502. Não te vás.
Não sei se li bem, mas no entretanto já reli e fiquei com o mesmo entendimento. A minha amiga blogosferiana Helena Thadeu, despediu-se do Solistência. Só lhe quero aqui dizer, publicamente, que fico triste por desaparecer um blog inteligente. E se eu puder fazer-te um pedido é só este: não te vás!
domingo, julho 11, 2004
sábado, julho 10, 2004
501. Bom Dia
- Estás diferente.
- Porquê?
- Tens uma face alegre e outra triste.
(Os espelhos são mais observadores. Pudera, não têm em que pensar. Às vezes são perspicazes.)
- Não leste o meu Bom Dia de ontem?
- Li e daí? O que posso deduzir?
(Eu não disse que os espelhos nem raciocínios simples fazem?)
- Sexta-feira é um bom dia, meu caro plano reflector. A minha foi quase perfeita.
- Então como explicas a meia face descaída?
Desta vez quem virou as costas ao espelho fui eu. Peguei na Bandeira Nacional, o ar tinha um espectro cor de cenoura onde ainda pairava uma sexta-feira, nua, deliciosa, cheirosa como a flor que costuma povoar-me as mesas e quente, que as nove e quinze quiseram nublar. Cobri a sexta-feira com a Bandeira Nacional, porque hoje é Sábado.
Vejam como nasceu o dia. Nublado, cinzento, triste.
E porque hoje é Sábado, apesar dos espelhos, desejo um bom dia para todos vós.
- Estás diferente.
- Porquê?
- Tens uma face alegre e outra triste.
(Os espelhos são mais observadores. Pudera, não têm em que pensar. Às vezes são perspicazes.)
- Não leste o meu Bom Dia de ontem?
- Li e daí? O que posso deduzir?
(Eu não disse que os espelhos nem raciocínios simples fazem?)
- Sexta-feira é um bom dia, meu caro plano reflector. A minha foi quase perfeita.
- Então como explicas a meia face descaída?
Desta vez quem virou as costas ao espelho fui eu. Peguei na Bandeira Nacional, o ar tinha um espectro cor de cenoura onde ainda pairava uma sexta-feira, nua, deliciosa, cheirosa como a flor que costuma povoar-me as mesas e quente, que as nove e quinze quiseram nublar. Cobri a sexta-feira com a Bandeira Nacional, porque hoje é Sábado.
Vejam como nasceu o dia. Nublado, cinzento, triste.
E porque hoje é Sábado, apesar dos espelhos, desejo um bom dia para todos vós.
sexta-feira, julho 09, 2004
500. Quinhentos
Comecei o meu blog, em Outubro passado, pensando colocar textos que já antes tinha escrito. Daí o nome deste blog: PreDatado. Os textos tinham datas que eram anteriores às datas em que eu os publicaria. A dinâmica que vim encontrar na blogosfera e a minha própria dinâmica, depressa ultrapassaram essa intenção. Nunca esperei ser capaz, de em tão curto espaço de tempo, produzir 500 textos. Só o fiz por duas razões – a primeira porque o meu gosto por escrever algo, mesmo que faits divers, caricaturas do quotidiano ou algo mais intenso, algo que me vem de dentro, me obrigou a usar este espaço para o fazer. A segunda, e para mim efectivamente a principal, é porque alguém gosta do que eu escrevo (as quase 10.000 entradas e as mais de 21.000 paginas acedidas, são muito compensadoras para a minha auto-estima).
Infelizmente, quis o destino, que esta minha comemoração coincidisse com uma derrota pessoal. Eu era (sou, mas agora não interessa) política e constitucionalmente, favorável às eleições antecipadas. Quis o senhor Presidente da República que a minha (só minha?) expectativa fosse gorada. É para mim, também, uma derrota pessoal. Hoje e coincidente com esta postagem a Bandeira Nacional que neste blog exprimia o a minha petição por eleições antecipadas, sairá do blog. A Bandeira Nacional que ainda mantenho na varanda, sairá de lá, dentro de momentos. À espera de melhores dias.
Comecei o meu blog, em Outubro passado, pensando colocar textos que já antes tinha escrito. Daí o nome deste blog: PreDatado. Os textos tinham datas que eram anteriores às datas em que eu os publicaria. A dinâmica que vim encontrar na blogosfera e a minha própria dinâmica, depressa ultrapassaram essa intenção. Nunca esperei ser capaz, de em tão curto espaço de tempo, produzir 500 textos. Só o fiz por duas razões – a primeira porque o meu gosto por escrever algo, mesmo que faits divers, caricaturas do quotidiano ou algo mais intenso, algo que me vem de dentro, me obrigou a usar este espaço para o fazer. A segunda, e para mim efectivamente a principal, é porque alguém gosta do que eu escrevo (as quase 10.000 entradas e as mais de 21.000 paginas acedidas, são muito compensadoras para a minha auto-estima).
Infelizmente, quis o destino, que esta minha comemoração coincidisse com uma derrota pessoal. Eu era (sou, mas agora não interessa) política e constitucionalmente, favorável às eleições antecipadas. Quis o senhor Presidente da República que a minha (só minha?) expectativa fosse gorada. É para mim, também, uma derrota pessoal. Hoje e coincidente com esta postagem a Bandeira Nacional que neste blog exprimia o a minha petição por eleições antecipadas, sairá do blog. A Bandeira Nacional que ainda mantenho na varanda, sairá de lá, dentro de momentos. À espera de melhores dias.
498. Lunch Time Blog
É incrível a falta de inspiração. Se eu tivesse comido um prato de cozinha tradicional portuguesa, por exemplo, uma caldeirada à fragateiro, se eu tivesse ido àquele restaurante Alsaciano numa transversal do Boulevard des Italians, quase a chegar ao quartier Latin, comer um delicioso Foie Gras d’Oie, se eu tivesse comido um cocinillo asado na Antiga Casa Botin, ali já à Plaza Mayor, se tivesse ido ao Léon comer umas moules au frite (depois de passar a mão na perna de S. Fernando), se tivesse dado um saltinho à monumental Berlim leste comer um Eisbein num restaurantezinho que eu conheço, aí sim eu poderia fazer um Lunch Time Blog inspirado. Mas quem almoça escalopes de vitela fritos ao alhinho, não tem grande motivo de escrita. O vinho tinto Terras de Estremoz, de Maria Joana Castro Duarte, tem o condão de transformar qualquer vulgar refeição, num pitéu de excelência. Portanto parabéns ao vinho. Da sobremesa se me apetecer escrevo, se não me apetecer não escrevo. E agora não me apetece.
PS. O Schubert passou o tempo a esconder-se debaixo de um alguidar. Só nunca percebi porque é que, quando se esconde, deixa sempre o rabinho de fora.
É incrível a falta de inspiração. Se eu tivesse comido um prato de cozinha tradicional portuguesa, por exemplo, uma caldeirada à fragateiro, se eu tivesse ido àquele restaurante Alsaciano numa transversal do Boulevard des Italians, quase a chegar ao quartier Latin, comer um delicioso Foie Gras d’Oie, se eu tivesse comido um cocinillo asado na Antiga Casa Botin, ali já à Plaza Mayor, se tivesse ido ao Léon comer umas moules au frite (depois de passar a mão na perna de S. Fernando), se tivesse dado um saltinho à monumental Berlim leste comer um Eisbein num restaurantezinho que eu conheço, aí sim eu poderia fazer um Lunch Time Blog inspirado. Mas quem almoça escalopes de vitela fritos ao alhinho, não tem grande motivo de escrita. O vinho tinto Terras de Estremoz, de Maria Joana Castro Duarte, tem o condão de transformar qualquer vulgar refeição, num pitéu de excelência. Portanto parabéns ao vinho. Da sobremesa se me apetecer escrevo, se não me apetecer não escrevo. E agora não me apetece.
PS. O Schubert passou o tempo a esconder-se debaixo de um alguidar. Só nunca percebi porque é que, quando se esconde, deixa sempre o rabinho de fora.
497. Bom dia!
A sexta-feira é um dia desejado por quase todos aqueles que, durante a semana, dão o litro e esperam ansiosamente pelo final do mesmo para gozar um merecido fim-de-semana. Outros há que, exactamente por amanhã ser fim-de-semana, fazem da sexta-feira uma lufa-lufa de trabalho intenso, para poderem passar Sábado e Domingo de consciência tranquila. Eu não estou nem num caso nem noutro. Nem dei o litro, nem tenho rabos-de-palha. Por isso acho que vou ter uma sexta-feira bonita. Se alguém estiver nestas condições, levante o braço. Mas para todos, para os do tipo um, tipo dois ou tipo três e para quem quiser partilhar comigo uma sexta-feira feliz, desejo a todos um bom, um muito bom dia.
A sexta-feira é um dia desejado por quase todos aqueles que, durante a semana, dão o litro e esperam ansiosamente pelo final do mesmo para gozar um merecido fim-de-semana. Outros há que, exactamente por amanhã ser fim-de-semana, fazem da sexta-feira uma lufa-lufa de trabalho intenso, para poderem passar Sábado e Domingo de consciência tranquila. Eu não estou nem num caso nem noutro. Nem dei o litro, nem tenho rabos-de-palha. Por isso acho que vou ter uma sexta-feira bonita. Se alguém estiver nestas condições, levante o braço. Mas para todos, para os do tipo um, tipo dois ou tipo três e para quem quiser partilhar comigo uma sexta-feira feliz, desejo a todos um bom, um muito bom dia.
quinta-feira, julho 08, 2004
496. Egregio
A propósito de um excelente artigo, embora controverso em alguns aspectos, mas que não será motivo desta minha postagem, publicado hoje no Público, por José Pacheco Pereira e referido no Abrupto, decidi dar uma voltinha no Google para encontrar um texto que explicasse o significado e a origem de Egrégio. Infelizmente as primeiras 60 entradas do Google não traziam uma única referência em português. Quem souber espanhol pode agora cantar o hino nacional, sem as dúvidas da personagem de JPP.
Egregio
La palabra "egregio", término por el que hoy designamos a una personalidad sobresaliente, un hecho histórico de notable alcance o una obra excepcional tocada por el genio de un hombre o una raza, curiosamente proviene del latín egregius, expresión compuesta del prefijo ex ('fuera', 'más allá') y la voz grex ('rebaño', 'grey'), es decir, 'apartado, lejos del rebaño'. Vocablo algo ampuloso y revelador de grandeza, por lo menos en nuestros días, egregius, según nos lo advierte su limpia etimología, en sus comienzos fue una palabra de humilde cuna, de estirpe rural, que con el curso de los tiempos ennobleció sus pergaminos, debido a un proceso de cambio meliorativo de su significado (técnicamente una trasnominación o mutación semántica) que en tantos casos enaltece a ciertas voces de condición común u ordinaria, promoviéndoselas a las más altas dignidades, a los más empinados rangos. El vocabulario académico define al vocablo "egregio" por medio de dos sinónimos: "insigne" e "ilustre", a los que se podrían agregar las voces "esclarecido", "notable", "sobresaliente" y tantas otras.
Este texto foi encontrado aquí.
A propósito de um excelente artigo, embora controverso em alguns aspectos, mas que não será motivo desta minha postagem, publicado hoje no Público, por José Pacheco Pereira e referido no Abrupto, decidi dar uma voltinha no Google para encontrar um texto que explicasse o significado e a origem de Egrégio. Infelizmente as primeiras 60 entradas do Google não traziam uma única referência em português. Quem souber espanhol pode agora cantar o hino nacional, sem as dúvidas da personagem de JPP.
Egregio
La palabra "egregio", término por el que hoy designamos a una personalidad sobresaliente, un hecho histórico de notable alcance o una obra excepcional tocada por el genio de un hombre o una raza, curiosamente proviene del latín egregius, expresión compuesta del prefijo ex ('fuera', 'más allá') y la voz grex ('rebaño', 'grey'), es decir, 'apartado, lejos del rebaño'. Vocablo algo ampuloso y revelador de grandeza, por lo menos en nuestros días, egregius, según nos lo advierte su limpia etimología, en sus comienzos fue una palabra de humilde cuna, de estirpe rural, que con el curso de los tiempos ennobleció sus pergaminos, debido a un proceso de cambio meliorativo de su significado (técnicamente una trasnominación o mutación semántica) que en tantos casos enaltece a ciertas voces de condición común u ordinaria, promoviéndoselas a las más altas dignidades, a los más empinados rangos. El vocabulario académico define al vocablo "egregio" por medio de dos sinónimos: "insigne" e "ilustre", a los que se podrían agregar las voces "esclarecido", "notable", "sobresaliente" y tantas otras.
Este texto foi encontrado aquí.
495. Às vezes interrogo-me
Porque é que gosto tanto dos blogs escritos por pessoal de Almada e de outras regiões?
Porque é que as mulheres mais bonitas são as portuguesas e as estrangeiras?
Porque é que na física gosto tanto de Física atómica, molecular e de polímeros, como de Física nuclear ou de Mecânica dos fluidos e de Cosmologia e astrofísica mas também de Óptica e de Mecânica, Estática, Dinâmica, Hidrostática e Quântica.
Porque é que gosto tanto de viajar por ar, por terra e por mar e às vezes no tempo?
Porque é que sou tão materialista e fascina-me o espiritismo e passo o tempo a dar graças a Deus?
Porque é que gosto de futebol, de rûgbi, de hóquei em patins, de esgrima, de equitação, de ciclismo, de atletismo, de ski alpino, de bodyboard, de windsurf, de judo?
Porque é que passo horas a ler prosa e poesia?
Porque é que tanto vou ver exposições de pintura, como de escultura, vou à ópera e a concertos na Gulbenkian e acordo no festival do Sudoeste ou em Vilar de Mouros?
Porque é que acompanho as minhas refeições com vinho tinto, bebo leite pela manhã e antes de dormir, cerveja às cinco da tarde, água a toda a hora e whisky também?
Porque é que só gosto do Benfica mas o primeiro resultado que vou ver n’ A Bola é o do Almada?
É por estas e por outras que eu não gosto do ecletismo. Fico sempre na dúvida, do que fazer no minuto seguinte.
Porque é que gosto tanto dos blogs escritos por pessoal de Almada e de outras regiões?
Porque é que as mulheres mais bonitas são as portuguesas e as estrangeiras?
Porque é que na física gosto tanto de Física atómica, molecular e de polímeros, como de Física nuclear ou de Mecânica dos fluidos e de Cosmologia e astrofísica mas também de Óptica e de Mecânica, Estática, Dinâmica, Hidrostática e Quântica.
Porque é que gosto tanto de viajar por ar, por terra e por mar e às vezes no tempo?
Porque é que sou tão materialista e fascina-me o espiritismo e passo o tempo a dar graças a Deus?
Porque é que gosto de futebol, de rûgbi, de hóquei em patins, de esgrima, de equitação, de ciclismo, de atletismo, de ski alpino, de bodyboard, de windsurf, de judo?
Porque é que passo horas a ler prosa e poesia?
Porque é que tanto vou ver exposições de pintura, como de escultura, vou à ópera e a concertos na Gulbenkian e acordo no festival do Sudoeste ou em Vilar de Mouros?
Porque é que acompanho as minhas refeições com vinho tinto, bebo leite pela manhã e antes de dormir, cerveja às cinco da tarde, água a toda a hora e whisky também?
Porque é que só gosto do Benfica mas o primeiro resultado que vou ver n’ A Bola é o do Almada?
É por estas e por outras que eu não gosto do ecletismo. Fico sempre na dúvida, do que fazer no minuto seguinte.
494. Bom Dia!
- Cansado?
- Efectivamente.
- Não dormiste?
- Dormi muito bem.
- Então?
Há anos que o meu espelho sabe que de manhã eu sou de poucas falas. Apesar das respostas curtas, tentando desincentivar o diálogo, ele insiste. Decidi satisfazer-lhe a curiosidade.
- Cansado da novela.
- Dos protagonistas ou da história?
- Não anda nem desanda. O texto é pobre.
Fez um compasso de espera. Deixou-me fazer toda a minha faxina matinal. Chegou mesmo a virar-me as costas. Respirei fundo, pensei que tivesse desistido. Desgraçadamente, enganei-me. Quando voltou, piscou-me o olho com um sorriso malandro e atirou-me provocatoriamente:
- O José Castelo Branco também tem um diálogo na novela. Diz que adora o Santana.
Vesti as minhas cuecas de fio dental, despejei o frasco de gel na cabeça, atei o rabo-de-cavalo com uma fitinha vermelha, calcei os sapatos de verniz, desatei aos gritos com a empregada, saí e dirigi-me ao carro. Um cachorro tinha-me mijado nas jantes.
PS. Bom dia! Bom dia! Bom dia! A propósito, vamos ter eleições ou não? É que já estou cansado da novela.
- Cansado?
- Efectivamente.
- Não dormiste?
- Dormi muito bem.
- Então?
Há anos que o meu espelho sabe que de manhã eu sou de poucas falas. Apesar das respostas curtas, tentando desincentivar o diálogo, ele insiste. Decidi satisfazer-lhe a curiosidade.
- Cansado da novela.
- Dos protagonistas ou da história?
- Não anda nem desanda. O texto é pobre.
Fez um compasso de espera. Deixou-me fazer toda a minha faxina matinal. Chegou mesmo a virar-me as costas. Respirei fundo, pensei que tivesse desistido. Desgraçadamente, enganei-me. Quando voltou, piscou-me o olho com um sorriso malandro e atirou-me provocatoriamente:
- O José Castelo Branco também tem um diálogo na novela. Diz que adora o Santana.
Vesti as minhas cuecas de fio dental, despejei o frasco de gel na cabeça, atei o rabo-de-cavalo com uma fitinha vermelha, calcei os sapatos de verniz, desatei aos gritos com a empregada, saí e dirigi-me ao carro. Um cachorro tinha-me mijado nas jantes.
PS. Bom dia! Bom dia! Bom dia! A propósito, vamos ter eleições ou não? É que já estou cansado da novela.
quarta-feira, julho 07, 2004
493. O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs
Leiam bem esta postagem que a batukada escreveu hoje no seu mood swing e que eu tomo a liberdade de roubar e citar com todo o respeito:
“Quarta-feira, Julho 07, 2004
Ainda acordo de noite a gritar
"Tira o Pauleta, PORRA!"
Mais dois dias e voltará tudo ao normal. Tenho a certeza. Ámen.
# escrito pela batukada às 10:51”
Ainda hoje eu dizia ao meu espelho
- Tenho pesadelos.
- Queres contar?
- Não posso, não sei falar açoreano.
- Deixa estar meu caro, mais dois dias e isso passa.
Virei-lhe as costas mas ainda o vi despir, matreiramente, a camisola nº 9.
Leiam bem esta postagem que a batukada escreveu hoje no seu mood swing e que eu tomo a liberdade de roubar e citar com todo o respeito:
“Quarta-feira, Julho 07, 2004
Ainda acordo de noite a gritar
"Tira o Pauleta, PORRA!"
Mais dois dias e voltará tudo ao normal. Tenho a certeza. Ámen.
# escrito pela batukada às 10:51”
Ainda hoje eu dizia ao meu espelho
- Tenho pesadelos.
- Queres contar?
- Não posso, não sei falar açoreano.
- Deixa estar meu caro, mais dois dias e isso passa.
Virei-lhe as costas mas ainda o vi despir, matreiramente, a camisola nº 9.
492. Difícil?
“Uma decisão difícil, num país difícil” – Pedro Santana Lopes
Difícil? - Difícil é isto:
Estado de S. Paulo (Brasil) – 37 milhões de habitantes.
Bangladesh – 133 milhões de habitantes
Ucrânia – 49 milhões de habitantes
Colômbia – 40 milhões de habitantes
Iraque – 22 milhões de habitantes
Zimbabwe – 11 milhões de habitantes
Libéria – 3 milhões de habitantes
Haiti – 7 milhões de habitantes
Não quer ir para lá governar?
“Uma decisão difícil, num país difícil” – Pedro Santana Lopes
Difícil? - Difícil é isto:
Estado de S. Paulo (Brasil) – 37 milhões de habitantes.
Bangladesh – 133 milhões de habitantes
Ucrânia – 49 milhões de habitantes
Colômbia – 40 milhões de habitantes
Iraque – 22 milhões de habitantes
Zimbabwe – 11 milhões de habitantes
Libéria – 3 milhões de habitantes
Haiti – 7 milhões de habitantes
Não quer ir para lá governar?
490. Lunch Time Blog
Perto da Docapesca e da VTS fica a Siesta. Não fui dormir no restaurante embora o tempo de espera, entre a entrega do cardápio (em português de França – menu) e a recepção do pedido, a isso convidasse. Mas como a companhia era boa, isto é, o rio Tejo mesmo ali ao lado e a paisagem magnífica sobre o Bugio, não fora o corte paisagístico provocado pelos silos da Trafaria (ai se o meu amigo Artur lê isto, despede-me), resisti a fechar os olhos. Até porque não se fazem essas coisas à mesa. Os champignones rellenados estavam de facto saborosos. Mas não de comer e chorar por mais. As fajitas de vaca estavam bem acompanhadas de verdura qb ou seja pimentos (pimientos, à la mexicana). Não era um prato de repetir a dose, mas o puré de feijão e o puré de abacate com tomate compunham a nota com elegância. Perto, alguém, com uns olhos bonitos, comia regalada algo que na lista constava como ensilada verde. Parecia comer com o apetite que uma boa iguaria desperta. Na próxima vez vou experimentar. Desta vez a minha mesa voltou a ter uma flor. Gosto de comer acompanhado de flor. Mas também molhei o bico. E com quê? Adivinhem. Uma Margarita é claro. E olé, olé.
PS. Uma vez mais o Schubert não iria gostar da comida. Olhar para o lado e ver no rio Tejo os carapaus aos saltinhos seria bem melhor petisco para ele. Olha, olha, ele aqui ao lado a dizer-me: ‘um bom carapau de corrida me pareces tu’.
Perto da Docapesca e da VTS fica a Siesta. Não fui dormir no restaurante embora o tempo de espera, entre a entrega do cardápio (em português de França – menu) e a recepção do pedido, a isso convidasse. Mas como a companhia era boa, isto é, o rio Tejo mesmo ali ao lado e a paisagem magnífica sobre o Bugio, não fora o corte paisagístico provocado pelos silos da Trafaria (ai se o meu amigo Artur lê isto, despede-me), resisti a fechar os olhos. Até porque não se fazem essas coisas à mesa. Os champignones rellenados estavam de facto saborosos. Mas não de comer e chorar por mais. As fajitas de vaca estavam bem acompanhadas de verdura qb ou seja pimentos (pimientos, à la mexicana). Não era um prato de repetir a dose, mas o puré de feijão e o puré de abacate com tomate compunham a nota com elegância. Perto, alguém, com uns olhos bonitos, comia regalada algo que na lista constava como ensilada verde. Parecia comer com o apetite que uma boa iguaria desperta. Na próxima vez vou experimentar. Desta vez a minha mesa voltou a ter uma flor. Gosto de comer acompanhado de flor. Mas também molhei o bico. E com quê? Adivinhem. Uma Margarita é claro. E olé, olé.
PS. Uma vez mais o Schubert não iria gostar da comida. Olhar para o lado e ver no rio Tejo os carapaus aos saltinhos seria bem melhor petisco para ele. Olha, olha, ele aqui ao lado a dizer-me: ‘um bom carapau de corrida me pareces tu’.
489. Boa Tarde quase Boa Noite
Perdão. Mil vezes perdão. Sou um filho desnaturado desta blogosfera. Um PreDatalog sem Bom Dia, é como um jardim sem flores (alguém ao meu lado me pede: coloca, é como homem sem chifre – eu não acredito em seres mitológicos, por isso, não coloco). Logo eu que não sou nada, nadinha mesmo, como vós amigas leitoras e vós amigos leitores bem sabeis, de deixar este blog ao abandono, tive a veleidade, o desplante, a ignomínia (alguém aqui a meu lado me pede: coloca descaramento – eu que não sou brasileiro, mas que reconheço a palavra em português, coloco) de vos deixar sem o meu desejo de um dia bom, de um dia maravilhoso. Espero que a auto-flagelação que aqui me imponho, seja suficiente para me redimir deste hediondo pecado. Por isso a todas e a todos vós, minhas queridas e meu queridos, um desejo de um resto de tarde aprazível e uma noite povoada de sonhos bonitos.
PS. Como a Katchia me ajudou a escrever esta postagem, com uma frase e uma palavra, deixo um link ao blog dela com o desejo que se cure da dor de estômago. Pior que aturar uma brasileira a trabalhar ao seu lado é aturar uma brasileira com dor de estômago. Tenho dito.
Perdão. Mil vezes perdão. Sou um filho desnaturado desta blogosfera. Um PreDatalog sem Bom Dia, é como um jardim sem flores (alguém ao meu lado me pede: coloca, é como homem sem chifre – eu não acredito em seres mitológicos, por isso, não coloco). Logo eu que não sou nada, nadinha mesmo, como vós amigas leitoras e vós amigos leitores bem sabeis, de deixar este blog ao abandono, tive a veleidade, o desplante, a ignomínia (alguém aqui a meu lado me pede: coloca descaramento – eu que não sou brasileiro, mas que reconheço a palavra em português, coloco) de vos deixar sem o meu desejo de um dia bom, de um dia maravilhoso. Espero que a auto-flagelação que aqui me imponho, seja suficiente para me redimir deste hediondo pecado. Por isso a todas e a todos vós, minhas queridas e meu queridos, um desejo de um resto de tarde aprazível e uma noite povoada de sonhos bonitos.
PS. Como a Katchia me ajudou a escrever esta postagem, com uma frase e uma palavra, deixo um link ao blog dela com o desejo que se cure da dor de estômago. Pior que aturar uma brasileira a trabalhar ao seu lado é aturar uma brasileira com dor de estômago. Tenho dito.
terça-feira, julho 06, 2004
488. Lunch Time Blog
Não, hoje não comi gaspacho. O meu almoço foi lulas grelhadas, acompanhadas com legumes (feijão verde, cenoura e batatas cozidas). Posso dizer-vos que estava óptimo mas que não tem nenhum segredo culinário. As lulas não podem ficar rijas, mas devem ‘sentir-se’ na boca. O branco, que o calor convida, era alentejano. Mas não foi por causa do vinho que eu vim aqui escrever esta postagem. Nem por causa do Alentejo de per si. Foi por causa da Sofia. Então não é que a moça hoje mexeu comigo? Lembrou-se de pôr uma receita de gaspacho e, logo eu que não sou nadinha, mas mesmo nada, como aliás vós leitoras amigas e leitores amigos bem sabeis, de falar de comida e muito menos de comer, fiquei cá com uma vontade de re-almoçar, ai, ai … Pois é, a Sofia lembrou-se do gaspacho e eu lembrei-me das minhas noites alentejanas, quando os outros estão sentados à mesa (e no quintal) a comer febras grelhadas, entremeadas, chouriços (ou linguiças, como dizemos por lá), estou eu a refastelar-me com o fresco e delicioso gaspacho, normalmente acompanhado de um pouco de bacalhau. Ai Sofia como me fez bem ler o teu blog, hoje. O pior, pior, pior, como diz o Serafim, é que não estou no Alentejo. E comer gaspacho aqui em casa, lembra-me quando vou a uma pizzaria e fico nostálgico da bela Veneza. Mas vou lá voltar. Garanto. Nem que vá de gôndola.
PS. Schubert, este tipo de comida não te diz nada. Mas eu sei que tu não estás preocupado com isso. Estás de barriguinha cheia, hoje o dono comprou-te uma goluseima e do texto apenas cheiraste o bacalhau. Cuidado que isso ainda não é para a tua idade.
Não, hoje não comi gaspacho. O meu almoço foi lulas grelhadas, acompanhadas com legumes (feijão verde, cenoura e batatas cozidas). Posso dizer-vos que estava óptimo mas que não tem nenhum segredo culinário. As lulas não podem ficar rijas, mas devem ‘sentir-se’ na boca. O branco, que o calor convida, era alentejano. Mas não foi por causa do vinho que eu vim aqui escrever esta postagem. Nem por causa do Alentejo de per si. Foi por causa da Sofia. Então não é que a moça hoje mexeu comigo? Lembrou-se de pôr uma receita de gaspacho e, logo eu que não sou nadinha, mas mesmo nada, como aliás vós leitoras amigas e leitores amigos bem sabeis, de falar de comida e muito menos de comer, fiquei cá com uma vontade de re-almoçar, ai, ai … Pois é, a Sofia lembrou-se do gaspacho e eu lembrei-me das minhas noites alentejanas, quando os outros estão sentados à mesa (e no quintal) a comer febras grelhadas, entremeadas, chouriços (ou linguiças, como dizemos por lá), estou eu a refastelar-me com o fresco e delicioso gaspacho, normalmente acompanhado de um pouco de bacalhau. Ai Sofia como me fez bem ler o teu blog, hoje. O pior, pior, pior, como diz o Serafim, é que não estou no Alentejo. E comer gaspacho aqui em casa, lembra-me quando vou a uma pizzaria e fico nostálgico da bela Veneza. Mas vou lá voltar. Garanto. Nem que vá de gôndola.
PS. Schubert, este tipo de comida não te diz nada. Mas eu sei que tu não estás preocupado com isso. Estás de barriguinha cheia, hoje o dono comprou-te uma goluseima e do texto apenas cheiraste o bacalhau. Cuidado que isso ainda não é para a tua idade.
486. Novos Ministérios
O Dr. Santana Lopes, se for nomeado PM, irá criar novos ministérios. Atrevo-me a fazer-lhe uma sugestão. Crie o Ministério das Corporações. A ideia não é original mas é actual. Bastaria dar meia dúzia de exemplos e veria quão a propósito vem esta sugestão. Olhemos o comportamento de algumas das organizações profissionais, polícias, farmacêuticos, médicos, advogados, juízes só para mencionar alguns e ninguém o criticaria por esse novo-velho Ministério.
Sugeria também a criação da Secretaria de Estado da Intelectualidade. Há alguns umbigos à espera. Desligados da “populaça”, falam entre eles, escrevem para eles, citam-se uns aos outros, fazem programas de TV só para eles (auto-masturbação?) e gastam do dinheiro que é de todos nós (assim como assim, não é?). Há alguns destes aqui na blogosfera. O senhor novo primeiro-ministro com algum jeito, vai encontrá-los.
PS. Sugiro que comece a pesquisa por anti bandeira nacional, ou anti buzinas, ou anti festas do povo. Se mesmo assim não encontrar, porque realmente são poucos, compre um ou outro jornal diário. Às vezes também estão lá.
O Dr. Santana Lopes, se for nomeado PM, irá criar novos ministérios. Atrevo-me a fazer-lhe uma sugestão. Crie o Ministério das Corporações. A ideia não é original mas é actual. Bastaria dar meia dúzia de exemplos e veria quão a propósito vem esta sugestão. Olhemos o comportamento de algumas das organizações profissionais, polícias, farmacêuticos, médicos, advogados, juízes só para mencionar alguns e ninguém o criticaria por esse novo-velho Ministério.
Sugeria também a criação da Secretaria de Estado da Intelectualidade. Há alguns umbigos à espera. Desligados da “populaça”, falam entre eles, escrevem para eles, citam-se uns aos outros, fazem programas de TV só para eles (auto-masturbação?) e gastam do dinheiro que é de todos nós (assim como assim, não é?). Há alguns destes aqui na blogosfera. O senhor novo primeiro-ministro com algum jeito, vai encontrá-los.
PS. Sugiro que comece a pesquisa por anti bandeira nacional, ou anti buzinas, ou anti festas do povo. Se mesmo assim não encontrar, porque realmente são poucos, compre um ou outro jornal diário. Às vezes também estão lá.
485. Bom Dia!
O primeiro-ministro demitiu-se ontem. Até que enfim.
O Benfica já apresentou 6 jogadores novos e prepara-se para comprar mais 5. Voltou aos bons velhos tempos. Uma equipa nova todos os anos. Isto promete.
Santana Lopes quer mais ministérios. É preciso dar lugares a quem o apoiou. Ainda teremos o ministério da plantação de palmeiras. Isto promete.
O Alberto João quer fazer um contra-golpe. Acha que ‘aos guerrilheiros se responde com guerrilha’. Parece que aqui no continente ainda ninguém se tinha lembrado disto, pois não senhor guerrilheiro Alberto? Se alguém se lembrar isto promete.
O Vírus Evaman está a atacar os e-mails do Hotmail e do Yahoo. Nem nos conseguimos curar de um e logo vem outro a seguir. Estes vírus andam a imitar os nossos governantes. Já estou a sentir um formigueiro no nariz.
São oito e meia da manhã e estão 17ºC. Mas pelo aspecto o dia promete. Desfrutem-no e tenham um muito bom dia.
O primeiro-ministro demitiu-se ontem. Até que enfim.
O Benfica já apresentou 6 jogadores novos e prepara-se para comprar mais 5. Voltou aos bons velhos tempos. Uma equipa nova todos os anos. Isto promete.
Santana Lopes quer mais ministérios. É preciso dar lugares a quem o apoiou. Ainda teremos o ministério da plantação de palmeiras. Isto promete.
O Alberto João quer fazer um contra-golpe. Acha que ‘aos guerrilheiros se responde com guerrilha’. Parece que aqui no continente ainda ninguém se tinha lembrado disto, pois não senhor guerrilheiro Alberto? Se alguém se lembrar isto promete.
O Vírus Evaman está a atacar os e-mails do Hotmail e do Yahoo. Nem nos conseguimos curar de um e logo vem outro a seguir. Estes vírus andam a imitar os nossos governantes. Já estou a sentir um formigueiro no nariz.
São oito e meia da manhã e estão 17ºC. Mas pelo aspecto o dia promete. Desfrutem-no e tenham um muito bom dia.
segunda-feira, julho 05, 2004
484. As línguas do Zé Manel.
Uma das anedotas que mais gosto, é aquela (vou resumir) em que o um nosso amigo alentejano, caminhando com o seu filho à beira da estrada, encontra um aflito estrangeiro, que com o carro avariado tentava desesperadamente comunicar com estes dois transeuntes. Usted habla español? Recebeu indiferença, como resposta. Parlez vous français? Um encolher de ombros do pai e uma cara de interrogação do filho, foi tudo quanto obteve. Do you speak english? ‘Vamos embora Maneli que este tipo tá mangando com a gente’ , foi a única frase que ouviu daquelas alminhas.
Mais à frente, o filho, encantado com a versatilidade do poliglota, disse para o pai:
- Pai, é muito bom a gente saber falar línguas.
- Para quê, filho? Na lhe serviu para nada.
Hoje o final seria outro:
- Pai, é muito bom a gente saber falar línguas.
- Para quê, filho? Só se for para seres presidente da Europa. Mas o carro aqui na terrinha fica parado na mesma.
Uma das anedotas que mais gosto, é aquela (vou resumir) em que o um nosso amigo alentejano, caminhando com o seu filho à beira da estrada, encontra um aflito estrangeiro, que com o carro avariado tentava desesperadamente comunicar com estes dois transeuntes. Usted habla español? Recebeu indiferença, como resposta. Parlez vous français? Um encolher de ombros do pai e uma cara de interrogação do filho, foi tudo quanto obteve. Do you speak english? ‘Vamos embora Maneli que este tipo tá mangando com a gente’ , foi a única frase que ouviu daquelas alminhas.
Mais à frente, o filho, encantado com a versatilidade do poliglota, disse para o pai:
- Pai, é muito bom a gente saber falar línguas.
- Para quê, filho? Na lhe serviu para nada.
Hoje o final seria outro:
- Pai, é muito bom a gente saber falar línguas.
- Para quê, filho? Só se for para seres presidente da Europa. Mas o carro aqui na terrinha fica parado na mesma.
483. Entreguem isto aos bichos
Estado policial? Não. Estado de Direito? Deixem-me rir. Acabem com a PJ, com o SEF. Acabem com a PGR e com o PGR. Nomear um novo PM ou Eleições? Tanto faz. Entreguem isto aos bichos. Ou então ao Juízes. Eles é que sabem. Acabei de ouvir a notícia sobre o julgamento da mega rede de falsificação de documentos. Se não fosse trágico, mijava-me a rir. Os milhares de passaportes, BIs, autorizações de residência e outros documentos relevantes que foram apreendidos, a mega tipografia desmantelada, saíram de um livro de Harry Potter. São fruto de magia e invenção. Nada daquilo existe, ninguém fez aquilo. E ainda há quem tenha esperança que hajam condenados no processo Casa Pia. Só um doido é que acredita que alguém vá preso. Eu cá por mim mandava prender era toda a polícia e toda a investigação e todo o SEF e toda a PJ. Punha os Juízes e os legisladores no poder e fartava-mo-nos todos de rir. Este país de cabisbaixos e cinzentos, que só festeja futebol e que entretanto tem 200 mil pessoas a morrer à fome, seria o país mais alegre da Europa. Era só rir. Entreguem isto aos bichos por favor.
Estado policial? Não. Estado de Direito? Deixem-me rir. Acabem com a PJ, com o SEF. Acabem com a PGR e com o PGR. Nomear um novo PM ou Eleições? Tanto faz. Entreguem isto aos bichos. Ou então ao Juízes. Eles é que sabem. Acabei de ouvir a notícia sobre o julgamento da mega rede de falsificação de documentos. Se não fosse trágico, mijava-me a rir. Os milhares de passaportes, BIs, autorizações de residência e outros documentos relevantes que foram apreendidos, a mega tipografia desmantelada, saíram de um livro de Harry Potter. São fruto de magia e invenção. Nada daquilo existe, ninguém fez aquilo. E ainda há quem tenha esperança que hajam condenados no processo Casa Pia. Só um doido é que acredita que alguém vá preso. Eu cá por mim mandava prender era toda a polícia e toda a investigação e todo o SEF e toda a PJ. Punha os Juízes e os legisladores no poder e fartava-mo-nos todos de rir. Este país de cabisbaixos e cinzentos, que só festeja futebol e que entretanto tem 200 mil pessoas a morrer à fome, seria o país mais alegre da Europa. Era só rir. Entreguem isto aos bichos por favor.
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