segunda-feira, junho 20, 2005

757.

Todas as semanas gasto 2 € no boletim do Euro-milhões. A minha probabilidade de acertar nos números ganhadores é de 1 em 76.275.360 se as contas de cabeça não me falham. Para eu ter a certeza que ganharia teria de gastar 152.550.720 € e precisaria de não me enganar a preencher os boletins. Como demoro cerca de 5 segundos a preencher uma aposta precisaria de 381.376.800 segundos para o fazer. Supondo que o faria ininterruptamente, e com as respectivas conversões (105.938 horas, 4.414 dias, 630 semanas) daqui a 12 anos teria os boletins todos preenchidos. Fazendo o exercício que durante estes doze anos eu utilizaria 25% do tempo para comer, dormir e dar umas quecas, estaria então em condições de acertar no Euro-milhões daqui a 15 anos. Ora bem, eu faço 50 anos em breve. Se lhe somar os 15 calculados, terei 65 anos no dia que me sair o tal excêntrico. Vou-me fartar de rir a mandar o José Sócrates meter a minha reforma no cu.

PS. Como não tenho a certeza de conseguir os tais mais de 152 milhões de euros até à data de meter os boletins na maquineta, o melhor mesmo é ter Fé ou preferem o meu NIB para me darem uma ajudinha?

domingo, junho 19, 2005

756. Fundo Negro

Peço, encarecidamente, aos bloggers que eu leio de fio a pavio e que escrevem a branco sob fundo negro, que façam o favor de inverter o fundo. Fico com os olhos a arder. E ainda por cima gosto de vocês, caraças.

sexta-feira, junho 17, 2005

755. Meios de transporte

A minha psicóloga é um avião!
754. Contas que eu não sei fazer

Enquanto o Euro, este €, valorizava em relação ao dólar, este $, os combustíveis subiam; quando o € desvaloriza em relação ao $, os combustíveis sobem. Mas agora é por causa disso. Umas vezes pego na calculadora, outras coço a cabeça. Cada vez me convenço mais que os empresários são uns génios em contas de somar.
753. Não é uma Universidade, mas…

Na minha caixa de correio, na real que não no e-mail, todos os dias aparecem cartões de mestre. Ele é o Mestre Kabuma, o Mestre Bambolé, o Mestre Bánáná, o Mestre Kibumba, tantos mestres, tantos mestres que não tarda aquela caixa transforma-se em mestrado.

quinta-feira, junho 16, 2005

752. Fruta

O meu sogro disse-me que os albricoques eram óptimos mas que eu estava a vê-lo comer eram damascos. Estes alentejanos têm cá umas peneiras…
751. Excitações

Gosto de romances bem escritos. E gosto de romances que me envolvam de tal maneira que pareça que entro na acção. Excita-me tanto a boa escrita quanto o fazer parte do “filme”. Para mim são como filmes ortográficos!
750. Chata gentileza

Uma das coisas que mais me chateia é a gentileza dos meus vizinhos que, quando vão a entrar no prédio e me vêem aproximar, ficam a segurar na porta. Obrigam-me a correr.
749. 100 por cento

Não sei se é inédito, mas desde que tenho memória não conheço outro treinador na história do Glorioso SL Benfica, que enquanto à frente da equipa principal não tenha sofrido nenhuma derrota nem tão pouco um empate. Está bem, podem dizer que apenas dirigiu um encontro, mas não é por isso que não podemos considerar Fernando Chalana como um treinador 100% vitorioso.

Chalana regressa hoje ao Benfica. Seja bem-vindo!
748. Há dias de sorte

O JPT viu pelo Technorati (que certamente o inclui numa lista de referências), que existe um blog chamado Navio Negreiro. E ficou triste com o nome. Pelo seu post, não creio que tenha sido só com o nome. Fiquei feliz porque o meu Technorati não me dá o link de tal blog. Nem todos estão em dia de sorte meu caro JPT.
747. Desempregado mas limpinho

O Espesso, aquele jornal que o seu director diz que não seria o que é sem o saco plástico, é o único semanário que compro. Mesmo assim, garanto que o acho demasiado caro. Do dito cujo folheio o caderno principal (quando é que o Espesso deixa de ter este formato macarrónico que faz doer os braços como o caraças quando lido aberto com os braços no ar?), levo a Única para a casa de banho para ir lendo durante a semana e leio, esses sim, os anúncios de emprego de cabo a rabo. Quase sem excepção a idade limite para o candidato são os 35 anos. Eu tenho quase 50, portanto sem hipóteses e ainda me faltam 15 anos para a reforma. Pode ser que depois de reformado, se algum ministro ou político de qualquer quadrante me ensinar como se faz, eu venha a conseguir um emprego. Até lá, desempregado mas limpinho
746. Passatempo (ou como quem não tem nada para fazer, faz colheres)

Conheci uma pessoa que tinha como passatempo, no tempo delas, comer cerejas pegando pelo pé das ditas, de forma a comer a carne e deixar o caroço pegado ao pé. Achei curioso e fui praticando. De uma vez consegui comer 152 cerejas seguidas sem que o caroço se separasse do pezinho. Se quiserem fazer o exercício façam-no e registem aqui na caixinha de comentários os vosso recordes. Mas sem batota ok?
745. Blogger devidamente identificado

Não há nenhuma razão para que o blog PreDatado seja subscrito pelo cidadão anónimo PreDatado (Pré, para @s amig@s). O PreDatado blog se fosse uma lata de conserva sê-lo-ía, certamente, em molho de tomate. Se fosse um frasco de pickes com certeza que a par da couve-flor, da cenoura e dos pepinos teria forçosamente tomate. O que quer dizer que, na verdade, nunca faltaram os tomates ao PreDatado, autor do PreDatado. E quem me lê sabe-o bem. O PreDatado, autor, vai a almoços e jantares de bloggers com cara de Alves Fernandes do blog PreDatado. Estende a mão, diz e ouve dizer “muito prazer em conhecê-lo”. Podem não acreditar, mas, hoje ao fim de quase 2 anos de publicação, ainda não descobriu onde é que no template pode alterar o posted by PreDatado para posted by Alves Fernandes. Assim como assim, vocês conhecem-no e essa alteração não se revela de extrema importância. Mas, pelo sim pelo não o PreDatado é mesmo o Alves Fernandes, um blogger devidamente identificado e com tomates!
744. Aposto

que, se neste momento, encostasse cabeça ao teclado deste computador, me deixaria adormecer imediatamente.

terça-feira, junho 14, 2005

743. Fri Mai Kél (*)

Era preto, agora é branco
Ingénuo e muito puro
Só que eu, para ser franco
Há coisas que não aturo.
E não venham com a justiça
Porque de pau mole ou duro
Não deixa de ser a piça
Na cama ou atrás dum muro.

Tratava-os como um pai
Diz a defesa de ar sério
Ele não disse ui nem ai
O dinheiro é o império.
E é um júri sem luta
Que decide em mistério.
Que grandes filhos da puta
Desculpem o impropério.

Leva os meninos p’rá cama
Dá-lhes carinhos demais
Trata-os como se fosse ama
E querem saber que mais?
Dizem as línguas do mundo
Que eram carícias tais
Pois para mim, lá no fundo
Já veio tudo nos jornais.

Só não viu quem não quis ver
Da acusação, à defesa
Mas não dá p’ra perceber
Toda esta ligeireza.
Sai o tipo em liberdade
Numa aura de pureza
Só que ele tem idade
P’ra repetir com certeza.

Eu confio em tribunais.
Mas deixe-me desconfiar,
Porque sentenças que tais
Não eram de se esperar.
Nesta história de cordel
Que acabei de contar
Sai de lá limpo o Miguel
Se alguém acreditar.


(*) Desculpa qualquer coisinha
742. Determinações

Conheço poucas pessoas que tenham deixado de fumar por iniciativa própria e instantânea. Na verdade só conheço um e, mesmo esse, tenho dúvidas que não tenha sido um princípio de enfarte que o tenha motivado a fazê-lo. Concedo-lhe o benefício de aceitar que foi iniciativa própria. Quase todas as pessoas necessitaram de um incentivo suplementar. Uns recorrem à ajuda médica, outros à ajuda psicológica e aqueles que julgam ter uma capacidade de agir radicalmente, fazendo-o de um momento para o outro, fazem-no recorrendo a subterfúgios, normalmente com alta probabilidade de êxito, entre os quais fazendo depender a sua decisão de acontecimentos terceiros. Tenho um grande amigo que deixou de fumar praticamente de um dia para o outro. Em conversas sobre o tema ouvi-o referir que, como viajava frequentemente de avião, a partir do momento que as companhias aéreas proibiram o fumo a bordo tinha decidido deixar de fumar. Poderá haver algum sofisma nesta atitude. Mas ajudou e de que maneira. Conheci-o como fumador inveterado, privo com ele diariamente e há anos que o não vejo fumar um só cigarro. Esta foi uma decisão claramente dependente de acontecimentos terceiros, embora ele não o reconheça. Pois, meus amigos leitores e amigas leitoras, hoje fui criticado por ter decidido deixar de fumar se o Benfica – o Glorioso – tivesse ganho a Taça de Portugal. Apregoei-o aos quatro ventos e mentalizei-me determinadamente para isso. Infelizmente não ganhamos a Taça e, tendo em conta a minha normal coerência de atitudes e pensamentos, terei de arranjar melhor argumento. Mas a ideia persiste e um dia destes, quando me virem a mascar uma pastilha de mentol ou canela em vez de um marlboro lights não se admirem. É que estou determinado. Só me falta escolher o argumento certo.

PS. Artur, meu caro ex-fumador, por acaso não me queres mandar mês sim, mês sim de viagem de avião ao Brasil? Talvez eu deixe de fumar de vez, hein?

segunda-feira, junho 13, 2005

741. Homenagens

Cala-te a luz arde entre os lábios

Cala-te, a luz arde entre os lábios
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
esta perna é tua?, é teu este braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.

Eugénio de Andrade



Até amanhã!





“Ou se está com a revolução ou se está com a reacção”

quinta-feira, junho 09, 2005

terça-feira, junho 07, 2005

739. O Pirata

Era um tipo demasiado irrequieto. Nessa época não se falava em crianças hiperactivas, os psicólogos não estavam na moda, as rádios e as televisões não entrevistavam os putos reguilas. A verdade é que Eufrázio não parava um minuto. Os vizinhos, à falta de melhor, chamavam-lhe “o pirata”. E não era para menos. Gatos que apareciam com cordel de latas atadas à cauda, os berlindes roubados na jogo das três covinhas, a mãe que nunca encontrava o baton ou o pai decididamente a ler o jornal bem junto ao nariz por falta dos óculos, que apareciam no frigorifico na manhã seguinte, ou ainda a comida que misteriosamente chegava sempre salgada à mesa. Não havia quem o parasse. Na guerra do ultramar perdeu uma perna tendo sido obrigado a usar uma prótese, ao tempo, uma perna de pau. Ainda hoje lhe chamam “o pirata”, mas juro-vos, eu conheço-o, não tem cara de mau.

segunda-feira, junho 06, 2005

738. EDifícilPá

Há 3 dias que a minha praceta (e não só) está sem luz. O piquete da EDP já passou algumas vezes, de mãos nos bolsos.