777. A proverbial will
Eu hoje estava com vontade de me armar em intelectual e publicar um daqueles posts em inglês, como fazem alguns bloggers de alta cultura. Mas o que acontece é que eu não sei patavina de estrangeiro e socorri-me do Google. Mal comecei, I broke the coconut to laugh. Mas como who porfia bush hunts e como a minha avó me dizia que as many times go cantaro to the source that has one day broken the wing, não desisti. Na verdade não está a sair muito bem ou então é inveja minha dos tais posts. Pois é, the hen of my neighbor is better of the one than mine mas como valley more to break of that to twist e teimosinho sou eu, tendo em conta que the given horse does not look at the tooth, não desisti de usar o tradutor do Google. O pior é que já nem eu mesmo sei o que escrevi antes, mas como the night is good council member talvez deixe para mais tarde a revisão do texto, embora eu saiba que não deva to leave for tomorrow what I can make today, a verdade é que more valley late of that never. Posto isto poderei ficar sujeito a alguns comentários maliciosos mas aviso-vos já que the dirty clothes are washed in house. No entanto bons ou maus até porque the excellent one is enemy of the good one, façam o favor de não ficarem de mãos nos bolsos e escrevam qualquer coisinha. Nunca esqueçam que laziness is the mother of all the vices e para preguiçoso e viciado basto eu. Com isto estou com fome e como empty belly does not know joy, I go there, already I come.
PS. it does not have badly that the time does not cure.
quinta-feira, julho 14, 2005
segunda-feira, julho 11, 2005
776. É lixado
Não me venham com merdas. Ter um blog, é meu e só meu, como se fosse um gelado da Olá, não o criar privado e expô-lo publicamente. Quem quer privado privadíssimo escreve no Word (ou noutra coisa qualquer) protege com password ou fecha o caderninho numa gaveta, com cadeado e tudo. Quando se cria um blog público é para os outros lerem e pronto, ponto final (neste caso parágrafo porque vou continuar).
Então é assim (ai que bem que ficou aqui este então é assim), quem escreve um blog para os outros lerem e além disso tem uma caixinha do “diga de sua justiça” que é como quem diz um espaço para se comentar, gosta de ser lido e gosta de ser comentado. Eu gosto, não o nego e, de vez em quando dá-me para responder um a um tornando o este espaço num espaço aberto de diálogo (viram como evoluí? eu não digo o meu cantinho; isto não é nada meu, é de todos os que por cá passam). Agora, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores – ai meusdeusesdocéu há quanto tempo que eu não me referia a vós desta maneira – esta mania de ter dois blogs, públicos, gostar de os divulgar pois então, e cada vez que deixo um comentário não saber como é que devo assinar, se referenciando aqui o Pré ou ali os Botões é lixado. Mas é que é mesmo lixado.
Não me venham com merdas. Ter um blog, é meu e só meu, como se fosse um gelado da Olá, não o criar privado e expô-lo publicamente. Quem quer privado privadíssimo escreve no Word (ou noutra coisa qualquer) protege com password ou fecha o caderninho numa gaveta, com cadeado e tudo. Quando se cria um blog público é para os outros lerem e pronto, ponto final (neste caso parágrafo porque vou continuar).
Então é assim (ai que bem que ficou aqui este então é assim), quem escreve um blog para os outros lerem e além disso tem uma caixinha do “diga de sua justiça” que é como quem diz um espaço para se comentar, gosta de ser lido e gosta de ser comentado. Eu gosto, não o nego e, de vez em quando dá-me para responder um a um tornando o este espaço num espaço aberto de diálogo (viram como evoluí? eu não digo o meu cantinho; isto não é nada meu, é de todos os que por cá passam). Agora, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores – ai meusdeusesdocéu há quanto tempo que eu não me referia a vós desta maneira – esta mania de ter dois blogs, públicos, gostar de os divulgar pois então, e cada vez que deixo um comentário não saber como é que devo assinar, se referenciando aqui o Pré ou ali os Botões é lixado. Mas é que é mesmo lixado.
775. Dias simples
Mais um fim-de-semana alentejano.
No calor do interior, no silêncio quebrado por pássaros, no descanso da rede (brasileira, pois claro) estendida poste a poste.
As pinturas já terminaram, mas as andorinhas não voltaram ao ninho. Pedia ao pintor que não o destruísse, elas eram uma companhia constante, até que o Sol se punha. Ele assim o fez, mas elas não voltaram.
Joguei para o lixo a mesa de ping-pong. Não foi por causa da ciática mas sim porque se tinha estragado. Qualquer dia compro outra… quando a ciática se for embora.
O programa de redução de nicotina está a resultar. Por enquanto. Até eu estou espantado.
O Benfica ganhou o jogo de preparação na Suiça. Mesmo a feijões gosto que os encarnados ganhem.
O amassador de latinhas já está de novo colocado na parede. E eu amassei algumas. O tempo convidava a umas bejecas.
Este fim-de-semana não fui à Tapada. Acordava da sesta tarde e más horas, já não dava. Troquei a água tépida e azul do lago, pelo queijo de ovelha e pelo salpicão de porco preto.
Hoje, repetindo o que faço há três anos, não vou trabalhar.
Mais um fim-de-semana alentejano.
No calor do interior, no silêncio quebrado por pássaros, no descanso da rede (brasileira, pois claro) estendida poste a poste.
As pinturas já terminaram, mas as andorinhas não voltaram ao ninho. Pedia ao pintor que não o destruísse, elas eram uma companhia constante, até que o Sol se punha. Ele assim o fez, mas elas não voltaram.
Joguei para o lixo a mesa de ping-pong. Não foi por causa da ciática mas sim porque se tinha estragado. Qualquer dia compro outra… quando a ciática se for embora.
O programa de redução de nicotina está a resultar. Por enquanto. Até eu estou espantado.
O Benfica ganhou o jogo de preparação na Suiça. Mesmo a feijões gosto que os encarnados ganhem.
O amassador de latinhas já está de novo colocado na parede. E eu amassei algumas. O tempo convidava a umas bejecas.
Este fim-de-semana não fui à Tapada. Acordava da sesta tarde e más horas, já não dava. Troquei a água tépida e azul do lago, pelo queijo de ovelha e pelo salpicão de porco preto.
Hoje, repetindo o que faço há três anos, não vou trabalhar.
quinta-feira, julho 07, 2005
774. Cada terra com seu uso…
… ou como alguns fazem os chouriços.
Chouriço Grosso de Estremoz e Borba is the product of pieces and stripes of bacon, shoulder, topside and leg from Alentejano pigs, with the sausage containing no more than 30% fat. After selecting, washing and cutting the pieces, the remaining ingredients are added to produce the final product. Following preparation and seasoning, the product is left to mature, then moulded, tied and smoked with wood from the region (holm oak).
In Official Journal of European Communities – C102/5 – 27.04.2002
… ou como alguns fazem os chouriços.
Chouriço Grosso de Estremoz e Borba is the product of pieces and stripes of bacon, shoulder, topside and leg from Alentejano pigs, with the sausage containing no more than 30% fat. After selecting, washing and cutting the pieces, the remaining ingredients are added to produce the final product. Following preparation and seasoning, the product is left to mature, then moulded, tied and smoked with wood from the region (holm oak).
In Official Journal of European Communities – C102/5 – 27.04.2002
773. E portanto, importante
Blog importante não tem links para outros blogs.
Quando blog importante tem links, só tem links para blogs importantes.
Blog importante não tem comentários.
Quando blog importante tem comentários então é porque não é verdadeiramente importante.
Blog importante é citado na Capital e na SIC.
Quando blog que não é importante é citado na imprensa é porque serviu os objectivos do órgão que o referiu.
Blog importante é escrito a qualquer hora e de qualquer lugar. Mesmo nas horas do patrão e no local de trabalho. Quando o patrão sou eu com os impostos que pago não dou importância ao blog.
Quando blog importante não é importante para mim, então é porque é mesmo importante.
Blog importante também completa aniversário.
Quando blog importante completa aniversário, quase toda a blogosfera cita blog importante para dar os parabéns. Blog importante gosta que vassalos se ajoelhem.
Vassalos gostam de se ajoelhar, por isso veneram Valentins, Isaltinos, Ferreiras Torres, Fátimas Felgueiras, Jardins e outros mais.
Blogs de vassalos também são importantes quando vassalos prestam vassalagem efectiva aos seus donos, aos seus Lopes, aos seus Portas, aos seus Mendes, aos seus Sócrates, aos seus Pachecos.
Eu gosto de ver blogs importantes prestarem vassalagem… e serem citados.
Blog importante não tem links para outros blogs.
Quando blog importante tem links, só tem links para blogs importantes.
Blog importante não tem comentários.
Quando blog importante tem comentários então é porque não é verdadeiramente importante.
Blog importante é citado na Capital e na SIC.
Quando blog que não é importante é citado na imprensa é porque serviu os objectivos do órgão que o referiu.
Blog importante é escrito a qualquer hora e de qualquer lugar. Mesmo nas horas do patrão e no local de trabalho. Quando o patrão sou eu com os impostos que pago não dou importância ao blog.
Quando blog importante não é importante para mim, então é porque é mesmo importante.
Blog importante também completa aniversário.
Quando blog importante completa aniversário, quase toda a blogosfera cita blog importante para dar os parabéns. Blog importante gosta que vassalos se ajoelhem.
Vassalos gostam de se ajoelhar, por isso veneram Valentins, Isaltinos, Ferreiras Torres, Fátimas Felgueiras, Jardins e outros mais.
Blogs de vassalos também são importantes quando vassalos prestam vassalagem efectiva aos seus donos, aos seus Lopes, aos seus Portas, aos seus Mendes, aos seus Sócrates, aos seus Pachecos.
Eu gosto de ver blogs importantes prestarem vassalagem… e serem citados.
quarta-feira, julho 06, 2005
772. Tempos novos, velhos tempos
Quando entrei para a última empresa onde trabalhei como Director de Informática, na cerimónia de despedida do antigo titular do cargo, este ofereceu-me uma pequena caixa de madeira em raiz de nogueira, muito bonita por sinal, dizendo-me discretamente ao ouvido: esta é a herança que lhe deixo.
Mais tarde, no sossego do meu novo gabinete, abri paulatinamente a caixa onde encontrei três envelopes fechados e numerados de 1 a 3. Por cima dos referidos envelopes, um pequeno bilhete, assinado pelo meu antecessor que apenas dizia: Em caso de dificuldade, abra os envelopes pela ordem numérica.
Da primeira vez que senti dificuldades efectivas na execução das minhas funções, sobre o que tive de dar explicações ao Conselho de Administração, abri o envelope número 1.
“Prepare um discurso baseado na actual conjuntura. Mostre que você está a ser vítima das circunstâncias e prometa que tudo vai melhorar”
Não posso deixar de comentar que a minha primeira prova de fogo foi um êxito. Saí com confiança redobrada e pude, assim, continuar a minha tarefa.
Quando me vi de novo em apuros abri o envelope número 2.
“Não se esqueça de referir que agora não é só a conjuntura, mas que o legado deixado pelo seu antecessor, devidamente armadilhado, pleno de incorrecções e má-fé não lhe permite desempenhar as tarefas como se tinha comprometido. Afirme que depois de saneada a máquina e corrigidos os defeitos, tudo irá correr às mil maravilhas”.
Escusado será dizer que o meu antecessor só não foi excomungado porque o Conselho de Administração não tinha os poderes do Vaticano.
Quando tive de abrir o envelope número 3…
“Escreva 3 mensagens como as que teve oportunidade de ler, feche-as em envelopes numerados e deixe como herança ao seu sucessor”.
PS. O texto acima é total ficção. Qualquer semelhança entre esta velha história os nossos Guterres e Durão e, quiçá o nosso Sócrates, é mera coincidência.
Quando entrei para a última empresa onde trabalhei como Director de Informática, na cerimónia de despedida do antigo titular do cargo, este ofereceu-me uma pequena caixa de madeira em raiz de nogueira, muito bonita por sinal, dizendo-me discretamente ao ouvido: esta é a herança que lhe deixo.
Mais tarde, no sossego do meu novo gabinete, abri paulatinamente a caixa onde encontrei três envelopes fechados e numerados de 1 a 3. Por cima dos referidos envelopes, um pequeno bilhete, assinado pelo meu antecessor que apenas dizia: Em caso de dificuldade, abra os envelopes pela ordem numérica.
Da primeira vez que senti dificuldades efectivas na execução das minhas funções, sobre o que tive de dar explicações ao Conselho de Administração, abri o envelope número 1.
“Prepare um discurso baseado na actual conjuntura. Mostre que você está a ser vítima das circunstâncias e prometa que tudo vai melhorar”
Não posso deixar de comentar que a minha primeira prova de fogo foi um êxito. Saí com confiança redobrada e pude, assim, continuar a minha tarefa.
Quando me vi de novo em apuros abri o envelope número 2.
“Não se esqueça de referir que agora não é só a conjuntura, mas que o legado deixado pelo seu antecessor, devidamente armadilhado, pleno de incorrecções e má-fé não lhe permite desempenhar as tarefas como se tinha comprometido. Afirme que depois de saneada a máquina e corrigidos os defeitos, tudo irá correr às mil maravilhas”.
Escusado será dizer que o meu antecessor só não foi excomungado porque o Conselho de Administração não tinha os poderes do Vaticano.
Quando tive de abrir o envelope número 3…
“Escreva 3 mensagens como as que teve oportunidade de ler, feche-as em envelopes numerados e deixe como herança ao seu sucessor”.
PS. O texto acima é total ficção. Qualquer semelhança entre esta velha história os nossos Guterres e Durão e, quiçá o nosso Sócrates, é mera coincidência.
segunda-feira, julho 04, 2005
771. Infelizmente
Carla Quevedo assina na revista “Única” do semanário Expresso, uma página semanal com o mesmo título do seu blog: Bomba Inteligente. Este fim-de-semana, numa nota sobre o pintor colombiano Fernando Botero, dispara a seguinte frase que me deixou perplexo: “Botero deixa, infelizmente, mais uma vez os temas pastorais, as naturezas mortas, as famílias, as mulheres e os homens com cães, para mostrar a sua revolta contra a crueldade e a injustiça” (fim de citação). Eu sei pouco de Língua Portuguesa e muito menos de Fernando Botero, mas o que leio é um lamento – “infelizmente” – pelo facto de Fernando Botero pintar a “sua revolta contra a crueldade e a injustiça”. Em vez disso Carla Quevedo preferiria os homens com cães. Em vez das atrocidades dos homens de Bush, talvez Bush passeando o cachorrinho Barney. Seria muito menos “infelizmente”. Ou será que li mal?
Carla Quevedo assina na revista “Única” do semanário Expresso, uma página semanal com o mesmo título do seu blog: Bomba Inteligente. Este fim-de-semana, numa nota sobre o pintor colombiano Fernando Botero, dispara a seguinte frase que me deixou perplexo: “Botero deixa, infelizmente, mais uma vez os temas pastorais, as naturezas mortas, as famílias, as mulheres e os homens com cães, para mostrar a sua revolta contra a crueldade e a injustiça” (fim de citação). Eu sei pouco de Língua Portuguesa e muito menos de Fernando Botero, mas o que leio é um lamento – “infelizmente” – pelo facto de Fernando Botero pintar a “sua revolta contra a crueldade e a injustiça”. Em vez disso Carla Quevedo preferiria os homens com cães. Em vez das atrocidades dos homens de Bush, talvez Bush passeando o cachorrinho Barney. Seria muito menos “infelizmente”. Ou será que li mal?
770. Profundo
Enquanto alguns dos meus mais depravados amigos e obviamente amigas também visitavam a Feira Erótica, passeava eu pelo Alentejo mais profundo, terra que adoptei de alma e coração, ou não fosse eu um apaixonado pela minha Maria, essa sim Alentejana de todos os costados. E quando os alentejanos cantam ao despique, e os copos vazam os jarros, e os jarros esventram os pipos, obtemos pérolas destas.
Ê já vi nascer o Soli
Entre as forcas dum chaparro
Engani-me que era a Lua
O Sol na nasce tão tardi.
Ê subi o êcalitro
Com o tê retrato na mão
Desêcalitrei-me dali a baixo
Bati c’ os cornos no chão.
Hoje tá lindo o luar
Que bonita vai a Lua
Na te ponhas praí olhar
Qu’ê te quero ver-te nua.
Enquanto alguns dos meus mais depravados amigos e obviamente amigas também visitavam a Feira Erótica, passeava eu pelo Alentejo mais profundo, terra que adoptei de alma e coração, ou não fosse eu um apaixonado pela minha Maria, essa sim Alentejana de todos os costados. E quando os alentejanos cantam ao despique, e os copos vazam os jarros, e os jarros esventram os pipos, obtemos pérolas destas.
Ê já vi nascer o Soli
Entre as forcas dum chaparro
Engani-me que era a Lua
O Sol na nasce tão tardi.
Ê subi o êcalitro
Com o tê retrato na mão
Desêcalitrei-me dali a baixo
Bati c’ os cornos no chão.
Hoje tá lindo o luar
Que bonita vai a Lua
Na te ponhas praí olhar
Qu’ê te quero ver-te nua.
769. BlogoLivro, livra?
Quando há algumas semanas atrás surgiu na blogosfera uma pequena discussão sobre a questão livros de blogues, sim ou não, eu coloquei-me sempre do lado do sim (só não quis imitar o Pacheco Pereira a criar o Sítio do Sim aos Livros, porque não). Mas, infelizmente constato que alguns blogs depois de terem publicado o tal livro saído do dito cujo, ou desapareceram, ou passaram a ser um painel publicitário do mesmo, ou tornaram-se uma grande M*E*R*D*A. Assim com as cinco letrinhas, sem mais nem ontem. Com pena minha pois claro, porque gostava dos blogs. Pareceu-me que este post indicia uma nova autora, uma nova blog-autora quer-se dizer. Só espero continuar a ter o “meu” 100nada.
Quando há algumas semanas atrás surgiu na blogosfera uma pequena discussão sobre a questão livros de blogues, sim ou não, eu coloquei-me sempre do lado do sim (só não quis imitar o Pacheco Pereira a criar o Sítio do Sim aos Livros, porque não). Mas, infelizmente constato que alguns blogs depois de terem publicado o tal livro saído do dito cujo, ou desapareceram, ou passaram a ser um painel publicitário do mesmo, ou tornaram-se uma grande M*E*R*D*A. Assim com as cinco letrinhas, sem mais nem ontem. Com pena minha pois claro, porque gostava dos blogs. Pareceu-me que este post indicia uma nova autora, uma nova blog-autora quer-se dizer. Só espero continuar a ter o “meu” 100nada.
768. A minha prima Carla
O texto hoje publicado no Alto Mar fez-me lembrar uma velha história. A minha prima “Carla” (nome fictício – esta aprendi com o Correio da Manhã e com a TVI), sempre teve o seu quê de irreverente. Desde muito nova trabalhou como balconista numa loja de pronto-a-vestir. Um bem-posto cavalheiro, depois de provar e de se decidir por um fato de alpaca azul-escuro, a condizer com uma camisa de risca fina, também azul (a risca) que, à falta de Rosa & Teixeira, era apenas Pierre Cardin e de uma gravata em seda da Dior, obviamente amarela com aplicações azuis, notem que o amarelo era mais amarelo-torrado, mandou passar a factura em seu nome. E que nome devo inscrever na factura?, perguntou-lhe a “Carla” (nome fictício), não antes de se certificar de que o referido senhor era portador do seu número de contribuinte ou se pelo menos o sabia de cor. Que sim senhor, pode passar em nome de Eng.º Fulano de Tal. Apanhei-te pensou a “Carla” (nome fictício), tem graça que tenho um primo com o mesmo nome que o senhor. A sério, também se chama Fulano de Tal?, perguntou admirado o cliente do fato azul em alpaca finíssima de uma marca italiana cujo nome olvidei. Esta admiração advinha do facto de Fulano de Tal ter um nome pouco comum, mas menos complicado do que Hipaninondas ou Eufrázio. Que não, respondeu a “Carla” (nome fictício), o meu primo também se chama engenheiro.
O texto hoje publicado no Alto Mar fez-me lembrar uma velha história. A minha prima “Carla” (nome fictício – esta aprendi com o Correio da Manhã e com a TVI), sempre teve o seu quê de irreverente. Desde muito nova trabalhou como balconista numa loja de pronto-a-vestir. Um bem-posto cavalheiro, depois de provar e de se decidir por um fato de alpaca azul-escuro, a condizer com uma camisa de risca fina, também azul (a risca) que, à falta de Rosa & Teixeira, era apenas Pierre Cardin e de uma gravata em seda da Dior, obviamente amarela com aplicações azuis, notem que o amarelo era mais amarelo-torrado, mandou passar a factura em seu nome. E que nome devo inscrever na factura?, perguntou-lhe a “Carla” (nome fictício), não antes de se certificar de que o referido senhor era portador do seu número de contribuinte ou se pelo menos o sabia de cor. Que sim senhor, pode passar em nome de Eng.º Fulano de Tal. Apanhei-te pensou a “Carla” (nome fictício), tem graça que tenho um primo com o mesmo nome que o senhor. A sério, também se chama Fulano de Tal?, perguntou admirado o cliente do fato azul em alpaca finíssima de uma marca italiana cujo nome olvidei. Esta admiração advinha do facto de Fulano de Tal ter um nome pouco comum, mas menos complicado do que Hipaninondas ou Eufrázio. Que não, respondeu a “Carla” (nome fictício), o meu primo também se chama engenheiro.
quarta-feira, junho 29, 2005
767. Mais um na rede
Pronto, está bem, não se fala mais nisso. Fui levado pela publicidade de caixa do correio. Comprei o NicoBloc. Cá para mim é treta e já desembolsei 40 érios. Mas psicológico ou não, vou tentar seguir o programa. Se resistir, daqui a cinco semanas dar-vos-ei conta dos resultados. Se não resultar aceito com fair-play que me chamem otário.
PS. No corrector de MS-Word para português a palavra “otário” deu-me erro. Como sugestão o Sr. Bill Gates diz-me para usar Ontário, notário, ovário, etário e notária. Portanto, cuidado, se aceitarem alguma sugestão, eu recuso notária. C’est pour cause.
Pronto, está bem, não se fala mais nisso. Fui levado pela publicidade de caixa do correio. Comprei o NicoBloc. Cá para mim é treta e já desembolsei 40 érios. Mas psicológico ou não, vou tentar seguir o programa. Se resistir, daqui a cinco semanas dar-vos-ei conta dos resultados. Se não resultar aceito com fair-play que me chamem otário.
PS. No corrector de MS-Word para português a palavra “otário” deu-me erro. Como sugestão o Sr. Bill Gates diz-me para usar Ontário, notário, ovário, etário e notária. Portanto, cuidado, se aceitarem alguma sugestão, eu recuso notária. C’est pour cause.
terça-feira, junho 28, 2005
766. A blogosfera e a arte de encher chouriços
Cada um criou o blog que quis e faz dele o uso que quiser. Dito assim, não tenho como contestar. Há blogs de tudo e para todos os gostos, algumas vezes eventualmente apenas para gosto do próprio blogger. Mais uma vez não tenho matéria de crítica. No entanto alguns blogs criaram (-me) expectativas que, pena minha, se vieram a defraudar. Aos poucos nota-se que a “mensagem”, como eu a entendo e seja lá isso o que for mesmo que não corresponda ao vosso conceito, se vai perdendo na arte de encher chouriços. Noto que existem blogs que teimam em se manter vivos. ‘Quem desaparece, esquece’ costumava dizer a minha avó que conhecia quase todos os provérbios portugueses. Assim, numa tentativa de que haja sempre algo na janela com a data de hoje, vão introduzindo posts atrás de posts que no final poucos lêem. Extractos de outros blogs, poemas nem que seja em checoslovaco, fotografias de gajas (e gajos) nuas ou de quadros surrealistas, quiz para ver qual tem as mamas mais parecidas com a Pamela Andersen, cadeias de disco rígido cheios de música, ou fotografias da Sharon Stone como imagem de um acordar despenteado. Depois, de tempos em tempos, um daqueles posts que fizeram do blog referência, ao velho estilo do velho blogger. Não está bem, nem está mal pois não me compete fazer juízos de valor. Quem não gosta não come. Mas que existem artistas virtuosos em encher chouriços, lá isso existem.
PS1. O PreDatado não tem, nunca teve, nem nunca pretendeu ter qualquer linha editorial. È talvez um exemplo (bom?) de como se enchem chouriços. Mas só chouriços mesmo!
PS2. Antes que me batam.
Cada um criou o blog que quis e faz dele o uso que quiser. Dito assim, não tenho como contestar. Há blogs de tudo e para todos os gostos, algumas vezes eventualmente apenas para gosto do próprio blogger. Mais uma vez não tenho matéria de crítica. No entanto alguns blogs criaram (-me) expectativas que, pena minha, se vieram a defraudar. Aos poucos nota-se que a “mensagem”, como eu a entendo e seja lá isso o que for mesmo que não corresponda ao vosso conceito, se vai perdendo na arte de encher chouriços. Noto que existem blogs que teimam em se manter vivos. ‘Quem desaparece, esquece’ costumava dizer a minha avó que conhecia quase todos os provérbios portugueses. Assim, numa tentativa de que haja sempre algo na janela com a data de hoje, vão introduzindo posts atrás de posts que no final poucos lêem. Extractos de outros blogs, poemas nem que seja em checoslovaco, fotografias de gajas (e gajos) nuas ou de quadros surrealistas, quiz para ver qual tem as mamas mais parecidas com a Pamela Andersen, cadeias de disco rígido cheios de música, ou fotografias da Sharon Stone como imagem de um acordar despenteado. Depois, de tempos em tempos, um daqueles posts que fizeram do blog referência, ao velho estilo do velho blogger. Não está bem, nem está mal pois não me compete fazer juízos de valor. Quem não gosta não come. Mas que existem artistas virtuosos em encher chouriços, lá isso existem.
PS1. O PreDatado não tem, nunca teve, nem nunca pretendeu ter qualquer linha editorial. È talvez um exemplo (bom?) de como se enchem chouriços. Mas só chouriços mesmo!
PS2. Antes que me batam.
segunda-feira, junho 27, 2005
765. Justiça
Há uns dias atrás divulguei aqui uma reclamação que fiz à TV Cabo por causa da “minha” Internet. Eficientemente, responderam-me na volta do e-mail informando qual era o número do meu problema. Depois, personalizado, um novo e-mail em que marcavam a vinda de um técnico. E não é que veio mesmo? E não é que veio dentro das horas marcadas? Agora só falta ver como é que a net se vai comportar. Mas tem de se fazer a justiça de divulgar a boa(?) acção, com o mesmo destaque da denúncia.
Há uns dias atrás divulguei aqui uma reclamação que fiz à TV Cabo por causa da “minha” Internet. Eficientemente, responderam-me na volta do e-mail informando qual era o número do meu problema. Depois, personalizado, um novo e-mail em que marcavam a vinda de um técnico. E não é que veio mesmo? E não é que veio dentro das horas marcadas? Agora só falta ver como é que a net se vai comportar. Mas tem de se fazer a justiça de divulgar a boa(?) acção, com o mesmo destaque da denúncia.
sábado, junho 25, 2005
764. Porque hoje é Sábado
José Pacheco Pereira, na semana que antecedeu a manifestação nazi em Lisboa não se pronunciou sobre a mesma. Nem nos órgãos de comunicação institucional, nem no seu, cada vez mais monótono e desinteressante Abrupto. Veio a fazê-lo, esta semana, na Quadratura do Circulo, na SIC Notícias. Para dizer o quê? Para dizer que “enquanto não se condenarem os partidos da extrema-esquerda não se têm de condenar os partidos da extrema-direita”. Quem queria ele referir? O MRPP que só existe 15 dias antes de cada eleição, ou o Bloco de Esquerda que hoje tem uma representação parlamentar significativa? Num agradecimento ao seu quase silêncio, veio o frentista nacional Mário Machado dizer ao Público de que se fosse poder ilegalizaria os “grupos subversivos como a Maçonaria, PCP, PS, PSD, BE, SOS Racismo, Opus Dei, Ilga, Opus Gay, etc.” (fim de citação). Não sei se o tal Mário Machado se esqueceu dos Judeus como agradecimento ao Pacheco Pereira ou se ficam para a próxima.
PS. E não vale e pena vir com subterfúgios como a publicação de um extracto do “Avante” de 1955 que se insurgia contra a invasão de jogadores de futebol estrangeiros em Portugal. Parece que tinham razão, o nosso desporto continua tão evoluído como em 1955, basta ver as nossas classificações olímpicas. Já a construção civil, as estradas e a limpeza das latrinas dos grandes centros comerciais, essas não. São feitas pela invasão de emigrantes. Os tais a quem Pacheco Pereira deve ter querido invectivar com o seu post de hoje.
José Pacheco Pereira, na semana que antecedeu a manifestação nazi em Lisboa não se pronunciou sobre a mesma. Nem nos órgãos de comunicação institucional, nem no seu, cada vez mais monótono e desinteressante Abrupto. Veio a fazê-lo, esta semana, na Quadratura do Circulo, na SIC Notícias. Para dizer o quê? Para dizer que “enquanto não se condenarem os partidos da extrema-esquerda não se têm de condenar os partidos da extrema-direita”. Quem queria ele referir? O MRPP que só existe 15 dias antes de cada eleição, ou o Bloco de Esquerda que hoje tem uma representação parlamentar significativa? Num agradecimento ao seu quase silêncio, veio o frentista nacional Mário Machado dizer ao Público de que se fosse poder ilegalizaria os “grupos subversivos como a Maçonaria, PCP, PS, PSD, BE, SOS Racismo, Opus Dei, Ilga, Opus Gay, etc.” (fim de citação). Não sei se o tal Mário Machado se esqueceu dos Judeus como agradecimento ao Pacheco Pereira ou se ficam para a próxima.
PS. E não vale e pena vir com subterfúgios como a publicação de um extracto do “Avante” de 1955 que se insurgia contra a invasão de jogadores de futebol estrangeiros em Portugal. Parece que tinham razão, o nosso desporto continua tão evoluído como em 1955, basta ver as nossas classificações olímpicas. Já a construção civil, as estradas e a limpeza das latrinas dos grandes centros comerciais, essas não. São feitas pela invasão de emigrantes. Os tais a quem Pacheco Pereira deve ter querido invectivar com o seu post de hoje.
quinta-feira, junho 23, 2005
763. Ando um bocado intrigado
Porque nos últimos dias, tirando o pormenor de falarem em pseudo moralismos na questão da diminuição de regalias dos políticos e gestores-políticos, coisa que os afecta directamente, dizia eu, nos últimos dias tenho sentido uma certa unanimidade no aplauso da direita às medidas deste governo, de esquerda. Será impressão minha?
Porque nos últimos dias, tirando o pormenor de falarem em pseudo moralismos na questão da diminuição de regalias dos políticos e gestores-políticos, coisa que os afecta directamente, dizia eu, nos últimos dias tenho sentido uma certa unanimidade no aplauso da direita às medidas deste governo, de esquerda. Será impressão minha?
quarta-feira, junho 22, 2005
762. Fome
Ela entrou a bordo do navio, braço dado com o primo. Ter primas em França não é anormal. Toda a gente já teve, ou tem, um familiar emigrante. Mas naquela noite, a prima acompanhou-o.
O “Gaguinhas” veio render-me com um sorriso inusitado no rosto. Chegou atrasado, porque tinha estado na bicha. Não havia repartição de finanças, nem bilheteira FNAC a bordo do navio pelo que fiquei a matutar, onde o gajo teria estado.
- Foste comer a prima do marujo? – Atirei, tendo em conta que só por uma boa causa se pode vir satisfeito por se estar tanto tempo numa bicha.
O “Gaguinhas” sempre gostou de citações bíblicas. À sua maneira.
- Quem não tem uma prima que dê a primeira queca.
Depois foi trabalhar.
Ela entrou a bordo do navio, braço dado com o primo. Ter primas em França não é anormal. Toda a gente já teve, ou tem, um familiar emigrante. Mas naquela noite, a prima acompanhou-o.
O “Gaguinhas” veio render-me com um sorriso inusitado no rosto. Chegou atrasado, porque tinha estado na bicha. Não havia repartição de finanças, nem bilheteira FNAC a bordo do navio pelo que fiquei a matutar, onde o gajo teria estado.
- Foste comer a prima do marujo? – Atirei, tendo em conta que só por uma boa causa se pode vir satisfeito por se estar tanto tempo numa bicha.
O “Gaguinhas” sempre gostou de citações bíblicas. À sua maneira.
- Quem não tem uma prima que dê a primeira queca.
Depois foi trabalhar.
761. Eu sei que ninguém tem nada com isso
E que isto é uma caca de post. Mas estou com um sono do caraças e tinha de registá-lo em qualquer lugar. Podia ter ficado pelo meu bloco, mas hoje em dia o teclado está mais à mão. E porque é que estou zombie? Porque ontem, depois do jantar, a Maria enganou-se e fez-me uma bica de café em vez de descafeinado. Vai daí quando senti sono, olhei para o pulso e vi que eram 4 da manhã. Como eu sou um relógio suíço a acordar, às sete e meia já estava com os pés de fora. E agora, ao meio do dia, quando podia estar a fazer algo que o Verão convida ando às cabeçadas às paredes. Desculpem lá este texto mas é mesmo só para me recordar que a cafeína dá-me speed e depois lixa-me o dia.
E que isto é uma caca de post. Mas estou com um sono do caraças e tinha de registá-lo em qualquer lugar. Podia ter ficado pelo meu bloco, mas hoje em dia o teclado está mais à mão. E porque é que estou zombie? Porque ontem, depois do jantar, a Maria enganou-se e fez-me uma bica de café em vez de descafeinado. Vai daí quando senti sono, olhei para o pulso e vi que eram 4 da manhã. Como eu sou um relógio suíço a acordar, às sete e meia já estava com os pés de fora. E agora, ao meio do dia, quando podia estar a fazer algo que o Verão convida ando às cabeçadas às paredes. Desculpem lá este texto mas é mesmo só para me recordar que a cafeína dá-me speed e depois lixa-me o dia.
terça-feira, junho 21, 2005
760. Lenha para me queimar ou o gajo que não tem medo da guerra
Há pouco tempo, através do blog da Gotinha, descobri dois blogs de escárnio e mal dizer. Um deles, Os Pelintras, não me merece qualquer referência especial. Um outro, o Cyndicato, fia mais fino. Na minha opinião, qualquer pessoa que escreve num blog deve fazê-lo pura e simplesmente como o quiser fazer. E é com este espírito que encaro o próprio Cyndicato. Quem lá escreve, deve (e acho que o faz) fazê-lo escrevendo o que muito bem quer. A questão para mim está na credibilidade. E também na moralidade. Dizem os autores do Cyndicato que criaram este blog para denunciarem o lado ridículo da blogosfera: “Não estamos aqui para fazer amigos. O nosso objectivo é unica e exclusivamente demonstrar o lado mais ridículo da blogosfera” (fim de citação). Estaria quase de acordo se não fosse uma lapidar afirmação posterior: “Tampouco estamos aqui devido a qualquer necessidade de atenção ou protagonismo. Qualquer um de nós tem outros blogs onde o que não falta são visitas e comentários. Assim como estatuto blogosférico” (fim de citação). Pois bem, para mim, o busílis da questão reside aqui mesmo. Se têm outros blogs, a quem não falta visitas, portanto muitas, não seria o melhor forum para dizerem o mesmo que dizem no Cyndicato? Têm medo de enfrentar e afrontar dando a cara? Há moralidade nisto? Há credibilidade para quem por detrás de uma cortina diz o que diz dos outros blogs e depois, quem sabe, toma uma bica calmamente no blog dos outros como se não fosse nada com eles? Deixo aqui o meu repto. Continuem a falar mal dos blogs que não gostam. Não sei se alguma vez visitaram o meu, mas estejam a vontade. Deêm-lhe a porrada que quiserem. Até agradeço, pode ser que com isso eu melhore. Mas façam-no de cara a cara, de olhos nos olhos. Sem a cobardia do anonimato.
Há pouco tempo, através do blog da Gotinha, descobri dois blogs de escárnio e mal dizer. Um deles, Os Pelintras, não me merece qualquer referência especial. Um outro, o Cyndicato, fia mais fino. Na minha opinião, qualquer pessoa que escreve num blog deve fazê-lo pura e simplesmente como o quiser fazer. E é com este espírito que encaro o próprio Cyndicato. Quem lá escreve, deve (e acho que o faz) fazê-lo escrevendo o que muito bem quer. A questão para mim está na credibilidade. E também na moralidade. Dizem os autores do Cyndicato que criaram este blog para denunciarem o lado ridículo da blogosfera: “Não estamos aqui para fazer amigos. O nosso objectivo é unica e exclusivamente demonstrar o lado mais ridículo da blogosfera” (fim de citação). Estaria quase de acordo se não fosse uma lapidar afirmação posterior: “Tampouco estamos aqui devido a qualquer necessidade de atenção ou protagonismo. Qualquer um de nós tem outros blogs onde o que não falta são visitas e comentários. Assim como estatuto blogosférico” (fim de citação). Pois bem, para mim, o busílis da questão reside aqui mesmo. Se têm outros blogs, a quem não falta visitas, portanto muitas, não seria o melhor forum para dizerem o mesmo que dizem no Cyndicato? Têm medo de enfrentar e afrontar dando a cara? Há moralidade nisto? Há credibilidade para quem por detrás de uma cortina diz o que diz dos outros blogs e depois, quem sabe, toma uma bica calmamente no blog dos outros como se não fosse nada com eles? Deixo aqui o meu repto. Continuem a falar mal dos blogs que não gostam. Não sei se alguma vez visitaram o meu, mas estejam a vontade. Deêm-lhe a porrada que quiserem. Até agradeço, pode ser que com isso eu melhore. Mas façam-no de cara a cara, de olhos nos olhos. Sem a cobardia do anonimato.
759. Será que alguém lê?
Acabei de escrever-lhes.
Caros Senhores
Sou o cliente 64.....1
Desde 5ª feira passada que estou com serviço netcabo miserável.
Sinto-me com sorte quando consigo ter acesso à Internet por mais de 5 minutos consecutivos.
Durante o período em que consigo aceder à net, apesar de cliente netcabo mega tenho um serviço pior do que se estivesse ligado com um modem de 56k.
Além desta reclamação o que mais posso fazer para que se dignem resolver de vez este problema?
Espero resolução urgente.
Cumprimentos,
Acabei de escrever-lhes.
Caros Senhores
Sou o cliente 64.....1
Desde 5ª feira passada que estou com serviço netcabo miserável.
Sinto-me com sorte quando consigo ter acesso à Internet por mais de 5 minutos consecutivos.
Durante o período em que consigo aceder à net, apesar de cliente netcabo mega tenho um serviço pior do que se estivesse ligado com um modem de 56k.
Além desta reclamação o que mais posso fazer para que se dignem resolver de vez este problema?
Espero resolução urgente.
Cumprimentos,
segunda-feira, junho 20, 2005
758. Que grandes manjericos!
Oh meu querido S. João
Tu que estás só de passagem
Repara com atenção
Nesta triste vilanagem
Tantas as promessas feitas
E nenhuma foi cumprida
Calas, consentes, aceitas?
E vão-nos lixando a vida.
Ajuda-nos lá, santinho
A pôr os gajos na ordem
Porque por este caminho
Até a piça nos mordem.
Cumpre então a tua parte
Queima-lhes o cu na fogueira
Dá-lhes pancada que farte
P’ra acabar a brincadeira
Se não chegar o porro alho
Nem uma brasa a arder,
Então manda-os pró caralho
Os gajos que se vão foder.
Oh meu querido S. João
Tu que estás só de passagem
Repara com atenção
Nesta triste vilanagem
Tantas as promessas feitas
E nenhuma foi cumprida
Calas, consentes, aceitas?
E vão-nos lixando a vida.
Ajuda-nos lá, santinho
A pôr os gajos na ordem
Porque por este caminho
Até a piça nos mordem.
Cumpre então a tua parte
Queima-lhes o cu na fogueira
Dá-lhes pancada que farte
P’ra acabar a brincadeira
Se não chegar o porro alho
Nem uma brasa a arder,
Então manda-os pró caralho
Os gajos que se vão foder.
757. Fé
Todas as semanas gasto 2 € no boletim do Euro-milhões. A minha probabilidade de acertar nos números ganhadores é de 1 em 76.275.360 se as contas de cabeça não me falham. Para eu ter a certeza que ganharia teria de gastar 152.550.720 € e precisaria de não me enganar a preencher os boletins. Como demoro cerca de 5 segundos a preencher uma aposta precisaria de 381.376.800 segundos para o fazer. Supondo que o faria ininterruptamente, e com as respectivas conversões (105.938 horas, 4.414 dias, 630 semanas) daqui a 12 anos teria os boletins todos preenchidos. Fazendo o exercício que durante estes doze anos eu utilizaria 25% do tempo para comer, dormir e dar umas quecas, estaria então em condições de acertar no Euro-milhões daqui a 15 anos. Ora bem, eu faço 50 anos em breve. Se lhe somar os 15 calculados, terei 65 anos no dia que me sair o tal excêntrico. Vou-me fartar de rir a mandar o José Sócrates meter a minha reforma no cu.
PS. Como não tenho a certeza de conseguir os tais mais de 152 milhões de euros até à data de meter os boletins na maquineta, o melhor mesmo é ter Fé ou preferem o meu NIB para me darem uma ajudinha?
Todas as semanas gasto 2 € no boletim do Euro-milhões. A minha probabilidade de acertar nos números ganhadores é de 1 em 76.275.360 se as contas de cabeça não me falham. Para eu ter a certeza que ganharia teria de gastar 152.550.720 € e precisaria de não me enganar a preencher os boletins. Como demoro cerca de 5 segundos a preencher uma aposta precisaria de 381.376.800 segundos para o fazer. Supondo que o faria ininterruptamente, e com as respectivas conversões (105.938 horas, 4.414 dias, 630 semanas) daqui a 12 anos teria os boletins todos preenchidos. Fazendo o exercício que durante estes doze anos eu utilizaria 25% do tempo para comer, dormir e dar umas quecas, estaria então em condições de acertar no Euro-milhões daqui a 15 anos. Ora bem, eu faço 50 anos em breve. Se lhe somar os 15 calculados, terei 65 anos no dia que me sair o tal excêntrico. Vou-me fartar de rir a mandar o José Sócrates meter a minha reforma no cu.
PS. Como não tenho a certeza de conseguir os tais mais de 152 milhões de euros até à data de meter os boletins na maquineta, o melhor mesmo é ter Fé ou preferem o meu NIB para me darem uma ajudinha?
domingo, junho 19, 2005
sexta-feira, junho 17, 2005
754. Contas que eu não sei fazer
Enquanto o Euro, este €, valorizava em relação ao dólar, este $, os combustíveis subiam; quando o € desvaloriza em relação ao $, os combustíveis sobem. Mas agora é por causa disso. Umas vezes pego na calculadora, outras coço a cabeça. Cada vez me convenço mais que os empresários são uns génios em contas de somar.
Enquanto o Euro, este €, valorizava em relação ao dólar, este $, os combustíveis subiam; quando o € desvaloriza em relação ao $, os combustíveis sobem. Mas agora é por causa disso. Umas vezes pego na calculadora, outras coço a cabeça. Cada vez me convenço mais que os empresários são uns génios em contas de somar.
quinta-feira, junho 16, 2005
749. 100 por cento
Não sei se é inédito, mas desde que tenho memória não conheço outro treinador na história do Glorioso SL Benfica, que enquanto à frente da equipa principal não tenha sofrido nenhuma derrota nem tão pouco um empate. Está bem, podem dizer que apenas dirigiu um encontro, mas não é por isso que não podemos considerar Fernando Chalana como um treinador 100% vitorioso.
Chalana regressa hoje ao Benfica. Seja bem-vindo!
Não sei se é inédito, mas desde que tenho memória não conheço outro treinador na história do Glorioso SL Benfica, que enquanto à frente da equipa principal não tenha sofrido nenhuma derrota nem tão pouco um empate. Está bem, podem dizer que apenas dirigiu um encontro, mas não é por isso que não podemos considerar Fernando Chalana como um treinador 100% vitorioso.
Chalana regressa hoje ao Benfica. Seja bem-vindo!
748. Há dias de sorte
O JPT viu pelo Technorati (que certamente o inclui numa lista de referências), que existe um blog chamado Navio Negreiro. E ficou triste com o nome. Pelo seu post, não creio que tenha sido só com o nome. Fiquei feliz porque o meu Technorati não me dá o link de tal blog. Nem todos estão em dia de sorte meu caro JPT.
O JPT viu pelo Technorati (que certamente o inclui numa lista de referências), que existe um blog chamado Navio Negreiro. E ficou triste com o nome. Pelo seu post, não creio que tenha sido só com o nome. Fiquei feliz porque o meu Technorati não me dá o link de tal blog. Nem todos estão em dia de sorte meu caro JPT.
747. Desempregado mas limpinho
O Espesso, aquele jornal que o seu director diz que não seria o que é sem o saco plástico, é o único semanário que compro. Mesmo assim, garanto que o acho demasiado caro. Do dito cujo folheio o caderno principal (quando é que o Espesso deixa de ter este formato macarrónico que faz doer os braços como o caraças quando lido aberto com os braços no ar?), levo a Única para a casa de banho para ir lendo durante a semana e leio, esses sim, os anúncios de emprego de cabo a rabo. Quase sem excepção a idade limite para o candidato são os 35 anos. Eu tenho quase 50, portanto sem hipóteses e ainda me faltam 15 anos para a reforma. Pode ser que depois de reformado, se algum ministro ou político de qualquer quadrante me ensinar como se faz, eu venha a conseguir um emprego. Até lá, desempregado mas limpinho
O Espesso, aquele jornal que o seu director diz que não seria o que é sem o saco plástico, é o único semanário que compro. Mesmo assim, garanto que o acho demasiado caro. Do dito cujo folheio o caderno principal (quando é que o Espesso deixa de ter este formato macarrónico que faz doer os braços como o caraças quando lido aberto com os braços no ar?), levo a Única para a casa de banho para ir lendo durante a semana e leio, esses sim, os anúncios de emprego de cabo a rabo. Quase sem excepção a idade limite para o candidato são os 35 anos. Eu tenho quase 50, portanto sem hipóteses e ainda me faltam 15 anos para a reforma. Pode ser que depois de reformado, se algum ministro ou político de qualquer quadrante me ensinar como se faz, eu venha a conseguir um emprego. Até lá, desempregado mas limpinho
746. Passatempo (ou como quem não tem nada para fazer, faz colheres)
Conheci uma pessoa que tinha como passatempo, no tempo delas, comer cerejas pegando pelo pé das ditas, de forma a comer a carne e deixar o caroço pegado ao pé. Achei curioso e fui praticando. De uma vez consegui comer 152 cerejas seguidas sem que o caroço se separasse do pezinho. Se quiserem fazer o exercício façam-no e registem aqui na caixinha de comentários os vosso recordes. Mas sem batota ok?
Conheci uma pessoa que tinha como passatempo, no tempo delas, comer cerejas pegando pelo pé das ditas, de forma a comer a carne e deixar o caroço pegado ao pé. Achei curioso e fui praticando. De uma vez consegui comer 152 cerejas seguidas sem que o caroço se separasse do pezinho. Se quiserem fazer o exercício façam-no e registem aqui na caixinha de comentários os vosso recordes. Mas sem batota ok?
745. Blogger devidamente identificado
Não há nenhuma razão para que o blog PreDatado seja subscrito pelo cidadão anónimo PreDatado (Pré, para @s amig@s). O PreDatado blog se fosse uma lata de conserva sê-lo-ía, certamente, em molho de tomate. Se fosse um frasco de pickes com certeza que a par da couve-flor, da cenoura e dos pepinos teria forçosamente tomate. O que quer dizer que, na verdade, nunca faltaram os tomates ao PreDatado, autor do PreDatado. E quem me lê sabe-o bem. O PreDatado, autor, vai a almoços e jantares de bloggers com cara de Alves Fernandes do blog PreDatado. Estende a mão, diz e ouve dizer “muito prazer em conhecê-lo”. Podem não acreditar, mas, hoje ao fim de quase 2 anos de publicação, ainda não descobriu onde é que no template pode alterar o posted by PreDatado para posted by Alves Fernandes. Assim como assim, vocês conhecem-no e essa alteração não se revela de extrema importância. Mas, pelo sim pelo não o PreDatado é mesmo o Alves Fernandes, um blogger devidamente identificado e com tomates!
Não há nenhuma razão para que o blog PreDatado seja subscrito pelo cidadão anónimo PreDatado (Pré, para @s amig@s). O PreDatado blog se fosse uma lata de conserva sê-lo-ía, certamente, em molho de tomate. Se fosse um frasco de pickes com certeza que a par da couve-flor, da cenoura e dos pepinos teria forçosamente tomate. O que quer dizer que, na verdade, nunca faltaram os tomates ao PreDatado, autor do PreDatado. E quem me lê sabe-o bem. O PreDatado, autor, vai a almoços e jantares de bloggers com cara de Alves Fernandes do blog PreDatado. Estende a mão, diz e ouve dizer “muito prazer em conhecê-lo”. Podem não acreditar, mas, hoje ao fim de quase 2 anos de publicação, ainda não descobriu onde é que no template pode alterar o posted by PreDatado para posted by Alves Fernandes. Assim como assim, vocês conhecem-no e essa alteração não se revela de extrema importância. Mas, pelo sim pelo não o PreDatado é mesmo o Alves Fernandes, um blogger devidamente identificado e com tomates!
terça-feira, junho 14, 2005
743. Fri Mai Kél (*)
Era preto, agora é branco
Ingénuo e muito puro
Só que eu, para ser franco
Há coisas que não aturo.
E não venham com a justiça
Porque de pau mole ou duro
Não deixa de ser a piça
Na cama ou atrás dum muro.
Tratava-os como um pai
Diz a defesa de ar sério
Ele não disse ui nem ai
O dinheiro é o império.
E é um júri sem luta
Que decide em mistério.
Que grandes filhos da puta
Desculpem o impropério.
Leva os meninos p’rá cama
Dá-lhes carinhos demais
Trata-os como se fosse ama
E querem saber que mais?
Dizem as línguas do mundo
Que eram carícias tais
Pois para mim, lá no fundo
Já veio tudo nos jornais.
Só não viu quem não quis ver
Da acusação, à defesa
Mas não dá p’ra perceber
Toda esta ligeireza.
Sai o tipo em liberdade
Numa aura de pureza
Só que ele tem idade
P’ra repetir com certeza.
Eu confio em tribunais.
Mas deixe-me desconfiar,
Porque sentenças que tais
Não eram de se esperar.
Nesta história de cordel
Que acabei de contar
Sai de lá limpo o Miguel
Se alguém acreditar.
(*) Desculpa qualquer coisinha
Era preto, agora é branco
Ingénuo e muito puro
Só que eu, para ser franco
Há coisas que não aturo.
E não venham com a justiça
Porque de pau mole ou duro
Não deixa de ser a piça
Na cama ou atrás dum muro.
Tratava-os como um pai
Diz a defesa de ar sério
Ele não disse ui nem ai
O dinheiro é o império.
E é um júri sem luta
Que decide em mistério.
Que grandes filhos da puta
Desculpem o impropério.
Leva os meninos p’rá cama
Dá-lhes carinhos demais
Trata-os como se fosse ama
E querem saber que mais?
Dizem as línguas do mundo
Que eram carícias tais
Pois para mim, lá no fundo
Já veio tudo nos jornais.
Só não viu quem não quis ver
Da acusação, à defesa
Mas não dá p’ra perceber
Toda esta ligeireza.
Sai o tipo em liberdade
Numa aura de pureza
Só que ele tem idade
P’ra repetir com certeza.
Eu confio em tribunais.
Mas deixe-me desconfiar,
Porque sentenças que tais
Não eram de se esperar.
Nesta história de cordel
Que acabei de contar
Sai de lá limpo o Miguel
Se alguém acreditar.
(*) Desculpa qualquer coisinha
742. Determinações
Conheço poucas pessoas que tenham deixado de fumar por iniciativa própria e instantânea. Na verdade só conheço um e, mesmo esse, tenho dúvidas que não tenha sido um princípio de enfarte que o tenha motivado a fazê-lo. Concedo-lhe o benefício de aceitar que foi iniciativa própria. Quase todas as pessoas necessitaram de um incentivo suplementar. Uns recorrem à ajuda médica, outros à ajuda psicológica e aqueles que julgam ter uma capacidade de agir radicalmente, fazendo-o de um momento para o outro, fazem-no recorrendo a subterfúgios, normalmente com alta probabilidade de êxito, entre os quais fazendo depender a sua decisão de acontecimentos terceiros. Tenho um grande amigo que deixou de fumar praticamente de um dia para o outro. Em conversas sobre o tema ouvi-o referir que, como viajava frequentemente de avião, a partir do momento que as companhias aéreas proibiram o fumo a bordo tinha decidido deixar de fumar. Poderá haver algum sofisma nesta atitude. Mas ajudou e de que maneira. Conheci-o como fumador inveterado, privo com ele diariamente e há anos que o não vejo fumar um só cigarro. Esta foi uma decisão claramente dependente de acontecimentos terceiros, embora ele não o reconheça. Pois, meus amigos leitores e amigas leitoras, hoje fui criticado por ter decidido deixar de fumar se o Benfica – o Glorioso – tivesse ganho a Taça de Portugal. Apregoei-o aos quatro ventos e mentalizei-me determinadamente para isso. Infelizmente não ganhamos a Taça e, tendo em conta a minha normal coerência de atitudes e pensamentos, terei de arranjar melhor argumento. Mas a ideia persiste e um dia destes, quando me virem a mascar uma pastilha de mentol ou canela em vez de um marlboro lights não se admirem. É que estou determinado. Só me falta escolher o argumento certo.
PS. Artur, meu caro ex-fumador, por acaso não me queres mandar mês sim, mês sim de viagem de avião ao Brasil? Talvez eu deixe de fumar de vez, hein?
Conheço poucas pessoas que tenham deixado de fumar por iniciativa própria e instantânea. Na verdade só conheço um e, mesmo esse, tenho dúvidas que não tenha sido um princípio de enfarte que o tenha motivado a fazê-lo. Concedo-lhe o benefício de aceitar que foi iniciativa própria. Quase todas as pessoas necessitaram de um incentivo suplementar. Uns recorrem à ajuda médica, outros à ajuda psicológica e aqueles que julgam ter uma capacidade de agir radicalmente, fazendo-o de um momento para o outro, fazem-no recorrendo a subterfúgios, normalmente com alta probabilidade de êxito, entre os quais fazendo depender a sua decisão de acontecimentos terceiros. Tenho um grande amigo que deixou de fumar praticamente de um dia para o outro. Em conversas sobre o tema ouvi-o referir que, como viajava frequentemente de avião, a partir do momento que as companhias aéreas proibiram o fumo a bordo tinha decidido deixar de fumar. Poderá haver algum sofisma nesta atitude. Mas ajudou e de que maneira. Conheci-o como fumador inveterado, privo com ele diariamente e há anos que o não vejo fumar um só cigarro. Esta foi uma decisão claramente dependente de acontecimentos terceiros, embora ele não o reconheça. Pois, meus amigos leitores e amigas leitoras, hoje fui criticado por ter decidido deixar de fumar se o Benfica – o Glorioso – tivesse ganho a Taça de Portugal. Apregoei-o aos quatro ventos e mentalizei-me determinadamente para isso. Infelizmente não ganhamos a Taça e, tendo em conta a minha normal coerência de atitudes e pensamentos, terei de arranjar melhor argumento. Mas a ideia persiste e um dia destes, quando me virem a mascar uma pastilha de mentol ou canela em vez de um marlboro lights não se admirem. É que estou determinado. Só me falta escolher o argumento certo.
PS. Artur, meu caro ex-fumador, por acaso não me queres mandar mês sim, mês sim de viagem de avião ao Brasil? Talvez eu deixe de fumar de vez, hein?
segunda-feira, junho 13, 2005
741. Homenagens
Cala-te a luz arde entre os lábios
Cala-te, a luz arde entre os lábios
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
esta perna é tua?, é teu este braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.
Eugénio de Andrade
Até amanhã!

“Ou se está com a revolução ou se está com a reacção”
Cala-te a luz arde entre os lábios
Cala-te, a luz arde entre os lábios
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
esta perna é tua?, é teu este braço?,
subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.
Eugénio de Andrade
Até amanhã!

“Ou se está com a revolução ou se está com a reacção”
terça-feira, junho 07, 2005
739. O Pirata
Era um tipo demasiado irrequieto. Nessa época não se falava em crianças hiperactivas, os psicólogos não estavam na moda, as rádios e as televisões não entrevistavam os putos reguilas. A verdade é que Eufrázio não parava um minuto. Os vizinhos, à falta de melhor, chamavam-lhe “o pirata”. E não era para menos. Gatos que apareciam com cordel de latas atadas à cauda, os berlindes roubados na jogo das três covinhas, a mãe que nunca encontrava o baton ou o pai decididamente a ler o jornal bem junto ao nariz por falta dos óculos, que apareciam no frigorifico na manhã seguinte, ou ainda a comida que misteriosamente chegava sempre salgada à mesa. Não havia quem o parasse. Na guerra do ultramar perdeu uma perna tendo sido obrigado a usar uma prótese, ao tempo, uma perna de pau. Ainda hoje lhe chamam “o pirata”, mas juro-vos, eu conheço-o, não tem cara de mau.
Era um tipo demasiado irrequieto. Nessa época não se falava em crianças hiperactivas, os psicólogos não estavam na moda, as rádios e as televisões não entrevistavam os putos reguilas. A verdade é que Eufrázio não parava um minuto. Os vizinhos, à falta de melhor, chamavam-lhe “o pirata”. E não era para menos. Gatos que apareciam com cordel de latas atadas à cauda, os berlindes roubados na jogo das três covinhas, a mãe que nunca encontrava o baton ou o pai decididamente a ler o jornal bem junto ao nariz por falta dos óculos, que apareciam no frigorifico na manhã seguinte, ou ainda a comida que misteriosamente chegava sempre salgada à mesa. Não havia quem o parasse. Na guerra do ultramar perdeu uma perna tendo sido obrigado a usar uma prótese, ao tempo, uma perna de pau. Ainda hoje lhe chamam “o pirata”, mas juro-vos, eu conheço-o, não tem cara de mau.
segunda-feira, junho 06, 2005
737. Há gajos cá uma lata
O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, respondendo na TSF ao repto de Jorge Coelho dizia que as seguradoras já contribuem e muito para o Estado, entregando anualmente vários milhões de euros (ele até disse quanto, mas eu não me lembro). E deu como exemplo o SNB e o INEM. Por acaso, caros leitores e leitoras já repararam nos vossos recibos de seguros? Já viram que quem contribui para o INEM e para o SNB não são as seguradoras mas sim nós próprios, os segurados, através de parcelas específicas nos prémios de seguro? É preciso ter lata!
O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, respondendo na TSF ao repto de Jorge Coelho dizia que as seguradoras já contribuem e muito para o Estado, entregando anualmente vários milhões de euros (ele até disse quanto, mas eu não me lembro). E deu como exemplo o SNB e o INEM. Por acaso, caros leitores e leitoras já repararam nos vossos recibos de seguros? Já viram que quem contribui para o INEM e para o SNB não são as seguradoras mas sim nós próprios, os segurados, através de parcelas específicas nos prémios de seguro? É preciso ter lata!
sábado, junho 04, 2005
quarta-feira, junho 01, 2005
segunda-feira, maio 30, 2005
733. Lá estou eu a meter a foice em seara alheia
1. Eu não acho que sejamos melhores quando cumprimos missões. Somos o que somos e, missão cumprida, partamos para outra. Se quisermos e pudermos. Não nego, no entanto, que a tal missão cumprida nos possa trazer uma satisfação extra.
2. Se partirmos da hipótese académica que no mundo só existem fêmeas, ou que no mundo só existem machos e que em qualquer das hipóteses acima nem numa espécie nem noutra há a possibilidade de existirem hermafroditas, as hipóteses não têm sustentação. Demonstra facilmente a ciência que não existe propagação da espécie entre seres dum único sexo.
3. Parecendo até reaccionária a afirmação, as fêmeas têm como uma das suas obrigações biológicas ter filhos. Sob pena de não cumprirem uma das missões para as quais a natureza as consignou. Poderia e deveria aplicar o mesmo princípio aos machos afirmando que têm a obrigação biológica de os fazer. È, actualmente, no ser humano a única forma de propagação da espécie. Até a fertilização in vitro requer um útero materno para o seu desenvolvimento e a inseminação artificial não dispensa o esperma.
(por via das dúvidas aconselho uma leitura atenta deste parágrafo; não confundir UMA das obrigações, e UMA das missões, com a obrigação ou a missão).
4. Fêmeas há que, porque não podem ou porque não querem, nunca consumam a maternidade. Das que não querem, não tenho nada a dizer. È uma opção íntima sobre a qual não pretendo fazer juízo de valor. Apenas acho, sob o ponto de vista científico, que uma parte da natural “missão” ficou por cumprir. Por absurdo, imaginando que nenhuma mulher a partir de uma determinada geração quereria ter filhos, a espécie desapareceria num ápice. Para o bem e para o mal, amén.
5. Dentre as que não podem, referindo apenas o caso humano, algumas há que consideram isso um verdadeiro drama. Conheço dramas pessoais, pelo que não estou a falar de cor. Em nenhum dos casos que conheço é no ponto de vista do não seguimento natural da propagação da espécie que reside o problema, mas sim no campo dos afectos, dos equilíbrios emocionais não bastas vezes se auto-responsabilizando por algo em que efectivamente não têm a mínima culpa.
6. Assim, para aquelas que decidiram (e puderam) ser mães, nada há de mais normal, que acarinhem os filhos, os protejam, que falem deles com exaltação. Que os amem. Mesmo contra aquelas que ou por não terem essa relação que se prolonga do umbigo até à morte (da mãe ou do filho), por não quererem ou não poderem ou que acham um grande disparate ser mãe e, principalmente, ser mãe efectiva.
7. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude por teres tido filhos, minha mãe, obrigado. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude minha mulher, um obrigado do pai que ama os seus filhos. Vocês não são melhores nem piores que outras mães, nem que outras não-mães. Vocês são melhores, porque são minhas.
PS. Eu sei que entre uma Rititi e uma Catarina, um PreDatado não deve meter a colher. Mas um comentário a mais ou a menos nos seus posts, não aquecia nem arrefecia e assim eu aproveitei e escrevi um post. E se alguém é reaccionário aqui é a Natureza, essa maluca, que se lembrou de criar machos, fêmeas, pais, mães, filhos e filhas.
1. Eu não acho que sejamos melhores quando cumprimos missões. Somos o que somos e, missão cumprida, partamos para outra. Se quisermos e pudermos. Não nego, no entanto, que a tal missão cumprida nos possa trazer uma satisfação extra.
2. Se partirmos da hipótese académica que no mundo só existem fêmeas, ou que no mundo só existem machos e que em qualquer das hipóteses acima nem numa espécie nem noutra há a possibilidade de existirem hermafroditas, as hipóteses não têm sustentação. Demonstra facilmente a ciência que não existe propagação da espécie entre seres dum único sexo.
3. Parecendo até reaccionária a afirmação, as fêmeas têm como uma das suas obrigações biológicas ter filhos. Sob pena de não cumprirem uma das missões para as quais a natureza as consignou. Poderia e deveria aplicar o mesmo princípio aos machos afirmando que têm a obrigação biológica de os fazer. È, actualmente, no ser humano a única forma de propagação da espécie. Até a fertilização in vitro requer um útero materno para o seu desenvolvimento e a inseminação artificial não dispensa o esperma.
(por via das dúvidas aconselho uma leitura atenta deste parágrafo; não confundir UMA das obrigações, e UMA das missões, com a obrigação ou a missão).
4. Fêmeas há que, porque não podem ou porque não querem, nunca consumam a maternidade. Das que não querem, não tenho nada a dizer. È uma opção íntima sobre a qual não pretendo fazer juízo de valor. Apenas acho, sob o ponto de vista científico, que uma parte da natural “missão” ficou por cumprir. Por absurdo, imaginando que nenhuma mulher a partir de uma determinada geração quereria ter filhos, a espécie desapareceria num ápice. Para o bem e para o mal, amén.
5. Dentre as que não podem, referindo apenas o caso humano, algumas há que consideram isso um verdadeiro drama. Conheço dramas pessoais, pelo que não estou a falar de cor. Em nenhum dos casos que conheço é no ponto de vista do não seguimento natural da propagação da espécie que reside o problema, mas sim no campo dos afectos, dos equilíbrios emocionais não bastas vezes se auto-responsabilizando por algo em que efectivamente não têm a mínima culpa.
6. Assim, para aquelas que decidiram (e puderam) ser mães, nada há de mais normal, que acarinhem os filhos, os protejam, que falem deles com exaltação. Que os amem. Mesmo contra aquelas que ou por não terem essa relação que se prolonga do umbigo até à morte (da mãe ou do filho), por não quererem ou não poderem ou que acham um grande disparate ser mãe e, principalmente, ser mãe efectiva.
7. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude por teres tido filhos, minha mãe, obrigado. Por tudo o que possas ter perdido da tua juventude minha mulher, um obrigado do pai que ama os seus filhos. Vocês não são melhores nem piores que outras mães, nem que outras não-mães. Vocês são melhores, porque são minhas.
PS. Eu sei que entre uma Rititi e uma Catarina, um PreDatado não deve meter a colher. Mas um comentário a mais ou a menos nos seus posts, não aquecia nem arrefecia e assim eu aproveitei e escrevi um post. E se alguém é reaccionário aqui é a Natureza, essa maluca, que se lembrou de criar machos, fêmeas, pais, mães, filhos e filhas.
domingo, maio 29, 2005
quarta-feira, maio 25, 2005
segunda-feira, maio 23, 2005
sexta-feira, maio 20, 2005
727. Papa vs. Lutero (1X2)
Nota inserida hoje no diário desportivo Record:
“Por toda a Europa só existem dois campeonatos que, tal como a Liga portuguesa, vão ser decididos na última jornada. Escócia e Grécia vivem situações semelhantes às registadas em Portugal.
Na Premier League escocesa, os “habitues” Celtic e Glasgow Rangers estão separados apenas por dois pontos, com vantagem para os católicos.”
De repente é uma liga de futebol ou um campeonato de igrejas? Eu, que não sei qual das equipas é católica, fiquei na mesma.
Nota inserida hoje no diário desportivo Record:
“Por toda a Europa só existem dois campeonatos que, tal como a Liga portuguesa, vão ser decididos na última jornada. Escócia e Grécia vivem situações semelhantes às registadas em Portugal.
Na Premier League escocesa, os “habitues” Celtic e Glasgow Rangers estão separados apenas por dois pontos, com vantagem para os católicos.”
De repente é uma liga de futebol ou um campeonato de igrejas? Eu, que não sei qual das equipas é católica, fiquei na mesma.
quarta-feira, maio 18, 2005
726. Traques
Aparentemente não bato bem da bola. Porque se eu, porventura, jogasse com o baralho todo não escreveria o que vou escrever a seguir. Passo a explicar. Esta disfuncional cabeça tem a veleidade de pensar que o que estava a pensar é uma questão polémica e, daí, pensar que se passar o pensamento a escrito ele gerará a dita. Sabendo, de antemão, que certas pessoas na blogosfera chegam aqui e escrevem: “dei um traque” e isso gera uma onda de reacções de tal ordem que provoca dezenas de comentários quase todos aplaudindo a qualidade do post, alguns mesmo dizendo que nunca tinha sentido um cheiro tão profundo na sua vida, e quiçá algum comentador mais poético escrevendo uma “ode ao peido”, nunca esta desgrenhada cabeleira deveria deixar passar para letra de forma o que no seu subsolo se gera.
Chega este meu vómito mental a propósito de um post publicado no Ruínas Circulares, do João Pedro da Costa, blog que até certo ponto gosto de ler, da autoria do mais famoso comentador da blogosfera, que assina como derFred, post esse chamado O Anti-post e que pura e simplesmente está em branco. Como o post é, em si, a própria ausência de escrita; a pérola está nos comentadores. A minha avó também me dizia amiúde que o melhor era ficar calado. Eu também acho. Cada vez melhor parece ser não escrever nada e transformar isso em post. Esperem pelos próximos.
Aparentemente não bato bem da bola. Porque se eu, porventura, jogasse com o baralho todo não escreveria o que vou escrever a seguir. Passo a explicar. Esta disfuncional cabeça tem a veleidade de pensar que o que estava a pensar é uma questão polémica e, daí, pensar que se passar o pensamento a escrito ele gerará a dita. Sabendo, de antemão, que certas pessoas na blogosfera chegam aqui e escrevem: “dei um traque” e isso gera uma onda de reacções de tal ordem que provoca dezenas de comentários quase todos aplaudindo a qualidade do post, alguns mesmo dizendo que nunca tinha sentido um cheiro tão profundo na sua vida, e quiçá algum comentador mais poético escrevendo uma “ode ao peido”, nunca esta desgrenhada cabeleira deveria deixar passar para letra de forma o que no seu subsolo se gera.
Chega este meu vómito mental a propósito de um post publicado no Ruínas Circulares, do João Pedro da Costa, blog que até certo ponto gosto de ler, da autoria do mais famoso comentador da blogosfera, que assina como derFred, post esse chamado O Anti-post e que pura e simplesmente está em branco. Como o post é, em si, a própria ausência de escrita; a pérola está nos comentadores. A minha avó também me dizia amiúde que o melhor era ficar calado. Eu também acho. Cada vez melhor parece ser não escrever nada e transformar isso em post. Esperem pelos próximos.
terça-feira, maio 17, 2005
725. Inquéritos e Opiniões
O Altino Torres criou um inquérito e sugeriu aos seus leitores que respondam ou para o e-mail ou que o façam no próprio blog. Eu optei por esta via.
1 - Na tua opinião a blogosfera lusa tem impacto na sociedade portuguesa?
Na verdade acho que não. Os “bloggers” são ainda uma minoria dos utilizadores de computadores e os utilizadores de computadores são uma minoria da população portuguesa. Poderá ter algum impacto no meio intelectual ou político. Mas esse meio é também minoritário na sociedade.
2 - Quem aconselharias a criar um blog e porquê?
Ninguém. Da mesma forma que não aconselho ninguém a escrever um livro, a pintar um quadro, a ser sócio de um clube de futebol, ou a ver a TVI.
3 - Qual a tua opinião sobre os livros que nasceram dos blogs?
Sobre os livros nascidos dos blogs não tenho opinião. Não li nenhum. Que as pessoas transcrevam o blog em livro, quando o blog tem qualidade, o livro também o terá e será mais um meio de divulgação da sua escrita. Há muitos leitores de livros que nunca leram um blog.
4 - Qual a tua opinião sobre blogs pagos?
Concordo com o alojamento pago, se é esse o espírito da pergunta. Se pelo contrário é o blog, propriamente dito, que tenha de ser pago para se aceder será a morte da blogosfera. Se finalmente é o autor do blog que deve ser pago para escrever, venha de lá a massa.
5 - No caso de já conheceres o Blog " Abrupto" qual a tua opinião sobre a carta à mãe que Pacheco Pereira lá colocou.
Leio o Abrupto com frequência. Não li a referida carta. A pergunta abriu-me o apetite. Vou procurá-la.
6 - Se o teu blog não fosse esse mesmo que blog gostarias de ter? Porquê?
Há muitos blogs de qualidade infinitamente superior ao meu pelo que não é difícil escolher. Difícil é dizê-lo. Definitivamente não seria um blog político no sentido restrito do termo.
7 - Alguma vez um blog te influenciou politicamente?
Não. Tenho as minhas convicções alicerçadas numa vida de 50 anos. Os blogs políticos, quanto muito, têm apenas confirmado o que já há muito penso do espectro político.
8 - Que celebridade "blogosférica" gostarias de conhecer e porquê?
As celebridades dos blogs, salvo raríssimas excepções, já eram “celebridades” em outras esferas. E são em muitos ‘entas’ por cento aqueles que a comunicação social releva. Fazem parte do seu círculo, do seu inevitável corporativismo ou do seu indisfarçável lambe-botismo.
9 - Qual a tua opinião sobre os blogs anónimos?
Não vejo nenhum problema na sua existência quando não sirvam, à sombra do anonimato, para a calúnia, a provocação gratuita e a propaganda de ideologias proibidas constitucionalmente.
10 - Qual a tua opinião sobre os encontros de bloggers?
Acho interessante conviver com a cara das letras.
O Altino Torres criou um inquérito e sugeriu aos seus leitores que respondam ou para o e-mail ou que o façam no próprio blog. Eu optei por esta via.
1 - Na tua opinião a blogosfera lusa tem impacto na sociedade portuguesa?
Na verdade acho que não. Os “bloggers” são ainda uma minoria dos utilizadores de computadores e os utilizadores de computadores são uma minoria da população portuguesa. Poderá ter algum impacto no meio intelectual ou político. Mas esse meio é também minoritário na sociedade.
2 - Quem aconselharias a criar um blog e porquê?
Ninguém. Da mesma forma que não aconselho ninguém a escrever um livro, a pintar um quadro, a ser sócio de um clube de futebol, ou a ver a TVI.
3 - Qual a tua opinião sobre os livros que nasceram dos blogs?
Sobre os livros nascidos dos blogs não tenho opinião. Não li nenhum. Que as pessoas transcrevam o blog em livro, quando o blog tem qualidade, o livro também o terá e será mais um meio de divulgação da sua escrita. Há muitos leitores de livros que nunca leram um blog.
4 - Qual a tua opinião sobre blogs pagos?
Concordo com o alojamento pago, se é esse o espírito da pergunta. Se pelo contrário é o blog, propriamente dito, que tenha de ser pago para se aceder será a morte da blogosfera. Se finalmente é o autor do blog que deve ser pago para escrever, venha de lá a massa.
5 - No caso de já conheceres o Blog " Abrupto" qual a tua opinião sobre a carta à mãe que Pacheco Pereira lá colocou.
Leio o Abrupto com frequência. Não li a referida carta. A pergunta abriu-me o apetite. Vou procurá-la.
6 - Se o teu blog não fosse esse mesmo que blog gostarias de ter? Porquê?
Há muitos blogs de qualidade infinitamente superior ao meu pelo que não é difícil escolher. Difícil é dizê-lo. Definitivamente não seria um blog político no sentido restrito do termo.
7 - Alguma vez um blog te influenciou politicamente?
Não. Tenho as minhas convicções alicerçadas numa vida de 50 anos. Os blogs políticos, quanto muito, têm apenas confirmado o que já há muito penso do espectro político.
8 - Que celebridade "blogosférica" gostarias de conhecer e porquê?
As celebridades dos blogs, salvo raríssimas excepções, já eram “celebridades” em outras esferas. E são em muitos ‘entas’ por cento aqueles que a comunicação social releva. Fazem parte do seu círculo, do seu inevitável corporativismo ou do seu indisfarçável lambe-botismo.
9 - Qual a tua opinião sobre os blogs anónimos?
Não vejo nenhum problema na sua existência quando não sirvam, à sombra do anonimato, para a calúnia, a provocação gratuita e a propaganda de ideologias proibidas constitucionalmente.
10 - Qual a tua opinião sobre os encontros de bloggers?
Acho interessante conviver com a cara das letras.
sexta-feira, maio 13, 2005
quinta-feira, maio 12, 2005
723. Tou uíxado (*)
Ao contrário do habitual hoje ainda não li os jornais do dia;
Ao contrário do habitual hoje ainda não li nenhum texto polémico nos blogs;
Ao contrário do habitual hoje não fui ao café, não sei o que por lá se diz;
Ao contrário do habitual hoje não me precavi contra o colesterol. Almocei que nem um alarve;
Ao contrário do habitual hoje ainda não discuti futebol com ninguém;
Ao contrário do habitual estou com uma soneira do caraças!
Portanto, sem tema, sem pachorra e com sono não vou escrever coisa nenhuma.
Ah! É verdade, estou lixado. O meu carro anda a fazer uma barulheira insuportável que não me deixa dormir. Quer dizer, até sonho com o barulho e ao contrário do que é habitual acordei às 7 da manhã por causa do barulho do sonho.
(*) tenho um puto meu amigo que omite o éles!
Ao contrário do habitual hoje ainda não li os jornais do dia;
Ao contrário do habitual hoje ainda não li nenhum texto polémico nos blogs;
Ao contrário do habitual hoje não fui ao café, não sei o que por lá se diz;
Ao contrário do habitual hoje não me precavi contra o colesterol. Almocei que nem um alarve;
Ao contrário do habitual hoje ainda não discuti futebol com ninguém;
Ao contrário do habitual estou com uma soneira do caraças!
Portanto, sem tema, sem pachorra e com sono não vou escrever coisa nenhuma.
Ah! É verdade, estou lixado. O meu carro anda a fazer uma barulheira insuportável que não me deixa dormir. Quer dizer, até sonho com o barulho e ao contrário do que é habitual acordei às 7 da manhã por causa do barulho do sonho.
(*) tenho um puto meu amigo que omite o éles!
722. Revelação
Contradição entre o título e o texto, ou talvez não. A revelação que eu queria fazer é que fui convidado a editar um livro a partir do blog PreDatado. A revelação que faço é que não aceitei. Não pensem que foi por imodéstia ou por demasiado sentido crítico tipo “o que tu escreves não vale um peido”. Isso eu sei, mas nem me atrevo a escrevê-lo. Nem entre aspas, quanto mais sem as ditas. Não, não foi por nada disso. Foi por medo, por cobardia e mais ainda... foi para não publicitar demasiado outros blogs. Medo deste blog. Cobardia, porque depois teria de apagar os comentários que este blog viesse aqui fazer e, eu sou demasiado cobarde para apagar comentários. E, finalmente, para não dar publicidade a este blog, que acabaria mais dia, menos dia por escrever um post a foder-me o juízo e portanto teria aí uns cento e tal comentários à custa do meu livro.
PS. E numa completamente a sério. Na verdade sempre gostei de ver filmes de acção. A guerra entre o JP da Costa e as Catarinas/Patrícias poderia ser um desses. Mas não. É uma tragicomédia, um chorrilho de asneiras e contra-asneiras. JP da Costa sei que não corro o risco de ser considerado mais um bajulador punheteiro, porque raramente te comento e porque de punheta não falo em público. Por isso, deixa-me dizer-te que acho que deste importância a mais ao assunto e, na minha óptica, fizeste mal em apagar os comentários. Há respostas, mas principalmente há silêncios, que arrasam. Sem necessidade de se recorrer ao agiolax.
Contradição entre o título e o texto, ou talvez não. A revelação que eu queria fazer é que fui convidado a editar um livro a partir do blog PreDatado. A revelação que faço é que não aceitei. Não pensem que foi por imodéstia ou por demasiado sentido crítico tipo “o que tu escreves não vale um peido”. Isso eu sei, mas nem me atrevo a escrevê-lo. Nem entre aspas, quanto mais sem as ditas. Não, não foi por nada disso. Foi por medo, por cobardia e mais ainda... foi para não publicitar demasiado outros blogs. Medo deste blog. Cobardia, porque depois teria de apagar os comentários que este blog viesse aqui fazer e, eu sou demasiado cobarde para apagar comentários. E, finalmente, para não dar publicidade a este blog, que acabaria mais dia, menos dia por escrever um post a foder-me o juízo e portanto teria aí uns cento e tal comentários à custa do meu livro.
PS. E numa completamente a sério. Na verdade sempre gostei de ver filmes de acção. A guerra entre o JP da Costa e as Catarinas/Patrícias poderia ser um desses. Mas não. É uma tragicomédia, um chorrilho de asneiras e contra-asneiras. JP da Costa sei que não corro o risco de ser considerado mais um bajulador punheteiro, porque raramente te comento e porque de punheta não falo em público. Por isso, deixa-me dizer-te que acho que deste importância a mais ao assunto e, na minha óptica, fizeste mal em apagar os comentários. Há respostas, mas principalmente há silêncios, que arrasam. Sem necessidade de se recorrer ao agiolax.
terça-feira, maio 10, 2005
721. A isca e eu (ou, de nem todas as cavadelas sai uma minhoca)
Eu não gosto de iscas. Cheiro-as a uma distância de pelo menos 1 km e logo aí fico com náuseas. Nem de olhos vendados e com uma mola a prender-me o nariz, sou capaz de as tragar. E, podem crer, não é mania minha. A primeira vez que tentei comer fui a correr à casa de banho cuspi-las na sanita. A segunda, pensando eu que era apenas um trauma de garoto, tive uma reacção similar. Só faltou vomitar as tripas. E a terceira, num acto de heroísmo e abnegação, como se disso dependesse a salvação da humanidade, fraquejei das pernas, caí de imediato para o lado com uma quebra abrupta de tensão, chamaram-se os paramédicos e uma voz que me soou ténue em tempo de recuperação de sentidos, sentenciava: “mariquinhas!”
Há programas de televisão que não vejo, jornalistas e colunistas que salto por cima, blogs que não me atrevo a abrir a página. Mas quando de repente me deixa de cheirar a iscas, vou lá experimentar de novo para ver se afinal sempre é algum “trauma de criança”. Quase sempre corro rapidamente em direcção à casa de banho e é lá que a bílis se mistura com o ingerido. As tripas, essas, acabam por ficar. Para uma próxima tentativa. Às vezes ainda oiço a mesma voz: “masoquista”.
Eu não gosto de iscas. Cheiro-as a uma distância de pelo menos 1 km e logo aí fico com náuseas. Nem de olhos vendados e com uma mola a prender-me o nariz, sou capaz de as tragar. E, podem crer, não é mania minha. A primeira vez que tentei comer fui a correr à casa de banho cuspi-las na sanita. A segunda, pensando eu que era apenas um trauma de garoto, tive uma reacção similar. Só faltou vomitar as tripas. E a terceira, num acto de heroísmo e abnegação, como se disso dependesse a salvação da humanidade, fraquejei das pernas, caí de imediato para o lado com uma quebra abrupta de tensão, chamaram-se os paramédicos e uma voz que me soou ténue em tempo de recuperação de sentidos, sentenciava: “mariquinhas!”
Há programas de televisão que não vejo, jornalistas e colunistas que salto por cima, blogs que não me atrevo a abrir a página. Mas quando de repente me deixa de cheirar a iscas, vou lá experimentar de novo para ver se afinal sempre é algum “trauma de criança”. Quase sempre corro rapidamente em direcção à casa de banho e é lá que a bílis se mistura com o ingerido. As tripas, essas, acabam por ficar. Para uma próxima tentativa. Às vezes ainda oiço a mesma voz: “masoquista”.
segunda-feira, maio 09, 2005
720. Comentem mais. Gosto de vocês.
Há uns tempos atrás eu tinha um link na minha coluna da direita de uma blogger brasileira o qual, infelizmente, devido a um problema no template que ocorreu há largos meses, não consegui recuperar. Sou um tipo distraído que leio os textos, montes de vezes sem fixar o URL ou o nome do blog. Leio porque gosto, leio porque me dá prazer. Mas lembro-me que ela tinha um daqueles detectores que dava o número de visitas on-line em simultâneo. Uma vez reparei que estávamos 87 pessoas a lê-la em simultâneo. Bem sei que o Brasil não é Portugal em dimensão e que, portanto, eu nunca almejaria a ter o mesmo número de leitores ao mesmo tempo. Mas com as devidas proporções, utilizando o rácio demográfico e corrigindo com o factor econométrico eu poderia ter 15 pessoas a olharem para a minha chafarica no mesmo período temporal. No entanto isso está completamente fora de questão e não passa de um pretensiosismo iníquo. Se isso acontecer é porque me transformei num blog de hits, onde é chique dar uma “clicadela”, ou porque eu sou muito bom mesmo (fora de questão, ok meus?). Por acaso gosto de conviver com a minha mediania blogosférica, onde o meu compromisso é apenas comigo mesmo e onde sei que os meus leitores gostam de vir por quem eu sou e não porque é “sebem” vir aqui. Têm é de comentar mais, caraças. Gosto mesmo de vocês, acreditem!
PS. Desculpa T. mas roubei-te o “sebem”.
Há uns tempos atrás eu tinha um link na minha coluna da direita de uma blogger brasileira o qual, infelizmente, devido a um problema no template que ocorreu há largos meses, não consegui recuperar. Sou um tipo distraído que leio os textos, montes de vezes sem fixar o URL ou o nome do blog. Leio porque gosto, leio porque me dá prazer. Mas lembro-me que ela tinha um daqueles detectores que dava o número de visitas on-line em simultâneo. Uma vez reparei que estávamos 87 pessoas a lê-la em simultâneo. Bem sei que o Brasil não é Portugal em dimensão e que, portanto, eu nunca almejaria a ter o mesmo número de leitores ao mesmo tempo. Mas com as devidas proporções, utilizando o rácio demográfico e corrigindo com o factor econométrico eu poderia ter 15 pessoas a olharem para a minha chafarica no mesmo período temporal. No entanto isso está completamente fora de questão e não passa de um pretensiosismo iníquo. Se isso acontecer é porque me transformei num blog de hits, onde é chique dar uma “clicadela”, ou porque eu sou muito bom mesmo (fora de questão, ok meus?). Por acaso gosto de conviver com a minha mediania blogosférica, onde o meu compromisso é apenas comigo mesmo e onde sei que os meus leitores gostam de vir por quem eu sou e não porque é “sebem” vir aqui. Têm é de comentar mais, caraças. Gosto mesmo de vocês, acreditem!
PS. Desculpa T. mas roubei-te o “sebem”.
sábado, maio 07, 2005
719. Blogo, logo afecto
Estive a fazer um exercício de memória e cheguei à conclusão que só conheço pessoalmente uma pessoa que escreve nos jornais e / ou revistas. Devo ser das pouquíssimas pessoas da minha geração que tem tão pouca afinidade pessoal com os jornalistas, os colunistas, os opinionistas. A pessoa que eu conheço pessoalmente, passe a redundância semântica, não é a Rita Barata Silvério. Conheço um blog que leio amiúde de uma tal Rititi. Ontem estava a ler no DNA a habitual crónica semanal da Rita Barata Silvério. Um vizinho, que costuma tomar comigo a bica, comentou “hoje está muito concentrado”. “Estou a ler a crónica de uma amiga minha”, respondi.
Inexplicáveis afectos que vou descobrindo na blogosfera.
Estive a fazer um exercício de memória e cheguei à conclusão que só conheço pessoalmente uma pessoa que escreve nos jornais e / ou revistas. Devo ser das pouquíssimas pessoas da minha geração que tem tão pouca afinidade pessoal com os jornalistas, os colunistas, os opinionistas. A pessoa que eu conheço pessoalmente, passe a redundância semântica, não é a Rita Barata Silvério. Conheço um blog que leio amiúde de uma tal Rititi. Ontem estava a ler no DNA a habitual crónica semanal da Rita Barata Silvério. Um vizinho, que costuma tomar comigo a bica, comentou “hoje está muito concentrado”. “Estou a ler a crónica de uma amiga minha”, respondi.
Inexplicáveis afectos que vou descobrindo na blogosfera.
quinta-feira, maio 05, 2005
718. Fez 1 ano
O blog do Circo Cerebral. Fazes o favor de ser mais assiduo? Já te disse que o teu humor, por vezes bem sacaninha, é um estilo que eu gosto? Então porta-te bem ok?
PS. Vocês já repararam que eu não faço coro com os lagartos? Não gosto do... do... do coiso, pronto.
O blog do Circo Cerebral. Fazes o favor de ser mais assiduo? Já te disse que o teu humor, por vezes bem sacaninha, é um estilo que eu gosto? Então porta-te bem ok?
PS. Vocês já repararam que eu não faço coro com os lagartos? Não gosto do... do... do coiso, pronto.
717. Intimismos
Só me apercebi que ainda estava com sono quando peguei no garfo para “comer” o copo de leite.
Hoje descobri no armário, ainda em estado novo, um “velho” blusão de ganga com etiqueta Levi’s que dizia “to wear sportingly”. Quem teve a suprema ideia de tão advertida frase ou estava com medo que eu o usasse em jantares de gala ou sabia que eu sou do Benfica.
Quase às 3 da manhã descobri que os Marlboros Light tinham terminado. Fumei Português (antigamente Suave). Já estou a imaginar a cara do meu sogro quando reparar que lhe deixei o maço vazio.
Já reduzi mais de 70% do sal que comia. Pensava isto quando dei comigo a abrir uma latinha de amendoins do Lidl. Ninguém é perfeito.
Adormeci no intervalo do Liverpool-Chelsea. Adormeci no decurso do PSV-Milan. Nunca adormeci a ver jogar o Pedro Mantorras. Nem o Simão, nem o Nuno Gomes, o Manuel Fernandes, o Petit, o Luisão, o Ricardo Rocha, o Giovani, o Nuno Assis, o Miguel, o Quim, o Fyssas… Vou perguntar à minha psicóloga se clubite aguda é alguma doença.
Hoje almocei cozido à portuguesa. Ontem, ao almoço, favas à portuguesa. Por acaso ontem de manhã fui tirar sangue para controlo do colesterol. Já me disseram que não vale viciar os dados.
Vou escrever três mini-contos para o Luís Ene. Vou-te já fazer uma ameaça. Se não ganhar um livro teu, compro-o.
Há um gajo que bateu no carro do meu filho em Sintra, no Verão passado. Até hoje, tem andado a fugir com o rabo à seringa. Estás fodido comigo, ó meu. Ou te despachas a pagar o estrago ou divulgo-te o nome e a matrícula na Internet. Até os teus amigos te vão passar a chamar vígaro.
PS. O registo deste post aconselharia a que o tivesse publicado aqui. No entanto utilizei a palavra fodido. Não basta o gajo anda fodido da carola, como ainda publicar malcriadices ali. Deusmalivre!
Só me apercebi que ainda estava com sono quando peguei no garfo para “comer” o copo de leite.
Hoje descobri no armário, ainda em estado novo, um “velho” blusão de ganga com etiqueta Levi’s que dizia “to wear sportingly”. Quem teve a suprema ideia de tão advertida frase ou estava com medo que eu o usasse em jantares de gala ou sabia que eu sou do Benfica.
Quase às 3 da manhã descobri que os Marlboros Light tinham terminado. Fumei Português (antigamente Suave). Já estou a imaginar a cara do meu sogro quando reparar que lhe deixei o maço vazio.
Já reduzi mais de 70% do sal que comia. Pensava isto quando dei comigo a abrir uma latinha de amendoins do Lidl. Ninguém é perfeito.
Adormeci no intervalo do Liverpool-Chelsea. Adormeci no decurso do PSV-Milan. Nunca adormeci a ver jogar o Pedro Mantorras. Nem o Simão, nem o Nuno Gomes, o Manuel Fernandes, o Petit, o Luisão, o Ricardo Rocha, o Giovani, o Nuno Assis, o Miguel, o Quim, o Fyssas… Vou perguntar à minha psicóloga se clubite aguda é alguma doença.
Hoje almocei cozido à portuguesa. Ontem, ao almoço, favas à portuguesa. Por acaso ontem de manhã fui tirar sangue para controlo do colesterol. Já me disseram que não vale viciar os dados.
Vou escrever três mini-contos para o Luís Ene. Vou-te já fazer uma ameaça. Se não ganhar um livro teu, compro-o.
Há um gajo que bateu no carro do meu filho em Sintra, no Verão passado. Até hoje, tem andado a fugir com o rabo à seringa. Estás fodido comigo, ó meu. Ou te despachas a pagar o estrago ou divulgo-te o nome e a matrícula na Internet. Até os teus amigos te vão passar a chamar vígaro.
PS. O registo deste post aconselharia a que o tivesse publicado aqui. No entanto utilizei a palavra fodido. Não basta o gajo anda fodido da carola, como ainda publicar malcriadices ali. Deusmalivre!
716. Portas travessas
O antigo ministro Paulo Portas foi condecorado lá nas Américas. Tenho lido e ouvido de alguns comentaristas políticos a opinião de que Paulo Portas foi um excelente ministro, talvez um dos melhores que Portugal já teve. Eu, na verdade, não tenho ideia nenhuma de qualquer medida tomada por este ministro que tenha feito bem aos portugueses. Quem souber de uma só que seja que definitivamente tenha contribuido para o aumento da qualidade de vida do povo português ou que tenha contribuído para colocar Portugal entre os países mais desenvolvidos do mundo, por favor deixe recado aí na caixa de comentários. Eu gosto de aprender.
O antigo ministro Paulo Portas foi condecorado lá nas Américas. Tenho lido e ouvido de alguns comentaristas políticos a opinião de que Paulo Portas foi um excelente ministro, talvez um dos melhores que Portugal já teve. Eu, na verdade, não tenho ideia nenhuma de qualquer medida tomada por este ministro que tenha feito bem aos portugueses. Quem souber de uma só que seja que definitivamente tenha contribuido para o aumento da qualidade de vida do povo português ou que tenha contribuído para colocar Portugal entre os países mais desenvolvidos do mundo, por favor deixe recado aí na caixa de comentários. Eu gosto de aprender.
domingo, maio 01, 2005
715. Os honestos e a voz do dono
Ontem ouvi, na TSF, uma entrevista ao treinador Luís Castro do Penafiel. Realço uma pergunta e uma resposta (peço desculpa por, de cor, não ser capaz de escrever integralmente o que foi dito, mas não fugirei à ideia base):
Jornalista – O Luís Castro assume sempre uma posição low-profile. Nunca o ouvimos falar das arbitragens ou do árbitro.
Luís Castro – Quando eu ganhar coragem, para numa entrevista assumir que a minha equipa foi beneficiada pela arbitragem, terei capacidade para falar dos árbitros. Ainda não ganhei essa coragem.
Comparar este discurso com o de José Couceiro… báááá!
Ontem ouvi, na TSF, uma entrevista ao treinador Luís Castro do Penafiel. Realço uma pergunta e uma resposta (peço desculpa por, de cor, não ser capaz de escrever integralmente o que foi dito, mas não fugirei à ideia base):
Jornalista – O Luís Castro assume sempre uma posição low-profile. Nunca o ouvimos falar das arbitragens ou do árbitro.
Luís Castro – Quando eu ganhar coragem, para numa entrevista assumir que a minha equipa foi beneficiada pela arbitragem, terei capacidade para falar dos árbitros. Ainda não ganhei essa coragem.
Comparar este discurso com o de José Couceiro… báááá!
sexta-feira, abril 29, 2005
714. Competitividade
AVISO – ESTE POST CONTÉM LINGUAGEM EVENTUALMENTE CHOCANTE E REMETE O LEITOR PARA CENAS (OU IMAGINAÇÂO DAS DITAS) QUE ATENTAM A MORAL E OS BONS COSTUMES INSTITUÍDOS PELO QUE NÃO DEVERÁ SER LIDO POR PESSOAS SENSÍVEIS E POR MENORES DE 16 ANOS.
A REDACÇÃO NÃO SE RESPONSABILIZA POR QUALQUER ORGANIZAÇÃO DE EXCURSÕES AO PAÍS VIZINHO.
Li a frase “tipos que conheço e costumam ir às putas” no blog do TOM e lembrei-me de uma conversa que ouvi no café de um destes tipos que costumam ir às putas.
Discutia-se a inércia dos empresários portugueses, da deslocalização de empresas, da falta de investimento efectuado na modernização, etc, etc, porque isto de ir a cafés com gente que discute estes problemas da vida social e política em vez da quinta das celebridades, não é para todos, mas adiante, quando um dos gajos se saiu com esta:
- Até nas putas pá, até nas putas!
Ficou tudo parado à espera da continuação. O silêncio inundou o café, só ecortado por um puto que entrou para comprar uma pastilha elástica. Quando o miúdo saiu o tipo que costuma ir às putas, continou.
- Estes gajos aqui qualquer dia levam um chimbalau do caraças – e bebeu mais um gole da mini, como que para aclarar a voz – sim, porque um gajo entra numa casa de putas em Espanha, não tem de consumir obrigatoriamente nada, pode só beber uma água tónica por 20 euros e come uma gaja por 50. Aqui um gajo entra com uma garrafa de whisky de 75 euros, as gajas não podem beber da nossa garrafa, bebem uma merda qualquer tipo coca-cola pela qual temos de pagar 50 euros e quando saem para foder temos de pagar 60 euros. Eu cá por mim, é só um saltinho e prefiro ir a Espanha.
Paguei a bica e o Marlboro Lights, dei as boas tardes e vim pelo caminho a pensar que um dia destes vou assistir a uma manif. às portas de uma qualquer casa de putas, com as meninas a fazerem uma vigília para impedirem a saída das máquinas de camisas de vénus porque a casa vai fechar por falta de encomendas. De facto nem a nossa indústria de prostituição é competitiva. Isto é que é uma foda, hein?
AVISO – ESTE POST CONTÉM LINGUAGEM EVENTUALMENTE CHOCANTE E REMETE O LEITOR PARA CENAS (OU IMAGINAÇÂO DAS DITAS) QUE ATENTAM A MORAL E OS BONS COSTUMES INSTITUÍDOS PELO QUE NÃO DEVERÁ SER LIDO POR PESSOAS SENSÍVEIS E POR MENORES DE 16 ANOS.
A REDACÇÃO NÃO SE RESPONSABILIZA POR QUALQUER ORGANIZAÇÃO DE EXCURSÕES AO PAÍS VIZINHO.
Li a frase “tipos que conheço e costumam ir às putas” no blog do TOM e lembrei-me de uma conversa que ouvi no café de um destes tipos que costumam ir às putas.
Discutia-se a inércia dos empresários portugueses, da deslocalização de empresas, da falta de investimento efectuado na modernização, etc, etc, porque isto de ir a cafés com gente que discute estes problemas da vida social e política em vez da quinta das celebridades, não é para todos, mas adiante, quando um dos gajos se saiu com esta:
- Até nas putas pá, até nas putas!
Ficou tudo parado à espera da continuação. O silêncio inundou o café, só ecortado por um puto que entrou para comprar uma pastilha elástica. Quando o miúdo saiu o tipo que costuma ir às putas, continou.
- Estes gajos aqui qualquer dia levam um chimbalau do caraças – e bebeu mais um gole da mini, como que para aclarar a voz – sim, porque um gajo entra numa casa de putas em Espanha, não tem de consumir obrigatoriamente nada, pode só beber uma água tónica por 20 euros e come uma gaja por 50. Aqui um gajo entra com uma garrafa de whisky de 75 euros, as gajas não podem beber da nossa garrafa, bebem uma merda qualquer tipo coca-cola pela qual temos de pagar 50 euros e quando saem para foder temos de pagar 60 euros. Eu cá por mim, é só um saltinho e prefiro ir a Espanha.
Paguei a bica e o Marlboro Lights, dei as boas tardes e vim pelo caminho a pensar que um dia destes vou assistir a uma manif. às portas de uma qualquer casa de putas, com as meninas a fazerem uma vigília para impedirem a saída das máquinas de camisas de vénus porque a casa vai fechar por falta de encomendas. De facto nem a nossa indústria de prostituição é competitiva. Isto é que é uma foda, hein?
quinta-feira, abril 28, 2005
713. E... mainada!
Hoje aprendi uma nova definição. O seu autor definiu alguns comentadores anónimos como
cito
“… ‘anónimos saco de plástico continente’, porque, são úteis - fazem crescer os contadores, mas são barulhentos e acabam sempre a sua vida a forrar um caixote do lixo”.
fim de citação.
Retirado do contexto o extracto diz pouco pelo que aconselho a leitura do post - palco da artes.
Eu sinto-me com sorte (bolas pá, vocês vêem piada em tudo; essa, a Camila, é consorte, não é com sorte). Tenho pouquíssimos comentários, não estou inscrito em nenhum blogómetro – seria até uma vergonha – pelo que não há maneira de conhecer o meu contador de comentários, tenho a placa de som do meu computador avariada, barulho ou ausência deste é igual e tenho 4 caixotes de lixo em casa, porque sou um ecologista indefectível. Mas a sorte não advém do que eu disse acima. É que apesar desta gaja dizer que tem os melhores comentadores do mundo é mentira! Eu é que tenho! E mainada.
PS. Concedo-te o benefício de colocares os que te comentam a ti e também me comentam a mim na lista de melhores comentadores do mundo. E novamente, mainada!
Hoje aprendi uma nova definição. O seu autor definiu alguns comentadores anónimos como
cito
“… ‘anónimos saco de plástico continente’, porque, são úteis - fazem crescer os contadores, mas são barulhentos e acabam sempre a sua vida a forrar um caixote do lixo”.
fim de citação.
Retirado do contexto o extracto diz pouco pelo que aconselho a leitura do post - palco da artes.
Eu sinto-me com sorte (bolas pá, vocês vêem piada em tudo; essa, a Camila, é consorte, não é com sorte). Tenho pouquíssimos comentários, não estou inscrito em nenhum blogómetro – seria até uma vergonha – pelo que não há maneira de conhecer o meu contador de comentários, tenho a placa de som do meu computador avariada, barulho ou ausência deste é igual e tenho 4 caixotes de lixo em casa, porque sou um ecologista indefectível. Mas a sorte não advém do que eu disse acima. É que apesar desta gaja dizer que tem os melhores comentadores do mundo é mentira! Eu é que tenho! E mainada.
PS. Concedo-te o benefício de colocares os que te comentam a ti e também me comentam a mim na lista de melhores comentadores do mundo. E novamente, mainada!
quarta-feira, abril 27, 2005
712. Olha, sou gaija
Não sei onde começou, mas na blogosfera está a haver umas tentativas do blogger escrever um texto como se fosse do sexo oposto. Hoje decidi ser eu a gaija. Cá via disto.
- Estou? Lecas?
- …
- Ai estou tão excitada querida que nem sei se te conte…
- …
- Tá bem pronto, vou-te contar. Imagina que fui ao Almada Fórum comprar Eukanuba prá Fifi e sabes quem é que eu encontrei?
- …
- Vá lá, tenta adivinhar.
- …
- Credo mulher, se fosse essa gaja achas que eu ficava excitada? Eu tinha era vomitado. A propósito sabes que ela anda a encornar o marido, não sabes? Sim claro, com um jogador de futebol. Ainda por cima dizem que esse jogador é bicha. Isto o que elas fazem só para sair nas revistas. Essa gaja dá-me cá umas náuseas. E também se amandava ao meu marido que eu sei muito bem. Tive até que lhe dizer que ou ele parava com aquelas merdas de se derreter todo com a gaja ou CLK não saía mais da garagem.
- ...
- Ó filha eu sei disso e também sei que o gajo só casou comigo por causa da massa do velho, mas que queres, a gente também gosta de se pavonear. E quer queiras, quer não, o António é um ganda borracho.
- ...
- O quê? Também tu, caraças? Já não se pode confiar na melhor amiga, dasse. Ó Lecas não me vais dizer que já foste com o meu marido prá cama, que eu mato-te...
- ...
- Ah bom, eu sabia que podia confiar em ti. Mas não, não foi essa, foi a Gininha.
- ???
- Sim a Gininha aquela mastronça, vê lá tu. Era gorda que nem uma baleia e agora diz que é modelo. Se tu visses querida, nem mamas tem. Ela não me disse mas eu desconfio que foi operada. Lembras-te que a gente dizia que ela alimentava a peito o batalhão dos sapadores? Pois é querida parece um homem.
-... ???
- Não sabes porque é que fiquei assim tão excitada? Ai não, pois vou-te contar. Mas juras que não contas nada a ninguém ok? Ela agora passa uma semana por mês fora no estrangeiro…
-...
- Inveja? Inveja eu? Deixa-te de merdas pá. Vê lá se pintas o cabelo que tu nunca atinges nada à primeira, caraças. És mesmo tansinha. O Jójó vai precisar de companhia. Tás a ver?
- ???
Não sei onde começou, mas na blogosfera está a haver umas tentativas do blogger escrever um texto como se fosse do sexo oposto. Hoje decidi ser eu a gaija. Cá via disto.
- Estou? Lecas?
- …
- Ai estou tão excitada querida que nem sei se te conte…
- …
- Tá bem pronto, vou-te contar. Imagina que fui ao Almada Fórum comprar Eukanuba prá Fifi e sabes quem é que eu encontrei?
- …
- Vá lá, tenta adivinhar.
- …
- Credo mulher, se fosse essa gaja achas que eu ficava excitada? Eu tinha era vomitado. A propósito sabes que ela anda a encornar o marido, não sabes? Sim claro, com um jogador de futebol. Ainda por cima dizem que esse jogador é bicha. Isto o que elas fazem só para sair nas revistas. Essa gaja dá-me cá umas náuseas. E também se amandava ao meu marido que eu sei muito bem. Tive até que lhe dizer que ou ele parava com aquelas merdas de se derreter todo com a gaja ou CLK não saía mais da garagem.
- ...
- Ó filha eu sei disso e também sei que o gajo só casou comigo por causa da massa do velho, mas que queres, a gente também gosta de se pavonear. E quer queiras, quer não, o António é um ganda borracho.
- ...
- O quê? Também tu, caraças? Já não se pode confiar na melhor amiga, dasse. Ó Lecas não me vais dizer que já foste com o meu marido prá cama, que eu mato-te...
- ...
- Ah bom, eu sabia que podia confiar em ti. Mas não, não foi essa, foi a Gininha.
- ???
- Sim a Gininha aquela mastronça, vê lá tu. Era gorda que nem uma baleia e agora diz que é modelo. Se tu visses querida, nem mamas tem. Ela não me disse mas eu desconfio que foi operada. Lembras-te que a gente dizia que ela alimentava a peito o batalhão dos sapadores? Pois é querida parece um homem.
-... ???
- Não sabes porque é que fiquei assim tão excitada? Ai não, pois vou-te contar. Mas juras que não contas nada a ninguém ok? Ela agora passa uma semana por mês fora no estrangeiro…
-...
- Inveja? Inveja eu? Deixa-te de merdas pá. Vê lá se pintas o cabelo que tu nunca atinges nada à primeira, caraças. És mesmo tansinha. O Jójó vai precisar de companhia. Tás a ver?
- ???
711. Lunch Time Blog
Parece estranho um LTB logo pela manhã. Mas esta vontade de escrever o texto está associada à vontade de cumprir um programa de redução de peso através do controlo de ingestão máxima de 2300 Kcal por dia. Não é para reduzir a barriguinha, pois tenho provas suficientes de que ela não é o empecilho para mim. Ainda consigo ver o coiso quando vou aliviar águas e também consigo encontrar o meu número em qualquer loja de calças do país. O problema é que descobri que tenho a tensão alta e este é o primeiro passo. O segundo será caminhar diariamente o que, diga-se em abono da verdade, a ciática tem sido o meu álibi perfeito para camuflar a minha preguicite aguda. Se a este programa acrescentarmos que reduzi o número de bicas de 10 para 3, que de pedrinha a pedrinha está-se esvaindo o sal na comida e que já nem olho para os rótulos das garrafas pois o álcool começou a ser banido a toda a velocidade, vereis que dos tempos das grandes comezainas, pouco resta para estes meus posts almoçadeiros. Mas como não sou fundamentalista, quando pular a cerca, sereis meus convidados a partilhar comigo os prazeres da mesa.
PS. Não levem à letra a última frase. Esta partilha será de leitura. A vida está cara, ó se está!
Parece estranho um LTB logo pela manhã. Mas esta vontade de escrever o texto está associada à vontade de cumprir um programa de redução de peso através do controlo de ingestão máxima de 2300 Kcal por dia. Não é para reduzir a barriguinha, pois tenho provas suficientes de que ela não é o empecilho para mim. Ainda consigo ver o coiso quando vou aliviar águas e também consigo encontrar o meu número em qualquer loja de calças do país. O problema é que descobri que tenho a tensão alta e este é o primeiro passo. O segundo será caminhar diariamente o que, diga-se em abono da verdade, a ciática tem sido o meu álibi perfeito para camuflar a minha preguicite aguda. Se a este programa acrescentarmos que reduzi o número de bicas de 10 para 3, que de pedrinha a pedrinha está-se esvaindo o sal na comida e que já nem olho para os rótulos das garrafas pois o álcool começou a ser banido a toda a velocidade, vereis que dos tempos das grandes comezainas, pouco resta para estes meus posts almoçadeiros. Mas como não sou fundamentalista, quando pular a cerca, sereis meus convidados a partilhar comigo os prazeres da mesa.
PS. Não levem à letra a última frase. Esta partilha será de leitura. A vida está cara, ó se está!
segunda-feira, abril 25, 2005
710. Eu blogo, tu blogas, ele bloga... em Beja!
A Cat não sabia porque é que lá estava. Eu gramei que ela não soubesse, porque assim não me pareceu que tivesse discurso preparado. Foi um post. Só não a vi comer bolachinhas.
A Gotinha teve sucesso com o porco e o comportamento sexual. Por mim pode voltar a ficar com baixa de parto. Ganha a blogosfera. O Goto que trate disso.
O Zé Mário criou o BdE porque se irritava com os amigos da Coluna Infante e não tinha outro meio de responder. Estou à espera que alguns amigos meus me irritem também para eu poder criar um blog a sério como o BdE.
O RAP saltou do blog para a ribalta. O RAP já era escritor só que poucos o sabiam. Nem a ele, nem ao gordo, nem aos outros dois “idiotas” Se eu soubesse usar as técnicas que o RAP enunciou na prelecção, uns minutos antes, agora estaria aqui a dissertar sobe a escrita destes apontamentos numa mesa literalmente cheia de pó e com uma caneta molin que por acaso já não é fabricada em Portugal. E a malta estava toda a mijar-se a rir. Mas RAP só há um!
O JPC das Ruínas Circulares tem um cabelo muito giro. Ah tem, tem. E tem um blog. Estou num dilema do caraças: Não sei se hei-de arranjar maneira de ter um blog como o dele ou se hei-de deixar crescer o cabelo.
O Charquinho tem um blog para criar polémica. Ok, meu, vou começar a espicaçar-te.
A Mar tem um sotaque alentejano porque ela é alentejana. Mas estava tão speedada que desapareceu a cem logo após o colóquio. Como é que uma alentejana desaparece àquela velocidade?
Fora da mesa, mas nas mesas vi muitos bloggers por lá. A Ruiva que eu conheço há tanto tempo que os pais dela tiveram o descaramento de me convidarem para padrinho de baptizado; o c.a.a. que mora no sítio onde eu tive o meu primeiro acidente de automóvel, o nikoman que nunca largou a sua nikon, a Mad que nunca largou o dono da Nikon, a oilegal, que não se deve ler ôi legau, mas sim o ilegal, o homem das Canas & dos Senhorins e um comentarista que dá gargalhadas tipo A. Haveria mais, mas estariam anónimos. Ah, é verdade o gajo das Conversas com os Botões também estava lá, mas o Pre abafou-o. Para terminar tenho de te dizer Mad que és tão bonita como o teu blog. Desculpa lá João, mas a verdade tem de ser dita.
PS. Vocês leitores sabem que eu não sou nada de escrever pêésses. Mas não resisti à pergunta se um blog era solidão ou tesão. A Cat, foi muito elegante na resposta. Eu teria dito que sim, que era tesão, porque cada vez que escrevo um post tenho um orgasmo. Vou ali vir-me e já volto, ok?
A Cat não sabia porque é que lá estava. Eu gramei que ela não soubesse, porque assim não me pareceu que tivesse discurso preparado. Foi um post. Só não a vi comer bolachinhas.
A Gotinha teve sucesso com o porco e o comportamento sexual. Por mim pode voltar a ficar com baixa de parto. Ganha a blogosfera. O Goto que trate disso.
O Zé Mário criou o BdE porque se irritava com os amigos da Coluna Infante e não tinha outro meio de responder. Estou à espera que alguns amigos meus me irritem também para eu poder criar um blog a sério como o BdE.
O RAP saltou do blog para a ribalta. O RAP já era escritor só que poucos o sabiam. Nem a ele, nem ao gordo, nem aos outros dois “idiotas” Se eu soubesse usar as técnicas que o RAP enunciou na prelecção, uns minutos antes, agora estaria aqui a dissertar sobe a escrita destes apontamentos numa mesa literalmente cheia de pó e com uma caneta molin que por acaso já não é fabricada em Portugal. E a malta estava toda a mijar-se a rir. Mas RAP só há um!
O JPC das Ruínas Circulares tem um cabelo muito giro. Ah tem, tem. E tem um blog. Estou num dilema do caraças: Não sei se hei-de arranjar maneira de ter um blog como o dele ou se hei-de deixar crescer o cabelo.
O Charquinho tem um blog para criar polémica. Ok, meu, vou começar a espicaçar-te.
A Mar tem um sotaque alentejano porque ela é alentejana. Mas estava tão speedada que desapareceu a cem logo após o colóquio. Como é que uma alentejana desaparece àquela velocidade?
Fora da mesa, mas nas mesas vi muitos bloggers por lá. A Ruiva que eu conheço há tanto tempo que os pais dela tiveram o descaramento de me convidarem para padrinho de baptizado; o c.a.a. que mora no sítio onde eu tive o meu primeiro acidente de automóvel, o nikoman que nunca largou a sua nikon, a Mad que nunca largou o dono da Nikon, a oilegal, que não se deve ler ôi legau, mas sim o ilegal, o homem das Canas & dos Senhorins e um comentarista que dá gargalhadas tipo A. Haveria mais, mas estariam anónimos. Ah, é verdade o gajo das Conversas com os Botões também estava lá, mas o Pre abafou-o. Para terminar tenho de te dizer Mad que és tão bonita como o teu blog. Desculpa lá João, mas a verdade tem de ser dita.
PS. Vocês leitores sabem que eu não sou nada de escrever pêésses. Mas não resisti à pergunta se um blog era solidão ou tesão. A Cat, foi muito elegante na resposta. Eu teria dito que sim, que era tesão, porque cada vez que escrevo um post tenho um orgasmo. Vou ali vir-me e já volto, ok?
quinta-feira, abril 21, 2005
709. Sem título - Capítulo 4
Efectivamente nunca tinha ido ao Brasil, tudo quanto sabia era através do que via na televisão, lia nas revistas ou consultava na Internet. Alguns amigos, contavam-lhe casos escabrosos de violência, outros, a maioria, falavam-lhe das maravilhas encontradas naquele país tropical, as praias, as belezas naturais, a alegria, o samba e o forro, a água de coco e, principalmente, as mulheres. E a “viagem” dele parou aqui. Lembrou-se que na carta a moça não dizia o nome. Foi ler o remetente e lá estava, Christiane. E começou a pensar nas pernas da Christiane. Como seria ela na cama? Quão diferente seria das portuguesas? Na verdade ele não era homem de mulheres. Poucas tinha conhecido na intimidade e só tinha tido uma namorada a sério. Nos quase dois anos de namoro tinha feito amor não mais de meia dúzia de vezes. Sempre deixara que as coisas acontecessem e na realidade aconteciam muito raramente o que o levava a reflectir se o problema estava nele ou na companheira. Um dia viu-a partir como bolseira para um doutoramento nos Estados Unidos e durante muitos anos não a voltou a ver. O rompimento foi de tal modo que nunca houve uma carta, nunca houve um telefonema. Encontrou-a há pouco mais de um ano no parque de estacionamento do supermercado, acompanhada de duas crianças e do, possivelmente, marido. Apenas trocaram uns olhares, como quem pergunta, eu conheço-te?, cada um entrou no seu carro. Nem sabe porque raio esta aparição lhe veio agora à memória, uma vez que estava mais interessado na Christiane. Iria responder-lhe. Entretanto abriu a terceira carta.
Efectivamente nunca tinha ido ao Brasil, tudo quanto sabia era através do que via na televisão, lia nas revistas ou consultava na Internet. Alguns amigos, contavam-lhe casos escabrosos de violência, outros, a maioria, falavam-lhe das maravilhas encontradas naquele país tropical, as praias, as belezas naturais, a alegria, o samba e o forro, a água de coco e, principalmente, as mulheres. E a “viagem” dele parou aqui. Lembrou-se que na carta a moça não dizia o nome. Foi ler o remetente e lá estava, Christiane. E começou a pensar nas pernas da Christiane. Como seria ela na cama? Quão diferente seria das portuguesas? Na verdade ele não era homem de mulheres. Poucas tinha conhecido na intimidade e só tinha tido uma namorada a sério. Nos quase dois anos de namoro tinha feito amor não mais de meia dúzia de vezes. Sempre deixara que as coisas acontecessem e na realidade aconteciam muito raramente o que o levava a reflectir se o problema estava nele ou na companheira. Um dia viu-a partir como bolseira para um doutoramento nos Estados Unidos e durante muitos anos não a voltou a ver. O rompimento foi de tal modo que nunca houve uma carta, nunca houve um telefonema. Encontrou-a há pouco mais de um ano no parque de estacionamento do supermercado, acompanhada de duas crianças e do, possivelmente, marido. Apenas trocaram uns olhares, como quem pergunta, eu conheço-te?, cada um entrou no seu carro. Nem sabe porque raio esta aparição lhe veio agora à memória, uma vez que estava mais interessado na Christiane. Iria responder-lhe. Entretanto abriu a terceira carta.
quarta-feira, abril 20, 2005
708. A eleição do Papa e o Clássico Benfica x Sporting
Quando se anuncia um Benfica x Sporting anda a imprensa 15 dias antes em grande alarido. Ele é reportagens com os eventuais protagonistas, declarações de analistas, entrevistas com ex-participantes, reportagens televisivas, enviados especiais, prognósticos, prós e contras, consequências. No dia do jogo, acompanham as equipas aos seus aposentos e transmitem a partida destes até ao local do prélio. Depois ao fim de hora e meia de jogo está tudo acabado. Fazem-se comentários discutem-se as incidências do jogo, mais dois três dias se por acaso houve alguma eventual irregularidade e c’est finit.
As televisões procederam assim no pré-conclave. E para quê? Ao fim de 24 horas estava tudo resolvido. Ó pá só 24 horas mesmo, caraças. Sem emoção, sem nada. Agora são os comentários ao desfecho e daqui a dois dias, terminou tudo também.
Valha-nos o Tour de France. Sempre são 3 semanitas.
Quando se anuncia um Benfica x Sporting anda a imprensa 15 dias antes em grande alarido. Ele é reportagens com os eventuais protagonistas, declarações de analistas, entrevistas com ex-participantes, reportagens televisivas, enviados especiais, prognósticos, prós e contras, consequências. No dia do jogo, acompanham as equipas aos seus aposentos e transmitem a partida destes até ao local do prélio. Depois ao fim de hora e meia de jogo está tudo acabado. Fazem-se comentários discutem-se as incidências do jogo, mais dois três dias se por acaso houve alguma eventual irregularidade e c’est finit.
As televisões procederam assim no pré-conclave. E para quê? Ao fim de 24 horas estava tudo resolvido. Ó pá só 24 horas mesmo, caraças. Sem emoção, sem nada. Agora são os comentários ao desfecho e daqui a dois dias, terminou tudo também.
Valha-nos o Tour de France. Sempre são 3 semanitas.
sexta-feira, abril 15, 2005
706. Sem título - Capítulo 3.
Uma enorme ansiedade queimava-lhe o peito. Não resistiu à reunião semanal com o primo, escusou-se e abandonou a fábrica. À saída, discretamente como tudo o que fazia, pegou no celular e chamou um táxi. Estava demasiado tenso para fazer o percurso de volta a pé, como tanto gostava, embora a distância fosse curta. Sentou-se na secretária do seu amplo escritório e abriu a primeira carta.
“Caro senhor
Em primeiro lugar permita-me que me apresente. Chamou-me Marina, tenho 30 anos e sou viúva. Um estúpido acidente de viação levou-me para a casa de Deus o meu amado marido. Era chegada a sua hora e contra a vontade do Senhor não se pode reclamar.” Demasiado religiosa para o meu gosto, pensou. Se continua assim não terei paciência para ler o resto. “Agora que três anos volveram desde que se finou, é chegada a hora de refazer a minha vida. Aconselhei-me com o Sr. Padre Miguel e ele garantiu-me que não seria pecado..” Era o que mais faltava, ele, um agnóstico praticante ter de aturar uma beata o resto da vida. Pegou na carta deitou-a no cesto dos papéis. As coisas não estavam a correr bem. Abriria a segunda. Vinha do Brasil.
“Doutor,
O senhor era tudo quanto eu esperava. Quando li sua propaganda meu coração se encheu de alegria. Sou uma jovem moça do interior do Brasil disposta a tudo para abandonar essa situação difícil que o país está vivendo. Tenho uma filhinha de 4 anos fruto de um relacionamento que não deu certo. Não tenho condição para pagar a passagem, mas se o doutor quiser eu me sacrificarei para conhecer o senhor. Desculpe minha prosa, mais não tenho com certeza a cultura do senhor. Lhe asseguro que todo mundo me acha inteligente e que o fato de não ter cursado só teve a ver com poder sustentar minha filhinha desde os dezoito anos de idade. Quando isso aconteceu fazia vestibular para artes plásticas. Sou morena, tenho 22 anos de idade, 1m70 de altura, cabelos pretos cacheados, e olhos verdes. Minha perna grossa e meu jeito de andar é motivo de cantada que eu nem ligo mais. Agora meu desejo só é de ir para Portugal. Veja por favor as fotos que lhe mando. Um beijo em seu coração.”
Abriu um segundo envelope que vinha dentro do primeiro. Três fotografias, uma de rosto, uma de corpo inteiro vestida com uma blusa simples e um short e uma em biquini. Tremeram-lhe as mãos e começou a “viajar” pelo Brasil.
Uma enorme ansiedade queimava-lhe o peito. Não resistiu à reunião semanal com o primo, escusou-se e abandonou a fábrica. À saída, discretamente como tudo o que fazia, pegou no celular e chamou um táxi. Estava demasiado tenso para fazer o percurso de volta a pé, como tanto gostava, embora a distância fosse curta. Sentou-se na secretária do seu amplo escritório e abriu a primeira carta.
“Caro senhor
Em primeiro lugar permita-me que me apresente. Chamou-me Marina, tenho 30 anos e sou viúva. Um estúpido acidente de viação levou-me para a casa de Deus o meu amado marido. Era chegada a sua hora e contra a vontade do Senhor não se pode reclamar.” Demasiado religiosa para o meu gosto, pensou. Se continua assim não terei paciência para ler o resto. “Agora que três anos volveram desde que se finou, é chegada a hora de refazer a minha vida. Aconselhei-me com o Sr. Padre Miguel e ele garantiu-me que não seria pecado..” Era o que mais faltava, ele, um agnóstico praticante ter de aturar uma beata o resto da vida. Pegou na carta deitou-a no cesto dos papéis. As coisas não estavam a correr bem. Abriria a segunda. Vinha do Brasil.
“Doutor,
O senhor era tudo quanto eu esperava. Quando li sua propaganda meu coração se encheu de alegria. Sou uma jovem moça do interior do Brasil disposta a tudo para abandonar essa situação difícil que o país está vivendo. Tenho uma filhinha de 4 anos fruto de um relacionamento que não deu certo. Não tenho condição para pagar a passagem, mas se o doutor quiser eu me sacrificarei para conhecer o senhor. Desculpe minha prosa, mais não tenho com certeza a cultura do senhor. Lhe asseguro que todo mundo me acha inteligente e que o fato de não ter cursado só teve a ver com poder sustentar minha filhinha desde os dezoito anos de idade. Quando isso aconteceu fazia vestibular para artes plásticas. Sou morena, tenho 22 anos de idade, 1m70 de altura, cabelos pretos cacheados, e olhos verdes. Minha perna grossa e meu jeito de andar é motivo de cantada que eu nem ligo mais. Agora meu desejo só é de ir para Portugal. Veja por favor as fotos que lhe mando. Um beijo em seu coração.”
Abriu um segundo envelope que vinha dentro do primeiro. Três fotografias, uma de rosto, uma de corpo inteiro vestida com uma blusa simples e um short e uma em biquini. Tremeram-lhe as mãos e começou a “viajar” pelo Brasil.
quinta-feira, abril 14, 2005
705. Sem título - Capítulo 2
Ao fundo aproximava-se o comboio. Devagar, a estação estava perto e ele atravessava um viaduto. O homem, sentado na esplanada, olhou para o relógio. Faltavam três minutos e deveria ainda ter tempo de o apanhar. Levantou-se num ímpeto e correu desenfreado. Saltou a cancela, indiferente ao chamamento do segurança. Entrou na carruagem quando as portas já se fechavam. Sem surpresas encontrou quem esperava encontrar. Numa carruagem, sozinha naquele espaço, sentada na fila de onde se podia ver o mar, lá estava ela. Cabelo curto, pele morena, olhos cor de mel. Blusa branca abotoada a partir do segundo botão caía sobre uma saia curta, preta, cuja bainha se sobrepunha um pouco ao joelho. Sobre uma meia rente ao tornozelo um sapato ténis branco. O ar jovial não o ganhava da indumentária. Efectivamente ela era uma estudante universitária, 19 anos de idade, sua colega de turma. Sempre nutriu uma desvairada paixão por ela. Platónica é certo, mas uma paixão que lhe pegava fogo ao coração. Sentou-se ao seu lado e não lhe dirigiu palavra. Contemplou o mar naquela infindável marginal. Ela deitou a cabeça no colo dele. O homem afagou-lhe a cabeça, despenteou-a. Não dirigiram palavra.
Quando começou a sentir uma inexplicável erecção, abriu os olhos, levantou-se, ajeitou o casaco, chamou o empregado, pagou a água e dirigiu-se impávido e calmo à sua empresa de componentes electrónicos.
Ao fundo aproximava-se o comboio. Devagar, a estação estava perto e ele atravessava um viaduto. O homem, sentado na esplanada, olhou para o relógio. Faltavam três minutos e deveria ainda ter tempo de o apanhar. Levantou-se num ímpeto e correu desenfreado. Saltou a cancela, indiferente ao chamamento do segurança. Entrou na carruagem quando as portas já se fechavam. Sem surpresas encontrou quem esperava encontrar. Numa carruagem, sozinha naquele espaço, sentada na fila de onde se podia ver o mar, lá estava ela. Cabelo curto, pele morena, olhos cor de mel. Blusa branca abotoada a partir do segundo botão caía sobre uma saia curta, preta, cuja bainha se sobrepunha um pouco ao joelho. Sobre uma meia rente ao tornozelo um sapato ténis branco. O ar jovial não o ganhava da indumentária. Efectivamente ela era uma estudante universitária, 19 anos de idade, sua colega de turma. Sempre nutriu uma desvairada paixão por ela. Platónica é certo, mas uma paixão que lhe pegava fogo ao coração. Sentou-se ao seu lado e não lhe dirigiu palavra. Contemplou o mar naquela infindável marginal. Ela deitou a cabeça no colo dele. O homem afagou-lhe a cabeça, despenteou-a. Não dirigiram palavra.
Quando começou a sentir uma inexplicável erecção, abriu os olhos, levantou-se, ajeitou o casaco, chamou o empregado, pagou a água e dirigiu-se impávido e calmo à sua empresa de componentes electrónicos.
quarta-feira, abril 13, 2005
704. Repto
O PreDatado começa hoje a publicar um conto curto. O curso da história pode depender dos seus leitores pelo que está disponível a alterar o texto se, para isso, for solicitado. Se quiserem dar sugestões de continuação podem fazê-lo para vmaf@netcabo.pt As propostas serão analisadas e as sugestões / continuações serão incluídas. Os leitores cujas “dicas” forem seleccionadas serão mencionados no final de cada capítulo. A vossa imaginação é fértil, não se retraiam, deixem-na fluir. Mãos à obra.
O PreDatado começa hoje a publicar um conto curto. O curso da história pode depender dos seus leitores pelo que está disponível a alterar o texto se, para isso, for solicitado. Se quiserem dar sugestões de continuação podem fazê-lo para vmaf@netcabo.pt As propostas serão analisadas e as sugestões / continuações serão incluídas. Os leitores cujas “dicas” forem seleccionadas serão mencionados no final de cada capítulo. A vossa imaginação é fértil, não se retraiam, deixem-na fluir. Mãos à obra.
703. Sem título - Capítulo 1
Era um homem tímido. Apesar dos seus 38 anos de idade aparentava menos de trinta. Uma vida regrada, sem álcool, sem cigarros, sem drogas e sem mulheres. O pai tinha-lhe deixado o suficiente para não ter de se matar a trabalhar. As suas saídas de casa resumiam-se a algumas reuniões na fábrica com os contabilistas e com o primo-irmão a quem tinha confiado a gerência do negócio, e a ida ao ginásio ou ao parque, correr para manter a forma. O desejo sexual acorre-lhe tardiamente e diziam os amigos, poucos na verdade que restavam do seu tempo de faculdade, à boca pequena como convém, que seria virgem. Naquele dia fechou a carta e foi entregá-la em mão à secção de anúncios do jornal. No dia seguinte pode ler, em letra de forma “Jovem, culto, bom rendimento, procura mulher inteligente para troca de correspondência. Assunto sério. Resposta ao apartado…”. Não teria sido capaz de escrever um texto nem mais ousado, nem mais discreto. Seria aquele e pronto.
Foi uma semana de expectativas. As idas ao apartado dos correios passaram a fazer parte, agora, das poucas saídas diárias. Impreterivelmente às quatro da tarde fazia o seu curto passeio a pé percorrendo os oitocentos metros que o separavam da moradia à estação postal. Alguns dias passaram sem que o seu apelo tivesse tido consequência. Atraso nos correios, pensou. Até que começaram a chegar as desejadas respostas. Retirou as três cartas que a pequena gaveta continha, colocou-as meio envergonhado no bolso do blusão e ao contrário do que a sua ansiedade faria supor, só as abriria à noite, em casa. Dirigiu-se a uma esplanada próxima, sentou-se, pediu uma água mineral sem gás e começou a olhar o horizonte.
Era um homem tímido. Apesar dos seus 38 anos de idade aparentava menos de trinta. Uma vida regrada, sem álcool, sem cigarros, sem drogas e sem mulheres. O pai tinha-lhe deixado o suficiente para não ter de se matar a trabalhar. As suas saídas de casa resumiam-se a algumas reuniões na fábrica com os contabilistas e com o primo-irmão a quem tinha confiado a gerência do negócio, e a ida ao ginásio ou ao parque, correr para manter a forma. O desejo sexual acorre-lhe tardiamente e diziam os amigos, poucos na verdade que restavam do seu tempo de faculdade, à boca pequena como convém, que seria virgem. Naquele dia fechou a carta e foi entregá-la em mão à secção de anúncios do jornal. No dia seguinte pode ler, em letra de forma “Jovem, culto, bom rendimento, procura mulher inteligente para troca de correspondência. Assunto sério. Resposta ao apartado…”. Não teria sido capaz de escrever um texto nem mais ousado, nem mais discreto. Seria aquele e pronto.
Foi uma semana de expectativas. As idas ao apartado dos correios passaram a fazer parte, agora, das poucas saídas diárias. Impreterivelmente às quatro da tarde fazia o seu curto passeio a pé percorrendo os oitocentos metros que o separavam da moradia à estação postal. Alguns dias passaram sem que o seu apelo tivesse tido consequência. Atraso nos correios, pensou. Até que começaram a chegar as desejadas respostas. Retirou as três cartas que a pequena gaveta continha, colocou-as meio envergonhado no bolso do blusão e ao contrário do que a sua ansiedade faria supor, só as abriria à noite, em casa. Dirigiu-se a uma esplanada próxima, sentou-se, pediu uma água mineral sem gás e começou a olhar o horizonte.
sexta-feira, abril 08, 2005
702. Ars longa, vita brevis
A propósito do comentário feito pela panamá sobre a minha veia dissertiva, gostaria de tecer apenas uma consideração sobre a arte de escrever. Esta é uma opinião pessoal, sem qualquer fundamento científico e, como tal, é uma opinião que pode ser considerada polémica. E a opinião é NINGUÉM ESCREVE BEM.
Posta que foi a afirmação, vou fazer uma apresentação sucinta das razões pela qual o afirmo. Um desenvolvimento profundo poderá ser base para uma tese num mestrado, doutoramento ou simplesmente pós-graduação em área específica. É por isso que me quedarei apenas em 3 elementos que considero fundamentais para a justificação do postulado.
a) O ponto de vista do conteúdo.
a. Gostareis vós em igualdade de circunstâncias de um texto de Fernando Pessoa, de um texto de José Saramago, de um texto de Gabriel Garcia Marques, de um texto de Jean-Paul Sartre, de um texto Camilo José Cela, de um texto de Paul Auster, de um texto de Inês Pedrosa, de um texto de Alexandro Herculano, de um texto de Platão, de um texto de Nieschte, de um texto do Padre António Vieira, de um texto Frederich Engels, de um texto de Jostein Gaarder, de um texto de Agostinho da Silva, de um texto Ernst Hemingway, de um texto de Miguel Esteves Cardoso?
b. Escrevem com o mesmo objectivo político, social, de desenvolvimento económico, cientifico, lúdico, perceptorial, cognitivo, desinteressado Carl Marx, Sophia de Mello Breyner, António Damásio, Susana Tamaro, Paulo Coelho, Leon Tolstoy, Almeida Garrett, Elfried Jelinek, Vidiadhar Surajprasad Naipaul, Eça de Queiroz, Albino de Forjaz Sampaio, Jorge Amado ou Homero?
c. Pode-se gostar de conteúdos tão diversos e em todos estarmos de acordo de que se escreveu bem? Pode-se dizer que sim senhor que belo texto quando Manuel Tiago escreve “Até Amanhã Camaradas” e Adolfo Hitler escreve “Mein Kampft”, quando Manuel Luís Goucha edita “Coisas doces sem Açúcar” e Maria de Lourdes Modesto publica “Cozinha Tradicional Portuguesa”, Quando Paulo Coelho escreve “Brida” e Jean Braudillard relata “Um crime Perfeito”?
d. Ninguém escreve bem, é um anátema da contradição de conteúdos. Pode até ser que por outro ponto de vista todo o conteúdo seja bem escrito. Não por este.
b) O ponto de vista da semântica.
a. Ou se preferirem numa maior abrangência da própria semiótica. Quem escreve o que escreve quer exactamente dizer o que diz? Esta questão é para mim sintomática para a leitura de entrelinhas. Escreve bem quem bem não expressa os signos?
b. A utilização exagerada de figuras de estilo, a parabolização e as conjecturas delineadas à volta dela não são sistematicamente sintomas de enredeamento, quiçá hiperbólico, em teias inversas, isto é, em que não se pretende uma convergência do leitor, mas a divergência para o acessório face a menor capacidade de objectivação do texto?
c. Ninguém escreve bem, não é um dardo lançado contra a configuração mais ou menos sinalética dos textos, é antes um apelo à capacidade de ser simples e objectivo na mensagem.
c) O ponto de vista do binómio gramática-vocabulário.
a. A utilização de palavras, refiro-me agora à escrita em português, que não são as mais correntes na língua portuguesa, mas sim utilizadas com recurso a dicionário de sinónimos, dificultando a leitura simples e linear de um livro, tem como objectivo mostrar a erudição e o conhecimento profundo da língua português, mesmo que algumas delas sejam oriundas do vernáculo quinhentista, ou tem como objectivo atingir apenas uma elite de já de si literados e que portanto não lhes trás, de sobremaneira, valor acrescentado?
b. Ler, por exemplo, Vasco de Graça Moura é um exercício de enriquecimento do vocabulário da língua portuguesa ou antes pelo contrário é um exercício de destreza e capacidade de concentração simultâneas, isto é, a capacidade de folhear um dicionário à procura do significado das palavras ao mesmo tempo que nos envolvemos no enredo, até das mais bucólicas histórias de província?
c. Ler, por exemplo, José Saramago é um exercício quase que maquiavélico de comparação entre o que aprendemos no nosso tempo de escola sobre a construção de frases, pontuação, a coerência do parágrafo ou a transmissão do pensamento do autor para uma apreensão simples da mensagem?
d. Ninguém escreve bem não é um repto para que sejamos todos Margaridas Rebelos Pintos, aliás não é tão pouco um repto a coisa nenhuma. É uma opinião e como tal não passa disso.
PS. Hoje bateu-me esta pancada. Amanhã se verá!
A propósito do comentário feito pela panamá sobre a minha veia dissertiva, gostaria de tecer apenas uma consideração sobre a arte de escrever. Esta é uma opinião pessoal, sem qualquer fundamento científico e, como tal, é uma opinião que pode ser considerada polémica. E a opinião é NINGUÉM ESCREVE BEM.
Posta que foi a afirmação, vou fazer uma apresentação sucinta das razões pela qual o afirmo. Um desenvolvimento profundo poderá ser base para uma tese num mestrado, doutoramento ou simplesmente pós-graduação em área específica. É por isso que me quedarei apenas em 3 elementos que considero fundamentais para a justificação do postulado.
a) O ponto de vista do conteúdo.
a. Gostareis vós em igualdade de circunstâncias de um texto de Fernando Pessoa, de um texto de José Saramago, de um texto de Gabriel Garcia Marques, de um texto de Jean-Paul Sartre, de um texto Camilo José Cela, de um texto de Paul Auster, de um texto de Inês Pedrosa, de um texto de Alexandro Herculano, de um texto de Platão, de um texto de Nieschte, de um texto do Padre António Vieira, de um texto Frederich Engels, de um texto de Jostein Gaarder, de um texto de Agostinho da Silva, de um texto Ernst Hemingway, de um texto de Miguel Esteves Cardoso?
b. Escrevem com o mesmo objectivo político, social, de desenvolvimento económico, cientifico, lúdico, perceptorial, cognitivo, desinteressado Carl Marx, Sophia de Mello Breyner, António Damásio, Susana Tamaro, Paulo Coelho, Leon Tolstoy, Almeida Garrett, Elfried Jelinek, Vidiadhar Surajprasad Naipaul, Eça de Queiroz, Albino de Forjaz Sampaio, Jorge Amado ou Homero?
c. Pode-se gostar de conteúdos tão diversos e em todos estarmos de acordo de que se escreveu bem? Pode-se dizer que sim senhor que belo texto quando Manuel Tiago escreve “Até Amanhã Camaradas” e Adolfo Hitler escreve “Mein Kampft”, quando Manuel Luís Goucha edita “Coisas doces sem Açúcar” e Maria de Lourdes Modesto publica “Cozinha Tradicional Portuguesa”, Quando Paulo Coelho escreve “Brida” e Jean Braudillard relata “Um crime Perfeito”?
d. Ninguém escreve bem, é um anátema da contradição de conteúdos. Pode até ser que por outro ponto de vista todo o conteúdo seja bem escrito. Não por este.
b) O ponto de vista da semântica.
a. Ou se preferirem numa maior abrangência da própria semiótica. Quem escreve o que escreve quer exactamente dizer o que diz? Esta questão é para mim sintomática para a leitura de entrelinhas. Escreve bem quem bem não expressa os signos?
b. A utilização exagerada de figuras de estilo, a parabolização e as conjecturas delineadas à volta dela não são sistematicamente sintomas de enredeamento, quiçá hiperbólico, em teias inversas, isto é, em que não se pretende uma convergência do leitor, mas a divergência para o acessório face a menor capacidade de objectivação do texto?
c. Ninguém escreve bem, não é um dardo lançado contra a configuração mais ou menos sinalética dos textos, é antes um apelo à capacidade de ser simples e objectivo na mensagem.
c) O ponto de vista do binómio gramática-vocabulário.
a. A utilização de palavras, refiro-me agora à escrita em português, que não são as mais correntes na língua portuguesa, mas sim utilizadas com recurso a dicionário de sinónimos, dificultando a leitura simples e linear de um livro, tem como objectivo mostrar a erudição e o conhecimento profundo da língua português, mesmo que algumas delas sejam oriundas do vernáculo quinhentista, ou tem como objectivo atingir apenas uma elite de já de si literados e que portanto não lhes trás, de sobremaneira, valor acrescentado?
b. Ler, por exemplo, Vasco de Graça Moura é um exercício de enriquecimento do vocabulário da língua portuguesa ou antes pelo contrário é um exercício de destreza e capacidade de concentração simultâneas, isto é, a capacidade de folhear um dicionário à procura do significado das palavras ao mesmo tempo que nos envolvemos no enredo, até das mais bucólicas histórias de província?
c. Ler, por exemplo, José Saramago é um exercício quase que maquiavélico de comparação entre o que aprendemos no nosso tempo de escola sobre a construção de frases, pontuação, a coerência do parágrafo ou a transmissão do pensamento do autor para uma apreensão simples da mensagem?
d. Ninguém escreve bem não é um repto para que sejamos todos Margaridas Rebelos Pintos, aliás não é tão pouco um repto a coisa nenhuma. É uma opinião e como tal não passa disso.
PS. Hoje bateu-me esta pancada. Amanhã se verá!
quinta-feira, abril 07, 2005
701. Óscares e prémios na blogosfera
Há uma febre blogosferica de atribuir óscares e outros prémios a outros blogs. São iniciativas giras têm os critérios que têm, não tenho nada nem a criticar nem a aplaudir. Estava eu a reflectir nisto com os meus botões quando me apeteceu eu próprio oferecer alguns prémios aos outros que por aqui andam. Como há milhares de blogs nacionais e internacionais seria impossível, por injusto, considerar este melhor que aquele ou vice-versa como diria, e bem, o Eng.º Ângelo Correia. Vai daí resolvi fazer menção aos que leio atribuindo prémios aos que comigo mexem. Aqui vai uma primeira lista, que espero poder actualizar.
Prémio Fashion: O blog que mais me faz pensar na indumentária matinal, visto ter de escolher uma cobertura capilar a condizer - Chapelaria Janota.
Prémio Música: O blog que, se eu soubesse compor, transformaria a poesia em música para os meus ouvidos – Encandescente.
Prémio Manuela Moura Guedes: O blog que me obriga a rasgar a boca de orelha a orelha pelo humor subtil e bem construído – Alguidar Pneumático.
Prémio Quando Eu for Grande… : O blog que me faz pensar que quando eu for grande também gostaria de escrever textos assim – Homem Banal
Prémio Tranquilidade : O blog que me dá paz – Kyo Dake Wa
Prémio Castanholas de mi corazón : O blog espanholês que mistura o humor, o sexo e as cañas e me faz viajar pela Gran Via e lembrar o cochinillo asado na antiga casa Botín – Rititi, o blogue da cueca rosa.
Prémio Enche-me o Olho :Ex-aequo pelo prazer das imagens Oceanus, Fragmagens, Outsider, Percepções.
Prémio Nem Todos os Advogados Detesto – O blog que me tem ensinado algumas coisas de leis – Controversa Maresia
Prémio Cigarrinhos e Bolachas: O blog que não me deixa esquecer prazer mórbidos e guloseimas - 100nada
Prémio O gajo sabe de bola: O blog que alguns redactores dos jornais deviam ler para saberem escrever de bola – Jogo Teclado
Premio Perplexidade: O blog que ainda não percebi se é de extrema-esquerda ou direita, se é racista ou misógeno, se é homofóbio ou apaneleirado, se é cristão ou ateu, mas que sei que apesar disso parto-me a rir e vivó Benfica – Clark Quente.
Prémio Bairro do Pica Pau Amarelo: O blog que mistura Almada, arredores e imaculadas igrejas com excelentes musicas de fundo mesmo que não tocadas - The Old Man
… actualizarei em breve….
Há uma febre blogosferica de atribuir óscares e outros prémios a outros blogs. São iniciativas giras têm os critérios que têm, não tenho nada nem a criticar nem a aplaudir. Estava eu a reflectir nisto com os meus botões quando me apeteceu eu próprio oferecer alguns prémios aos outros que por aqui andam. Como há milhares de blogs nacionais e internacionais seria impossível, por injusto, considerar este melhor que aquele ou vice-versa como diria, e bem, o Eng.º Ângelo Correia. Vai daí resolvi fazer menção aos que leio atribuindo prémios aos que comigo mexem. Aqui vai uma primeira lista, que espero poder actualizar.
Prémio Fashion: O blog que mais me faz pensar na indumentária matinal, visto ter de escolher uma cobertura capilar a condizer - Chapelaria Janota.
Prémio Música: O blog que, se eu soubesse compor, transformaria a poesia em música para os meus ouvidos – Encandescente.
Prémio Manuela Moura Guedes: O blog que me obriga a rasgar a boca de orelha a orelha pelo humor subtil e bem construído – Alguidar Pneumático.
Prémio Quando Eu for Grande… : O blog que me faz pensar que quando eu for grande também gostaria de escrever textos assim – Homem Banal
Prémio Tranquilidade : O blog que me dá paz – Kyo Dake Wa
Prémio Castanholas de mi corazón : O blog espanholês que mistura o humor, o sexo e as cañas e me faz viajar pela Gran Via e lembrar o cochinillo asado na antiga casa Botín – Rititi, o blogue da cueca rosa.
Prémio Enche-me o Olho :Ex-aequo pelo prazer das imagens Oceanus, Fragmagens, Outsider, Percepções.
Prémio Nem Todos os Advogados Detesto – O blog que me tem ensinado algumas coisas de leis – Controversa Maresia
Prémio Cigarrinhos e Bolachas: O blog que não me deixa esquecer prazer mórbidos e guloseimas - 100nada
Prémio O gajo sabe de bola: O blog que alguns redactores dos jornais deviam ler para saberem escrever de bola – Jogo Teclado
Premio Perplexidade: O blog que ainda não percebi se é de extrema-esquerda ou direita, se é racista ou misógeno, se é homofóbio ou apaneleirado, se é cristão ou ateu, mas que sei que apesar disso parto-me a rir e vivó Benfica – Clark Quente.
Prémio Bairro do Pica Pau Amarelo: O blog que mistura Almada, arredores e imaculadas igrejas com excelentes musicas de fundo mesmo que não tocadas - The Old Man
… actualizarei em breve….
segunda-feira, abril 04, 2005
700. Jogar pérolas a porcos
Falar em nascimento em berços de ouro. Falar em dourar a pílula. Falar em ouro sobre azul. Falar em diamantes por lapidar. Falar em nem tudo o que luz é ouro. Falar em jogar pérolas a porcos. Falar na prata da casa ou utilizar tantas mais metáforas, parábolas ou outras figuras de estilo com jóias à mistura faz parte do nosso vocabulário quotidiano.
Nunca percebi muito bem porque é que há lojas chamadas joalharias. Dizem que vem de jóia. Tudo bem, acredito. Mas nas joalharias também se fazem broches. Poderiam portanto chamar-se joelharias.
Ouvi dizer que a Holanda vai pagar uma indemnização de milhões por jóias portuguesas roubadas numa exposição. A Yolanda, uma amiga minha, por causa de um broche (partiu a obra com uma dentada), também teve que pagar uma indemnização dos colhões*.
O meu vizinho do oitavo esquerdo anda doido com o novo arranjinho dele. Um dia destes, encontrámo-nos na Praça de Espanha, na paragem de autocarro para o Miratejo. Como quem não quer a coisa, cumprimentou-me e apresentou-me a namorada. Bem vistas as coisas, comparada com a mulher dele achei este engate um verdadeiro broche!
Naqueles pop ups que são useiros e vezeiros em aparecer sempre que navego fui dar a uma sex shop virtual. Apregoavam anéis para retardar a ejaculação. Podiam-se fazer encomendas à medida e à vontade do cliente. Encomendei um em pérolas de cultura. Que rico pénis ou que pénis rico that’s the question.
No café, onde escutamos conversas que não queremos, ouvi uma moça comentando para outra “a Jamila tem um piercing no umbigo. Um brilhante que deve ter custado um dinheirão”. A outra respondeu “os gajos são ricos, o marido tem um corno de ouro ao pescoço”. Eu pensei “que local original para ter cornos”.
* Expressão que em gíria popular quer dizer enorme.
Falar em nascimento em berços de ouro. Falar em dourar a pílula. Falar em ouro sobre azul. Falar em diamantes por lapidar. Falar em nem tudo o que luz é ouro. Falar em jogar pérolas a porcos. Falar na prata da casa ou utilizar tantas mais metáforas, parábolas ou outras figuras de estilo com jóias à mistura faz parte do nosso vocabulário quotidiano.
Nunca percebi muito bem porque é que há lojas chamadas joalharias. Dizem que vem de jóia. Tudo bem, acredito. Mas nas joalharias também se fazem broches. Poderiam portanto chamar-se joelharias.
Ouvi dizer que a Holanda vai pagar uma indemnização de milhões por jóias portuguesas roubadas numa exposição. A Yolanda, uma amiga minha, por causa de um broche (partiu a obra com uma dentada), também teve que pagar uma indemnização dos colhões*.
O meu vizinho do oitavo esquerdo anda doido com o novo arranjinho dele. Um dia destes, encontrámo-nos na Praça de Espanha, na paragem de autocarro para o Miratejo. Como quem não quer a coisa, cumprimentou-me e apresentou-me a namorada. Bem vistas as coisas, comparada com a mulher dele achei este engate um verdadeiro broche!
Naqueles pop ups que são useiros e vezeiros em aparecer sempre que navego fui dar a uma sex shop virtual. Apregoavam anéis para retardar a ejaculação. Podiam-se fazer encomendas à medida e à vontade do cliente. Encomendei um em pérolas de cultura. Que rico pénis ou que pénis rico that’s the question.
No café, onde escutamos conversas que não queremos, ouvi uma moça comentando para outra “a Jamila tem um piercing no umbigo. Um brilhante que deve ter custado um dinheirão”. A outra respondeu “os gajos são ricos, o marido tem um corno de ouro ao pescoço”. Eu pensei “que local original para ter cornos”.
* Expressão que em gíria popular quer dizer enorme.
domingo, abril 03, 2005
sexta-feira, abril 01, 2005
698. Lunch Time Blog
O meu amigo Artur é um grande sacana. Todos os anos, no dia 1º de Abril me convida para almoçar. E todos os anos, no dia 1º de Abril, me oferece um daqueles almoços que um gajo até tem vergonha de contar, para não parecer gabarola. Então, desde que sabe que eu tenho um blog, onde descrevo (ou descrevia) as comezainas, ainda mais se requintou na sua sacanice. Hoje, uma vez mais, sem surpresa da minha parte, telefonou-me e disse-me: “oh pá não te atrases, é na Cabrinha, à uma”. Quando cheguei ele já lá estava, acompanhado de duas gajas à minha espera. Quer dizer, dois aviões. Pensei logo que fora má ideia, porque com a barriga cheia a gente (quer dizer eu) tem muito medinho. Depois chegou uma travessa de amêijoa de pesca submarina, um prato de camarão de espinho, uns percebes de Cabo Verde. Uma lagosta termidor, uma garrafa (no final contamos 3), de Alvarinho, Palácio da Brejoeira, e dois lavagantes grelhados. Os aviões ligaram o turbo. A comida foi desaparecendo como que por magia. Eu sei que a Maria não gosta do meu blog e, portanto, não o lê. Logo, mais à tarde quando eu lhe disser que vou fazer serão, ela vai acreditar. Espero ter combustível, jet-gasoline que é como costuma dizer o meu vizinho do oitavo esquerdo, para pôr a trabalhar o motor.
PS.1 Ele há gajos que comem jaquinzinhos ao almoço e depois, como é 1º de Abril, vêem com tangas destas para o blog, a pensar que alguém acredita.
PS.2 Mariazinha, meu amor, aquilo dos aviões é treta. Bom, mas pelo sim pelo não, prepara-te que hoje temos serão aqui no escritório.
O meu amigo Artur é um grande sacana. Todos os anos, no dia 1º de Abril me convida para almoçar. E todos os anos, no dia 1º de Abril, me oferece um daqueles almoços que um gajo até tem vergonha de contar, para não parecer gabarola. Então, desde que sabe que eu tenho um blog, onde descrevo (ou descrevia) as comezainas, ainda mais se requintou na sua sacanice. Hoje, uma vez mais, sem surpresa da minha parte, telefonou-me e disse-me: “oh pá não te atrases, é na Cabrinha, à uma”. Quando cheguei ele já lá estava, acompanhado de duas gajas à minha espera. Quer dizer, dois aviões. Pensei logo que fora má ideia, porque com a barriga cheia a gente (quer dizer eu) tem muito medinho. Depois chegou uma travessa de amêijoa de pesca submarina, um prato de camarão de espinho, uns percebes de Cabo Verde. Uma lagosta termidor, uma garrafa (no final contamos 3), de Alvarinho, Palácio da Brejoeira, e dois lavagantes grelhados. Os aviões ligaram o turbo. A comida foi desaparecendo como que por magia. Eu sei que a Maria não gosta do meu blog e, portanto, não o lê. Logo, mais à tarde quando eu lhe disser que vou fazer serão, ela vai acreditar. Espero ter combustível, jet-gasoline que é como costuma dizer o meu vizinho do oitavo esquerdo, para pôr a trabalhar o motor.
PS.1 Ele há gajos que comem jaquinzinhos ao almoço e depois, como é 1º de Abril, vêem com tangas destas para o blog, a pensar que alguém acredita.
PS.2 Mariazinha, meu amor, aquilo dos aviões é treta. Bom, mas pelo sim pelo não, prepara-te que hoje temos serão aqui no escritório.
quinta-feira, março 31, 2005
697. Opiniões sobre os outros. A minha foice também entra na tua ceara.
Eu também li o post da Papoila. Eu não li o blog / post a que ela se refere. A Catarina, pelos vistos, conhecia o outro blog e portanto concorda com a Papoila. Eu li os comentários que fizeram no blog da Catarina. Alguns chamaram agressivo ao post da Papoila. Pois bem, para mim não é agressivo nem deixa de o ser. Talvez eu tivesse uma opinião diferente se conhecesse o blog subentendido no post da Papoila. Mas assim, tout court, parece-me o post da Papoila um post de muito bom senso.
PS. Só uma pequena questão, minha cara Papoila, esperando que não me leve a mal. Como defensora dos direitos das crianças, como me parece ser, tendo em conta que considera que a vontade das crianças até determinada idade, não é mais do que a vontade dos pais e para sua (delas, crianças) própria protecção espero que não mande baptizar a sua criança antes que ela o decida. Pode considerar foice em ceara alheia; a mim parece-me bom senso.
Eu também li o post da Papoila. Eu não li o blog / post a que ela se refere. A Catarina, pelos vistos, conhecia o outro blog e portanto concorda com a Papoila. Eu li os comentários que fizeram no blog da Catarina. Alguns chamaram agressivo ao post da Papoila. Pois bem, para mim não é agressivo nem deixa de o ser. Talvez eu tivesse uma opinião diferente se conhecesse o blog subentendido no post da Papoila. Mas assim, tout court, parece-me o post da Papoila um post de muito bom senso.
PS. Só uma pequena questão, minha cara Papoila, esperando que não me leve a mal. Como defensora dos direitos das crianças, como me parece ser, tendo em conta que considera que a vontade das crianças até determinada idade, não é mais do que a vontade dos pais e para sua (delas, crianças) própria protecção espero que não mande baptizar a sua criança antes que ela o decida. Pode considerar foice em ceara alheia; a mim parece-me bom senso.
quarta-feira, março 30, 2005
696. Um país muito giro
O meu vizinho do oitavo esquerdo fuma sempre à janela. Quando vejo voar uma prisca por cima da minha cabeça já sei que ele acabou de espetar mais um prego no seu caixão. Inevitavelmente a beata faz um voo de oito andares indo-se estatelar no passeio da praceta.
O meu vizinho do oitavo esquerdo sempre achou que era melhor que o Figo. Quando o Rubenzinho (que ideia é essa de chamares Ruben ao teu puto, pá?), lhe dá o pacote do Bolicao, à saída do café, todos os sábados de manhã, para o pai deitar no lixo, o meu vizinho faz dele uma bola de papel, e depois, com dois toques de joelho e biqueirada ou com um toque de calcanhar, mostra as suas habilidades ao miúdo.
Resolvi comentar com ele as alterações ao código da estrada e à proibição de mandar o cigarro pela janela; ou o pacote do Bolicao. Por estas e por outras é que ele nunca tirou a carta. Ninguém o chateia se o fizer da janela da sala.
PS. Sem ironia, não percebo nada de leis. Não sei se as multas para quem atira uma beata pela janela do carro ou pela janela da sala de estar são equivalentes. Quem souber que me esclareça. Agradeço.
O meu vizinho do oitavo esquerdo fuma sempre à janela. Quando vejo voar uma prisca por cima da minha cabeça já sei que ele acabou de espetar mais um prego no seu caixão. Inevitavelmente a beata faz um voo de oito andares indo-se estatelar no passeio da praceta.
O meu vizinho do oitavo esquerdo sempre achou que era melhor que o Figo. Quando o Rubenzinho (que ideia é essa de chamares Ruben ao teu puto, pá?), lhe dá o pacote do Bolicao, à saída do café, todos os sábados de manhã, para o pai deitar no lixo, o meu vizinho faz dele uma bola de papel, e depois, com dois toques de joelho e biqueirada ou com um toque de calcanhar, mostra as suas habilidades ao miúdo.
Resolvi comentar com ele as alterações ao código da estrada e à proibição de mandar o cigarro pela janela; ou o pacote do Bolicao. Por estas e por outras é que ele nunca tirou a carta. Ninguém o chateia se o fizer da janela da sala.
PS. Sem ironia, não percebo nada de leis. Não sei se as multas para quem atira uma beata pela janela do carro ou pela janela da sala de estar são equivalentes. Quem souber que me esclareça. Agradeço.
terça-feira, março 29, 2005
695. Um país muito giro
Hoje, eram sete e meia da manhã, passei em Almada em frente à CGD. Perfilavam-se 3 pessoas à porta numa espécie de bicha, embora em amena cavaqueira. Como quem não quer a coisa perguntei a que horas abriria o banco. Expedito, um senhor dos seus 60 anos respondeu-me imediatamente que seria às 8h30. Pensei com os meus botões (devia ter pensado isto no outro blog), que aquelas alminhas ainda ficariam ali, sob ameaça de chuvisco, mais cerca de uma hora. Pensei e perguntei: - Porque é que vêm para aqui tão cedo?
- Oh meu caro senhor, você não deve estar nada habituado a vir à Caixa. Se a gente não vier cedinho perdemos quase uma hora na bicha até sermos atendidos.
Pois, está bem, pensei de novo e segui caminho.
Hoje, eram sete e meia da manhã, passei em Almada em frente à CGD. Perfilavam-se 3 pessoas à porta numa espécie de bicha, embora em amena cavaqueira. Como quem não quer a coisa perguntei a que horas abriria o banco. Expedito, um senhor dos seus 60 anos respondeu-me imediatamente que seria às 8h30. Pensei com os meus botões (devia ter pensado isto no outro blog), que aquelas alminhas ainda ficariam ali, sob ameaça de chuvisco, mais cerca de uma hora. Pensei e perguntei: - Porque é que vêm para aqui tão cedo?
- Oh meu caro senhor, você não deve estar nada habituado a vir à Caixa. Se a gente não vier cedinho perdemos quase uma hora na bicha até sermos atendidos.
Pois, está bem, pensei de novo e segui caminho.
segunda-feira, março 28, 2005
sexta-feira, março 25, 2005
693. Desejos
Eu venho aqui apenas para vos dizer que fico feliz de que tenham tido uma boa Páscoa e umas mini-férias aprazíveis. E porque é que eu vos digo isto numa sexta-feira santa? Porque vós leitoras amigas e leitores amigos estais todos de férias e só aqui vindes na segunda-feira.
PS. Eu, sem férias, como inerência à minha profissão de desempregado compulsivo.
Eu venho aqui apenas para vos dizer que fico feliz de que tenham tido uma boa Páscoa e umas mini-férias aprazíveis. E porque é que eu vos digo isto numa sexta-feira santa? Porque vós leitoras amigas e leitores amigos estais todos de férias e só aqui vindes na segunda-feira.
PS. Eu, sem férias, como inerência à minha profissão de desempregado compulsivo.
quarta-feira, março 23, 2005
quarta-feira, março 16, 2005
691. Perfeito
Não comentei ali porque um comentário deve ser ligeiro para que não se torne mais importante do que o post e, talvez, porque o que eu queria mesmo era escrever um texto. E “postálo” ou “postá tracinho lo”.
Não tenho um babyblog, mas sou o exemplo do pai perfeito. E porque é que não tenho um baby blog? Porque já não tenho babies. E porque é que sou um pai perfeito? Porque sou pai e porque sou perfeito.
Feitos os esclarecimentos, vamos ao post. (esta frase é um plágio a ela mesmo)
A primeira vez que mudei a fralda à Anita, a Zé quando chegou a casa encontrou a miúda cagada até ao pescoço. Sou perfeito? Pois sou, um perfeito nabo a mudar fraldas e uma perfeita cagada a confirmar que perfeito e perfeita andam sempre de mãos dadas.
Contesto a afirmação da Catarina em que nos tornamos especialistas em carrinhos e papinhas. E a minha contestação assenta fundamentalmente nos diminutivos. Tive de tirar a carta de condução, para levar os putos de um lado para o outro e, embora não especialista, tive de começar a perceber alguma coisa de carros. Tinha de rezar para não ter de ser eu a mudar a fralda pelo que também tive de perceber alguma coisa de Papas. Tornei-me um pai melhor, mais sabedor e cada vez mais perfeito.
Quanto ao falar de outras mães, ai não que não temos o direito. Ainda hoje falo. Claro que a Zé não sabe que eu falo, mas a mãe do puto do 7º Esquerdo é boa como o milho. Um dia destes vou-me oferecer para lhe ir mudar a fralda. Ao puto? Perguntam vocês. E eu respondo: Ninguém é perfeito!
“Não gosto de sentenças, verdades absolutas, postas de pescada e juízos feitos com base numa suposta perfeição que não existe.
Paciência se não gostarem de ler este post.”
Isso dizes tu! Olha para mim, eu aqui absolutamente verdadeiro, com post que parece um arroto a pescada de rabo na boca e perfeito até dizer chega.
Se não gostaste do comentário, paciência! (novo plágio, excuse me baby).
Não comentei ali porque um comentário deve ser ligeiro para que não se torne mais importante do que o post e, talvez, porque o que eu queria mesmo era escrever um texto. E “postálo” ou “postá tracinho lo”.
Não tenho um babyblog, mas sou o exemplo do pai perfeito. E porque é que não tenho um baby blog? Porque já não tenho babies. E porque é que sou um pai perfeito? Porque sou pai e porque sou perfeito.
Feitos os esclarecimentos, vamos ao post. (esta frase é um plágio a ela mesmo)
A primeira vez que mudei a fralda à Anita, a Zé quando chegou a casa encontrou a miúda cagada até ao pescoço. Sou perfeito? Pois sou, um perfeito nabo a mudar fraldas e uma perfeita cagada a confirmar que perfeito e perfeita andam sempre de mãos dadas.
Contesto a afirmação da Catarina em que nos tornamos especialistas em carrinhos e papinhas. E a minha contestação assenta fundamentalmente nos diminutivos. Tive de tirar a carta de condução, para levar os putos de um lado para o outro e, embora não especialista, tive de começar a perceber alguma coisa de carros. Tinha de rezar para não ter de ser eu a mudar a fralda pelo que também tive de perceber alguma coisa de Papas. Tornei-me um pai melhor, mais sabedor e cada vez mais perfeito.
Quanto ao falar de outras mães, ai não que não temos o direito. Ainda hoje falo. Claro que a Zé não sabe que eu falo, mas a mãe do puto do 7º Esquerdo é boa como o milho. Um dia destes vou-me oferecer para lhe ir mudar a fralda. Ao puto? Perguntam vocês. E eu respondo: Ninguém é perfeito!
“Não gosto de sentenças, verdades absolutas, postas de pescada e juízos feitos com base numa suposta perfeição que não existe.
Paciência se não gostarem de ler este post.”
Isso dizes tu! Olha para mim, eu aqui absolutamente verdadeiro, com post que parece um arroto a pescada de rabo na boca e perfeito até dizer chega.
Se não gostaste do comentário, paciência! (novo plágio, excuse me baby).
quinta-feira, março 10, 2005
690. Continuação
1. A cura do sono continua;
2. O Schubert e a Yasmin continuam a dar-se lindamente;
3. Eu continuo a não dispensar o cozido à portuguesa à 5ª feira;
4. O meu amigo dono da Cabrinha II, apesar de lagartácio, continua a falar apenas do Benfica;
5. Este blog continua a não apresentar um texto de jeito.
1. A cura do sono continua;
2. O Schubert e a Yasmin continuam a dar-se lindamente;
3. Eu continuo a não dispensar o cozido à portuguesa à 5ª feira;
4. O meu amigo dono da Cabrinha II, apesar de lagartácio, continua a falar apenas do Benfica;
5. Este blog continua a não apresentar um texto de jeito.
terça-feira, março 08, 2005
689. Cuidado com o que escrevem na caixa de comentários aí em baixo.
Imaginemos que eu não goste de um post que leia num qualquer blog. Imaginemos que por via disso tenha vontade de expressar ao seu autor de que não gostei. Imaginemos que para dizer que não gostei eu tenha de rebater a ideia expressa. Imaginemos que para rebater a ideia expressa eu tenha que dizer algo que não caia bem ao autor. Imaginemos que o autor ao ler algo que não lhe tenha caído bem considere que o comentário não tem nível para figurar no conjunto dos comentários emitidos ao seu post. Imaginemos que o autor seja umbiguista, narcisista ou tenha outros qualificativos quaisquer para o seu ego que considere que criticar um texto seu é ter baixo nível. Imaginemos que por via disso o autor do post decide apagar o comentário que lhe é feito. Vai para a cama, com um sorriso de orelha a orelha, contar para a almofada: “hoje fui o maior; tenho um post cheiinho de elogios; se não acreditas vai lá ler os comentários” E depois adormece com os anjos.
Hoje fui visitar um blog através de uma estranha lista de destaques que existe no weblog.com.pt. Quando me preparava para fazer um comentário (por acaso até elogioso para o post que li, mas isso agora não interessa nada), li um aviso em que o(s) autor(es) intimavam os comentaristas a terem alto nível. Com esta pérola de entremeada
cito
“…É censura? Se estiver a pensar em censura como acto de condenação, crítica, reprovação, repreensão ou admoestação pelo baixo nível da observação em questão, então, sim: é censura.”
Fim de citação
Obviamente não comentei.
Imaginemos que eu não goste de um post que leia num qualquer blog. Imaginemos que por via disso tenha vontade de expressar ao seu autor de que não gostei. Imaginemos que para dizer que não gostei eu tenha de rebater a ideia expressa. Imaginemos que para rebater a ideia expressa eu tenha que dizer algo que não caia bem ao autor. Imaginemos que o autor ao ler algo que não lhe tenha caído bem considere que o comentário não tem nível para figurar no conjunto dos comentários emitidos ao seu post. Imaginemos que o autor seja umbiguista, narcisista ou tenha outros qualificativos quaisquer para o seu ego que considere que criticar um texto seu é ter baixo nível. Imaginemos que por via disso o autor do post decide apagar o comentário que lhe é feito. Vai para a cama, com um sorriso de orelha a orelha, contar para a almofada: “hoje fui o maior; tenho um post cheiinho de elogios; se não acreditas vai lá ler os comentários” E depois adormece com os anjos.
Hoje fui visitar um blog através de uma estranha lista de destaques que existe no weblog.com.pt. Quando me preparava para fazer um comentário (por acaso até elogioso para o post que li, mas isso agora não interessa nada), li um aviso em que o(s) autor(es) intimavam os comentaristas a terem alto nível. Com esta pérola de entremeada
cito
“…É censura? Se estiver a pensar em censura como acto de condenação, crítica, reprovação, repreensão ou admoestação pelo baixo nível da observação em questão, então, sim: é censura.”
Fim de citação
Obviamente não comentei.
688. Erotic Time Blog
O Portas mandou tirar a fotografia do Freitas da galeria dos artistas do CDS. O Bush mandou tirar as estátuas do Sadam dos pedestais de Bgadad. Parece que o Yeltsin também mandou fazer o mesmo aos bustos do Lenin. No outro dia um amigo meu quando soube que mulher lhe andava a por os cornos mandou-a para a mãe dela com uma mala cheia de molduras. Cá para mim estes gajos que fazem estas merdas são uns gajos fodidos.
O Portas mandou tirar a fotografia do Freitas da galeria dos artistas do CDS. O Bush mandou tirar as estátuas do Sadam dos pedestais de Bgadad. Parece que o Yeltsin também mandou fazer o mesmo aos bustos do Lenin. No outro dia um amigo meu quando soube que mulher lhe andava a por os cornos mandou-a para a mãe dela com uma mala cheia de molduras. Cá para mim estes gajos que fazem estas merdas são uns gajos fodidos.
segunda-feira, março 07, 2005
687. Penis Time Blog
Eu sei que sou um bocado "abifalhado" no que carnalmente concerne. Porra, a frase saiu boa mas carece explicação. Abifalhado não significa um falhado quando dou uma cantada (né meu irmão?) às bifas, não tampouco que só como bife rijo como cornos. Nada disso, como vós minhas amigas leitoras e meu amigos leitores bem sabeis. Sou abifalhado porque o lombo é imprescindível e uma vazia (desde que não seja a carteira) é irrejeitável. Pronto, explicada que foi a coisa, escrevi PreDatado na janelinha e o adivinhem... o Meu Penis Name é, nem mais nem menos que, um tal Beefy qualquer coisa. Não sei quem é o gajo, mas também deve ser abifalhado.
Este teste teve origem aqui, na minha amiga tete, a vendedora de chapéus.
PS: Beefy também poderia ser numa tradução abusiva a "Abelha Fy"; mas para abelhas já me chega a Maia. A não ser que queiram que eu disserte sobre o mel.
Eu sei que sou um bocado "abifalhado" no que carnalmente concerne. Porra, a frase saiu boa mas carece explicação. Abifalhado não significa um falhado quando dou uma cantada (né meu irmão?) às bifas, não tampouco que só como bife rijo como cornos. Nada disso, como vós minhas amigas leitoras e meu amigos leitores bem sabeis. Sou abifalhado porque o lombo é imprescindível e uma vazia (desde que não seja a carteira) é irrejeitável. Pronto, explicada que foi a coisa, escrevi PreDatado na janelinha e o adivinhem... o Meu Penis Name é, nem mais nem menos que, um tal Beefy qualquer coisa. Não sei quem é o gajo, mas também deve ser abifalhado.
| Your Penis Name is: Beefy McManstick |
Este teste teve origem aqui, na minha amiga tete, a vendedora de chapéus.
PS: Beefy também poderia ser numa tradução abusiva a "Abelha Fy"; mas para abelhas já me chega a Maia. A não ser que queiram que eu disserte sobre o mel.
sexta-feira, março 04, 2005
686. 16:9
Andava há anos para comprar uma televisão 16:9, mas efectivamente não estou muito satisfeito por o ter feito. As emissões, quase todas em 4:3, acabam distorcidas alargando e atarracando. Ver dar um pontapé de saída numa bola de futebol como se esta fosse de rugby não tem jeito nenhum. Em contrapartida a Jennifer Lopez tem cá umas ancas que nem vos conto, embora coitada não tenha altura para modelo. Hoje a 16:9 pregou-me um grande susto. Por vias do Euro-milhões “zappinguei” para a TVI, onde ainda passava o Jornal Nacional. A boca da apresentadora ocupava toda a largura do écran.
Andava há anos para comprar uma televisão 16:9, mas efectivamente não estou muito satisfeito por o ter feito. As emissões, quase todas em 4:3, acabam distorcidas alargando e atarracando. Ver dar um pontapé de saída numa bola de futebol como se esta fosse de rugby não tem jeito nenhum. Em contrapartida a Jennifer Lopez tem cá umas ancas que nem vos conto, embora coitada não tenha altura para modelo. Hoje a 16:9 pregou-me um grande susto. Por vias do Euro-milhões “zappinguei” para a TVI, onde ainda passava o Jornal Nacional. A boca da apresentadora ocupava toda a largura do écran.
domingo, fevereiro 27, 2005
685. O Bosque
Hoje há um blog que faz um ano. Um blog que me acostumei a ler pelo espírito. A Robina consegue descobrir curiosidades bizarras e comentá-las de uma forma airosa e engraçada. Quase sempre com uma pontinha de malandrice, umas vezes provocando-me sorrisos, outras arrancando-me uma gargalhada. Sabe-me sempre bem visitá-la. Parabéns.
Hoje há um blog que faz um ano. Um blog que me acostumei a ler pelo espírito. A Robina consegue descobrir curiosidades bizarras e comentá-las de uma forma airosa e engraçada. Quase sempre com uma pontinha de malandrice, umas vezes provocando-me sorrisos, outras arrancando-me uma gargalhada. Sabe-me sempre bem visitá-la. Parabéns.
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
684. Um post erótico
Ainda não percebi a corrente, de onde partiu e onde vai chegar. Costumo ler o blog da Catarina e já vi mais do que uma ver a referência a um post erótico.
Sempre que se fala numa história erótica lembro-me do John the Kid. John the Kid era um dos mais temidos pistoleiros do farwest. Falar no seu nome era caganeira certa. Se alguém, alguma vez entrasse num saloon e dissesse algo do tipo “consta que chega amanhã John the Kid” a cidade transformava-se num deserto em menos de 5 minutos. Durante dois dias ninguém saía à rua. Apenas se ouvia o vento e se via a poeira nas ruas, não bastas vezes arrastando arbustos pela dita fora. As escolas fechavam, as lojas não abriam, só os postigos entreabertos davam para ver, de vez em quando, um par de olhos espreitando a chegada de alguém. O terror instalava-se. Mas no meio do quase silêncio uma casa permanecia aberta, uma luz ténue espreitava da porta, um piano desafinado tentava transmitir algumas notas algures importadas da Europa. E porque é que esta casa se mantinha aberta, podereis vós estar a pergunta-vos neste momento. Era o hotel-bar de Miss Persival uma americana de segunda geração, cuja mãe, italiana de origem, morrera de parto. Criada com o pai, garimpeiro e bêbedo crónico, não tivera uma educação esmerada mas tivera olhos para a vida. Tornara-se rameira e na época, cinquentona, era proprietária do Persival’s Resort o único hotel ‘com todo o serviço incluído’ da cidade. E sendo o único que poderia fornecer um serviço tão completo não tinha receio de John the Kid. Ele, onde quer que chegasse, fodia tudo!
Ainda não percebi a corrente, de onde partiu e onde vai chegar. Costumo ler o blog da Catarina e já vi mais do que uma ver a referência a um post erótico.
Sempre que se fala numa história erótica lembro-me do John the Kid. John the Kid era um dos mais temidos pistoleiros do farwest. Falar no seu nome era caganeira certa. Se alguém, alguma vez entrasse num saloon e dissesse algo do tipo “consta que chega amanhã John the Kid” a cidade transformava-se num deserto em menos de 5 minutos. Durante dois dias ninguém saía à rua. Apenas se ouvia o vento e se via a poeira nas ruas, não bastas vezes arrastando arbustos pela dita fora. As escolas fechavam, as lojas não abriam, só os postigos entreabertos davam para ver, de vez em quando, um par de olhos espreitando a chegada de alguém. O terror instalava-se. Mas no meio do quase silêncio uma casa permanecia aberta, uma luz ténue espreitava da porta, um piano desafinado tentava transmitir algumas notas algures importadas da Europa. E porque é que esta casa se mantinha aberta, podereis vós estar a pergunta-vos neste momento. Era o hotel-bar de Miss Persival uma americana de segunda geração, cuja mãe, italiana de origem, morrera de parto. Criada com o pai, garimpeiro e bêbedo crónico, não tivera uma educação esmerada mas tivera olhos para a vida. Tornara-se rameira e na época, cinquentona, era proprietária do Persival’s Resort o único hotel ‘com todo o serviço incluído’ da cidade. E sendo o único que poderia fornecer um serviço tão completo não tinha receio de John the Kid. Ele, onde quer que chegasse, fodia tudo!
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