quarta-feira, novembro 16, 2005

844. Macaquinho de imitação (I)

A partir de hoje e durante alguns dias vou vestir a pele de alguns dos bloggers que mais gosto. Não lhes pedi autorização mas também não lhes vou plagiar os posts; apenas vou tentar fazer imitação. Tenho a certeza que não se vão ofender, mas se for caso disso, deixem o vosso protesto na caixa de comentários. Claro está que não deixarei de escrever os “meus” próprios posts. Sendo assim cá vai o primeiro com um beijinho para a imitada.

“Se acontecesse à Catarina o que me aconteceu hoje a mim”

Há dias do caneco. Uma gaja (quer dizer, um gajo), está a pensar que vai cegadito às compras, e começa logo a ter um dia fod*** ou isso, não escrevo o resto porque senão quando for ao sitemeter fico a contar s vezes que alguém vem aqui pesquisar a palavra fodido ou caneco. E com isto tudo já me perdi e nem tenho mais cigarros, que escrever posts às quatro da manhã não lembra nem aos melhores comentadores do mundo que são os meus e lá virá a mana dizer que eu já tenho idade para ter juízo e a estas horas devia era estar a comer bolachas de chocolate. Mas adiantes que o que me aconteceu hoje é digno de ser contado. Um gajo entra no supermercado a empurrar aqueles carrinhos de compras que para utilizar ainda esteve mais de meia hora na bicha, quer dizer na fila não vá algum daqueles imigrantes clandestinos, estou-me a cagar se não é politicamente correcto, mas a linha editorial deste blog não tem nenhuma frase sobre o que é correcto ou não, nem sei se tem linha editorial, dizia eu, imigrantes clandestinos brasileiros ler bicha e ainda pensar que um gajo esteve montado mais de meia hora numa bicha só para arranjar uma moeda de 50 cêntimos. Na fila e prontos está esclarecido. E como este post já vai longo e o meu tasco não serve para contar as desgraças da vida, só queria dizer que um gajo pensa que está cegadito e quando quer estacionar o carrinho das compras junto ao balcão do bacalhau já lá estão dois de atravessado num sítio onde à vontade cabiam 3 e mais um daqueles cestos de mão. Resumindo, não sei se hei-de alterar o template ou vir aqui amanhã quando a A5 estiver mais descongestionada. E se com este post não tiver 327 comentários dedico-me ao outro, estão a ver aquele das gajas todas juntas e quem quiser ler que se ponha na bicha. Ou fila, ca porra!
843. O meu país

Acabei de espreitar pela varanda. Uma camioneta de distribuição de gás butano (em garrafas) estacionou na minha praceta. De repente veio-me à memória aquela cena do filme “A Cidade de Deus” em que uma camioneta de distribuição de gás butano foi interceptada à entrada do bairro (ainda não se chamava Favela da Rocinha) e literalmente saqueada pelos moradores. Estamos assim atrasados, no que respeita à violência urbana, pelo menos 40 anos em relação ao Brasil. Apesar dos 9% de aumento das taxas moderadoras nas consultas de urgência, ainda prefiro viver no meu país.

terça-feira, novembro 15, 2005

842. Da justiça de cobrar impostos

Eu sou favorável à cobrança de impostos. Os modelos sociais socialistas e sociais-democratas existentes há décadas na maioria das democracias ocidentais não poderiam sobreviver sem a cobrança de impostos. A cobrança deverá ser justa, proporcional ao rendimento e combativa, isto é, não permitir fugas sejam de que cariz forem. É obrigação do cidadão, enquanto pessoa singular ou colectiva, pagar impostos. Mas o Estado também tem deveres e, ao cumprimento da cidadania vem o Estado dar o mau exemplo com o não cumprimento dos seus próprios deveres para com a população que governa. E um dos principais a que o Estado se deveria submeter era o de saber gerir os impostos que recebe. O Estado tem por obrigação prestar um serviço aos cidadãos por contrapartida dos impostos cobrados. E o que vemos em Portugal?

- 200 mil doentes em fila de espera para uma cirurgia;
- IP3, IP4 e IP5 como provavelmente as piores estradas da Europa Comunitária;
- 500 mil desempregados;
- 17 Ministros e mais toda a sua corte;
- 200 mil portugueses abaixo do limiar da pobreza;
- 2 milhões de pobres;
- Casos Casas Pias a arrastarem-se anos nos tribunais;
- 250 deputados, mais todas as máquinas partidárias ao seu serviço;
- 10 Estádios de futebol, quase todos às moscas e que custaram milhões;
- Um salário mínimo de miséria aumentado em 37 cêntimos, menos de uma bica por dia;
- Um TGV e uma OTA sem qualquer interesse público (onde estão os estudos?);
- A Banca cada vez com mais lucros e cada vez com mais negócios off-shore;
- Uma máquina administrativa antiquada, burocratizada e ineficaz;
- A Saúde e a Educação em estado de coma.
- E a agricultura? E as pescas? E o desenvolvimento industrial? E a desertificação do interior? E a política integrativa da imigração? E as Covas da Moura e os Fins-do-Mundo?

Escreveria duas páginas de post se a paciência, a minha e de quem lê, não se enchesse. O Estado com a última medida anunciada de cobrança coerciva nos salários das dívidas fiscais não está a agir como pessoa de bem. Não há equidade no método. O Estado não anunciou que as dívidas do Estado aos cidadãos seriam também pagas primeiro e só depois se o Estado achasse que tinha razão recorreria, ele próprio, aos Tribunais. O estado falou em cobrar nos salários, exactamente àqueles que, por exemplo, em sede de IRS nunca fogem ao fisco. E no salário dos banqueiros também irá cobrar todas as fugas que as instituições financeiras praticam?

segunda-feira, novembro 14, 2005

841. Os Sindicatos não têm razão?

Alguém me consegue dizer qual o ano ou anos em que a valor da inflação real verificada fosse igual ou inferior à inflação pressuposta no O.E. desse ano?

domingo, novembro 13, 2005

840. Post Dominical

Hoje é Domingo. O dia está fresco e o Sol escondido por detrás das nuvens. O passeio planeado fica comprometido e não apetece sair de casa. Os acontecimentos sucedem-se, dá-se uma das maiores procissões cristãs da história de Lisboa, Portugal venceu a Croácia em futebol sem Figo, nem Deco, os bombistas suicidas que fizeram explodir os hotéis de Amã foram identificados, a França continua a ferro e fogo, Cavaco Silva continua calado usando e abusando do chamado “tabu”, a ERC quer controlar, também, a blogosfera, já há neve na Serra da Estrela, o Ricardo não deu nenhum frango, Garcia Pereira é mais uma vez candidato a Presidente da República, vai começar mais uma 1ºCompanhia na TVI e para não ser exaustivo parece que o BCP confia mais na segurança social do estado do que a privada. Assim, haveriam temas de sobra para se reflectir por aqui, para se debater e para se comentar. Mas, ao contrário do que seria de supor e, mesmo tento em conta as referências feitas ao tempo (atmosférico, claro está) que ajudaria à escrita, dei uma volta a uma grande dúzia de blogs e é um marasmo. Parece que só se escreve durante a semana, aproveitando as horas de serviço que essas sim foram feitas para a gente actualizar os blogs. Eu associando-me ao marasmo colectivo, também não escrevo nada hoje e limito-me a contar uma anedota.

A professora pergunta ao menino Carlinhos:
- Carlinhos, qual o tempo verbal da frase: "Isto não podia ter acontecido"?
- Preservativo imperfeito, professora!

sábado, novembro 12, 2005

839. Presidentes

Digam o que disserem as sondagens, ganhe quem ganhar as eleições, o Presidente da República será sempre a segunda figura do Estado.

A primeira é, desde há muito, o presidente do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Só em Portugal somos 6 milhões a apoiá-lo, mas consta até que tem o apoio de 14 milhões.

PS. Vá lá meu caro, agarre o Sumão até ao fim da temporada. Olhe que o miúdo dá-nos cá um jeitão.

sexta-feira, novembro 11, 2005

838. Tradição

Hoje foi à procura e encontrei todos estes provérbios populares. A maioria encontrei aqui.

Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho
No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho
S. Martinho lume, castanhas e vinho
A cada bacorinho vem seu S. Martinho
No dia de S. Martinho mata o porco e prova o vinho
Pelo S. Martinho todo o mosto é bom vinho
Pelo S. Martinho deixa a água pró moinho
Quem bebe no S. Martinho faz de velho e de menino
Queres pasmar o teu vizinho? Lavra e esterca pl’o S. Martinho
Se o Inverno não erra caminho, temo-lo pelo S. Martinho
Pelo S. Martinho assam-se as castanhas, prova-se o vinho!
De São Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o bornal.

quinta-feira, novembro 10, 2005

837. Matemática

Vou colocar um problema para vossa resolução. Se não tiver um comentário com a resposta correcta (incluindo a resolução), lá para o final da tarde colocarei aqui a solução.

Uma mãe é 21 anos mais velha do que o filho. Daqui a 6 anos a mãe terá o quíntuplo da idade do filho.
Pergunta: Onde está o pai?


Até logo.
836. A minha contribuição

Ontem precisei de fazer uma transferência bancária. Enquanto procurei os elementos das contas, lembrei-me que o poderia fazer pela Internet. Decidi, assim, activar o meu código de acesso. Pelo telefone, às ordens de uma máquina de reconhecimento de voz que me pedia soletradamente número atrás de número e repetia os códigos entendidos aos quais eu confirmava com “SIM” e “NÃO” , lá consegui chegar a bom termo. Devo ter pago uma pipa de massa pela chamada telefónica, mas só o saberei quando chegar a factura. Meia hora depois, feliz e contente, já eu estava em frente ao computador a fazer a referida transferência.

Saí para tomar café e, ao abrir a caixa de correio, reparei que tinha um aviso para levantar um livro na estação de correios. Fui lá buscar a encomenda que o carteiro não me levou a casa. Enquanto esperava, coloquei uma moeda na máquina das bebidas e tirei, eu próprio, o café.

Já que estava na rua aproveitei para ir a Lisboa tratar de uns pequenos assuntos que tinha pendentes. Verifiquei que o depósito de combustível estava quase na reserva, passei na bomba da gasolina e atestei. Passei o cartão Visa na ranhura e fiz o pagamento automático.

Passei a ponte 25 de Abril na faixa da Via Verde e estacionei calmamente num parque subterrâneo, bem perto do primeiro local onde ía. Peguei na caixa que continha o kit de instalação do ADSL e aproveitei também para ir à FNAC procurar um livro que tenho vontade de ler. Como eram apenas 3 quarteirões de distância, resolvi não tirar o carro do parque e comprei, na máquina automática, um bilhete de ida e volta de Metro. Felizmente não tive problemas pois tinha moedas suficientes para nem necessitar de troco. O livro não estava disponível, pelo que decidi mais tarde encomendá-lo via Internet.

Estava quase na hora de almoço e, depois de tantas voltas, não estava com pachorra de me sentar num restaurante, mais ainda porque nem gosto de almoçar sozinho. Fui ao Mac do Centro Comercial, fiz o pedido, recebi o tabuleiro e transportei-o à mesa. No final, como pessoa bem educada, fui despejar o lixo e coloquei o tabuleiro no local próprio.

Voltei ao parque de estacionamento, fiz pagamento automático e voltei para casa. Mal cheguei fui instalar a minha nova banda larga.

Em poucas horas fui empregado bancário, carteiro, gasolineiro, portageiro, caixa do Metro e do parque de estacionamento, empregado do café e empregado de mesa. Acabei o dia como técnico de computadores e telecomunicações.

Para mim, à parte de ter de pagar para ter exercido algumas destas profissões, nomeadamente o telefonema para a “voz” bancária e o custo da transacção electrónica no posto de combustível (para não falar do dispêndio feito em tempos com o identificador Via Verde), pareceu-me ter sido um funcionário eficiente e polivalente. A única coisa de que não me poderei queixar é de ser um dos quase 500.000 desempregados deste país. Também sou culpado!

quarta-feira, novembro 09, 2005

835. Demora

Tenho demorado algum tempo a actualizar o meu blog porque, a propósito do post anterior, tenho andado à procura de cubanos, mexicanos e porto-riquenhos de ascensão social nos EUA. Infelizmente a lista é escassa o que a torna, praticamente, sem interesse para publicação. Retomarei o meu ritmo e estilo habituais dentro em breve.

PS. O caso Larry King nunca existiu!

segunda-feira, novembro 07, 2005

834. Só a brincar…

Quando o Dr. Pacheco Pereira escreveu isto no Abrupto só podia estar a brincar.

“…e, por último, o enorme contraste entre o modo europeu de “receber” e integrar os emigrantes envolvendo-os em subsídios e apoios, centrado no estado e no orçamento, hoje naturalmente em crise; e o modo americano que vive acima de tudo do dinamismo da sociedade que lhes dá oportunidades de emprego e ascensão social

(e eu que pensava que ele era uma pessoa assim para o sério e que nem gostasse de contar anedotas).

PS. Sublinhado por mim próprio.

domingo, novembro 06, 2005

833. Eu não sou um blogger profissional (ou notas soltas ao fim de semana)

Gosto de ler blogs e passo horas nisto, mas fico lixado da vista quando leio blogs escritos a branco em fundo preto. E fico “irritado” com os seus autores, principalmente se são bloggers de quem gosto.
(esta é uma nota dirigida a dois dos blogs que sempre leio Novos Voos e Klepsidra)

Proposta demagógica e fantasista foi como José Sócrates classificou a proposta da CGTP sobre o salário mínimo. Demagogos são, como Sócrates classifica, quase todos. Talvez seja a palavra mais utilizada pelo nosso PM. Não tem nenhum espelho lá em casa?
(esta nota é uma nota aconselhadora; pode clicar aqui Sr. PM)

Um dia destes a propósito de piadas li algures um blog que chamava mentecaptos aos que viam programas como “Os malucos do riso”. Confesso que raramente vejo, mas que estou ansioso por ver o próximo. Ela faz parte do elenco. Mente quê?
(nota para quem anda distraído, a Liliana é esta aqui.)

Sporting x Leiria
Os gajos não se calaram com levar não sei quem ao colo.
(nota para alguns lagartos de estimação)

A notícia é antiga, tem mais de dois anos, mas veio-me à memória esta semana, quando se relembrou os 250 anos do terramoto de 1755. Muito se falou se Portugal estaria preparado para outro terramoto. Em Outubro de 2003, Catalina Pestana dizia ao Expresso: “O país não está preparado para o terramoto que aí vem”. Ai não que não está. Apenas tivemos o tufão “bibi”, a tempestade tropial “ritto” e o furacão “cruz”. O poder instalado conseguiu evitar o terramoto.
(nota para todos os cientista que se dedicam ao fenómeno)

Mais uma cabala contra o FCP. O Expresso de ontem.
(não há mais notas para quem já tem excesso de liquidez)

sexta-feira, novembro 04, 2005

832. Hoje está Sol. E amanhã?

Há bastante tempo atrás, nos EUA, foi atribuído um prémio às estações de rádio ou televisão que durante um ano tivessem maior fiabilidade na previsão do estado do tempo. Quando à estação de rádio ganhadora lhe foi perguntado como é que obtinha os dados (fonte nunca referida) que lhe tinham dado tamanha vantagem em relação a todas as outras estações, a resposta foi simples:

- O tempo não muda de uma forma tão brusca que não possamos admitir que o dia seguinte seja igual ao anterior. Daí que apenas tenhamos errado quando isso não aconteceu.

A história deste truque simples (provavelmente numa época em que os satélites não existiam e a ciência não estava tão evoluída), veio-me à memória quando hoje recebi de um amigo meu a foto que a seguir publico.

“Elementar, meu caro Watson”.


quinta-feira, novembro 03, 2005

831. A investigação policial em Portugal

Admito que o Jorge Coelho esteja inocente na questão do coiso, quer dizer do xadrez. No entanto, a investigação policial no nosso país deixa muito a desejar. O PreDatado descobriu o tabuleiro em pleno quintal, junto á piscina. E nem foi preciso armar-se em paparazzi.

quarta-feira, novembro 02, 2005

830. Declaração

Soube pelos noticiários que o Governo decretou a prisão domiciliária de 2 horas por dia, a todos quantos aufiram subsídio de desemprego. Eu, abaixo assinado, declaro que apesar de estar desempregado há precisamente 1189 dias não aufiro o referido subsídio pelo que sou um Homem Livre!
829. Já não era sem tempo



Para ti minha querida virtual amiga, os meus sinceros parabéns!
828. Porque me pediram e porque sou solidário

Proximizade

Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê.
Aqui, já está a acontecer.
827. À traição

Cheguei a casa e liguei a televisão. Andava longe de Telejornais e fiquei a saber que o governo aumentou os transportes públicos, os óleos para os carros, as taxas de juro dos empréstimos à habitação. Porra, tudo isto nas minhas costas!

terça-feira, novembro 01, 2005

826. Agradecimento

A quem se lembrou do aniversário deste blog. À Rita, à Ângela do (IN)certezas, ao Mário Almeida de A Fonte, à Monalisa do Sitio da Saudade, ao mfc do Pé de Meia, à Lena do Reciclarte, ao Jorge Morais do 6 em 1, à lu do Lugar Efémero, à mad do Aliciante, ao Luís Eduardo do Oceanus e à Dinny do Flor da Pele, ao João Pimentel Teixeira do Ma-Schamba , a todos muito obrigado. E também a todos os que por aqui vão passando e que são a razão de eu continuar a partilhar algumas ideias e muitas tolices. Bem hajam.

sábado, outubro 29, 2005

825. Sem champanhe

Vá lá bloguito fica aqui a comemorar, sossegado, os teus dois anitos de vida, que o dono vai ali passar um fim de semana prolongado e já volta. Porta-te bem.

PS. Há gasosa no frigorífico, serve-te à vontade.