segunda-feira, outubro 11, 2004

645. Help - SOS - Ajudem

Pois! Era só clicar ali ao lado e lá estava eu a ler os vossos posts. Portanto, não é de admirar que não me lembre, de cor, as URL dos vossos blogs. Peço uma ajudinha muito simples. Aqui nos comentários deixem-me o URL. Pode ser? Obrigadinho.

domingo, outubro 10, 2004

644. Desculpem

Um erro na publicação, aquando de uma alteração no template, destruiu-me o dito cujo. A pouco e pouco vou recuperar o que perdi, nomeadamente os comentários e os links. Mil perdões aos que me lêem e aos que me comentam e, grato pela compreensão.
643. Anjo da Guarda

Olho para o tecto, parece branco
Alguns vultos de sombra
Desenham estranhas nuvens.

Amedrontam-me, viro-me para o lado
Onde em paredes brancas
Vultos
Desenham estranhas nuvens.

Tapo os olhos, que nada vêem, com as palmas das mãos
Que me parecem brancas,
Vultos que são sombrias nuvens.

No outro lado estás tu.
Vulto,
Toco-te e adormeço.

Alves Fernandes in Complexos

sábado, outubro 09, 2004

642. Obscenidade

Por ser obsceno e poder ferir susceptibilidades o meu título, tem bolinha:

Liechenstein 2 - Portugal 2

sexta-feira, outubro 08, 2004

641. Nostalgias

Eram sete e meia da manhã. Nem mais, nem menos um minuto. Entrava no café precisamente sempre à mesma hora. O Sr. Andrade tinha já o galão e o papo-seco, que guardava de véspera, ligeiramente torrado e barrado com pouca manteiga, pronto para servi-lo. Tinha vestido um fato azul-escuro, camisa branca, gravata azul clara, lisa, de seda natural. Como sempre, chegou-se ao balcão, embora desta vez com alguma dificuldade pois, no lugar onde costumava tomar o pequeno-almoço estava agora encostada uma nova cliente. Não pediu licença. Aguardou calmamente a sua oportunidade. Mal se abriu uma nesga, esticou um braço, pegou no copo e bebeu um pequeno gole. Sem açúcar, como ele gostava. Depois, pegou no pão e comeu-o. Todo. Nunca embuchava quando comia pão. Comia-o calmamente enquanto o copo de café com leite arrefecia. Pagou, deu os bons dias de despedida e dirigiu-se ao carro. Esperava-o, pela frente, uma longa fila de trânsito.

Foi há mais de dois anos que repetiu este ritual pela última vez. Ainda hoje tem por costume já estar vestido às sete e meia da manhã. Já não toma o pequeno-almoço no café do Sr. Andrade, mas ainda gosta de café com leite morno, quase frio, sem açúcar, nem enfrenta a fila de automóveis, com condutores a esfregarem os olhos, passageiras a maquilharem-se, um ou outro dedo no nariz a completarem a higiene diária. Nem ouve a TSF no rádio do carro. Não sabe como estão os acessos ao túnel do Marquês, nem se há engarrafamentos na rotunda do Freixo.

Hoje, levanta-se da mesa, passa o copo do café com leite por água, coloca-o na máquina de lavar, dirige-se para a secretária, lê on-line todas as ofertas de emprego e depois escrevinha qualquer coisa no blog. Tem saudades do café do Sr. Andrade.

quinta-feira, outubro 07, 2004

640. Excitação (II)

Mas eu hoje não paro de me excitar? Então não é que o PS de Marco se quer demitir, porque o Presidente da Câmara anda a dormir com uma porca? E esses senhores nunca leram aquela passagem bíblica que diz, “quem nunca pecou que atire a primeira pedra”? Será que nunca nenhum deles teve uma porca à cabeceira? Santa ignorância. Ainda vamos ter, à semelhança das mães de Bragança, um abaixo-assinado dos pais do Marco.


(hoje estou virado para as juras; juro e torno a jurar, que se me dessem a escolher entre dormir com uma porca e andar atrás de um árbitro, escolheria a primeira; sei lá o que iam pensar de mim por andar atrás de um gajo…)
639. Excitação (I)

Aimeusdeuses, estou tão excitado. Acabei de ouvir, na SIC Notícias, que o Sr. Presidente da República recebeu o professor Marcelo Rebelo de Sousa, durante uma hora e cinco minutos. Confesso que se tivesse sido durante uma hora e dez minutos eu não ficaria mais excitado.

(eu ainda sou do tempo em que o Sr. Presidente da República consultou 853 personalidades e 28 partidos políticos, para chegar à conclusão que a nomeação do Dr. Pedro Santana Lopes, para Primeiro-Ministro, não era anti-constitucional. Juro – grito eu batendo três vezes com a mão direita no peito – que nessa época também fiquei muito excitado)
638. Estou preocupadíssimo

Ao passar num quiosque vi na capa de um jornal desportivo que o Sporting está a pensar em eleições antecipadas.
(estou tão perturbado que escrevi a frase anterior sem virgulas por nem saber onde as colocar; e esta também... ou quase).
Eu gosto tanto do Dias da Cunha. É que, sabem minhas amigas leitoras e meu amigos leitores, quando o ouço falar, esqueço-me de outros gágás da nossa "praça". E além disso dá jeito ao meu clube que os seu rival tenha um presidente destes. C'est pour cause...
637. Juro

Que ando cheio de vontade de voltar a escrever poesia.


(o pior é que não me apetece...)
636. A propósito da Escola de Colares
(e de um post de Francisco José Viegas, no Aviz – Repórter 6/10/2004)


Tive um patrão que se chamava Celso. Quando entrei para essa empresa o tal senhor ainda não era o patrão. Eu habituei-me a tratá-lo por Senhor Celso, enquanto ele, mais velho, e hierarquicamente superior me chamava simplesmente Vitor. O tempo passou e o tal senhor foi indigitado como chefe da banda. A páginas tantas, exigiu que o tratasse por Senhor Celso do A. (não colocarei o apelido, por motivos óbvios). O argumento era de que me tinha tratado sempre por Sr. Engº Vitor Fernandes e, como tal, era uma falta de respeito, tratá-lo por senhor Celso. Não adianta dizer que era totalmente mentira. A partir desse dia passei a tratá-lo por Senhor Delegado Geral. Ao senhor Primeiro-Ministro, toda a gente o trata por senhor Primeiro-Ministro. Ao Sr. Presidente da República, ao Senhor Presidente da Câmara e até ao Senhor Presidente de um clube de futebol, toda a gente trata por Senhor Presidente. A um médico as pessoas chamam senhor Doutor, idem a um advogado ou a um economista. A mim até me costumam chamar Senhor Condómino do 3º Esq. Portanto, meu caro Francisco José Viegas, não vejo nenhum convite à indisciplina ou à má educação, e muito menos à rebeldia, chamar Sr.ª Contínua à D. Rosa. Ela é contínua ou não é Sr. Escritor? Eu recuso-me a chamar Sr. Jorge Sampaio ao Sr. Presidente da República, enquanto o for. Chamem-me rebelde.


(podem-me tratar por Sr. blogger ou bloguista, em vez de Sr. PreDatado; não vos considerarei mal educados, podem crer)
635. Ainda não me habituei à ideia…


De ver o José Castelo Branco como se não fosse bicha
De ver o Jornal Nacional de Domingo sem o Marcelo Rebelo de Sousa
De deixar de beber cerveja, whisky e comer certas iguarias por causa do ácido úrico

Mas sobretudo, sobretudo

De ter que dar razão ao José Pacheco Pereira! Com o post de hoje, no Abrupto, “Rigorosos e Especiosos” eu não poderia estar mais de acordo. Aplaudo.


(eu sei que para si, os conceitos de esquerda e de direita, já eram; no entanto subscrevo-o quando diz “pobre país”; está aqui um ‘tipo’ de esquerda a aplaudir opiniões de um ‘tipo’ de direita; de facto… pobre país)

quarta-feira, outubro 06, 2004

634. Contraditório

Muito se tem dito e se tem escrito sobre o contraditório. Há dois dias que, em termos políticos é claro, a notícia do dia é Marcelo Rebelo de Sousa. Deveria ter contraditório? Se calhar devia. Mas ele deu um golpe de mestre. Despediu-se da TVI. Pois, há quem diga que o Governo, o Dinheiro, os Interesses, pá, essas balelas todas é que forçaram o MRS a sair. Eu, não acredito. Alguma vez, depois dos coronéis alguém fez censura a alguém? Não, meus caros, isso da censura não existe. O quê? O poder dos lobbys, do capital? Mas estão a delirar, ménes? Mas isso existe? O que aconteceu mesmo foi que o MRS quis chatear o Governo uma vez mais. Vai daí despede-se e todos ficam a pensar que o PSL teve alguma coisa a ver com isso (só espero que o Acidental, ou o Basfémias, ou o Quinto dos impérios, não venha aqui roubar-me a teoria e depois, nem uma citaçãozinha, nem um postal, nem um SMS…).

PS. A propósito de contraditório, será que alguma Alta Autoridade vai obrigar a TVI a criar um programa chamado o Arranha-Céus dos Desconhecidos?
633. Dilema

Tenho estado a pensar se hei-de fazer referências à Quinta das Celebridades no meu blog ou se hei-de dar uma de intelectual, fingir que não vejo, passar ao lado e citar de vez em quando os filósofos da antiguidade (não é piada ao Sócrates, ok?) ou os da modernidade, penso eu de que… (não é piada ao Pinto da Costa ok?).
Mas estive um bocadinho a pensar ao que é que me havia de referir de relevante nos últimos dias, para armar ao pingarelho e até parecer um gajo bem informado e veio-me à cabeça a rábula das mini-saias. Agora tenho novo dilema. Será que hei-de aqui escrever uma prelecção sobre a mini-saia, com uma incursão nos anos 60 e de caminho falar nos Beatles, nos The Monkeys, no início da carreira dos Bee Gees ou nos nunca acabados Rolling Stones e depois ficar-me pela Mary Quant ou falar naquela gaja podre de boa que é minha vizinha e que por acaso até é top model, o que já causou umas duas ou três observações da Maria, “tipo estás a ver se chove ou queres chuva?”. Então resolvi mesmo não querer saber se nas escolas se vai proibir a mini-saia, tal véu islâmico em escolas francesas e, resolvi pegar no tema do Reitor da Universidade Católica sobre as discotecas. Mas é aqui que, novamente, a porca torce o rabo. É que se vou falar em discotecas, vou ter que falar no Santana Lopes e daí passo para o Governo e para a governação, e o caraças, que este blog tem mais que fazer do que falar em animais. E falando em porca a torcer o rabo e em animais, que tal falar na Quinta da Celebridades?
632. A minha professora e o Presidente da República

A minha professora está toda contente por ter sido colocada na mesma escola. Nós, os alunos é que ficamos um bocadinho chateados. Isto porque ela é muito exigente. Hoje, mal entramos nas aulas, pediu-nos para fazermos um pequeno exercício. “Se eu escrevesse ao Presidente da República, o que é lhe diria”. Eu levantei o braço e disse-lhe que ela estava a pedir muito para gente tão pequenina. Então, talvez por castigo, obrigou-me, a mim, a ser o primeiro a interferir. Tive de lhe dizer que antes de vir para as aulas, passei como de costume pelos três cafés habituais. E que tinha levado uma seca em triplicado, de José Castelo Branco e Cinha Jardim. Que eu ainda tinha metido conversa com um, que estava a pagar o gasóleo a 0,849 €, mas ele disse-me que estava um bocado mesmo preocupado era com os 5 pontos do Sporting, na 5ª jornada. Bebi a bica num gole, quase me queimei, mas ainda tive tempo de lhe perguntar se ele achava bem que o governo não aceitasse as críticas do Marcelo na TVI. O que eu fui falar. Não perceberam bem (de facto com a boca queimada do café, acho que não me fiz entender) e levantaram-se quase em coro a defender a TVI, sim, é que era boa, que o Castelo Branco era a vida da quinta, sem ele o programa não tinha graça nenhuma e tal e tal e coiso. Os outros putos já estavam todos a falar uns com os outros, e havia um até que apostava que o castelo Branco ia mugir mais depressa o brasileiro do que uma vaca na quinta. Aqui a professora deu um berro, mandou calar a malta e perguntou-me o que é que esta conversa tinha a ver com o que eu escreveria ao Sr. Presidente da República. Fiquei espantando com tanta falta de capacidade analítica da minha professora, mas mesmo assim ainda fui dizendo, que se lhe escrevesse, tinha-lhe pedido para não ter feito aquele discurso, no 5 de Outubro.

- Ó Pre, porquê? – Um ar de interrogação mais acentuado do que quando soube que estava colocada.
- Então não vê que com a malta de ponte, quatro dias fora, e preocupadíssima com as luvas de pelica do paneleirote da quinta, ninguém ia saber do que ele estava a falar. O melhor mesmo era ele estar caladinho e deixar a gente curtir a Isabel Preto que é boa como o milho.

terça-feira, outubro 05, 2004

631. Peço desculpa

Por não ter falado do Rui Gomes da Silva, do Pedro Santana Lopes e do Marcelo Rebelo de Sousa;
Por não ter falado da Quinta das Celebridades e do José Castelo Branco;
Por não ter falado da anunciada renúncia do Carlos Carvalhas à liderança do PC
Por não ter falado no 5º aniversário da morte de Amália Rodrigues;
Por não ter falado do José Peseiro e da carreira do Sporting;
Por não ter falado do discurso do Presidente da Repúblicas nas comemorações do 5 de Outubro;

Mas…

Ultimamente não ando muito afim de causas. Eu agora sou mais casos e acasos. E por acaso, ontem passei o dia a comer presunto. Jamon Serrano e Jamon Bodega de tres e cinco bolotas e vino tinto de nuestros hermanos. E olé!

domingo, outubro 03, 2004

630. Gatices

Se eu tivesse uns olhos assim, Schubert, seriamos concorrentes. As gatas que se cuidassem.



629. Até quando esta cruz?

O gajo estava a falar mansinho. O som vinha lá de dentro e invadia-me a casa de banho, cuja porta estava semi-aberta.

- Queres crer que eu ainda não acredito que o gajo esteja envolvido naquilo da pedofilia?

Peguei no frasco do after-shave e atirei-o contra.

O estilhaçar ouviu-se pela casa toda. Por um momento deixei de ouvir a teatral voz da televisão.

- Que barulho foi esse? – Ouviu-se um grito vindo algures não de onde.

- Não é nada amor, foi só o espelho que se partiu. Amanhã eu compro outro.

(há actores que até enganam os espelhos).
628. Anti virus

A minha imeilbocse tem estado vazia. Demasiado vazia.
627. Ignóbeis

Através da Maura no Diário de Lisboa, fui chamado à atenção para os prémios IgNobel deste ano. Ela realça vários. Eu gostaria de realçar este:

CHEMISTRY The Coca-Cola Company of Great Britain, for using advanced technology to convert liquid from the River Thames into Dasani, a transparent form of water, which for precautionary reasons has been made unavailable to consumers.

Pronto, já sei. O PreDatado é anti-capitalista primário não é?

Vejam os restantes aqui.

sexta-feira, outubro 01, 2004

626. Citações

Excelente entrevista esta noite, no clube de jornalistas, na 2, concedida por José Pacheco Pereira. Excelente não, boa. Melhor dizendo, boa não, sofrível ou, corrigindo, péssima. Então não é que, o Dr. Pacheco Pereira citou para lá blogs que foi um disparate, ele disse até que, quando quer saber notícias de Felgueiras há um blog que as dá, ou quando quer saber notícias da Figueira da Foz, há um blog que as dá. Ó meu caro senhor Abrupto (tem de ser assim não é? Estamos a falar de blogs!), e eu não dou notícias do meu gato? E nem uma citação? Que entrevista sofrível. Sofrível, não, péssima!