742. Determinações
Conheço poucas pessoas que tenham deixado de fumar por iniciativa própria e instantânea. Na verdade só conheço um e, mesmo esse, tenho dúvidas que não tenha sido um princípio de enfarte que o tenha motivado a fazê-lo. Concedo-lhe o benefício de aceitar que foi iniciativa própria. Quase todas as pessoas necessitaram de um incentivo suplementar. Uns recorrem à ajuda médica, outros à ajuda psicológica e aqueles que julgam ter uma capacidade de agir radicalmente, fazendo-o de um momento para o outro, fazem-no recorrendo a subterfúgios, normalmente com alta probabilidade de êxito, entre os quais fazendo depender a sua decisão de acontecimentos terceiros. Tenho um grande amigo que deixou de fumar praticamente de um dia para o outro. Em conversas sobre o tema ouvi-o referir que, como viajava frequentemente de avião, a partir do momento que as companhias aéreas proibiram o fumo a bordo tinha decidido deixar de fumar. Poderá haver algum sofisma nesta atitude. Mas ajudou e de que maneira. Conheci-o como fumador inveterado, privo com ele diariamente e há anos que o não vejo fumar um só cigarro. Esta foi uma decisão claramente dependente de acontecimentos terceiros, embora ele não o reconheça. Pois, meus amigos leitores e amigas leitoras, hoje fui criticado por ter decidido deixar de fumar se o Benfica – o Glorioso – tivesse ganho a Taça de Portugal. Apregoei-o aos quatro ventos e mentalizei-me determinadamente para isso. Infelizmente não ganhamos a Taça e, tendo em conta a minha normal coerência de atitudes e pensamentos, terei de arranjar melhor argumento. Mas a ideia persiste e um dia destes, quando me virem a mascar uma pastilha de mentol ou canela em vez de um marlboro lights não se admirem. É que estou determinado. Só me falta escolher o argumento certo.
PS. Artur, meu caro ex-fumador, por acaso não me queres mandar mês sim, mês sim de viagem de avião ao Brasil? Talvez eu deixe de fumar de vez, hein?
terça-feira, junho 14, 2005
segunda-feira, junho 13, 2005
741. Homenagens
Cala-te a luz arde entre os lábios
Cala-te, a luz arde entre os lábios
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
esta perna é tua?, é teu este braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.
Eugénio de Andrade
Até amanhã!

“Ou se está com a revolução ou se está com a reacção”
Cala-te a luz arde entre os lábios
Cala-te, a luz arde entre os lábios
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
esta perna é tua?, é teu este braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.
Eugénio de Andrade
Até amanhã!

“Ou se está com a revolução ou se está com a reacção”
terça-feira, junho 07, 2005
739. O Pirata
Era um tipo demasiado irrequieto. Nessa época não se falava em crianças hiperactivas, os psicólogos não estavam na moda, as rádios e as televisões não entrevistavam os putos reguilas. A verdade é que Eufrázio não parava um minuto. Os vizinhos, à falta de melhor, chamavam-lhe “o pirata”. E não era para menos. Gatos que apareciam com cordel de latas atadas à cauda, os berlindes roubados na jogo das três covinhas, a mãe que nunca encontrava o baton ou o pai decididamente a ler o jornal bem junto ao nariz por falta dos óculos, que apareciam no frigorifico na manhã seguinte, ou ainda a comida que misteriosamente chegava sempre salgada à mesa. Não havia quem o parasse. Na guerra do ultramar perdeu uma perna tendo sido obrigado a usar uma prótese, ao tempo, uma perna de pau. Ainda hoje lhe chamam “o pirata”, mas juro-vos, eu conheço-o, não tem cara de mau.
Era um tipo demasiado irrequieto. Nessa época não se falava em crianças hiperactivas, os psicólogos não estavam na moda, as rádios e as televisões não entrevistavam os putos reguilas. A verdade é que Eufrázio não parava um minuto. Os vizinhos, à falta de melhor, chamavam-lhe “o pirata”. E não era para menos. Gatos que apareciam com cordel de latas atadas à cauda, os berlindes roubados na jogo das três covinhas, a mãe que nunca encontrava o baton ou o pai decididamente a ler o jornal bem junto ao nariz por falta dos óculos, que apareciam no frigorifico na manhã seguinte, ou ainda a comida que misteriosamente chegava sempre salgada à mesa. Não havia quem o parasse. Na guerra do ultramar perdeu uma perna tendo sido obrigado a usar uma prótese, ao tempo, uma perna de pau. Ainda hoje lhe chamam “o pirata”, mas juro-vos, eu conheço-o, não tem cara de mau.
segunda-feira, junho 06, 2005
737. Há gajos cá uma lata
O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, respondendo na TSF ao repto de Jorge Coelho dizia que as seguradoras já contribuem e muito para o Estado, entregando anualmente vários milhões de euros (ele até disse quanto, mas eu não me lembro). E deu como exemplo o SNB e o INEM. Por acaso, caros leitores e leitoras já repararam nos vossos recibos de seguros? Já viram que quem contribui para o INEM e para o SNB não são as seguradoras mas sim nós próprios, os segurados, através de parcelas específicas nos prémios de seguro? É preciso ter lata!
O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, respondendo na TSF ao repto de Jorge Coelho dizia que as seguradoras já contribuem e muito para o Estado, entregando anualmente vários milhões de euros (ele até disse quanto, mas eu não me lembro). E deu como exemplo o SNB e o INEM. Por acaso, caros leitores e leitoras já repararam nos vossos recibos de seguros? Já viram que quem contribui para o INEM e para o SNB não são as seguradoras mas sim nós próprios, os segurados, através de parcelas específicas nos prémios de seguro? É preciso ter lata!
sábado, junho 04, 2005
quarta-feira, junho 01, 2005
segunda-feira, maio 30, 2005
733. Lá estou eu a meter a foice em seara alheia
1. Eu não acho que sejamos melhores quando cumprimos missões. Somos o que somos e, missão cumprida, partamos para outra. Se quisermos e pudermos. Não nego, no entanto, que a tal missão cumprida nos possa trazer uma satisfação extra.
2. Se partirmos da hipótese académica que no mundo só existem fêmeas, ou que no mundo só existem machos e que em qualquer das hipóteses acima nem numa espécie nem noutra há a possibilidade de existirem hermafroditas, as hipóteses não têm sustentação. Demonstra facilmente a ciência que não existe propagação da espécie entre seres dum único sexo.
3. Parecendo até reaccionária a afirmação, as fêmeas têm como uma das suas obrigações biológicas ter filhos. Sob pena de não cumprirem uma das missões para as quais a natureza as consignou. Poderia e deveria aplicar o mesmo princípio aos machos afirmando que têm a obrigação biológica de os fazer. È, actualmente, no ser humano a única forma de propagação da espécie. Até a fertilização in vitro requer um útero materno para o seu desenvolvimento e a inseminação artificial não dispensa o esperma.
(por via das dúvidas aconselho uma leitura atenta deste parágrafo; não confundir UMA das obrigações, e UMA das missões, com a obrigação ou a missão).
4. Fêmeas há que, porque não podem ou porque não querem, nunca consumam a maternidade. Das que não querem, não tenho nada a dizer. È uma opção íntima sobre a qual não pretendo fazer juízo de valor. Apenas acho, sob o ponto de vista científico, que uma parte da natural “missão” ficou por cumprir. Por absurdo, imaginando que nenhuma mulher a partir de uma determinada geração quereria ter filhos, a espécie desapareceria num ápice. Para o bem e para o mal, amén.
5. Dentre as que não podem, referindo apenas o caso humano, algumas há que consideram isso um verdadeiro drama. Conheço dramas pessoais, pelo que não estou a falar de cor. Em nenhum dos casos que conheço é no ponto de vista do não seguimento natural da propagação da espécie que reside o problema, mas sim no campo dos afectos, dos equilíbrios emocionais não bastas vezes se auto-responsabilizando por algo em que efectivamente não têm a mínima culpa.
6. Assim, para aquelas que decidiram (e puderam) ser mães, nada há de mais normal, que acarinhem os filhos, os protejam, que falem deles com exaltação. Que os amem. Mesmo contra aquelas que ou por não terem essa relação que se prolonga do umbigo até à morte (da mãe ou do filho), por não quererem ou não poderem ou que acham um grande disparate ser mãe e, principalmente, ser mãe efectiva.
7. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude por teres tido filhos, minha mãe, obrigado. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude minha mulher, um obrigado do pai que ama os seus filhos. Vocês não são melhores nem piores que outras mães, nem que outras não-mães. Vocês são melhores, porque são minhas.
PS. Eu sei que entre uma Rititi e uma Catarina, um PreDatado não deve meter a colher. Mas um comentário a mais ou a menos nos seus posts, não aquecia nem arrefecia e assim eu aproveitei e escrevi um post. E se alguém é reaccionário aqui é a Natureza, essa maluca, que se lembrou de criar machos, fêmeas, pais, mães, filhos e filhas.
1. Eu não acho que sejamos melhores quando cumprimos missões. Somos o que somos e, missão cumprida, partamos para outra. Se quisermos e pudermos. Não nego, no entanto, que a tal missão cumprida nos possa trazer uma satisfação extra.
2. Se partirmos da hipótese académica que no mundo só existem fêmeas, ou que no mundo só existem machos e que em qualquer das hipóteses acima nem numa espécie nem noutra há a possibilidade de existirem hermafroditas, as hipóteses não têm sustentação. Demonstra facilmente a ciência que não existe propagação da espécie entre seres dum único sexo.
3. Parecendo até reaccionária a afirmação, as fêmeas têm como uma das suas obrigações biológicas ter filhos. Sob pena de não cumprirem uma das missões para as quais a natureza as consignou. Poderia e deveria aplicar o mesmo princípio aos machos afirmando que têm a obrigação biológica de os fazer. È, actualmente, no ser humano a única forma de propagação da espécie. Até a fertilização in vitro requer um útero materno para o seu desenvolvimento e a inseminação artificial não dispensa o esperma.
(por via das dúvidas aconselho uma leitura atenta deste parágrafo; não confundir UMA das obrigações, e UMA das missões, com a obrigação ou a missão).
4. Fêmeas há que, porque não podem ou porque não querem, nunca consumam a maternidade. Das que não querem, não tenho nada a dizer. È uma opção íntima sobre a qual não pretendo fazer juízo de valor. Apenas acho, sob o ponto de vista científico, que uma parte da natural “missão” ficou por cumprir. Por absurdo, imaginando que nenhuma mulher a partir de uma determinada geração quereria ter filhos, a espécie desapareceria num ápice. Para o bem e para o mal, amén.
5. Dentre as que não podem, referindo apenas o caso humano, algumas há que consideram isso um verdadeiro drama. Conheço dramas pessoais, pelo que não estou a falar de cor. Em nenhum dos casos que conheço é no ponto de vista do não seguimento natural da propagação da espécie que reside o problema, mas sim no campo dos afectos, dos equilíbrios emocionais não bastas vezes se auto-responsabilizando por algo em que efectivamente não têm a mínima culpa.
6. Assim, para aquelas que decidiram (e puderam) ser mães, nada há de mais normal, que acarinhem os filhos, os protejam, que falem deles com exaltação. Que os amem. Mesmo contra aquelas que ou por não terem essa relação que se prolonga do umbigo até à morte (da mãe ou do filho), por não quererem ou não poderem ou que acham um grande disparate ser mãe e, principalmente, ser mãe efectiva.
7. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude por teres tido filhos, minha mãe, obrigado. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude minha mulher, um obrigado do pai que ama os seus filhos. Vocês não são melhores nem piores que outras mães, nem que outras não-mães. Vocês são melhores, porque são minhas.
PS. Eu sei que entre uma Rititi e uma Catarina, um PreDatado não deve meter a colher. Mas um comentário a mais ou a menos nos seus posts, não aquecia nem arrefecia e assim eu aproveitei e escrevi um post. E se alguém é reaccionário aqui é a Natureza, essa maluca, que se lembrou de criar machos, fêmeas, pais, mães, filhos e filhas.
domingo, maio 29, 2005
quarta-feira, maio 25, 2005
segunda-feira, maio 23, 2005
sexta-feira, maio 20, 2005
727. Papa vs. Lutero (1X2)
Nota inserida hoje no diário desportivo Record:
“Por toda a Europa só existem dois campeonatos que, tal como a Liga portuguesa, vão ser decididos na última jornada. Escócia e Grécia vivem situações semelhantes às registadas em Portugal.
Na Premier League escocesa, os “habitues” Celtic e Glasgow Rangers estão separados apenas por dois pontos, com vantagem para os católicos.”
De repente é uma liga de futebol ou um campeonato de igrejas? Eu, que não sei qual das equipas é católica, fiquei na mesma.
Nota inserida hoje no diário desportivo Record:
“Por toda a Europa só existem dois campeonatos que, tal como a Liga portuguesa, vão ser decididos na última jornada. Escócia e Grécia vivem situações semelhantes às registadas em Portugal.
Na Premier League escocesa, os “habitues” Celtic e Glasgow Rangers estão separados apenas por dois pontos, com vantagem para os católicos.”
De repente é uma liga de futebol ou um campeonato de igrejas? Eu, que não sei qual das equipas é católica, fiquei na mesma.
quarta-feira, maio 18, 2005
726. Traques
Aparentemente não bato bem da bola. Porque se eu, porventura, jogasse com o baralho todo não escreveria o que vou escrever a seguir. Passo a explicar. Esta disfuncional cabeça tem a veleidade de pensar que o que estava a pensar é uma questão polémica e, daí, pensar que se passar o pensamento a escrito ele gerará a dita. Sabendo, de antemão, que certas pessoas na blogosfera chegam aqui e escrevem: “dei um traque” e isso gera uma onda de reacções de tal ordem que provoca dezenas de comentários quase todos aplaudindo a qualidade do post, alguns mesmo dizendo que nunca tinha sentido um cheiro tão profundo na sua vida, e quiçá algum comentador mais poético escrevendo uma “ode ao peido”, nunca esta desgrenhada cabeleira deveria deixar passar para letra de forma o que no seu subsolo se gera.
Chega este meu vómito mental a propósito de um post publicado no Ruínas Circulares, do João Pedro da Costa, blog que até certo ponto gosto de ler, da autoria do mais famoso comentador da blogosfera, que assina como derFred, post esse chamado O Anti-post e que pura e simplesmente está em branco. Como o post é, em si, a própria ausência de escrita; a pérola está nos comentadores. A minha avó também me dizia amiúde que o melhor era ficar calado. Eu também acho. Cada vez melhor parece ser não escrever nada e transformar isso em post. Esperem pelos próximos.
Aparentemente não bato bem da bola. Porque se eu, porventura, jogasse com o baralho todo não escreveria o que vou escrever a seguir. Passo a explicar. Esta disfuncional cabeça tem a veleidade de pensar que o que estava a pensar é uma questão polémica e, daí, pensar que se passar o pensamento a escrito ele gerará a dita. Sabendo, de antemão, que certas pessoas na blogosfera chegam aqui e escrevem: “dei um traque” e isso gera uma onda de reacções de tal ordem que provoca dezenas de comentários quase todos aplaudindo a qualidade do post, alguns mesmo dizendo que nunca tinha sentido um cheiro tão profundo na sua vida, e quiçá algum comentador mais poético escrevendo uma “ode ao peido”, nunca esta desgrenhada cabeleira deveria deixar passar para letra de forma o que no seu subsolo se gera.
Chega este meu vómito mental a propósito de um post publicado no Ruínas Circulares, do João Pedro da Costa, blog que até certo ponto gosto de ler, da autoria do mais famoso comentador da blogosfera, que assina como derFred, post esse chamado O Anti-post e que pura e simplesmente está em branco. Como o post é, em si, a própria ausência de escrita; a pérola está nos comentadores. A minha avó também me dizia amiúde que o melhor era ficar calado. Eu também acho. Cada vez melhor parece ser não escrever nada e transformar isso em post. Esperem pelos próximos.
terça-feira, maio 17, 2005
725. Inquéritos e Opiniões
O Altino Torres criou um inquérito e sugeriu aos seus leitores que respondam ou para o e-mail ou que o façam no próprio blog. Eu optei por esta via.
1 - Na tua opinião a blogosfera lusa tem impacto na sociedade portuguesa?
Na verdade acho que não. Os “bloggers” são ainda uma minoria dos utilizadores de computadores e os utilizadores de computadores são uma minoria da população portuguesa. Poderá ter algum impacto no meio intelectual ou político. Mas esse meio é também minoritário na sociedade.
2 - Quem aconselharias a criar um blog e porquê?
Ninguém. Da mesma forma que não aconselho ninguém a escrever um livro, a pintar um quadro, a ser sócio de um clube de futebol, ou a ver a TVI.
3 - Qual a tua opinião sobre os livros que nasceram dos blogs?
Sobre os livros nascidos dos blogs não tenho opinião. Não li nenhum. Que as pessoas transcrevam o blog em livro, quando o blog tem qualidade, o livro também o terá e será mais um meio de divulgação da sua escrita. Há muitos leitores de livros que nunca leram um blog.
4 - Qual a tua opinião sobre blogs pagos?
Concordo com o alojamento pago, se é esse o espírito da pergunta. Se pelo contrário é o blog, propriamente dito, que tenha de ser pago para se aceder será a morte da blogosfera. Se finalmente é o autor do blog que deve ser pago para escrever, venha de lá a massa.
5 - No caso de já conheceres o Blog " Abrupto" qual a tua opinião sobre a carta à mãe que Pacheco Pereira lá colocou.
Leio o Abrupto com frequência. Não li a referida carta. A pergunta abriu-me o apetite. Vou procurá-la.
6 - Se o teu blog não fosse esse mesmo que blog gostarias de ter? Porquê?
Há muitos blogs de qualidade infinitamente superior ao meu pelo que não é difícil escolher. Difícil é dizê-lo. Definitivamente não seria um blog político no sentido restrito do termo.
7 - Alguma vez um blog te influenciou politicamente?
Não. Tenho as minhas convicções alicerçadas numa vida de 50 anos. Os blogs políticos, quanto muito, têm apenas confirmado o que já há muito penso do espectro político.
8 - Que celebridade "blogosférica" gostarias de conhecer e porquê?
As celebridades dos blogs, salvo raríssimas excepções, já eram “celebridades” em outras esferas. E são em muitos ‘entas’ por cento aqueles que a comunicação social releva. Fazem parte do seu círculo, do seu inevitável corporativismo ou do seu indisfarçável lambe-botismo.
9 - Qual a tua opinião sobre os blogs anónimos?
Não vejo nenhum problema na sua existência quando não sirvam, à sombra do anonimato, para a calúnia, a provocação gratuita e a propaganda de ideologias proibidas constitucionalmente.
10 - Qual a tua opinião sobre os encontros de bloggers?
Acho interessante conviver com a cara das letras.
O Altino Torres criou um inquérito e sugeriu aos seus leitores que respondam ou para o e-mail ou que o façam no próprio blog. Eu optei por esta via.
1 - Na tua opinião a blogosfera lusa tem impacto na sociedade portuguesa?
Na verdade acho que não. Os “bloggers” são ainda uma minoria dos utilizadores de computadores e os utilizadores de computadores são uma minoria da população portuguesa. Poderá ter algum impacto no meio intelectual ou político. Mas esse meio é também minoritário na sociedade.
2 - Quem aconselharias a criar um blog e porquê?
Ninguém. Da mesma forma que não aconselho ninguém a escrever um livro, a pintar um quadro, a ser sócio de um clube de futebol, ou a ver a TVI.
3 - Qual a tua opinião sobre os livros que nasceram dos blogs?
Sobre os livros nascidos dos blogs não tenho opinião. Não li nenhum. Que as pessoas transcrevam o blog em livro, quando o blog tem qualidade, o livro também o terá e será mais um meio de divulgação da sua escrita. Há muitos leitores de livros que nunca leram um blog.
4 - Qual a tua opinião sobre blogs pagos?
Concordo com o alojamento pago, se é esse o espírito da pergunta. Se pelo contrário é o blog, propriamente dito, que tenha de ser pago para se aceder será a morte da blogosfera. Se finalmente é o autor do blog que deve ser pago para escrever, venha de lá a massa.
5 - No caso de já conheceres o Blog " Abrupto" qual a tua opinião sobre a carta à mãe que Pacheco Pereira lá colocou.
Leio o Abrupto com frequência. Não li a referida carta. A pergunta abriu-me o apetite. Vou procurá-la.
6 - Se o teu blog não fosse esse mesmo que blog gostarias de ter? Porquê?
Há muitos blogs de qualidade infinitamente superior ao meu pelo que não é difícil escolher. Difícil é dizê-lo. Definitivamente não seria um blog político no sentido restrito do termo.
7 - Alguma vez um blog te influenciou politicamente?
Não. Tenho as minhas convicções alicerçadas numa vida de 50 anos. Os blogs políticos, quanto muito, têm apenas confirmado o que já há muito penso do espectro político.
8 - Que celebridade "blogosférica" gostarias de conhecer e porquê?
As celebridades dos blogs, salvo raríssimas excepções, já eram “celebridades” em outras esferas. E são em muitos ‘entas’ por cento aqueles que a comunicação social releva. Fazem parte do seu círculo, do seu inevitável corporativismo ou do seu indisfarçável lambe-botismo.
9 - Qual a tua opinião sobre os blogs anónimos?
Não vejo nenhum problema na sua existência quando não sirvam, à sombra do anonimato, para a calúnia, a provocação gratuita e a propaganda de ideologias proibidas constitucionalmente.
10 - Qual a tua opinião sobre os encontros de bloggers?
Acho interessante conviver com a cara das letras.
sexta-feira, maio 13, 2005
quinta-feira, maio 12, 2005
723. Tou uíxado (*)
Ao contrário do habitual hoje ainda não li os jornais do dia;
Ao contrário do habitual hoje ainda não li nenhum texto polémico nos blogs;
Ao contrário do habitual hoje não fui ao café, não sei o que por lá se diz;
Ao contrário do habitual hoje não me precavi contra o colesterol. Almocei que nem um alarve;
Ao contrário do habitual hoje ainda não discuti futebol com ninguém;
Ao contrário do habitual estou com uma soneira do caraças!
Portanto, sem tema, sem pachorra e com sono não vou escrever coisa nenhuma.
Ah! É verdade, estou lixado. O meu carro anda a fazer uma barulheira insuportável que não me deixa dormir. Quer dizer, até sonho com o barulho e ao contrário do que é habitual acordei às 7 da manhã por causa do barulho do sonho.
(*) tenho um puto meu amigo que omite o éles!
Ao contrário do habitual hoje ainda não li os jornais do dia;
Ao contrário do habitual hoje ainda não li nenhum texto polémico nos blogs;
Ao contrário do habitual hoje não fui ao café, não sei o que por lá se diz;
Ao contrário do habitual hoje não me precavi contra o colesterol. Almocei que nem um alarve;
Ao contrário do habitual hoje ainda não discuti futebol com ninguém;
Ao contrário do habitual estou com uma soneira do caraças!
Portanto, sem tema, sem pachorra e com sono não vou escrever coisa nenhuma.
Ah! É verdade, estou lixado. O meu carro anda a fazer uma barulheira insuportável que não me deixa dormir. Quer dizer, até sonho com o barulho e ao contrário do que é habitual acordei às 7 da manhã por causa do barulho do sonho.
(*) tenho um puto meu amigo que omite o éles!
722. Revelação
Contradição entre o título e o texto, ou talvez não. A revelação que eu queria fazer é que fui convidado a editar um livro a partir do blog PreDatado. A revelação que faço é que não aceitei. Não pensem que foi por imodéstia ou por demasiado sentido crítico tipo “o que tu escreves não vale um peido”. Isso eu sei, mas nem me atrevo a escrevê-lo. Nem entre aspas, quanto mais sem as ditas. Não, não foi por nada disso. Foi por medo, por cobardia e mais ainda... foi para não publicitar demasiado outros blogs. Medo deste blog. Cobardia, porque depois teria de apagar os comentários que este blog viesse aqui fazer e, eu sou demasiado cobarde para apagar comentários. E, finalmente, para não dar publicidade a este blog, que acabaria mais dia, menos dia por escrever um post a foder-me o juízo e portanto teria aí uns cento e tal comentários à custa do meu livro.
PS. E numa completamente a sério. Na verdade sempre gostei de ver filmes de acção. A guerra entre o JP da Costa e as Catarinas/Patrícias poderia ser um desses. Mas não. É uma tragicomédia, um chorrilho de asneiras e contra-asneiras. JP da Costa sei que não corro o risco de ser considerado mais um bajulador punheteiro, porque raramente te comento e porque de punheta não falo em público. Por isso, deixa-me dizer-te que acho que deste importância a mais ao assunto e, na minha óptica, fizeste mal em apagar os comentários. Há respostas, mas principalmente há silêncios, que arrasam. Sem necessidade de se recorrer ao agiolax.
Contradição entre o título e o texto, ou talvez não. A revelação que eu queria fazer é que fui convidado a editar um livro a partir do blog PreDatado. A revelação que faço é que não aceitei. Não pensem que foi por imodéstia ou por demasiado sentido crítico tipo “o que tu escreves não vale um peido”. Isso eu sei, mas nem me atrevo a escrevê-lo. Nem entre aspas, quanto mais sem as ditas. Não, não foi por nada disso. Foi por medo, por cobardia e mais ainda... foi para não publicitar demasiado outros blogs. Medo deste blog. Cobardia, porque depois teria de apagar os comentários que este blog viesse aqui fazer e, eu sou demasiado cobarde para apagar comentários. E, finalmente, para não dar publicidade a este blog, que acabaria mais dia, menos dia por escrever um post a foder-me o juízo e portanto teria aí uns cento e tal comentários à custa do meu livro.
PS. E numa completamente a sério. Na verdade sempre gostei de ver filmes de acção. A guerra entre o JP da Costa e as Catarinas/Patrícias poderia ser um desses. Mas não. É uma tragicomédia, um chorrilho de asneiras e contra-asneiras. JP da Costa sei que não corro o risco de ser considerado mais um bajulador punheteiro, porque raramente te comento e porque de punheta não falo em público. Por isso, deixa-me dizer-te que acho que deste importância a mais ao assunto e, na minha óptica, fizeste mal em apagar os comentários. Há respostas, mas principalmente há silêncios, que arrasam. Sem necessidade de se recorrer ao agiolax.
terça-feira, maio 10, 2005
721. A isca e eu (ou, de nem todas as cavadelas sai uma minhoca)
Eu não gosto de iscas. Cheiro-as a uma distância de pelo menos 1 km e logo aí fico com náuseas. Nem de olhos vendados e com uma mola a prender-me o nariz, sou capaz de as tragar. E, podem crer, não é mania minha. A primeira vez que tentei comer fui a correr à casa de banho cuspi-las na sanita. A segunda, pensando eu que era apenas um trauma de garoto, tive uma reacção similar. Só faltou vomitar as tripas. E a terceira, num acto de heroísmo e abnegação, como se disso dependesse a salvação da humanidade, fraquejei das pernas, caí de imediato para o lado com uma quebra abrupta de tensão, chamaram-se os paramédicos e uma voz que me soou ténue em tempo de recuperação de sentidos, sentenciava: “mariquinhas!”
Há programas de televisão que não vejo, jornalistas e colunistas que salto por cima, blogs que não me atrevo a abrir a página. Mas quando de repente me deixa de cheirar a iscas, vou lá experimentar de novo para ver se afinal sempre é algum “trauma de criança”. Quase sempre corro rapidamente em direcção à casa de banho e é lá que a bílis se mistura com o ingerido. As tripas, essas, acabam por ficar. Para uma próxima tentativa. Às vezes ainda oiço a mesma voz: “masoquista”.
Eu não gosto de iscas. Cheiro-as a uma distância de pelo menos 1 km e logo aí fico com náuseas. Nem de olhos vendados e com uma mola a prender-me o nariz, sou capaz de as tragar. E, podem crer, não é mania minha. A primeira vez que tentei comer fui a correr à casa de banho cuspi-las na sanita. A segunda, pensando eu que era apenas um trauma de garoto, tive uma reacção similar. Só faltou vomitar as tripas. E a terceira, num acto de heroísmo e abnegação, como se disso dependesse a salvação da humanidade, fraquejei das pernas, caí de imediato para o lado com uma quebra abrupta de tensão, chamaram-se os paramédicos e uma voz que me soou ténue em tempo de recuperação de sentidos, sentenciava: “mariquinhas!”
Há programas de televisão que não vejo, jornalistas e colunistas que salto por cima, blogs que não me atrevo a abrir a página. Mas quando de repente me deixa de cheirar a iscas, vou lá experimentar de novo para ver se afinal sempre é algum “trauma de criança”. Quase sempre corro rapidamente em direcção à casa de banho e é lá que a bílis se mistura com o ingerido. As tripas, essas, acabam por ficar. Para uma próxima tentativa. Às vezes ainda oiço a mesma voz: “masoquista”.
segunda-feira, maio 09, 2005
720. Comentem mais. Gosto de vocês.
Há uns tempos atrás eu tinha um link na minha coluna da direita de uma blogger brasileira o qual, infelizmente, devido a um problema no template que ocorreu há largos meses, não consegui recuperar. Sou um tipo distraído que leio os textos, montes de vezes sem fixar o URL ou o nome do blog. Leio porque gosto, leio porque me dá prazer. Mas lembro-me que ela tinha um daqueles detectores que dava o número de visitas on-line em simultâneo. Uma vez reparei que estávamos 87 pessoas a lê-la em simultâneo. Bem sei que o Brasil não é Portugal em dimensão e que, portanto, eu nunca almejaria a ter o mesmo número de leitores ao mesmo tempo. Mas com as devidas proporções, utilizando o rácio demográfico e corrigindo com o factor econométrico eu poderia ter 15 pessoas a olharem para a minha chafarica no mesmo período temporal. No entanto isso está completamente fora de questão e não passa de um pretensiosismo iníquo. Se isso acontecer é porque me transformei num blog de hits, onde é chique dar uma “clicadela”, ou porque eu sou muito bom mesmo (fora de questão, ok meus?). Por acaso gosto de conviver com a minha mediania blogosférica, onde o meu compromisso é apenas comigo mesmo e onde sei que os meus leitores gostam de vir por quem eu sou e não porque é “sebem” vir aqui. Têm é de comentar mais, caraças. Gosto mesmo de vocês, acreditem!
PS. Desculpa T. mas roubei-te o “sebem”.
Há uns tempos atrás eu tinha um link na minha coluna da direita de uma blogger brasileira o qual, infelizmente, devido a um problema no template que ocorreu há largos meses, não consegui recuperar. Sou um tipo distraído que leio os textos, montes de vezes sem fixar o URL ou o nome do blog. Leio porque gosto, leio porque me dá prazer. Mas lembro-me que ela tinha um daqueles detectores que dava o número de visitas on-line em simultâneo. Uma vez reparei que estávamos 87 pessoas a lê-la em simultâneo. Bem sei que o Brasil não é Portugal em dimensão e que, portanto, eu nunca almejaria a ter o mesmo número de leitores ao mesmo tempo. Mas com as devidas proporções, utilizando o rácio demográfico e corrigindo com o factor econométrico eu poderia ter 15 pessoas a olharem para a minha chafarica no mesmo período temporal. No entanto isso está completamente fora de questão e não passa de um pretensiosismo iníquo. Se isso acontecer é porque me transformei num blog de hits, onde é chique dar uma “clicadela”, ou porque eu sou muito bom mesmo (fora de questão, ok meus?). Por acaso gosto de conviver com a minha mediania blogosférica, onde o meu compromisso é apenas comigo mesmo e onde sei que os meus leitores gostam de vir por quem eu sou e não porque é “sebem” vir aqui. Têm é de comentar mais, caraças. Gosto mesmo de vocês, acreditem!
PS. Desculpa T. mas roubei-te o “sebem”.
sábado, maio 07, 2005
719. Blogo, logo afecto
Estive a fazer um exercício de memória e cheguei à conclusão que só conheço pessoalmente uma pessoa que escreve nos jornais e / ou revistas. Devo ser das pouquíssimas pessoas da minha geração que tem tão pouca afinidade pessoal com os jornalistas, os colunistas, os opinionistas. A pessoa que eu conheço pessoalmente, passe a redundância semântica, não é a Rita Barata Silvério. Conheço um blog que leio amiúde de uma tal Rititi. Ontem estava a ler no DNA a habitual crónica semanal da Rita Barata Silvério. Um vizinho, que costuma tomar comigo a bica, comentou “hoje está muito concentrado”. “Estou a ler a crónica de uma amiga minha”, respondi.
Inexplicáveis afectos que vou descobrindo na blogosfera.
Estive a fazer um exercício de memória e cheguei à conclusão que só conheço pessoalmente uma pessoa que escreve nos jornais e / ou revistas. Devo ser das pouquíssimas pessoas da minha geração que tem tão pouca afinidade pessoal com os jornalistas, os colunistas, os opinionistas. A pessoa que eu conheço pessoalmente, passe a redundância semântica, não é a Rita Barata Silvério. Conheço um blog que leio amiúde de uma tal Rititi. Ontem estava a ler no DNA a habitual crónica semanal da Rita Barata Silvério. Um vizinho, que costuma tomar comigo a bica, comentou “hoje está muito concentrado”. “Estou a ler a crónica de uma amiga minha”, respondi.
Inexplicáveis afectos que vou descobrindo na blogosfera.
quinta-feira, maio 05, 2005
718. Fez 1 ano
O blog do Circo Cerebral. Fazes o favor de ser mais assiduo? Já te disse que o teu humor, por vezes bem sacaninha, é um estilo que eu gosto? Então porta-te bem ok?
PS. Vocês já repararam que eu não faço coro com os lagartos? Não gosto do... do... do coiso, pronto.
O blog do Circo Cerebral. Fazes o favor de ser mais assiduo? Já te disse que o teu humor, por vezes bem sacaninha, é um estilo que eu gosto? Então porta-te bem ok?
PS. Vocês já repararam que eu não faço coro com os lagartos? Não gosto do... do... do coiso, pronto.
717. Intimismos
Só me apercebi que ainda estava com sono quando peguei no garfo para “comer” o copo de leite.
Hoje descobri no armário, ainda em estado novo, um “velho” blusão de ganga com etiqueta Levi’s que dizia “to wear sportingly”. Quem teve a suprema ideia de tão advertida frase ou estava com medo que eu o usasse em jantares de gala ou sabia que eu sou do Benfica.
Quase às 3 da manhã descobri que os Marlboros Light tinham terminado. Fumei Português (antigamente Suave). Já estou a imaginar a cara do meu sogro quando reparar que lhe deixei o maço vazio.
Já reduzi mais de 70% do sal que comia. Pensava isto quando dei comigo a abrir uma latinha de amendoins do Lidl. Ninguém é perfeito.
Adormeci no intervalo do Liverpool-Chelsea. Adormeci no decurso do PSV-Milan. Nunca adormeci a ver jogar o Pedro Mantorras. Nem o Simão, nem o Nuno Gomes, o Manuel Fernandes, o Petit, o Luisão, o Ricardo Rocha, o Giovani, o Nuno Assis, o Miguel, o Quim, o Fyssas… Vou perguntar à minha psicóloga se clubite aguda é alguma doença.
Hoje almocei cozido à portuguesa. Ontem, ao almoço, favas à portuguesa. Por acaso ontem de manhã fui tirar sangue para controlo do colesterol. Já me disseram que não vale viciar os dados.
Vou escrever três mini-contos para o Luís Ene. Vou-te já fazer uma ameaça. Se não ganhar um livro teu, compro-o.
Há um gajo que bateu no carro do meu filho em Sintra, no Verão passado. Até hoje, tem andado a fugir com o rabo à seringa. Estás fodido comigo, ó meu. Ou te despachas a pagar o estrago ou divulgo-te o nome e a matrícula na Internet. Até os teus amigos te vão passar a chamar vígaro.
PS. O registo deste post aconselharia a que o tivesse publicado aqui. No entanto utilizei a palavra fodido. Não basta o gajo anda fodido da carola, como ainda publicar malcriadices ali. Deusmalivre!
Só me apercebi que ainda estava com sono quando peguei no garfo para “comer” o copo de leite.
Hoje descobri no armário, ainda em estado novo, um “velho” blusão de ganga com etiqueta Levi’s que dizia “to wear sportingly”. Quem teve a suprema ideia de tão advertida frase ou estava com medo que eu o usasse em jantares de gala ou sabia que eu sou do Benfica.
Quase às 3 da manhã descobri que os Marlboros Light tinham terminado. Fumei Português (antigamente Suave). Já estou a imaginar a cara do meu sogro quando reparar que lhe deixei o maço vazio.
Já reduzi mais de 70% do sal que comia. Pensava isto quando dei comigo a abrir uma latinha de amendoins do Lidl. Ninguém é perfeito.
Adormeci no intervalo do Liverpool-Chelsea. Adormeci no decurso do PSV-Milan. Nunca adormeci a ver jogar o Pedro Mantorras. Nem o Simão, nem o Nuno Gomes, o Manuel Fernandes, o Petit, o Luisão, o Ricardo Rocha, o Giovani, o Nuno Assis, o Miguel, o Quim, o Fyssas… Vou perguntar à minha psicóloga se clubite aguda é alguma doença.
Hoje almocei cozido à portuguesa. Ontem, ao almoço, favas à portuguesa. Por acaso ontem de manhã fui tirar sangue para controlo do colesterol. Já me disseram que não vale viciar os dados.
Vou escrever três mini-contos para o Luís Ene. Vou-te já fazer uma ameaça. Se não ganhar um livro teu, compro-o.
Há um gajo que bateu no carro do meu filho em Sintra, no Verão passado. Até hoje, tem andado a fugir com o rabo à seringa. Estás fodido comigo, ó meu. Ou te despachas a pagar o estrago ou divulgo-te o nome e a matrícula na Internet. Até os teus amigos te vão passar a chamar vígaro.
PS. O registo deste post aconselharia a que o tivesse publicado aqui. No entanto utilizei a palavra fodido. Não basta o gajo anda fodido da carola, como ainda publicar malcriadices ali. Deusmalivre!
716. Portas travessas
O antigo ministro Paulo Portas foi condecorado lá nas Américas. Tenho lido e ouvido de alguns comentaristas políticos a opinião de que Paulo Portas foi um excelente ministro, talvez um dos melhores que Portugal já teve. Eu, na verdade, não tenho ideia nenhuma de qualquer medida tomada por este ministro que tenha feito bem aos portugueses. Quem souber de uma só que seja que definitivamente tenha contribuido para o aumento da qualidade de vida do povo português ou que tenha contribuído para colocar Portugal entre os países mais desenvolvidos do mundo, por favor deixe recado aí na caixa de comentários. Eu gosto de aprender.
O antigo ministro Paulo Portas foi condecorado lá nas Américas. Tenho lido e ouvido de alguns comentaristas políticos a opinião de que Paulo Portas foi um excelente ministro, talvez um dos melhores que Portugal já teve. Eu, na verdade, não tenho ideia nenhuma de qualquer medida tomada por este ministro que tenha feito bem aos portugueses. Quem souber de uma só que seja que definitivamente tenha contribuido para o aumento da qualidade de vida do povo português ou que tenha contribuído para colocar Portugal entre os países mais desenvolvidos do mundo, por favor deixe recado aí na caixa de comentários. Eu gosto de aprender.
domingo, maio 01, 2005
715. Os honestos e a voz do dono
Ontem ouvi, na TSF, uma entrevista ao treinador Luís Castro do Penafiel. Realço uma pergunta e uma resposta (peço desculpa por, de cor, não ser capaz de escrever integralmente o que foi dito, mas não fugirei à ideia base):
Jornalista – O Luís Castro assume sempre uma posição low-profile. Nunca o ouvimos falar das arbitragens ou do árbitro.
Luís Castro – Quando eu ganhar coragem, para numa entrevista assumir que a minha equipa foi beneficiada pela arbitragem, terei capacidade para falar dos árbitros. Ainda não ganhei essa coragem.
Comparar este discurso com o de José Couceiro… báááá!
Ontem ouvi, na TSF, uma entrevista ao treinador Luís Castro do Penafiel. Realço uma pergunta e uma resposta (peço desculpa por, de cor, não ser capaz de escrever integralmente o que foi dito, mas não fugirei à ideia base):
Jornalista – O Luís Castro assume sempre uma posição low-profile. Nunca o ouvimos falar das arbitragens ou do árbitro.
Luís Castro – Quando eu ganhar coragem, para numa entrevista assumir que a minha equipa foi beneficiada pela arbitragem, terei capacidade para falar dos árbitros. Ainda não ganhei essa coragem.
Comparar este discurso com o de José Couceiro… báááá!
sexta-feira, abril 29, 2005
714. Competitividade
AVISO – ESTE POST CONTÉM LINGUAGEM EVENTUALMENTE CHOCANTE E REMETE O LEITOR PARA CENAS (OU IMAGINAÇÂO DAS DITAS) QUE ATENTAM A MORAL E OS BONS COSTUMES INSTITUÍDOS PELO QUE NÃO DEVERÁ SER LIDO POR PESSOAS SENSÍVEIS E POR MENORES DE 16 ANOS.
A REDACÇÃO NÃO SE RESPONSABILIZA POR QUALQUER ORGANIZAÇÃO DE EXCURSÕES AO PAÍS VIZINHO.
Li a frase “tipos que conheço e costumam ir às putas” no blog do TOM e lembrei-me de uma conversa que ouvi no café de um destes tipos que costumam ir às putas.
Discutia-se a inércia dos empresários portugueses, da deslocalização de empresas, da falta de investimento efectuado na modernização, etc, etc, porque isto de ir a cafés com gente que discute estes problemas da vida social e política em vez da quinta das celebridades, não é para todos, mas adiante, quando um dos gajos se saiu com esta:
- Até nas putas pá, até nas putas!
Ficou tudo parado à espera da continuação. O silêncio inundou o café, só ecortado por um puto que entrou para comprar uma pastilha elástica. Quando o miúdo saiu o tipo que costuma ir às putas, continou.
- Estes gajos aqui qualquer dia levam um chimbalau do caraças – e bebeu mais um gole da mini, como que para aclarar a voz – sim, porque um gajo entra numa casa de putas em Espanha, não tem de consumir obrigatoriamente nada, pode só beber uma água tónica por 20 euros e come uma gaja por 50. Aqui um gajo entra com uma garrafa de whisky de 75 euros, as gajas não podem beber da nossa garrafa, bebem uma merda qualquer tipo coca-cola pela qual temos de pagar 50 euros e quando saem para foder temos de pagar 60 euros. Eu cá por mim, é só um saltinho e prefiro ir a Espanha.
Paguei a bica e o Marlboro Lights, dei as boas tardes e vim pelo caminho a pensar que um dia destes vou assistir a uma manif. às portas de uma qualquer casa de putas, com as meninas a fazerem uma vigília para impedirem a saída das máquinas de camisas de vénus porque a casa vai fechar por falta de encomendas. De facto nem a nossa indústria de prostituição é competitiva. Isto é que é uma foda, hein?
AVISO – ESTE POST CONTÉM LINGUAGEM EVENTUALMENTE CHOCANTE E REMETE O LEITOR PARA CENAS (OU IMAGINAÇÂO DAS DITAS) QUE ATENTAM A MORAL E OS BONS COSTUMES INSTITUÍDOS PELO QUE NÃO DEVERÁ SER LIDO POR PESSOAS SENSÍVEIS E POR MENORES DE 16 ANOS.
A REDACÇÃO NÃO SE RESPONSABILIZA POR QUALQUER ORGANIZAÇÃO DE EXCURSÕES AO PAÍS VIZINHO.
Li a frase “tipos que conheço e costumam ir às putas” no blog do TOM e lembrei-me de uma conversa que ouvi no café de um destes tipos que costumam ir às putas.
Discutia-se a inércia dos empresários portugueses, da deslocalização de empresas, da falta de investimento efectuado na modernização, etc, etc, porque isto de ir a cafés com gente que discute estes problemas da vida social e política em vez da quinta das celebridades, não é para todos, mas adiante, quando um dos gajos se saiu com esta:
- Até nas putas pá, até nas putas!
Ficou tudo parado à espera da continuação. O silêncio inundou o café, só ecortado por um puto que entrou para comprar uma pastilha elástica. Quando o miúdo saiu o tipo que costuma ir às putas, continou.
- Estes gajos aqui qualquer dia levam um chimbalau do caraças – e bebeu mais um gole da mini, como que para aclarar a voz – sim, porque um gajo entra numa casa de putas em Espanha, não tem de consumir obrigatoriamente nada, pode só beber uma água tónica por 20 euros e come uma gaja por 50. Aqui um gajo entra com uma garrafa de whisky de 75 euros, as gajas não podem beber da nossa garrafa, bebem uma merda qualquer tipo coca-cola pela qual temos de pagar 50 euros e quando saem para foder temos de pagar 60 euros. Eu cá por mim, é só um saltinho e prefiro ir a Espanha.
Paguei a bica e o Marlboro Lights, dei as boas tardes e vim pelo caminho a pensar que um dia destes vou assistir a uma manif. às portas de uma qualquer casa de putas, com as meninas a fazerem uma vigília para impedirem a saída das máquinas de camisas de vénus porque a casa vai fechar por falta de encomendas. De facto nem a nossa indústria de prostituição é competitiva. Isto é que é uma foda, hein?
quinta-feira, abril 28, 2005
713. E... mainada!
Hoje aprendi uma nova definição. O seu autor definiu alguns comentadores anónimos como
cito
“… ‘anónimos saco de plástico continente’, porque, são úteis - fazem crescer os contadores, mas são barulhentos e acabam sempre a sua vida a forrar um caixote do lixo”.
fim de citação.
Retirado do contexto o extracto diz pouco pelo que aconselho a leitura do post - palco da artes.
Eu sinto-me com sorte (bolas pá, vocês vêem piada em tudo; essa, a Camila, é consorte, não é com sorte). Tenho pouquíssimos comentários, não estou inscrito em nenhum blogómetro – seria até uma vergonha – pelo que não há maneira de conhecer o meu contador de comentários, tenho a placa de som do meu computador avariada, barulho ou ausência deste é igual e tenho 4 caixotes de lixo em casa, porque sou um ecologista indefectível. Mas a sorte não advém do que eu disse acima. É que apesar desta gaja dizer que tem os melhores comentadores do mundo é mentira! Eu é que tenho! E mainada.
PS. Concedo-te o benefício de colocares os que te comentam a ti e também me comentam a mim na lista de melhores comentadores do mundo. E novamente, mainada!
Hoje aprendi uma nova definição. O seu autor definiu alguns comentadores anónimos como
cito
“… ‘anónimos saco de plástico continente’, porque, são úteis - fazem crescer os contadores, mas são barulhentos e acabam sempre a sua vida a forrar um caixote do lixo”.
fim de citação.
Retirado do contexto o extracto diz pouco pelo que aconselho a leitura do post - palco da artes.
Eu sinto-me com sorte (bolas pá, vocês vêem piada em tudo; essa, a Camila, é consorte, não é com sorte). Tenho pouquíssimos comentários, não estou inscrito em nenhum blogómetro – seria até uma vergonha – pelo que não há maneira de conhecer o meu contador de comentários, tenho a placa de som do meu computador avariada, barulho ou ausência deste é igual e tenho 4 caixotes de lixo em casa, porque sou um ecologista indefectível. Mas a sorte não advém do que eu disse acima. É que apesar desta gaja dizer que tem os melhores comentadores do mundo é mentira! Eu é que tenho! E mainada.
PS. Concedo-te o benefício de colocares os que te comentam a ti e também me comentam a mim na lista de melhores comentadores do mundo. E novamente, mainada!
quarta-feira, abril 27, 2005
712. Olha, sou gaija
Não sei onde começou, mas na blogosfera está a haver umas tentativas do blogger escrever um texto como se fosse do sexo oposto. Hoje decidi ser eu a gaija. Cá via disto.
- Estou? Lecas?
- …
- Ai estou tão excitada querida que nem sei se te conte…
- …
- Tá bem pronto, vou-te contar. Imagina que fui ao Almada Fórum comprar Eukanuba prá Fifi e sabes quem é que eu encontrei?
- …
- Vá lá, tenta adivinhar.
- …
- Credo mulher, se fosse essa gaja achas que eu ficava excitada? Eu tinha era vomitado. A propósito sabes que ela anda a encornar o marido, não sabes? Sim claro, com um jogador de futebol. Ainda por cima dizem que esse jogador é bicha. Isto o que elas fazem só para sair nas revistas. Essa gaja dá-me cá umas náuseas. E também se amandava ao meu marido que eu sei muito bem. Tive até que lhe dizer que ou ele parava com aquelas merdas de se derreter todo com a gaja ou CLK não saía mais da garagem.
- ...
- Ó filha eu sei disso e também sei que o gajo só casou comigo por causa da massa do velho, mas que queres, a gente também gosta de se pavonear. E quer queiras, quer não, o António é um ganda borracho.
- ...
- O quê? Também tu, caraças? Já não se pode confiar na melhor amiga, dasse. Ó Lecas não me vais dizer que já foste com o meu marido prá cama, que eu mato-te...
- ...
- Ah bom, eu sabia que podia confiar em ti. Mas não, não foi essa, foi a Gininha.
- ???
- Sim a Gininha aquela mastronça, vê lá tu. Era gorda que nem uma baleia e agora diz que é modelo. Se tu visses querida, nem mamas tem. Ela não me disse mas eu desconfio que foi operada. Lembras-te que a gente dizia que ela alimentava a peito o batalhão dos sapadores? Pois é querida parece um homem.
-... ???
- Não sabes porque é que fiquei assim tão excitada? Ai não, pois vou-te contar. Mas juras que não contas nada a ninguém ok? Ela agora passa uma semana por mês fora no estrangeiro…
-...
- Inveja? Inveja eu? Deixa-te de merdas pá. Vê lá se pintas o cabelo que tu nunca atinges nada à primeira, caraças. És mesmo tansinha. O Jójó vai precisar de companhia. Tás a ver?
- ???
Não sei onde começou, mas na blogosfera está a haver umas tentativas do blogger escrever um texto como se fosse do sexo oposto. Hoje decidi ser eu a gaija. Cá via disto.
- Estou? Lecas?
- …
- Ai estou tão excitada querida que nem sei se te conte…
- …
- Tá bem pronto, vou-te contar. Imagina que fui ao Almada Fórum comprar Eukanuba prá Fifi e sabes quem é que eu encontrei?
- …
- Vá lá, tenta adivinhar.
- …
- Credo mulher, se fosse essa gaja achas que eu ficava excitada? Eu tinha era vomitado. A propósito sabes que ela anda a encornar o marido, não sabes? Sim claro, com um jogador de futebol. Ainda por cima dizem que esse jogador é bicha. Isto o que elas fazem só para sair nas revistas. Essa gaja dá-me cá umas náuseas. E também se amandava ao meu marido que eu sei muito bem. Tive até que lhe dizer que ou ele parava com aquelas merdas de se derreter todo com a gaja ou CLK não saía mais da garagem.
- ...
- Ó filha eu sei disso e também sei que o gajo só casou comigo por causa da massa do velho, mas que queres, a gente também gosta de se pavonear. E quer queiras, quer não, o António é um ganda borracho.
- ...
- O quê? Também tu, caraças? Já não se pode confiar na melhor amiga, dasse. Ó Lecas não me vais dizer que já foste com o meu marido prá cama, que eu mato-te...
- ...
- Ah bom, eu sabia que podia confiar em ti. Mas não, não foi essa, foi a Gininha.
- ???
- Sim a Gininha aquela mastronça, vê lá tu. Era gorda que nem uma baleia e agora diz que é modelo. Se tu visses querida, nem mamas tem. Ela não me disse mas eu desconfio que foi operada. Lembras-te que a gente dizia que ela alimentava a peito o batalhão dos sapadores? Pois é querida parece um homem.
-... ???
- Não sabes porque é que fiquei assim tão excitada? Ai não, pois vou-te contar. Mas juras que não contas nada a ninguém ok? Ela agora passa uma semana por mês fora no estrangeiro…
-...
- Inveja? Inveja eu? Deixa-te de merdas pá. Vê lá se pintas o cabelo que tu nunca atinges nada à primeira, caraças. És mesmo tansinha. O Jójó vai precisar de companhia. Tás a ver?
- ???
711. Lunch Time Blog
Parece estranho um LTB logo pela manhã. Mas esta vontade de escrever o texto está associada à vontade de cumprir um programa de redução de peso através do controlo de ingestão máxima de 2300 Kcal por dia. Não é para reduzir a barriguinha, pois tenho provas suficientes de que ela não é o empecilho para mim. Ainda consigo ver o coiso quando vou aliviar águas e também consigo encontrar o meu número em qualquer loja de calças do país. O problema é que descobri que tenho a tensão alta e este é o primeiro passo. O segundo será caminhar diariamente o que, diga-se em abono da verdade, a ciática tem sido o meu álibi perfeito para camuflar a minha preguicite aguda. Se a este programa acrescentarmos que reduzi o número de bicas de 10 para 3, que de pedrinha a pedrinha está-se esvaindo o sal na comida e que já nem olho para os rótulos das garrafas pois o álcool começou a ser banido a toda a velocidade, vereis que dos tempos das grandes comezainas, pouco resta para estes meus posts almoçadeiros. Mas como não sou fundamentalista, quando pular a cerca, sereis meus convidados a partilhar comigo os prazeres da mesa.
PS. Não levem à letra a última frase. Esta partilha será de leitura. A vida está cara, ó se está!
Parece estranho um LTB logo pela manhã. Mas esta vontade de escrever o texto está associada à vontade de cumprir um programa de redução de peso através do controlo de ingestão máxima de 2300 Kcal por dia. Não é para reduzir a barriguinha, pois tenho provas suficientes de que ela não é o empecilho para mim. Ainda consigo ver o coiso quando vou aliviar águas e também consigo encontrar o meu número em qualquer loja de calças do país. O problema é que descobri que tenho a tensão alta e este é o primeiro passo. O segundo será caminhar diariamente o que, diga-se em abono da verdade, a ciática tem sido o meu álibi perfeito para camuflar a minha preguicite aguda. Se a este programa acrescentarmos que reduzi o número de bicas de 10 para 3, que de pedrinha a pedrinha está-se esvaindo o sal na comida e que já nem olho para os rótulos das garrafas pois o álcool começou a ser banido a toda a velocidade, vereis que dos tempos das grandes comezainas, pouco resta para estes meus posts almoçadeiros. Mas como não sou fundamentalista, quando pular a cerca, sereis meus convidados a partilhar comigo os prazeres da mesa.
PS. Não levem à letra a última frase. Esta partilha será de leitura. A vida está cara, ó se está!
segunda-feira, abril 25, 2005
710. Eu blogo, tu blogas, ele bloga... em Beja!
A Cat não sabia porque é que lá estava. Eu gramei que ela não soubesse, porque assim não me pareceu que tivesse discurso preparado. Foi um post. Só não a vi comer bolachinhas.
A Gotinha teve sucesso com o porco e o comportamento sexual. Por mim pode voltar a ficar com baixa de parto. Ganha a blogosfera. O Goto que trate disso.
O Zé Mário criou o BdE porque se irritava com os amigos da Coluna Infante e não tinha outro meio de responder. Estou à espera que alguns amigos meus me irritem também para eu poder criar um blog a sério como o BdE.
O RAP saltou do blog para a ribalta. O RAP já era escritor só que poucos o sabiam. Nem a ele, nem ao gordo, nem aos outros dois “idiotas” Se eu soubesse usar as técnicas que o RAP enunciou na prelecção, uns minutos antes, agora estaria aqui a dissertar sobe a escrita destes apontamentos numa mesa literalmente cheia de pó e com uma caneta molin que por acaso já não é fabricada em Portugal. E a malta estava toda a mijar-se a rir. Mas RAP só há um!
O JPC das Ruínas Circulares tem um cabelo muito giro. Ah tem, tem. E tem um blog. Estou num dilema do caraças: Não sei se hei-de arranjar maneira de ter um blog como o dele ou se hei-de deixar crescer o cabelo.
O Charquinho tem um blog para criar polémica. Ok, meu, vou começar a espicaçar-te.
A Mar tem um sotaque alentejano porque ela é alentejana. Mas estava tão speedada que desapareceu a cem logo após o colóquio. Como é que uma alentejana desaparece àquela velocidade?
Fora da mesa, mas nas mesas vi muitos bloggers por lá. A Ruiva que eu conheço há tanto tempo que os pais dela tiveram o descaramento de me convidarem para padrinho de baptizado; o c.a.a. que mora no sítio onde eu tive o meu primeiro acidente de automóvel, o nikoman que nunca largou a sua nikon, a Mad que nunca largou o dono da Nikon, a oilegal, que não se deve ler ôi legau, mas sim o ilegal, o homem das Canas & dos Senhorins e um comentarista que dá gargalhadas tipo A. Haveria mais, mas estariam anónimos. Ah, é verdade o gajo das Conversas com os Botões também estava lá, mas o Pre abafou-o. Para terminar tenho de te dizer Mad que és tão bonita como o teu blog. Desculpa lá João, mas a verdade tem de ser dita.
PS. Vocês leitores sabem que eu não sou nada de escrever pêésses. Mas não resisti à pergunta se um blog era solidão ou tesão. A Cat, foi muito elegante na resposta. Eu teria dito que sim, que era tesão, porque cada vez que escrevo um post tenho um orgasmo. Vou ali vir-me e já volto, ok?
A Cat não sabia porque é que lá estava. Eu gramei que ela não soubesse, porque assim não me pareceu que tivesse discurso preparado. Foi um post. Só não a vi comer bolachinhas.
A Gotinha teve sucesso com o porco e o comportamento sexual. Por mim pode voltar a ficar com baixa de parto. Ganha a blogosfera. O Goto que trate disso.
O Zé Mário criou o BdE porque se irritava com os amigos da Coluna Infante e não tinha outro meio de responder. Estou à espera que alguns amigos meus me irritem também para eu poder criar um blog a sério como o BdE.
O RAP saltou do blog para a ribalta. O RAP já era escritor só que poucos o sabiam. Nem a ele, nem ao gordo, nem aos outros dois “idiotas” Se eu soubesse usar as técnicas que o RAP enunciou na prelecção, uns minutos antes, agora estaria aqui a dissertar sobe a escrita destes apontamentos numa mesa literalmente cheia de pó e com uma caneta molin que por acaso já não é fabricada em Portugal. E a malta estava toda a mijar-se a rir. Mas RAP só há um!
O JPC das Ruínas Circulares tem um cabelo muito giro. Ah tem, tem. E tem um blog. Estou num dilema do caraças: Não sei se hei-de arranjar maneira de ter um blog como o dele ou se hei-de deixar crescer o cabelo.
O Charquinho tem um blog para criar polémica. Ok, meu, vou começar a espicaçar-te.
A Mar tem um sotaque alentejano porque ela é alentejana. Mas estava tão speedada que desapareceu a cem logo após o colóquio. Como é que uma alentejana desaparece àquela velocidade?
Fora da mesa, mas nas mesas vi muitos bloggers por lá. A Ruiva que eu conheço há tanto tempo que os pais dela tiveram o descaramento de me convidarem para padrinho de baptizado; o c.a.a. que mora no sítio onde eu tive o meu primeiro acidente de automóvel, o nikoman que nunca largou a sua nikon, a Mad que nunca largou o dono da Nikon, a oilegal, que não se deve ler ôi legau, mas sim o ilegal, o homem das Canas & dos Senhorins e um comentarista que dá gargalhadas tipo A. Haveria mais, mas estariam anónimos. Ah, é verdade o gajo das Conversas com os Botões também estava lá, mas o Pre abafou-o. Para terminar tenho de te dizer Mad que és tão bonita como o teu blog. Desculpa lá João, mas a verdade tem de ser dita.
PS. Vocês leitores sabem que eu não sou nada de escrever pêésses. Mas não resisti à pergunta se um blog era solidão ou tesão. A Cat, foi muito elegante na resposta. Eu teria dito que sim, que era tesão, porque cada vez que escrevo um post tenho um orgasmo. Vou ali vir-me e já volto, ok?
quinta-feira, abril 21, 2005
709. Sem título - Capítulo 4
Efectivamente nunca tinha ido ao Brasil, tudo quanto sabia era através do que via na televisão, lia nas revistas ou consultava na Internet. Alguns amigos, contavam-lhe casos escabrosos de violência, outros, a maioria, falavam-lhe das maravilhas encontradas naquele país tropical, as praias, as belezas naturais, a alegria, o samba e o forro, a água de coco e, principalmente, as mulheres. E a “viagem” dele parou aqui. Lembrou-se que na carta a moça não dizia o nome. Foi ler o remetente e lá estava, Christiane. E começou a pensar nas pernas da Christiane. Como seria ela na cama? Quão diferente seria das portuguesas? Na verdade ele não era homem de mulheres. Poucas tinha conhecido na intimidade e só tinha tido uma namorada a sério. Nos quase dois anos de namoro tinha feito amor não mais de meia dúzia de vezes. Sempre deixara que as coisas acontecessem e na realidade aconteciam muito raramente o que o levava a reflectir se o problema estava nele ou na companheira. Um dia viu-a partir como bolseira para um doutoramento nos Estados Unidos e durante muitos anos não a voltou a ver. O rompimento foi de tal modo que nunca houve uma carta, nunca houve um telefonema. Encontrou-a há pouco mais de um ano no parque de estacionamento do supermercado, acompanhada de duas crianças e do, possivelmente, marido. Apenas trocaram uns olhares, como quem pergunta, eu conheço-te?, cada um entrou no seu carro. Nem sabe porque raio esta aparição lhe veio agora à memória, uma vez que estava mais interessado na Christiane. Iria responder-lhe. Entretanto abriu a terceira carta.
Efectivamente nunca tinha ido ao Brasil, tudo quanto sabia era através do que via na televisão, lia nas revistas ou consultava na Internet. Alguns amigos, contavam-lhe casos escabrosos de violência, outros, a maioria, falavam-lhe das maravilhas encontradas naquele país tropical, as praias, as belezas naturais, a alegria, o samba e o forro, a água de coco e, principalmente, as mulheres. E a “viagem” dele parou aqui. Lembrou-se que na carta a moça não dizia o nome. Foi ler o remetente e lá estava, Christiane. E começou a pensar nas pernas da Christiane. Como seria ela na cama? Quão diferente seria das portuguesas? Na verdade ele não era homem de mulheres. Poucas tinha conhecido na intimidade e só tinha tido uma namorada a sério. Nos quase dois anos de namoro tinha feito amor não mais de meia dúzia de vezes. Sempre deixara que as coisas acontecessem e na realidade aconteciam muito raramente o que o levava a reflectir se o problema estava nele ou na companheira. Um dia viu-a partir como bolseira para um doutoramento nos Estados Unidos e durante muitos anos não a voltou a ver. O rompimento foi de tal modo que nunca houve uma carta, nunca houve um telefonema. Encontrou-a há pouco mais de um ano no parque de estacionamento do supermercado, acompanhada de duas crianças e do, possivelmente, marido. Apenas trocaram uns olhares, como quem pergunta, eu conheço-te?, cada um entrou no seu carro. Nem sabe porque raio esta aparição lhe veio agora à memória, uma vez que estava mais interessado na Christiane. Iria responder-lhe. Entretanto abriu a terceira carta.
quarta-feira, abril 20, 2005
708. A eleição do Papa e o Clássico Benfica x Sporting
Quando se anuncia um Benfica x Sporting anda a imprensa 15 dias antes em grande alarido. Ele é reportagens com os eventuais protagonistas, declarações de analistas, entrevistas com ex-participantes, reportagens televisivas, enviados especiais, prognósticos, prós e contras, consequências. No dia do jogo, acompanham as equipas aos seus aposentos e transmitem a partida destes até ao local do prélio. Depois ao fim de hora e meia de jogo está tudo acabado. Fazem-se comentários discutem-se as incidências do jogo, mais dois três dias se por acaso houve alguma eventual irregularidade e c’est finit.
As televisões procederam assim no pré-conclave. E para quê? Ao fim de 24 horas estava tudo resolvido. Ó pá só 24 horas mesmo, caraças. Sem emoção, sem nada. Agora são os comentários ao desfecho e daqui a dois dias, terminou tudo também.
Valha-nos o Tour de France. Sempre são 3 semanitas.
Quando se anuncia um Benfica x Sporting anda a imprensa 15 dias antes em grande alarido. Ele é reportagens com os eventuais protagonistas, declarações de analistas, entrevistas com ex-participantes, reportagens televisivas, enviados especiais, prognósticos, prós e contras, consequências. No dia do jogo, acompanham as equipas aos seus aposentos e transmitem a partida destes até ao local do prélio. Depois ao fim de hora e meia de jogo está tudo acabado. Fazem-se comentários discutem-se as incidências do jogo, mais dois três dias se por acaso houve alguma eventual irregularidade e c’est finit.
As televisões procederam assim no pré-conclave. E para quê? Ao fim de 24 horas estava tudo resolvido. Ó pá só 24 horas mesmo, caraças. Sem emoção, sem nada. Agora são os comentários ao desfecho e daqui a dois dias, terminou tudo também.
Valha-nos o Tour de France. Sempre são 3 semanitas.
sexta-feira, abril 15, 2005
706. Sem título - Capítulo 3.
Uma enorme ansiedade queimava-lhe o peito. Não resistiu à reunião semanal com o primo, escusou-se e abandonou a fábrica. À saída, discretamente como tudo o que fazia, pegou no celular e chamou um táxi. Estava demasiado tenso para fazer o percurso de volta a pé, como tanto gostava, embora a distância fosse curta. Sentou-se na secretária do seu amplo escritório e abriu a primeira carta.
“Caro senhor
Em primeiro lugar permita-me que me apresente. Chamou-me Marina, tenho 30 anos e sou viúva. Um estúpido acidente de viação levou-me para a casa de Deus o meu amado marido. Era chegada a sua hora e contra a vontade do Senhor não se pode reclamar.” Demasiado religiosa para o meu gosto, pensou. Se continua assim não terei paciência para ler o resto. “Agora que três anos volveram desde que se finou, é chegada a hora de refazer a minha vida. Aconselhei-me com o Sr. Padre Miguel e ele garantiu-me que não seria pecado..” Era o que mais faltava, ele, um agnóstico praticante ter de aturar uma beata o resto da vida. Pegou na carta deitou-a no cesto dos papéis. As coisas não estavam a correr bem. Abriria a segunda. Vinha do Brasil.
“Doutor,
O senhor era tudo quanto eu esperava. Quando li sua propaganda meu coração se encheu de alegria. Sou uma jovem moça do interior do Brasil disposta a tudo para abandonar essa situação difícil que o país está vivendo. Tenho uma filhinha de 4 anos fruto de um relacionamento que não deu certo. Não tenho condição para pagar a passagem, mas se o doutor quiser eu me sacrificarei para conhecer o senhor. Desculpe minha prosa, mais não tenho com certeza a cultura do senhor. Lhe asseguro que todo mundo me acha inteligente e que o fato de não ter cursado só teve a ver com poder sustentar minha filhinha desde os dezoito anos de idade. Quando isso aconteceu fazia vestibular para artes plásticas. Sou morena, tenho 22 anos de idade, 1m70 de altura, cabelos pretos cacheados, e olhos verdes. Minha perna grossa e meu jeito de andar é motivo de cantada que eu nem ligo mais. Agora meu desejo só é de ir para Portugal. Veja por favor as fotos que lhe mando. Um beijo em seu coração.”
Abriu um segundo envelope que vinha dentro do primeiro. Três fotografias, uma de rosto, uma de corpo inteiro vestida com uma blusa simples e um short e uma em biquini. Tremeram-lhe as mãos e começou a “viajar” pelo Brasil.
Uma enorme ansiedade queimava-lhe o peito. Não resistiu à reunião semanal com o primo, escusou-se e abandonou a fábrica. À saída, discretamente como tudo o que fazia, pegou no celular e chamou um táxi. Estava demasiado tenso para fazer o percurso de volta a pé, como tanto gostava, embora a distância fosse curta. Sentou-se na secretária do seu amplo escritório e abriu a primeira carta.
“Caro senhor
Em primeiro lugar permita-me que me apresente. Chamou-me Marina, tenho 30 anos e sou viúva. Um estúpido acidente de viação levou-me para a casa de Deus o meu amado marido. Era chegada a sua hora e contra a vontade do Senhor não se pode reclamar.” Demasiado religiosa para o meu gosto, pensou. Se continua assim não terei paciência para ler o resto. “Agora que três anos volveram desde que se finou, é chegada a hora de refazer a minha vida. Aconselhei-me com o Sr. Padre Miguel e ele garantiu-me que não seria pecado..” Era o que mais faltava, ele, um agnóstico praticante ter de aturar uma beata o resto da vida. Pegou na carta deitou-a no cesto dos papéis. As coisas não estavam a correr bem. Abriria a segunda. Vinha do Brasil.
“Doutor,
O senhor era tudo quanto eu esperava. Quando li sua propaganda meu coração se encheu de alegria. Sou uma jovem moça do interior do Brasil disposta a tudo para abandonar essa situação difícil que o país está vivendo. Tenho uma filhinha de 4 anos fruto de um relacionamento que não deu certo. Não tenho condição para pagar a passagem, mas se o doutor quiser eu me sacrificarei para conhecer o senhor. Desculpe minha prosa, mais não tenho com certeza a cultura do senhor. Lhe asseguro que todo mundo me acha inteligente e que o fato de não ter cursado só teve a ver com poder sustentar minha filhinha desde os dezoito anos de idade. Quando isso aconteceu fazia vestibular para artes plásticas. Sou morena, tenho 22 anos de idade, 1m70 de altura, cabelos pretos cacheados, e olhos verdes. Minha perna grossa e meu jeito de andar é motivo de cantada que eu nem ligo mais. Agora meu desejo só é de ir para Portugal. Veja por favor as fotos que lhe mando. Um beijo em seu coração.”
Abriu um segundo envelope que vinha dentro do primeiro. Três fotografias, uma de rosto, uma de corpo inteiro vestida com uma blusa simples e um short e uma em biquini. Tremeram-lhe as mãos e começou a “viajar” pelo Brasil.
quinta-feira, abril 14, 2005
705. Sem título - Capítulo 2
Ao fundo aproximava-se o comboio. Devagar, a estação estava perto e ele atravessava um viaduto. O homem, sentado na esplanada, olhou para o relógio. Faltavam três minutos e deveria ainda ter tempo de o apanhar. Levantou-se num ímpeto e correu desenfreado. Saltou a cancela, indiferente ao chamamento do segurança. Entrou na carruagem quando as portas já se fechavam. Sem surpresas encontrou quem esperava encontrar. Numa carruagem, sozinha naquele espaço, sentada na fila de onde se podia ver o mar, lá estava ela. Cabelo curto, pele morena, olhos cor de mel. Blusa branca abotoada a partir do segundo botão caía sobre uma saia curta, preta, cuja bainha se sobrepunha um pouco ao joelho. Sobre uma meia rente ao tornozelo um sapato ténis branco. O ar jovial não o ganhava da indumentária. Efectivamente ela era uma estudante universitária, 19 anos de idade, sua colega de turma. Sempre nutriu uma desvairada paixão por ela. Platónica é certo, mas uma paixão que lhe pegava fogo ao coração. Sentou-se ao seu lado e não lhe dirigiu palavra. Contemplou o mar naquela infindável marginal. Ela deitou a cabeça no colo dele. O homem afagou-lhe a cabeça, despenteou-a. Não dirigiram palavra.
Quando começou a sentir uma inexplicável erecção, abriu os olhos, levantou-se, ajeitou o casaco, chamou o empregado, pagou a água e dirigiu-se impávido e calmo à sua empresa de componentes electrónicos.
Ao fundo aproximava-se o comboio. Devagar, a estação estava perto e ele atravessava um viaduto. O homem, sentado na esplanada, olhou para o relógio. Faltavam três minutos e deveria ainda ter tempo de o apanhar. Levantou-se num ímpeto e correu desenfreado. Saltou a cancela, indiferente ao chamamento do segurança. Entrou na carruagem quando as portas já se fechavam. Sem surpresas encontrou quem esperava encontrar. Numa carruagem, sozinha naquele espaço, sentada na fila de onde se podia ver o mar, lá estava ela. Cabelo curto, pele morena, olhos cor de mel. Blusa branca abotoada a partir do segundo botão caía sobre uma saia curta, preta, cuja bainha se sobrepunha um pouco ao joelho. Sobre uma meia rente ao tornozelo um sapato ténis branco. O ar jovial não o ganhava da indumentária. Efectivamente ela era uma estudante universitária, 19 anos de idade, sua colega de turma. Sempre nutriu uma desvairada paixão por ela. Platónica é certo, mas uma paixão que lhe pegava fogo ao coração. Sentou-se ao seu lado e não lhe dirigiu palavra. Contemplou o mar naquela infindável marginal. Ela deitou a cabeça no colo dele. O homem afagou-lhe a cabeça, despenteou-a. Não dirigiram palavra.
Quando começou a sentir uma inexplicável erecção, abriu os olhos, levantou-se, ajeitou o casaco, chamou o empregado, pagou a água e dirigiu-se impávido e calmo à sua empresa de componentes electrónicos.
quarta-feira, abril 13, 2005
704. Repto
O PreDatado começa hoje a publicar um conto curto. O curso da história pode depender dos seus leitores pelo que está disponível a alterar o texto se, para isso, for solicitado. Se quiserem dar sugestões de continuação podem fazê-lo para vmaf@netcabo.pt As propostas serão analisadas e as sugestões / continuações serão incluídas. Os leitores cujas “dicas” forem seleccionadas serão mencionados no final de cada capítulo. A vossa imaginação é fértil, não se retraiam, deixem-na fluir. Mãos à obra.
O PreDatado começa hoje a publicar um conto curto. O curso da história pode depender dos seus leitores pelo que está disponível a alterar o texto se, para isso, for solicitado. Se quiserem dar sugestões de continuação podem fazê-lo para vmaf@netcabo.pt As propostas serão analisadas e as sugestões / continuações serão incluídas. Os leitores cujas “dicas” forem seleccionadas serão mencionados no final de cada capítulo. A vossa imaginação é fértil, não se retraiam, deixem-na fluir. Mãos à obra.
703. Sem título - Capítulo 1
Era um homem tímido. Apesar dos seus 38 anos de idade aparentava menos de trinta. Uma vida regrada, sem álcool, sem cigarros, sem drogas e sem mulheres. O pai tinha-lhe deixado o suficiente para não ter de se matar a trabalhar. As suas saídas de casa resumiam-se a algumas reuniões na fábrica com os contabilistas e com o primo-irmão a quem tinha confiado a gerência do negócio, e a ida ao ginásio ou ao parque, correr para manter a forma. O desejo sexual acorre-lhe tardiamente e diziam os amigos, poucos na verdade que restavam do seu tempo de faculdade, à boca pequena como convém, que seria virgem. Naquele dia fechou a carta e foi entregá-la em mão à secção de anúncios do jornal. No dia seguinte pode ler, em letra de forma “Jovem, culto, bom rendimento, procura mulher inteligente para troca de correspondência. Assunto sério. Resposta ao apartado…”. Não teria sido capaz de escrever um texto nem mais ousado, nem mais discreto. Seria aquele e pronto.
Foi uma semana de expectativas. As idas ao apartado dos correios passaram a fazer parte, agora, das poucas saídas diárias. Impreterivelmente às quatro da tarde fazia o seu curto passeio a pé percorrendo os oitocentos metros que o separavam da moradia à estação postal. Alguns dias passaram sem que o seu apelo tivesse tido consequência. Atraso nos correios, pensou. Até que começaram a chegar as desejadas respostas. Retirou as três cartas que a pequena gaveta continha, colocou-as meio envergonhado no bolso do blusão e ao contrário do que a sua ansiedade faria supor, só as abriria à noite, em casa. Dirigiu-se a uma esplanada próxima, sentou-se, pediu uma água mineral sem gás e começou a olhar o horizonte.
Era um homem tímido. Apesar dos seus 38 anos de idade aparentava menos de trinta. Uma vida regrada, sem álcool, sem cigarros, sem drogas e sem mulheres. O pai tinha-lhe deixado o suficiente para não ter de se matar a trabalhar. As suas saídas de casa resumiam-se a algumas reuniões na fábrica com os contabilistas e com o primo-irmão a quem tinha confiado a gerência do negócio, e a ida ao ginásio ou ao parque, correr para manter a forma. O desejo sexual acorre-lhe tardiamente e diziam os amigos, poucos na verdade que restavam do seu tempo de faculdade, à boca pequena como convém, que seria virgem. Naquele dia fechou a carta e foi entregá-la em mão à secção de anúncios do jornal. No dia seguinte pode ler, em letra de forma “Jovem, culto, bom rendimento, procura mulher inteligente para troca de correspondência. Assunto sério. Resposta ao apartado…”. Não teria sido capaz de escrever um texto nem mais ousado, nem mais discreto. Seria aquele e pronto.
Foi uma semana de expectativas. As idas ao apartado dos correios passaram a fazer parte, agora, das poucas saídas diárias. Impreterivelmente às quatro da tarde fazia o seu curto passeio a pé percorrendo os oitocentos metros que o separavam da moradia à estação postal. Alguns dias passaram sem que o seu apelo tivesse tido consequência. Atraso nos correios, pensou. Até que começaram a chegar as desejadas respostas. Retirou as três cartas que a pequena gaveta continha, colocou-as meio envergonhado no bolso do blusão e ao contrário do que a sua ansiedade faria supor, só as abriria à noite, em casa. Dirigiu-se a uma esplanada próxima, sentou-se, pediu uma água mineral sem gás e começou a olhar o horizonte.
sexta-feira, abril 08, 2005
702. Ars longa, vita brevis
A propósito do comentário feito pela panamá sobre a minha veia dissertiva, gostaria de tecer apenas uma consideração sobre a arte de escrever. Esta é uma opinião pessoal, sem qualquer fundamento científico e, como tal, é uma opinião que pode ser considerada polémica. E a opinião é NINGUÉM ESCREVE BEM.
Posta que foi a afirmação, vou fazer uma apresentação sucinta das razões pela qual o afirmo. Um desenvolvimento profundo poderá ser base para uma tese num mestrado, doutoramento ou simplesmente pós-graduação em área específica. É por isso que me quedarei apenas em 3 elementos que considero fundamentais para a justificação do postulado.
a) O ponto de vista do conteúdo.
a. Gostareis vós em igualdade de circunstâncias de um texto de Fernando Pessoa, de um texto de José Saramago, de um texto de Gabriel Garcia Marques, de um texto de Jean-Paul Sartre, de um texto Camilo José Cela, de um texto de Paul Auster, de um texto de Inês Pedrosa, de um texto de Alexandro Herculano, de um texto de Platão, de um texto de Nieschte, de um texto do Padre António Vieira, de um texto Frederich Engels, de um texto de Jostein Gaarder, de um texto de Agostinho da Silva, de um texto Ernst Hemingway, de um texto de Miguel Esteves Cardoso?
b. Escrevem com o mesmo objectivo político, social, de desenvolvimento económico, cientifico, lúdico, perceptorial, cognitivo, desinteressado Carl Marx, Sophia de Mello Breyner, António Damásio, Susana Tamaro, Paulo Coelho, Leon Tolstoy, Almeida Garrett, Elfried Jelinek, Vidiadhar Surajprasad Naipaul, Eça de Queiroz, Albino de Forjaz Sampaio, Jorge Amado ou Homero?
c. Pode-se gostar de conteúdos tão diversos e em todos estarmos de acordo de que se escreveu bem? Pode-se dizer que sim senhor que belo texto quando Manuel Tiago escreve “Até Amanhã Camaradas” e Adolfo Hitler escreve “Mein Kampft”, quando Manuel Luís Goucha edita “Coisas doces sem Açúcar” e Maria de Lourdes Modesto publica “Cozinha Tradicional Portuguesa”, Quando Paulo Coelho escreve “Brida” e Jean Braudillard relata “Um crime Perfeito”?
d. Ninguém escreve bem, é um anátema da contradição de conteúdos. Pode até ser que por outro ponto de vista todo o conteúdo seja bem escrito. Não por este.
b) O ponto de vista da semântica.
a. Ou se preferirem numa maior abrangência da própria semiótica. Quem escreve o que escreve quer exactamente dizer o que diz? Esta questão é para mim sintomática para a leitura de entrelinhas. Escreve bem quem bem não expressa os signos?
b. A utilização exagerada de figuras de estilo, a parabolização e as conjecturas delineadas à volta dela não são sistematicamente sintomas de enredeamento, quiçá hiperbólico, em teias inversas, isto é, em que não se pretende uma convergência do leitor, mas a divergência para o acessório face a menor capacidade de objectivação do texto?
c. Ninguém escreve bem, não é um dardo lançado contra a configuração mais ou menos sinalética dos textos, é antes um apelo à capacidade de ser simples e objectivo na mensagem.
c) O ponto de vista do binómio gramática-vocabulário.
a. A utilização de palavras, refiro-me agora à escrita em português, que não são as mais correntes na língua portuguesa, mas sim utilizadas com recurso a dicionário de sinónimos, dificultando a leitura simples e linear de um livro, tem como objectivo mostrar a erudição e o conhecimento profundo da língua português, mesmo que algumas delas sejam oriundas do vernáculo quinhentista, ou tem como objectivo atingir apenas uma elite de já de si literados e que portanto não lhes trás, de sobremaneira, valor acrescentado?
b. Ler, por exemplo, Vasco de Graça Moura é um exercício de enriquecimento do vocabulário da língua portuguesa ou antes pelo contrário é um exercício de destreza e capacidade de concentração simultâneas, isto é, a capacidade de folhear um dicionário à procura do significado das palavras ao mesmo tempo que nos envolvemos no enredo, até das mais bucólicas histórias de província?
c. Ler, por exemplo, José Saramago é um exercício quase que maquiavélico de comparação entre o que aprendemos no nosso tempo de escola sobre a construção de frases, pontuação, a coerência do parágrafo ou a transmissão do pensamento do autor para uma apreensão simples da mensagem?
d. Ninguém escreve bem não é um repto para que sejamos todos Margaridas Rebelos Pintos, aliás não é tão pouco um repto a coisa nenhuma. É uma opinião e como tal não passa disso.
PS. Hoje bateu-me esta pancada. Amanhã se verá!
A propósito do comentário feito pela panamá sobre a minha veia dissertiva, gostaria de tecer apenas uma consideração sobre a arte de escrever. Esta é uma opinião pessoal, sem qualquer fundamento científico e, como tal, é uma opinião que pode ser considerada polémica. E a opinião é NINGUÉM ESCREVE BEM.
Posta que foi a afirmação, vou fazer uma apresentação sucinta das razões pela qual o afirmo. Um desenvolvimento profundo poderá ser base para uma tese num mestrado, doutoramento ou simplesmente pós-graduação em área específica. É por isso que me quedarei apenas em 3 elementos que considero fundamentais para a justificação do postulado.
a) O ponto de vista do conteúdo.
a. Gostareis vós em igualdade de circunstâncias de um texto de Fernando Pessoa, de um texto de José Saramago, de um texto de Gabriel Garcia Marques, de um texto de Jean-Paul Sartre, de um texto Camilo José Cela, de um texto de Paul Auster, de um texto de Inês Pedrosa, de um texto de Alexandro Herculano, de um texto de Platão, de um texto de Nieschte, de um texto do Padre António Vieira, de um texto Frederich Engels, de um texto de Jostein Gaarder, de um texto de Agostinho da Silva, de um texto Ernst Hemingway, de um texto de Miguel Esteves Cardoso?
b. Escrevem com o mesmo objectivo político, social, de desenvolvimento económico, cientifico, lúdico, perceptorial, cognitivo, desinteressado Carl Marx, Sophia de Mello Breyner, António Damásio, Susana Tamaro, Paulo Coelho, Leon Tolstoy, Almeida Garrett, Elfried Jelinek, Vidiadhar Surajprasad Naipaul, Eça de Queiroz, Albino de Forjaz Sampaio, Jorge Amado ou Homero?
c. Pode-se gostar de conteúdos tão diversos e em todos estarmos de acordo de que se escreveu bem? Pode-se dizer que sim senhor que belo texto quando Manuel Tiago escreve “Até Amanhã Camaradas” e Adolfo Hitler escreve “Mein Kampft”, quando Manuel Luís Goucha edita “Coisas doces sem Açúcar” e Maria de Lourdes Modesto publica “Cozinha Tradicional Portuguesa”, Quando Paulo Coelho escreve “Brida” e Jean Braudillard relata “Um crime Perfeito”?
d. Ninguém escreve bem, é um anátema da contradição de conteúdos. Pode até ser que por outro ponto de vista todo o conteúdo seja bem escrito. Não por este.
b) O ponto de vista da semântica.
a. Ou se preferirem numa maior abrangência da própria semiótica. Quem escreve o que escreve quer exactamente dizer o que diz? Esta questão é para mim sintomática para a leitura de entrelinhas. Escreve bem quem bem não expressa os signos?
b. A utilização exagerada de figuras de estilo, a parabolização e as conjecturas delineadas à volta dela não são sistematicamente sintomas de enredeamento, quiçá hiperbólico, em teias inversas, isto é, em que não se pretende uma convergência do leitor, mas a divergência para o acessório face a menor capacidade de objectivação do texto?
c. Ninguém escreve bem, não é um dardo lançado contra a configuração mais ou menos sinalética dos textos, é antes um apelo à capacidade de ser simples e objectivo na mensagem.
c) O ponto de vista do binómio gramática-vocabulário.
a. A utilização de palavras, refiro-me agora à escrita em português, que não são as mais correntes na língua portuguesa, mas sim utilizadas com recurso a dicionário de sinónimos, dificultando a leitura simples e linear de um livro, tem como objectivo mostrar a erudição e o conhecimento profundo da língua português, mesmo que algumas delas sejam oriundas do vernáculo quinhentista, ou tem como objectivo atingir apenas uma elite de já de si literados e que portanto não lhes trás, de sobremaneira, valor acrescentado?
b. Ler, por exemplo, Vasco de Graça Moura é um exercício de enriquecimento do vocabulário da língua portuguesa ou antes pelo contrário é um exercício de destreza e capacidade de concentração simultâneas, isto é, a capacidade de folhear um dicionário à procura do significado das palavras ao mesmo tempo que nos envolvemos no enredo, até das mais bucólicas histórias de província?
c. Ler, por exemplo, José Saramago é um exercício quase que maquiavélico de comparação entre o que aprendemos no nosso tempo de escola sobre a construção de frases, pontuação, a coerência do parágrafo ou a transmissão do pensamento do autor para uma apreensão simples da mensagem?
d. Ninguém escreve bem não é um repto para que sejamos todos Margaridas Rebelos Pintos, aliás não é tão pouco um repto a coisa nenhuma. É uma opinião e como tal não passa disso.
PS. Hoje bateu-me esta pancada. Amanhã se verá!
quinta-feira, abril 07, 2005
701. Óscares e prémios na blogosfera
Há uma febre blogosferica de atribuir óscares e outros prémios a outros blogs. São iniciativas giras têm os critérios que têm, não tenho nada nem a criticar nem a aplaudir. Estava eu a reflectir nisto com os meus botões quando me apeteceu eu próprio oferecer alguns prémios aos outros que por aqui andam. Como há milhares de blogs nacionais e internacionais seria impossível, por injusto, considerar este melhor que aquele ou vice-versa como diria, e bem, o Eng.º Ângelo Correia. Vai daí resolvi fazer menção aos que leio atribuindo prémios aos que comigo mexem. Aqui vai uma primeira lista, que espero poder actualizar.
Prémio Fashion: O blog que mais me faz pensar na indumentária matinal, visto ter de escolher uma cobertura capilar a condizer - Chapelaria Janota.
Prémio Música: O blog que, se eu soubesse compor, transformaria a poesia em música para os meus ouvidos – Encandescente.
Prémio Manuela Moura Guedes: O blog que me obriga a rasgar a boca de orelha a orelha pelo humor subtil e bem construído – Alguidar Pneumático.
Prémio Quando Eu for Grande… : O blog que me faz pensar que quando eu for grande também gostaria de escrever textos assim – Homem Banal
Prémio Tranquilidade : O blog que me dá paz – Kyo Dake Wa
Prémio Castanholas de mi corazón : O blog espanholês que mistura o humor, o sexo e as cañas e me faz viajar pela Gran Via e lembrar o cochinillo asado na antiga casa Botín – Rititi, o blogue da cueca rosa.
Prémio Enche-me o Olho :Ex-aequo pelo prazer das imagens Oceanus, Fragmagens, Outsider, Percepções.
Prémio Nem Todos os Advogados Detesto – O blog que me tem ensinado algumas coisas de leis – Controversa Maresia
Prémio Cigarrinhos e Bolachas: O blog que não me deixa esquecer prazer mórbidos e guloseimas - 100nada
Prémio O gajo sabe de bola: O blog que alguns redactores dos jornais deviam ler para saberem escrever de bola – Jogo Teclado
Premio Perplexidade: O blog que ainda não percebi se é de extrema-esquerda ou direita, se é racista ou misógeno, se é homofóbio ou apaneleirado, se é cristão ou ateu, mas que sei que apesar disso parto-me a rir e vivó Benfica – Clark Quente.
Prémio Bairro do Pica Pau Amarelo: O blog que mistura Almada, arredores e imaculadas igrejas com excelentes musicas de fundo mesmo que não tocadas - The Old Man
… actualizarei em breve….
Há uma febre blogosferica de atribuir óscares e outros prémios a outros blogs. São iniciativas giras têm os critérios que têm, não tenho nada nem a criticar nem a aplaudir. Estava eu a reflectir nisto com os meus botões quando me apeteceu eu próprio oferecer alguns prémios aos outros que por aqui andam. Como há milhares de blogs nacionais e internacionais seria impossível, por injusto, considerar este melhor que aquele ou vice-versa como diria, e bem, o Eng.º Ângelo Correia. Vai daí resolvi fazer menção aos que leio atribuindo prémios aos que comigo mexem. Aqui vai uma primeira lista, que espero poder actualizar.
Prémio Fashion: O blog que mais me faz pensar na indumentária matinal, visto ter de escolher uma cobertura capilar a condizer - Chapelaria Janota.
Prémio Música: O blog que, se eu soubesse compor, transformaria a poesia em música para os meus ouvidos – Encandescente.
Prémio Manuela Moura Guedes: O blog que me obriga a rasgar a boca de orelha a orelha pelo humor subtil e bem construído – Alguidar Pneumático.
Prémio Quando Eu for Grande… : O blog que me faz pensar que quando eu for grande também gostaria de escrever textos assim – Homem Banal
Prémio Tranquilidade : O blog que me dá paz – Kyo Dake Wa
Prémio Castanholas de mi corazón : O blog espanholês que mistura o humor, o sexo e as cañas e me faz viajar pela Gran Via e lembrar o cochinillo asado na antiga casa Botín – Rititi, o blogue da cueca rosa.
Prémio Enche-me o Olho :Ex-aequo pelo prazer das imagens Oceanus, Fragmagens, Outsider, Percepções.
Prémio Nem Todos os Advogados Detesto – O blog que me tem ensinado algumas coisas de leis – Controversa Maresia
Prémio Cigarrinhos e Bolachas: O blog que não me deixa esquecer prazer mórbidos e guloseimas - 100nada
Prémio O gajo sabe de bola: O blog que alguns redactores dos jornais deviam ler para saberem escrever de bola – Jogo Teclado
Premio Perplexidade: O blog que ainda não percebi se é de extrema-esquerda ou direita, se é racista ou misógeno, se é homofóbio ou apaneleirado, se é cristão ou ateu, mas que sei que apesar disso parto-me a rir e vivó Benfica – Clark Quente.
Prémio Bairro do Pica Pau Amarelo: O blog que mistura Almada, arredores e imaculadas igrejas com excelentes musicas de fundo mesmo que não tocadas - The Old Man
… actualizarei em breve….
segunda-feira, abril 04, 2005
700. Jogar pérolas a porcos
Falar em nascimento em berços de ouro. Falar em dourar a pílula. Falar em ouro sobre azul. Falar em diamantes por lapidar. Falar em nem tudo o que luz é ouro. Falar em jogar pérolas a porcos. Falar na prata da casa ou utilizar tantas mais metáforas, parábolas ou outras figuras de estilo com jóias à mistura faz parte do nosso vocabulário quotidiano.
Nunca percebi muito bem porque é que há lojas chamadas joalharias. Dizem que vem de jóia. Tudo bem, acredito. Mas nas joalharias também se fazem broches. Poderiam portanto chamar-se joelharias.
Ouvi dizer que a Holanda vai pagar uma indemnização de milhões por jóias portuguesas roubadas numa exposição. A Yolanda, uma amiga minha, por causa de um broche (partiu a obra com uma dentada), também teve que pagar uma indemnização dos colhões*.
O meu vizinho do oitavo esquerdo anda doido com o novo arranjinho dele. Um dia destes, encontrámo-nos na Praça de Espanha, na paragem de autocarro para o Miratejo. Como quem não quer a coisa, cumprimentou-me e apresentou-me a namorada. Bem vistas as coisas, comparada com a mulher dele achei este engate um verdadeiro broche!
Naqueles pop ups que são useiros e vezeiros em aparecer sempre que navego fui dar a uma sex shop virtual. Apregoavam anéis para retardar a ejaculação. Podiam-se fazer encomendas à medida e à vontade do cliente. Encomendei um em pérolas de cultura. Que rico pénis ou que pénis rico that’s the question.
No café, onde escutamos conversas que não queremos, ouvi uma moça comentando para outra “a Jamila tem um piercing no umbigo. Um brilhante que deve ter custado um dinheirão”. A outra respondeu “os gajos são ricos, o marido tem um corno de ouro ao pescoço”. Eu pensei “que local original para ter cornos”.
* Expressão que em gíria popular quer dizer enorme.
Falar em nascimento em berços de ouro. Falar em dourar a pílula. Falar em ouro sobre azul. Falar em diamantes por lapidar. Falar em nem tudo o que luz é ouro. Falar em jogar pérolas a porcos. Falar na prata da casa ou utilizar tantas mais metáforas, parábolas ou outras figuras de estilo com jóias à mistura faz parte do nosso vocabulário quotidiano.
Nunca percebi muito bem porque é que há lojas chamadas joalharias. Dizem que vem de jóia. Tudo bem, acredito. Mas nas joalharias também se fazem broches. Poderiam portanto chamar-se joelharias.
Ouvi dizer que a Holanda vai pagar uma indemnização de milhões por jóias portuguesas roubadas numa exposição. A Yolanda, uma amiga minha, por causa de um broche (partiu a obra com uma dentada), também teve que pagar uma indemnização dos colhões*.
O meu vizinho do oitavo esquerdo anda doido com o novo arranjinho dele. Um dia destes, encontrámo-nos na Praça de Espanha, na paragem de autocarro para o Miratejo. Como quem não quer a coisa, cumprimentou-me e apresentou-me a namorada. Bem vistas as coisas, comparada com a mulher dele achei este engate um verdadeiro broche!
Naqueles pop ups que são useiros e vezeiros em aparecer sempre que navego fui dar a uma sex shop virtual. Apregoavam anéis para retardar a ejaculação. Podiam-se fazer encomendas à medida e à vontade do cliente. Encomendei um em pérolas de cultura. Que rico pénis ou que pénis rico that’s the question.
No café, onde escutamos conversas que não queremos, ouvi uma moça comentando para outra “a Jamila tem um piercing no umbigo. Um brilhante que deve ter custado um dinheirão”. A outra respondeu “os gajos são ricos, o marido tem um corno de ouro ao pescoço”. Eu pensei “que local original para ter cornos”.
* Expressão que em gíria popular quer dizer enorme.
domingo, abril 03, 2005
sexta-feira, abril 01, 2005
698. Lunch Time Blog
O meu amigo Artur é um grande sacana. Todos os anos, no dia 1º de Abril me convida para almoçar. E todos os anos, no dia 1º de Abril, me oferece um daqueles almoços que um gajo até tem vergonha de contar, para não parecer gabarola. Então, desde que sabe que eu tenho um blog, onde descrevo (ou descrevia) as comezainas, ainda mais se requintou na sua sacanice. Hoje, uma vez mais, sem surpresa da minha parte, telefonou-me e disse-me: “oh pá não te atrases, é na Cabrinha, à uma”. Quando cheguei ele já lá estava, acompanhado de duas gajas à minha espera. Quer dizer, dois aviões. Pensei logo que fora má ideia, porque com a barriga cheia a gente (quer dizer eu) tem muito medinho. Depois chegou uma travessa de amêijoa de pesca submarina, um prato de camarão de espinho, uns percebes de Cabo Verde. Uma lagosta termidor, uma garrafa (no final contamos 3), de Alvarinho, Palácio da Brejoeira, e dois lavagantes grelhados. Os aviões ligaram o turbo. A comida foi desaparecendo como que por magia. Eu sei que a Maria não gosta do meu blog e, portanto, não o lê. Logo, mais à tarde quando eu lhe disser que vou fazer serão, ela vai acreditar. Espero ter combustível, jet-gasoline que é como costuma dizer o meu vizinho do oitavo esquerdo, para pôr a trabalhar o motor.
PS.1 Ele há gajos que comem jaquinzinhos ao almoço e depois, como é 1º de Abril, vêem com tangas destas para o blog, a pensar que alguém acredita.
PS.2 Mariazinha, meu amor, aquilo dos aviões é treta. Bom, mas pelo sim pelo não, prepara-te que hoje temos serão aqui no escritório.
O meu amigo Artur é um grande sacana. Todos os anos, no dia 1º de Abril me convida para almoçar. E todos os anos, no dia 1º de Abril, me oferece um daqueles almoços que um gajo até tem vergonha de contar, para não parecer gabarola. Então, desde que sabe que eu tenho um blog, onde descrevo (ou descrevia) as comezainas, ainda mais se requintou na sua sacanice. Hoje, uma vez mais, sem surpresa da minha parte, telefonou-me e disse-me: “oh pá não te atrases, é na Cabrinha, à uma”. Quando cheguei ele já lá estava, acompanhado de duas gajas à minha espera. Quer dizer, dois aviões. Pensei logo que fora má ideia, porque com a barriga cheia a gente (quer dizer eu) tem muito medinho. Depois chegou uma travessa de amêijoa de pesca submarina, um prato de camarão de espinho, uns percebes de Cabo Verde. Uma lagosta termidor, uma garrafa (no final contamos 3), de Alvarinho, Palácio da Brejoeira, e dois lavagantes grelhados. Os aviões ligaram o turbo. A comida foi desaparecendo como que por magia. Eu sei que a Maria não gosta do meu blog e, portanto, não o lê. Logo, mais à tarde quando eu lhe disser que vou fazer serão, ela vai acreditar. Espero ter combustível, jet-gasoline que é como costuma dizer o meu vizinho do oitavo esquerdo, para pôr a trabalhar o motor.
PS.1 Ele há gajos que comem jaquinzinhos ao almoço e depois, como é 1º de Abril, vêem com tangas destas para o blog, a pensar que alguém acredita.
PS.2 Mariazinha, meu amor, aquilo dos aviões é treta. Bom, mas pelo sim pelo não, prepara-te que hoje temos serão aqui no escritório.
quinta-feira, março 31, 2005
697. Opiniões sobre os outros. A minha foice também entra na tua ceara.
Eu também li o post da Papoila. Eu não li o blog / post a que ela se refere. A Catarina, pelos vistos, conhecia o outro blog e portanto concorda com a Papoila. Eu li os comentários que fizeram no blog da Catarina. Alguns chamaram agressivo ao post da Papoila. Pois bem, para mim não é agressivo nem deixa de o ser. Talvez eu tivesse uma opinião diferente se conhecesse o blog subentendido no post da Papoila. Mas assim, tout court, parece-me o post da Papoila um post de muito bom senso.
PS. Só uma pequena questão, minha cara Papoila, esperando que não me leve a mal. Como defensora dos direitos das crianças, como me parece ser, tendo em conta que considera que a vontade das crianças até determinada idade, não é mais do que a vontade dos pais e para sua (delas, crianças) própria protecção espero que não mande baptizar a sua criança antes que ela o decida. Pode considerar foice em ceara alheia; a mim parece-me bom senso.
Eu também li o post da Papoila. Eu não li o blog / post a que ela se refere. A Catarina, pelos vistos, conhecia o outro blog e portanto concorda com a Papoila. Eu li os comentários que fizeram no blog da Catarina. Alguns chamaram agressivo ao post da Papoila. Pois bem, para mim não é agressivo nem deixa de o ser. Talvez eu tivesse uma opinião diferente se conhecesse o blog subentendido no post da Papoila. Mas assim, tout court, parece-me o post da Papoila um post de muito bom senso.
PS. Só uma pequena questão, minha cara Papoila, esperando que não me leve a mal. Como defensora dos direitos das crianças, como me parece ser, tendo em conta que considera que a vontade das crianças até determinada idade, não é mais do que a vontade dos pais e para sua (delas, crianças) própria protecção espero que não mande baptizar a sua criança antes que ela o decida. Pode considerar foice em ceara alheia; a mim parece-me bom senso.
quarta-feira, março 30, 2005
696. Um país muito giro
O meu vizinho do oitavo esquerdo fuma sempre à janela. Quando vejo voar uma prisca por cima da minha cabeça já sei que ele acabou de espetar mais um prego no seu caixão. Inevitavelmente a beata faz um voo de oito andares indo-se estatelar no passeio da praceta.
O meu vizinho do oitavo esquerdo sempre achou que era melhor que o Figo. Quando o Rubenzinho (que ideia é essa de chamares Ruben ao teu puto, pá?), lhe dá o pacote do Bolicao, à saída do café, todos os sábados de manhã, para o pai deitar no lixo, o meu vizinho faz dele uma bola de papel, e depois, com dois toques de joelho e biqueirada ou com um toque de calcanhar, mostra as suas habilidades ao miúdo.
Resolvi comentar com ele as alterações ao código da estrada e à proibição de mandar o cigarro pela janela; ou o pacote do Bolicao. Por estas e por outras é que ele nunca tirou a carta. Ninguém o chateia se o fizer da janela da sala.
PS. Sem ironia, não percebo nada de leis. Não sei se as multas para quem atira uma beata pela janela do carro ou pela janela da sala de estar são equivalentes. Quem souber que me esclareça. Agradeço.
O meu vizinho do oitavo esquerdo fuma sempre à janela. Quando vejo voar uma prisca por cima da minha cabeça já sei que ele acabou de espetar mais um prego no seu caixão. Inevitavelmente a beata faz um voo de oito andares indo-se estatelar no passeio da praceta.
O meu vizinho do oitavo esquerdo sempre achou que era melhor que o Figo. Quando o Rubenzinho (que ideia é essa de chamares Ruben ao teu puto, pá?), lhe dá o pacote do Bolicao, à saída do café, todos os sábados de manhã, para o pai deitar no lixo, o meu vizinho faz dele uma bola de papel, e depois, com dois toques de joelho e biqueirada ou com um toque de calcanhar, mostra as suas habilidades ao miúdo.
Resolvi comentar com ele as alterações ao código da estrada e à proibição de mandar o cigarro pela janela; ou o pacote do Bolicao. Por estas e por outras é que ele nunca tirou a carta. Ninguém o chateia se o fizer da janela da sala.
PS. Sem ironia, não percebo nada de leis. Não sei se as multas para quem atira uma beata pela janela do carro ou pela janela da sala de estar são equivalentes. Quem souber que me esclareça. Agradeço.
terça-feira, março 29, 2005
695. Um país muito giro
Hoje, eram sete e meia da manhã, passei em Almada em frente à CGD. Perfilavam-se 3 pessoas à porta numa espécie de bicha, embora em amena cavaqueira. Como quem não quer a coisa perguntei a que horas abriria o banco. Expedito, um senhor dos seus 60 anos respondeu-me imediatamente que seria às 8h30. Pensei com os meus botões (devia ter pensado isto no outro blog), que aquelas alminhas ainda ficariam ali, sob ameaça de chuvisco, mais cerca de uma hora. Pensei e perguntei: - Porque é que vêm para aqui tão cedo?
- Oh meu caro senhor, você não deve estar nada habituado a vir à Caixa. Se a gente não vier cedinho perdemos quase uma hora na bicha até sermos atendidos.
Pois, está bem, pensei de novo e segui caminho.
Hoje, eram sete e meia da manhã, passei em Almada em frente à CGD. Perfilavam-se 3 pessoas à porta numa espécie de bicha, embora em amena cavaqueira. Como quem não quer a coisa perguntei a que horas abriria o banco. Expedito, um senhor dos seus 60 anos respondeu-me imediatamente que seria às 8h30. Pensei com os meus botões (devia ter pensado isto no outro blog), que aquelas alminhas ainda ficariam ali, sob ameaça de chuvisco, mais cerca de uma hora. Pensei e perguntei: - Porque é que vêm para aqui tão cedo?
- Oh meu caro senhor, você não deve estar nada habituado a vir à Caixa. Se a gente não vier cedinho perdemos quase uma hora na bicha até sermos atendidos.
Pois, está bem, pensei de novo e segui caminho.
segunda-feira, março 28, 2005
sexta-feira, março 25, 2005
693. Desejos
Eu venho aqui apenas para vos dizer que fico feliz de que tenham tido uma boa Páscoa e umas mini-férias aprazíveis. E porque é que eu vos digo isto numa sexta-feira santa? Porque vós leitoras amigas e leitores amigos estais todos de férias e só aqui vindes na segunda-feira.
PS. Eu, sem férias, como inerência à minha profissão de desempregado compulsivo.
Eu venho aqui apenas para vos dizer que fico feliz de que tenham tido uma boa Páscoa e umas mini-férias aprazíveis. E porque é que eu vos digo isto numa sexta-feira santa? Porque vós leitoras amigas e leitores amigos estais todos de férias e só aqui vindes na segunda-feira.
PS. Eu, sem férias, como inerência à minha profissão de desempregado compulsivo.
quarta-feira, março 23, 2005
quarta-feira, março 16, 2005
691. Perfeito
Não comentei ali porque um comentário deve ser ligeiro para que não se torne mais importante do que o post e, talvez, porque o que eu queria mesmo era escrever um texto. E “postálo” ou “postá tracinho lo”.
Não tenho um babyblog, mas sou o exemplo do pai perfeito. E porque é que não tenho um baby blog? Porque já não tenho babies. E porque é que sou um pai perfeito? Porque sou pai e porque sou perfeito.
Feitos os esclarecimentos, vamos ao post. (esta frase é um plágio a ela mesmo)
A primeira vez que mudei a fralda à Anita, a Zé quando chegou a casa encontrou a miúda cagada até ao pescoço. Sou perfeito? Pois sou, um perfeito nabo a mudar fraldas e uma perfeita cagada a confirmar que perfeito e perfeita andam sempre de mãos dadas.
Contesto a afirmação da Catarina em que nos tornamos especialistas em carrinhos e papinhas. E a minha contestação assenta fundamentalmente nos diminutivos. Tive de tirar a carta de condução, para levar os putos de um lado para o outro e, embora não especialista, tive de começar a perceber alguma coisa de carros. Tinha de rezar para não ter de ser eu a mudar a fralda pelo que também tive de perceber alguma coisa de Papas. Tornei-me um pai melhor, mais sabedor e cada vez mais perfeito.
Quanto ao falar de outras mães, ai não que não temos o direito. Ainda hoje falo. Claro que a Zé não sabe que eu falo, mas a mãe do puto do 7º Esquerdo é boa como o milho. Um dia destes vou-me oferecer para lhe ir mudar a fralda. Ao puto? Perguntam vocês. E eu respondo: Ninguém é perfeito!
“Não gosto de sentenças, verdades absolutas, postas de pescada e juízos feitos com base numa suposta perfeição que não existe.
Paciência se não gostarem de ler este post.”
Isso dizes tu! Olha para mim, eu aqui absolutamente verdadeiro, com post que parece um arroto a pescada de rabo na boca e perfeito até dizer chega.
Se não gostaste do comentário, paciência! (novo plágio, excuse me baby).
Não comentei ali porque um comentário deve ser ligeiro para que não se torne mais importante do que o post e, talvez, porque o que eu queria mesmo era escrever um texto. E “postálo” ou “postá tracinho lo”.
Não tenho um babyblog, mas sou o exemplo do pai perfeito. E porque é que não tenho um baby blog? Porque já não tenho babies. E porque é que sou um pai perfeito? Porque sou pai e porque sou perfeito.
Feitos os esclarecimentos, vamos ao post. (esta frase é um plágio a ela mesmo)
A primeira vez que mudei a fralda à Anita, a Zé quando chegou a casa encontrou a miúda cagada até ao pescoço. Sou perfeito? Pois sou, um perfeito nabo a mudar fraldas e uma perfeita cagada a confirmar que perfeito e perfeita andam sempre de mãos dadas.
Contesto a afirmação da Catarina em que nos tornamos especialistas em carrinhos e papinhas. E a minha contestação assenta fundamentalmente nos diminutivos. Tive de tirar a carta de condução, para levar os putos de um lado para o outro e, embora não especialista, tive de começar a perceber alguma coisa de carros. Tinha de rezar para não ter de ser eu a mudar a fralda pelo que também tive de perceber alguma coisa de Papas. Tornei-me um pai melhor, mais sabedor e cada vez mais perfeito.
Quanto ao falar de outras mães, ai não que não temos o direito. Ainda hoje falo. Claro que a Zé não sabe que eu falo, mas a mãe do puto do 7º Esquerdo é boa como o milho. Um dia destes vou-me oferecer para lhe ir mudar a fralda. Ao puto? Perguntam vocês. E eu respondo: Ninguém é perfeito!
“Não gosto de sentenças, verdades absolutas, postas de pescada e juízos feitos com base numa suposta perfeição que não existe.
Paciência se não gostarem de ler este post.”
Isso dizes tu! Olha para mim, eu aqui absolutamente verdadeiro, com post que parece um arroto a pescada de rabo na boca e perfeito até dizer chega.
Se não gostaste do comentário, paciência! (novo plágio, excuse me baby).
quinta-feira, março 10, 2005
690. Continuação
1. A cura do sono continua;
2. O Schubert e a Yasmin continuam a dar-se lindamente;
3. Eu continuo a não dispensar o cozido à portuguesa à 5ª feira;
4. O meu amigo dono da Cabrinha II, apesar de lagartácio, continua a falar apenas do Benfica;
5. Este blog continua a não apresentar um texto de jeito.
1. A cura do sono continua;
2. O Schubert e a Yasmin continuam a dar-se lindamente;
3. Eu continuo a não dispensar o cozido à portuguesa à 5ª feira;
4. O meu amigo dono da Cabrinha II, apesar de lagartácio, continua a falar apenas do Benfica;
5. Este blog continua a não apresentar um texto de jeito.
terça-feira, março 08, 2005
689. Cuidado com o que escrevem na caixa de comentários aí em baixo.
Imaginemos que eu não goste de um post que leia num qualquer blog. Imaginemos que por via disso tenha vontade de expressar ao seu autor de que não gostei. Imaginemos que para dizer que não gostei eu tenha de rebater a ideia expressa. Imaginemos que para rebater a ideia expressa eu tenha que dizer algo que não caia bem ao autor. Imaginemos que o autor ao ler algo que não lhe tenha caído bem considere que o comentário não tem nível para figurar no conjunto dos comentários emitidos ao seu post. Imaginemos que o autor seja umbiguista, narcisista ou tenha outros qualificativos quaisquer para o seu ego que considere que criticar um texto seu é ter baixo nível. Imaginemos que por via disso o autor do post decide apagar o comentário que lhe é feito. Vai para a cama, com um sorriso de orelha a orelha, contar para a almofada: “hoje fui o maior; tenho um post cheiinho de elogios; se não acreditas vai lá ler os comentários” E depois adormece com os anjos.
Hoje fui visitar um blog através de uma estranha lista de destaques que existe no weblog.com.pt. Quando me preparava para fazer um comentário (por acaso até elogioso para o post que li, mas isso agora não interessa nada), li um aviso em que o(s) autor(es) intimavam os comentaristas a terem alto nível. Com esta pérola de entremeada
cito
“…É censura? Se estiver a pensar em censura como acto de condenação, crítica, reprovação, repreensão ou admoestação pelo baixo nível da observação em questão, então, sim: é censura.”
Fim de citação
Obviamente não comentei.
Imaginemos que eu não goste de um post que leia num qualquer blog. Imaginemos que por via disso tenha vontade de expressar ao seu autor de que não gostei. Imaginemos que para dizer que não gostei eu tenha de rebater a ideia expressa. Imaginemos que para rebater a ideia expressa eu tenha que dizer algo que não caia bem ao autor. Imaginemos que o autor ao ler algo que não lhe tenha caído bem considere que o comentário não tem nível para figurar no conjunto dos comentários emitidos ao seu post. Imaginemos que o autor seja umbiguista, narcisista ou tenha outros qualificativos quaisquer para o seu ego que considere que criticar um texto seu é ter baixo nível. Imaginemos que por via disso o autor do post decide apagar o comentário que lhe é feito. Vai para a cama, com um sorriso de orelha a orelha, contar para a almofada: “hoje fui o maior; tenho um post cheiinho de elogios; se não acreditas vai lá ler os comentários” E depois adormece com os anjos.
Hoje fui visitar um blog através de uma estranha lista de destaques que existe no weblog.com.pt. Quando me preparava para fazer um comentário (por acaso até elogioso para o post que li, mas isso agora não interessa nada), li um aviso em que o(s) autor(es) intimavam os comentaristas a terem alto nível. Com esta pérola de entremeada
cito
“…É censura? Se estiver a pensar em censura como acto de condenação, crítica, reprovação, repreensão ou admoestação pelo baixo nível da observação em questão, então, sim: é censura.”
Fim de citação
Obviamente não comentei.
688. Erotic Time Blog
O Portas mandou tirar a fotografia do Freitas da galeria dos artistas do CDS. O Bush mandou tirar as estátuas do Sadam dos pedestais de Bgadad. Parece que o Yeltsin também mandou fazer o mesmo aos bustos do Lenin. No outro dia um amigo meu quando soube que mulher lhe andava a por os cornos mandou-a para a mãe dela com uma mala cheia de molduras. Cá para mim estes gajos que fazem estas merdas são uns gajos fodidos.
O Portas mandou tirar a fotografia do Freitas da galeria dos artistas do CDS. O Bush mandou tirar as estátuas do Sadam dos pedestais de Bgadad. Parece que o Yeltsin também mandou fazer o mesmo aos bustos do Lenin. No outro dia um amigo meu quando soube que mulher lhe andava a por os cornos mandou-a para a mãe dela com uma mala cheia de molduras. Cá para mim estes gajos que fazem estas merdas são uns gajos fodidos.
segunda-feira, março 07, 2005
687. Penis Time Blog
Eu sei que sou um bocado "abifalhado" no que carnalmente concerne. Porra, a frase saiu boa mas carece explicação. Abifalhado não significa um falhado quando dou uma cantada (né meu irmão?) às bifas, não tampouco que só como bife rijo como cornos. Nada disso, como vós minhas amigas leitoras e meu amigos leitores bem sabeis. Sou abifalhado porque o lombo é imprescindível e uma vazia (desde que não seja a carteira) é irrejeitável. Pronto, explicada que foi a coisa, escrevi PreDatado na janelinha e o adivinhem... o Meu Penis Name é, nem mais nem menos que, um tal Beefy qualquer coisa. Não sei quem é o gajo, mas também deve ser abifalhado.
Este teste teve origem aqui, na minha amiga tete, a vendedora de chapéus.
PS: Beefy também poderia ser numa tradução abusiva a "Abelha Fy"; mas para abelhas já me chega a Maia. A não ser que queiram que eu disserte sobre o mel.
Eu sei que sou um bocado "abifalhado" no que carnalmente concerne. Porra, a frase saiu boa mas carece explicação. Abifalhado não significa um falhado quando dou uma cantada (né meu irmão?) às bifas, não tampouco que só como bife rijo como cornos. Nada disso, como vós minhas amigas leitoras e meu amigos leitores bem sabeis. Sou abifalhado porque o lombo é imprescindível e uma vazia (desde que não seja a carteira) é irrejeitável. Pronto, explicada que foi a coisa, escrevi PreDatado na janelinha e o adivinhem... o Meu Penis Name é, nem mais nem menos que, um tal Beefy qualquer coisa. Não sei quem é o gajo, mas também deve ser abifalhado.
| Your Penis Name is: Beefy McManstick |
Este teste teve origem aqui, na minha amiga tete, a vendedora de chapéus.
PS: Beefy também poderia ser numa tradução abusiva a "Abelha Fy"; mas para abelhas já me chega a Maia. A não ser que queiram que eu disserte sobre o mel.
sexta-feira, março 04, 2005
686. 16:9
Andava há anos para comprar uma televisão 16:9, mas efectivamente não estou muito satisfeito por o ter feito. As emissões, quase todas em 4:3, acabam distorcidas alargando e atarracando. Ver dar um pontapé de saída numa bola de futebol como se esta fosse de rugby não tem jeito nenhum. Em contrapartida a Jennifer Lopez tem cá umas ancas que nem vos conto, embora coitada não tenha altura para modelo. Hoje a 16:9 pregou-me um grande susto. Por vias do Euro-milhões “zappinguei” para a TVI, onde ainda passava o Jornal Nacional. A boca da apresentadora ocupava toda a largura do écran.
Andava há anos para comprar uma televisão 16:9, mas efectivamente não estou muito satisfeito por o ter feito. As emissões, quase todas em 4:3, acabam distorcidas alargando e atarracando. Ver dar um pontapé de saída numa bola de futebol como se esta fosse de rugby não tem jeito nenhum. Em contrapartida a Jennifer Lopez tem cá umas ancas que nem vos conto, embora coitada não tenha altura para modelo. Hoje a 16:9 pregou-me um grande susto. Por vias do Euro-milhões “zappinguei” para a TVI, onde ainda passava o Jornal Nacional. A boca da apresentadora ocupava toda a largura do écran.
domingo, fevereiro 27, 2005
685. O Bosque
Hoje há um blog que faz um ano. Um blog que me acostumei a ler pelo espírito. A Robina consegue descobrir curiosidades bizarras e comentá-las de uma forma airosa e engraçada. Quase sempre com uma pontinha de malandrice, umas vezes provocando-me sorrisos, outras arrancando-me uma gargalhada. Sabe-me sempre bem visitá-la. Parabéns.
Hoje há um blog que faz um ano. Um blog que me acostumei a ler pelo espírito. A Robina consegue descobrir curiosidades bizarras e comentá-las de uma forma airosa e engraçada. Quase sempre com uma pontinha de malandrice, umas vezes provocando-me sorrisos, outras arrancando-me uma gargalhada. Sabe-me sempre bem visitá-la. Parabéns.
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
684. Um post erótico
Ainda não percebi a corrente, de onde partiu e onde vai chegar. Costumo ler o blog da Catarina e já vi mais do que uma ver a referência a um post erótico.
Sempre que se fala numa história erótica lembro-me do John the Kid. John the Kid era um dos mais temidos pistoleiros do farwest. Falar no seu nome era caganeira certa. Se alguém, alguma vez entrasse num saloon e dissesse algo do tipo “consta que chega amanhã John the Kid” a cidade transformava-se num deserto em menos de 5 minutos. Durante dois dias ninguém saía à rua. Apenas se ouvia o vento e se via a poeira nas ruas, não bastas vezes arrastando arbustos pela dita fora. As escolas fechavam, as lojas não abriam, só os postigos entreabertos davam para ver, de vez em quando, um par de olhos espreitando a chegada de alguém. O terror instalava-se. Mas no meio do quase silêncio uma casa permanecia aberta, uma luz ténue espreitava da porta, um piano desafinado tentava transmitir algumas notas algures importadas da Europa. E porque é que esta casa se mantinha aberta, podereis vós estar a pergunta-vos neste momento. Era o hotel-bar de Miss Persival uma americana de segunda geração, cuja mãe, italiana de origem, morrera de parto. Criada com o pai, garimpeiro e bêbedo crónico, não tivera uma educação esmerada mas tivera olhos para a vida. Tornara-se rameira e na época, cinquentona, era proprietária do Persival’s Resort o único hotel ‘com todo o serviço incluído’ da cidade. E sendo o único que poderia fornecer um serviço tão completo não tinha receio de John the Kid. Ele, onde quer que chegasse, fodia tudo!
Ainda não percebi a corrente, de onde partiu e onde vai chegar. Costumo ler o blog da Catarina e já vi mais do que uma ver a referência a um post erótico.
Sempre que se fala numa história erótica lembro-me do John the Kid. John the Kid era um dos mais temidos pistoleiros do farwest. Falar no seu nome era caganeira certa. Se alguém, alguma vez entrasse num saloon e dissesse algo do tipo “consta que chega amanhã John the Kid” a cidade transformava-se num deserto em menos de 5 minutos. Durante dois dias ninguém saía à rua. Apenas se ouvia o vento e se via a poeira nas ruas, não bastas vezes arrastando arbustos pela dita fora. As escolas fechavam, as lojas não abriam, só os postigos entreabertos davam para ver, de vez em quando, um par de olhos espreitando a chegada de alguém. O terror instalava-se. Mas no meio do quase silêncio uma casa permanecia aberta, uma luz ténue espreitava da porta, um piano desafinado tentava transmitir algumas notas algures importadas da Europa. E porque é que esta casa se mantinha aberta, podereis vós estar a pergunta-vos neste momento. Era o hotel-bar de Miss Persival uma americana de segunda geração, cuja mãe, italiana de origem, morrera de parto. Criada com o pai, garimpeiro e bêbedo crónico, não tivera uma educação esmerada mas tivera olhos para a vida. Tornara-se rameira e na época, cinquentona, era proprietária do Persival’s Resort o único hotel ‘com todo o serviço incluído’ da cidade. E sendo o único que poderia fornecer um serviço tão completo não tinha receio de John the Kid. Ele, onde quer que chegasse, fodia tudo!
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
683. Estou tão indeciso
Eu sou sempre um poço de indecisão. Vejam lá, amigas leitoras e amigos leitores que desta vez não sei a qual das lideranças me candidatar. Já estive para me candidatar à do PP. Mas não gosto do nome do partido. Pêpê… ainda se fosse PóPó. È que, como vós bem sabeis, eu gosto muito de buzinar. Eu a passear-me num Ferrari ou num Lamborgini (carros aliás que o actual nunca teve, nem para Amostra) e a buzinar por todas as feiras e mercados do país. Seria maravilhoso. Mas pêpê não, não tenho como dar a volta ao nome. Só se um dia alguém inventar um nome bonito. Tipo, sei lá, CDS. O quê já existe? Já? Pronto nada a fazer, sem originalidade não vou lá.
Só me resta então pensar em candidatar-me à liderança do PSD. Mas vocês nem imaginam as pressões que tenho sofrido. Apesar da minha Maria me chamar carinhosamente baixinho, os meus amigos dizem que sou muito mais alto que o Marques Mendes e que portanto não tenho nenhuma chance. Se calhar o melhor é mesmo não me candidatar a nenhum e formar um novo partido, sei lá, PPD. Partido do Pre Datado. O quê? PPD também já existe? Ai, ai, ai, eu hoje não acerto uma!
Eu sou sempre um poço de indecisão. Vejam lá, amigas leitoras e amigos leitores que desta vez não sei a qual das lideranças me candidatar. Já estive para me candidatar à do PP. Mas não gosto do nome do partido. Pêpê… ainda se fosse PóPó. È que, como vós bem sabeis, eu gosto muito de buzinar. Eu a passear-me num Ferrari ou num Lamborgini (carros aliás que o actual nunca teve, nem para Amostra) e a buzinar por todas as feiras e mercados do país. Seria maravilhoso. Mas pêpê não, não tenho como dar a volta ao nome. Só se um dia alguém inventar um nome bonito. Tipo, sei lá, CDS. O quê já existe? Já? Pronto nada a fazer, sem originalidade não vou lá.
Só me resta então pensar em candidatar-me à liderança do PSD. Mas vocês nem imaginam as pressões que tenho sofrido. Apesar da minha Maria me chamar carinhosamente baixinho, os meus amigos dizem que sou muito mais alto que o Marques Mendes e que portanto não tenho nenhuma chance. Se calhar o melhor é mesmo não me candidatar a nenhum e formar um novo partido, sei lá, PPD. Partido do Pre Datado. O quê? PPD também já existe? Ai, ai, ai, eu hoje não acerto uma!
terça-feira, fevereiro 22, 2005
682. O meu bloco
Eu tenho um bloco ou, como até é chique, principalmente na blogosfera, dizer, um moleskine. Este bloco acompanha-me para todo o lado e, não é raro verem-me com o carro encostado a uma berma qualquer, moleskine sobre o volante, bic cristal de ponta normal na mão a escrever notas que de repente me vêm à cabeça. Se estou sentado numa mesa de bingo, entre o bingo correcto e o vamos começar, o moleskine está aberto; se estou no café entre a bica e o olhar naquela miúda com um exemplar par de mamas que passa na rua, uma frase ou duas no moleskine; se estou no emprego (bom isso era dantes, mas adiante) entre uma ideia genial e uma não menos genial tomada de decisão, dois rabiscos no moleskine; se acabo de dar uma queca e saboreio um cigarro assim tipo, ‘dá lá mais um bocado cabo do teu coração’, abro o moleskine, pois, convenhamos, não seria nada agradável no meio da dita tomar notas daquilo que me vem à cabeça mesmo nos momentos mais orgásmicos. Sentado na sanita, é imprescindível. E é nesse momento que eu reparo que só escrevo… bom o melhor é lerem o texto do meu amigo Branco Leone.
Eu tenho um bloco ou, como até é chique, principalmente na blogosfera, dizer, um moleskine. Este bloco acompanha-me para todo o lado e, não é raro verem-me com o carro encostado a uma berma qualquer, moleskine sobre o volante, bic cristal de ponta normal na mão a escrever notas que de repente me vêm à cabeça. Se estou sentado numa mesa de bingo, entre o bingo correcto e o vamos começar, o moleskine está aberto; se estou no café entre a bica e o olhar naquela miúda com um exemplar par de mamas que passa na rua, uma frase ou duas no moleskine; se estou no emprego (bom isso era dantes, mas adiante) entre uma ideia genial e uma não menos genial tomada de decisão, dois rabiscos no moleskine; se acabo de dar uma queca e saboreio um cigarro assim tipo, ‘dá lá mais um bocado cabo do teu coração’, abro o moleskine, pois, convenhamos, não seria nada agradável no meio da dita tomar notas daquilo que me vem à cabeça mesmo nos momentos mais orgásmicos. Sentado na sanita, é imprescindível. E é nesse momento que eu reparo que só escrevo… bom o melhor é lerem o texto do meu amigo Branco Leone.
681. PreDatado no País das Maravilhas
Olá amigas leitoras e amigos leitores. Como vós bem sabeis, eu não sou nada de acordar bem disposto. Nadinha mesmo. Não falo com ninguém, enrolo os pés nos tapetes, bato com a cabeça na porta da casa de banho e nem encaro o espelho com os dois olhos abertos. Mas hoje não. Hoje acordei super bem disposto. Fui dar de comer aos gatos, lavei os dentes, tomei uma bica preciosamente tirada pela minha Maria, coloquei um CD no toca-toca, trauteei uma canção dos Beatles, e até o cair da água do chuveiro me parecia música. No posto médico só esperei 20 minutos pela minha vez, a minha consulta só durou 2 minutos, vá lá 2 minutos e 17 segundos para ser mais preciso, não foi preciso renovar o ticket do parking e ainda tive tempo de ir, de novo, à loja da TV Cabo. Para não esmorecer, fui novamente mal atendido, tal como ontem não conseguiram resolver o simples “problema” de me trocarem a box preta pela digital, tentei mandar um fax, já vai na 15ª tentativa e ainda não seguiu, e para confirmar se o número estava correcto esperei 17minutos e 26 segundos para ser atendido. Quer dizer que o país está todo a funcionar na perfeição, sejam os serviços públicos de saúde, sejam os serviços privados de comunicações. E como a máquina do parking me deu o talão correcto e não tive de renovar os 2 euros que coloquei, à cautela, continuo a assobiar a música dos Beatles. Não há nada como acordar bem disposto.
Olá amigas leitoras e amigos leitores. Como vós bem sabeis, eu não sou nada de acordar bem disposto. Nadinha mesmo. Não falo com ninguém, enrolo os pés nos tapetes, bato com a cabeça na porta da casa de banho e nem encaro o espelho com os dois olhos abertos. Mas hoje não. Hoje acordei super bem disposto. Fui dar de comer aos gatos, lavei os dentes, tomei uma bica preciosamente tirada pela minha Maria, coloquei um CD no toca-toca, trauteei uma canção dos Beatles, e até o cair da água do chuveiro me parecia música. No posto médico só esperei 20 minutos pela minha vez, a minha consulta só durou 2 minutos, vá lá 2 minutos e 17 segundos para ser mais preciso, não foi preciso renovar o ticket do parking e ainda tive tempo de ir, de novo, à loja da TV Cabo. Para não esmorecer, fui novamente mal atendido, tal como ontem não conseguiram resolver o simples “problema” de me trocarem a box preta pela digital, tentei mandar um fax, já vai na 15ª tentativa e ainda não seguiu, e para confirmar se o número estava correcto esperei 17minutos e 26 segundos para ser atendido. Quer dizer que o país está todo a funcionar na perfeição, sejam os serviços públicos de saúde, sejam os serviços privados de comunicações. E como a máquina do parking me deu o talão correcto e não tive de renovar os 2 euros que coloquei, à cautela, continuo a assobiar a música dos Beatles. Não há nada como acordar bem disposto.
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
680. Medidas
Faz hoje 2 anos, 6 meses e 21 dias que estou desempregado. Não foi por culpa do Durão Barroso embora, por coincidência, tenha sido pouco depois dele ter tomado posse. E como o meu emprego não tinha nada de político (no sentido comum do termo) não vai ser por Sócrates ter ganho as eleições que eu vou arranjar emprego de novo. Só se for pura coincidência. A verdade é que hoje choveu na minha rua. O homem ganha e começa a chover. Deve ter sido a primeira medida, mesmo antes de ser Governo. Aliás a segunda, pois a primeira deve ter sido quando ele gritou lá do púlpito no largo do Rato: PreDatado, levanta-te e anda! Por este andar, vou ter emprego num instante. Não acha irmão Sócrates de Jesus?
Faz hoje 2 anos, 6 meses e 21 dias que estou desempregado. Não foi por culpa do Durão Barroso embora, por coincidência, tenha sido pouco depois dele ter tomado posse. E como o meu emprego não tinha nada de político (no sentido comum do termo) não vai ser por Sócrates ter ganho as eleições que eu vou arranjar emprego de novo. Só se for pura coincidência. A verdade é que hoje choveu na minha rua. O homem ganha e começa a chover. Deve ter sido a primeira medida, mesmo antes de ser Governo. Aliás a segunda, pois a primeira deve ter sido quando ele gritou lá do púlpito no largo do Rato: PreDatado, levanta-te e anda! Por este andar, vou ter emprego num instante. Não acha irmão Sócrates de Jesus?
679. Ressuscitei
Como vós, meus amigos leitores e minhas amigas leitoras, bem sabeis, eu não sou nada, nadinha mesmo, de ressuscitar. Sei lá, estas coisas de morrer e voltar a nascer tem algo de milagroso, de mítico, de transcendente. E o PreDatado é o mais comunzinho dos mortais. Mas hoje não resisti, acordei com uma vontadinha de ressuscitar que vocês nem imaginam. Não é todos os dias que se ressuscita e se eu não aproveitasse esta vontade matinal não sei quando seria que me iria voltar a dar uma genica destas. Portanto aqui estou eu disposto a retomar uma linha editorial que nunca existiu. Se o engenho e um pouquinho de arte se me acometer aqui estarei regularmente a expor estados de alma, estádios de luz, estrados de explanações, estradas e auto-ditas de considerações.
PS. Cá vai o meu primeiro pêésse (salvo seja) da nova geração. Onde escrevi “vontade matinal” é mesmo vontade matinal e não a tal não sei do mijo que alguns de vós terão pensado. Ok?
Como vós, meus amigos leitores e minhas amigas leitoras, bem sabeis, eu não sou nada, nadinha mesmo, de ressuscitar. Sei lá, estas coisas de morrer e voltar a nascer tem algo de milagroso, de mítico, de transcendente. E o PreDatado é o mais comunzinho dos mortais. Mas hoje não resisti, acordei com uma vontadinha de ressuscitar que vocês nem imaginam. Não é todos os dias que se ressuscita e se eu não aproveitasse esta vontade matinal não sei quando seria que me iria voltar a dar uma genica destas. Portanto aqui estou eu disposto a retomar uma linha editorial que nunca existiu. Se o engenho e um pouquinho de arte se me acometer aqui estarei regularmente a expor estados de alma, estádios de luz, estrados de explanações, estradas e auto-ditas de considerações.
PS. Cá vai o meu primeiro pêésse (salvo seja) da nova geração. Onde escrevi “vontade matinal” é mesmo vontade matinal e não a tal não sei do mijo que alguns de vós terão pensado. Ok?
quarta-feira, novembro 03, 2004
678. Esclarecimento
O PreDatado morreu. RIP.
O seu autor, por enquanto, ainda está vivo. Mas tem um bichinho bom a roer-lhe as entranhas que não o deixa abandonar o teclado. Por isso, ele e o filho resolveram, a meias, contar uma história. Andam a fazê-lo por aqui. De vez em quando um episódio.
Por outro lado, ele, o Alves Fernandes aka Pre, é um tipo assim, como dizer, maníaco-depressivo. As suas fases de maníaco não as partilha com ninguém. Quando a depressão o ataca quem paga são os botões. É ali, que ele escarrapacha tudo!
PS. Este post foi colocado aqui a pedido do ex-PreDatado, em carta testamentária.
O PreDatado morreu. RIP.
O seu autor, por enquanto, ainda está vivo. Mas tem um bichinho bom a roer-lhe as entranhas que não o deixa abandonar o teclado. Por isso, ele e o filho resolveram, a meias, contar uma história. Andam a fazê-lo por aqui. De vez em quando um episódio.
Por outro lado, ele, o Alves Fernandes aka Pre, é um tipo assim, como dizer, maníaco-depressivo. As suas fases de maníaco não as partilha com ninguém. Quando a depressão o ataca quem paga são os botões. É ali, que ele escarrapacha tudo!
PS. Este post foi colocado aqui a pedido do ex-PreDatado, em carta testamentária.
sexta-feira, outubro 29, 2004
677. PreAnunciado
Amigas leitoras e amigos leitores, como vós bem sabeis, eu não sou nada, mesmo nada de comemorações. Quando no dia 29 de Outubro de 2003, coloquei aqui uma postagem que dizia,
“Hoje é o primeiro dia...Aliás ontem... foi pré datado!”
estava longe de imaginar que ao longo de um ano, eu estaria aqui regularmente a dizer coisas. De facto não passaram de coisas, na maioria das vezes sem qualquer importância social, outras com algum carácter interventor (o PreDatado existe, não é ficção), contei histórias, descrevi almoços, mais ou menos condimentados, fiz algumas incursões na poesia, citei quando me apeteceu, mandei recados, aplaudi e critiquei, brinquei. No fundo diverti-me. Há muitas coisas que me divertem, mas nada se compara ao prazer que me dá ler e escrever. Tenho alguma dificuldade em dizer, tal como um célebre futebolista um dia afirmou que, quando marcava um golo tinha um orgasmo, que cada vez que escrevo um texto, experimente uma sensação semelhante. No entanto, sinto-me satisfeito quando o faço. Por mais pequeno que seja, sai sempre de um momento de emoção. E foi neste somatório de pequenas emoções que escrevi para vocês e, desculpem-me o egoísmo, que escrevi para mim.
Um ano não é uma meta, mas é um marco. E, embora não o tenha premeditado, a verdade é que, em termos de blogue, fico-me por aqui. Pelo menos em termos de PreDatado. Com muito prazer, vou continuar a frequentar a blogosfera. Virei ler os textos das minhas amigas e dos meus amigos virtuais com quem me habituei a privar neste espaço cibernético como que religiosamente.
Quero agradecer particularmente à Maria, à minha Maria, o apoio que me deu e que, fundamentalmente, se consubstanciou na aceitação das horas de “separação” que esta máquina infernal provocou.
Quero deixar uma palavra de agradecimento e também gabar a paciência dos poucos, menos de cem efectivamente que, diariamente, aqui vieram ler o que eu escrevia e, alguns dos quais comentar, ajudando-me a melhorar.
Até sempre. Bem hajam!
PS. Linha intencionalmente deixada em branco, porque hoje não haverá pêésse.
Amigas leitoras e amigos leitores, como vós bem sabeis, eu não sou nada, mesmo nada de comemorações. Quando no dia 29 de Outubro de 2003, coloquei aqui uma postagem que dizia,
“Hoje é o primeiro dia...Aliás ontem... foi pré datado!”
estava longe de imaginar que ao longo de um ano, eu estaria aqui regularmente a dizer coisas. De facto não passaram de coisas, na maioria das vezes sem qualquer importância social, outras com algum carácter interventor (o PreDatado existe, não é ficção), contei histórias, descrevi almoços, mais ou menos condimentados, fiz algumas incursões na poesia, citei quando me apeteceu, mandei recados, aplaudi e critiquei, brinquei. No fundo diverti-me. Há muitas coisas que me divertem, mas nada se compara ao prazer que me dá ler e escrever. Tenho alguma dificuldade em dizer, tal como um célebre futebolista um dia afirmou que, quando marcava um golo tinha um orgasmo, que cada vez que escrevo um texto, experimente uma sensação semelhante. No entanto, sinto-me satisfeito quando o faço. Por mais pequeno que seja, sai sempre de um momento de emoção. E foi neste somatório de pequenas emoções que escrevi para vocês e, desculpem-me o egoísmo, que escrevi para mim.
Um ano não é uma meta, mas é um marco. E, embora não o tenha premeditado, a verdade é que, em termos de blogue, fico-me por aqui. Pelo menos em termos de PreDatado. Com muito prazer, vou continuar a frequentar a blogosfera. Virei ler os textos das minhas amigas e dos meus amigos virtuais com quem me habituei a privar neste espaço cibernético como que religiosamente.
Quero agradecer particularmente à Maria, à minha Maria, o apoio que me deu e que, fundamentalmente, se consubstanciou na aceitação das horas de “separação” que esta máquina infernal provocou.
Quero deixar uma palavra de agradecimento e também gabar a paciência dos poucos, menos de cem efectivamente que, diariamente, aqui vieram ler o que eu escrevia e, alguns dos quais comentar, ajudando-me a melhorar.
Até sempre. Bem hajam!
PS. Linha intencionalmente deixada em branco, porque hoje não haverá pêésse.
quinta-feira, outubro 28, 2004
676. Não sei que título colocar no post...
Renuncio
Cada letra que escrevo me parece uma palavra.
Cada palavra que escrevo me parece uma frase.
Estou cansado.
A vida não é só isto e eu
Estou cansado.
A vida não é só escrever e eu
Estou cansado.
Preciso de beber
De rir
De amar e ser amado
Mas
Estou cansado.
Preciso de beber o perfume
Que todas as noites
Teu corpo exala,
E que Suskind jamais inalou,
Mas estou cansado.
Preciso de beber o hálito dos teus beijos,
Quando me envolves os lábios de uma languidez
Que inibria
E que, Venus e Apolo tributo alto pagariam para beber,
Mas estou cansado.
Preciso de beber o vinho que vertes em
Largos vasos, cujo néctar hipnotisante
A vontade aguça, o desejo incute e o amor provoca,
(Baco nunca provou tal néctar, garanto)
Mas estou cansado.
Preciso de beber o fresco ar das montanhas, quando
Alvo manto as cobre para que frio não tenham,
Em paisagem de delírio que Rembrand nunca pintou,
Mas estou cansado.
Preciso de rir, quando
Calado mimo para escutar meu riso
(E Morceau riria ele quando os outros riam?),
Mas estou cansado.
Preciso de amar o sol,
De amar a montanha,
De amar o vento e o mar amar também,
De amar as formigas que trabalham para eu cantar,
De amar o chão que de vermelho o outono de folhas cobre,
Não como Quixote amou Dulcineia,
Mas como Pedro amou Inês
Mas estou cansado.
Sabias que eu amo o vermelho?
Mas de o vermelho amar me cansei.
De amar o azul do céu de Lisboa
E de amar Lisboa.
Outros a amaram antes de mim e de a amarem não se cansaram.
Esta Lisboa que Pessoa amou,
Esta Lisboa que, de amar, Pessoa não se cansou,
A mim cansa-me.
Eu amo o azul e de amar o azul eu estou cansado.
Preciso de ser amado pela lua
Qual ninfa quarto-luminosa
Sempre me encanta!
Mais que nova ou mais que cheia,
Mas a lua de quarto-me-amar
Está cansada também.
Preciso de ser amado por ti
Nem que, por via de Platão, o teu amor
Assim longíquo seja. Eu só quero sentir.
Mas de me amares longe e me não chegares
Te terás cansado também.
E por cansaço renuncio.
Renuncio ao liquido voraz
Que me queima as entranhas e me cansa as manhãs.
Renuncio ao liquido voraz
Que me lava as lembranças e de recordar me cansa.
Renuncio ao riso
Que me cansa as maxilas e me engelha a pele.
Renuncio ao riso
Que alegra almas e cansa tristes.
Só não renuncio ao amor.
Porquê? Eu sei e,
Sei que a tudo mais renuncio.
Estou cansado.
Alves Fernandes in Complexus
Renuncio
Cada letra que escrevo me parece uma palavra.
Cada palavra que escrevo me parece uma frase.
Estou cansado.
A vida não é só isto e eu
Estou cansado.
A vida não é só escrever e eu
Estou cansado.
Preciso de beber
De rir
De amar e ser amado
Mas
Estou cansado.
Preciso de beber o perfume
Que todas as noites
Teu corpo exala,
E que Suskind jamais inalou,
Mas estou cansado.
Preciso de beber o hálito dos teus beijos,
Quando me envolves os lábios de uma languidez
Que inibria
E que, Venus e Apolo tributo alto pagariam para beber,
Mas estou cansado.
Preciso de beber o vinho que vertes em
Largos vasos, cujo néctar hipnotisante
A vontade aguça, o desejo incute e o amor provoca,
(Baco nunca provou tal néctar, garanto)
Mas estou cansado.
Preciso de beber o fresco ar das montanhas, quando
Alvo manto as cobre para que frio não tenham,
Em paisagem de delírio que Rembrand nunca pintou,
Mas estou cansado.
Preciso de rir, quando
Calado mimo para escutar meu riso
(E Morceau riria ele quando os outros riam?),
Mas estou cansado.
Preciso de amar o sol,
De amar a montanha,
De amar o vento e o mar amar também,
De amar as formigas que trabalham para eu cantar,
De amar o chão que de vermelho o outono de folhas cobre,
Não como Quixote amou Dulcineia,
Mas como Pedro amou Inês
Mas estou cansado.
Sabias que eu amo o vermelho?
Mas de o vermelho amar me cansei.
De amar o azul do céu de Lisboa
E de amar Lisboa.
Outros a amaram antes de mim e de a amarem não se cansaram.
Esta Lisboa que Pessoa amou,
Esta Lisboa que, de amar, Pessoa não se cansou,
A mim cansa-me.
Eu amo o azul e de amar o azul eu estou cansado.
Preciso de ser amado pela lua
Qual ninfa quarto-luminosa
Sempre me encanta!
Mais que nova ou mais que cheia,
Mas a lua de quarto-me-amar
Está cansada também.
Preciso de ser amado por ti
Nem que, por via de Platão, o teu amor
Assim longíquo seja. Eu só quero sentir.
Mas de me amares longe e me não chegares
Te terás cansado também.
E por cansaço renuncio.
Renuncio ao liquido voraz
Que me queima as entranhas e me cansa as manhãs.
Renuncio ao liquido voraz
Que me lava as lembranças e de recordar me cansa.
Renuncio ao riso
Que me cansa as maxilas e me engelha a pele.
Renuncio ao riso
Que alegra almas e cansa tristes.
Só não renuncio ao amor.
Porquê? Eu sei e,
Sei que a tudo mais renuncio.
Estou cansado.
Alves Fernandes in Complexus
quarta-feira, outubro 27, 2004
675. Há dias felizes!
Vinte e sete de Outubro é um dia que nada me diz. Nada, de que tenha memória, me aconteceu a 27 de Outubro. Não tenho nenhum filho, amigo, conhecido que tenha nascido a 27 de Outubro. Não tenho parabéns para dar. Nunca comecei um namoro, nunca fiz jardinagem, não me lembro de ter escrito nada, antes, a 27 de qualquer Outubro. Não faço a mínima ideia se no dia 27 de Outubro do ano passado estava a chover ou fazia sol e nem sei se há dois anos, neste mesmo dia, o presidente Bush disse alguma aleivosia. Não conheço ninguém que tenha ganho o totobola, que tenha apanhado uma bebedeira, que tivesse comido tremoços; não me recordo qual era a fase da lua (nem me apetece ir consultar o Borda d’Água), não sei em que posição na tabela ia o Benfica no dia 27 de Outubro dos últimos 10 anos. Tenho a certeza que não tirei nenhuma fotografia tipo passe em nenhum dia 27 de Outubro, que não musiquei nenhum fado, que não me nasceu nenhum dente, que não viajei de mota, que não comi sushi, que não subscrevi nenhum abaixo-assinado, que não critiquei o Governo do Santana Lopes. E no entanto…No entanto, hoje é dia 27 de Outubro e, acredito que para alguns de vós este é um dia especial. E se o for, para mim também será. E, sendo assim, nunca mais direi que o dia 27 de Outubro nada me diz. Feliz dia para todos!
Vinte e sete de Outubro é um dia que nada me diz. Nada, de que tenha memória, me aconteceu a 27 de Outubro. Não tenho nenhum filho, amigo, conhecido que tenha nascido a 27 de Outubro. Não tenho parabéns para dar. Nunca comecei um namoro, nunca fiz jardinagem, não me lembro de ter escrito nada, antes, a 27 de qualquer Outubro. Não faço a mínima ideia se no dia 27 de Outubro do ano passado estava a chover ou fazia sol e nem sei se há dois anos, neste mesmo dia, o presidente Bush disse alguma aleivosia. Não conheço ninguém que tenha ganho o totobola, que tenha apanhado uma bebedeira, que tivesse comido tremoços; não me recordo qual era a fase da lua (nem me apetece ir consultar o Borda d’Água), não sei em que posição na tabela ia o Benfica no dia 27 de Outubro dos últimos 10 anos. Tenho a certeza que não tirei nenhuma fotografia tipo passe em nenhum dia 27 de Outubro, que não musiquei nenhum fado, que não me nasceu nenhum dente, que não viajei de mota, que não comi sushi, que não subscrevi nenhum abaixo-assinado, que não critiquei o Governo do Santana Lopes. E no entanto…No entanto, hoje é dia 27 de Outubro e, acredito que para alguns de vós este é um dia especial. E se o for, para mim também será. E, sendo assim, nunca mais direi que o dia 27 de Outubro nada me diz. Feliz dia para todos!
terça-feira, outubro 26, 2004
674. Preocupado…
… com os sósias. Ontem vi um gajo, que parecia meu irmão gémeo, a vender a revista CAIS. Pelo facto gostaria de fazer a seguinte declaração:
Declaração
Eu, abaixo assinado, declaro solenemente que, se alguém vos limpar os pára-brisas num qualquer sinal de trânsito, se alguém vos oferecer a revista Cais, se alguém vos ajudar a arrumar o carro, se alguém vos pedir um eurito para uma sopa, esse alguém AINDA não sou eu.
Ass. PreDatado
PS. Ufa! Estou muito mais aliviado. A directora do Independente ainda não descobriu este meu sósia.
… com os sósias. Ontem vi um gajo, que parecia meu irmão gémeo, a vender a revista CAIS. Pelo facto gostaria de fazer a seguinte declaração:
Declaração
Eu, abaixo assinado, declaro solenemente que, se alguém vos limpar os pára-brisas num qualquer sinal de trânsito, se alguém vos oferecer a revista Cais, se alguém vos ajudar a arrumar o carro, se alguém vos pedir um eurito para uma sopa, esse alguém AINDA não sou eu.
Ass. PreDatado
PS. Ufa! Estou muito mais aliviado. A directora do Independente ainda não descobriu este meu sósia.
segunda-feira, outubro 25, 2004
670. Conhecimento gastronómico-regional
Ontem fui a casa do meu irmão, que já morou na terra das caldeiradas mas já não mora. Foi a festa de aniversário do meu sobrinho. Aliás, este foi um fim-de-semana em grande, em termos de festividades e gastronomia. Já no Sábado tinha ido festejar as bodas de ouro de um amigo que é da terra das paelhas. Nós, eu que sou da terra do fado e a minha mulher, da terra das migas e dos gaspachos, ontem fomos convidados para almoçar uma feijoada (antes da festa de aniversário do meu sobrinho), na casa de uns cunhados, onde, por sinal, estava um casal, cujo elemento feminino do dito é da terra dos figos e das amêndoas. É assim que nós costumamos referir, os amigos ou as pessoas conhecidas, quando falamos deles. Ainda este fim-de-semana, quando o meu filho me disse que ía à discoteca, disse-me que não me preocupasse pois iria com o amigo da terra das tripas, o da terra da picanha e ainda com uma amiga da terra das cracas. Assim, como é tão comum, lá em casa, esta forma de identificar as pessoas, não ficamos nada admirados com o comentador da TVI quando referiu que o primeiro golo do Benfica foi marcado pelo “homem da terra do bacalhau”.
Ontem fui a casa do meu irmão, que já morou na terra das caldeiradas mas já não mora. Foi a festa de aniversário do meu sobrinho. Aliás, este foi um fim-de-semana em grande, em termos de festividades e gastronomia. Já no Sábado tinha ido festejar as bodas de ouro de um amigo que é da terra das paelhas. Nós, eu que sou da terra do fado e a minha mulher, da terra das migas e dos gaspachos, ontem fomos convidados para almoçar uma feijoada (antes da festa de aniversário do meu sobrinho), na casa de uns cunhados, onde, por sinal, estava um casal, cujo elemento feminino do dito é da terra dos figos e das amêndoas. É assim que nós costumamos referir, os amigos ou as pessoas conhecidas, quando falamos deles. Ainda este fim-de-semana, quando o meu filho me disse que ía à discoteca, disse-me que não me preocupasse pois iria com o amigo da terra das tripas, o da terra da picanha e ainda com uma amiga da terra das cracas. Assim, como é tão comum, lá em casa, esta forma de identificar as pessoas, não ficamos nada admirados com o comentador da TVI quando referiu que o primeiro golo do Benfica foi marcado pelo “homem da terra do bacalhau”.
sábado, outubro 23, 2004
669. Inquietação
Não!
Hoje podes perguntar se quero, que direi não.
Não interessa o que querias que eu quisesse porque o que quer que seja, não quero.
Hoje é dia de negação.
Não me perguntes porque não quero, porque apenas sei que não.
Porquê? não sei.
Vieste calma, eu sei, mas não sei porque vieste calma.
Contrasta com a minha ansiedade, essa calma.
E eu rejeito essa calma que me enerva.
Essa calma que me não acalma, antes me inquieta.
Nunca te percebi tão calma (mesmo quando eu digo que não quero).
Nem me perguntas porque não quero?
Não perguntas, porque sabes que não perguntando
Me verás mais ansioso, ainda.
Não!
Não me vencerás pelo contraste.
Roerei as unhas, escondido.
Comerei até às pontas dos dedos e,
Quando vieres calma, perguntar-me se quero
Mostrar-tos-ei sangrando,
Para te inquietar também.
A tua serenidade enerva-me (nunca reparaste?).
Não!
Hoje podes perguntar se quero, que direi não.
Não interessa o que querias que eu quisesse porque o que quer que seja, não quero.
Hoje é dia de negação.
Não me perguntes porque não quero, porque apenas sei que não.
Porquê? não sei.
Vieste calma, eu sei, mas não sei porque vieste calma.
Contrasta com a minha ansiedade, essa calma.
E eu rejeito essa calma que me enerva.
Essa calma que me não acalma, antes me inquieta.
Nunca te percebi tão calma (mesmo quando eu digo que não quero).
Nem me perguntas porque não quero?
Não perguntas, porque sabes que não perguntando
Me verás mais ansioso, ainda.
Não!
Não me vencerás pelo contraste.
Roerei as unhas, escondido.
Comerei até às pontas dos dedos e,
Quando vieres calma, perguntar-me se quero
Mostrar-tos-ei sangrando,
Para te inquietar também.
A tua serenidade enerva-me (nunca reparaste?).
sexta-feira, outubro 22, 2004
quinta-feira, outubro 21, 2004
667. Balanço
A uma semana do aniversário deste blogue deu-me para olhar para todo ele e constatar que:
Em 64 publicações descrevi os meus “comes e bebes” – estou mais gordinho!
Em 36 publicações coloquei poemas próprios – quase dava uma antologia!
Em 70 publicações fiz crítica política e social – Estás aqui estás a substituir o Marcelo.
Fiz 15 homenagens – Pai, Mãe, Maria, Anita, João incluídas.
Por 22 vezes falei de viagens – verifico que passeio pouco. Enfim…
Foi aos blogues dos outros “roubar” textos, 19 vezes. Citei-os sempre e fiz a vénia.
Coloquei extractos de obras consagradas por 39 vezes. Foi divulgação ou apoio aos meus textos. Espero não ter de pagar direitos de autor.
Armei-me em Gabriel Alves de trazer por casa e comentei o desporto por 43 vezes, das quais 12 foram exclusivas do meu Benfica!
Nos restantes 359 posts falei de tudo e de nada. Ficcionei, contei histórias, piadas, referi blogues que gosto, espontaneidades ou, assim, algo de mais profundo, coisas da vida, da minha e dos outros. Tenho de agradecer particularmente a três entes que me ajudaram nesta produção. O meu espelho que dialogou comigo e me ajudou a ver para lá da imagem; obviamente, o meu gato Schubert que foi muleta em mais de 40 textos e teve direito a 10 exclusivos; Last but not least, vocês leitoras e leitores amigos que tiveram a pachorra de me ler.
E eu? Alguma vez imaginei ser capaz de escrever isto tudo?
PS. Uma referência particular ao latim, sem o qual seria impossível qualquer post scriptum.
A uma semana do aniversário deste blogue deu-me para olhar para todo ele e constatar que:
Em 64 publicações descrevi os meus “comes e bebes” – estou mais gordinho!
Em 36 publicações coloquei poemas próprios – quase dava uma antologia!
Em 70 publicações fiz crítica política e social – Estás aqui estás a substituir o Marcelo.
Fiz 15 homenagens – Pai, Mãe, Maria, Anita, João incluídas.
Por 22 vezes falei de viagens – verifico que passeio pouco. Enfim…
Foi aos blogues dos outros “roubar” textos, 19 vezes. Citei-os sempre e fiz a vénia.
Coloquei extractos de obras consagradas por 39 vezes. Foi divulgação ou apoio aos meus textos. Espero não ter de pagar direitos de autor.
Armei-me em Gabriel Alves de trazer por casa e comentei o desporto por 43 vezes, das quais 12 foram exclusivas do meu Benfica!
Nos restantes 359 posts falei de tudo e de nada. Ficcionei, contei histórias, piadas, referi blogues que gosto, espontaneidades ou, assim, algo de mais profundo, coisas da vida, da minha e dos outros. Tenho de agradecer particularmente a três entes que me ajudaram nesta produção. O meu espelho que dialogou comigo e me ajudou a ver para lá da imagem; obviamente, o meu gato Schubert que foi muleta em mais de 40 textos e teve direito a 10 exclusivos; Last but not least, vocês leitoras e leitores amigos que tiveram a pachorra de me ler.
E eu? Alguma vez imaginei ser capaz de escrever isto tudo?
PS. Uma referência particular ao latim, sem o qual seria impossível qualquer post scriptum.
quarta-feira, outubro 20, 2004
666. Benfiquismo!
Nos primeiros vinte anos de sócio do Benfica nunca fui votar para a Direcção. A única pessoa que me fez ir às urnas foi João Vale e Azevedo. Para votar contra! Repito: CONTRA. De todas as vezes que JVA concorreu eu fui votar contra a sua candidatura. No entanto, apenas no seio da família benfiquista fui capaz de criticar a sua actuação. Tenho testemunhas, mas nem precisaria, pois sei que os verdadeiros benfiquistas me acreditam. Nunca um sportinguista ou um portista me ouviu a mínima crítica a JVA e à sua direcção. Muitas vezes engolia em seco. Mas engolia. Ontem, ao ler os jornais, dei conta da convocação de uma assembleia para expulsar de sócio não só JVA, mas também um grupo de outros benfiquista que pertenceram à sua Direcção. Já que não sou pessoa violenta, deixo aqui a minha mais veemente bofetada aos infames que fizeram tão mesquinha proposta. JVA fez tanto mal ao Benfica como tantos outros fizeram. E acredito que o tenha feito por todos os motivos e mais um. Só não acredito que o tenha feito por anti-benfiquismo. Viva o Glorioso SLB!
PS 1. Escrevi este texto em MS-Word, antes de o colocar aqui. O corrector de português sublinhou-me como erro as palavras sportinguista e portista. A palavra benfiquista foi aceite pelo dicionário. É apenas mais um sinal da nossa grandiosidade.
PS 2. Este é o post 666. Simplesmente dedicado às bestas que levam a Assembleia Geral tão inqualificável proposta.
Nos primeiros vinte anos de sócio do Benfica nunca fui votar para a Direcção. A única pessoa que me fez ir às urnas foi João Vale e Azevedo. Para votar contra! Repito: CONTRA. De todas as vezes que JVA concorreu eu fui votar contra a sua candidatura. No entanto, apenas no seio da família benfiquista fui capaz de criticar a sua actuação. Tenho testemunhas, mas nem precisaria, pois sei que os verdadeiros benfiquistas me acreditam. Nunca um sportinguista ou um portista me ouviu a mínima crítica a JVA e à sua direcção. Muitas vezes engolia em seco. Mas engolia. Ontem, ao ler os jornais, dei conta da convocação de uma assembleia para expulsar de sócio não só JVA, mas também um grupo de outros benfiquista que pertenceram à sua Direcção. Já que não sou pessoa violenta, deixo aqui a minha mais veemente bofetada aos infames que fizeram tão mesquinha proposta. JVA fez tanto mal ao Benfica como tantos outros fizeram. E acredito que o tenha feito por todos os motivos e mais um. Só não acredito que o tenha feito por anti-benfiquismo. Viva o Glorioso SLB!
PS 1. Escrevi este texto em MS-Word, antes de o colocar aqui. O corrector de português sublinhou-me como erro as palavras sportinguista e portista. A palavra benfiquista foi aceite pelo dicionário. É apenas mais um sinal da nossa grandiosidade.
PS 2. Este é o post 666. Simplesmente dedicado às bestas que levam a Assembleia Geral tão inqualificável proposta.
665. Está quase
Nos vindouros vinte e nove de Outubro prevê-se, no caso do destino da gente não nos pregar desagradáveis surpresas, que o blog do PreDatado e o próprio PreDatado, enquanto personalidade bloguística, completem um ano nestas lides. Nesse dia far-lhes-ei uma surpresa.
PS. Desengana-te Robina dos Bosques porque não vou escrever nenhum post sobre queques nem suas respectivas fêmeas.
Nos vindouros vinte e nove de Outubro prevê-se, no caso do destino da gente não nos pregar desagradáveis surpresas, que o blog do PreDatado e o próprio PreDatado, enquanto personalidade bloguística, completem um ano nestas lides. Nesse dia far-lhes-ei uma surpresa.
PS. Desengana-te Robina dos Bosques porque não vou escrever nenhum post sobre queques nem suas respectivas fêmeas.
664. Eu só queria comprar pão…
Para mim o favorito é o Frota. Não, para mim não, não gosto de brasileiros. Ai, não digas isso, ele é tão bom actor. Por isso mesmo, é falso! Está ali a fazer teatro. Ele é, é um grande jogador. Teatro está o outro a fazer. Qual outro? O maricas! Não chames maricas ao homem, ele tem aquele jeito mas não é nenhum maricas, o homem até tem um filho. E então o que é que isso quer dizer? Olha, para mim, quem devia ganhar era o Pedro Reis. Quem é esse? O alto. Aquele fala e fala bem. Ah já sei, mas a esse ninguém o conhece. O Presidente é que eu não gostava. Lá estás tu, o que é que tens contra o homem? Só se é por ser mais velho. Então para isso também não quero que a outra velha ganhe. Nem a Cinha. Ainda por cima é do Benfica. Oh filha, aquilo não tem nada a ver com bola. Você pediu-me o quê? Pedi seis bolinhas. Desculpe, a gente estava aqui entretidas com a Quinta. Não faz mal, podem continuar. Eu até nem vi o episódio de ontem.
PS.
And we all say:
OH!Well I never!
Was there ever
A Cat so clever
As Magical Mr. Mistoffelees!
Hoje ainda não parei de trautear. Os Cats no Coliseu. Já tinha visto em Londres. Ontem repeti. Aliás tri-peti. Excelente!
Para mim o favorito é o Frota. Não, para mim não, não gosto de brasileiros. Ai, não digas isso, ele é tão bom actor. Por isso mesmo, é falso! Está ali a fazer teatro. Ele é, é um grande jogador. Teatro está o outro a fazer. Qual outro? O maricas! Não chames maricas ao homem, ele tem aquele jeito mas não é nenhum maricas, o homem até tem um filho. E então o que é que isso quer dizer? Olha, para mim, quem devia ganhar era o Pedro Reis. Quem é esse? O alto. Aquele fala e fala bem. Ah já sei, mas a esse ninguém o conhece. O Presidente é que eu não gostava. Lá estás tu, o que é que tens contra o homem? Só se é por ser mais velho. Então para isso também não quero que a outra velha ganhe. Nem a Cinha. Ainda por cima é do Benfica. Oh filha, aquilo não tem nada a ver com bola. Você pediu-me o quê? Pedi seis bolinhas. Desculpe, a gente estava aqui entretidas com a Quinta. Não faz mal, podem continuar. Eu até nem vi o episódio de ontem.
PS.
And we all say:
OH!Well I never!
Was there ever
A Cat so clever
As Magical Mr. Mistoffelees!
Hoje ainda não parei de trautear. Os Cats no Coliseu. Já tinha visto em Londres. Ontem repeti. Aliás tri-peti. Excelente!
663. AACS
Ontem desde as rádios às televisões ouvi, em tudo quanto foi noticiário, o Ministro dos Assuntos Parlamentares a defender-se das alegadas pressões feitas à TVI, no caso Marcelo Rebelo de Sousa. Só que não percebi do que é que estava a defender-se. Ou nenhuma rádio e nenhuma estação de TV tiveram engenho e arte para captar as perguntas e o “contraditório” da AACS, o que me parece coincidência a mais, ou não houve. O pior (pior, pior, pior como diz um dos entreteiners no Levanta-te e Ri), é que também não ouvi os repórteres das referidas estações tecerem comentários sobre isso. Ou sou eu que ando muito exigente, ou muito distraído. É que para árbitros “imparciais” já me chega o Olegário Benquerença.
Ontem desde as rádios às televisões ouvi, em tudo quanto foi noticiário, o Ministro dos Assuntos Parlamentares a defender-se das alegadas pressões feitas à TVI, no caso Marcelo Rebelo de Sousa. Só que não percebi do que é que estava a defender-se. Ou nenhuma rádio e nenhuma estação de TV tiveram engenho e arte para captar as perguntas e o “contraditório” da AACS, o que me parece coincidência a mais, ou não houve. O pior (pior, pior, pior como diz um dos entreteiners no Levanta-te e Ri), é que também não ouvi os repórteres das referidas estações tecerem comentários sobre isso. Ou sou eu que ando muito exigente, ou muito distraído. É que para árbitros “imparciais” já me chega o Olegário Benquerença.
662. Agendem
A minha amiga Ju vai expor as suas pinturas no IPJ de Faro. A inauguração será no dia 2 de Dezembro. Tomem nota nas vossas agendas.
A minha amiga Ju vai expor as suas pinturas no IPJ de Faro. A inauguração será no dia 2 de Dezembro. Tomem nota nas vossas agendas.
terça-feira, outubro 19, 2004
661. Academia
Ontem tive a pachorra de ver um programa da SIC Noticias, chamado “Dia Seguinte”. Neste programa um doutor, chamado Dias Ferreira representa um clube de Futebol, o Sporting. Dizia ele, entre outras coisas e, parece que não pela primeira vez, que o Sporting é um clube diferente. Hoje à hora de almoço a nossa discussão sobre futebol teve algum acendimento e um dos temas foi, efectivamente, o Sporting ser um clube diferente. Mas como sou de ficar a matutar nas coisas e a tentar percebê-las, finalmente dou a mão à palmatória. Lembrei-me (porque também falamos disso) da Academia de Alcochete. Peguei no Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora, e lá estava:
Academia s.f. sociedade de escritores, artistas ou cientistas; sede dessa sociedade; escola de ensino superior; conjunto de estudantes de uma instituição escolar; reunião de académicos.
E de facto, reconheço, que ver o Físico Nuclear Pinilla em campo, o poeta Paíto, o Dr. Cirurgião Dentista Hugo Viana, o Arquitecto Liedson, o escritor (best-seller) Rogério, os estudantes Ricardo, Hugo, Beto, e Pedro Barbosa, o prémio Nobel da química Custódio, o Pintor Sá Pinto, todos reunidos, é de facto uma coisa diferente!
PS. Não liguem ao post, isto é coisa de lampião ressabiado, porque na Catedral da Luz o papa chama-se Vieira e o bispo chama-se Veiga. Já agora, quantos portugueses conhecem o orçamento geral do estado para 2005?
Ontem tive a pachorra de ver um programa da SIC Noticias, chamado “Dia Seguinte”. Neste programa um doutor, chamado Dias Ferreira representa um clube de Futebol, o Sporting. Dizia ele, entre outras coisas e, parece que não pela primeira vez, que o Sporting é um clube diferente. Hoje à hora de almoço a nossa discussão sobre futebol teve algum acendimento e um dos temas foi, efectivamente, o Sporting ser um clube diferente. Mas como sou de ficar a matutar nas coisas e a tentar percebê-las, finalmente dou a mão à palmatória. Lembrei-me (porque também falamos disso) da Academia de Alcochete. Peguei no Dicionário da Língua Portuguesa, da Porto Editora, e lá estava:
Academia s.f. sociedade de escritores, artistas ou cientistas; sede dessa sociedade; escola de ensino superior; conjunto de estudantes de uma instituição escolar; reunião de académicos.
E de facto, reconheço, que ver o Físico Nuclear Pinilla em campo, o poeta Paíto, o Dr. Cirurgião Dentista Hugo Viana, o Arquitecto Liedson, o escritor (best-seller) Rogério, os estudantes Ricardo, Hugo, Beto, e Pedro Barbosa, o prémio Nobel da química Custódio, o Pintor Sá Pinto, todos reunidos, é de facto uma coisa diferente!
PS. Não liguem ao post, isto é coisa de lampião ressabiado, porque na Catedral da Luz o papa chama-se Vieira e o bispo chama-se Veiga. Já agora, quantos portugueses conhecem o orçamento geral do estado para 2005?
660. Querido escriba
(ou carta de um blogue a quem o escreve)
Você anda muito cheio de sem jeito. Uns dias, está negro, como se a sua alma tivesse sido invadida pela carvoeira, outros, alegre e bem disposto, escrevendo aquilo que você considera graçolas. Veja se se define porque eu já não tenho cu que aguente. As pessoas que aqui o visitam não merecem estas constantes variações de estilo. Estilo? Deixe-me rir. Estas constantes variações de falta de estilo. Veja, por exemplo, os blogues que comentam notícias de jornais. São lídissimos. Você lembra-se quando lia a telepress, aquele conjunto de recortes, à maneira, que evitava que você tivesse de comprar todos os jornais para ler uma pequena meia dúzia de notícias? Pois agora há os blogues telepréssicos. E são de borla. E aqueles que todos os dias colocam um poema retirado das majestosas obras da Sophia, do Eugénio, do Fernando, do Álvaro, do Pablo. Aposto que você já sabe o “Mar Português” de trás para a frente e de frente para trás. Esses sim, cumprem a sua cultural missão. E também são de borla. O quê? Os seus autores não criam nada? Não seja patético! Ou então, escreva coisas coerentes e não ande aos saltinhos de gato para cavalo, de cavalo para rinoceronte, de rinoceronte para galo de Barcelos. Isto não é nenhuma quinta e muito menos um jardim zoológico. Se você escrevesse coisas interessantes, aqui na minha página, do tipo “o meu gato hoje quando foi lavar os dentes, verificou que a pasta dentífrica tinha acabado” e, de seguida, fosse coerente e escrevesse um novo texto: “hoje fui ao supermercado, comprar pasta dentífrica para o meu gato” e terminasse a saga com “hoje o meu gato, já tinha uma pasta de dentes nova”, iria ver o êxito que eu teria. Assim, este pobre blogue, sniff, sniff, sniff (isto sou eu a chorar, meu caro escriba) vê-se na contingência de ter de falar mal do Santana Lopes um dia, editar um poema sobre as “lapiseiras de bico de carbono duro”, outro dia, depois falar de futebol ou do estado do tempo. Isto não é linha editorial que se preze, percebe? Assim não vale, caro escriba. Você há quase um ano que me escreve e ainda não lhe tomou um rumo. Está bem, eu sei que nem todos sabem escrever posts e posts a citar os posts dos outros, mas você podia fazer um esforçozinho, não acha? Olhe hoje já estou cansado de o criticar, mas prometo que um dia destes voltarei ao assunto.
PS. E deixe-se de pêésses, que eu já estou farto desta última frase, quase sempre, escrita para evitar um novo post.
(ou carta de um blogue a quem o escreve)
Você anda muito cheio de sem jeito. Uns dias, está negro, como se a sua alma tivesse sido invadida pela carvoeira, outros, alegre e bem disposto, escrevendo aquilo que você considera graçolas. Veja se se define porque eu já não tenho cu que aguente. As pessoas que aqui o visitam não merecem estas constantes variações de estilo. Estilo? Deixe-me rir. Estas constantes variações de falta de estilo. Veja, por exemplo, os blogues que comentam notícias de jornais. São lídissimos. Você lembra-se quando lia a telepress, aquele conjunto de recortes, à maneira, que evitava que você tivesse de comprar todos os jornais para ler uma pequena meia dúzia de notícias? Pois agora há os blogues telepréssicos. E são de borla. E aqueles que todos os dias colocam um poema retirado das majestosas obras da Sophia, do Eugénio, do Fernando, do Álvaro, do Pablo. Aposto que você já sabe o “Mar Português” de trás para a frente e de frente para trás. Esses sim, cumprem a sua cultural missão. E também são de borla. O quê? Os seus autores não criam nada? Não seja patético! Ou então, escreva coisas coerentes e não ande aos saltinhos de gato para cavalo, de cavalo para rinoceronte, de rinoceronte para galo de Barcelos. Isto não é nenhuma quinta e muito menos um jardim zoológico. Se você escrevesse coisas interessantes, aqui na minha página, do tipo “o meu gato hoje quando foi lavar os dentes, verificou que a pasta dentífrica tinha acabado” e, de seguida, fosse coerente e escrevesse um novo texto: “hoje fui ao supermercado, comprar pasta dentífrica para o meu gato” e terminasse a saga com “hoje o meu gato, já tinha uma pasta de dentes nova”, iria ver o êxito que eu teria. Assim, este pobre blogue, sniff, sniff, sniff (isto sou eu a chorar, meu caro escriba) vê-se na contingência de ter de falar mal do Santana Lopes um dia, editar um poema sobre as “lapiseiras de bico de carbono duro”, outro dia, depois falar de futebol ou do estado do tempo. Isto não é linha editorial que se preze, percebe? Assim não vale, caro escriba. Você há quase um ano que me escreve e ainda não lhe tomou um rumo. Está bem, eu sei que nem todos sabem escrever posts e posts a citar os posts dos outros, mas você podia fazer um esforçozinho, não acha? Olhe hoje já estou cansado de o criticar, mas prometo que um dia destes voltarei ao assunto.
PS. E deixe-se de pêésses, que eu já estou farto desta última frase, quase sempre, escrita para evitar um novo post.
segunda-feira, outubro 18, 2004
659. Crónica Social
Lindo vestido o da Patá (à esquerda na foto). Pitucha e o seu namorado José de Alencar e Santos (à direita na foto). Elegantíssima ía Ginginha e o seu (dizem) novo namorado Carlos Pinto e Pinto (em baixo). Não faltaram os penetras e as novas tias que se fizeram convidadas. A festa estava um must, que o digam o empresário Gulherme Navarone e Xaputinha Quintal (segurando uma taça de martini, azeitona, na foto acima).
PS 1. A escrever assim, não tarda estou a escrever para uma revista cor-de-rosa ou de outra cor qualquer.
PS 2. Aviso aos editores: tenho pose que é como quem diz pareço bicha (mas não sou paneleira). PS 3. O meu nome artístico-literário é Pre Vila Real (ou será Pre Santa Apolónia?). Contactos pelo 91 ahahaha (rir com pose), o resto adivinhem, bichas!!!
Lindo vestido o da Patá (à esquerda na foto). Pitucha e o seu namorado José de Alencar e Santos (à direita na foto). Elegantíssima ía Ginginha e o seu (dizem) novo namorado Carlos Pinto e Pinto (em baixo). Não faltaram os penetras e as novas tias que se fizeram convidadas. A festa estava um must, que o digam o empresário Gulherme Navarone e Xaputinha Quintal (segurando uma taça de martini, azeitona, na foto acima).
PS 1. A escrever assim, não tarda estou a escrever para uma revista cor-de-rosa ou de outra cor qualquer.
PS 2. Aviso aos editores: tenho pose que é como quem diz pareço bicha (mas não sou paneleira). PS 3. O meu nome artístico-literário é Pre Vila Real (ou será Pre Santa Apolónia?). Contactos pelo 91 ahahaha (rir com pose), o resto adivinhem, bichas!!!
656. Marujos
Noutros tempos chamava-lhes os “marujos”. Vinham a cavalo de Vila Real de Santo António até ao Pomarão. A cavalo, é como o Ti Manel se refere a virem de barco Guadiana acima. Depois, canastas à cabeça ou aos ombros calcorreavam montes e vales. Os pés escorriam sangue e nem para a bucha ganhavam. De que servia comerem um pedacinho de pão aqui ou ali se, em casa, uma prole de filhos os esperava com fome? Do Pomarão à Mina de S. Domingos, mesmo a corta-mato, são mais de 15 kms. De trem, só os senhores da mina. Os operários saíam noite pela madrugada, para pegarem às oito. As serviçais, que iam tratar das casas de quem mais posses tinha, faziam vinte, trinta ou mais kms sempre a pé. Os filhos ficavam na cama, guardados pelas irmãs mais velhas. Os filhos, duas horas depois, por volta das seis, levantavam-se para guardar rebanhos ou trabalhar na ceifa. E os contrabandistas atravessavam o Chança a nado, quase sem respirarem, onde do lado de cá os guardas-fiscais os esperavam. Tempos difíceis.
PS. 1 Maria Útilia, desejo-te um feliz aniversário. O Ti Manel, mandou-vos cumprimentos.
PS. 2 Apesar dos tempos estarem maus, não guardei as romãs só para mim.
Noutros tempos chamava-lhes os “marujos”. Vinham a cavalo de Vila Real de Santo António até ao Pomarão. A cavalo, é como o Ti Manel se refere a virem de barco Guadiana acima. Depois, canastas à cabeça ou aos ombros calcorreavam montes e vales. Os pés escorriam sangue e nem para a bucha ganhavam. De que servia comerem um pedacinho de pão aqui ou ali se, em casa, uma prole de filhos os esperava com fome? Do Pomarão à Mina de S. Domingos, mesmo a corta-mato, são mais de 15 kms. De trem, só os senhores da mina. Os operários saíam noite pela madrugada, para pegarem às oito. As serviçais, que iam tratar das casas de quem mais posses tinha, faziam vinte, trinta ou mais kms sempre a pé. Os filhos ficavam na cama, guardados pelas irmãs mais velhas. Os filhos, duas horas depois, por volta das seis, levantavam-se para guardar rebanhos ou trabalhar na ceifa. E os contrabandistas atravessavam o Chança a nado, quase sem respirarem, onde do lado de cá os guardas-fiscais os esperavam. Tempos difíceis.
PS. 1 Maria Útilia, desejo-te um feliz aniversário. O Ti Manel, mandou-vos cumprimentos.
PS. 2 Apesar dos tempos estarem maus, não guardei as romãs só para mim.
655. Bom dia
Passei o fim-de-semana no “meu” Alentejo. Seja Primavera ou Verão, seja Outono ou Inverno, o Alentejo é sempre lindo. Ontem foi dia de romãs. Uma pequena romanzeira que tenho no quintal, que nasceu espontânea há uns 3 anos atrás e tratada por quem nunca percebeu o mínimo de agricultura, deu romãs de 750 gramas. Maravilhosas na abertura, vermelhas e doces.
PS. Ao contrário da romã levei com um árbitro azul e amargo. Coisas do futebol.
Passei o fim-de-semana no “meu” Alentejo. Seja Primavera ou Verão, seja Outono ou Inverno, o Alentejo é sempre lindo. Ontem foi dia de romãs. Uma pequena romanzeira que tenho no quintal, que nasceu espontânea há uns 3 anos atrás e tratada por quem nunca percebeu o mínimo de agricultura, deu romãs de 750 gramas. Maravilhosas na abertura, vermelhas e doces.
PS. Ao contrário da romã levei com um árbitro azul e amargo. Coisas do futebol.
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