745. Blogger devidamente identificado
Não há nenhuma razão para que o blog PreDatado seja subscrito pelo cidadão anónimo PreDatado (Pré, para @s amig@s). O PreDatado blog se fosse uma lata de conserva sê-lo-ía, certamente, em molho de tomate. Se fosse um frasco de pickes com certeza que a par da couve-flor, da cenoura e dos pepinos teria forçosamente tomate. O que quer dizer que, na verdade, nunca faltaram os tomates ao PreDatado, autor do PreDatado. E quem me lê sabe-o bem. O PreDatado, autor, vai a almoços e jantares de bloggers com cara de Alves Fernandes do blog PreDatado. Estende a mão, diz e ouve dizer “muito prazer em conhecê-lo”. Podem não acreditar, mas, hoje ao fim de quase 2 anos de publicação, ainda não descobriu onde é que no template pode alterar o posted by PreDatado para posted by Alves Fernandes. Assim como assim, vocês conhecem-no e essa alteração não se revela de extrema importância. Mas, pelo sim pelo não o PreDatado é mesmo o Alves Fernandes, um blogger devidamente identificado e com tomates!
quinta-feira, junho 16, 2005
terça-feira, junho 14, 2005
743. Fri Mai Kél (*)
Era preto, agora é branco
Ingénuo e muito puro
Só que eu, para ser franco
Há coisas que não aturo.
E não venham com a justiça
Porque de pau mole ou duro
Não deixa de ser a piça
Na cama ou atrás dum muro.
Tratava-os como um pai
Diz a defesa de ar sério
Ele não disse ui nem ai
O dinheiro é o império.
E é um júri sem luta
Que decide em mistério.
Que grandes filhos da puta
Desculpem o impropério.
Leva os meninos p’rá cama
Dá-lhes carinhos demais
Trata-os como se fosse ama
E querem saber que mais?
Dizem as línguas do mundo
Que eram carícias tais
Pois para mim, lá no fundo
Já veio tudo nos jornais.
Só não viu quem não quis ver
Da acusação, à defesa
Mas não dá p’ra perceber
Toda esta ligeireza.
Sai o tipo em liberdade
Numa aura de pureza
Só que ele tem idade
P’ra repetir com certeza.
Eu confio em tribunais.
Mas deixe-me desconfiar,
Porque sentenças que tais
Não eram de se esperar.
Nesta história de cordel
Que acabei de contar
Sai de lá limpo o Miguel
Se alguém acreditar.
(*) Desculpa qualquer coisinha
Era preto, agora é branco
Ingénuo e muito puro
Só que eu, para ser franco
Há coisas que não aturo.
E não venham com a justiça
Porque de pau mole ou duro
Não deixa de ser a piça
Na cama ou atrás dum muro.
Tratava-os como um pai
Diz a defesa de ar sério
Ele não disse ui nem ai
O dinheiro é o império.
E é um júri sem luta
Que decide em mistério.
Que grandes filhos da puta
Desculpem o impropério.
Leva os meninos p’rá cama
Dá-lhes carinhos demais
Trata-os como se fosse ama
E querem saber que mais?
Dizem as línguas do mundo
Que eram carícias tais
Pois para mim, lá no fundo
Já veio tudo nos jornais.
Só não viu quem não quis ver
Da acusação, à defesa
Mas não dá p’ra perceber
Toda esta ligeireza.
Sai o tipo em liberdade
Numa aura de pureza
Só que ele tem idade
P’ra repetir com certeza.
Eu confio em tribunais.
Mas deixe-me desconfiar,
Porque sentenças que tais
Não eram de se esperar.
Nesta história de cordel
Que acabei de contar
Sai de lá limpo o Miguel
Se alguém acreditar.
(*) Desculpa qualquer coisinha
742. Determinações
Conheço poucas pessoas que tenham deixado de fumar por iniciativa própria e instantânea. Na verdade só conheço um e, mesmo esse, tenho dúvidas que não tenha sido um princípio de enfarte que o tenha motivado a fazê-lo. Concedo-lhe o benefício de aceitar que foi iniciativa própria. Quase todas as pessoas necessitaram de um incentivo suplementar. Uns recorrem à ajuda médica, outros à ajuda psicológica e aqueles que julgam ter uma capacidade de agir radicalmente, fazendo-o de um momento para o outro, fazem-no recorrendo a subterfúgios, normalmente com alta probabilidade de êxito, entre os quais fazendo depender a sua decisão de acontecimentos terceiros. Tenho um grande amigo que deixou de fumar praticamente de um dia para o outro. Em conversas sobre o tema ouvi-o referir que, como viajava frequentemente de avião, a partir do momento que as companhias aéreas proibiram o fumo a bordo tinha decidido deixar de fumar. Poderá haver algum sofisma nesta atitude. Mas ajudou e de que maneira. Conheci-o como fumador inveterado, privo com ele diariamente e há anos que o não vejo fumar um só cigarro. Esta foi uma decisão claramente dependente de acontecimentos terceiros, embora ele não o reconheça. Pois, meus amigos leitores e amigas leitoras, hoje fui criticado por ter decidido deixar de fumar se o Benfica – o Glorioso – tivesse ganho a Taça de Portugal. Apregoei-o aos quatro ventos e mentalizei-me determinadamente para isso. Infelizmente não ganhamos a Taça e, tendo em conta a minha normal coerência de atitudes e pensamentos, terei de arranjar melhor argumento. Mas a ideia persiste e um dia destes, quando me virem a mascar uma pastilha de mentol ou canela em vez de um marlboro lights não se admirem. É que estou determinado. Só me falta escolher o argumento certo.
PS. Artur, meu caro ex-fumador, por acaso não me queres mandar mês sim, mês sim de viagem de avião ao Brasil? Talvez eu deixe de fumar de vez, hein?
Conheço poucas pessoas que tenham deixado de fumar por iniciativa própria e instantânea. Na verdade só conheço um e, mesmo esse, tenho dúvidas que não tenha sido um princípio de enfarte que o tenha motivado a fazê-lo. Concedo-lhe o benefício de aceitar que foi iniciativa própria. Quase todas as pessoas necessitaram de um incentivo suplementar. Uns recorrem à ajuda médica, outros à ajuda psicológica e aqueles que julgam ter uma capacidade de agir radicalmente, fazendo-o de um momento para o outro, fazem-no recorrendo a subterfúgios, normalmente com alta probabilidade de êxito, entre os quais fazendo depender a sua decisão de acontecimentos terceiros. Tenho um grande amigo que deixou de fumar praticamente de um dia para o outro. Em conversas sobre o tema ouvi-o referir que, como viajava frequentemente de avião, a partir do momento que as companhias aéreas proibiram o fumo a bordo tinha decidido deixar de fumar. Poderá haver algum sofisma nesta atitude. Mas ajudou e de que maneira. Conheci-o como fumador inveterado, privo com ele diariamente e há anos que o não vejo fumar um só cigarro. Esta foi uma decisão claramente dependente de acontecimentos terceiros, embora ele não o reconheça. Pois, meus amigos leitores e amigas leitoras, hoje fui criticado por ter decidido deixar de fumar se o Benfica – o Glorioso – tivesse ganho a Taça de Portugal. Apregoei-o aos quatro ventos e mentalizei-me determinadamente para isso. Infelizmente não ganhamos a Taça e, tendo em conta a minha normal coerência de atitudes e pensamentos, terei de arranjar melhor argumento. Mas a ideia persiste e um dia destes, quando me virem a mascar uma pastilha de mentol ou canela em vez de um marlboro lights não se admirem. É que estou determinado. Só me falta escolher o argumento certo.
PS. Artur, meu caro ex-fumador, por acaso não me queres mandar mês sim, mês sim de viagem de avião ao Brasil? Talvez eu deixe de fumar de vez, hein?
segunda-feira, junho 13, 2005
741. Homenagens
Cala-te a luz arde entre os lábios
Cala-te, a luz arde entre os lábios
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
esta perna é tua?, é teu este braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.
Eugénio de Andrade
Até amanhã!

“Ou se está com a revolução ou se está com a reacção”
Cala-te a luz arde entre os lábios
Cala-te, a luz arde entre os lábios
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
esta perna é tua?, é teu este braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.
Eugénio de Andrade
Até amanhã!

“Ou se está com a revolução ou se está com a reacção”
terça-feira, junho 07, 2005
739. O Pirata
Era um tipo demasiado irrequieto. Nessa época não se falava em crianças hiperactivas, os psicólogos não estavam na moda, as rádios e as televisões não entrevistavam os putos reguilas. A verdade é que Eufrázio não parava um minuto. Os vizinhos, à falta de melhor, chamavam-lhe “o pirata”. E não era para menos. Gatos que apareciam com cordel de latas atadas à cauda, os berlindes roubados na jogo das três covinhas, a mãe que nunca encontrava o baton ou o pai decididamente a ler o jornal bem junto ao nariz por falta dos óculos, que apareciam no frigorifico na manhã seguinte, ou ainda a comida que misteriosamente chegava sempre salgada à mesa. Não havia quem o parasse. Na guerra do ultramar perdeu uma perna tendo sido obrigado a usar uma prótese, ao tempo, uma perna de pau. Ainda hoje lhe chamam “o pirata”, mas juro-vos, eu conheço-o, não tem cara de mau.
Era um tipo demasiado irrequieto. Nessa época não se falava em crianças hiperactivas, os psicólogos não estavam na moda, as rádios e as televisões não entrevistavam os putos reguilas. A verdade é que Eufrázio não parava um minuto. Os vizinhos, à falta de melhor, chamavam-lhe “o pirata”. E não era para menos. Gatos que apareciam com cordel de latas atadas à cauda, os berlindes roubados na jogo das três covinhas, a mãe que nunca encontrava o baton ou o pai decididamente a ler o jornal bem junto ao nariz por falta dos óculos, que apareciam no frigorifico na manhã seguinte, ou ainda a comida que misteriosamente chegava sempre salgada à mesa. Não havia quem o parasse. Na guerra do ultramar perdeu uma perna tendo sido obrigado a usar uma prótese, ao tempo, uma perna de pau. Ainda hoje lhe chamam “o pirata”, mas juro-vos, eu conheço-o, não tem cara de mau.
segunda-feira, junho 06, 2005
737. Há gajos cá uma lata
O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, respondendo na TSF ao repto de Jorge Coelho dizia que as seguradoras já contribuem e muito para o Estado, entregando anualmente vários milhões de euros (ele até disse quanto, mas eu não me lembro). E deu como exemplo o SNB e o INEM. Por acaso, caros leitores e leitoras já repararam nos vossos recibos de seguros? Já viram que quem contribui para o INEM e para o SNB não são as seguradoras mas sim nós próprios, os segurados, através de parcelas específicas nos prémios de seguro? É preciso ter lata!
O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, respondendo na TSF ao repto de Jorge Coelho dizia que as seguradoras já contribuem e muito para o Estado, entregando anualmente vários milhões de euros (ele até disse quanto, mas eu não me lembro). E deu como exemplo o SNB e o INEM. Por acaso, caros leitores e leitoras já repararam nos vossos recibos de seguros? Já viram que quem contribui para o INEM e para o SNB não são as seguradoras mas sim nós próprios, os segurados, através de parcelas específicas nos prémios de seguro? É preciso ter lata!
sábado, junho 04, 2005
quarta-feira, junho 01, 2005
segunda-feira, maio 30, 2005
733. Lá estou eu a meter a foice em seara alheia
1. Eu não acho que sejamos melhores quando cumprimos missões. Somos o que somos e, missão cumprida, partamos para outra. Se quisermos e pudermos. Não nego, no entanto, que a tal missão cumprida nos possa trazer uma satisfação extra.
2. Se partirmos da hipótese académica que no mundo só existem fêmeas, ou que no mundo só existem machos e que em qualquer das hipóteses acima nem numa espécie nem noutra há a possibilidade de existirem hermafroditas, as hipóteses não têm sustentação. Demonstra facilmente a ciência que não existe propagação da espécie entre seres dum único sexo.
3. Parecendo até reaccionária a afirmação, as fêmeas têm como uma das suas obrigações biológicas ter filhos. Sob pena de não cumprirem uma das missões para as quais a natureza as consignou. Poderia e deveria aplicar o mesmo princípio aos machos afirmando que têm a obrigação biológica de os fazer. È, actualmente, no ser humano a única forma de propagação da espécie. Até a fertilização in vitro requer um útero materno para o seu desenvolvimento e a inseminação artificial não dispensa o esperma.
(por via das dúvidas aconselho uma leitura atenta deste parágrafo; não confundir UMA das obrigações, e UMA das missões, com a obrigação ou a missão).
4. Fêmeas há que, porque não podem ou porque não querem, nunca consumam a maternidade. Das que não querem, não tenho nada a dizer. È uma opção íntima sobre a qual não pretendo fazer juízo de valor. Apenas acho, sob o ponto de vista científico, que uma parte da natural “missão” ficou por cumprir. Por absurdo, imaginando que nenhuma mulher a partir de uma determinada geração quereria ter filhos, a espécie desapareceria num ápice. Para o bem e para o mal, amén.
5. Dentre as que não podem, referindo apenas o caso humano, algumas há que consideram isso um verdadeiro drama. Conheço dramas pessoais, pelo que não estou a falar de cor. Em nenhum dos casos que conheço é no ponto de vista do não seguimento natural da propagação da espécie que reside o problema, mas sim no campo dos afectos, dos equilíbrios emocionais não bastas vezes se auto-responsabilizando por algo em que efectivamente não têm a mínima culpa.
6. Assim, para aquelas que decidiram (e puderam) ser mães, nada há de mais normal, que acarinhem os filhos, os protejam, que falem deles com exaltação. Que os amem. Mesmo contra aquelas que ou por não terem essa relação que se prolonga do umbigo até à morte (da mãe ou do filho), por não quererem ou não poderem ou que acham um grande disparate ser mãe e, principalmente, ser mãe efectiva.
7. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude por teres tido filhos, minha mãe, obrigado. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude minha mulher, um obrigado do pai que ama os seus filhos. Vocês não são melhores nem piores que outras mães, nem que outras não-mães. Vocês são melhores, porque são minhas.
PS. Eu sei que entre uma Rititi e uma Catarina, um PreDatado não deve meter a colher. Mas um comentário a mais ou a menos nos seus posts, não aquecia nem arrefecia e assim eu aproveitei e escrevi um post. E se alguém é reaccionário aqui é a Natureza, essa maluca, que se lembrou de criar machos, fêmeas, pais, mães, filhos e filhas.
1. Eu não acho que sejamos melhores quando cumprimos missões. Somos o que somos e, missão cumprida, partamos para outra. Se quisermos e pudermos. Não nego, no entanto, que a tal missão cumprida nos possa trazer uma satisfação extra.
2. Se partirmos da hipótese académica que no mundo só existem fêmeas, ou que no mundo só existem machos e que em qualquer das hipóteses acima nem numa espécie nem noutra há a possibilidade de existirem hermafroditas, as hipóteses não têm sustentação. Demonstra facilmente a ciência que não existe propagação da espécie entre seres dum único sexo.
3. Parecendo até reaccionária a afirmação, as fêmeas têm como uma das suas obrigações biológicas ter filhos. Sob pena de não cumprirem uma das missões para as quais a natureza as consignou. Poderia e deveria aplicar o mesmo princípio aos machos afirmando que têm a obrigação biológica de os fazer. È, actualmente, no ser humano a única forma de propagação da espécie. Até a fertilização in vitro requer um útero materno para o seu desenvolvimento e a inseminação artificial não dispensa o esperma.
(por via das dúvidas aconselho uma leitura atenta deste parágrafo; não confundir UMA das obrigações, e UMA das missões, com a obrigação ou a missão).
4. Fêmeas há que, porque não podem ou porque não querem, nunca consumam a maternidade. Das que não querem, não tenho nada a dizer. È uma opção íntima sobre a qual não pretendo fazer juízo de valor. Apenas acho, sob o ponto de vista científico, que uma parte da natural “missão” ficou por cumprir. Por absurdo, imaginando que nenhuma mulher a partir de uma determinada geração quereria ter filhos, a espécie desapareceria num ápice. Para o bem e para o mal, amén.
5. Dentre as que não podem, referindo apenas o caso humano, algumas há que consideram isso um verdadeiro drama. Conheço dramas pessoais, pelo que não estou a falar de cor. Em nenhum dos casos que conheço é no ponto de vista do não seguimento natural da propagação da espécie que reside o problema, mas sim no campo dos afectos, dos equilíbrios emocionais não bastas vezes se auto-responsabilizando por algo em que efectivamente não têm a mínima culpa.
6. Assim, para aquelas que decidiram (e puderam) ser mães, nada há de mais normal, que acarinhem os filhos, os protejam, que falem deles com exaltação. Que os amem. Mesmo contra aquelas que ou por não terem essa relação que se prolonga do umbigo até à morte (da mãe ou do filho), por não quererem ou não poderem ou que acham um grande disparate ser mãe e, principalmente, ser mãe efectiva.
7. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude por teres tido filhos, minha mãe, obrigado. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude minha mulher, um obrigado do pai que ama os seus filhos. Vocês não são melhores nem piores que outras mães, nem que outras não-mães. Vocês são melhores, porque são minhas.
PS. Eu sei que entre uma Rititi e uma Catarina, um PreDatado não deve meter a colher. Mas um comentário a mais ou a menos nos seus posts, não aquecia nem arrefecia e assim eu aproveitei e escrevi um post. E se alguém é reaccionário aqui é a Natureza, essa maluca, que se lembrou de criar machos, fêmeas, pais, mães, filhos e filhas.
domingo, maio 29, 2005
quarta-feira, maio 25, 2005
segunda-feira, maio 23, 2005
sexta-feira, maio 20, 2005
727. Papa vs. Lutero (1X2)
Nota inserida hoje no diário desportivo Record:
“Por toda a Europa só existem dois campeonatos que, tal como a Liga portuguesa, vão ser decididos na última jornada. Escócia e Grécia vivem situações semelhantes às registadas em Portugal.
Na Premier League escocesa, os “habitues” Celtic e Glasgow Rangers estão separados apenas por dois pontos, com vantagem para os católicos.”
De repente é uma liga de futebol ou um campeonato de igrejas? Eu, que não sei qual das equipas é católica, fiquei na mesma.
Nota inserida hoje no diário desportivo Record:
“Por toda a Europa só existem dois campeonatos que, tal como a Liga portuguesa, vão ser decididos na última jornada. Escócia e Grécia vivem situações semelhantes às registadas em Portugal.
Na Premier League escocesa, os “habitues” Celtic e Glasgow Rangers estão separados apenas por dois pontos, com vantagem para os católicos.”
De repente é uma liga de futebol ou um campeonato de igrejas? Eu, que não sei qual das equipas é católica, fiquei na mesma.
quarta-feira, maio 18, 2005
726. Traques
Aparentemente não bato bem da bola. Porque se eu, porventura, jogasse com o baralho todo não escreveria o que vou escrever a seguir. Passo a explicar. Esta disfuncional cabeça tem a veleidade de pensar que o que estava a pensar é uma questão polémica e, daí, pensar que se passar o pensamento a escrito ele gerará a dita. Sabendo, de antemão, que certas pessoas na blogosfera chegam aqui e escrevem: “dei um traque” e isso gera uma onda de reacções de tal ordem que provoca dezenas de comentários quase todos aplaudindo a qualidade do post, alguns mesmo dizendo que nunca tinha sentido um cheiro tão profundo na sua vida, e quiçá algum comentador mais poético escrevendo uma “ode ao peido”, nunca esta desgrenhada cabeleira deveria deixar passar para letra de forma o que no seu subsolo se gera.
Chega este meu vómito mental a propósito de um post publicado no Ruínas Circulares, do João Pedro da Costa, blog que até certo ponto gosto de ler, da autoria do mais famoso comentador da blogosfera, que assina como derFred, post esse chamado O Anti-post e que pura e simplesmente está em branco. Como o post é, em si, a própria ausência de escrita; a pérola está nos comentadores. A minha avó também me dizia amiúde que o melhor era ficar calado. Eu também acho. Cada vez melhor parece ser não escrever nada e transformar isso em post. Esperem pelos próximos.
Aparentemente não bato bem da bola. Porque se eu, porventura, jogasse com o baralho todo não escreveria o que vou escrever a seguir. Passo a explicar. Esta disfuncional cabeça tem a veleidade de pensar que o que estava a pensar é uma questão polémica e, daí, pensar que se passar o pensamento a escrito ele gerará a dita. Sabendo, de antemão, que certas pessoas na blogosfera chegam aqui e escrevem: “dei um traque” e isso gera uma onda de reacções de tal ordem que provoca dezenas de comentários quase todos aplaudindo a qualidade do post, alguns mesmo dizendo que nunca tinha sentido um cheiro tão profundo na sua vida, e quiçá algum comentador mais poético escrevendo uma “ode ao peido”, nunca esta desgrenhada cabeleira deveria deixar passar para letra de forma o que no seu subsolo se gera.
Chega este meu vómito mental a propósito de um post publicado no Ruínas Circulares, do João Pedro da Costa, blog que até certo ponto gosto de ler, da autoria do mais famoso comentador da blogosfera, que assina como derFred, post esse chamado O Anti-post e que pura e simplesmente está em branco. Como o post é, em si, a própria ausência de escrita; a pérola está nos comentadores. A minha avó também me dizia amiúde que o melhor era ficar calado. Eu também acho. Cada vez melhor parece ser não escrever nada e transformar isso em post. Esperem pelos próximos.
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