794. Um orgulho diferente
Este blog está a pouco mais de um mês de fazer 2 anos. Há blogs bons, muito bons na blogosfera que dá gosto lê-los. Não duvido que o número de visitas que esses blogs obtêm é directamente proporcional à sua qualidade. Por outro lado, teremos blogs que pelo seu mediatismo têm visitas fetiche, têm visitas sebem ou têm truques (que bem os conheço) de multiplicação dos pães. Mas esses não me aquecem nem me arrefecem. Aos outros, aos bons blogs que têm 5, 10 ou 15 mil visitas por dia, só tenho que, sincera e humildemente, dar os meus parabéns pela sua contribuição para o conhecimento que nos fazem adquirir, alegria/boa disposição que nos proporcionam ou informação suplementar que nos transmitem. Mas, para dar continuidade ao que ía dizer quando comecei, notei agora que o meu blog teve (já!?) 30.000 visitas. Rir-se-ão, de escárnio, alguns quando o souberem, mas não se rirão, com certeza pelos mesmos motivos (quiçá de satisfação) os que lerem este texto. Porque todos os que aqui vieram (e vêm) e, contribuíram para este – escasso – número, são as minhas amigas, os meus amigos, os que de mim gostam e aqueles leitores de quem eu gosto. É para vocês que escrevo e é a vocês que devo o facto de sempre que posso vir aqui escrever. Bem hajam!
quinta-feira, setembro 08, 2005
terça-feira, setembro 06, 2005
793. Ainda férias. Com saudade.
Tal como vos prometi, algumas páginas (extractos) do meu diário de férias.
15 de Agosto – Hoje partimos para férias. Como sempre saímos de casa a horas decentes (as indecentes são aquelas que não se podem contar). 20:00 horas da madrugada, quase que hoje já era amanhã (…) Fiz a minha estreia oficial do colete reflector. A meio do caminho a Yasmin sentiu-se mal e borrou-se toda. Paragem forçada na berma para limpeza e pausa anti-stress para os gatos. Quem também teve de parar à beira da estrada, segundo a Antena 1, foi um ex-primeiro ministro com avaria no carro. Não disseram o nome e também não disseram se tinha vestido o colete reflector. 17 de Agosto – Vieram o Carlos e a Paula e o João e Pedro. Vieram também o Álvaro e a São, mais a Inês e o Ricardo. Eu, o JP, a Maria e o Capote e a Alice e a Márcia e a Ângela já cá estávamos. A Anita não pode vir porque estava na Irlanda mas foi a primeira a telefonar poucos segundos passavam da meia-noite. A festa foi bonita e consegui apagar as 50 velas de um só fôlego. Já ando a treinar as 100. Como não é todos os dias que se fazem 50 anos abusei do champanhe. Salut! PS. Não havia nomes repetidos, embora o JP se chame João Pedro dá para fazer a distinção. Começo a ter gente para escrever uma telenovela onde, não sei se já deram conta, nos 50 personagens não há nomes iguais. 20 de Agosto – Nada de especial que me inspire a escrever. Nem sequer o jogo do Benfica. Nos telejornais nada de especial. Todos iguais com incêndios, Papa e futebol. A propósito de Papa fiquei a pensar que o melhor teria sido que viesse a Portugal em vez da Alemanha. Pelo sim pelo não poderia ser que um milagresito evitasse a saga dos fogos. Não sei se sabe, Sua Eminência, mas este País só lá vai com milagres. 23 de Agosto – Um dia sem particularidades. A História pode-se escrever todos os dias, mas há dias sem histórias (vejam a diferença do agá). Minto, os frangos do Ricardo já são História, mas isso são outras estórias (sem agá). 24 de Agosto. Uma imperial por 1,25 € num bar de praia no Algarve. (…) Um dia escreverei o que penso sobre a tão propalada quebra no turismo nacional (seguem-se entre outras considerações uma série de palavrões que não são reproduzíveis). 26 de Agosto – (… com referência ao casamento do Jorge), (outros …). Dei uma voltinha nos blogs e nos e-mails. A quem me enviou os parabéns pelo meu aniversário tive oportunidade de responder pessoalmente. Mas aproveito a oportunidade para um agradecimento público. Bem hajam amigas e amigos. 30 de Agosto – O céu está lindo. Totalmente estrelado. Amanhã regresso à cidade, onde não há estrelas.
Tal como vos prometi, algumas páginas (extractos) do meu diário de férias.
15 de Agosto – Hoje partimos para férias. Como sempre saímos de casa a horas decentes (as indecentes são aquelas que não se podem contar). 20:00 horas da madrugada, quase que hoje já era amanhã (…) Fiz a minha estreia oficial do colete reflector. A meio do caminho a Yasmin sentiu-se mal e borrou-se toda. Paragem forçada na berma para limpeza e pausa anti-stress para os gatos. Quem também teve de parar à beira da estrada, segundo a Antena 1, foi um ex-primeiro ministro com avaria no carro. Não disseram o nome e também não disseram se tinha vestido o colete reflector. 17 de Agosto – Vieram o Carlos e a Paula e o João e Pedro. Vieram também o Álvaro e a São, mais a Inês e o Ricardo. Eu, o JP, a Maria e o Capote e a Alice e a Márcia e a Ângela já cá estávamos. A Anita não pode vir porque estava na Irlanda mas foi a primeira a telefonar poucos segundos passavam da meia-noite. A festa foi bonita e consegui apagar as 50 velas de um só fôlego. Já ando a treinar as 100. Como não é todos os dias que se fazem 50 anos abusei do champanhe. Salut! PS. Não havia nomes repetidos, embora o JP se chame João Pedro dá para fazer a distinção. Começo a ter gente para escrever uma telenovela onde, não sei se já deram conta, nos 50 personagens não há nomes iguais. 20 de Agosto – Nada de especial que me inspire a escrever. Nem sequer o jogo do Benfica. Nos telejornais nada de especial. Todos iguais com incêndios, Papa e futebol. A propósito de Papa fiquei a pensar que o melhor teria sido que viesse a Portugal em vez da Alemanha. Pelo sim pelo não poderia ser que um milagresito evitasse a saga dos fogos. Não sei se sabe, Sua Eminência, mas este País só lá vai com milagres. 23 de Agosto – Um dia sem particularidades. A História pode-se escrever todos os dias, mas há dias sem histórias (vejam a diferença do agá). Minto, os frangos do Ricardo já são História, mas isso são outras estórias (sem agá). 24 de Agosto. Uma imperial por 1,25 € num bar de praia no Algarve. (…) Um dia escreverei o que penso sobre a tão propalada quebra no turismo nacional (seguem-se entre outras considerações uma série de palavrões que não são reproduzíveis). 26 de Agosto – (… com referência ao casamento do Jorge), (outros …). Dei uma voltinha nos blogs e nos e-mails. A quem me enviou os parabéns pelo meu aniversário tive oportunidade de responder pessoalmente. Mas aproveito a oportunidade para um agradecimento público. Bem hajam amigas e amigos. 30 de Agosto – O céu está lindo. Totalmente estrelado. Amanhã regresso à cidade, onde não há estrelas.
quinta-feira, setembro 01, 2005
792. Sou um tipo envergonhado
E é por isso que quando atravesso a fronteira nunca digo que sou português. E porque é que não digo, perguntam vocês mortos de curiosidade? Imaginem que alguém, sabendo a minha nacionalidade me perguntava:
“Oh Sr. Português, explique-me cá porque razão quando recebe um aviso em casa para levantamento de uma carta registada nos Correios, ainda mais proveniente do estrangeiro, e você se encontra de férias, como quase todo o País (mas isso é outro assunto) e, por consequência, só tem conhecimento do caso 15 dias depois, tardiamente pois os Correios já devolveram a carta registada ao remetente com o argumento que uma Estação de Correios não é um depósito de correspondência e depois você olha para todos os lados e percebe que a mesma Estação, é um armazém/shopping dos mais diversos produtos desde livros a canetas da barbie, de artigos de papelaria a kits de sócio de clubes de futebol, de telemóveis a medalhas e estatuetas…”.
Vejam se não é de um tipo ficar corado de vergonha de não ser capaz de explicar a um estrangeiro uma coisa destas. Pois claro, eles nem sonham que eu sou português para não me embaraçarem com perguntas difíceis.
E é por isso que quando atravesso a fronteira nunca digo que sou português. E porque é que não digo, perguntam vocês mortos de curiosidade? Imaginem que alguém, sabendo a minha nacionalidade me perguntava:
“Oh Sr. Português, explique-me cá porque razão quando recebe um aviso em casa para levantamento de uma carta registada nos Correios, ainda mais proveniente do estrangeiro, e você se encontra de férias, como quase todo o País (mas isso é outro assunto) e, por consequência, só tem conhecimento do caso 15 dias depois, tardiamente pois os Correios já devolveram a carta registada ao remetente com o argumento que uma Estação de Correios não é um depósito de correspondência e depois você olha para todos os lados e percebe que a mesma Estação, é um armazém/shopping dos mais diversos produtos desde livros a canetas da barbie, de artigos de papelaria a kits de sócio de clubes de futebol, de telemóveis a medalhas e estatuetas…”.
Vejam se não é de um tipo ficar corado de vergonha de não ser capaz de explicar a um estrangeiro uma coisa destas. Pois claro, eles nem sonham que eu sou português para não me embaraçarem com perguntas difíceis.
quarta-feira, agosto 31, 2005
791. Terminei as férias
Pois é amigas leitoras e amigos leitores, terminei as férias. A partir de agora estou de novo de férias. Estou com tanta saudades de voltar a trabalhar mas não sei quando é que isso vai acontecer. Vou aqui deixar algumas passagens do meu diário de férias. Só algumas que não têm que saber tudo, ora bem. Além disso têm muito mais com que se entreter, as autárquicas, a liga de futebol, a colocação de professores, as presidenciais, o Manuel Alegre e o Soares e o Cavaco e isso. Parece que terminou a “época” dos fogos. Isto da época dos fogos se não me fizesse chorar far-me-ía perguntar quem ganhou a taça? E se eu fosse funcionário público então até choraria a rir. Este Governo deixa-me tão feliz!!!! A mim que não votei neles mas principalmente aos papalvos que votaram nos gajos e agora já estão a jurar a pés juntos que vão votar nos outros dos quais tinham jurado a pés juntos que nunca mais votavam. A alternância é tão gira. Mas eu sinto-me um mexilhão no meio das rochas. Sejam quais forem eles, ou seja sempre os mesmos em alternância, o fodido sou eu. Mas andando que a vida não está para lamentações. Este país é tão giro. Eu também gostaria de cantar “não quero rasca” mas fazer o quê? São todos rascas. Até já.
Pois é amigas leitoras e amigos leitores, terminei as férias. A partir de agora estou de novo de férias. Estou com tanta saudades de voltar a trabalhar mas não sei quando é que isso vai acontecer. Vou aqui deixar algumas passagens do meu diário de férias. Só algumas que não têm que saber tudo, ora bem. Além disso têm muito mais com que se entreter, as autárquicas, a liga de futebol, a colocação de professores, as presidenciais, o Manuel Alegre e o Soares e o Cavaco e isso. Parece que terminou a “época” dos fogos. Isto da época dos fogos se não me fizesse chorar far-me-ía perguntar quem ganhou a taça? E se eu fosse funcionário público então até choraria a rir. Este Governo deixa-me tão feliz!!!! A mim que não votei neles mas principalmente aos papalvos que votaram nos gajos e agora já estão a jurar a pés juntos que vão votar nos outros dos quais tinham jurado a pés juntos que nunca mais votavam. A alternância é tão gira. Mas eu sinto-me um mexilhão no meio das rochas. Sejam quais forem eles, ou seja sempre os mesmos em alternância, o fodido sou eu. Mas andando que a vida não está para lamentações. Este país é tão giro. Eu também gostaria de cantar “não quero rasca” mas fazer o quê? São todos rascas. Até já.
sexta-feira, agosto 12, 2005
790. Post mais-que-virtual
Andar na rua e escrever o post na mente. Não esquecer o Moleskine mas verificar que o lápis não está no bolso. Preguiça para comprar outro Vamos ver se dá.
Esperas
Tirei a senha de vez ás 10h20m. Fui atendido às 11h10m. No posto médico da caixa no Laranjeiro. Ao balcão de atendimento, devido às férias, apenas uma funcionária. Aparenta os seus 60 anos de idade, bem sei que as aparências iludem, mas não devo estar longe do meu palpite. Será, pela nova lei e em favor da equidade, reformada aos 65 anos. Os utentes que se fodam. Ah é verdade, estava-me a esquecer, consegue utilizar o computar e até tecla com o dedo indicador da mão direita.
Pormenores
Almada tem, e muito bem segundo a minha opinião, parquímetros nas avenidas principais. Mas também tem arrumadores, daqueles com jornal na mão e braço em vaivém. Estacionar nos locais pagos e pagar duas vezes não está nas minhas mais recônditas congeminações. Acabo por preferir os parques subterrâneos um pouco mais caros mas para quem não estaciona mais de uma hora saiem bem mais baratos. Não sei se é assim que a CMA encara a solidariedade, não actuando para que esta pouca-vergonha termine. Pagar o parquímetro e fornecer dinheiro para a droga, como imposto social. Não basta inaugurar, perto das eleições, o Metro e o novo Estádio Municipal. Há que atender a alguns pormenores que ao longo do ano vão enchendo a paciência dos munícipes. No momento da votação há quem não se esqueça.
Turismo
O Concelho de Almada é um Concelho turístico. Desde o “faça férias cá dentro” até aos milhares de forasteiros que invadem as praias da Caparica. E tem um ex-libris monumental, seja-se ou não religioso, goste-se ou não da Cerejeiro-salazarista estátua que é o Cristo-Rei, temos um espaço de miradouro magnífico. Eu pessoalmente tenho excelentes relações com este espaço, mas isso são outros quinhentos. Poderia falar dos campos de golfe, dos Capuchos, da Arrábida fóssil da Costa, das longas praias, muitos quilómetros de S. João à Fonte da Telha, do Parque da Paz lugar de atletas amadores, caminheiros e passeantes de fim-de-semana, de Cacilhas e as suas marisqueiras e do Ginjal. Agora expliquem-me, se souberem, porque é que mais difícil encontrar um postal ilustrado de Almada do que de uma qualquer (sem sentido pejorativo) aldeia do interior?
Relações, ciúme e amor
A Internet serve para tantas, mas tantas coisas que, se calhar, se eu me pusesse a enumerar seria demasiado exaustivo e sempre correria o risco de me esquecer de algo. Mas a interactividade gera comportamentos a que nunca me deu ao trabalho de (me) indagar sobre o tema. Só sei que hoje dei por mim a comprar presentes de aniversário para pessoas que não conheço pessoalmente e a enviar pelo correio para distâncias superiores a 10.000 Kms. Quando contei à Maria ela só me disse: “não exageres, não te esqueças que estás desempregado”. Há coisa mais bonita do que a amizade? Há sim, há o amor. E a eu amo a Maria e ela ama-me também. E nem precisa haver ciúme.
Preguiça
Para os meus queridos leitores e para as minhas queridas leitoras que pensavam que eu me tinha esquecido de “O PreDatado”, informo que é apenas preguiça. Sou incorrigível.
Tabaco
Mais uma vez falhei. Incorrigível e falhado. Foda.-se!
Gatos
Para quem lia o meu Lunch Time Blog, que seria penoso repetir, uma vez que como tudo sem sal e lá se foram os sabores, e estava habituado a que eu falasse do Schubert, quero informar que o Schubert e a sua companheira de há seis meses, Yasmin, estão bem e recomendam-se. O mais chato é quando a Yasmin ás 7 da manhã, apenas por brincadeira e capricho de gata, me morde os dedos dos pés. Quanto a Schubert, aquele gato bébé que vocês conheciam, já não existe. Existe um gato lindo, charmoso, imponente e maravilhoso. Por esta conversa até parece que gosto mais de animais do que de certas pessoas. E é verdade!
Boémia
Não tive pachorra para vos contar, mas esta semana fui para os copos. Ao fim de 25 anos voltei à Trindade. Onde reparei, num desenho de cujo autor não anotei o nome, no retrato daquela figura castiça do alfarrabista que tantas, mas tantas vezes, vi virar garrafas de litro de cerveja. Lembro-me que um dos dias, numa toalha de papel lhe rabisquei um soneto e lhe ofereci. Olhou para mim e, com os olhos mortiços, sorriu. Baixou a cabeça numa vénia, levantou o copo e bebeu como se brindasse. Nesse dia acompanhei-o e bebi à sua saúde. Que, onde quer que hoje more, os anjos lhe sirvam as suas cervejas em taças de cristal da Boémia! De preferência, de litro.
Memória
O Pré (para os amigos), isto é o autor deste modesto blog, completará se os astros lhe forem favoráveis e os Deuses não adormecerem, no próximo dia 17, cinquenta (por extenso para passar despercebido) anos de idade. O V M Alves Fernandes, que é o nome do Pré para quem não gosta de blogs anónimos, tem memória. Aliás, tem idade para ter memória. As crianças não têm memória porque são crianças. Os velhos têm memória porque são velhos. Quem escreve para os jornais e tem audiência não precisa nem de ser velho, nem de ter memória. Precisa estar informado e ser honesto. O João Miguel Tavares, que não sei quem é mas que pela foto parece um puto, deveria ser mais responsável quando hoje no DN critica Miguel Portas sobre os textos que escreveu em relação a Hiroshima. Se João Miguel Tavares conhecesse as opiniões do Presidente Roosevelt sobre as bombas atómicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki “um erro político”, não seria Miguel Portas que ele criticaria. Hoje teria escrito o seu artigo a considerar Roosevelt um perigoso esquerdista a soldo do Bloco de Esquerda. Informe-se meu caro. Nem sequer precisa de ter memória. Basta ser honesto.
Petróleo
Ainda me lembro quando o último governo de Santana Lopes apresentou um orçamento baseado no preço de 38 € por barril de petróleo. Quando criticado pela oposição saltou o Carmo e a Trindade dos analistas económicos de Direita em defesa de Bagão, considerando um orçamento realista. Com o barril do crude a ultrapassar os 70 USD nos mercados internacionais, não há quem enrabe estes arautos do conhecimento económico? Estão todos empregados e alguns dirigem jornais.
Inevitavelmente, escorte
Até um desempregado tem direito a férias. Vou acompanhar a Maria e os garotos nos seus merecidos períodos de férias. Vou de acompanhante, escorte como chamam às putas de luxo já que, pelo facto de me encontrar desempregado faço férias 365 dias por ano. Mereço o castigo de ter de cortar a relva, arranjar o jardim, conduzir a malta à praia, fazer os grelhados, ajudar a lavar a loiça, mudar lâmpadas, levar o lixo ao contentor, aturar as novelas da TVI e da SIC. Afinal não sou assim tão de luxo como isso. Só me vingo quando bato a s minhas sonecas na rede.
Por contar
As minha peripécias com a TV Cabo / Netcabo e com a SAPO/ADSL. Se eu fosse o Moita Flores já teria escrito uma telenovela. Fica para a próxima.
Andar na rua e escrever o post na mente. Não esquecer o Moleskine mas verificar que o lápis não está no bolso. Preguiça para comprar outro Vamos ver se dá.
Esperas
Tirei a senha de vez ás 10h20m. Fui atendido às 11h10m. No posto médico da caixa no Laranjeiro. Ao balcão de atendimento, devido às férias, apenas uma funcionária. Aparenta os seus 60 anos de idade, bem sei que as aparências iludem, mas não devo estar longe do meu palpite. Será, pela nova lei e em favor da equidade, reformada aos 65 anos. Os utentes que se fodam. Ah é verdade, estava-me a esquecer, consegue utilizar o computar e até tecla com o dedo indicador da mão direita.
Pormenores
Almada tem, e muito bem segundo a minha opinião, parquímetros nas avenidas principais. Mas também tem arrumadores, daqueles com jornal na mão e braço em vaivém. Estacionar nos locais pagos e pagar duas vezes não está nas minhas mais recônditas congeminações. Acabo por preferir os parques subterrâneos um pouco mais caros mas para quem não estaciona mais de uma hora saiem bem mais baratos. Não sei se é assim que a CMA encara a solidariedade, não actuando para que esta pouca-vergonha termine. Pagar o parquímetro e fornecer dinheiro para a droga, como imposto social. Não basta inaugurar, perto das eleições, o Metro e o novo Estádio Municipal. Há que atender a alguns pormenores que ao longo do ano vão enchendo a paciência dos munícipes. No momento da votação há quem não se esqueça.
Turismo
O Concelho de Almada é um Concelho turístico. Desde o “faça férias cá dentro” até aos milhares de forasteiros que invadem as praias da Caparica. E tem um ex-libris monumental, seja-se ou não religioso, goste-se ou não da Cerejeiro-salazarista estátua que é o Cristo-Rei, temos um espaço de miradouro magnífico. Eu pessoalmente tenho excelentes relações com este espaço, mas isso são outros quinhentos. Poderia falar dos campos de golfe, dos Capuchos, da Arrábida fóssil da Costa, das longas praias, muitos quilómetros de S. João à Fonte da Telha, do Parque da Paz lugar de atletas amadores, caminheiros e passeantes de fim-de-semana, de Cacilhas e as suas marisqueiras e do Ginjal. Agora expliquem-me, se souberem, porque é que mais difícil encontrar um postal ilustrado de Almada do que de uma qualquer (sem sentido pejorativo) aldeia do interior?
Relações, ciúme e amor
A Internet serve para tantas, mas tantas coisas que, se calhar, se eu me pusesse a enumerar seria demasiado exaustivo e sempre correria o risco de me esquecer de algo. Mas a interactividade gera comportamentos a que nunca me deu ao trabalho de (me) indagar sobre o tema. Só sei que hoje dei por mim a comprar presentes de aniversário para pessoas que não conheço pessoalmente e a enviar pelo correio para distâncias superiores a 10.000 Kms. Quando contei à Maria ela só me disse: “não exageres, não te esqueças que estás desempregado”. Há coisa mais bonita do que a amizade? Há sim, há o amor. E a eu amo a Maria e ela ama-me também. E nem precisa haver ciúme.
Preguiça
Para os meus queridos leitores e para as minhas queridas leitoras que pensavam que eu me tinha esquecido de “O PreDatado”, informo que é apenas preguiça. Sou incorrigível.
Tabaco
Mais uma vez falhei. Incorrigível e falhado. Foda.-se!
Gatos
Para quem lia o meu Lunch Time Blog, que seria penoso repetir, uma vez que como tudo sem sal e lá se foram os sabores, e estava habituado a que eu falasse do Schubert, quero informar que o Schubert e a sua companheira de há seis meses, Yasmin, estão bem e recomendam-se. O mais chato é quando a Yasmin ás 7 da manhã, apenas por brincadeira e capricho de gata, me morde os dedos dos pés. Quanto a Schubert, aquele gato bébé que vocês conheciam, já não existe. Existe um gato lindo, charmoso, imponente e maravilhoso. Por esta conversa até parece que gosto mais de animais do que de certas pessoas. E é verdade!
Boémia
Não tive pachorra para vos contar, mas esta semana fui para os copos. Ao fim de 25 anos voltei à Trindade. Onde reparei, num desenho de cujo autor não anotei o nome, no retrato daquela figura castiça do alfarrabista que tantas, mas tantas vezes, vi virar garrafas de litro de cerveja. Lembro-me que um dos dias, numa toalha de papel lhe rabisquei um soneto e lhe ofereci. Olhou para mim e, com os olhos mortiços, sorriu. Baixou a cabeça numa vénia, levantou o copo e bebeu como se brindasse. Nesse dia acompanhei-o e bebi à sua saúde. Que, onde quer que hoje more, os anjos lhe sirvam as suas cervejas em taças de cristal da Boémia! De preferência, de litro.
Memória
O Pré (para os amigos), isto é o autor deste modesto blog, completará se os astros lhe forem favoráveis e os Deuses não adormecerem, no próximo dia 17, cinquenta (por extenso para passar despercebido) anos de idade. O V M Alves Fernandes, que é o nome do Pré para quem não gosta de blogs anónimos, tem memória. Aliás, tem idade para ter memória. As crianças não têm memória porque são crianças. Os velhos têm memória porque são velhos. Quem escreve para os jornais e tem audiência não precisa nem de ser velho, nem de ter memória. Precisa estar informado e ser honesto. O João Miguel Tavares, que não sei quem é mas que pela foto parece um puto, deveria ser mais responsável quando hoje no DN critica Miguel Portas sobre os textos que escreveu em relação a Hiroshima. Se João Miguel Tavares conhecesse as opiniões do Presidente Roosevelt sobre as bombas atómicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki “um erro político”, não seria Miguel Portas que ele criticaria. Hoje teria escrito o seu artigo a considerar Roosevelt um perigoso esquerdista a soldo do Bloco de Esquerda. Informe-se meu caro. Nem sequer precisa de ter memória. Basta ser honesto.
Petróleo
Ainda me lembro quando o último governo de Santana Lopes apresentou um orçamento baseado no preço de 38 € por barril de petróleo. Quando criticado pela oposição saltou o Carmo e a Trindade dos analistas económicos de Direita em defesa de Bagão, considerando um orçamento realista. Com o barril do crude a ultrapassar os 70 USD nos mercados internacionais, não há quem enrabe estes arautos do conhecimento económico? Estão todos empregados e alguns dirigem jornais.
Inevitavelmente, escorte
Até um desempregado tem direito a férias. Vou acompanhar a Maria e os garotos nos seus merecidos períodos de férias. Vou de acompanhante, escorte como chamam às putas de luxo já que, pelo facto de me encontrar desempregado faço férias 365 dias por ano. Mereço o castigo de ter de cortar a relva, arranjar o jardim, conduzir a malta à praia, fazer os grelhados, ajudar a lavar a loiça, mudar lâmpadas, levar o lixo ao contentor, aturar as novelas da TVI e da SIC. Afinal não sou assim tão de luxo como isso. Só me vingo quando bato a s minhas sonecas na rede.
Por contar
As minha peripécias com a TV Cabo / Netcabo e com a SAPO/ADSL. Se eu fosse o Moita Flores já teria escrito uma telenovela. Fica para a próxima.
sábado, agosto 06, 2005
sexta-feira, agosto 05, 2005
787. Roubado além-mar
Às vezes, sento numa cadeira de um café
E vejo passar alguém e esse alguém se faz você
E esses olhos de fazer navio, passarola, avião
Transporta-se até onde estás
E você passa discreto suando poesia.
E meus olhos se confluem num ponto imaginário
E a visão se faz tristeza
Porque não é você,
É outra pessoa que passa.
Roubei daqui...
Às vezes, sento numa cadeira de um café
E vejo passar alguém e esse alguém se faz você
E esses olhos de fazer navio, passarola, avião
Transporta-se até onde estás
E você passa discreto suando poesia.
E meus olhos se confluem num ponto imaginário
E a visão se faz tristeza
Porque não é você,
É outra pessoa que passa.
Roubei daqui...
terça-feira, agosto 02, 2005
786. Multiuso, multifunção
Hoje fui a uma Estação de Correios.
Vendem-se Kits de sócio do Benfica;
Vendem-se produtos financeiros;
Fazem-se adesões à rede USO;
Fazem-se carregamentos de telemóveis;
Recebem-se pagamentos de serviços;
Certificam-se fotocópias;
Transfere-se dinheiro via Western Union;
Vendem-se gadgets da Barbie;
Vendem-se livros e até t-shirts;
Vendem-se telemóveis;
Financia-se a compra de máquinas fotográficas.
Ah, é verdade, já me esquecia, também se trata de correspondência.
PS. Fui excelentemente tratado pela balconista.
Hoje fui a uma Estação de Correios.
Vendem-se Kits de sócio do Benfica;
Vendem-se produtos financeiros;
Fazem-se adesões à rede USO;
Fazem-se carregamentos de telemóveis;
Recebem-se pagamentos de serviços;
Certificam-se fotocópias;
Transfere-se dinheiro via Western Union;
Vendem-se gadgets da Barbie;
Vendem-se livros e até t-shirts;
Vendem-se telemóveis;
Financia-se a compra de máquinas fotográficas.
Ah, é verdade, já me esquecia, também se trata de correspondência.
PS. Fui excelentemente tratado pela balconista.
785. Má-língua
Ontem, noticiário das 20:00h, na Antena 1. Notícia de abertura, a intoxicação alimentar em Espanha devido a uma salmonela contida num molho em frangos pré-cozinhados. O jornalista – português – dizia tratar-se de uma salmonela contida numa “salsa” que cobria os frangos.
Há dias na RTPN a jornalista referia-se à “Algéria” e não raro ouvimos dizerem os “Palestinos”.
Será que eles não vêem os próprios programas que fazem sobre o falar bem português?
Ontem, noticiário das 20:00h, na Antena 1. Notícia de abertura, a intoxicação alimentar em Espanha devido a uma salmonela contida num molho em frangos pré-cozinhados. O jornalista – português – dizia tratar-se de uma salmonela contida numa “salsa” que cobria os frangos.
Há dias na RTPN a jornalista referia-se à “Algéria” e não raro ouvimos dizerem os “Palestinos”.
Será que eles não vêem os próprios programas que fazem sobre o falar bem português?
terça-feira, julho 26, 2005
784. Eu também tenho uma palavra
Em relação às presidências. A direita não se preocupou, até agora, na afirmação do seu candidato. As hesitações em relação a Cavaco Silva e deste mesmo, em relação à sua candidatura ou não, têm deixado esta área visivelmente nervosa. Mas mais nervosa não podia ficar, primeiro quando Freitas do Amaral não pôs de parte a hipótese de se candidatar e depois quando Mário Soares quase que declarou estar com um pé na corrida. Sempre achei, na vida política, como um caso mal resolvido as partes se preocuparem mais com o seu antagonista do que com a afirmação da sua área de influência. Eu sou capaz de entender isto a outros níveis. Ainda sou do tempo em que as equipas adversárias se borravam (literalmente) todas quando no Benfica jogava o Eusébio, ou antes ainda, quando no Sporting jogava o Peyroteo. Mas na política?
No entanto, não é exactamente por isto que eu escrevi este texto. Escrevi na sequência de outras opiniões que tenho emitido em relação aos políticos da actualidade. A cultura da tecnocracia, da chamada “competência” na gestão, em que hoje em dia, qualquer que seja a figura de topo nas organizações políticas ou institucionais sabe falar de cátedra no deficit mas não encontra soluções políticas para coisa nenhuma, cria-me um mau estar interno e uma descrença total em relação ao futuro. Aparentemente existe uma classe política. Mas o que é isso? Um grupo de pessoas que à conta de um cartão filial ganham vantagens? Um grupo que faz um tirocínio no Governo ou no Parlamento como ponto de passagem para a direcção de uma Empresa, seja pública ou privada? Um grupo que acumula reformas chorudas de empresas e se dão ao luxo de poder ingressar na política, ou vice-versa? Esta inexistência efectiva de políticos “à maneira” - passe o popularucho da expressão - obriga ao ressuscitar velhos monstros do passado, chamem-se eles Cavacos ou Soares. Já agora porque não também na corrida às presidenciais Raul Rego, Álvaro Cunhal ou Emídio Guerreiro. O quê? Já morreram? E ninguém os substituiu?
Em relação às presidências. A direita não se preocupou, até agora, na afirmação do seu candidato. As hesitações em relação a Cavaco Silva e deste mesmo, em relação à sua candidatura ou não, têm deixado esta área visivelmente nervosa. Mas mais nervosa não podia ficar, primeiro quando Freitas do Amaral não pôs de parte a hipótese de se candidatar e depois quando Mário Soares quase que declarou estar com um pé na corrida. Sempre achei, na vida política, como um caso mal resolvido as partes se preocuparem mais com o seu antagonista do que com a afirmação da sua área de influência. Eu sou capaz de entender isto a outros níveis. Ainda sou do tempo em que as equipas adversárias se borravam (literalmente) todas quando no Benfica jogava o Eusébio, ou antes ainda, quando no Sporting jogava o Peyroteo. Mas na política?
No entanto, não é exactamente por isto que eu escrevi este texto. Escrevi na sequência de outras opiniões que tenho emitido em relação aos políticos da actualidade. A cultura da tecnocracia, da chamada “competência” na gestão, em que hoje em dia, qualquer que seja a figura de topo nas organizações políticas ou institucionais sabe falar de cátedra no deficit mas não encontra soluções políticas para coisa nenhuma, cria-me um mau estar interno e uma descrença total em relação ao futuro. Aparentemente existe uma classe política. Mas o que é isso? Um grupo de pessoas que à conta de um cartão filial ganham vantagens? Um grupo que faz um tirocínio no Governo ou no Parlamento como ponto de passagem para a direcção de uma Empresa, seja pública ou privada? Um grupo que acumula reformas chorudas de empresas e se dão ao luxo de poder ingressar na política, ou vice-versa? Esta inexistência efectiva de políticos “à maneira” - passe o popularucho da expressão - obriga ao ressuscitar velhos monstros do passado, chamem-se eles Cavacos ou Soares. Já agora porque não também na corrida às presidenciais Raul Rego, Álvaro Cunhal ou Emídio Guerreiro. O quê? Já morreram? E ninguém os substituiu?
segunda-feira, julho 25, 2005
783 (En)Fado
Segunda-feira, 17:55h, Almada Fórum. Um tipo chega lá com a intenção de comprar uma meia dúzia de latinhas de guloseimas para os gatos. Vá lá, talvez uma garrafa de vinho para o jantar. De repente, encontra a mulher e a filha às compras. Resolve fazer-lhes companhia. São 20:50 e ainda lá está. Ou comprou todas as latas de comida para gatos existentes no centro comercial, ou reforça a ideia de que ir às compras com uma mulher não faz um homem feliz. Imaginem com duas.
PS. Batam, vá, batam queridas leitoras.
Segunda-feira, 17:55h, Almada Fórum. Um tipo chega lá com a intenção de comprar uma meia dúzia de latinhas de guloseimas para os gatos. Vá lá, talvez uma garrafa de vinho para o jantar. De repente, encontra a mulher e a filha às compras. Resolve fazer-lhes companhia. São 20:50 e ainda lá está. Ou comprou todas as latas de comida para gatos existentes no centro comercial, ou reforça a ideia de que ir às compras com uma mulher não faz um homem feliz. Imaginem com duas.
PS. Batam, vá, batam queridas leitoras.
sábado, julho 23, 2005
782. 2€
Este blog está uma seca. Nem uma comissária europeia lhe valerá.
Ao contrário dos blogs respeitáveis ainda não falou dos atentados de Londres.
Ao contrário dos doutos blogs tipo desportivos ou tipo nunos rogeiros ainda não falou nem da pre-época futebolística, nem da demissão do ministro das finanças, nem dos incêndios que grassam no país, nem do Freitas do Amaral, à presidência, já!, nem do número de vítimas provocadas pela invasão terrorista do Iraque, nem fez reportagem do live8 nem do seu padrinho G8, não descreveu as compras feitas no Salão Erótico.
Isto não é blog que se tenha. E a blogosféria (assim alguma, tipo o Felipe dos musicais) sabe-o e não perdoa, votando este espaço de séria reflexão quase ao abandono o que, diga-se de passagem, tem desesperado o seu autor a modos que a depressão acentua-se dia a dia e se não se for desta também não se irá nunca – estou a referir-me ao abandono das lides.
Mas imperdoável mesmo, é este blog ter desprezado o mais quente e quiçá interessante tema que a blogosfera, à semelhança da comunicação social, das conversas de café, das conversas à mesa de jantar e até nos secretos pensamentos de cada um de nós, de vós e dos que dizem que nunca pensaram nisso(até de rabo sentado na sanita se conjectura) é, escrevia eu, ter desprezado o tema Euromilhões. E depois queres que te leiam, queres. Hás-de ir longe, com esse teu feitio.
PS. Para que não restem dúvidas, também gastei dois euros e acho uma injustiça ter feito um investimento tal e não me ter saído nem o último prémio. E logo eu que já tinha prometido um gelado ao meu sobrinho. Deixa lá lindo, fica para a próxima.
Este blog está uma seca. Nem uma comissária europeia lhe valerá.
Ao contrário dos blogs respeitáveis ainda não falou dos atentados de Londres.
Ao contrário dos doutos blogs tipo desportivos ou tipo nunos rogeiros ainda não falou nem da pre-época futebolística, nem da demissão do ministro das finanças, nem dos incêndios que grassam no país, nem do Freitas do Amaral, à presidência, já!, nem do número de vítimas provocadas pela invasão terrorista do Iraque, nem fez reportagem do live8 nem do seu padrinho G8, não descreveu as compras feitas no Salão Erótico.
Isto não é blog que se tenha. E a blogosféria (assim alguma, tipo o Felipe dos musicais) sabe-o e não perdoa, votando este espaço de séria reflexão quase ao abandono o que, diga-se de passagem, tem desesperado o seu autor a modos que a depressão acentua-se dia a dia e se não se for desta também não se irá nunca – estou a referir-me ao abandono das lides.
Mas imperdoável mesmo, é este blog ter desprezado o mais quente e quiçá interessante tema que a blogosfera, à semelhança da comunicação social, das conversas de café, das conversas à mesa de jantar e até nos secretos pensamentos de cada um de nós, de vós e dos que dizem que nunca pensaram nisso(até de rabo sentado na sanita se conjectura) é, escrevia eu, ter desprezado o tema Euromilhões. E depois queres que te leiam, queres. Hás-de ir longe, com esse teu feitio.
PS. Para que não restem dúvidas, também gastei dois euros e acho uma injustiça ter feito um investimento tal e não me ter saído nem o último prémio. E logo eu que já tinha prometido um gelado ao meu sobrinho. Deixa lá lindo, fica para a próxima.
sexta-feira, julho 22, 2005
quinta-feira, julho 21, 2005
780. Língua de Gato
O Schubert e a Yasmin esperavam-me à chegada. Desta vez não me miaram para lhes dar comida. Deitaram-se no chão à espera de uma festa. Peguei-lhes ao colo e encostaram a cara deles ao meu focinho. Afinal, saudade não é uma palavra exclusiva do Português. Ela também existe na língua de gato.
O Schubert e a Yasmin esperavam-me à chegada. Desta vez não me miaram para lhes dar comida. Deitaram-se no chão à espera de uma festa. Peguei-lhes ao colo e encostaram a cara deles ao meu focinho. Afinal, saudade não é uma palavra exclusiva do Português. Ela também existe na língua de gato.
779. Jeitos
Que era uma perda de tempo fazermos a barba. Noutros tempos havia até quatro barbeiros na aldeia. Os homens não cortavam a barba em casa, iam ao barbeiro. Entre uma chalaça e outra história de vida se passavam duas horas para cortar a barba. Um desperdício. Já o cabelo não. Ele sempre teve jeito para a tisoira. Visse ele tão bem a cabeça atrás como vê à frente, que seria ele quem cortaria o seu. Intigamente, quando o pai tinha mulas era ele que lhes aparava as crinas e lhe ajeitava as caudas. Havia até quem dissesse, que ele se poderia ter tornado tosquiador. E rebanhos de ovelha eram o que não faltava. Ele tinha (e ainda tem) aquele jeito para a tisoira.
Que era uma perda de tempo fazermos a barba. Noutros tempos havia até quatro barbeiros na aldeia. Os homens não cortavam a barba em casa, iam ao barbeiro. Entre uma chalaça e outra história de vida se passavam duas horas para cortar a barba. Um desperdício. Já o cabelo não. Ele sempre teve jeito para a tisoira. Visse ele tão bem a cabeça atrás como vê à frente, que seria ele quem cortaria o seu. Intigamente, quando o pai tinha mulas era ele que lhes aparava as crinas e lhe ajeitava as caudas. Havia até quem dissesse, que ele se poderia ter tornado tosquiador. E rebanhos de ovelha eram o que não faltava. Ele tinha (e ainda tem) aquele jeito para a tisoira.
sábado, julho 16, 2005
778. Pai do Vento
Hoje ouvi o Sr. Ministro da Economia anunciar que vai ser aberto concurso público para o fornecimento de energia eólica. Nem sabem a alegria que este anúncio me deu, não por mim mas por causa de um amigo meu.
Quando este meu amigo casou teve um incidente, quase de mau gosto contar. A mulher dele teve uma falsa gravidez e passados vários meses após a detecção da dita “gravidez” verificou-se que o útero mais não continha do que ar. A malta, sempre no gozo sem se aperceber do drama, chamava-lhe o pai do vento. Ele nem se chateava muito excepto quando alguém lhe pedia o pénis emprestado para encher os pneus do carro. Com o anúncio feito pelo ministro não tenho dúvidas que vai ser ele a ganhar. De caras!
PS. Meu caro L. (inicial fictícia), vais-te vingar. Vais foder os que te xeringavam a cabeça. Nem que seja uma bombada eólica, a vitória já é tua.
Hoje ouvi o Sr. Ministro da Economia anunciar que vai ser aberto concurso público para o fornecimento de energia eólica. Nem sabem a alegria que este anúncio me deu, não por mim mas por causa de um amigo meu.
Quando este meu amigo casou teve um incidente, quase de mau gosto contar. A mulher dele teve uma falsa gravidez e passados vários meses após a detecção da dita “gravidez” verificou-se que o útero mais não continha do que ar. A malta, sempre no gozo sem se aperceber do drama, chamava-lhe o pai do vento. Ele nem se chateava muito excepto quando alguém lhe pedia o pénis emprestado para encher os pneus do carro. Com o anúncio feito pelo ministro não tenho dúvidas que vai ser ele a ganhar. De caras!
PS. Meu caro L. (inicial fictícia), vais-te vingar. Vais foder os que te xeringavam a cabeça. Nem que seja uma bombada eólica, a vitória já é tua.
quinta-feira, julho 14, 2005
777. A proverbial will
Eu hoje estava com vontade de me armar em intelectual e publicar um daqueles posts em inglês, como fazem alguns bloggers de alta cultura. Mas o que acontece é que eu não sei patavina de estrangeiro e socorri-me do Google. Mal comecei, I broke the coconut to laugh. Mas como who porfia bush hunts e como a minha avó me dizia que as many times go cantaro to the source that has one day broken the wing, não desisti. Na verdade não está a sair muito bem ou então é inveja minha dos tais posts. Pois é, the hen of my neighbor is better of the one than mine mas como valley more to break of that to twist e teimosinho sou eu, tendo em conta que the given horse does not look at the tooth, não desisti de usar o tradutor do Google. O pior é que já nem eu mesmo sei o que escrevi antes, mas como the night is good council member talvez deixe para mais tarde a revisão do texto, embora eu saiba que não deva to leave for tomorrow what I can make today, a verdade é que more valley late of that never. Posto isto poderei ficar sujeito a alguns comentários maliciosos mas aviso-vos já que the dirty clothes are washed in house. No entanto bons ou maus até porque the excellent one is enemy of the good one, façam o favor de não ficarem de mãos nos bolsos e escrevam qualquer coisinha. Nunca esqueçam que laziness is the mother of all the vices e para preguiçoso e viciado basto eu. Com isto estou com fome e como empty belly does not know joy, I go there, already I come.
PS. it does not have badly that the time does not cure.
Eu hoje estava com vontade de me armar em intelectual e publicar um daqueles posts em inglês, como fazem alguns bloggers de alta cultura. Mas o que acontece é que eu não sei patavina de estrangeiro e socorri-me do Google. Mal comecei, I broke the coconut to laugh. Mas como who porfia bush hunts e como a minha avó me dizia que as many times go cantaro to the source that has one day broken the wing, não desisti. Na verdade não está a sair muito bem ou então é inveja minha dos tais posts. Pois é, the hen of my neighbor is better of the one than mine mas como valley more to break of that to twist e teimosinho sou eu, tendo em conta que the given horse does not look at the tooth, não desisti de usar o tradutor do Google. O pior é que já nem eu mesmo sei o que escrevi antes, mas como the night is good council member talvez deixe para mais tarde a revisão do texto, embora eu saiba que não deva to leave for tomorrow what I can make today, a verdade é que more valley late of that never. Posto isto poderei ficar sujeito a alguns comentários maliciosos mas aviso-vos já que the dirty clothes are washed in house. No entanto bons ou maus até porque the excellent one is enemy of the good one, façam o favor de não ficarem de mãos nos bolsos e escrevam qualquer coisinha. Nunca esqueçam que laziness is the mother of all the vices e para preguiçoso e viciado basto eu. Com isto estou com fome e como empty belly does not know joy, I go there, already I come.
PS. it does not have badly that the time does not cure.
segunda-feira, julho 11, 2005
776. É lixado
Não me venham com merdas. Ter um blog, é meu e só meu, como se fosse um gelado da Olá, não o criar privado e expô-lo publicamente. Quem quer privado privadíssimo escreve no Word (ou noutra coisa qualquer) protege com password ou fecha o caderninho numa gaveta, com cadeado e tudo. Quando se cria um blog público é para os outros lerem e pronto, ponto final (neste caso parágrafo porque vou continuar).
Então é assim (ai que bem que ficou aqui este então é assim), quem escreve um blog para os outros lerem e além disso tem uma caixinha do “diga de sua justiça” que é como quem diz um espaço para se comentar, gosta de ser lido e gosta de ser comentado. Eu gosto, não o nego e, de vez em quando dá-me para responder um a um tornando o este espaço num espaço aberto de diálogo (viram como evoluí? eu não digo o meu cantinho; isto não é nada meu, é de todos os que por cá passam). Agora, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores – ai meusdeusesdocéu há quanto tempo que eu não me referia a vós desta maneira – esta mania de ter dois blogs, públicos, gostar de os divulgar pois então, e cada vez que deixo um comentário não saber como é que devo assinar, se referenciando aqui o Pré ou ali os Botões é lixado. Mas é que é mesmo lixado.
Não me venham com merdas. Ter um blog, é meu e só meu, como se fosse um gelado da Olá, não o criar privado e expô-lo publicamente. Quem quer privado privadíssimo escreve no Word (ou noutra coisa qualquer) protege com password ou fecha o caderninho numa gaveta, com cadeado e tudo. Quando se cria um blog público é para os outros lerem e pronto, ponto final (neste caso parágrafo porque vou continuar).
Então é assim (ai que bem que ficou aqui este então é assim), quem escreve um blog para os outros lerem e além disso tem uma caixinha do “diga de sua justiça” que é como quem diz um espaço para se comentar, gosta de ser lido e gosta de ser comentado. Eu gosto, não o nego e, de vez em quando dá-me para responder um a um tornando o este espaço num espaço aberto de diálogo (viram como evoluí? eu não digo o meu cantinho; isto não é nada meu, é de todos os que por cá passam). Agora, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores – ai meusdeusesdocéu há quanto tempo que eu não me referia a vós desta maneira – esta mania de ter dois blogs, públicos, gostar de os divulgar pois então, e cada vez que deixo um comentário não saber como é que devo assinar, se referenciando aqui o Pré ou ali os Botões é lixado. Mas é que é mesmo lixado.
775. Dias simples
Mais um fim-de-semana alentejano.
No calor do interior, no silêncio quebrado por pássaros, no descanso da rede (brasileira, pois claro) estendida poste a poste.
As pinturas já terminaram, mas as andorinhas não voltaram ao ninho. Pedia ao pintor que não o destruísse, elas eram uma companhia constante, até que o Sol se punha. Ele assim o fez, mas elas não voltaram.
Joguei para o lixo a mesa de ping-pong. Não foi por causa da ciática mas sim porque se tinha estragado. Qualquer dia compro outra… quando a ciática se for embora.
O programa de redução de nicotina está a resultar. Por enquanto. Até eu estou espantado.
O Benfica ganhou o jogo de preparação na Suiça. Mesmo a feijões gosto que os encarnados ganhem.
O amassador de latinhas já está de novo colocado na parede. E eu amassei algumas. O tempo convidava a umas bejecas.
Este fim-de-semana não fui à Tapada. Acordava da sesta tarde e más horas, já não dava. Troquei a água tépida e azul do lago, pelo queijo de ovelha e pelo salpicão de porco preto.
Hoje, repetindo o que faço há três anos, não vou trabalhar.
Mais um fim-de-semana alentejano.
No calor do interior, no silêncio quebrado por pássaros, no descanso da rede (brasileira, pois claro) estendida poste a poste.
As pinturas já terminaram, mas as andorinhas não voltaram ao ninho. Pedia ao pintor que não o destruísse, elas eram uma companhia constante, até que o Sol se punha. Ele assim o fez, mas elas não voltaram.
Joguei para o lixo a mesa de ping-pong. Não foi por causa da ciática mas sim porque se tinha estragado. Qualquer dia compro outra… quando a ciática se for embora.
O programa de redução de nicotina está a resultar. Por enquanto. Até eu estou espantado.
O Benfica ganhou o jogo de preparação na Suiça. Mesmo a feijões gosto que os encarnados ganhem.
O amassador de latinhas já está de novo colocado na parede. E eu amassei algumas. O tempo convidava a umas bejecas.
Este fim-de-semana não fui à Tapada. Acordava da sesta tarde e más horas, já não dava. Troquei a água tépida e azul do lago, pelo queijo de ovelha e pelo salpicão de porco preto.
Hoje, repetindo o que faço há três anos, não vou trabalhar.
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