita que hoje te dedico é apenas do teu total merecimento. A tua inteligência aliada à dedicação que pões em tudo o que te empenhas fizeram-te atingir esta importante meta. É apenas uma, ou se quiseres, mais uma das que pela vida fora vais ter de atingir. Mas estou absolutamente convencido que se continuares com a confiança que tens demonstrado, um a um conseguirás atingir novos objectivos. Vais continuar a poder contar com o apoio que o pai te puder dar, embora cada vez menos tenhas precisado de andar de mão dada. Isso mostra o forte carácter, a forte personalidade e a tua auto-confiança. Felizmente para ti, os escolhos na tua caminhada não foram demasiados. Manter os dois olhos bem abertos e os pés assentes no chão permitir-te-ão no futuro ultrapassares com mais facilidade os novos problemas. E sorte, claro.
Ass: Pai
358. Bom Dia!
Tenho a certeza que há pessoas bonitas. Não estou a falar de mulheres bonitas, de homens bonitos, de crianças bonitas. Estou a falar de pessoas. Se não fosse lugar comum falaria de beleza interior. Assim falo de pessoas, no seu todo, nas suas atitudes em cada dia, em cada hora, em cada momento. Não estou também a falar nem de santos, nem de santas. Estou a falar de gente comum, de gente terrena, de gente que está no meio de nós. Nas nossas vidas, há sempre uma destas pessoas que nos marca. Ou mesmo mais do que uma. Na minha há várias, o que para mim constitui uma grande felicidade. Hoje quero destacar uma dessas pessoas, porque merece e porque eu lhe devo. Devo-lhe a gratidão de ser como é. Por tudo o que tu és minha filha, muito obrigado.
Quero desejar a todas as minhas leitoras e a todos os meus leitores um óptimo dia. Mas como esta mensagem é especial para mim, quero te desejar minha filha, um óptimo, um excelente, um maravilhoso dia. Que as tuas fitas sejam abençoadas!
Tenho a certeza que há pessoas bonitas. Não estou a falar de mulheres bonitas, de homens bonitos, de crianças bonitas. Estou a falar de pessoas. Se não fosse lugar comum falaria de beleza interior. Assim falo de pessoas, no seu todo, nas suas atitudes em cada dia, em cada hora, em cada momento. Não estou também a falar nem de santos, nem de santas. Estou a falar de gente comum, de gente terrena, de gente que está no meio de nós. Nas nossas vidas, há sempre uma destas pessoas que nos marca. Ou mesmo mais do que uma. Na minha há várias, o que para mim constitui uma grande felicidade. Hoje quero destacar uma dessas pessoas, porque merece e porque eu lhe devo. Devo-lhe a gratidão de ser como é. Por tudo o que tu és minha filha, muito obrigado.
Quero desejar a todas as minhas leitoras e a todos os meus leitores um óptimo dia. Mas como esta mensagem é especial para mim, quero te desejar minha filha, um óptimo, um excelente, um maravilhoso dia. Que as tuas fitas sejam abençoadas!
sexta-feira, maio 14, 2004
357. Mensiversário
O Schubert fez hoje 4 meses. Temos estado os dois a festejar o seu mensiversário. Sentamo-nos no sofá, ele abriu o presente e deu um miau de satisfação. Pusemos o CD no leitor e escutamos a 9ª Sinfonia de Beethoven. Pois a 8ª do Schubert estava incompleta, por isso não seria apropriada. Por outro lado o que é preciso é Alegria! Este Schubert é um hino.
PS. Quando eu disse ao Schubert que ía fazer esta postagem, ele perguntou-me no seu miau doce: Dono, achas que a malta vai comentar?
O Schubert fez hoje 4 meses. Temos estado os dois a festejar o seu mensiversário. Sentamo-nos no sofá, ele abriu o presente e deu um miau de satisfação. Pusemos o CD no leitor e escutamos a 9ª Sinfonia de Beethoven. Pois a 8ª do Schubert estava incompleta, por isso não seria apropriada. Por outro lado o que é preciso é Alegria! Este Schubert é um hino.
PS. Quando eu disse ao Schubert que ía fazer esta postagem, ele perguntou-me no seu miau doce: Dono, achas que a malta vai comentar?
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