quarta-feira, junho 23, 2004

458. Lunch Time Blog

Não reparem no título, por favor. Apenas estou a escrever agora, pois não tive nem um pequeno minuto para o fazer antes. Cheguei tarde a casa porque estive numa sessão de Reiki facilitada pela luminosa e minha amiga Ana. Talvez por isso eu tenha chegado a esta hora com energia para escrever. Todo o dia andei na vadiagem e hoje almocei em S. Torpes. O meu amigo Barata diz que nunca comeu peixe tão bem grelhado como no “Bom Petisco”. Eu por acaso já, mas não desfazendo o robalo estava divinal. Eu e o meu amigo Artur comemos um quilo de robalo grelhado. Era apenas metade do peixe, escalado, de mar, é claro. Os legumes cozidos que o acompanhavam estavam também cozidos no ponto, portanto nada a dizer. E por sobremesa, eu que já estava quase cheio que nem um ovo, comi um pão de rala fantástico. O Artur escolheu o vinho (e pagou), e escolheu muito bem. Bebemos um tinto da Fundação Eugénio de Andrade, Herdade da Cartuxa. Óbvio, almoçar no Alentejo requeria um bom tinto alentejano. Este, não é demasiado encorpado, bouquet a frutos, ligeiramente citrino, acompanha perfeitamente um peixe grelhado e dá bailinho a qualquer branco.

PS. O Schubert estava a receber mimos do João quando eu cheguei a casa. Estive a contar-lhe o meu almoço e não me ligou nadinha. Ou ele não gosta de robalo ou ficou de trombas (digamos antes de bigodes) por eu não o ter levado.

terça-feira, junho 22, 2004

457. À minha maneira.
[Título alternativo: Apaixonadamente] *

Ontem a Sara Pais do blog desassossegada, incluiu um extracto do livro de Pedro Mexia, Fora do Mundo, Cotovia, Lisboa, 2004 em que este comenta um texto do Bruno, no avatares de um desejo, (textos aparentemente com cerca de um ano) sobre as faltas de referência dos blogueiros (bloguistas, no texto de Pedro Mexia) às suas companheiras. Do extracto retirei este pequenino sub-extracto (substrato?) “Esses bloguistas comprometidos não referem as suas companheiras por razões, penso, de boa educação, pelo menos no que à vida estritamente privada diz respeito, ou então para não cair na trivialidade ("hoje fui com a minha mulher à praia"). É possível que alguma omissão das companheiras sirva como estratégia de sedução, mas não creio que os bloguistas andem nisto numa de net-dates.”
Realmente, posso até admitir que tenho qualquer coisa de sedutor (e de convencido?). Mas net-dates não são comigo. Queres ver Maria?

Quis escrever-te um verso amor,
Onde bandeira foras e não haste,
Que suporte já és o quanto baste,
E bandeira brilha mais e tem mais cor.

Sustentas dores minhas, humores vis.
E quando em emoção me embarga a voz,
És tu que gritas (somos nós),
E como os dois num só, eu sou feliz.

Breve soneto em linhas poucas se desenha,
Um símbolo, uma arma, um brasão,
Que jeito te não falta e que maneira,

De seres haste (pois bem, não se desdenha).
Anseio dizer-te isto que manda o coração:
Eu quero fazer de ti minha bandeira.


* Desculpa Sara ter usado uma ideia tua, esta do título alternativo, mas desta vez achei que fazia sentido.
456. Chinchada

Nem sei se a palavra existe. Chinchada, ir à chincha ou à xinxa. Hoje comi figos de S. João e lembrei-me desta. Antes de Almada estar transformada (como aliás todas as cidades dos arredores de Lisboa), numa betoneira de vários andares, antes de ser a cidade de betão que é, Almada era um aglomerado pequeno envolto por quintas. Há muitos, muitos anos. Os putos subiam valados, invadiam as quintas e iam à chincha. Isto é, directamente da árvore para o estômago. As ginjas, os damascos, os pêssegos, as maçãs (nessa época ainda havia maçãs), as peras. E os inevitáveis figos. Haviam figueiras por tudo quanto era sítio. E a malta ia à chinchada. Por acaso, este vosso escriba, não para se armar em santo, claro, confessa que não era muito dessas coisas. A ti Virgínia tinha uma quinta paredes-meias com a casa onde eu morava. Uma figueira entrava-me quase pela janela do quarto e nem assim eu lhe gamava os figos. A ti Virgínia era má como as cobras. Um dia, andava eu às azedas enquanto os outros putos andavam na chinchada, levei com um torrão no peito que nos meus oito anos de idade me fez derrubar e rebolar ribanceira a baixo. A dor de alma foi pior que a dor do peito. Logo eu que era tão quietinho. Nunca mais a figueira que me entrava no quarto deu figo de S. João que a ti Virgínia comesse ou vendesse. Lusco-fusco e lá estava esta alminha a saltar pela janela e a sacar todos quanto pudesse. E como eram bons, pele já rasgadinha, quase pretinhos. E granjolas!

PS 1. D. Crisálida não leia esta postagem. Quem ia à chicha era o outro teu filho. Eu não, eu era um santinho.
PS 2. Há algum direito que os figos de S. João estejam a 3,80 € o quilo?
PS 3. Ai apanhas, apanhas (private joke, ele sabe porquê). Um dia destes conto esta história.
455. Bom Dia!

Estou a escrever de olhos fechados. Não que eu já escreva de olhos fechados, não sou assim tão bom. O problema é que não os consigo abrir. Um noite horrível de dores acordou-me mais vezes que um orador em conferências. Agora que me sentei na cadeira, o sono ataca-me invertendo o seu papel. Hoje nem vou olhar para o espelho e se me atrever, cubro-o com um pano opaco. Não quero que ele veja a minha cara. Não, hoje não vou ter um bom dia, mas que vocês o tenham, é o meu desejo.

segunda-feira, junho 21, 2004

454. Venham os bifes!

Já comemos as tapas, agora que venham os bifes!

PS. O Schubert já está aqui a lamber-se. Ele é tapas, ele é bifes...já me está a perguntar se na final comemos croissants.
453.O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs

A Catarina colocou esta postagem ontem no 100nada. Atrevendo-me a citá-lo na sua totalidade para que não se perca o contexto, dou-lhe o benefício da dúvida. Até porque, apesar da postagem do Altino Torres, hoje em novo artigo que cita este último, a Catarina reitera o fundamental do primeiro post. Diz a Catarina:

Lembrei-me agora.
Se um inglês, espanhol, francês, americano, chinês, polaco, búlgaro, russo, japonês ou marciano encontrar um conterrâneo noutro país, mete conversa, fala, pergunta se é férias, se gosta, aconselha, enfim, comunica.
Se, noutro país, um português encontrar (ou, mais precisamente, verificar que nas redondezas está um desconhecido) outro português (vi centenas de cenas destas), diz para o lado: cala-te, cala-te que está ali um português.


Obviamente não vou fazer nenhum reparo nem ao texto de uma, nem ao texto de outro. Mas vou contar uma pequena história:

Esperávamos o início do musical Cats, que começaria às seis e meia da tarde, cedo demais para jantar e, terminaria depois das dez, tarde demais para jantar, quando decidimos que o melhor seria comer uma bucha (a fome, a mim, desconcentra-me e do Cats não se pode perder pitada). Discutíamos as escolhas já dentro do snack-bar, em português, of course, e depois, nas calmas e como era evidente, pedi a comida em inglês (com aquele sotaque do sul, percebem?). No final perguntei ao barman ‘Do you have express coffee?’ (assim, com sotaque, estão a ver?). Ele respondeu-me ‘Uma óptima bica’. Depois ficamos dois minutos à conversa, que o snack estava cheiinho e nós na hora de irmos para o teatro. Poderia contar outras, tenho até uma delas, publicada aqui, mas fica para a próxima.

PS. Já lá voltei. Os donos não eram os mesmos. O novo dono, à época, um mexicano a quem o snack tinha sido trespassado, falou-me com entusiasmo dos ex-proprietários.
452. Lunch Time Blog

Lembro-me do meus tempos de estudante do Técnico, dos dias em que eu fazia um drible tipo Cristiano Ronaldo, à cantina do Técnico, onde me esperava o caldo verde com muita farinha para ficar grossinho, os filetes de um peixe qualquer em argamassa que a ementa chamava arroz, e metendo a bola por baixo das pernas saía portão verde fora descia a Alameda e mais um pouco a Almirante Reis, a penates que o dinheiro não era muito, quase sempre em jogo de equipa com mais dois ou três companheiros que se desmarcavam na perfeição, e marcávamos golo na Portugália. E raramente o resultado era 1 x 0, quase sempre ficávamos a ganhar por uns 5 ou 6 sem resposta, que é o mesmo que dizer uma meia dúzia de imperiais, fresquinhas e bem tiradas. O bife (quase que apetece dizer o senhor bife) vinha num molhinho amarelo cujo segredo não era desvendável com um travo de cerveja e mostarda e as batatas fritas eram daquelas cortadas aos palitos do próprio tubérculo que lhe dá o nome. Hoje fui à Portugália, comer um bife a nadar num caldo branco sensaborão, o bife nem o nome de menino bife merece, as batatas rendidas aqueles pacotes (só pode ser sucedâneo), que é só abrir e jogar no óleo. Demoraram uma eternidade a servir e até as imperiais que costumavam atacar em massa, pressionando sempre o adversário, chegavam fora de tempo, quentes, moles, cansadas a pedir substituição imediata. Ainda por cima sujei a camisa. Não sei se volto a este estádio tão cedo.

PS. Schubert, não precisas de miar tão ansioso enquanto estás a ler o que escrevo, porque a ti não te levo lá. Pelo amor de Deus, quanto não vale a tua ração.
451. Bom dia!

- Não te estou a reconhecer, disse-me ele quando o encarei esta manhã.
- Porquê? Estou diferente? – Perguntei meio espantado com a observação
- Costumas ter má cara quando te levantas, por isso estranhei.
- Parece que não me conheces, disse eu para o espelho, somos irmãos há 48 anos. Não sabes o que aconteceu ontem?
- Sei e tu sempre acreditaste, isso é verdade. Mas agora tira lá esse sorrisinho parvo e despacha-te que são horas.

Fiquei a pensar se o meu espelho seria daqueles que “têm uma garrafa de champanhe à espera, para festejar a derrota”. Mas rapidamente me desenganei. Ele está comigo. Baixei-me para pegar a espuma de barbear do armário e, quando me levantei, lá estava ele com uma bandeira portuguesa sobre os ombros. Olhou para mim e rematou:

- Haja o que houver daqui para frente, esta bandeira é e será sempre a nossa!


PS. A conversa não ficou por aqui, mas não vos quero importunar com um diálogo extenso e chato como costumam ser os diálogos com o meu espelho. Faço este apontamento apenas para referir que ele me pediu para vos desejar, um bom, um óptimo, um excelente dia!

domingo, junho 20, 2004

450. Venha o próximo!

Ousar lutar, ousar vencer (onde é que eu já ouvi isto?)!!!
E mainada!
449. Bom Dia!

Força rapaziada . Transformem Alvalade XXI em Aljubarrota XXI . Hoje é o vosso dia. Força e sejam vós a dar-nos o bom dia .

sábado, junho 19, 2004

448. Sempre a seguir

Vai sair brevemente um novo código da estrada. Não conheço o texto e, portanto, não sei se há alguma novidade em relação aos pseudo-automóveis que circulam por aí com matrícula de motorizada (bem como as próprias motorizadas e triciclos). A maioria desses “carrinhos” não é adquirida apenas por uma questão económica. Muitos deles são comprados por pessoas que, ao fim de três ou quatro tentativas para tirar a carta, não o conseguem, comprando então aquelas espécies de carro. O pior é que circulam por todo o lado (excepto onde também não são permitidos os velocípedes com motor, conhecidos como motorizadas). O meu amigo P., esteve cá hoje e, contou-me que ontem o carro dele foi vítima de um desses triciclos que circulava em sentido contrário, numa via de sentido único. O condutor, quase octogenário, argumentava que vinha bem, porque a rua por onde ele estava acostumado estava em obras e não podia passar. Quando o Paulo o chamou e lhe perguntou se ele sabia o que queria dizer o sinal no outro extremo da rua, um sinal de via com sentido único, ele respondeu que sabia muito bem que o sinal queria dizer “sempre a seguir”. Se a questão entre ter carta de condução ou não ter carta, passa por ter um carro que pode andar em auto-estradas ou não, para que serve andarmos na escola de condução e gastarmos aquela pipa de massa toda?

sexta-feira, junho 18, 2004

447. Pequenas alegrias

Nos primeiros dias de cada mês o fluxo automóvel aumenta consideravelmente. Eu, quando trabalhava em Lisboa, notava isso no afluxo de trânsito à ponte 25 de Abril. A algumas pessoas com quem me dava, amigos e conhecidos, ouvia-as com frequência queixarem-se desta felicidade efémera que era ter alguns trocos suplementares para encher o depósito e aproveitar até à última gota para pelo menos uns 5 ou 6 diazitos puderem andar de carro. O mesmo se passa com os restaurantes. A bucha é trocada nos primeiros dias do mês por um lugar à mesa do restaurante, refastelando-se 5 ou 6 dias com faustosas refeições contra a sanduíche, a sopa e o copo de água do resto do mês. Confesso que a minha chateação era declaradamente de sentido oposto. Nunca me aborreci desse aumento de trânsito, nem de ter de esperar mais dez minutos por uma mesa no restaurante habitual. A minha preocupação é efectivamente de os portugueses não o poderem fazer durante o mês inteiro.

Isto vem a propósito do que tenho lido nos jornais e com mais acuidade na blogosfera, sobre a alegria de termos uma bandeira nas janelas ou termos festejado até às tantas uma vitória no futebol. O argumento de que é uma parolice, de que ainda não ganhamos nada, que devemos esperar por Domingo, etc., etc. funciona para mim como a eternização da bucha. Ao menos enquanto há dinheiro, é para gastar. Mesmo que haja uma só vitória, é para festejar. Se alegria é efémera é melhor que nenhuma alegria. E que me chamem, parolo. Quero lá saber.

PS. O Schubert, benfiquista dos quatro costados, pediu-me para lhe trocar a coleirinha vermelha por uma verde e vermelha. Diz que também não se importa que lhe chamem parolo. Desde quarta-feira que só dá pulinhos de contente. Ontem mesmo, num grande miau percebi ele dizer: ‘Até os comemos! Vão ser as nossas tapas, perdão, a nossa ração! Força rapazes!!!’
446. Bom Dia!


O homem disse que não era muito ambicioso. Estava a discutir se era mais rico do que o outro e arrumou-o quando o outro lhe confessou que não vira o trânsito de Vénus. Ele viu uma bolinha preta lá longe, protegida em óculos especiais, que comprou na farmácia apenas por um euro e meio. O outro era um pouco ignorante, não conhecia a magia da ciência e nunca lhe passou pela cabeça que um trânsito assim só daqui a cento e tal anos. Se queria ficar mais rico o melhor seria preencher o boletim do totoloto e candidatar-se a quatro salários do Mourinho. Todos os dias, cada um de nós fica mais pobre e cada um de nós fica mais rico. Somar e subtrair é uma questão de perspectiva. Mas quando somamos temos um melhor dia. O trânsito de Vénus já passou…vou preencher o boletim do totoloto.

quinta-feira, junho 17, 2004

445. O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs

O PreDatado não anda com falta de imaginação. Eu sei que o PreDatadao toma calmantes, imaginem se não tomasse. Também sei que o PreDatado toma antidepressivos, imaginem se ele não tomasse. E sei ainda que ele toma ansiolíticos. Estou a pensar que seja pela ânsia de andar sempre agarrado ao blog. E toma umas coisas para dormir. Já estou a vê-lo a pôr os comprimidos de parte e a passar aqui as noites a escrever. Portanto amigos lá falta de imaginação parece não lhe faltar. No entanto, resolvi criar uma secção, que não tem carácter periódico, nem obrigações, é só para quando me apetecer, chamada ‘O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs’. Usando textos ou extractos de outros. E como o dono do blog “O Predatado” se considera um homem honesto, O Predatado terá o cuidado de divulgar a fonte de forma inequívoca, de linkar directamente o autor e de colocar o “roubo” em itálico ou entre aspas ou ambas para se distinguir dos textos próprios. O PreDatado tem muito respeito pelos outros autores e como não é um fora da lei, conhece e cumpre as leis de protecção de propriedade intelectual. E já que estou em maré de “roubo” vou transcrever, com a devida vénia um texto que me parece interessante sobre o assunto encontrado no blog bomba inteligente da autoria da Charlotte (neste caso particular pedi-lhe autorização expressa).

Sobre as poucas coisas que me enervam como se tivesse uma agulha espetada no pulso: a cópia integral de textos escritos por outros blogueadores ou por jornalistas noutros blogues ou jornais. A questão da autoria é muito séria e é muito séria para todos. Nem sequer digo que devia ser, porque simplesmente é. Quem nunca ouviu falar de direitos de autor, que se informe. Quem nunca ouviu falar de plágio, que se informe. Quem nunca ouviu falar de coisas como propriedade intelectual, que se informe. A menos que se conheça muito bem o blogueador, cujos textos são reproduzidos no blogue, será melhor pensar-se duas vezes antes de escarrapachar um texto que é de outra pessoa, como se fosse do blogueador que o transcreve. Mesmo que lá esteja o linque, todos sabemos que as pessoas lêem mal e que podem não perceber quem escreveu aquilo que ali está. Tornem lá isso mais claro. Não controlamos a interpretação do leitor, mas devemos ter todos os cuidados possíveis com o autor. E o mesmo é válido para as ideias alheias que são desenvolvidas noutros blogues. Já que não são criativos, ao menos que sejam honestos.
444. Cheio de dúvidas

Ultimamente tenho acordado cheio de dúvidas. Em princípio atribuía-as aos sonhos. Depois fui achando que a “coisa” era mais séria e projectava-me para dúvidas existenciais. Alguém alguma vez me disse que isso era coisa dos quarentas. Eu sei que pareço um jovenzinho, mas os quarentas já estão quase nos finalmente. À medida que a manhã avança as minhas dúvidas vão aumentando, quando o esperado era que se desvanecessem. Neste momento, doze e quarenta e cinco uma dúvida me fere mais que qualquer outra. O que será que vou almoçar?
443. Momentos da Madeira – Boaventura

Estradas de terra e alcatrão, veredas de lage, nos confins das serras. Estradas de nuvens que não se palmilham, onde a vontade de planar nos transforma em virtuais garajaus. Ruas de água que escorrem da montanha em percursos livres ou direccionados por mãos que dão de beber à vinha. Caminhos de banana, azinhagas de vinho, auto-estradas de hortênsias, túneis de fetos. Pistas de mar, largo, profundo, manhoso, traiçoeiro. A vedeta da marinha, sem sucesso, atravessou a manhã, infiltrou-se na tarde, penetrou a noite. Companheiros clamam o corpo jovem que a espuma não lavou, só levou. O mar é assim e nem todos conseguem vencer o Adamastor. Tinha 19 anos, desafiou os caminhos lêvedos, um pé no lugar errado da via, a traição da vaga à espreita por detrás do ilhéu. Boaventura é só um nome de terra. Aventureiro como o fora tantos e tantos anos. Mal-aventurado aquele dia de 5ª feira, 10 de Junho, que poderia ser o dia dos portugueses. Não foi definitivamente o dia dele. RIP.
442. Bom Dia!

Estão 24 graus lá fora e ainda são só nove da manhã. Com este calor só me apetecem coisas fresquinhas. Vou colocar um monte de cerejas numa taça de água gelada e em cada uma vou esboçar um desejo. Que será igual para todos vós, não profundo, mas muito sincero. O desejo que tenham um óptimo dia.

quarta-feira, junho 16, 2004

441. Fé!



Eu e a minha siamesa aqui ao meu lado fardámo-nos a rigor. Estávamos cheios de fé. Ganhamos e merecemos, agora temos de suar as estopinhas contra a Espanha mas a fé mantém-se inabalável. E vamos ganhar!
440.O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs

Na segunda feira a minha amiga Naomi estranhou um prato de que eu falei no meu lanche time blog. Vai dai lembrou-se de me brindar com uma pérola, no seu blog, que com a devida vénia vou transcrever. Está deliciosa, merece ser lida.

Jorge Porco era um leitãozinho rosado que morava com Papai Porco, Mamãe Porco e seus irmãos Porco numa chácara no interior de Portugal. Quando Mamãe Porco estava grávida de Jorge e seus sete irmãos teve um sonho estranho: um anjo apareceu em uma nuvem ao nascer do sol. O anjo era humano - digo, tinha formas humanas. Não que fosse humano, você entende. Anjos não são humanos. Alguns são bem cruéis, até.

A voz do anjo dizia à Mamãe Porco coisas que ela não entendia. Não era comida, não era banho nem era vacina. Algumas palavras soavam como enviado, paz e missão. Ela contou o sonho a Papai Porco mas ele também não entendeu a fala do anjo. Discutiram o dia inteiro a respeito do sonho e por fim decidiram que, sim, podiam comer mais um balde de milho antes de dormir.

Naquela noite Mamãe Porco deu à luz [da Lua] oito filhotinhos rosados. O oitavo leitão, porém, era um pouco diferente dos outros... Ele tinham asas. Um par de asas, úmidas, as penas ainda coladas umas nas outras. Por um instante Papai Porco empalideceu. Ele se lembrou que o Ganso andou passando muito tempo junto da cerca do chiqueiro. O Ganso era um conquistador reconhecido e temido até a semana passada, quando O Dono Da Chácara resolveu testar uma nova receita de Ganso a l'orange. O Dono Da Chácara era adepto de uma religião chamada "Salvem Os Patos".

Mas então Papai Porco lembrou-se que Jorge era o oitavo filho do oitavo do filho do oitavo filho: um porquiceiro! Um ser dotado de imenso poder. As asas identificavam o porquiceiro perante os outros porcos. Seus olhos se encheram d'água. Ele era pai de um porquiceiro! Aquelas cercas logo seriam derrubadas! Os animais maiores, que sempre caçoaram da família Porco, seriam subjugados! Nunca mais faltaria milho! Papai Porco soltava a imaginação dando asas [ok, infame] a todos os seus sonhos de dominação mundial. Ele começaria pela Feijoada do Bolinha até o McDonald's - seria uma destruição em cadeia.

Mamãe Porco lembrou que Jorge precisaria primeiro desmamar para poder viajar tão longe assim. Papai Porco grunhiu, grunhiu mas aceitou esperar.

Jorge crescia devagar, concentrando todas as suas forças e poderes. Suas asas abriam-se aos poucos, as penas maiores primeiro e as plumas depois. Até que um dia apareceu na chácara O Homem Do Restaurante em que um certo senhor Pré-Datado, dono do gatinho Schubert, almoçava e lá serviam plumas de porco.

Foi assim que os sonhos de dominação mundial de Papai Porco e a missão de paz universal desperdiçada por um anjo míope terminaram.

* Oitavo filho: referência chupada descaradamente do Oitavo Mago, de Terry Pratchett.

439. Um ano.

E, portanto, o Aviz faz um ano, exactamente.
E, portanto, os meus parabéns ao Aviz.
E, portanto, ao seu "dono", Francisco José Viegas.
E, portanto, continue!
438. Momentos da Madeira – Os paraísos

Se Adão existiu ele viveu numa ilha portuguesa. Numa das nove açorianas, ou na ilha da madeira. Quase que me apetecia aqui escrever um texto romântico. Olhas para o lado e as heras sobem aos postes feitos de abeto. No outro uma nuvem cobre-te a melena transforma-a em chapéu de algodão. Sais de casa, vais às Queimadas, não vês o Fujiama, mas ele não te interessa. Conversas com os lagos, beijas as estrelícias, abraças-te às margaridas, deitas-te ao som melodioso dos pássaros. Olhas à tua volta, tudo é verde, tudo é lilás, tudo é amarelo, tudo é vermelho, tudo é arco-íris. Apetece-te caminhar a pé, e vais aos caldeirões, ao verde e ao do inferno cujo paraíso o contradiz. Bebes ar em taças cristalinas das águas das levadas. Não te apetece abandonar o paraíso, sentas-te no chão e comes cerejas, pois maçã pode ser pecado. Tens uma mulher ao teu lado.

PS. Com uma força, com uma força, com uma força que ninguém pode parar!!!!!!! Força, força!
437. Bom Dia!

Hoje vou falar futebolês.

Força Rapazes façam-nos vibrar e proporcionem-nos um dia feliz!

terça-feira, junho 15, 2004

436. Momentos da Madeira – Obras

Um frigorífico para este senhor, uma máquina de lavar para esta senhora, para esta aqui um micro-ondas, ok, ok, um fogão em vez do micro-ondas. Esperem, acho que estou enganado, isto não é Madeira é Gondomar. Vou recomeçar, vamos lá ver se desta vez me saio bem. Os concelhos de Almada e do Seixal terão juntos, mais ou menos a mesma área da Madeira e também mais ou menos a mesma população da Madeira. Bem eu sei que estou a falar em mais ou menos, mas o rigor é inimigo da prosápia (anotem como uma máxima do PreDatado). Nestes dois concelhos, temos auto-estradas, estradas nacionais, variantes, comboio, autocarros e até vamos ter Metro. Mal comparado (cá está outro mais ou menos), a Madeira tem direito a ter as suas vias rápidas e os seus túneis. Acredito, sem ironia, que fazem falta às populações autóctones, já que a sua utilização pelos turistas lhes retira um bom bocado de Madeira. O Alberto João tem a Madeira transformada num imenso estaleiro. Ele é obras por tudo quanto é sítio. Dizem as más-línguas que com o dinheiro que lhes é enviado “por essa verborreia cooperativista de Lisboa”. As palavras entre aspas são do próprio Alberto João. Apesar de tudo ainda não vi os presidentes das Câmaras e Governadores Civis, respectivamente de Almada, Seixal e Setúbal, morderem da mesma forma na mão do dono que lhes dá de comer. As palavras que reproduzi acima (já sei que me vão perguntar: e o contexto? Mas também vos digo que o contexto não interessa para nada, pois seja ele qual for, utiliza sempre as mesmas frases), as palavras, dizia, foram proferidas durante a inauguração, na 5ªfeira passada, do novo túnel que liga a estrada da Eira do Serrado ao Curral das Freiras. Durante a referida inauguração, uma moradora, de ar humilde, e a modos que a pedir licença, Sr. Dr. que não quero ofender, mas sabe a minha casinha, sabe como é, não tem acessos, é uma miséria…’. ‘Ó secretário, aponte aí, uma estrada para esta senhora e rápido, ouviu?’. Pronto, mais um voto, o homem não desperdiça nada e, garantiram-me e eu acredito, a senhora terá a sua estrada. Pois Dr. Alfredo Monteiro, fique a saber que se quiser o meu voto nas próximas autárquicas, meta lá uma estação do novo metro na minha rua… ou então um micro-ondas.

PS. Concordo com a Batukada quando diz no seu blog, em postagem de hoje, que o post scriptum, é muitas vezes mais importante do que o texto. Eu estou totalmente de acordo com ela. No entanto, cabe-me esclarecer que o utilizo (quase a torto e a direito, já vos estou a ouvir), para fazer alguns apontamentos à margem do texto principal. Ora porque não se enquadra no espírito e conteúdo do texto mas que perderia a oportunidade se não fosse feito naquela altura ou porque não teria outra ocasião privilegiada para o fazer ou inserindo-o num texto que julgo poder ter “mais audiência”, ora porque complementa o texto mas não se sequencia, excepto se se abrir um longo parágrafo o qual faria o leitor perder o fio do texto principal. No primeiro ora, ou seja no primeiro caso, este próprio PS serve de exemplo. No segundo caso, os PS que eu abuso nos meus lunch time blogs, são dedicados, principalmente, ao Schubert o qual normalmente não frequenta os mesmos restaurantes que eu. Espero que a minha amiga virtual Batukada entenda os meus “apontamentos” como uma forma despretensiosa de querer fazer do PS uma postagem nova, mas acho que com um PS destes não a convenço. Aliás vou aproveitar para a felicitar pelo seu excelente blog.
435.O PreDatado feito pelo que rouba nos outros blogs

No Abrupto li e transcrevo com a devida vénia. A negrito e entre parêntesis os meus comentários à análise de José Pacheco Pereira. Ele não tem sistema de comentários, achei que esta é também uma forma de participar.


NOTAS EUROPEIAS v. 2.0

Sem ordem, nem sistema, nem pretensão de cobrir todos os aspectos das eleições. Serão acrescentadas à medida que forem escritas, pelo que o texto será continuamente alterado.

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A linha melhor para interpretar as eleições é a linha do bom senso. Aqui o bom senso é considerar que tudo o que parece, é. Não é preciso nenhuma sofisticação especial: o PS, o BE e o PCP ganharam, por esta ordem. (Concordo) O PSD e o PP perderam, por esta ordem. (Discordo na ordem. Perderam e pronto!)

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Os partidos que ganharam sobreviveram melhor à abstenção, o PS porque os seus eleitores queriam penalizar o governo (Concordo), o PCP e o BE porque dispõem de um voto militante (discordo, a meu ver os simpatizantes do PC e de BE também quiseram penalizar esta política governamental). O voto militante no PCP é defensivo, no BE é ofensivo. Um tem sucesso porque está a crescer, o outro porque resiste a diminuir. (respectivamente a frase deveria estar invertida; ainda assim discordo da visão defensiva/ofensiva e se tiver tempo, mais tarde, detalharei).

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Na maioria dos países europeus, os partidos coligados no governo concorrem separados nas eleições europeias, sem que isso ponha em causa os entendimentos governamentais. É um sinal de fraqueza e não de força que se tenha entendido projectar a coligação governamental, – unida por uma lógica de poder executivo –, para as eleições europeias (parabéns pela sua vitória José Pacheco Pereira. Você já defendia esta tese antes das eleições e agora pode dizer: eu não vos avisei?)

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O PSD elegeu sete deputados, o PP dois. O PSD tinha nove deputados, o PP dois. O grande perdedor da coligação é o PSD. Esta contabilidade política real funciona como um ácido no PSD. (não funciona nada; as contas já estavam feitas e você sabia disso; o meu comentário anterior refere-o; ácido é o que tem havido desde o primeiro dia da coligação; faço ideia os Alka Seltzers que alguns militantes do seu partido têm tomado para aguentar o Portas, o Bagão, a Cardona, etc.; pergunte ao Menezes ou a si próprio; mas o apego à cadeira é mais forte que a azia)

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A coligação ajudou a enfraquecer o Partido Popular Europeu, partido em que os deputados do PSD se integram. Sendo agora menos no PPE (sete em vez de nove) dificilmente conseguirão quer através do método de Hondt, quer de negociações, obter cargos relevantes para os portugueses, mesmo apesar da maioria PPE do próximo Parlamento Europeu (PE) . Pelo contrário, os dois deputados do PP que se integram noutro grupo político europeu ( o PP foi expulso do PPE) , a União para a Europa das Nações, mantêm a mesma força política, mas, como seu grupo conta menos no PE, isso é irrelevante. No seu conjunto, a representação nacional onde mais conta, no PPE, está mais fraca. (Não tenho nada a ver com o PPE, mas quando o Sousa Franco se levantou em campanha contra o carácter anti-europeísta do PP de Portas – e antes de Monteiro – você esteve calado; solidariedade militante?)

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(…) (O corte deste parágrafo é da minha iniciativa por não o achar relevante para os meus comentários.)

*

Em Portugal, como aliás em quase toda a Europa, com a excepção ambígua do Reino Unido, a questão da guerra do Iraque não parece ter sido directamente relevante para os resultados eleitorais. Em Portugal, certamente não foi. Não é possível qualquer teoria explicativa consistente para explicar pelo Iraque os votos espanhois, franceses, alemães ou polacos. (Penalizar a política governamental, como referiu acima sobre o PS e eu acrescentei sobre o PCP e o BE, é penalizar a política governamental no seu todo, do qual a posição sobre o Iraque não se pode dissociar. Há clara contradição em relação a isso e o Pacheco Pereira, não perguntou um a um, que parte da política o eleitor iria penalizar com o seu voto).
434. Momentos da Madeira – Histórias de Loiras

Não, Catarina, não me venhas já aqui comentar isto, ‘o que é que eu tenho contra as loiras e etc. e tal’ porque eu não tenho nadinha contra as meninas que usam o cabelo pintado de amarelo ou que têm como cor de cabelo aquele amarelo natural, tão bonitinho. Nos restaurantes da marina do Funchal, os respectivos donos deram em trocar as meninas madeirenses por empregadas caucasianas, lindas e loiras, loiras e lindas. Obviamente que as madeirenses não estão a gostar, têm a sua quota-parte de razão, principalmente porque não foram trocadas à luz da qualidade de trabalho e simpatia (todas as mulheres madeirenses que eu tenho o privilégio de conhecer são simpatiquíssimas), mas sim por outras razões (perguntem ao vil metal, que ele explica) entre as quais a cor dos olhos e dos cabelos. E como os olhos também comem, sempre vos digo que metade da refeição propriamente dita fica no prato. Não se pode comer com os olhos e com a boca ao mesmo tempo sem prejudicar um deles. Mas por acaso, tudo o que eu disse antes foi, como soi dizer-se, a talhe de foice. Eu ía apenas contar que estando numa pequena fila de trânsito aproveitei para perguntar a uma senhora, por acaso loira, como é que se chamava aquela terra. Ela respondeu-me, ‘É a Madeira!’. Logo eu que estava na dúvida se seria a Berlenga, as Caraíbas ou a Ilha Maurícia. E o que é que isto tem a ver com loiras?
433. Bom Dia!

Às vezes pergunto-me porque é que eu sou tão ‘mariquinhas’ com o Schubert. Pergunto-me se serei normal. Bom, eu sei que não sou normal, pelo que a pergunta que me faço é descabida. Mas não é por causa do gato que eu acho isso. É por outras coisas, que não vêm ao caso. Quanto a gostar assim do meu gato, é uma doença infantil, sempre adorei os pequenos felinos. Mas vejam que não é assim um caso tão raro. Deixem-me partilhar convosco este pequeno texto de Eugénio de Andrade:

“Acerca de gatos
Em Abril chegam os gatos: à frente
o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: furnicava
e paria no pinhal, não lhe tive
afeição que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta. Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhor dela, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo. “


Bom e agora? Agora resta-me desejar a todos vós amigas leitoras e amigos leitores, um muito bom dia. Um dia felino!

segunda-feira, junho 14, 2004

432. Ele voltou!

Voltou para casa o meu Schubert. Parece estar tão feliz quanto nós. Correu a casa toda em reconhecimento, deitou-se no chão para receber as carícias, brincou e mordeu o habitual. Apesar de tudo está de dieta e sob vigilância. Agora já poderá assistir comigo ao Portugal x Rússia, ajudar a puxar pela rapaziada do pontapé na bola. Como só tem cinco meses, não pode votar ontem, mas mal chegou a casa disse-me para eu dar os parabéns ao Miguel. A dona, feita ciumenta, perguntou logo: ‘e então para o Costa nada?’ O Schubert olhou para mim, meio cúmplice, miou e deu a entender, ‘assim como assim, também me dás de comer, vá lá, dona, parabéns também ao Costa’. De quem o Schubert parece não gostar mesmo é do Zé e do Paulo. Coisas de gatos. Caprichosos.
431. Ela voltou!

Eu só regressei ontem, não podia ter dado conta mais cedo não é? Mas estou tão contente por ela ter voltado. Eu sei que ela andou por aí, andou com umas vertigens, fez birrinhas, disse que não voltava, patati patatá. Mas eu sempre tive uma esperança nesta loura. Quem bebe água da blogosfera, sai, faz que sai, espreita, reaparece, depois vai embora outra vez, a seguir volta. Uma coisa é certa, minha linda, já bebeste demais desta água. Tens os bichinhos lá dentro. Com tudo ou sem nada, fizeste-me uma surpresa muito agradável. E ainda bem que não me avisaste. Lá estragavas a surpresa. Muitos e muitos minutos de vida. (Sim, minutos, porque dela, nunca se sabe…)

PS. Com a devida vénia e sem autorização, roubei-te a imagem. Para ilustrar. E Aviso-te já que não tenho nenhuma intenção de te pagar os direitos de autor. Só se for um cafezinho.
430. Lunch Time Blog

Façam-me o favor de reconhecer (se quiserem, claro) que a riqueza do cardápio continental é incomparavelmente maior que a da Madeira. Tive o privilégio de frequentar bons restaurantes em cada cidade onde estive. Foi assim no Cantinho da Serra em Santana, foi assim no Poiso, foi assim na Nau Azul na marina do Funchal, foi assim aqui e acolá. Comi sempre bem e de vez em quando nos meus Momentos da Madeira irei detalhar um pouco mais. Mas abrir uma lista de lapas, espada e espetadas é meus amigos, por mim, considerado pobreza gastronómica. Isto vem a propósito de hoje ter almoçado um belíssimo bife de atum em cebolada num restaurante que, vejam bem, em apenas sete pratos do dia apresentava, entrecosto à beirão, sardinhas assadas, lulas à lagareira, plumas de porco, bife de atum de cebolada e os outros dois que não me recordo agora. Isto para não falar na lista de peixes, carnes e mariscos que constituem a ementa fixa. Quanto a preços nem vale a pena falar (por agora).

PS. Schubert meu querido, estou louco de saudades tuas. Vê se te pões melhorzinho que o dono quer o meu menino gato em casa rápido. Quero partilhar contigo as minhas refeições e escutar os teus miaus.
429. Momentos da Madeira – Bi-Téistas


Quando eu andava na escola ensinaram-me que as civilizações ocidentais eram hoje em dia monoteístas. Lá me explicaram a evolução das coisas e eu, mais ou menos, fui aprendendo. Com um nome ou outro, fosse Deus ou Alá era este o Deus que a maioria das populações mundiais adoravam. Mas descobri em pleno Oceano Atlântico, uma população maioritariamente BI-Téista. Veneram Deus-Todo-Poderoso e o não menos Todo-Poderoso-Alberto-João. Não é ficção, não. Vão lá e sintam este fervor religioso.
428. Bom Dia!

A Selecção Nacional de futebol perdeu no Sábado, estou triste. A Direita perdeu as eleições europeias ontem, estou feliz. O Santo António já terminou, estou triste. Ah, mas vem aí o S. João, estou feliz. A minha ciática está a arrasar, estou triste. O meu Schubert está hospitalizado desde ontem, estou com saudades dele e estou muito, muito triste. Mas deve sair hoje do hospital e isso vai-me deixar feliz, muito feliz. E no meio de tristezas e de felicidades, que tal termos todos um muito, muito bom dia?

domingo, junho 13, 2004

427. Momentos da Madeira – Luas de Mel

Regressei de umas pequenas férias na Madeira, onde fui pela segunda vez. Esta semana fiquei nas Luas de Mel, perto de Santana, mais propriamente no Pico das Pedras a 1300m de altitude. As Luas de Mel são casas de turismo de habitação, pertença do Sr. José Spínola, uma pessoa de extrema simpatia (daqui o meu abraço para ele e para a sua família) sempre diligente que nos esperou no aeroporto e que dedicou praticamente o dia de Domingo passado, para nos fornecer indicações e nos acompanhar na primeira visita à região. E ainda por cima nos ofereceu o almoço. As Luas de Mel ficam a cerca de 30 km do aeroporto, o que até nem é muito. Mesmo que ficassem noutro local qualquer recomenda-se vivamente o aluguer de viatura para se conhecer a ilha. No entanto, muitos fazem turismo de montanha e natureza, caminhando pelas levadas, lindíssimas, e o Pico das Pedras é um dos locais ideais, pois daqui partem muitos dos trilhos de passeio a pé. Se quiserem contactar o senhor J. Spínola, fica aqui o número de telefone - 966718510. Ele e as casinhas, das quais vos ofereço uma imagem, merecem esta publicidade.
426. Ganhámos

Nós, PS e nós Coligação de Direita e nós CDU e nós Bloco de Esquerda, ganhámos. Não é assim em todas as eleições? Daqui a um bocadinho, depois da bola, vou ouvir os argumentos deles a justificarem as vitórias. Mas que a direita levou uma tareia, disso ninguém me tira a ideia. Ou então sou estúpido, pronto.
425. Voltei!

Primeiro que tudo quero vos desejar um muito bom dia. Hoje às cinco da matina já estava a pé, a Madeira fica mesmo ali ao lado e às nove e quinze já esperava as malas no aeroporto. Vá lá chegaram às dez e um quarto. Como a viagem demorou uma hora e quinze minutos e as malas só uma hora, ganharam as malas. Ai ANA, ANA, agora diz-lhe que é do Euro. E vocês sempre a apregoarem nas televisões que esta organização é impecável. Mas eu não vim aqui para falar mal de nada, nem de ninguém. Foi só mesmo para dar um beijinho ás minhas leitoras e um abraço aos meus leitores. Agora vou ali votar e já volto.

sábado, junho 05, 2004

424. Até logo!

Regressarei ao vosso convívio no próximo dia 13. Agora é tempo de viagem. Desejo-vos uma semana maravilhosa, e não esqueçam que no dia 13 há eleições. Beijos e abraços para todas e todos quantos gostam de espreitar o meu blog.
423. Aniversários

Estes dois blogs, fazem hoje um ano. São blogs que eu leio e que eu gosto. Ficam aqui os meus parabéns para o Old Man e para o Desblogueador.
422. Sábado

O Sábado exerce sobre mim um fascínio quase inqualificável. É o primeiro dia antes de segunda-feira e quase o último. Ser primeiro e quase último é privilégio dos nobres. Ao Sábado a gente não vai à missa, porque Sábado não é Domingo. O Sábado é o dia da espreguiçadeira. Vocês acabaram uma semana e têm o Sábado para estender os braços, abrira boca e darem início ao tédio. Os mais activos pegam no Sábado e arrastam-no como se fosse um dia qualquer. Mas não é, só o é na cabeça dos activos. Se o Sol abre saem a correr para a praia, só porque são activos. Desencarceram as bicicletas, calçam os sapatos de ténis, pegam nas raquetas, contam os tacos de golfe, levam uns sapatos vela na bolsa, pois, tiram os carros da garagem, vão ao hipermercado comprar as cervejas para o resto do fim-de-semana, perdem um tempo desgraçado nas filas da bomba de gasolina, nas filas da caixa multibanco onde um casal de meia-idade, aproveitando o Sábado tira do bolso ou da mala, uma série de facturas para pagar, da luz da água, do gás, do telefone, consultam o saldo após cada operação, verificam os movimentos após uma pesquisa de saldo e vocês, activos, na fila, também na fila da caixa do hiper e depois na fila do parque de estacionamento, pegam na bicicleta às costas porque na areia da praia os pneus enterram-se ou sobem e descem valados, por entre pedras, braços a tremer, estoirados, capazes de faltar à missa de Domingo. O Sábado é dia de espreguiçadeira, estender os braços, tomar um duche, não fazer a barba, porque não temos de ir à missa, nem comungar e qualquer aspecto serve desde que não seja para receber o Senhor. Esperar que a sardinhada chegue à mesa depois de um moscatel, um gin tónico ou um whisky, ou duas cervejas de lata, esticar a rede nos armadores, deitar, estender os braços, bocejar. No Sábado vamos à festa porque no Domingo podemos nos levantar mais tarde, se formos activos, dançamos nas festas e bebemos copos, bebemos, bebemos, e vamos sempre à frente porque o Sábado é o primeiro e quase o último. Se no Domingo ficas a dormir e não vais à missa das dez ou à missa das onze, podes ir à missa das sete da tarde e assim estás mais puro para a segunda-feira chegares ao emprego e começares a desancar na telefonista que está com olhos de sono porque não sabe o que é um Sábado e fez do Domingo, Sábado, da secretária que não te abriu o correio, e demorou mais de 2 minutos para te trazer o café, no teu adjunto que já devia ter tratado de tudo porque tu estás puro e comungaste na missa das sete. Leste todos os jornais, o Expresso, a Bola, O Público, levas o CM e o 24horas, porque as capas são atractivas e parece que há novos escândalos. Ao Sábado vais ao rugby ver o teu miúdo que está com 18 anos e 75kgs de peso, faz ginástica e musculação, tem um metro e setenta e oito, é o teu orgulho, veste fred perry e sapatos lacoste, pede-te trinta euros porque é Sábado e vai à discoteca, leva-te o carro e tu ficas em casa a comer pipocas e a ver a Paixão de Cristo em DVD e quando ele chega às dez da manhã a casa já não pode ir contigo à missa. E tu fazes pausa no DVD, levantas-te vais mijar e quando voltas antes de fazeres o filme retomar o seu curso fazes um zapping aos canais da TV, espreitas pelo canto do olho, ela está a dormir encostada à almofada porque não gosta de pipocas, assim paras cinco minutos num canal pôrno e quando começas a ficar excitado mudas de novo para o filme, porque amanhã vais comungar e se cometes o pecado de Sábado, a veres filmes pornográfico tens de te confessar e isso é lixado. Ainda tiveste tempo de ver aquela final de futebol na televisão, o final do festival da canção não sei de onde, espreitaste o resumo da miss universo, mas as gajas não estavam a desfilar de fato de banho, isso não dá pica e voltas ao filme. Impressionam-te as cenas violentas da tortura, uma lágrima corre-te pela face, afinal também és sensível, mas a cena do filme pornográfico estava a bailar na tua cabeça, desligaste o vídeo, fingiste que fizeste o novo zapping, pode ela estar meia acordada e depois vais directo ao canal, porque tu sabes que sendo Sábado, amanhã ainda podes ficar mais tempo na cama. Dás-lhe um beijo superficial nos lábios porque estás excitado e queres partilhar, mas ela não teve Sábado e não te sentiu. Levantas-te vais buscar outra cerveja, porque ainda tens muitas pipocas e estão salgadas. Os teus amigos tinham-te convidado para uma petiscada mas o rugby do teu miúdo não te tinha deixado, além disso tinhas dado umas raquetadas toda a manhã com o teu amigo Inácio, e estás um bocado partido, nem sabias se à noite poderás dar mais raquetadas, apesar do canal dezoito. Adoro o Sábado dia em que estico os braços e acompanho de um grande bocejo, porque é o primeiro e quase o último.
421. Sem título

Às vezes ponho-me a pensar na superficialidade dos textos que escrevo. Gostaria de ser capaz de escrever algo profundo, algo literário. Transmitir paixões, alentos, desalentos. Ser capaz de, num momento de inspiração, criar obra. E depois de poder ter muitos momentos. Usar palavras difíceis, vocabulário rico. Gostaria de ser capaz de inventar uma história ter um tema, desenvolvê-lo. Ou então, ser capaz de escrever um diálogo que a mim me dissesse muito e a quem lesse dissesse pouco, ou que me chamassem louco, depressivo, inepto, corrosivo, malcriado, pantomineiro, fingidor. Já pensei em escrever um conto de fadas, mas cada vez menos acredito em fadas, em duendes, nos gnomos da floresta, nos druidas. Em tempos comecei a escrever um ensaio, estava a sair-me bem, mas a situação era tão experimental, que lhe perdi a hipótese de escrever o fim. Um texto sem fim, não é uma boa coisa. O fim é a melhor coisa de quem quer realizar algo. Tudo se faz com um fim, tudo tem por fim algo. Desisti antes do fim. E poesia? Porque não escreves poesia? Eu tento,

No teu olhar vejo estrelas
Não são pupilas, são estrelas.
Não digas que exagero, porque não é de uma constelação que falo.
Afinal são só duas
Iguais
À mesma distância de anos-luz.
No teu olhar vejo estrelas.

Não tenho nada contra a poesia. Mas quantos poetas é que não compararam os olhos de alguém a estrelas? Poderia ter comparado a ouriços, a berlindes, à bola preta número oito de um jogo de snooker. Mas quantos não fizeram já essas comparações?
Metáforas, parábolas, hipérboles, mistura as figuras de estilo com a matemática, conta uma história com números, aplica-lhe um ou dois princípios da Física. Que tal o terceiro principio da termodinâmica? Podes construir uma boa história.

Fico a pensar nisso, mas não sou físico. Nem metafísico. E o pior é que também não sou filósofo. Se eu fosse filósofo estava autorizado a pensar. Diria uma frase e faria os outros pensarem. Mas se eu disser, penso logo existo, todos se vão rir. Porque isto já foi dito.

Não tenho obrigação de escrever nada. Aliás eu não tenho obrigações, excepto a de pagar os impostos. Tudo o resto eu faço porque gosto. Mas gostar e não ser capaz de verbalizar causa-me ansiedade.

Já sei, acho que vou escrever sobre o tempo.

No teu olhar vejo duas gotas
Não são lágrimas, é chuva.
Não digas que exagero, não é de uma superfície frontal que falo.
Afinal é apenas orvalho
Humidade
Amanhã o sol brilhará
No teu olhar verei uma só estrela.
420. Chats

Cada vez “gosto” mais de chats no IRC com pessoas que desconheço totalmente. Leiam só, que proveitosa e inteligente, a minha conversa num desses chats (por razões óbvias alterei o verdadeiro nick da minha interlocutora).

Interlocutora: já chegaram aqui os predatados?!
PreDatado: olá
Interlocutora: Olá
PreDatado: parece que sim que chegaram
Interlocutora: poças, poças. poças
PreDatado: onde é que os tinhas visto antes?
Interlocutora: nos cheques
Interlocutora: :p
PreDatado: ah
PreDatado: mas não sou careca
Interlocutora: valha-nos isso
Interlocutora: hahaha
PreDatado: cada cheque com a sua mania não é?
Interlocutora: e a sua mania, qual é?
PreDatado: escrever
Interlocutora: predatados?
Interlocutora: lol
PreDatado: blogs
Interlocutora: hmmm
Interlocutora: isso é coisa de puto, não é?
PreDatado: não
PreDatado: é coisa de todas as idades
Interlocutora: hmmm
Interlocutora: e tu, que idade tens?
PreDatado: ainda sou um miúdo
PreDatado: e tu lanças o teu charme há quanto tempo?
Interlocutora: 40 anos
PreDatado: eu tenho mais 8
Interlocutora: mais 8 que eu?!
PreDatado: sim
Interlocutora: chiça
PreDatado: chiça está bem dito, mas também poderia ter sido porra
Interlocutora: hehehehe
PreDatado: afinal de contas não sou assim tão velho, também me costumo
rir assim.
Interlocutora: é muitoooooooooo mais velho que eu
Interlocutora: :p
PreDatado: isso sou, não nego, mas aprendemos a rir na mesma escola
Interlocutora: na mesma escola não direi
PreDatado: na escola ao lado é verdade, porque a minha era masculina.
Interlocutora: mas eu já sou do tempo das escolas mistas
Interlocutora: vc é muito mais antigo que eu
Interlocutora: :p
PreDatado: ah assim em termos de antiguidade é verdade. Também é por isso
que sou mais valioso.
Interlocutora: hahahaha
PreDatado: agora convenceu-me que andou numa escola mista... primeiro riu
como se aprendia na minha escola hehehehe, e agora provavelmente como se
riria na sua hahahaha.
Interlocutora: :p
PreDatado: a menina mostrou-me a língua 4 vezes hoje. Usa piercing?
Interlocutora: lol
Interlocutora: não
Interlocutora: mas tenho uma lingua linda
Interlocutora: não precisa de piercing´s
Interlocutora: 
PreDatado: se o diz, não desmentirei. dá-lhe muito uso?
Interlocutora: dou-lhe todo aquele que posso e sei
PreDatado: o que pressuponho que com 40 anos, já saberá muito.
Interlocutora: ou não
PreDatado: aliás, expressão muito em voga hoje em dia para terminar
frases. (aposto que me vai mostrar a língua de novo).
Interlocutora: vc é do tempo em que as frases apenas terminavam com "."?
PreDatado: ou não...
PreDatado: sou mais do tempo em que as frases não terminavam
PreDatado: em que se deixava um certo perfume de palavras no ar
PreDatado: e se bebiam os pontos e as vírgulas.
Interlocutora: mas assim, sem pontos nem vírgulas, ficava difícil de se ler
um texto, não?
PreDatado: o texto era declamado. Como nos antigos filmes portugueses.
Nunca viu O Pai Tirano?
Interlocutora: desculpa
Interlocutora: tu estás muito sério
Interlocutora: e eu hj estou mais para brincar
PreDatado: eu hoje estou para brincar como aliás se pode ler nas
entrelinhas, sem pontos e sem vírgulas.
Interlocutora: hmmm
419. aaphndao

Um tpio foi hjoe aaphndao a cnoudizr com 6 garams de aclool no sngaue. Igenamim se fsose aaphndao a ecsvevrr boluges. Anida bem que não há cnortolo auqi.

sexta-feira, junho 04, 2004

418. Já comprei

Vendem-se nas farmácias, custam 1,5€ cada, mas penso que vale a pena. Olhar para o Sol para ver Vénus em trânsito pode ser perigoso. Há recomendações por tudo quanto é sítio e eu faço eco das mesmas. Comprem os óculos apropriados e não se exponham. Mais vale prevenir… depois pode não haver remédio.
417. Lunch Time Blog

(escrito quase ao jantar, porque estou com fome)

Já tenho encomendado pizzas por telefone. Há também quem encomende comida chinesa, hamburguers e essas coisas. Mas hoje encomendei uma cabidela de galinha pelo telefone. Terei de explicar melhor. A minha amiga Anabela chegou primeiro e leu-nos a ementa pelo telefone. Eu escolhi a cabidela. Está explicado. Estava óptima, mas os meus olhos caíram-me sobre as sardinhas. Nesta época eu sou muito de comer peixe na grelha. Então sardinha nem se fala. Se a minha Maria chegar na próxima meia hora vou-lhe sugerir. Estou cá com uma fomeca.

PS. O Schubert não irá connosco hoje. Ele não se costuma portar dentro da etiqueta. Ainda não aprendeu a comer de faca e garfo… olha, olha ele aqui ao lado a miar-me ao ouvido que a sardinhada se come com as mãos.. Ouve lá ó gatinho charila, o teu dono é algum burgesso?
416. A guerra dos ícones.

Hoje quando cheguei a casa liguei o PC e aconteceu-me isto. Tive de me baixar e esconder-me debaixo da mesa.
415. Bom Dia!

- Bom dia, disse eu no guichet da caixa.
- Boa tarde, respondeu-me a funcionária.

Olhei para o relógio. Passavam 3 minutos do meio dia.

- Efectivamente, ripostei.

Depois dei-lhe o cartão de utente e a receita para colocar a vinheta.

Quando me despedi, hesitei. Fiquei sem saber se três minutos antes, eu poderia ainda desejar que a senhora tivesse um bom dia, ou se pelo facto de já passarem 3 minutos do meio-dia a senhora já não poderia ser contemplada com um dia bom. Eu acho que toda as horas são boas para se desejar um bom dia. Afinal das contas nós fazemos das nossas horas aquilo que queremos. Lembro-me do meu pai trabalhar por turnos. O seu “dia” de trabalho começava às 16 e terminaria à 01 do dia seguinte. O meu pai não poderia nunca ter um “bom dia” de trabalho, quanto muito, uma boa tarde, uma boa noite e uma boa madrugada. Abaixo os relógios! Um bom dia para todas, para todos, para quem quiser fazer ou puder fazer deste dia, um dia de alegria!

quinta-feira, junho 03, 2004

414. Mau Dormir

Definitivamente tenho mau dormir. Não consigo dormir um sono seguido. Sinto-me constrangido quando adormeço perto de outras pessoas. Não gosto que vejam a figura de parvo que faço a deixar cair a cabeça e além disso, eu ressono. Foi por isso que hoje, durante uma conferência que assisti, acordei umas 6 vezes.