sexta-feira, abril 01, 2005

698. Lunch Time Blog

O meu amigo Artur é um grande sacana. Todos os anos, no dia 1º de Abril me convida para almoçar. E todos os anos, no dia 1º de Abril, me oferece um daqueles almoços que um gajo até tem vergonha de contar, para não parecer gabarola. Então, desde que sabe que eu tenho um blog, onde descrevo (ou descrevia) as comezainas, ainda mais se requintou na sua sacanice. Hoje, uma vez mais, sem surpresa da minha parte, telefonou-me e disse-me: “oh pá não te atrases, é na Cabrinha, à uma”. Quando cheguei ele já lá estava, acompanhado de duas gajas à minha espera. Quer dizer, dois aviões. Pensei logo que fora má ideia, porque com a barriga cheia a gente (quer dizer eu) tem muito medinho. Depois chegou uma travessa de amêijoa de pesca submarina, um prato de camarão de espinho, uns percebes de Cabo Verde. Uma lagosta termidor, uma garrafa (no final contamos 3), de Alvarinho, Palácio da Brejoeira, e dois lavagantes grelhados. Os aviões ligaram o turbo. A comida foi desaparecendo como que por magia. Eu sei que a Maria não gosta do meu blog e, portanto, não o lê. Logo, mais à tarde quando eu lhe disser que vou fazer serão, ela vai acreditar. Espero ter combustível, jet-gasoline que é como costuma dizer o meu vizinho do oitavo esquerdo, para pôr a trabalhar o motor.

PS.1 Ele há gajos que comem jaquinzinhos ao almoço e depois, como é 1º de Abril, vêem com tangas destas para o blog, a pensar que alguém acredita.
PS.2 Mariazinha, meu amor, aquilo dos aviões é treta. Bom, mas pelo sim pelo não, prepara-te que hoje temos serão aqui no escritório.

quinta-feira, março 31, 2005

697. Opiniões sobre os outros. A minha foice também entra na tua ceara.

Eu também li o post da Papoila. Eu não li o blog / post a que ela se refere. A Catarina, pelos vistos, conhecia o outro blog e portanto concorda com a Papoila. Eu li os comentários que fizeram no blog da Catarina. Alguns chamaram agressivo ao post da Papoila. Pois bem, para mim não é agressivo nem deixa de o ser. Talvez eu tivesse uma opinião diferente se conhecesse o blog subentendido no post da Papoila. Mas assim, tout court, parece-me o post da Papoila um post de muito bom senso.

PS. Só uma pequena questão, minha cara Papoila, esperando que não me leve a mal. Como defensora dos direitos das crianças, como me parece ser, tendo em conta que considera que a vontade das crianças até determinada idade, não é mais do que a vontade dos pais e para sua (delas, crianças) própria protecção espero que não mande baptizar a sua criança antes que ela o decida. Pode considerar foice em ceara alheia; a mim parece-me bom senso.

quarta-feira, março 30, 2005

696. Um país muito giro

O meu vizinho do oitavo esquerdo fuma sempre à janela. Quando vejo voar uma prisca por cima da minha cabeça já sei que ele acabou de espetar mais um prego no seu caixão. Inevitavelmente a beata faz um voo de oito andares indo-se estatelar no passeio da praceta.
O meu vizinho do oitavo esquerdo sempre achou que era melhor que o Figo. Quando o Rubenzinho (que ideia é essa de chamares Ruben ao teu puto, pá?), lhe dá o pacote do Bolicao, à saída do café, todos os sábados de manhã, para o pai deitar no lixo, o meu vizinho faz dele uma bola de papel, e depois, com dois toques de joelho e biqueirada ou com um toque de calcanhar, mostra as suas habilidades ao miúdo.
Resolvi comentar com ele as alterações ao código da estrada e à proibição de mandar o cigarro pela janela; ou o pacote do Bolicao. Por estas e por outras é que ele nunca tirou a carta. Ninguém o chateia se o fizer da janela da sala.

PS. Sem ironia, não percebo nada de leis. Não sei se as multas para quem atira uma beata pela janela do carro ou pela janela da sala de estar são equivalentes. Quem souber que me esclareça. Agradeço.

terça-feira, março 29, 2005

695. Um país muito giro

Hoje, eram sete e meia da manhã, passei em Almada em frente à CGD. Perfilavam-se 3 pessoas à porta numa espécie de bicha, embora em amena cavaqueira. Como quem não quer a coisa perguntei a que horas abriria o banco. Expedito, um senhor dos seus 60 anos respondeu-me imediatamente que seria às 8h30. Pensei com os meus botões (devia ter pensado isto no outro blog), que aquelas alminhas ainda ficariam ali, sob ameaça de chuvisco, mais cerca de uma hora. Pensei e perguntei: - Porque é que vêm para aqui tão cedo?
- Oh meu caro senhor, você não deve estar nada habituado a vir à Caixa. Se a gente não vier cedinho perdemos quase uma hora na bicha até sermos atendidos.
Pois, está bem, pensei de novo e segui caminho.

segunda-feira, março 28, 2005

694. O outro PreDatado

E quando eu disse, urbi et orbi, agora é que o mundo vai conhecer o outro PreDatado, o PreDatado que ordenha, a minha vizinha do 8º Esq. apressou-se a vir-me conhecer.

PS. Uma dúvida que me assola: há vacas na quinta?

sexta-feira, março 25, 2005

693. Desejos

Eu venho aqui apenas para vos dizer que fico feliz de que tenham tido uma boa Páscoa e umas mini-férias aprazíveis. E porque é que eu vos digo isto numa sexta-feira santa? Porque vós leitoras amigas e leitores amigos estais todos de férias e só aqui vindes na segunda-feira.


PS. Eu, sem férias, como inerência à minha profissão de desempregado compulsivo.

quarta-feira, março 23, 2005

692. Estou desejoso

que chegue o primeiro de Abril. Ando cá com uma vontade de dizer umas verdades!

quarta-feira, março 16, 2005

691. Perfeito

Não comentei ali porque um comentário deve ser ligeiro para que não se torne mais importante do que o post e, talvez, porque o que eu queria mesmo era escrever um texto. E “postálo” ou “postá tracinho lo”.

Não tenho um babyblog, mas sou o exemplo do pai perfeito. E porque é que não tenho um baby blog? Porque já não tenho babies. E porque é que sou um pai perfeito? Porque sou pai e porque sou perfeito.

Feitos os esclarecimentos, vamos ao post. (esta frase é um plágio a ela mesmo)

A primeira vez que mudei a fralda à Anita, a Zé quando chegou a casa encontrou a miúda cagada até ao pescoço. Sou perfeito? Pois sou, um perfeito nabo a mudar fraldas e uma perfeita cagada a confirmar que perfeito e perfeita andam sempre de mãos dadas.

Contesto a afirmação da Catarina em que nos tornamos especialistas em carrinhos e papinhas. E a minha contestação assenta fundamentalmente nos diminutivos. Tive de tirar a carta de condução, para levar os putos de um lado para o outro e, embora não especialista, tive de começar a perceber alguma coisa de carros. Tinha de rezar para não ter de ser eu a mudar a fralda pelo que também tive de perceber alguma coisa de Papas. Tornei-me um pai melhor, mais sabedor e cada vez mais perfeito.

Quanto ao falar de outras mães, ai não que não temos o direito. Ainda hoje falo. Claro que a Zé não sabe que eu falo, mas a mãe do puto do 7º Esquerdo é boa como o milho. Um dia destes vou-me oferecer para lhe ir mudar a fralda. Ao puto? Perguntam vocês. E eu respondo: Ninguém é perfeito!

“Não gosto de sentenças, verdades absolutas, postas de pescada e juízos feitos com base numa suposta perfeição que não existe.
Paciência se não gostarem de ler este post.”


Isso dizes tu! Olha para mim, eu aqui absolutamente verdadeiro, com post que parece um arroto a pescada de rabo na boca e perfeito até dizer chega.
Se não gostaste do comentário, paciência! (novo plágio, excuse me baby).

quinta-feira, março 10, 2005

690. Continuação

1. A cura do sono continua;
2. O Schubert e a Yasmin continuam a dar-se lindamente;
3. Eu continuo a não dispensar o cozido à portuguesa à 5ª feira;
4. O meu amigo dono da Cabrinha II, apesar de lagartácio, continua a falar apenas do Benfica;
5. Este blog continua a não apresentar um texto de jeito.

terça-feira, março 08, 2005

689. Cuidado com o que escrevem na caixa de comentários aí em baixo.

Imaginemos que eu não goste de um post que leia num qualquer blog. Imaginemos que por via disso tenha vontade de expressar ao seu autor de que não gostei. Imaginemos que para dizer que não gostei eu tenha de rebater a ideia expressa. Imaginemos que para rebater a ideia expressa eu tenha que dizer algo que não caia bem ao autor. Imaginemos que o autor ao ler algo que não lhe tenha caído bem considere que o comentário não tem nível para figurar no conjunto dos comentários emitidos ao seu post. Imaginemos que o autor seja umbiguista, narcisista ou tenha outros qualificativos quaisquer para o seu ego que considere que criticar um texto seu é ter baixo nível. Imaginemos que por via disso o autor do post decide apagar o comentário que lhe é feito. Vai para a cama, com um sorriso de orelha a orelha, contar para a almofada: “hoje fui o maior; tenho um post cheiinho de elogios; se não acreditas vai lá ler os comentários” E depois adormece com os anjos.

Hoje fui visitar um blog através de uma estranha lista de destaques que existe no weblog.com.pt. Quando me preparava para fazer um comentário (por acaso até elogioso para o post que li, mas isso agora não interessa nada), li um aviso em que o(s) autor(es) intimavam os comentaristas a terem alto nível. Com esta pérola de entremeada

cito

“…É censura? Se estiver a pensar em censura como acto de condenação, crítica, reprovação, repreensão ou admoestação pelo baixo nível da observação em questão, então, sim: é censura.”

Fim de citação

Obviamente não comentei.
688. Erotic Time Blog

O Portas mandou tirar a fotografia do Freitas da galeria dos artistas do CDS. O Bush mandou tirar as estátuas do Sadam dos pedestais de Bgadad. Parece que o Yeltsin também mandou fazer o mesmo aos bustos do Lenin. No outro dia um amigo meu quando soube que mulher lhe andava a por os cornos mandou-a para a mãe dela com uma mala cheia de molduras. Cá para mim estes gajos que fazem estas merdas são uns gajos fodidos.

segunda-feira, março 07, 2005

687. Penis Time Blog

Eu sei que sou um bocado "abifalhado" no que carnalmente concerne. Porra, a frase saiu boa mas carece explicação. Abifalhado não significa um falhado quando dou uma cantada (né meu irmão?) às bifas, não tampouco que só como bife rijo como cornos. Nada disso, como vós minhas amigas leitoras e meu amigos leitores bem sabeis. Sou abifalhado porque o lombo é imprescindível e uma vazia (desde que não seja a carteira) é irrejeitável. Pronto, explicada que foi a coisa, escrevi PreDatado na janelinha e o adivinhem... o Meu Penis Name é, nem mais nem menos que, um tal Beefy qualquer coisa. Não sei quem é o gajo, mas também deve ser abifalhado.

Your Penis Name is: Beefy McManstick





Este teste teve origem aqui, na minha amiga tete, a vendedora de chapéus.

PS: Beefy também poderia ser numa tradução abusiva a "Abelha Fy"; mas para abelhas já me chega a Maia. A não ser que queiram que eu disserte sobre o mel.

sexta-feira, março 04, 2005

686. 16:9

Andava há anos para comprar uma televisão 16:9, mas efectivamente não estou muito satisfeito por o ter feito. As emissões, quase todas em 4:3, acabam distorcidas alargando e atarracando. Ver dar um pontapé de saída numa bola de futebol como se esta fosse de rugby não tem jeito nenhum. Em contrapartida a Jennifer Lopez tem cá umas ancas que nem vos conto, embora coitada não tenha altura para modelo. Hoje a 16:9 pregou-me um grande susto. Por vias do Euro-milhões “zappinguei” para a TVI, onde ainda passava o Jornal Nacional. A boca da apresentadora ocupava toda a largura do écran.

domingo, fevereiro 27, 2005

685. O Bosque

Hoje há um blog que faz um ano. Um blog que me acostumei a ler pelo espírito. A Robina consegue descobrir curiosidades bizarras e comentá-las de uma forma airosa e engraçada. Quase sempre com uma pontinha de malandrice, umas vezes provocando-me sorrisos, outras arrancando-me uma gargalhada. Sabe-me sempre bem visitá-la. Parabéns.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

684. Um post erótico

Ainda não percebi a corrente, de onde partiu e onde vai chegar. Costumo ler o blog da Catarina e já vi mais do que uma ver a referência a um post erótico.

Sempre que se fala numa história erótica lembro-me do John the Kid. John the Kid era um dos mais temidos pistoleiros do farwest. Falar no seu nome era caganeira certa. Se alguém, alguma vez entrasse num saloon e dissesse algo do tipo “consta que chega amanhã John the Kid” a cidade transformava-se num deserto em menos de 5 minutos. Durante dois dias ninguém saía à rua. Apenas se ouvia o vento e se via a poeira nas ruas, não bastas vezes arrastando arbustos pela dita fora. As escolas fechavam, as lojas não abriam, só os postigos entreabertos davam para ver, de vez em quando, um par de olhos espreitando a chegada de alguém. O terror instalava-se. Mas no meio do quase silêncio uma casa permanecia aberta, uma luz ténue espreitava da porta, um piano desafinado tentava transmitir algumas notas algures importadas da Europa. E porque é que esta casa se mantinha aberta, podereis vós estar a pergunta-vos neste momento. Era o hotel-bar de Miss Persival uma americana de segunda geração, cuja mãe, italiana de origem, morrera de parto. Criada com o pai, garimpeiro e bêbedo crónico, não tivera uma educação esmerada mas tivera olhos para a vida. Tornara-se rameira e na época, cinquentona, era proprietária do Persival’s Resort o único hotel ‘com todo o serviço incluído’ da cidade. E sendo o único que poderia fornecer um serviço tão completo não tinha receio de John the Kid. Ele, onde quer que chegasse, fodia tudo!

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

683. Estou tão indeciso

Eu sou sempre um poço de indecisão. Vejam lá, amigas leitoras e amigos leitores que desta vez não sei a qual das lideranças me candidatar. Já estive para me candidatar à do PP. Mas não gosto do nome do partido. Pêpê… ainda se fosse PóPó. È que, como vós bem sabeis, eu gosto muito de buzinar. Eu a passear-me num Ferrari ou num Lamborgini (carros aliás que o actual nunca teve, nem para Amostra) e a buzinar por todas as feiras e mercados do país. Seria maravilhoso. Mas pêpê não, não tenho como dar a volta ao nome. Só se um dia alguém inventar um nome bonito. Tipo, sei lá, CDS. O quê já existe? Já? Pronto nada a fazer, sem originalidade não vou lá.

Só me resta então pensar em candidatar-me à liderança do PSD. Mas vocês nem imaginam as pressões que tenho sofrido. Apesar da minha Maria me chamar carinhosamente baixinho, os meus amigos dizem que sou muito mais alto que o Marques Mendes e que portanto não tenho nenhuma chance. Se calhar o melhor é mesmo não me candidatar a nenhum e formar um novo partido, sei lá, PPD. Partido do Pre Datado. O quê? PPD também já existe? Ai, ai, ai, eu hoje não acerto uma!

terça-feira, fevereiro 22, 2005

682. O meu bloco

Eu tenho um bloco ou, como até é chique, principalmente na blogosfera, dizer, um moleskine. Este bloco acompanha-me para todo o lado e, não é raro verem-me com o carro encostado a uma berma qualquer, moleskine sobre o volante, bic cristal de ponta normal na mão a escrever notas que de repente me vêm à cabeça. Se estou sentado numa mesa de bingo, entre o bingo correcto e o vamos começar, o moleskine está aberto; se estou no café entre a bica e o olhar naquela miúda com um exemplar par de mamas que passa na rua, uma frase ou duas no moleskine; se estou no emprego (bom isso era dantes, mas adiante) entre uma ideia genial e uma não menos genial tomada de decisão, dois rabiscos no moleskine; se acabo de dar uma queca e saboreio um cigarro assim tipo, ‘dá lá mais um bocado cabo do teu coração’, abro o moleskine, pois, convenhamos, não seria nada agradável no meio da dita tomar notas daquilo que me vem à cabeça mesmo nos momentos mais orgásmicos. Sentado na sanita, é imprescindível. E é nesse momento que eu reparo que só escrevo… bom o melhor é lerem o texto do meu amigo Branco Leone.
681. PreDatado no País das Maravilhas

Olá amigas leitoras e amigos leitores. Como vós bem sabeis, eu não sou nada de acordar bem disposto. Nadinha mesmo. Não falo com ninguém, enrolo os pés nos tapetes, bato com a cabeça na porta da casa de banho e nem encaro o espelho com os dois olhos abertos. Mas hoje não. Hoje acordei super bem disposto. Fui dar de comer aos gatos, lavei os dentes, tomei uma bica preciosamente tirada pela minha Maria, coloquei um CD no toca-toca, trauteei uma canção dos Beatles, e até o cair da água do chuveiro me parecia música. No posto médico só esperei 20 minutos pela minha vez, a minha consulta só durou 2 minutos, vá lá 2 minutos e 17 segundos para ser mais preciso, não foi preciso renovar o ticket do parking e ainda tive tempo de ir, de novo, à loja da TV Cabo. Para não esmorecer, fui novamente mal atendido, tal como ontem não conseguiram resolver o simples “problema” de me trocarem a box preta pela digital, tentei mandar um fax, já vai na 15ª tentativa e ainda não seguiu, e para confirmar se o número estava correcto esperei 17minutos e 26 segundos para ser atendido. Quer dizer que o país está todo a funcionar na perfeição, sejam os serviços públicos de saúde, sejam os serviços privados de comunicações. E como a máquina do parking me deu o talão correcto e não tive de renovar os 2 euros que coloquei, à cautela, continuo a assobiar a música dos Beatles. Não há nada como acordar bem disposto.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

680. Medidas

Faz hoje 2 anos, 6 meses e 21 dias que estou desempregado. Não foi por culpa do Durão Barroso embora, por coincidência, tenha sido pouco depois dele ter tomado posse. E como o meu emprego não tinha nada de político (no sentido comum do termo) não vai ser por Sócrates ter ganho as eleições que eu vou arranjar emprego de novo. Só se for pura coincidência. A verdade é que hoje choveu na minha rua. O homem ganha e começa a chover. Deve ter sido a primeira medida, mesmo antes de ser Governo. Aliás a segunda, pois a primeira deve ter sido quando ele gritou lá do púlpito no largo do Rato: PreDatado, levanta-te e anda! Por este andar, vou ter emprego num instante. Não acha irmão Sócrates de Jesus?
679. Ressuscitei

Como vós, meus amigos leitores e minhas amigas leitoras, bem sabeis, eu não sou nada, nadinha mesmo, de ressuscitar. Sei lá, estas coisas de morrer e voltar a nascer tem algo de milagroso, de mítico, de transcendente. E o PreDatado é o mais comunzinho dos mortais. Mas hoje não resisti, acordei com uma vontadinha de ressuscitar que vocês nem imaginam. Não é todos os dias que se ressuscita e se eu não aproveitasse esta vontade matinal não sei quando seria que me iria voltar a dar uma genica destas. Portanto aqui estou eu disposto a retomar uma linha editorial que nunca existiu. Se o engenho e um pouquinho de arte se me acometer aqui estarei regularmente a expor estados de alma, estádios de luz, estrados de explanações, estradas e auto-ditas de considerações.

PS. Cá vai o meu primeiro pêésse (salvo seja) da nova geração. Onde escrevi “vontade matinal” é mesmo vontade matinal e não a tal não sei do mijo que alguns de vós terão pensado. Ok?