O PreDatado não anda com falta de imaginação. Eu sei que o PreDatadao toma calmantes, imaginem se não tomasse. Também sei que o PreDatado toma antidepressivos, imaginem se ele não tomasse. E sei ainda que ele toma ansiolíticos. Estou a pensar que seja pela ânsia de andar sempre agarrado ao blog. E toma umas coisas para dormir. Já estou a vê-lo a pôr os comprimidos de parte e a passar aqui as noites a escrever. Portanto amigos lá falta de imaginação parece não lhe faltar. No entanto, resolvi criar uma secção, que não tem carácter periódico, nem obrigações, é só para quando me apetecer, chamada ‘O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs’. Usando textos ou extractos de outros. E como o dono do blog “O Predatado” se considera um homem honesto, O Predatado terá o cuidado de divulgar a fonte de forma inequívoca, de linkar directamente o autor e de colocar o “roubo” em itálico ou entre aspas ou ambas para se distinguir dos textos próprios. O PreDatado tem muito respeito pelos outros autores e como não é um fora da lei, conhece e cumpre as leis de protecção de propriedade intelectual. E já que estou em maré de “roubo” vou transcrever, com a devida vénia um texto que me parece interessante sobre o assunto encontrado no blog bomba inteligente da autoria da Charlotte (neste caso particular pedi-lhe autorização expressa).
Sobre as poucas coisas que me enervam como se tivesse uma agulha espetada no pulso: a cópia integral de textos escritos por outros blogueadores ou por jornalistas noutros blogues ou jornais. A questão da autoria é muito séria e é muito séria para todos. Nem sequer digo que devia ser, porque simplesmente é. Quem nunca ouviu falar de direitos de autor, que se informe. Quem nunca ouviu falar de plágio, que se informe. Quem nunca ouviu falar de coisas como propriedade intelectual, que se informe. A menos que se conheça muito bem o blogueador, cujos textos são reproduzidos no blogue, será melhor pensar-se duas vezes antes de escarrapachar um texto que é de outra pessoa, como se fosse do blogueador que o transcreve. Mesmo que lá esteja o linque, todos sabemos que as pessoas lêem mal e que podem não perceber quem escreveu aquilo que ali está. Tornem lá isso mais claro. Não controlamos a interpretação do leitor, mas devemos ter todos os cuidados possíveis com o autor. E o mesmo é válido para as ideias alheias que são desenvolvidas noutros blogues. Já que não são criativos, ao menos que sejam honestos.
Estradas de terra e alcatrão, veredas de lage, nos confins das serras. Estradas de nuvens que não se palmilham, onde a vontade de planar nos transforma em virtuais garajaus. Ruas de água que escorrem da montanha em percursos livres ou direccionados por mãos que dão de beber à vinha. Caminhos de banana, azinhagas de vinho, auto-estradas de hortênsias, túneis de fetos. Pistas de mar, largo, profundo, manhoso, traiçoeiro. A vedeta da marinha, sem sucesso, atravessou a manhã, infiltrou-se na tarde, penetrou a noite. Companheiros clamam o corpo jovem que a espuma não lavou, só levou. O mar é assim e nem todos conseguem vencer o Adamastor. Tinha 19 anos, desafiou os caminhos lêvedos, um pé no lugar errado da via, a traição da vaga à espreita por detrás do ilhéu. Boaventura é só um nome de terra. Aventureiro como o fora tantos e tantos anos. Mal-aventurado aquele dia de 5ª feira, 10 de Junho, que poderia ser o dia dos portugueses. Não foi definitivamente o dia dele. RIP.
Jorge Porco era um leitãozinho rosado que morava com Papai Porco, Mamãe Porco e seus irmãos Porco numa chácara no interior de Portugal. Quando Mamãe Porco estava grávida de Jorge e seus sete irmãos teve um sonho estranho: um anjo apareceu em uma nuvem ao nascer do sol. O anjo era humano - digo, tinha formas humanas. Não que fosse humano, você entende. Anjos não são humanos. Alguns são bem cruéis, até.
Se Adão existiu ele viveu numa ilha portuguesa. Numa das nove açorianas, ou na ilha da madeira. Quase que me apetecia aqui escrever um texto romântico. Olhas para o lado e as heras sobem aos postes feitos de abeto. No outro uma nuvem cobre-te a melena transforma-a em chapéu de algodão. Sais de casa, vais às Queimadas, não vês o Fujiama, mas ele não te interessa. Conversas com os lagos, beijas as estrelícias, abraças-te às margaridas, deitas-te ao som melodioso dos pássaros. Olhas à tua volta, tudo é verde, tudo é lilás, tudo é amarelo, tudo é vermelho, tudo é arco-íris. Apetece-te caminhar a pé, e vais aos caldeirões, ao verde e ao do inferno cujo paraíso o contradiz. Bebes ar em taças cristalinas das águas das levadas. Não te apetece abandonar o paraíso, sentas-te no chão e comes cerejas, pois maçã pode ser pecado. Tens uma mulher ao teu lado.
Um frigorífico para este senhor, uma máquina de lavar para esta senhora, para esta aqui um micro-ondas, ok, ok, um fogão em vez do micro-ondas. Esperem, acho que estou enganado, isto não é Madeira é Gondomar. Vou recomeçar, vamos lá ver se desta vez me saio bem. Os concelhos de Almada e do Seixal terão juntos, mais ou menos a mesma área da Madeira e também mais ou menos a mesma população da Madeira. Bem eu sei que estou a falar em mais ou menos, mas o rigor é inimigo da prosápia (anotem como uma máxima do PreDatado). Nestes dois concelhos, temos auto-estradas, estradas nacionais, variantes, comboio, autocarros e até vamos ter Metro. Mal comparado (cá está outro mais ou menos), a Madeira tem direito a ter as suas vias rápidas e os seus túneis. Acredito, sem ironia, que fazem falta às populações autóctones, já que a sua utilização pelos turistas lhes retira um bom bocado de Madeira. O Alberto João tem a Madeira transformada num imenso estaleiro. Ele é obras por tudo quanto é sítio. Dizem as más-línguas que com o dinheiro que lhes é enviado “por essa verborreia cooperativista de Lisboa”. As palavras entre aspas são do próprio Alberto João. Apesar de tudo ainda não vi os presidentes das Câmaras e Governadores Civis, respectivamente de Almada, Seixal e Setúbal, morderem da mesma forma na mão do dono que lhes dá de comer. As palavras que reproduzi acima (já sei que me vão perguntar: e o contexto? Mas também vos digo que o contexto não interessa para nada, pois seja ele qual for, utiliza sempre as mesmas frases), as palavras, dizia, foram proferidas durante a inauguração, na 5ªfeira passada, do novo túnel que liga a estrada da Eira do Serrado ao Curral das Freiras. Durante a referida inauguração, uma moradora, de ar humilde, e a modos que a pedir licença, Sr. Dr. que não quero ofender, mas sabe a minha casinha, sabe como é, não tem acessos, é uma miséria…’. ‘Ó secretário, aponte aí, uma estrada para esta senhora e rápido, ouviu?’. Pronto, mais um voto, o homem não desperdiça nada e, garantiram-me e eu acredito, a senhora terá a sua estrada. Pois Dr. Alfredo Monteiro, fique a saber que se quiser o meu voto nas próximas autárquicas, meta lá uma estação do novo metro na minha rua… ou então um micro-ondas.
Não,
Voltou para casa o meu Schubert. Parece estar tão feliz quanto nós. Correu a casa toda em reconhecimento, deitou-se no chão para receber as carícias, brincou e mordeu o habitual. Apesar de tudo está de dieta e sob vigilância. Agora já poderá assistir comigo ao Portugal x Rússia, ajudar a puxar pela rapaziada do pontapé na bola. Como só tem cinco meses, não pode votar ontem, mas mal chegou a casa disse-me para eu dar os parabéns ao Miguel. A dona, feita ciumenta, perguntou logo: ‘e então para o Costa nada?’ O Schubert olhou para mim, meio cúmplice, miou e deu a entender, ‘assim como assim, também me dás de comer, vá lá, dona, parabéns também ao Costa’. De quem o Schubert parece não gostar mesmo é do Zé e do Paulo. Coisas de gatos. Caprichosos.
Eu só regressei ontem, não podia ter dado conta mais cedo não é? Mas estou tão contente por
Regressei de umas pequenas férias na Madeira, onde fui pela segunda vez. Esta semana fiquei nas Luas de Mel, perto de Santana, mais propriamente no Pico das Pedras a 1300m de altitude. As Luas de Mel são casas de turismo de habitação, pertença do Sr. José Spínola, uma pessoa de extrema simpatia (daqui o meu abraço para ele e para a sua família) sempre diligente que nos esperou no aeroporto e que dedicou praticamente o dia de Domingo passado, para nos fornecer indicações e nos acompanhar na primeira visita à região. E ainda por cima nos ofereceu o almoço. As Luas de Mel ficam a cerca de 30 km do aeroporto, o que até nem é muito. Mesmo que ficassem noutro local qualquer recomenda-se vivamente o aluguer de viatura para se conhecer a ilha. No entanto, muitos fazem turismo de montanha e natureza, caminhando pelas levadas, lindíssimas, e o Pico das Pedras é um dos locais ideais, pois daqui partem muitos dos trilhos de passeio a pé. Se quiserem contactar o senhor J. Spínola, fica aqui o número de telefone - 966718510. Ele e as casinhas, das quais vos ofereço uma imagem, merecem esta publicidade.
386. Curiosidades