quinta-feira, junho 24, 2004

461. Ai o meu coração!

Ai o meu coração! Ai o meu coração! Ai o meu coração! Ai o meu coração! Ai o meu coração! Ai o meu coração! Ai o meu coração!
460. Recordando 2000

No dia 12 de Junho de 2000, estava na Bélgica, em Bruxelas, a 120 kms de Eindoveen. A minha Maria e a minha filha, tinham ido à Holanda ver o Portugal x Inglaterra e eu, tinha tentado preparar uma surpresa. Arranjei um voo relativamente cedo para Bruxelas, onde iria ter uma reunião de trabalho a 13, iria à embaixada de Portugal comprar um bilhete de última hora, tomar um comboio e seguir para o estádio. No entanto os planos saíram-me furados, o voo saiu atrasado e a TAP, sem avisar ninguém, em vez de seguir para a Bélgica foi direito ao Luxemburgo, fazer escala, pois tinha um casal para largar. No entanto cheguei ainda a tempo de ver o jogo na TV. Deixei a mala no hotel e fui a um restaurante jantar e ver a bola. Ao primeiro golo inglês, dei um murro na mesa e fiz voar a cerveja. O barman, muito simpático, entregou-me um pano para eu limpar mesa e chão. Numa mesa ao lado alguns ingleses gritavam goal! Ao segundo golo inglês paguei a conta e dirigi-me ao hotel. Pelo caminho das janelas das casas ouviu-se um grito de golo. Ansioso, corri até ao hotel. Com um ar triste a empregada da recepção disse-me, em francês, ‘estamos a perder dois a um’. Estamos? Como estamos? ‘O meu namorado é português’. Não vi em directo o fabuloso golo de Luís Figo. Os outros dois golos gritei-os na solidão do meu quarto. E chorei de emoção. Depois saí de novo a correr e fui-me juntar à festa da vasta comunidade lusa residente em Bruxelas. Hoje festejarei, podem crer!, aqui mesmo na minha cidade. A Fé é grande a Vitória é certa!
459. Bom Dia!

Hoje é dia de transformar os bifes em picadinho. Força Rapazes!

quarta-feira, junho 23, 2004

458. Lunch Time Blog

Não reparem no título, por favor. Apenas estou a escrever agora, pois não tive nem um pequeno minuto para o fazer antes. Cheguei tarde a casa porque estive numa sessão de Reiki facilitada pela luminosa e minha amiga Ana. Talvez por isso eu tenha chegado a esta hora com energia para escrever. Todo o dia andei na vadiagem e hoje almocei em S. Torpes. O meu amigo Barata diz que nunca comeu peixe tão bem grelhado como no “Bom Petisco”. Eu por acaso já, mas não desfazendo o robalo estava divinal. Eu e o meu amigo Artur comemos um quilo de robalo grelhado. Era apenas metade do peixe, escalado, de mar, é claro. Os legumes cozidos que o acompanhavam estavam também cozidos no ponto, portanto nada a dizer. E por sobremesa, eu que já estava quase cheio que nem um ovo, comi um pão de rala fantástico. O Artur escolheu o vinho (e pagou), e escolheu muito bem. Bebemos um tinto da Fundação Eugénio de Andrade, Herdade da Cartuxa. Óbvio, almoçar no Alentejo requeria um bom tinto alentejano. Este, não é demasiado encorpado, bouquet a frutos, ligeiramente citrino, acompanha perfeitamente um peixe grelhado e dá bailinho a qualquer branco.

PS. O Schubert estava a receber mimos do João quando eu cheguei a casa. Estive a contar-lhe o meu almoço e não me ligou nadinha. Ou ele não gosta de robalo ou ficou de trombas (digamos antes de bigodes) por eu não o ter levado.

terça-feira, junho 22, 2004

457. À minha maneira.
[Título alternativo: Apaixonadamente] *

Ontem a Sara Pais do blog desassossegada, incluiu um extracto do livro de Pedro Mexia, Fora do Mundo, Cotovia, Lisboa, 2004 em que este comenta um texto do Bruno, no avatares de um desejo, (textos aparentemente com cerca de um ano) sobre as faltas de referência dos blogueiros (bloguistas, no texto de Pedro Mexia) às suas companheiras. Do extracto retirei este pequenino sub-extracto (substrato?) “Esses bloguistas comprometidos não referem as suas companheiras por razões, penso, de boa educação, pelo menos no que à vida estritamente privada diz respeito, ou então para não cair na trivialidade ("hoje fui com a minha mulher à praia"). É possível que alguma omissão das companheiras sirva como estratégia de sedução, mas não creio que os bloguistas andem nisto numa de net-dates.”
Realmente, posso até admitir que tenho qualquer coisa de sedutor (e de convencido?). Mas net-dates não são comigo. Queres ver Maria?

Quis escrever-te um verso amor,
Onde bandeira foras e não haste,
Que suporte já és o quanto baste,
E bandeira brilha mais e tem mais cor.

Sustentas dores minhas, humores vis.
E quando em emoção me embarga a voz,
És tu que gritas (somos nós),
E como os dois num só, eu sou feliz.

Breve soneto em linhas poucas se desenha,
Um símbolo, uma arma, um brasão,
Que jeito te não falta e que maneira,

De seres haste (pois bem, não se desdenha).
Anseio dizer-te isto que manda o coração:
Eu quero fazer de ti minha bandeira.


* Desculpa Sara ter usado uma ideia tua, esta do título alternativo, mas desta vez achei que fazia sentido.
456. Chinchada

Nem sei se a palavra existe. Chinchada, ir à chincha ou à xinxa. Hoje comi figos de S. João e lembrei-me desta. Antes de Almada estar transformada (como aliás todas as cidades dos arredores de Lisboa), numa betoneira de vários andares, antes de ser a cidade de betão que é, Almada era um aglomerado pequeno envolto por quintas. Há muitos, muitos anos. Os putos subiam valados, invadiam as quintas e iam à chincha. Isto é, directamente da árvore para o estômago. As ginjas, os damascos, os pêssegos, as maçãs (nessa época ainda havia maçãs), as peras. E os inevitáveis figos. Haviam figueiras por tudo quanto era sítio. E a malta ia à chinchada. Por acaso, este vosso escriba, não para se armar em santo, claro, confessa que não era muito dessas coisas. A ti Virgínia tinha uma quinta paredes-meias com a casa onde eu morava. Uma figueira entrava-me quase pela janela do quarto e nem assim eu lhe gamava os figos. A ti Virgínia era má como as cobras. Um dia, andava eu às azedas enquanto os outros putos andavam na chinchada, levei com um torrão no peito que nos meus oito anos de idade me fez derrubar e rebolar ribanceira a baixo. A dor de alma foi pior que a dor do peito. Logo eu que era tão quietinho. Nunca mais a figueira que me entrava no quarto deu figo de S. João que a ti Virgínia comesse ou vendesse. Lusco-fusco e lá estava esta alminha a saltar pela janela e a sacar todos quanto pudesse. E como eram bons, pele já rasgadinha, quase pretinhos. E granjolas!

PS 1. D. Crisálida não leia esta postagem. Quem ia à chicha era o outro teu filho. Eu não, eu era um santinho.
PS 2. Há algum direito que os figos de S. João estejam a 3,80 € o quilo?
PS 3. Ai apanhas, apanhas (private joke, ele sabe porquê). Um dia destes conto esta história.
455. Bom Dia!

Estou a escrever de olhos fechados. Não que eu já escreva de olhos fechados, não sou assim tão bom. O problema é que não os consigo abrir. Um noite horrível de dores acordou-me mais vezes que um orador em conferências. Agora que me sentei na cadeira, o sono ataca-me invertendo o seu papel. Hoje nem vou olhar para o espelho e se me atrever, cubro-o com um pano opaco. Não quero que ele veja a minha cara. Não, hoje não vou ter um bom dia, mas que vocês o tenham, é o meu desejo.

segunda-feira, junho 21, 2004

454. Venham os bifes!

Já comemos as tapas, agora que venham os bifes!

PS. O Schubert já está aqui a lamber-se. Ele é tapas, ele é bifes...já me está a perguntar se na final comemos croissants.
453.O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs

A Catarina colocou esta postagem ontem no 100nada. Atrevendo-me a citá-lo na sua totalidade para que não se perca o contexto, dou-lhe o benefício da dúvida. Até porque, apesar da postagem do Altino Torres, hoje em novo artigo que cita este último, a Catarina reitera o fundamental do primeiro post. Diz a Catarina:

Lembrei-me agora.
Se um inglês, espanhol, francês, americano, chinês, polaco, búlgaro, russo, japonês ou marciano encontrar um conterrâneo noutro país, mete conversa, fala, pergunta se é férias, se gosta, aconselha, enfim, comunica.
Se, noutro país, um português encontrar (ou, mais precisamente, verificar que nas redondezas está um desconhecido) outro português (vi centenas de cenas destas), diz para o lado: cala-te, cala-te que está ali um português.


Obviamente não vou fazer nenhum reparo nem ao texto de uma, nem ao texto de outro. Mas vou contar uma pequena história:

Esperávamos o início do musical Cats, que começaria às seis e meia da tarde, cedo demais para jantar e, terminaria depois das dez, tarde demais para jantar, quando decidimos que o melhor seria comer uma bucha (a fome, a mim, desconcentra-me e do Cats não se pode perder pitada). Discutíamos as escolhas já dentro do snack-bar, em português, of course, e depois, nas calmas e como era evidente, pedi a comida em inglês (com aquele sotaque do sul, percebem?). No final perguntei ao barman ‘Do you have express coffee?’ (assim, com sotaque, estão a ver?). Ele respondeu-me ‘Uma óptima bica’. Depois ficamos dois minutos à conversa, que o snack estava cheiinho e nós na hora de irmos para o teatro. Poderia contar outras, tenho até uma delas, publicada aqui, mas fica para a próxima.

PS. Já lá voltei. Os donos não eram os mesmos. O novo dono, à época, um mexicano a quem o snack tinha sido trespassado, falou-me com entusiasmo dos ex-proprietários.
452. Lunch Time Blog

Lembro-me do meus tempos de estudante do Técnico, dos dias em que eu fazia um drible tipo Cristiano Ronaldo, à cantina do Técnico, onde me esperava o caldo verde com muita farinha para ficar grossinho, os filetes de um peixe qualquer em argamassa que a ementa chamava arroz, e metendo a bola por baixo das pernas saía portão verde fora descia a Alameda e mais um pouco a Almirante Reis, a penates que o dinheiro não era muito, quase sempre em jogo de equipa com mais dois ou três companheiros que se desmarcavam na perfeição, e marcávamos golo na Portugália. E raramente o resultado era 1 x 0, quase sempre ficávamos a ganhar por uns 5 ou 6 sem resposta, que é o mesmo que dizer uma meia dúzia de imperiais, fresquinhas e bem tiradas. O bife (quase que apetece dizer o senhor bife) vinha num molhinho amarelo cujo segredo não era desvendável com um travo de cerveja e mostarda e as batatas fritas eram daquelas cortadas aos palitos do próprio tubérculo que lhe dá o nome. Hoje fui à Portugália, comer um bife a nadar num caldo branco sensaborão, o bife nem o nome de menino bife merece, as batatas rendidas aqueles pacotes (só pode ser sucedâneo), que é só abrir e jogar no óleo. Demoraram uma eternidade a servir e até as imperiais que costumavam atacar em massa, pressionando sempre o adversário, chegavam fora de tempo, quentes, moles, cansadas a pedir substituição imediata. Ainda por cima sujei a camisa. Não sei se volto a este estádio tão cedo.

PS. Schubert, não precisas de miar tão ansioso enquanto estás a ler o que escrevo, porque a ti não te levo lá. Pelo amor de Deus, quanto não vale a tua ração.
451. Bom dia!

- Não te estou a reconhecer, disse-me ele quando o encarei esta manhã.
- Porquê? Estou diferente? – Perguntei meio espantado com a observação
- Costumas ter má cara quando te levantas, por isso estranhei.
- Parece que não me conheces, disse eu para o espelho, somos irmãos há 48 anos. Não sabes o que aconteceu ontem?
- Sei e tu sempre acreditaste, isso é verdade. Mas agora tira lá esse sorrisinho parvo e despacha-te que são horas.

Fiquei a pensar se o meu espelho seria daqueles que “têm uma garrafa de champanhe à espera, para festejar a derrota”. Mas rapidamente me desenganei. Ele está comigo. Baixei-me para pegar a espuma de barbear do armário e, quando me levantei, lá estava ele com uma bandeira portuguesa sobre os ombros. Olhou para mim e rematou:

- Haja o que houver daqui para frente, esta bandeira é e será sempre a nossa!


PS. A conversa não ficou por aqui, mas não vos quero importunar com um diálogo extenso e chato como costumam ser os diálogos com o meu espelho. Faço este apontamento apenas para referir que ele me pediu para vos desejar, um bom, um óptimo, um excelente dia!

domingo, junho 20, 2004

450. Venha o próximo!

Ousar lutar, ousar vencer (onde é que eu já ouvi isto?)!!!
E mainada!
449. Bom Dia!

Força rapaziada . Transformem Alvalade XXI em Aljubarrota XXI . Hoje é o vosso dia. Força e sejam vós a dar-nos o bom dia .

sábado, junho 19, 2004

448. Sempre a seguir

Vai sair brevemente um novo código da estrada. Não conheço o texto e, portanto, não sei se há alguma novidade em relação aos pseudo-automóveis que circulam por aí com matrícula de motorizada (bem como as próprias motorizadas e triciclos). A maioria desses “carrinhos” não é adquirida apenas por uma questão económica. Muitos deles são comprados por pessoas que, ao fim de três ou quatro tentativas para tirar a carta, não o conseguem, comprando então aquelas espécies de carro. O pior é que circulam por todo o lado (excepto onde também não são permitidos os velocípedes com motor, conhecidos como motorizadas). O meu amigo P., esteve cá hoje e, contou-me que ontem o carro dele foi vítima de um desses triciclos que circulava em sentido contrário, numa via de sentido único. O condutor, quase octogenário, argumentava que vinha bem, porque a rua por onde ele estava acostumado estava em obras e não podia passar. Quando o Paulo o chamou e lhe perguntou se ele sabia o que queria dizer o sinal no outro extremo da rua, um sinal de via com sentido único, ele respondeu que sabia muito bem que o sinal queria dizer “sempre a seguir”. Se a questão entre ter carta de condução ou não ter carta, passa por ter um carro que pode andar em auto-estradas ou não, para que serve andarmos na escola de condução e gastarmos aquela pipa de massa toda?

sexta-feira, junho 18, 2004

447. Pequenas alegrias

Nos primeiros dias de cada mês o fluxo automóvel aumenta consideravelmente. Eu, quando trabalhava em Lisboa, notava isso no afluxo de trânsito à ponte 25 de Abril. A algumas pessoas com quem me dava, amigos e conhecidos, ouvia-as com frequência queixarem-se desta felicidade efémera que era ter alguns trocos suplementares para encher o depósito e aproveitar até à última gota para pelo menos uns 5 ou 6 diazitos puderem andar de carro. O mesmo se passa com os restaurantes. A bucha é trocada nos primeiros dias do mês por um lugar à mesa do restaurante, refastelando-se 5 ou 6 dias com faustosas refeições contra a sanduíche, a sopa e o copo de água do resto do mês. Confesso que a minha chateação era declaradamente de sentido oposto. Nunca me aborreci desse aumento de trânsito, nem de ter de esperar mais dez minutos por uma mesa no restaurante habitual. A minha preocupação é efectivamente de os portugueses não o poderem fazer durante o mês inteiro.

Isto vem a propósito do que tenho lido nos jornais e com mais acuidade na blogosfera, sobre a alegria de termos uma bandeira nas janelas ou termos festejado até às tantas uma vitória no futebol. O argumento de que é uma parolice, de que ainda não ganhamos nada, que devemos esperar por Domingo, etc., etc. funciona para mim como a eternização da bucha. Ao menos enquanto há dinheiro, é para gastar. Mesmo que haja uma só vitória, é para festejar. Se alegria é efémera é melhor que nenhuma alegria. E que me chamem, parolo. Quero lá saber.

PS. O Schubert, benfiquista dos quatro costados, pediu-me para lhe trocar a coleirinha vermelha por uma verde e vermelha. Diz que também não se importa que lhe chamem parolo. Desde quarta-feira que só dá pulinhos de contente. Ontem mesmo, num grande miau percebi ele dizer: ‘Até os comemos! Vão ser as nossas tapas, perdão, a nossa ração! Força rapazes!!!’
446. Bom Dia!


O homem disse que não era muito ambicioso. Estava a discutir se era mais rico do que o outro e arrumou-o quando o outro lhe confessou que não vira o trânsito de Vénus. Ele viu uma bolinha preta lá longe, protegida em óculos especiais, que comprou na farmácia apenas por um euro e meio. O outro era um pouco ignorante, não conhecia a magia da ciência e nunca lhe passou pela cabeça que um trânsito assim só daqui a cento e tal anos. Se queria ficar mais rico o melhor seria preencher o boletim do totoloto e candidatar-se a quatro salários do Mourinho. Todos os dias, cada um de nós fica mais pobre e cada um de nós fica mais rico. Somar e subtrair é uma questão de perspectiva. Mas quando somamos temos um melhor dia. O trânsito de Vénus já passou…vou preencher o boletim do totoloto.

quinta-feira, junho 17, 2004

445. O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs

O PreDatado não anda com falta de imaginação. Eu sei que o PreDatadao toma calmantes, imaginem se não tomasse. Também sei que o PreDatado toma antidepressivos, imaginem se ele não tomasse. E sei ainda que ele toma ansiolíticos. Estou a pensar que seja pela ânsia de andar sempre agarrado ao blog. E toma umas coisas para dormir. Já estou a vê-lo a pôr os comprimidos de parte e a passar aqui as noites a escrever. Portanto amigos lá falta de imaginação parece não lhe faltar. No entanto, resolvi criar uma secção, que não tem carácter periódico, nem obrigações, é só para quando me apetecer, chamada ‘O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs’. Usando textos ou extractos de outros. E como o dono do blog “O Predatado” se considera um homem honesto, O Predatado terá o cuidado de divulgar a fonte de forma inequívoca, de linkar directamente o autor e de colocar o “roubo” em itálico ou entre aspas ou ambas para se distinguir dos textos próprios. O PreDatado tem muito respeito pelos outros autores e como não é um fora da lei, conhece e cumpre as leis de protecção de propriedade intelectual. E já que estou em maré de “roubo” vou transcrever, com a devida vénia um texto que me parece interessante sobre o assunto encontrado no blog bomba inteligente da autoria da Charlotte (neste caso particular pedi-lhe autorização expressa).

Sobre as poucas coisas que me enervam como se tivesse uma agulha espetada no pulso: a cópia integral de textos escritos por outros blogueadores ou por jornalistas noutros blogues ou jornais. A questão da autoria é muito séria e é muito séria para todos. Nem sequer digo que devia ser, porque simplesmente é. Quem nunca ouviu falar de direitos de autor, que se informe. Quem nunca ouviu falar de plágio, que se informe. Quem nunca ouviu falar de coisas como propriedade intelectual, que se informe. A menos que se conheça muito bem o blogueador, cujos textos são reproduzidos no blogue, será melhor pensar-se duas vezes antes de escarrapachar um texto que é de outra pessoa, como se fosse do blogueador que o transcreve. Mesmo que lá esteja o linque, todos sabemos que as pessoas lêem mal e que podem não perceber quem escreveu aquilo que ali está. Tornem lá isso mais claro. Não controlamos a interpretação do leitor, mas devemos ter todos os cuidados possíveis com o autor. E o mesmo é válido para as ideias alheias que são desenvolvidas noutros blogues. Já que não são criativos, ao menos que sejam honestos.
444. Cheio de dúvidas

Ultimamente tenho acordado cheio de dúvidas. Em princípio atribuía-as aos sonhos. Depois fui achando que a “coisa” era mais séria e projectava-me para dúvidas existenciais. Alguém alguma vez me disse que isso era coisa dos quarentas. Eu sei que pareço um jovenzinho, mas os quarentas já estão quase nos finalmente. À medida que a manhã avança as minhas dúvidas vão aumentando, quando o esperado era que se desvanecessem. Neste momento, doze e quarenta e cinco uma dúvida me fere mais que qualquer outra. O que será que vou almoçar?
443. Momentos da Madeira – Boaventura

Estradas de terra e alcatrão, veredas de lage, nos confins das serras. Estradas de nuvens que não se palmilham, onde a vontade de planar nos transforma em virtuais garajaus. Ruas de água que escorrem da montanha em percursos livres ou direccionados por mãos que dão de beber à vinha. Caminhos de banana, azinhagas de vinho, auto-estradas de hortênsias, túneis de fetos. Pistas de mar, largo, profundo, manhoso, traiçoeiro. A vedeta da marinha, sem sucesso, atravessou a manhã, infiltrou-se na tarde, penetrou a noite. Companheiros clamam o corpo jovem que a espuma não lavou, só levou. O mar é assim e nem todos conseguem vencer o Adamastor. Tinha 19 anos, desafiou os caminhos lêvedos, um pé no lugar errado da via, a traição da vaga à espreita por detrás do ilhéu. Boaventura é só um nome de terra. Aventureiro como o fora tantos e tantos anos. Mal-aventurado aquele dia de 5ª feira, 10 de Junho, que poderia ser o dia dos portugueses. Não foi definitivamente o dia dele. RIP.
442. Bom Dia!

Estão 24 graus lá fora e ainda são só nove da manhã. Com este calor só me apetecem coisas fresquinhas. Vou colocar um monte de cerejas numa taça de água gelada e em cada uma vou esboçar um desejo. Que será igual para todos vós, não profundo, mas muito sincero. O desejo que tenham um óptimo dia.