854. Macaquinho de imitação (VII)
Não sei se o Branco foi o primeiro Brasileiro a ler o meu blog mas sei, com certeza que eu não fui o primeiro Luso a ler o dele. Nem serei o último, uma vez que esse “meu” (meu amigo claro) é não só um blogger de qualidade, mas também um distinto criador na arte de bem escrever (esta frase é uma tentativa minha para dizer escritor). Qualquer imitação do estilo dele ou é plágio ou é pura coincidência. Mesmo assim vou arriscar a macaquice com um abraço fraternal ao Branco Leone.
Jogando palavrinhas fora
Oi galera, tudo bem? Sinto a obrigação de me desculpar por escrever tão poucas vezes em meu blog mas isso tem uma explicação. Minha praia é outra e são os livros que consomem meu tempo. Isso tudo porque casei com uma ginecologista-obstetra. Não estão entendendo nada, né mesmo? Eu nunca falei prá vocês mais eu sou um cara invejoso por demais. Na verdade eu não suporto a ideia de ver minha esposa passar a vida colocando nénens nesse mundo e eu não ter nada pra tirar pra fora. Aí foi que me dediquei a botar letrinhas pretas em cima de papel branco. Estão vendo agora onde eu quero chegar? É isso aí. Passo todo meu tempo ocupado com minha produção literária, e por causa disso não estou nem com tempo pra jogar palavrinhas fora aqui no blog. Bem sei que meus leitores todo dia dão uma espiadinha aí, como é o caso desse tal de PreDatado, mas tenha paciência meu amigo, se você quiser ler algo de bom eu estou lançando meu próximo livro em Curitiba, até que nem é caro, pra você eu faço uns R $15,00 e ainda te ofereço uma caipirinha. O quê, você não bebe caipirinha? Fazer o quê, né?
terça-feira, novembro 22, 2005
segunda-feira, novembro 21, 2005
853. Posts, muitos posts
Eu sou dos que têm obrigação de escrever muitos posts por dia. Muitos e muitos posts. Um jornal diário em constante actualização. Passo o dia em casa ou em grande inactividade fora da dita. Oiço notícias que deveria comentar reflectir ou propor debates, presencio factos que deveria descrever, leio coisas que deveria partilhar, tiro fotos que deveria expor e tenho ideias que, quem sabe, explanadas constituiriam momentos de reflexão. E todavia aqui estou neste marasmo, atacado por crises de preguicite aguda, quase sem produção blogueira.
Em contrapartida viajo através da blogosfera e o que vejo eu? Montanhas de bloggers altamente produtivos. E deu-me então para caracterizá-los. Quem escreve muitos posts?
- Os que estão em condições similares à minha, mas que não sofrem da mesma doença.
- Os efectivamente bons construtores de texto, com muitas ideias, muita cabecinha.
- Os blogs colectivos o que, diga-se de passagem, é uma óptima ideia.
- Os blogs de autores com crises intestinais intensas, isto é, quando dão um pum, vão logo contar aos vizinhos.
- E, entre outros, aqueles que são escritos nos empregos porque aproveitar as horitas do patrão em blogar muito e muito, em vez de trabalhar, é muito e muito mais produtivo.
PS. Este post é uma resposta colectiva a alguns (não são muitos) e-mails que recebo a criticarem-me de eu escrever pouquinho no blog. Para a minha idade uma por dia não é normal? (estou a falar de postas).
Eu sou dos que têm obrigação de escrever muitos posts por dia. Muitos e muitos posts. Um jornal diário em constante actualização. Passo o dia em casa ou em grande inactividade fora da dita. Oiço notícias que deveria comentar reflectir ou propor debates, presencio factos que deveria descrever, leio coisas que deveria partilhar, tiro fotos que deveria expor e tenho ideias que, quem sabe, explanadas constituiriam momentos de reflexão. E todavia aqui estou neste marasmo, atacado por crises de preguicite aguda, quase sem produção blogueira.
Em contrapartida viajo através da blogosfera e o que vejo eu? Montanhas de bloggers altamente produtivos. E deu-me então para caracterizá-los. Quem escreve muitos posts?
- Os que estão em condições similares à minha, mas que não sofrem da mesma doença.
- Os efectivamente bons construtores de texto, com muitas ideias, muita cabecinha.
- Os blogs colectivos o que, diga-se de passagem, é uma óptima ideia.
- Os blogs de autores com crises intestinais intensas, isto é, quando dão um pum, vão logo contar aos vizinhos.
- E, entre outros, aqueles que são escritos nos empregos porque aproveitar as horitas do patrão em blogar muito e muito, em vez de trabalhar, é muito e muito mais produtivo.
PS. Este post é uma resposta colectiva a alguns (não são muitos) e-mails que recebo a criticarem-me de eu escrever pouquinho no blog. Para a minha idade uma por dia não é normal? (estou a falar de postas).
852. Macaquinho de imitação (VI)
Não me recordo como é que descobri o nikonman, mas a sorte é que o conheci. E a maior sorte nem foi só ter conhecido o blog dele. Foi ter conhecido o João, em pessoa. Obviamente que a Praça da República não poderia deixar de ser uma das “vítimas” do macaquinho de imitação. Se eu tivesse algum engenho na arte dele colocaria até uma foto minha. Assim, roubei-lhe uma.

Foto: João Espinho
O Oportunista
E depois não me venham com essa treta de anti-comunista primário, ou de aparelho do PSD em Beja, ou mesmo Barão do PPD porque eu não aparo grupos. Um tipo sai de casa e logo à porta depara-se com um cartaz com uma fotografia sinistra e, ainda por cima, mal tirada (talvez com uma daquelas maquinas descartáveis e claro está, nunca com uma nikon), deste tipo e a frase “Este Homem não Cria. Imita!” O que é que ele quer dizer com isto hein? Que os outros candidatos se acomparam com Deus? É com frases como estas que tentam levar a água ao moinho deles? Ao comparar os outros com Deus, este putativo candidato, que nem sequer sabe se o é ou não, está a querer dizer que os outros têm a mania e que portanto Deus só há um. E que sendo assim, terão de votar na imitação. Hoje para vosso gáudio não vou fazer nenhuma sondagem pois dei-me muito mal nas últimas autárquicas. Mas em verdade vos digo - não me recordo se tirei a expressão da Bíblia ou se é do Marques Mendes - que se ele pensa que vai ganhar algum pelourinho 2005, pode já estacionar o seu cavalo à chuva na Praça da República, porque este PreDatado não passa de um macaco de imitação!
Não me recordo como é que descobri o nikonman, mas a sorte é que o conheci. E a maior sorte nem foi só ter conhecido o blog dele. Foi ter conhecido o João, em pessoa. Obviamente que a Praça da República não poderia deixar de ser uma das “vítimas” do macaquinho de imitação. Se eu tivesse algum engenho na arte dele colocaria até uma foto minha. Assim, roubei-lhe uma.

Foto: João Espinho
O Oportunista
E depois não me venham com essa treta de anti-comunista primário, ou de aparelho do PSD em Beja, ou mesmo Barão do PPD porque eu não aparo grupos. Um tipo sai de casa e logo à porta depara-se com um cartaz com uma fotografia sinistra e, ainda por cima, mal tirada (talvez com uma daquelas maquinas descartáveis e claro está, nunca com uma nikon), deste tipo e a frase “Este Homem não Cria. Imita!” O que é que ele quer dizer com isto hein? Que os outros candidatos se acomparam com Deus? É com frases como estas que tentam levar a água ao moinho deles? Ao comparar os outros com Deus, este putativo candidato, que nem sequer sabe se o é ou não, está a querer dizer que os outros têm a mania e que portanto Deus só há um. E que sendo assim, terão de votar na imitação. Hoje para vosso gáudio não vou fazer nenhuma sondagem pois dei-me muito mal nas últimas autárquicas. Mas em verdade vos digo - não me recordo se tirei a expressão da Bíblia ou se é do Marques Mendes - que se ele pensa que vai ganhar algum pelourinho 2005, pode já estacionar o seu cavalo à chuva na Praça da República, porque este PreDatado não passa de um macaco de imitação!
domingo, novembro 20, 2005
851. Macaquinho de imitação (V)
Eu sei que não é um blog para todos e que não tenho instrução suficiente para compreender toda a sua escrita. Já uma vez, em tempos fiz uma pequena crítica ao facto de não poucas vezes os poemas de abertura serem poemas em língua estrangeira. Acredito que para muitos eruditos, são belos e profundos. Por isso não resisti à imitação. Deixo-vos aqui uma tradução livre em Japonês de um lindo poema brasileiro.
早い朝 Blog (Early Morning Blog)
後背地の月光
か.! 山の範囲, 土のためのの落ちる
葉で 背部私の土地の月
光のいかに!
の後背 地の月光の 持っていないこと都
市のこの月光, ここ に, 従って暗闇, 持っ
ていない か. そこにか. 月が緑の薮 の
のために耐えられれば人々の後背地の
これとしてない月 光は, もっと孤独を
銀製の太陽のようである!
の人々はビオラすなわちその
でつかまえ, 歌は忍耐の満
月, 中心のそれらとである!
Bom dia!
Eu sei que não é um blog para todos e que não tenho instrução suficiente para compreender toda a sua escrita. Já uma vez, em tempos fiz uma pequena crítica ao facto de não poucas vezes os poemas de abertura serem poemas em língua estrangeira. Acredito que para muitos eruditos, são belos e profundos. Por isso não resisti à imitação. Deixo-vos aqui uma tradução livre em Japonês de um lindo poema brasileiro.
早い朝 Blog (Early Morning Blog)
後背地の月光
か.! 山の範囲, 土のためのの落ちる
葉で 背部私の土地の月
光のいかに!
の後背 地の月光の 持っていないこと都
市のこの月光, ここ に, 従って暗闇, 持っ
ていない か. そこにか. 月が緑の薮 の
のために耐えられれば人々の後背地の
これとしてない月 光は, もっと孤独を
銀製の太陽のようである!
の人々はビオラすなわちその
でつかまえ, 歌は忍耐の満
月, 中心のそれらとである!
Bom dia!
sábado, novembro 19, 2005
850. Macaquinho de imitação (IV)
O Mário Almeida emite opinião política que obviamente não é a minha. Mas prezo a sua escrita e a maneira inteligente de expor. Por isso leio diariamente A (sua) Fonte. E ele é tão livre de apoiar Cavaco como eu sou livre de não apoiar. Cá vai com um abraço para o Mário Almeida, uma stand-up comedy, desta feita em português. O PS que se insere no final nada tem a ver com o estilo de A Fonte, é um hábito do PreDatado.
Stand-up comedy
A minha avó que nasceu em 1892 e faleceu em Agosto de 1974 disse-me avisadamente:
- Filho a avó já passou por muitos tumultos, revoluções e contra-revoluções. Viu o cometa, a passagem do século, o assassinato de El-Rei, o Sr. D. Carlos, a implantação da República, o Sidónio Pais (aqui ela cantava qualquer coisa como o Sidónio Pais vestidinho à militar e em outras ocasiões cantava, de cor, o hino da Maria da Fonte), a ascensão do Salazar, passei pelas privações da primeira e da segunda guerra mundial, tive de emigrar da serra algarvia para Lisboa, “vi” matarem o Humberto Delgado, o meu compadre foi preso e morto no Tarrafal, vi chegar o homem à Lua, e agora o 25 de Abril. Mas meu amor, não te deixes iludir. Os ricos vão continuar ricos, talvez cada vez mais ricos e os pobres vão continuar pobres, talvez cada vez mais pobres. Vão ser sempre os mesmos a mandar.
V. Hernandez
PS. A avó de V. Hernandez nunca assistiu a uma votação verdadeiramente democrática o que a justificaria ter feito um juízo de valor, presumivelmente errado, de que seriam sempre os mesmos a mandar. A avó de Hernandez provavelmente nunca pensou que mesmo sendo o povo a escolher os seus representantes que seria este mesmo povo que gostaria de ter sempre os mesmos a mandar. Mesmo quando apenas o pescoço e só o pescoço sai da lama onde os “sempre os mesmos” nos enterraram, este povo vai continuar a votar nos mesmos. Até sufocar!
O Mário Almeida emite opinião política que obviamente não é a minha. Mas prezo a sua escrita e a maneira inteligente de expor. Por isso leio diariamente A (sua) Fonte. E ele é tão livre de apoiar Cavaco como eu sou livre de não apoiar. Cá vai com um abraço para o Mário Almeida, uma stand-up comedy, desta feita em português. O PS que se insere no final nada tem a ver com o estilo de A Fonte, é um hábito do PreDatado.
Stand-up comedy
A minha avó que nasceu em 1892 e faleceu em Agosto de 1974 disse-me avisadamente:- Filho a avó já passou por muitos tumultos, revoluções e contra-revoluções. Viu o cometa, a passagem do século, o assassinato de El-Rei, o Sr. D. Carlos, a implantação da República, o Sidónio Pais (aqui ela cantava qualquer coisa como o Sidónio Pais vestidinho à militar e em outras ocasiões cantava, de cor, o hino da Maria da Fonte), a ascensão do Salazar, passei pelas privações da primeira e da segunda guerra mundial, tive de emigrar da serra algarvia para Lisboa, “vi” matarem o Humberto Delgado, o meu compadre foi preso e morto no Tarrafal, vi chegar o homem à Lua, e agora o 25 de Abril. Mas meu amor, não te deixes iludir. Os ricos vão continuar ricos, talvez cada vez mais ricos e os pobres vão continuar pobres, talvez cada vez mais pobres. Vão ser sempre os mesmos a mandar.
V. Hernandez
PS. A avó de V. Hernandez nunca assistiu a uma votação verdadeiramente democrática o que a justificaria ter feito um juízo de valor, presumivelmente errado, de que seriam sempre os mesmos a mandar. A avó de Hernandez provavelmente nunca pensou que mesmo sendo o povo a escolher os seus representantes que seria este mesmo povo que gostaria de ter sempre os mesmos a mandar. Mesmo quando apenas o pescoço e só o pescoço sai da lama onde os “sempre os mesmos” nos enterraram, este povo vai continuar a votar nos mesmos. Até sufocar!
sexta-feira, novembro 18, 2005
849. Que raiva...
estou pior do que o Soares. Então não é que agora nem a Escrava Isaura consigo ver? Adormeço antes do intervalo.
PS. Cada vez que vou a um posto dos Correios tenho uma decepção. Hoje, ao entregarem-me uma encomenda, ofereceram-me também um exemplar de um boletim chamado "Info-notícias, A loja do avô". É um boletim informativo para pessoas idosas. Não, meus caros não pensem que me decepcionei por não ser o Boletim Oficial de campanha do Mário Soares. Pelo amor de Deus, eu ainda só tenho 50 anos! Vou dormir mais uma soneca e já volto.
estou pior do que o Soares. Então não é que agora nem a Escrava Isaura consigo ver? Adormeço antes do intervalo.
PS. Cada vez que vou a um posto dos Correios tenho uma decepção. Hoje, ao entregarem-me uma encomenda, ofereceram-me também um exemplar de um boletim chamado "Info-notícias, A loja do avô". É um boletim informativo para pessoas idosas. Não, meus caros não pensem que me decepcionei por não ser o Boletim Oficial de campanha do Mário Soares. Pelo amor de Deus, eu ainda só tenho 50 anos! Vou dormir mais uma soneca e já volto.
848. Macaquinho de imitação (III)
Se ainda escrevesse e não se tivesse precipitado a escrever um epitáfio, o meu virtual amigo papo-seco hoje colocaria um postal do início/meados do século passado com o título “Porque amanhã é Sábado”. Como eu não tenho o seu bom gosto e também porque sou um amante da banda desenhada, a minha Sandes de Atum é efectivamente uma macaquice de imitação. Um abraço Tó Colante e vê lá se voltas ao Papo-seco!
Porque amanhã é Sábado
Se ainda escrevesse e não se tivesse precipitado a escrever um epitáfio, o meu virtual amigo papo-seco hoje colocaria um postal do início/meados do século passado com o título “Porque amanhã é Sábado”. Como eu não tenho o seu bom gosto e também porque sou um amante da banda desenhada, a minha Sandes de Atum é efectivamente uma macaquice de imitação. Um abraço Tó Colante e vê lá se voltas ao Papo-seco!
Porque amanhã é Sábado
quinta-feira, novembro 17, 2005
847. Macaquinho de imitação (II)
Vou contar uma pequena história. Um dia, num encontro de bloggers uma pessoa perguntou-me qual o estilo de blogs que eu gostava mais. Eu não gosto de um estilo, gosto de muitos estilos e tive dificuldade em responder. Mas lá fui adiantando que o meu blog preferido era de uma gaja ou de um gajo que assinava como Encandescente e que tinha o melhor blog de poesia original. Algum tempo depois soube que a pessoa a quem eu tinha dado esta resposta era a própria Encandescente. Com certeza a minha imitação vai deixar muito a desejar.
No banco de trás

Abres o vidro, descobres um sapato
No outro, a melena se desgrenha ao vento
E sem soltares um ai, nem um lamento
Descobres o que antes era recato.
Pl’o para-brisas já espreita a Lua
Rasgo-te a blusa num só gesto
Esperando da tua boca um protesto
Mas fechada estava e continua.
Cai a cuequinha e do Vénus monte
Apenas a penumbra e o tacto
Percorrendo o corpo à descoberta
E já com suor molhando a fonte
Estridente alarme impede o desiderato
Porra, que deixei a porta aberta!
Foto: algures na net
Vou contar uma pequena história. Um dia, num encontro de bloggers uma pessoa perguntou-me qual o estilo de blogs que eu gostava mais. Eu não gosto de um estilo, gosto de muitos estilos e tive dificuldade em responder. Mas lá fui adiantando que o meu blog preferido era de uma gaja ou de um gajo que assinava como Encandescente e que tinha o melhor blog de poesia original. Algum tempo depois soube que a pessoa a quem eu tinha dado esta resposta era a própria Encandescente. Com certeza a minha imitação vai deixar muito a desejar.
No banco de trás

Abres o vidro, descobres um sapato
No outro, a melena se desgrenha ao vento
E sem soltares um ai, nem um lamento
Descobres o que antes era recato.
Pl’o para-brisas já espreita a Lua
Rasgo-te a blusa num só gesto
Esperando da tua boca um protesto
Mas fechada estava e continua.
Cai a cuequinha e do Vénus monte
Apenas a penumbra e o tacto
Percorrendo o corpo à descoberta
E já com suor molhando a fonte
Estridente alarme impede o desiderato
Porra, que deixei a porta aberta!
Foto: algures na net
846. Florinha

Este é o membro mais novo da nossa família. Foi encontrada abandonada na rua. Deveria ter sido o primeiro elemento da nossa FAT (família de acolhimento temporário), mas ainda não estamos preparados para isso. Mal a acolhemos, apaixonamo-nos por ela e não a demos a ninguém. Chama-se Flora e veio fazer companhia ao Schubert e à Yasmin.

Este é o membro mais novo da nossa família. Foi encontrada abandonada na rua. Deveria ter sido o primeiro elemento da nossa FAT (família de acolhimento temporário), mas ainda não estamos preparados para isso. Mal a acolhemos, apaixonamo-nos por ela e não a demos a ninguém. Chama-se Flora e veio fazer companhia ao Schubert e à Yasmin.
quarta-feira, novembro 16, 2005
844. Macaquinho de imitação (I)
A partir de hoje e durante alguns dias vou vestir a pele de alguns dos bloggers que mais gosto. Não lhes pedi autorização mas também não lhes vou plagiar os posts; apenas vou tentar fazer imitação. Tenho a certeza que não se vão ofender, mas se for caso disso, deixem o vosso protesto na caixa de comentários. Claro está que não deixarei de escrever os “meus” próprios posts. Sendo assim cá vai o primeiro com um beijinho para a imitada.
“Se acontecesse à Catarina o que me aconteceu hoje a mim”
Há dias do caneco. Uma gaja (quer dizer, um gajo), está a pensar que vai cegadito às compras, e começa logo a ter um dia fod*** ou isso, não escrevo o resto porque senão quando for ao sitemeter fico a contar s vezes que alguém vem aqui pesquisar a palavra fodido ou caneco. E com isto tudo já me perdi e nem tenho mais cigarros, que escrever posts às quatro da manhã não lembra nem aos melhores comentadores do mundo que são os meus e lá virá a mana dizer que eu já tenho idade para ter juízo e a estas horas devia era estar a comer bolachas de chocolate. Mas adiantes que o que me aconteceu hoje é digno de ser contado. Um gajo entra no supermercado a empurrar aqueles carrinhos de compras que para utilizar ainda esteve mais de meia hora na bicha, quer dizer na fila não vá algum daqueles imigrantes clandestinos, estou-me a cagar se não é politicamente correcto, mas a linha editorial deste blog não tem nenhuma frase sobre o que é correcto ou não, nem sei se tem linha editorial, dizia eu, imigrantes clandestinos brasileiros ler bicha e ainda pensar que um gajo esteve montado mais de meia hora numa bicha só para arranjar uma moeda de 50 cêntimos. Na fila e prontos está esclarecido. E como este post já vai longo e o meu tasco não serve para contar as desgraças da vida, só queria dizer que um gajo pensa que está cegadito e quando quer estacionar o carrinho das compras junto ao balcão do bacalhau já lá estão dois de atravessado num sítio onde à vontade cabiam 3 e mais um daqueles cestos de mão. Resumindo, não sei se hei-de alterar o template ou vir aqui amanhã quando a A5 estiver mais descongestionada. E se com este post não tiver 327 comentários dedico-me ao outro, estão a ver aquele das gajas todas juntas e quem quiser ler que se ponha na bicha. Ou fila, ca porra!
A partir de hoje e durante alguns dias vou vestir a pele de alguns dos bloggers que mais gosto. Não lhes pedi autorização mas também não lhes vou plagiar os posts; apenas vou tentar fazer imitação. Tenho a certeza que não se vão ofender, mas se for caso disso, deixem o vosso protesto na caixa de comentários. Claro está que não deixarei de escrever os “meus” próprios posts. Sendo assim cá vai o primeiro com um beijinho para a imitada.
“Se acontecesse à Catarina o que me aconteceu hoje a mim”
Há dias do caneco. Uma gaja (quer dizer, um gajo), está a pensar que vai cegadito às compras, e começa logo a ter um dia fod*** ou isso, não escrevo o resto porque senão quando for ao sitemeter fico a contar s vezes que alguém vem aqui pesquisar a palavra fodido ou caneco. E com isto tudo já me perdi e nem tenho mais cigarros, que escrever posts às quatro da manhã não lembra nem aos melhores comentadores do mundo que são os meus e lá virá a mana dizer que eu já tenho idade para ter juízo e a estas horas devia era estar a comer bolachas de chocolate. Mas adiantes que o que me aconteceu hoje é digno de ser contado. Um gajo entra no supermercado a empurrar aqueles carrinhos de compras que para utilizar ainda esteve mais de meia hora na bicha, quer dizer na fila não vá algum daqueles imigrantes clandestinos, estou-me a cagar se não é politicamente correcto, mas a linha editorial deste blog não tem nenhuma frase sobre o que é correcto ou não, nem sei se tem linha editorial, dizia eu, imigrantes clandestinos brasileiros ler bicha e ainda pensar que um gajo esteve montado mais de meia hora numa bicha só para arranjar uma moeda de 50 cêntimos. Na fila e prontos está esclarecido. E como este post já vai longo e o meu tasco não serve para contar as desgraças da vida, só queria dizer que um gajo pensa que está cegadito e quando quer estacionar o carrinho das compras junto ao balcão do bacalhau já lá estão dois de atravessado num sítio onde à vontade cabiam 3 e mais um daqueles cestos de mão. Resumindo, não sei se hei-de alterar o template ou vir aqui amanhã quando a A5 estiver mais descongestionada. E se com este post não tiver 327 comentários dedico-me ao outro, estão a ver aquele das gajas todas juntas e quem quiser ler que se ponha na bicha. Ou fila, ca porra!
843. O meu país
Acabei de espreitar pela varanda. Uma camioneta de distribuição de gás butano (em garrafas) estacionou na minha praceta. De repente veio-me à memória aquela cena do filme “A Cidade de Deus” em que uma camioneta de distribuição de gás butano foi interceptada à entrada do bairro (ainda não se chamava Favela da Rocinha) e literalmente saqueada pelos moradores. Estamos assim atrasados, no que respeita à violência urbana, pelo menos 40 anos em relação ao Brasil. Apesar dos 9% de aumento das taxas moderadoras nas consultas de urgência, ainda prefiro viver no meu país.
Acabei de espreitar pela varanda. Uma camioneta de distribuição de gás butano (em garrafas) estacionou na minha praceta. De repente veio-me à memória aquela cena do filme “A Cidade de Deus” em que uma camioneta de distribuição de gás butano foi interceptada à entrada do bairro (ainda não se chamava Favela da Rocinha) e literalmente saqueada pelos moradores. Estamos assim atrasados, no que respeita à violência urbana, pelo menos 40 anos em relação ao Brasil. Apesar dos 9% de aumento das taxas moderadoras nas consultas de urgência, ainda prefiro viver no meu país.
terça-feira, novembro 15, 2005
842. Da justiça de cobrar impostos
Eu sou favorável à cobrança de impostos. Os modelos sociais socialistas e sociais-democratas existentes há décadas na maioria das democracias ocidentais não poderiam sobreviver sem a cobrança de impostos. A cobrança deverá ser justa, proporcional ao rendimento e combativa, isto é, não permitir fugas sejam de que cariz forem. É obrigação do cidadão, enquanto pessoa singular ou colectiva, pagar impostos. Mas o Estado também tem deveres e, ao cumprimento da cidadania vem o Estado dar o mau exemplo com o não cumprimento dos seus próprios deveres para com a população que governa. E um dos principais a que o Estado se deveria submeter era o de saber gerir os impostos que recebe. O Estado tem por obrigação prestar um serviço aos cidadãos por contrapartida dos impostos cobrados. E o que vemos em Portugal?
- 200 mil doentes em fila de espera para uma cirurgia;
- IP3, IP4 e IP5 como provavelmente as piores estradas da Europa Comunitária;
- 500 mil desempregados;
- 17 Ministros e mais toda a sua corte;
- 200 mil portugueses abaixo do limiar da pobreza;
- 2 milhões de pobres;
- Casos Casas Pias a arrastarem-se anos nos tribunais;
- 250 deputados, mais todas as máquinas partidárias ao seu serviço;
- 10 Estádios de futebol, quase todos às moscas e que custaram milhões;
- Um salário mínimo de miséria aumentado em 37 cêntimos, menos de uma bica por dia;
- Um TGV e uma OTA sem qualquer interesse público (onde estão os estudos?);
- A Banca cada vez com mais lucros e cada vez com mais negócios off-shore;
- Uma máquina administrativa antiquada, burocratizada e ineficaz;
- A Saúde e a Educação em estado de coma.
- E a agricultura? E as pescas? E o desenvolvimento industrial? E a desertificação do interior? E a política integrativa da imigração? E as Covas da Moura e os Fins-do-Mundo?
Escreveria duas páginas de post se a paciência, a minha e de quem lê, não se enchesse. O Estado com a última medida anunciada de cobrança coerciva nos salários das dívidas fiscais não está a agir como pessoa de bem. Não há equidade no método. O Estado não anunciou que as dívidas do Estado aos cidadãos seriam também pagas primeiro e só depois se o Estado achasse que tinha razão recorreria, ele próprio, aos Tribunais. O estado falou em cobrar nos salários, exactamente àqueles que, por exemplo, em sede de IRS nunca fogem ao fisco. E no salário dos banqueiros também irá cobrar todas as fugas que as instituições financeiras praticam?
Eu sou favorável à cobrança de impostos. Os modelos sociais socialistas e sociais-democratas existentes há décadas na maioria das democracias ocidentais não poderiam sobreviver sem a cobrança de impostos. A cobrança deverá ser justa, proporcional ao rendimento e combativa, isto é, não permitir fugas sejam de que cariz forem. É obrigação do cidadão, enquanto pessoa singular ou colectiva, pagar impostos. Mas o Estado também tem deveres e, ao cumprimento da cidadania vem o Estado dar o mau exemplo com o não cumprimento dos seus próprios deveres para com a população que governa. E um dos principais a que o Estado se deveria submeter era o de saber gerir os impostos que recebe. O Estado tem por obrigação prestar um serviço aos cidadãos por contrapartida dos impostos cobrados. E o que vemos em Portugal?
- 200 mil doentes em fila de espera para uma cirurgia;
- IP3, IP4 e IP5 como provavelmente as piores estradas da Europa Comunitária;
- 500 mil desempregados;
- 17 Ministros e mais toda a sua corte;
- 200 mil portugueses abaixo do limiar da pobreza;
- 2 milhões de pobres;
- Casos Casas Pias a arrastarem-se anos nos tribunais;
- 250 deputados, mais todas as máquinas partidárias ao seu serviço;
- 10 Estádios de futebol, quase todos às moscas e que custaram milhões;
- Um salário mínimo de miséria aumentado em 37 cêntimos, menos de uma bica por dia;
- Um TGV e uma OTA sem qualquer interesse público (onde estão os estudos?);
- A Banca cada vez com mais lucros e cada vez com mais negócios off-shore;
- Uma máquina administrativa antiquada, burocratizada e ineficaz;
- A Saúde e a Educação em estado de coma.
- E a agricultura? E as pescas? E o desenvolvimento industrial? E a desertificação do interior? E a política integrativa da imigração? E as Covas da Moura e os Fins-do-Mundo?
Escreveria duas páginas de post se a paciência, a minha e de quem lê, não se enchesse. O Estado com a última medida anunciada de cobrança coerciva nos salários das dívidas fiscais não está a agir como pessoa de bem. Não há equidade no método. O Estado não anunciou que as dívidas do Estado aos cidadãos seriam também pagas primeiro e só depois se o Estado achasse que tinha razão recorreria, ele próprio, aos Tribunais. O estado falou em cobrar nos salários, exactamente àqueles que, por exemplo, em sede de IRS nunca fogem ao fisco. E no salário dos banqueiros também irá cobrar todas as fugas que as instituições financeiras praticam?
segunda-feira, novembro 14, 2005
domingo, novembro 13, 2005
840. Post Dominical
Hoje é Domingo. O dia está fresco e o Sol escondido por detrás das nuvens. O passeio planeado fica comprometido e não apetece sair de casa. Os acontecimentos sucedem-se, dá-se uma das maiores procissões cristãs da história de Lisboa, Portugal venceu a Croácia em futebol sem Figo, nem Deco, os bombistas suicidas que fizeram explodir os hotéis de Amã foram identificados, a França continua a ferro e fogo, Cavaco Silva continua calado usando e abusando do chamado “tabu”, a ERC quer controlar, também, a blogosfera, já há neve na Serra da Estrela, o Ricardo não deu nenhum frango, Garcia Pereira é mais uma vez candidato a Presidente da República, vai começar mais uma 1ºCompanhia na TVI e para não ser exaustivo parece que o BCP confia mais na segurança social do estado do que a privada. Assim, haveriam temas de sobra para se reflectir por aqui, para se debater e para se comentar. Mas, ao contrário do que seria de supor e, mesmo tento em conta as referências feitas ao tempo (atmosférico, claro está) que ajudaria à escrita, dei uma volta a uma grande dúzia de blogs e é um marasmo. Parece que só se escreve durante a semana, aproveitando as horas de serviço que essas sim foram feitas para a gente actualizar os blogs. Eu associando-me ao marasmo colectivo, também não escrevo nada hoje e limito-me a contar uma anedota.
A professora pergunta ao menino Carlinhos:
- Carlinhos, qual o tempo verbal da frase: "Isto não podia ter acontecido"?
- Preservativo imperfeito, professora!
Hoje é Domingo. O dia está fresco e o Sol escondido por detrás das nuvens. O passeio planeado fica comprometido e não apetece sair de casa. Os acontecimentos sucedem-se, dá-se uma das maiores procissões cristãs da história de Lisboa, Portugal venceu a Croácia em futebol sem Figo, nem Deco, os bombistas suicidas que fizeram explodir os hotéis de Amã foram identificados, a França continua a ferro e fogo, Cavaco Silva continua calado usando e abusando do chamado “tabu”, a ERC quer controlar, também, a blogosfera, já há neve na Serra da Estrela, o Ricardo não deu nenhum frango, Garcia Pereira é mais uma vez candidato a Presidente da República, vai começar mais uma 1ºCompanhia na TVI e para não ser exaustivo parece que o BCP confia mais na segurança social do estado do que a privada. Assim, haveriam temas de sobra para se reflectir por aqui, para se debater e para se comentar. Mas, ao contrário do que seria de supor e, mesmo tento em conta as referências feitas ao tempo (atmosférico, claro está) que ajudaria à escrita, dei uma volta a uma grande dúzia de blogs e é um marasmo. Parece que só se escreve durante a semana, aproveitando as horas de serviço que essas sim foram feitas para a gente actualizar os blogs. Eu associando-me ao marasmo colectivo, também não escrevo nada hoje e limito-me a contar uma anedota.
A professora pergunta ao menino Carlinhos:
- Carlinhos, qual o tempo verbal da frase: "Isto não podia ter acontecido"?
- Preservativo imperfeito, professora!
sábado, novembro 12, 2005
839. Presidentes
Digam o que disserem as sondagens, ganhe quem ganhar as eleições, o Presidente da República será sempre a segunda figura do Estado.
A primeira é, desde há muito, o presidente do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Só em Portugal somos 6 milhões a apoiá-lo, mas consta até que tem o apoio de 14 milhões.
PS. Vá lá meu caro, agarre o Sumão até ao fim da temporada. Olhe que o miúdo dá-nos cá um jeitão.
Digam o que disserem as sondagens, ganhe quem ganhar as eleições, o Presidente da República será sempre a segunda figura do Estado.
A primeira é, desde há muito, o presidente do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. Só em Portugal somos 6 milhões a apoiá-lo, mas consta até que tem o apoio de 14 milhões.
PS. Vá lá meu caro, agarre o Sumão até ao fim da temporada. Olhe que o miúdo dá-nos cá um jeitão.
sexta-feira, novembro 11, 2005
838. Tradição
Hoje foi à procura e encontrei todos estes provérbios populares. A maioria encontrei aqui.
Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho
No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho
S. Martinho lume, castanhas e vinho
A cada bacorinho vem seu S. Martinho
No dia de S. Martinho mata o porco e prova o vinho
Pelo S. Martinho todo o mosto é bom vinho
Pelo S. Martinho deixa a água pró moinho
Quem bebe no S. Martinho faz de velho e de menino
Queres pasmar o teu vizinho? Lavra e esterca pl’o S. Martinho
Se o Inverno não erra caminho, temo-lo pelo S. Martinho
Pelo S. Martinho assam-se as castanhas, prova-se o vinho!
De São Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o bornal.
Hoje foi à procura e encontrei todos estes provérbios populares. A maioria encontrei aqui.
Pelo S. Martinho mata o teu porquinho e semeia o teu cebolinho
No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho
S. Martinho lume, castanhas e vinho
A cada bacorinho vem seu S. Martinho
No dia de S. Martinho mata o porco e prova o vinho
Pelo S. Martinho todo o mosto é bom vinho
Pelo S. Martinho deixa a água pró moinho
Quem bebe no S. Martinho faz de velho e de menino
Queres pasmar o teu vizinho? Lavra e esterca pl’o S. Martinho
Se o Inverno não erra caminho, temo-lo pelo S. Martinho
Pelo S. Martinho assam-se as castanhas, prova-se o vinho!
De São Martinho ao Natal, o médico e o boticário enchem o bornal.
quinta-feira, novembro 10, 2005
837. Matemática
Vou colocar um problema para vossa resolução. Se não tiver um comentário com a resposta correcta (incluindo a resolução), lá para o final da tarde colocarei aqui a solução.
Uma mãe é 21 anos mais velha do que o filho. Daqui a 6 anos a mãe terá o quíntuplo da idade do filho.
Pergunta: Onde está o pai?
Até logo.
Vou colocar um problema para vossa resolução. Se não tiver um comentário com a resposta correcta (incluindo a resolução), lá para o final da tarde colocarei aqui a solução.
Uma mãe é 21 anos mais velha do que o filho. Daqui a 6 anos a mãe terá o quíntuplo da idade do filho.
Pergunta: Onde está o pai?
Até logo.
836. A minha contribuição
Ontem precisei de fazer uma transferência bancária. Enquanto procurei os elementos das contas, lembrei-me que o poderia fazer pela Internet. Decidi, assim, activar o meu código de acesso. Pelo telefone, às ordens de uma máquina de reconhecimento de voz que me pedia soletradamente número atrás de número e repetia os códigos entendidos aos quais eu confirmava com “SIM” e “NÃO” , lá consegui chegar a bom termo. Devo ter pago uma pipa de massa pela chamada telefónica, mas só o saberei quando chegar a factura. Meia hora depois, feliz e contente, já eu estava em frente ao computador a fazer a referida transferência.
Saí para tomar café e, ao abrir a caixa de correio, reparei que tinha um aviso para levantar um livro na estação de correios. Fui lá buscar a encomenda que o carteiro não me levou a casa. Enquanto esperava, coloquei uma moeda na máquina das bebidas e tirei, eu próprio, o café.
Já que estava na rua aproveitei para ir a Lisboa tratar de uns pequenos assuntos que tinha pendentes. Verifiquei que o depósito de combustível estava quase na reserva, passei na bomba da gasolina e atestei. Passei o cartão Visa na ranhura e fiz o pagamento automático.
Passei a ponte 25 de Abril na faixa da Via Verde e estacionei calmamente num parque subterrâneo, bem perto do primeiro local onde ía. Peguei na caixa que continha o kit de instalação do ADSL e aproveitei também para ir à FNAC procurar um livro que tenho vontade de ler. Como eram apenas 3 quarteirões de distância, resolvi não tirar o carro do parque e comprei, na máquina automática, um bilhete de ida e volta de Metro. Felizmente não tive problemas pois tinha moedas suficientes para nem necessitar de troco. O livro não estava disponível, pelo que decidi mais tarde encomendá-lo via Internet.
Estava quase na hora de almoço e, depois de tantas voltas, não estava com pachorra de me sentar num restaurante, mais ainda porque nem gosto de almoçar sozinho. Fui ao Mac do Centro Comercial, fiz o pedido, recebi o tabuleiro e transportei-o à mesa. No final, como pessoa bem educada, fui despejar o lixo e coloquei o tabuleiro no local próprio.
Voltei ao parque de estacionamento, fiz pagamento automático e voltei para casa. Mal cheguei fui instalar a minha nova banda larga.
Em poucas horas fui empregado bancário, carteiro, gasolineiro, portageiro, caixa do Metro e do parque de estacionamento, empregado do café e empregado de mesa. Acabei o dia como técnico de computadores e telecomunicações.
Para mim, à parte de ter de pagar para ter exercido algumas destas profissões, nomeadamente o telefonema para a “voz” bancária e o custo da transacção electrónica no posto de combustível (para não falar do dispêndio feito em tempos com o identificador Via Verde), pareceu-me ter sido um funcionário eficiente e polivalente. A única coisa de que não me poderei queixar é de ser um dos quase 500.000 desempregados deste país. Também sou culpado!
Ontem precisei de fazer uma transferência bancária. Enquanto procurei os elementos das contas, lembrei-me que o poderia fazer pela Internet. Decidi, assim, activar o meu código de acesso. Pelo telefone, às ordens de uma máquina de reconhecimento de voz que me pedia soletradamente número atrás de número e repetia os códigos entendidos aos quais eu confirmava com “SIM” e “NÃO” , lá consegui chegar a bom termo. Devo ter pago uma pipa de massa pela chamada telefónica, mas só o saberei quando chegar a factura. Meia hora depois, feliz e contente, já eu estava em frente ao computador a fazer a referida transferência.
Saí para tomar café e, ao abrir a caixa de correio, reparei que tinha um aviso para levantar um livro na estação de correios. Fui lá buscar a encomenda que o carteiro não me levou a casa. Enquanto esperava, coloquei uma moeda na máquina das bebidas e tirei, eu próprio, o café.
Já que estava na rua aproveitei para ir a Lisboa tratar de uns pequenos assuntos que tinha pendentes. Verifiquei que o depósito de combustível estava quase na reserva, passei na bomba da gasolina e atestei. Passei o cartão Visa na ranhura e fiz o pagamento automático.
Passei a ponte 25 de Abril na faixa da Via Verde e estacionei calmamente num parque subterrâneo, bem perto do primeiro local onde ía. Peguei na caixa que continha o kit de instalação do ADSL e aproveitei também para ir à FNAC procurar um livro que tenho vontade de ler. Como eram apenas 3 quarteirões de distância, resolvi não tirar o carro do parque e comprei, na máquina automática, um bilhete de ida e volta de Metro. Felizmente não tive problemas pois tinha moedas suficientes para nem necessitar de troco. O livro não estava disponível, pelo que decidi mais tarde encomendá-lo via Internet.
Estava quase na hora de almoço e, depois de tantas voltas, não estava com pachorra de me sentar num restaurante, mais ainda porque nem gosto de almoçar sozinho. Fui ao Mac do Centro Comercial, fiz o pedido, recebi o tabuleiro e transportei-o à mesa. No final, como pessoa bem educada, fui despejar o lixo e coloquei o tabuleiro no local próprio.
Voltei ao parque de estacionamento, fiz pagamento automático e voltei para casa. Mal cheguei fui instalar a minha nova banda larga.
Em poucas horas fui empregado bancário, carteiro, gasolineiro, portageiro, caixa do Metro e do parque de estacionamento, empregado do café e empregado de mesa. Acabei o dia como técnico de computadores e telecomunicações.
Para mim, à parte de ter de pagar para ter exercido algumas destas profissões, nomeadamente o telefonema para a “voz” bancária e o custo da transacção electrónica no posto de combustível (para não falar do dispêndio feito em tempos com o identificador Via Verde), pareceu-me ter sido um funcionário eficiente e polivalente. A única coisa de que não me poderei queixar é de ser um dos quase 500.000 desempregados deste país. Também sou culpado!
quarta-feira, novembro 09, 2005
835. Demora
Tenho demorado algum tempo a actualizar o meu blog porque, a propósito do post anterior, tenho andado à procura de cubanos, mexicanos e porto-riquenhos de ascensão social nos EUA. Infelizmente a lista é escassa o que a torna, praticamente, sem interesse para publicação. Retomarei o meu ritmo e estilo habituais dentro em breve.
PS. O caso Larry King nunca existiu!
Tenho demorado algum tempo a actualizar o meu blog porque, a propósito do post anterior, tenho andado à procura de cubanos, mexicanos e porto-riquenhos de ascensão social nos EUA. Infelizmente a lista é escassa o que a torna, praticamente, sem interesse para publicação. Retomarei o meu ritmo e estilo habituais dentro em breve.
PS. O caso Larry King nunca existiu!
segunda-feira, novembro 07, 2005
834. Só a brincar…
Quando o Dr. Pacheco Pereira escreveu isto no Abrupto só podia estar a brincar.
“…e, por último, o enorme contraste entre o modo europeu de “receber” e integrar os emigrantes envolvendo-os em subsídios e apoios, centrado no estado e no orçamento, hoje naturalmente em crise; e o modo americano que vive acima de tudo do dinamismo da sociedade que lhes dá oportunidades de emprego e ascensão social”
(e eu que pensava que ele era uma pessoa assim para o sério e que nem gostasse de contar anedotas).
PS. Sublinhado por mim próprio.
Quando o Dr. Pacheco Pereira escreveu isto no Abrupto só podia estar a brincar.
“…e, por último, o enorme contraste entre o modo europeu de “receber” e integrar os emigrantes envolvendo-os em subsídios e apoios, centrado no estado e no orçamento, hoje naturalmente em crise; e o modo americano que vive acima de tudo do dinamismo da sociedade que lhes dá oportunidades de emprego e ascensão social”
(e eu que pensava que ele era uma pessoa assim para o sério e que nem gostasse de contar anedotas).
PS. Sublinhado por mim próprio.
domingo, novembro 06, 2005
833. Eu não sou um blogger profissional (ou notas soltas ao fim de semana)
Gosto de ler blogs e passo horas nisto, mas fico lixado da vista quando leio blogs escritos a branco em fundo preto. E fico “irritado” com os seus autores, principalmente se são bloggers de quem gosto.
(esta é uma nota dirigida a dois dos blogs que sempre leio Novos Voos e Klepsidra)
Proposta demagógica e fantasista foi como José Sócrates classificou a proposta da CGTP sobre o salário mínimo. Demagogos são, como Sócrates classifica, quase todos. Talvez seja a palavra mais utilizada pelo nosso PM. Não tem nenhum espelho lá em casa?
(esta nota é uma nota aconselhadora; pode clicar aqui Sr. PM)
Um dia destes a propósito de piadas li algures um blog que chamava mentecaptos aos que viam programas como “Os malucos do riso”. Confesso que raramente vejo, mas que estou ansioso por ver o próximo. Ela faz parte do elenco. Mente quê?
(nota para quem anda distraído, a Liliana é esta aqui.)
Sporting x Leiria
Os gajos não se calaram com levar não sei quem ao colo.
(nota para alguns lagartos de estimação)
A notícia é antiga, tem mais de dois anos, mas veio-me à memória esta semana, quando se relembrou os 250 anos do terramoto de 1755. Muito se falou se Portugal estaria preparado para outro terramoto. Em Outubro de 2003, Catalina Pestana dizia ao Expresso: “O país não está preparado para o terramoto que aí vem”. Ai não que não está. Apenas tivemos o tufão “bibi”, a tempestade tropial “ritto” e o furacão “cruz”. O poder instalado conseguiu evitar o terramoto.
(nota para todos os cientista que se dedicam ao fenómeno)
Mais uma cabala contra o FCP. O Expresso de ontem.
(não há mais notas para quem já tem excesso de liquidez)
Gosto de ler blogs e passo horas nisto, mas fico lixado da vista quando leio blogs escritos a branco em fundo preto. E fico “irritado” com os seus autores, principalmente se são bloggers de quem gosto.
(esta é uma nota dirigida a dois dos blogs que sempre leio Novos Voos e Klepsidra)
Proposta demagógica e fantasista foi como José Sócrates classificou a proposta da CGTP sobre o salário mínimo. Demagogos são, como Sócrates classifica, quase todos. Talvez seja a palavra mais utilizada pelo nosso PM. Não tem nenhum espelho lá em casa?
(esta nota é uma nota aconselhadora; pode clicar aqui Sr. PM)
Um dia destes a propósito de piadas li algures um blog que chamava mentecaptos aos que viam programas como “Os malucos do riso”. Confesso que raramente vejo, mas que estou ansioso por ver o próximo. Ela faz parte do elenco. Mente quê?
(nota para quem anda distraído, a Liliana é esta aqui.)
Sporting x Leiria
Os gajos não se calaram com levar não sei quem ao colo.
(nota para alguns lagartos de estimação)
A notícia é antiga, tem mais de dois anos, mas veio-me à memória esta semana, quando se relembrou os 250 anos do terramoto de 1755. Muito se falou se Portugal estaria preparado para outro terramoto. Em Outubro de 2003, Catalina Pestana dizia ao Expresso: “O país não está preparado para o terramoto que aí vem”. Ai não que não está. Apenas tivemos o tufão “bibi”, a tempestade tropial “ritto” e o furacão “cruz”. O poder instalado conseguiu evitar o terramoto.
(nota para todos os cientista que se dedicam ao fenómeno)
Mais uma cabala contra o FCP. O Expresso de ontem.
(não há mais notas para quem já tem excesso de liquidez)
sexta-feira, novembro 04, 2005
832. Hoje está Sol. E amanhã?
Há bastante tempo atrás, nos EUA, foi atribuído um prémio às estações de rádio ou televisão que durante um ano tivessem maior fiabilidade na previsão do estado do tempo. Quando à estação de rádio ganhadora lhe foi perguntado como é que obtinha os dados (fonte nunca referida) que lhe tinham dado tamanha vantagem em relação a todas as outras estações, a resposta foi simples:
- O tempo não muda de uma forma tão brusca que não possamos admitir que o dia seguinte seja igual ao anterior. Daí que apenas tenhamos errado quando isso não aconteceu.
A história deste truque simples (provavelmente numa época em que os satélites não existiam e a ciência não estava tão evoluída), veio-me à memória quando hoje recebi de um amigo meu a foto que a seguir publico.
“Elementar, meu caro Watson”.
Há bastante tempo atrás, nos EUA, foi atribuído um prémio às estações de rádio ou televisão que durante um ano tivessem maior fiabilidade na previsão do estado do tempo. Quando à estação de rádio ganhadora lhe foi perguntado como é que obtinha os dados (fonte nunca referida) que lhe tinham dado tamanha vantagem em relação a todas as outras estações, a resposta foi simples:
- O tempo não muda de uma forma tão brusca que não possamos admitir que o dia seguinte seja igual ao anterior. Daí que apenas tenhamos errado quando isso não aconteceu.
A história deste truque simples (provavelmente numa época em que os satélites não existiam e a ciência não estava tão evoluída), veio-me à memória quando hoje recebi de um amigo meu a foto que a seguir publico.
“Elementar, meu caro Watson”.
quinta-feira, novembro 03, 2005
831. A investigação policial em Portugal
Admito que o Jorge Coelho esteja inocente na questão do coiso, quer dizer do xadrez. No entanto, a investigação policial no nosso país deixa muito a desejar. O PreDatado descobriu o tabuleiro em pleno quintal, junto á piscina. E nem foi preciso armar-se em paparazzi.
Admito que o Jorge Coelho esteja inocente na questão do coiso, quer dizer do xadrez. No entanto, a investigação policial no nosso país deixa muito a desejar. O PreDatado descobriu o tabuleiro em pleno quintal, junto á piscina. E nem foi preciso armar-se em paparazzi.
quarta-feira, novembro 02, 2005
828. Porque me pediram e porque sou solidário
Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê.
Aqui, já está a acontecer.
Proximidade e mão amiga. "Proximizade", feita do entusiasmo voluntário de quem quer ajudar a combater a apatia, a dispersão e a insensibilidade que nos ameaça se continuarmos indiferentes ao que se sabe e ao que se vê.
Aqui, já está a acontecer.
terça-feira, novembro 01, 2005
826. Agradecimento
A quem se lembrou do aniversário deste blog. À Rita, à Ângela do (IN)certezas, ao Mário Almeida de A Fonte, à Monalisa do Sitio da Saudade, ao mfc do Pé de Meia, à Lena do Reciclarte, ao Jorge Morais do 6 em 1, à lu do Lugar Efémero, à mad do Aliciante, ao Luís Eduardo do Oceanus e à Dinny do Flor da Pele, ao João Pimentel Teixeira do Ma-Schamba , a todos muito obrigado. E também a todos os que por aqui vão passando e que são a razão de eu continuar a partilhar algumas ideias e muitas tolices. Bem hajam.
A quem se lembrou do aniversário deste blog. À Rita, à Ângela do (IN)certezas, ao Mário Almeida de A Fonte, à Monalisa do Sitio da Saudade, ao mfc do Pé de Meia, à Lena do Reciclarte, ao Jorge Morais do 6 em 1, à lu do Lugar Efémero, à mad do Aliciante, ao Luís Eduardo do Oceanus e à Dinny do Flor da Pele, ao João Pimentel Teixeira do Ma-Schamba , a todos muito obrigado. E também a todos os que por aqui vão passando e que são a razão de eu continuar a partilhar algumas ideias e muitas tolices. Bem hajam.
sábado, outubro 29, 2005
quarta-feira, outubro 26, 2005
822. O Google mandou-os cá
Vieram à procura mas com pena minha não os pude satisfazer.
Dar um pum – pois, à vezes também acho que o meu blog não cheira assim tão bem.
Catarina frutado nua – por acaso acho que queria Furtado, já que a Catarina é fruta de mais para este escriba.
Pickles de cenoura – uma receita fácil, mas que nunca a transmiti. Segredo de gerações.
Livros de camassutra – Qual preferem? O Ilustrado?
Putas enfermeiras – Fetiches não é comigo. Puta é puta e mais nada!
Piercing no umbigo – Eu não uso, mas também não digo que desta água não beberei.
Putas pretas – Com tanta pesquisa de putas começo a desconfiar se isto é um blog ou um bordel.
Vieram à procura mas com pena minha não os pude satisfazer.
Dar um pum – pois, à vezes também acho que o meu blog não cheira assim tão bem.
Catarina frutado nua – por acaso acho que queria Furtado, já que a Catarina é fruta de mais para este escriba.
Pickles de cenoura – uma receita fácil, mas que nunca a transmiti. Segredo de gerações.
Livros de camassutra – Qual preferem? O Ilustrado?
Putas enfermeiras – Fetiches não é comigo. Puta é puta e mais nada!
Piercing no umbigo – Eu não uso, mas também não digo que desta água não beberei.
Putas pretas – Com tanta pesquisa de putas começo a desconfiar se isto é um blog ou um bordel.
terça-feira, outubro 25, 2005
821. Eu e o ... futebol.
Aqui atrasado contaram-me duas piadas. Uma era assim: Qual diferença entre uma joaninha e o Benfica? Resposta: a Joaninha tem mais pontos. A outra era que até o Tiago Monteiro tinha mais pontos do que o Benfica: Os meus amigos lagartos há uma data de tempo que não me contam piadas. Acho que não têm tanto espírito de humor como eu imaginava que tivessem.
Aqui atrasado contaram-me duas piadas. Uma era assim: Qual diferença entre uma joaninha e o Benfica? Resposta: a Joaninha tem mais pontos. A outra era que até o Tiago Monteiro tinha mais pontos do que o Benfica: Os meus amigos lagartos há uma data de tempo que não me contam piadas. Acho que não têm tanto espírito de humor como eu imaginava que tivessem.
820. O PreDatado nas Presidenciais
Neste país que adoptou como fórmula democrática a alternância entre o PS e o PSD para nos governar. Neste país que está no estado em que está ao fim de trinta anos de aplicação desta fórmula, parece haver boas razões para não se votar em Soares ou em Cavaco. Quem quiser manter o status quo, também tem boas razões para votar num destes. Eu já sei em quem não voto. Nem Cavaco, nem Soares, apesar da vergonhosa campanha de bipolarização que por aí grassa.
PS. Acredito que um país que elege Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro e Isaltino Morais, não mereça mais do que ter Cavaco ou Soares como presidente.
Neste país que adoptou como fórmula democrática a alternância entre o PS e o PSD para nos governar. Neste país que está no estado em que está ao fim de trinta anos de aplicação desta fórmula, parece haver boas razões para não se votar em Soares ou em Cavaco. Quem quiser manter o status quo, também tem boas razões para votar num destes. Eu já sei em quem não voto. Nem Cavaco, nem Soares, apesar da vergonhosa campanha de bipolarização que por aí grassa.
PS. Acredito que um país que elege Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro e Isaltino Morais, não mereça mais do que ter Cavaco ou Soares como presidente.
819. Um novo blog

Pela minha querida Mad, conheci-o. Agora estou à espera a ver no que dá. Mas pelos artistas, espero muito dele. Um novo blog a acompanhar!
PS. Ahhh, e escreve lá a minha querida Karla!

Pela minha querida Mad, conheci-o. Agora estou à espera a ver no que dá. Mas pelos artistas, espero muito dele. Um novo blog a acompanhar!
PS. Ahhh, e escreve lá a minha querida Karla!
sexta-feira, outubro 21, 2005
818. Anúncio
Se conhecerem alguém que necessite de explicações das disciplinas constantes deste anúncio façam o favor de me contactar pelo e-mail : vmaf@netcabo.pt
Importante: estas explicações são dadas na área de Corroios pelo que devem ter esse aspecto em atenção.
Mesmo se nenhum dos leitores estiver pessoalmente interessado, pode ser que tenham familiares, amigos ou conhecidos que estejam, pelo que agradeço a divulgação.
Obrigado.
Se conhecerem alguém que necessite de explicações das disciplinas constantes deste anúncio façam o favor de me contactar pelo e-mail : vmaf@netcabo.pt
Importante: estas explicações são dadas na área de Corroios pelo que devem ter esse aspecto em atenção.
Mesmo se nenhum dos leitores estiver pessoalmente interessado, pode ser que tenham familiares, amigos ou conhecidos que estejam, pelo que agradeço a divulgação.
Obrigado.
quinta-feira, outubro 20, 2005
817. Bloqueio
Não podia terminar a minha crónica de viagem sem emitir uma opinião pessoal. O Bloqueio imposto a Cuba pelos Estados Unido é criminoso. É criminoso não só ao nível económico, comercial e financeiro mas também no plano Humano. Prejudica a saúde dos cubanos, a alimentação e a educação, além dos danos que causa ao turismo, às finanças, aos transportes e por aí fora. Poderia dar aqui dezenas de exemplos desta afectação e os custos para a economia cubana que ela acarreta. Mas isso todos os meus leitores podem sabê-lo acorrendo aos vários meios de informação internacional. Desde a impossibilidade de adquirirem as recargas de fontes radioactivas para o combate ao cancro, os analisadores de gás no sangue utilizados nas unidades de cuidados intensivos, a impossibilidade de se adquirir um novo microscópio electrónico para o principal hospital cubano, as faculdades não poderem adquirir os equipamentos para investigação, a incapacidade de ligar em rede computadores universitários internacionais, sob pena de os Estados Unidos cortarem os apoios às outras universidades passando pela mesquinhez de não se autorizarem as empresas que fornecem os componentes aromáticos para a fabricação de refrescos, poderia estar aqui todo o dia a relatar os casos que conheço. Por isso me associo a todos quantos levantam a voz contra este criminoso embargo. Enquanto esta inqualificável atitude imperialista, que dura há mais de 40 anos, não terminar, não tenho condição intelectual para criticar o regime cubano.
Não podia terminar a minha crónica de viagem sem emitir uma opinião pessoal. O Bloqueio imposto a Cuba pelos Estados Unido é criminoso. É criminoso não só ao nível económico, comercial e financeiro mas também no plano Humano. Prejudica a saúde dos cubanos, a alimentação e a educação, além dos danos que causa ao turismo, às finanças, aos transportes e por aí fora. Poderia dar aqui dezenas de exemplos desta afectação e os custos para a economia cubana que ela acarreta. Mas isso todos os meus leitores podem sabê-lo acorrendo aos vários meios de informação internacional. Desde a impossibilidade de adquirirem as recargas de fontes radioactivas para o combate ao cancro, os analisadores de gás no sangue utilizados nas unidades de cuidados intensivos, a impossibilidade de se adquirir um novo microscópio electrónico para o principal hospital cubano, as faculdades não poderem adquirir os equipamentos para investigação, a incapacidade de ligar em rede computadores universitários internacionais, sob pena de os Estados Unidos cortarem os apoios às outras universidades passando pela mesquinhez de não se autorizarem as empresas que fornecem os componentes aromáticos para a fabricação de refrescos, poderia estar aqui todo o dia a relatar os casos que conheço. Por isso me associo a todos quantos levantam a voz contra este criminoso embargo. Enquanto esta inqualificável atitude imperialista, que dura há mais de 40 anos, não terminar, não tenho condição intelectual para criticar o regime cubano.
816. Apontamentos

• Não consegui vencer o jet lag. Às 10 da noite caía de sono às 4 da manhã já estava acordado.
• Auras Tiñosas, as aves mais vistas nos céus de cuba. Parecem-se com grifos, voam como as cegonhas e são abundantes como as gaivotas. São pretas e têm a cabeça vermelha.
• Especialidade da casa no restaurante Al Aljibe, um dos mais famosos de Cuba. Toma lá 43 CUCs por duas pessoas para comer frango no forno acompanhado de arroz branco e feijão preto. Especialidade só mesmo o preço.
• À boleia. Os transportes públicos são poucos e maus. Em todos os semáforos ou ao longo das ruas e das estradas há magotes de pessoas à boleia. A solidariedade funciona.
• Patrulha e segurança. Numa festa de 30 crianças, no meio dos espectadores contei 140 polícias. Depois desisti de contar.
• Brilho nos olhos. Das crianças a quem distribuí caramelos, canetas, lápis, afias, borrachas, réguas e outros regalos.
• Os táxis que não são táxis. Mesmo correndo riscos, por ser proibido e não estar coberto por seguro de passageiros, optei algumas vezes por utilizar a oferta de carros particulares como táxis. O preço era o mesmo e foi uma maneira que arranjei de aumentar o escasso salário a alguns cubanos.
• Puros. A venda de charutos nas ruas é proibida. Para quem vende e para quem compra, sujeita a forte penalização. Não consegui dar 50 passos sem ser abordado por alguém a querer vender-me puros. Yo solo fumo cigarrillos, foi a minha desculpa, para que se afastassem.
• “Varadero no es Cuba”. De facto esta frase ouvida de mais de uma pessoa é absolutamente verdade. Em Varadero não se têm a mínima noção de que se está em Cuba, excepto se se perguntar a nacionalidade aos empregados dos hotéis e dos bares. Pode-se estar em Varadero como em qualquer outra praia das Caraíbas.
• Fachadas (na foto). As casas em cuba são na maioria muito bonitas. Infelizmente a maioria está em ruínas embora habitadas. Em certas ruas, principalmente de Havana Velha, parece estar-se num cenário de pós-guerra. Os seus proprietários não têm condição económica para as mandar arranjar. O Governo tem-se encarregado de recuperar as fachadas. Para turista ver.
• Sem-abrigo. Não há sinais de sem abrigos nas ruas de Havana. O degradante espectáculo de gente a dormir pelas ruas em Lisboa, não tem paralelo em Cuba. Deu para ver que no mínimo todos têm uma barraca onde morar.
• Propina (gorjeta). É uma instituição. A mendicidade praticamente não existe nos moldes que a conhecemos noutros países, nomeadamente em Portugal. Em 9 dias, apenas vi um senhor de prótese, sentado num muro solicitando uma esmola. No entanto, a cada acto se espera por uma gorjeta. Até no free-shop do aeroporto, nas caixas existe uma cestinha para la propina.
• Putas (II). A prostituição existe mas é discreta. O assédio faz-se nas praias, nas piscinas dos hotéis e por aí fora. Mas insinuada, esperando que seja o turista efectivamente a assediar.
• Mini saia. Não se esperava outra coisa num país onde faz calor todo o ano.
• As casas de câmbio são também uma instituição. Formam-se filas de cubanos para trocar os escassos pesos cubanos que lhes sobra do salário por alguns CUCs. Os restantes são adquiridos em vários expedientes.
• Segurança. Evitando percorrer á noite algumas ruas mais isoladas e de escassa iluminação, é seguro andar pelas ruas de Havana. Um ou outro carteirista (que não presenciei, apenas me inteirei da sua existência) constituem a excepção. Nunca me senti ameaçado.
• Cintilantes eram os pescoços, os dedos e os pulsos de alguns, poucos, cubanos e nenhuma cubana. Cintilantes de ouro. Exageradamente cintilantes, para uma população na generalidade pobre. A estes não tive coragem de perguntar como é que tinham tanto ouro ou porque é que os ostentavam. Fica para a próxima. Não gosto de fazer suposições.
• Tirei quase quatrocentas fotografias.

• Não consegui vencer o jet lag. Às 10 da noite caía de sono às 4 da manhã já estava acordado.
• Auras Tiñosas, as aves mais vistas nos céus de cuba. Parecem-se com grifos, voam como as cegonhas e são abundantes como as gaivotas. São pretas e têm a cabeça vermelha.
• Especialidade da casa no restaurante Al Aljibe, um dos mais famosos de Cuba. Toma lá 43 CUCs por duas pessoas para comer frango no forno acompanhado de arroz branco e feijão preto. Especialidade só mesmo o preço.
• À boleia. Os transportes públicos são poucos e maus. Em todos os semáforos ou ao longo das ruas e das estradas há magotes de pessoas à boleia. A solidariedade funciona.
• Patrulha e segurança. Numa festa de 30 crianças, no meio dos espectadores contei 140 polícias. Depois desisti de contar.
• Brilho nos olhos. Das crianças a quem distribuí caramelos, canetas, lápis, afias, borrachas, réguas e outros regalos.
• Os táxis que não são táxis. Mesmo correndo riscos, por ser proibido e não estar coberto por seguro de passageiros, optei algumas vezes por utilizar a oferta de carros particulares como táxis. O preço era o mesmo e foi uma maneira que arranjei de aumentar o escasso salário a alguns cubanos.
• Puros. A venda de charutos nas ruas é proibida. Para quem vende e para quem compra, sujeita a forte penalização. Não consegui dar 50 passos sem ser abordado por alguém a querer vender-me puros. Yo solo fumo cigarrillos, foi a minha desculpa, para que se afastassem.
• “Varadero no es Cuba”. De facto esta frase ouvida de mais de uma pessoa é absolutamente verdade. Em Varadero não se têm a mínima noção de que se está em Cuba, excepto se se perguntar a nacionalidade aos empregados dos hotéis e dos bares. Pode-se estar em Varadero como em qualquer outra praia das Caraíbas.
• Fachadas (na foto). As casas em cuba são na maioria muito bonitas. Infelizmente a maioria está em ruínas embora habitadas. Em certas ruas, principalmente de Havana Velha, parece estar-se num cenário de pós-guerra. Os seus proprietários não têm condição económica para as mandar arranjar. O Governo tem-se encarregado de recuperar as fachadas. Para turista ver.
• Sem-abrigo. Não há sinais de sem abrigos nas ruas de Havana. O degradante espectáculo de gente a dormir pelas ruas em Lisboa, não tem paralelo em Cuba. Deu para ver que no mínimo todos têm uma barraca onde morar.
• Propina (gorjeta). É uma instituição. A mendicidade praticamente não existe nos moldes que a conhecemos noutros países, nomeadamente em Portugal. Em 9 dias, apenas vi um senhor de prótese, sentado num muro solicitando uma esmola. No entanto, a cada acto se espera por uma gorjeta. Até no free-shop do aeroporto, nas caixas existe uma cestinha para la propina.
• Putas (II). A prostituição existe mas é discreta. O assédio faz-se nas praias, nas piscinas dos hotéis e por aí fora. Mas insinuada, esperando que seja o turista efectivamente a assediar.
• Mini saia. Não se esperava outra coisa num país onde faz calor todo o ano.
• As casas de câmbio são também uma instituição. Formam-se filas de cubanos para trocar os escassos pesos cubanos que lhes sobra do salário por alguns CUCs. Os restantes são adquiridos em vários expedientes.
• Segurança. Evitando percorrer á noite algumas ruas mais isoladas e de escassa iluminação, é seguro andar pelas ruas de Havana. Um ou outro carteirista (que não presenciei, apenas me inteirei da sua existência) constituem a excepção. Nunca me senti ameaçado.
• Cintilantes eram os pescoços, os dedos e os pulsos de alguns, poucos, cubanos e nenhuma cubana. Cintilantes de ouro. Exageradamente cintilantes, para uma população na generalidade pobre. A estes não tive coragem de perguntar como é que tinham tanto ouro ou porque é que os ostentavam. Fica para a próxima. Não gosto de fazer suposições.
• Tirei quase quatrocentas fotografias.
815. Custo de vida
O custo de vida em Cuba é elevado. A maioria dos produtos vende-se em lojas de CUCs. Não é aceite o peso cubano. Roupa, calçado, produtos de higiene pessoal (champô, desodorizante, sabonete, pasta dentífrica, pensos higiénicos), produtos para o lar (detergentes, panelas, talheres, pratos, etc), bebidas e determinados produtos alimentares como o azeite, o vinagre, os óleos, as especiarias ou até os guardanapos e o papel higiénico se vendem nestas lojas. Sem exagerar, direi que os preços da maioria dos produtos, por serem importados, são mais elevados que na Europa. O pior não é os produtos se venderem nestas lojas. O pior é a maioria dos cubanos não ganharem salário para os adquirir. Claro que na Europa, grande parte da população também não tem poder de compra para todas as suas necessidades básicas. A diferença está na palavra MAIORIA. Os salários são muito baixos em Cuba. Eu falei com alguns cubanos de várias profissões. Darei apenas um exemplo para não ser maçador. Uma enfermeira ganha o equivalente, em Pesos Convertíveis, a 10 CUCs. Quer dizer 240 pesos cubanos, pois todos os salários são pagos em pesos cubanos. A água, electricidade, gás e telefone custa-lhe aproximadamente 100 pesos cubanos por mês. Tem uma caderneta para utilizar as tiendas do estado onde lhe é fornecido a preços efectivamente muito baixos, o arroz, o feijão, o açúcar, o sal, o café, o leite (um pacote por dia para quem tem filhos com idade inferior a 7 anos), o pão (um pão por dia). Sobra-lhe por mês para aquisição das restantes necessidades, mais ou menos 100 pesos cubanos que é o mesmo que dizer 4 CUCs (Euros ou Dólares ou como vos der mais jeito pensar). Um litro de azeite custa 5 CUCs e uma pasta dentífrica 1,5 CUCs, Está tudo dito.
PS. Apesar destas dificuldades, a mortalidade infantil é das mais baixas do mundo, não consta que os cubanos morram de fome, a esperança de vida é aproximadamente 74 anos e a contestação mínima. Mesmo as pessoas a quem fiz as perguntas não o falaram como uma queixa, apenas como uma realidade. “Estamos luchando” e o Império não nos vencerá está perfeitamente enraizado na população.
O custo de vida em Cuba é elevado. A maioria dos produtos vende-se em lojas de CUCs. Não é aceite o peso cubano. Roupa, calçado, produtos de higiene pessoal (champô, desodorizante, sabonete, pasta dentífrica, pensos higiénicos), produtos para o lar (detergentes, panelas, talheres, pratos, etc), bebidas e determinados produtos alimentares como o azeite, o vinagre, os óleos, as especiarias ou até os guardanapos e o papel higiénico se vendem nestas lojas. Sem exagerar, direi que os preços da maioria dos produtos, por serem importados, são mais elevados que na Europa. O pior não é os produtos se venderem nestas lojas. O pior é a maioria dos cubanos não ganharem salário para os adquirir. Claro que na Europa, grande parte da população também não tem poder de compra para todas as suas necessidades básicas. A diferença está na palavra MAIORIA. Os salários são muito baixos em Cuba. Eu falei com alguns cubanos de várias profissões. Darei apenas um exemplo para não ser maçador. Uma enfermeira ganha o equivalente, em Pesos Convertíveis, a 10 CUCs. Quer dizer 240 pesos cubanos, pois todos os salários são pagos em pesos cubanos. A água, electricidade, gás e telefone custa-lhe aproximadamente 100 pesos cubanos por mês. Tem uma caderneta para utilizar as tiendas do estado onde lhe é fornecido a preços efectivamente muito baixos, o arroz, o feijão, o açúcar, o sal, o café, o leite (um pacote por dia para quem tem filhos com idade inferior a 7 anos), o pão (um pão por dia). Sobra-lhe por mês para aquisição das restantes necessidades, mais ou menos 100 pesos cubanos que é o mesmo que dizer 4 CUCs (Euros ou Dólares ou como vos der mais jeito pensar). Um litro de azeite custa 5 CUCs e uma pasta dentífrica 1,5 CUCs, Está tudo dito.
PS. Apesar destas dificuldades, a mortalidade infantil é das mais baixas do mundo, não consta que os cubanos morram de fome, a esperança de vida é aproximadamente 74 anos e a contestação mínima. Mesmo as pessoas a quem fiz as perguntas não o falaram como uma queixa, apenas como uma realidade. “Estamos luchando” e o Império não nos vencerá está perfeitamente enraizado na população.
quarta-feira, outubro 19, 2005
814. Automóveis

Durante o dia é um desfile de antiguidades e velharias. Antiguidades, porque os carros coloniais ficaram por lá e o corrupio de chevrolets e fords dos anos 50 é digno de ser visto.Velharias, porque muitos destes se encontram degradados, mas pior que isso é que os carros normais, estão tão velhos quanto a queda do muro de Berlim, onde pontificam a mais de 70% os velhinhos Ladas, assim tipo Fiat 124. Também há carros novos, principalmente VW Passat e Peugeots, mas que ou são táxis, ou são de matrículas preta ou vermelha (vide um dos posts anteriores). Aliás, é curioso verificar a fauna automóvel que circula de dia e de noite. Durante o dia a maioria são carros de particulares e de empresas estatais. De noite, se descontarmos os táxis, a maioria são matrículas pretas e vermelhas. Quem tem dinheiro tem e mais nada! O pior da circulação automóvel em Havana nem é as ultrapassagens pela direita, nem as bicicletas que se atravessam a qualquer momento à nossa frente. Uma vez que a quantidade de veículos é diminuta, eu estimaria, assim por alto, menos de um décimo da circulação de Lisboa, é a avançada idade dos carros, a dificuldade de arranjar peças, a não existência de catalizadores, os escapes a caírem pelas costuras, tudo isso a provocar, em certas horas, uma atmosfera quase irrespirável. De facto o bloqueio a Cuba é criminoso e infelizmente não é só no parque automóvel (antes fosse) que se reflecte na vida daquele povo.

Durante o dia é um desfile de antiguidades e velharias. Antiguidades, porque os carros coloniais ficaram por lá e o corrupio de chevrolets e fords dos anos 50 é digno de ser visto.Velharias, porque muitos destes se encontram degradados, mas pior que isso é que os carros normais, estão tão velhos quanto a queda do muro de Berlim, onde pontificam a mais de 70% os velhinhos Ladas, assim tipo Fiat 124. Também há carros novos, principalmente VW Passat e Peugeots, mas que ou são táxis, ou são de matrículas preta ou vermelha (vide um dos posts anteriores). Aliás, é curioso verificar a fauna automóvel que circula de dia e de noite. Durante o dia a maioria são carros de particulares e de empresas estatais. De noite, se descontarmos os táxis, a maioria são matrículas pretas e vermelhas. Quem tem dinheiro tem e mais nada! O pior da circulação automóvel em Havana nem é as ultrapassagens pela direita, nem as bicicletas que se atravessam a qualquer momento à nossa frente. Uma vez que a quantidade de veículos é diminuta, eu estimaria, assim por alto, menos de um décimo da circulação de Lisboa, é a avançada idade dos carros, a dificuldade de arranjar peças, a não existência de catalizadores, os escapes a caírem pelas costuras, tudo isso a provocar, em certas horas, uma atmosfera quase irrespirável. De facto o bloqueio a Cuba é criminoso e infelizmente não é só no parque automóvel (antes fosse) que se reflecte na vida daquele povo.
813. Saúde e Educação
Em Cuba a ciência médica está desenvolvida aos mais altos níveis mundiais e a saúde é gratuita para todos os cubanos (em hospitais e nos medicamentos que lhe são receitados nas consultas; ir a uma farmácia sem receita obriga a pagar os medicamentos, neste caso caros, em pesos convertíveis). A clínica onde a minha mulher foi consultada e recebeu os primeiros tratamentos é estatal e os seus empregados, investigadores, médicos, enfermeiras, administrativos, etc. são funcionários públicos. Ganham o salário de funcionários do estado e disso falarei no próximo post. Recebem doentes de 132 países (até agora) que pagam em CUCs a preços exorbitantes. E com algumas artimanhas á mistura num conluio medicina-turismo que raia a indecência. Não tem internamento, o que obriga a que o doente fique alojado três dias pelo menos num hotel da capital. No primeiro dia é consultada (não precisa de marcação prévia) e recebe o primeiro tratamento. Nos dois dias seguintes recebe dois tratamentos rigorosamente iguais ao do primeiro dia, o qual é explicado ao doente e ao acompanhante (quando existe). Isto significa que um dia apenas seria o suficiente. No entanto paga-se á cabeça a consulta, 3 dias de tratamentos, os medicamentos que ficam retidos na clínica para aplicação in-loco e uma dose igual de medicamentos para aplicar no hotel. Apenas ao 3º dia o médico entrega uma “espécie” de relatório e receita os medicamentos suficientes para um ano de tratamentos no estrangeiro. E se vos dissesse os custos envolvidos…
Nota-1: À porta da clínica, apesar de ser expressamente proibido existem cubanos a oferecer o mesmo medicamento – exclusivo deste centro de investigação – a preços reduzidos. Uma vez que a clínica declara não se responsabilizar pelos produtos adquiridos fora da sua farmácia privativa, pressupõe-se que sejam falsos.
Em Cuba a Educação é gratuita em todos os níveis escolares, incluindo o universitário. Também o material escolar é gratuito no início do ano, sendo distribuído a cada aluno uma espécie de “unidade material” a saber: um caderno por cada disciplina, um lápis, uma esferográfica, uma borracha, etc. Quando este material acaba, tem de ser adquirido nas lojas pelos estudantes, pagando-se em pesos convertíveis. Não existem nas tiendas do estado. Todos os estudantes usam uniforme, pelo que, no início do ano escolar é oferecido a cada estudante um uniforme. Claro está quem precisar de mudar de roupa durante a semana, terá que comprar o tecido (nas lojas de roupa que só vendem em CUCs) e fazer o seu próprio uniforme. Os livros de texto estão disponíveis gratuitamente.
Nota-2: Não evito fazer um juízo de valor que tem a ver com o facto de um licenciado não ganhar muito mais que qualquer outro profissional. Efectivamente o investimento das famílias na educação é praticamente nulo o que justifica que o Estado não tenha que pagar mais a quem já pagou toda a sua formação.
Nota-3: A alegria com que um cubano em idade escolar emana quando lhe é regalado una pluma, un lápis, una goma ou qualquer outro material escolar…
Em Cuba a ciência médica está desenvolvida aos mais altos níveis mundiais e a saúde é gratuita para todos os cubanos (em hospitais e nos medicamentos que lhe são receitados nas consultas; ir a uma farmácia sem receita obriga a pagar os medicamentos, neste caso caros, em pesos convertíveis). A clínica onde a minha mulher foi consultada e recebeu os primeiros tratamentos é estatal e os seus empregados, investigadores, médicos, enfermeiras, administrativos, etc. são funcionários públicos. Ganham o salário de funcionários do estado e disso falarei no próximo post. Recebem doentes de 132 países (até agora) que pagam em CUCs a preços exorbitantes. E com algumas artimanhas á mistura num conluio medicina-turismo que raia a indecência. Não tem internamento, o que obriga a que o doente fique alojado três dias pelo menos num hotel da capital. No primeiro dia é consultada (não precisa de marcação prévia) e recebe o primeiro tratamento. Nos dois dias seguintes recebe dois tratamentos rigorosamente iguais ao do primeiro dia, o qual é explicado ao doente e ao acompanhante (quando existe). Isto significa que um dia apenas seria o suficiente. No entanto paga-se á cabeça a consulta, 3 dias de tratamentos, os medicamentos que ficam retidos na clínica para aplicação in-loco e uma dose igual de medicamentos para aplicar no hotel. Apenas ao 3º dia o médico entrega uma “espécie” de relatório e receita os medicamentos suficientes para um ano de tratamentos no estrangeiro. E se vos dissesse os custos envolvidos…
Nota-1: À porta da clínica, apesar de ser expressamente proibido existem cubanos a oferecer o mesmo medicamento – exclusivo deste centro de investigação – a preços reduzidos. Uma vez que a clínica declara não se responsabilizar pelos produtos adquiridos fora da sua farmácia privativa, pressupõe-se que sejam falsos.
Em Cuba a Educação é gratuita em todos os níveis escolares, incluindo o universitário. Também o material escolar é gratuito no início do ano, sendo distribuído a cada aluno uma espécie de “unidade material” a saber: um caderno por cada disciplina, um lápis, uma esferográfica, uma borracha, etc. Quando este material acaba, tem de ser adquirido nas lojas pelos estudantes, pagando-se em pesos convertíveis. Não existem nas tiendas do estado. Todos os estudantes usam uniforme, pelo que, no início do ano escolar é oferecido a cada estudante um uniforme. Claro está quem precisar de mudar de roupa durante a semana, terá que comprar o tecido (nas lojas de roupa que só vendem em CUCs) e fazer o seu próprio uniforme. Os livros de texto estão disponíveis gratuitamente.
Nota-2: Não evito fazer um juízo de valor que tem a ver com o facto de um licenciado não ganhar muito mais que qualquer outro profissional. Efectivamente o investimento das famílias na educação é praticamente nulo o que justifica que o Estado não tenha que pagar mais a quem já pagou toda a sua formação.
Nota-3: A alegria com que um cubano em idade escolar emana quando lhe é regalado una pluma, un lápis, una goma ou qualquer outro material escolar…
terça-feira, outubro 18, 2005
812. As matrículas
Em Cuba, a cor das matrículas dos carros caracterizam a sua propriedade. Temos assim:
Brancas – Membros do Governo
Azuis – Estado e empresas estatais
Vermelhas – Estado (normalmente usadas por quadros do Estado)
Verdes – Forças armadas – Ministério do Interior.
Pretas – Corpo Diplomático
Laranjas – Cidadãos Estrangeiros
Creme – Executivos e Directores de Empresas
Castanho – Veículos de aluguer
Amarelas - Particulares
Mais tarde voltarei ao tema. De todas apenas não vi circular nenhuma matrícula branca. Apenas tomei conhecimento da sua existência.
Em Cuba, a cor das matrículas dos carros caracterizam a sua propriedade. Temos assim:
Brancas – Membros do Governo
Azuis – Estado e empresas estatais
Vermelhas – Estado (normalmente usadas por quadros do Estado)
Verdes – Forças armadas – Ministério do Interior.
Pretas – Corpo Diplomático
Laranjas – Cidadãos Estrangeiros
Creme – Executivos e Directores de Empresas
Castanho – Veículos de aluguer
Amarelas - Particulares
Mais tarde voltarei ao tema. De todas apenas não vi circular nenhuma matrícula branca. Apenas tomei conhecimento da sua existência.
811. A moeda
Em Cuba vigoram duas moedas. O Peso Cubano e o Peso Convertible (CUC). O Peso Cubano é a moeda dos cubanos, a moeda que os cubanos recebem como salário, a moeda com que os cubanos pagam os serviços (água, electricidade, gás, telefone) e os bens básicos (distribuídos nas tiendas estatais contra apresentação de caderneta, o açúcar, o café, o sal, a farinha, o pão, o leite). Tudo o resto se compra em CUCs. Para se ter 1 peso convertible basta ter $1 USD, que é como eles próprios se referem, já que falam em dólares e em pesos convertíveis, indiscriminadamente. Para nós, europeus, falar em pesos convertíveis é praticamente falar em Euros, já que o câmbio oscila (balcões de hotel, casas de cãmbio e bancos) entre 1Euro = 1,06 CUC e 1,08 CUC. Portanto, se quisermos comprar uma cerveja, um shampoo, uma pasta dentífrica ou um pacotinho de detergente para a roupa temos de ter CUCs. Mais tarde falarei mais sobre isto.
Em Cuba vigoram duas moedas. O Peso Cubano e o Peso Convertible (CUC). O Peso Cubano é a moeda dos cubanos, a moeda que os cubanos recebem como salário, a moeda com que os cubanos pagam os serviços (água, electricidade, gás, telefone) e os bens básicos (distribuídos nas tiendas estatais contra apresentação de caderneta, o açúcar, o café, o sal, a farinha, o pão, o leite). Tudo o resto se compra em CUCs. Para se ter 1 peso convertible basta ter $1 USD, que é como eles próprios se referem, já que falam em dólares e em pesos convertíveis, indiscriminadamente. Para nós, europeus, falar em pesos convertíveis é praticamente falar em Euros, já que o câmbio oscila (balcões de hotel, casas de cãmbio e bancos) entre 1Euro = 1,06 CUC e 1,08 CUC. Portanto, se quisermos comprar uma cerveja, um shampoo, uma pasta dentífrica ou um pacotinho de detergente para a roupa temos de ter CUCs. Mais tarde falarei mais sobre isto.
810.
As putas (I)
São como as putas, só que são gajos. Ou melhor, são como as alternadeiras. E eu estava, com certeza, com um néon na testa a acender e a apagar: TANSO!, TANSO!, TANSO!.
Só que “estes” tipos, não se sentando nos nossos colos, nem nos deixando passar a mão na perna, como fazem as putas, são eles que nos passam a mão no pelo. Depois de alguma conversa, por sinal bem simpática, ofereci uma cerveja. Preferiram uma cuba livre. E depois mais outra e eu que sim, senhor. Depois veio a conta e o nosso almoço foi metade do preço das cubas livres que paguei. Ainda tenho o néon na testa a piscar.
PS1. Conto este episódio não para exorcizar a minha humilhação, mas apenas como aviso à navegação. Cuidado com os jaqueteros.
PS2. Com a conta na mão queixamo-nos às autoridades. A cidade é altamente patrulhada pelo que é facílimo encontrar um polícia em qualquer raio de 25 metros. Os próprios ficaram “escandalizados” com o preço pago. No entanto, recusaram a deslocarem-se connosco à esplanada que estava a menos de 20 metros mas aconselharam-nos a ir apresentar queixa na esquadra, avisando-nos que poderia demorar a tarde inteira para fazer a participação. É o vais!
As putas (I)São como as putas, só que são gajos. Ou melhor, são como as alternadeiras. E eu estava, com certeza, com um néon na testa a acender e a apagar: TANSO!, TANSO!, TANSO!.
Só que “estes” tipos, não se sentando nos nossos colos, nem nos deixando passar a mão na perna, como fazem as putas, são eles que nos passam a mão no pelo. Depois de alguma conversa, por sinal bem simpática, ofereci uma cerveja. Preferiram uma cuba livre. E depois mais outra e eu que sim, senhor. Depois veio a conta e o nosso almoço foi metade do preço das cubas livres que paguei. Ainda tenho o néon na testa a piscar.
PS1. Conto este episódio não para exorcizar a minha humilhação, mas apenas como aviso à navegação. Cuidado com os jaqueteros.
PS2. Com a conta na mão queixamo-nos às autoridades. A cidade é altamente patrulhada pelo que é facílimo encontrar um polícia em qualquer raio de 25 metros. Os próprios ficaram “escandalizados” com o preço pago. No entanto, recusaram a deslocarem-se connosco à esplanada que estava a menos de 20 metros mas aconselharam-nos a ir apresentar queixa na esquadra, avisando-nos que poderia demorar a tarde inteira para fazer a participação. É o vais!
808. Outdoors

Encontram-se espalhados pelas ruas de Havana, pelas estradas de Cuba, pelos Centros Comerciais. Como em qualquer país europeu ou norte-americano. Só que estes, não propagandeiam perfumes, automóveis, lingerie. São ideias em forma de mensagem, são apelos e convicções políticas. Quem quiser comprar, que compre.

Encontram-se espalhados pelas ruas de Havana, pelas estradas de Cuba, pelos Centros Comerciais. Como em qualquer país europeu ou norte-americano. Só que estes, não propagandeiam perfumes, automóveis, lingerie. São ideias em forma de mensagem, são apelos e convicções políticas. Quem quiser comprar, que compre.
807. Regressado
Acabado de chegar do mar das Caraíbas, passei por aqui para vos dar os bons dias. Depois de um banho, de um puro e de uma soneca, voltarei para contar algo do bocadinho que vi de Cuba. Mas podem tirar o cavalinho da chuva pois não será uma crónica política. Apenas de viagem. Para mais tarde recordar.
Acabado de chegar do mar das Caraíbas, passei por aqui para vos dar os bons dias. Depois de um banho, de um puro e de uma soneca, voltarei para contar algo do bocadinho que vi de Cuba. Mas podem tirar o cavalinho da chuva pois não será uma crónica política. Apenas de viagem. Para mais tarde recordar.
sábado, outubro 08, 2005
806. Esclarecimento
O PreDatado não abandonou as lides. A verdade é que o PreDatado é um grandessíssimo (ena, como eu gosto de dizer esta palavra) preguiçoso. Esta semana foi até farta em motivos que dariam óptimos posts, bastaria que para isso o PreDatado desatasse a discorrer sobre ciência, eleições, corrupção, incêndios, futebol, prémios nóbeis e sei lá quantos outros temas que fizeram da semana que agora acaba um manancial de ideias. Mas não. Em vez disso, ficou quieto o PreDatado a dar voltas nos blogs dos outros, a jogar Sudoku, a fumar cigarros, a conversar com amigos e amigas via Internet, a tomar descafeinados, a brincar com o Schubert e com a Yasmin, a comer bife com batatas fritas (ai meu querido Lunch Time Blog), a ver a Escrava Isaura e obviamente a responder a anúncios de emprego. Para quem é assim tão preguiçoso, valha-nos a verdade, até foram coisas demais. E logo hoje que me deu uma vontade enorme de escrever sobre as autárquicas é que me lembrei que estamos em período de reflexão. Ora bolas, cá tenho eu mais uma vez que adiar a minha escrita de posts.
Post Srciptum (não dou abébias). Entre o dia 10 e o dia 18 não precisam de vir aqui ver se eu escrevi algo de novo, porque não o vou fazer. Vou dar um saltinho a Cuba, pode ser? Beijinhos para elas e abraços para eles e não se esqueçam de voltar cá depois. Para ver se me obrigam a sair do marasmo, tá bem?
O PreDatado não abandonou as lides. A verdade é que o PreDatado é um grandessíssimo (ena, como eu gosto de dizer esta palavra) preguiçoso. Esta semana foi até farta em motivos que dariam óptimos posts, bastaria que para isso o PreDatado desatasse a discorrer sobre ciência, eleições, corrupção, incêndios, futebol, prémios nóbeis e sei lá quantos outros temas que fizeram da semana que agora acaba um manancial de ideias. Mas não. Em vez disso, ficou quieto o PreDatado a dar voltas nos blogs dos outros, a jogar Sudoku, a fumar cigarros, a conversar com amigos e amigas via Internet, a tomar descafeinados, a brincar com o Schubert e com a Yasmin, a comer bife com batatas fritas (ai meu querido Lunch Time Blog), a ver a Escrava Isaura e obviamente a responder a anúncios de emprego. Para quem é assim tão preguiçoso, valha-nos a verdade, até foram coisas demais. E logo hoje que me deu uma vontade enorme de escrever sobre as autárquicas é que me lembrei que estamos em período de reflexão. Ora bolas, cá tenho eu mais uma vez que adiar a minha escrita de posts.
Post Srciptum (não dou abébias). Entre o dia 10 e o dia 18 não precisam de vir aqui ver se eu escrevi algo de novo, porque não o vou fazer. Vou dar um saltinho a Cuba, pode ser? Beijinhos para elas e abraços para eles e não se esqueçam de voltar cá depois. Para ver se me obrigam a sair do marasmo, tá bem?
segunda-feira, outubro 03, 2005
sexta-feira, setembro 30, 2005
802. Futebol
Peseiro. Anteontem dizia que tinha crédito. O Sporting esteve quase a ganhar a eliminar o Benfica da Taça, esteve quase para ganhar o Campeonato e esteve quase a vencer a Taça UEFA. Hoje, o Sporting foi eliminado pela tal equipa de segunda (como aliás também foi considerada o Spartak) que tinha já, uma vez eliminado o Benfica. Esteve quase a passar, mas não passou. Portanto o Peseiro que não se admire de se terem acabado os créditos e, cá para mim, está quase com um pé fora do Sporting.
Europa. Benfica, Porto, Sporting, Braga (o empate significou derrota) e V. Setúbal perderam. Tem de ser mesmo dentro das quatro linhas que se ganham jogos e aqui, o futebolzinho português, das faltas por tudo e por nada, das interrupções de jogo 30 vezes em noventa minutos, das simulações de penalties, das equipas de 11 estrangeiros na formação inicial (vide Marítimo), dentro das quatro linhas, se exceptuamos anos excepcionais, 1962, 1963, 1987, 2003 (é pouco não é?) mostra que não vale nada em comparação com o futebol que se joga por essa Europa fora. A não ser que se queira eleger o Avelino Ferreira Torres para presidente de todos os clubes portugueses.
Espectadores. O Sporting tinha hoje pouco mais de 14 mil espectadores a assistir ao seu jogo. Na primeira jornada da Champions, o Benfica longe do Inferno da Luz (eu já lá estive no meio de 120 mil), tinha pouco mais de 30 mil. Apesar do parágrafo anterior, em que refiro a fraca qualidade do que por cá se joga, os preços dos bilhetes são, hoje em dia, incomportáveis para que as famílias vão aos estádios e, com jogos a serem transmitidos todos os dias na televisão, ainda pior para as assistências. Neste fim-de-semana não estavam mais de mil pessoas a assistir a um jogo do União de Leiria. Eu não dou para esse peditório. Uma vez por ano no estádio e chega!
Promessa. Prometo que não me meto em futebolices nos próximos 100 posts.
Peseiro. Anteontem dizia que tinha crédito. O Sporting esteve quase a ganhar a eliminar o Benfica da Taça, esteve quase para ganhar o Campeonato e esteve quase a vencer a Taça UEFA. Hoje, o Sporting foi eliminado pela tal equipa de segunda (como aliás também foi considerada o Spartak) que tinha já, uma vez eliminado o Benfica. Esteve quase a passar, mas não passou. Portanto o Peseiro que não se admire de se terem acabado os créditos e, cá para mim, está quase com um pé fora do Sporting.
Europa. Benfica, Porto, Sporting, Braga (o empate significou derrota) e V. Setúbal perderam. Tem de ser mesmo dentro das quatro linhas que se ganham jogos e aqui, o futebolzinho português, das faltas por tudo e por nada, das interrupções de jogo 30 vezes em noventa minutos, das simulações de penalties, das equipas de 11 estrangeiros na formação inicial (vide Marítimo), dentro das quatro linhas, se exceptuamos anos excepcionais, 1962, 1963, 1987, 2003 (é pouco não é?) mostra que não vale nada em comparação com o futebol que se joga por essa Europa fora. A não ser que se queira eleger o Avelino Ferreira Torres para presidente de todos os clubes portugueses.
Espectadores. O Sporting tinha hoje pouco mais de 14 mil espectadores a assistir ao seu jogo. Na primeira jornada da Champions, o Benfica longe do Inferno da Luz (eu já lá estive no meio de 120 mil), tinha pouco mais de 30 mil. Apesar do parágrafo anterior, em que refiro a fraca qualidade do que por cá se joga, os preços dos bilhetes são, hoje em dia, incomportáveis para que as famílias vão aos estádios e, com jogos a serem transmitidos todos os dias na televisão, ainda pior para as assistências. Neste fim-de-semana não estavam mais de mil pessoas a assistir a um jogo do União de Leiria. Eu não dou para esse peditório. Uma vez por ano no estádio e chega!
Promessa. Prometo que não me meto em futebolices nos próximos 100 posts.
segunda-feira, setembro 26, 2005
800. Saber contar anedotas
Fernando Rocha tem uma habilidade inata para contar anedotas. É teatral e versátil em imitações caricaturadas de algumas figuras típicas do anedotário nacional. O puto reguila, o bêbado, a peixeira, a loira e vários outros. Conta velhas piadas, adapta outras e tem um invejável à vontade em frente às câmaras. No entanto exagera. Exagera no palavreado vulgar, inclui alhos e bugalhos onde não são necessários, porque uma anedota picante não tem de ser pornográfica e uma anedota de sala não tem de ser forçosamente picante. E não me parece que seja suficientemente inteligente para entender as audiências para quem se dirige não sendo capaz de distinguir o que é (deveria ser) um programa de humor de grande audiência nacional e um grupo restrito de batedores de palmas quando alguém se lembra de dar um pum na sala. Ontem, no Herman Sic, depois de uma escabrosa e inarrável anedota, um casal que assistia ao vivo na plateia insurgiu-se contra o Rocha, não faltando de imediato quem saísse em sua defesa no mais belo estilo de arruaça e vulgaridade. De tal maneira que Herman teve de interromper o programa saindo para intervalo. E o casal contestatário foi, naturalmente, posto na rua.
Quem me conhece sabe perfeitamente que não sou nem um puritano, nem tão pouco um moralista. Mas cá para mim é também arte de bem saber representar com humor, o saber escolher o repertório e conhecer o público a quem se dirige. E não é preciso ser politicamente correcto. É por estas e por outras que o falecido José Viana e o, felizmente ainda vivo, Raul Solnado são uns senhores do humor português. Ou eu me engano muito, ou o Rocha não passará de uma moda.
Fernando Rocha tem uma habilidade inata para contar anedotas. É teatral e versátil em imitações caricaturadas de algumas figuras típicas do anedotário nacional. O puto reguila, o bêbado, a peixeira, a loira e vários outros. Conta velhas piadas, adapta outras e tem um invejável à vontade em frente às câmaras. No entanto exagera. Exagera no palavreado vulgar, inclui alhos e bugalhos onde não são necessários, porque uma anedota picante não tem de ser pornográfica e uma anedota de sala não tem de ser forçosamente picante. E não me parece que seja suficientemente inteligente para entender as audiências para quem se dirige não sendo capaz de distinguir o que é (deveria ser) um programa de humor de grande audiência nacional e um grupo restrito de batedores de palmas quando alguém se lembra de dar um pum na sala. Ontem, no Herman Sic, depois de uma escabrosa e inarrável anedota, um casal que assistia ao vivo na plateia insurgiu-se contra o Rocha, não faltando de imediato quem saísse em sua defesa no mais belo estilo de arruaça e vulgaridade. De tal maneira que Herman teve de interromper o programa saindo para intervalo. E o casal contestatário foi, naturalmente, posto na rua.
Quem me conhece sabe perfeitamente que não sou nem um puritano, nem tão pouco um moralista. Mas cá para mim é também arte de bem saber representar com humor, o saber escolher o repertório e conhecer o público a quem se dirige. E não é preciso ser politicamente correcto. É por estas e por outras que o falecido José Viana e o, felizmente ainda vivo, Raul Solnado são uns senhores do humor português. Ou eu me engano muito, ou o Rocha não passará de uma moda.
sábado, setembro 24, 2005
799. Escrever em dia que ninguém lê
Não têm mais nada para fazer? Todos sabem que Cavaco Silva se vai candidatar à presidência da república. Porque é que não há dia nenhum que não lhe façam a pergunta?
*
Temos de aturá-los? Mais um craque do futebolês. Chama-se Joaquim Rita e tem muita velocidade lateral, jogadores desempoeirados e futebol vertical para nos dar. A (não) ouvir, na SportTV.
*
Os meus silêncios. Tenho feito alguns posts em que me insurjo contra a Justiça em Portugal. Mas, na verdade vos digo que, se pelo menos um destes, Valentim, Isaltino, Ferreira Torres ou Fátima Felgueiras, ganhar a câmara a que concorre, não mais me pronunciarei contra a justiça portuguesa. Afinal o Povo é soberano e sabe muito bem que eu não tenho razão. Silenciar-me-ei.
*
O povo é quem mais ordena. Esta semana voltei a perder tempo a ver um debate sobre o estado da nação. O estado em que ela está só se deve ao PS, ao PSD e ao CDS que foram governo nos últimos 29 anos. E eles continuam a culpar-se uns aos outros. E “nós” continuamos a achar que eles, ora uns ora outros, são os únicos que são bons para nos governar. Até ao afundanço final!
*
Cheio de pena, porque também eu acredito em fantasmas. Dias da Cunha, mui douto presidente do Sporten, continua a bramir espadeiradas contra os árbitros. Triste sina a de um clube que esteve 17 anos sem ganhar um campeonato por causa dos árbitros e que nos últimos seis, ganhou dois, provavelmente os únicos que foram jogados sem árbitros, na história recente do futebol português.
*
Milagres, precisam-se. Falta menos de um mês para o 13 de Outubro, última comemoração das aparições de Fátima. E como estou convencido que este país só lá vai com um milagre, não era já hora de sermos abençoados com um?
*
Agora ando pelos cantos a rir sozinho. Há 3 anos e (quase) meio desempregado não me vai faltando o sentido de humor. Ainda ontem me fartei de rir quando disseram que o Santana Lopes foi reformado aos 49 anos. É que só pode ser piada. Há meses que não se fala noutra coisa senão da reforma aos 65.
Não têm mais nada para fazer? Todos sabem que Cavaco Silva se vai candidatar à presidência da república. Porque é que não há dia nenhum que não lhe façam a pergunta?
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Temos de aturá-los? Mais um craque do futebolês. Chama-se Joaquim Rita e tem muita velocidade lateral, jogadores desempoeirados e futebol vertical para nos dar. A (não) ouvir, na SportTV.
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Os meus silêncios. Tenho feito alguns posts em que me insurjo contra a Justiça em Portugal. Mas, na verdade vos digo que, se pelo menos um destes, Valentim, Isaltino, Ferreira Torres ou Fátima Felgueiras, ganhar a câmara a que concorre, não mais me pronunciarei contra a justiça portuguesa. Afinal o Povo é soberano e sabe muito bem que eu não tenho razão. Silenciar-me-ei.
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O povo é quem mais ordena. Esta semana voltei a perder tempo a ver um debate sobre o estado da nação. O estado em que ela está só se deve ao PS, ao PSD e ao CDS que foram governo nos últimos 29 anos. E eles continuam a culpar-se uns aos outros. E “nós” continuamos a achar que eles, ora uns ora outros, são os únicos que são bons para nos governar. Até ao afundanço final!
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Cheio de pena, porque também eu acredito em fantasmas. Dias da Cunha, mui douto presidente do Sporten, continua a bramir espadeiradas contra os árbitros. Triste sina a de um clube que esteve 17 anos sem ganhar um campeonato por causa dos árbitros e que nos últimos seis, ganhou dois, provavelmente os únicos que foram jogados sem árbitros, na história recente do futebol português.
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Milagres, precisam-se. Falta menos de um mês para o 13 de Outubro, última comemoração das aparições de Fátima. E como estou convencido que este país só lá vai com um milagre, não era já hora de sermos abençoados com um?
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Agora ando pelos cantos a rir sozinho. Há 3 anos e (quase) meio desempregado não me vai faltando o sentido de humor. Ainda ontem me fartei de rir quando disseram que o Santana Lopes foi reformado aos 49 anos. É que só pode ser piada. Há meses que não se fala noutra coisa senão da reforma aos 65.
terça-feira, setembro 20, 2005
798. Não sei se dariam post
No supermercado a mãe, apontando uma mota de brincar na prateleira dos brinquedos, dizia para o filho de seis anos (a mim parecia-me de seis anos):
- Não sei o que é que isto tem de especial para custar este dinheiro todo.
- Oh mãe, não vês que anda?
O que estas crianças sabem!
*
Decidi dar, este ano, explicações de matemática e física. Quer dizer eu decidi, mas por enquanto ainda ninguém decidiu que queria as minhas explicações.
*
Penso que faltam 3 semanas para as eleições autárquicas e ainda não sei a que Câmara Municipal se vão candidatar o Mário Soares e o Cavaco Silva. O quê o Cavaco ainda não é candidato? Não é a Câmara nenhuma? Mas não se fala doutra coisa na televisão… (conversa ouvida esta manhã entre duas velhotas no café onde tomo a bica – descafeinada, claro; na verdade eu já tinha também feito esta pergunta a mim próprio. Estou a ficar velhote).
*
Esta semana não ouvi piadas sobre os pontos do Tiago Monteiro, das joaninhas e do Benfica.
*
Tenho escrito menos no blog mas isso tem uma razão que penso que me desculpará. É que tenho usado o tempo a ler mais.
*
Amanhã pelas 23h23m, segundo os entendidos, dar-se-á o equinócio de Setembro. As folhas vão começar a cair e os posts dos blogs de todo o hemisfério norte vão cantar odes ao Outono. E eu vou pendurar os calções, arrumar as sandálias e pôr à mão o roupão de lã. Não tenho nenhuma vontade de escrever uma ode à gripe.
No supermercado a mãe, apontando uma mota de brincar na prateleira dos brinquedos, dizia para o filho de seis anos (a mim parecia-me de seis anos):
- Não sei o que é que isto tem de especial para custar este dinheiro todo.
- Oh mãe, não vês que anda?
O que estas crianças sabem!
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Decidi dar, este ano, explicações de matemática e física. Quer dizer eu decidi, mas por enquanto ainda ninguém decidiu que queria as minhas explicações.
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Penso que faltam 3 semanas para as eleições autárquicas e ainda não sei a que Câmara Municipal se vão candidatar o Mário Soares e o Cavaco Silva. O quê o Cavaco ainda não é candidato? Não é a Câmara nenhuma? Mas não se fala doutra coisa na televisão… (conversa ouvida esta manhã entre duas velhotas no café onde tomo a bica – descafeinada, claro; na verdade eu já tinha também feito esta pergunta a mim próprio. Estou a ficar velhote).
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Esta semana não ouvi piadas sobre os pontos do Tiago Monteiro, das joaninhas e do Benfica.
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Tenho escrito menos no blog mas isso tem uma razão que penso que me desculpará. É que tenho usado o tempo a ler mais.
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Amanhã pelas 23h23m, segundo os entendidos, dar-se-á o equinócio de Setembro. As folhas vão começar a cair e os posts dos blogs de todo o hemisfério norte vão cantar odes ao Outono. E eu vou pendurar os calções, arrumar as sandálias e pôr à mão o roupão de lã. Não tenho nenhuma vontade de escrever uma ode à gripe.
sábado, setembro 17, 2005
797. Os desmancha-prazeres
Era grande a algazarra. Passavam carros com altifalantes nasalados e as crianças corriam atrás. No meu tempo ainda corriam atraz mas o z perdeu-se e foi substituído por um assento. Perdem-se algumas coisas pelo tempo fora e o z não é mais do que um pormenor. Perde-se a alegria de correr atrás daqueles altifalantes que anunciavam os irmãos Avelino que atravessariam o largo (mais de 50 metros) sobre o arame e sem rede. Que anunciavam pai e filha numa arrojada aventura sobre potentes motos, de olhos vendados em acrobática e perigosa demonstração de sangue-frio e de desafio à gravidade. Éramos pequenos não sabíamos o que era a gravidade, mas sabíamos o que era o Poço da Morte. Perde-se ao longo do tempo o prazer de ver os saltimbancos, franzinos, mais costelas que carne em exercícios de delicioso contorcionismo e os cospe fogo. Os carros enfeitados com grandes cartazes em que a figura principal era o palhaço, cara pintada, uma farta cabeleira colorida, toda aos caracóis e uma bola vermelha no nariz. Circo Cardinalli , as mais ferozes feras do mundo do circo, hoje ás 21 horas, não perca na sua localidade. Espectáculos até domingo com entrada grátis às damas às quintas-feiras. Não havia damas no meu bairro só, mulheres. Mesmo assim entravam gratuitamente às quintas-feiras. Era o circo e a gente a correr atrás daquele homem que parece que fala pelo nariz, num carro enfeitado com fotografias de palhaços alegres e tigres de ar ameaçador. Distribuíam papéis com as mesmas fotografias e quem apanhasse mais papéis, ganhava. O que ganhava não interessa, só interessa que ganhava.
Passam os mesmos carros hoje pela minha rua, não passam os mesmos carros, passam os mesmos altifalantes, o mesmo homem com a voz a sair pelo nariz. Hoje, na sua localidade a apresentação dos candidatos. Já não distribuem só prospectos, há também sacos de plástico e esferográficas. Os carros continuam a trazer as fotografias, mas ninguém corre atrás deles. Perde-se a noção de que os palhaços, agora, somos nós. Perde-se ao longo dos tempos a alegria de ver os irmãos Avelino a caminhar sobre o arame quando agora somos nós que andamos constantemente sobre o arame. Ou que nem saltimbancos a fazer contorcionismos para podermos sobreviver. Cada vez mais com as costelas à mostra. Mas o circo continua. Nunca tão apalhaçado como hoje.
Era grande a algazarra. Passavam carros com altifalantes nasalados e as crianças corriam atrás. No meu tempo ainda corriam atraz mas o z perdeu-se e foi substituído por um assento. Perdem-se algumas coisas pelo tempo fora e o z não é mais do que um pormenor. Perde-se a alegria de correr atrás daqueles altifalantes que anunciavam os irmãos Avelino que atravessariam o largo (mais de 50 metros) sobre o arame e sem rede. Que anunciavam pai e filha numa arrojada aventura sobre potentes motos, de olhos vendados em acrobática e perigosa demonstração de sangue-frio e de desafio à gravidade. Éramos pequenos não sabíamos o que era a gravidade, mas sabíamos o que era o Poço da Morte. Perde-se ao longo do tempo o prazer de ver os saltimbancos, franzinos, mais costelas que carne em exercícios de delicioso contorcionismo e os cospe fogo. Os carros enfeitados com grandes cartazes em que a figura principal era o palhaço, cara pintada, uma farta cabeleira colorida, toda aos caracóis e uma bola vermelha no nariz. Circo Cardinalli , as mais ferozes feras do mundo do circo, hoje ás 21 horas, não perca na sua localidade. Espectáculos até domingo com entrada grátis às damas às quintas-feiras. Não havia damas no meu bairro só, mulheres. Mesmo assim entravam gratuitamente às quintas-feiras. Era o circo e a gente a correr atrás daquele homem que parece que fala pelo nariz, num carro enfeitado com fotografias de palhaços alegres e tigres de ar ameaçador. Distribuíam papéis com as mesmas fotografias e quem apanhasse mais papéis, ganhava. O que ganhava não interessa, só interessa que ganhava.
Passam os mesmos carros hoje pela minha rua, não passam os mesmos carros, passam os mesmos altifalantes, o mesmo homem com a voz a sair pelo nariz. Hoje, na sua localidade a apresentação dos candidatos. Já não distribuem só prospectos, há também sacos de plástico e esferográficas. Os carros continuam a trazer as fotografias, mas ninguém corre atrás deles. Perde-se a noção de que os palhaços, agora, somos nós. Perde-se ao longo dos tempos a alegria de ver os irmãos Avelino a caminhar sobre o arame quando agora somos nós que andamos constantemente sobre o arame. Ou que nem saltimbancos a fazer contorcionismos para podermos sobreviver. Cada vez mais com as costelas à mostra. Mas o circo continua. Nunca tão apalhaçado como hoje.
terça-feira, setembro 13, 2005
796 Às listas!
Não sei se a lista de Paulo Gorjão será interessante nem se atingirá a notoriedade da Lista de Schindler. Mas se de alguma coisa tenho a certeza é do impacto que a “lista” teria se em vez das relações familiares entre políticos fosse organizada uma lista de relações entre políticos e agentes económicos. Descobrir / divulgar o construtor civil primo do vereador, o deputado cunhado de … bom se calhar essa lista dói muito. A outra é um mero exercício de genealogia.
PS. Um dia tentei construir a minha árvore genealógica. Cheguei à conclusão que não só provenho de uma relação adúltera entre um tetravô da nobreza com uma serva da gleba, mas também que algures no século XV um dos meus antepassados em linha directa era padre. Não posso ser boa rês, mas talvez pudesse ser bom político. Com relações perigosas…
Não sei se a lista de Paulo Gorjão será interessante nem se atingirá a notoriedade da Lista de Schindler. Mas se de alguma coisa tenho a certeza é do impacto que a “lista” teria se em vez das relações familiares entre políticos fosse organizada uma lista de relações entre políticos e agentes económicos. Descobrir / divulgar o construtor civil primo do vereador, o deputado cunhado de … bom se calhar essa lista dói muito. A outra é um mero exercício de genealogia.
PS. Um dia tentei construir a minha árvore genealógica. Cheguei à conclusão que não só provenho de uma relação adúltera entre um tetravô da nobreza com uma serva da gleba, mas também que algures no século XV um dos meus antepassados em linha directa era padre. Não posso ser boa rês, mas talvez pudesse ser bom político. Com relações perigosas…
quinta-feira, setembro 08, 2005
795. João Capote

João Capote não é (ainda) um artista famoso. Mas, para quem não saiba, João Capote é o meu pintor da actualidade. Podeis dizer, não vos nego a propriedade, que João Capote é meu filho e que, portanto, eu sou suspeito. Pois sou, mas é um dos meus orgulhos, orgulho suspeito, repito o adjectivo, mas sincero e dito com o coração. O João Capote pintou o quadro que acima reproduzo. E não estaria aqui a fazer esta menção, tão exacerbadamente apaixonada se, para além de ser o MEU pintor, este quadro não me tivesse sido oferecido, a mim e à minha Maria, ontem data do aniversário dos nossos 25 anos de casados. E agora, numa completamente indiscreta, o quadro chama-se “Os Amantes”. Obrigado meu querido.
PS. Esta palavra foi para o João, mas a palavra tem um prolongamento. Esta palavra é também para a minha Anita, que em passeio por África deixou em seu nome e do irmão as lindas alianças que hoje ostentamos e que o JP teve o carinho de nos oferecer logo de manhã. Assistiram à cerimónia o Schubert, a Yasmin e o “velho” Capote, hoje completamente integrados na família. São uns queridos.

João Capote não é (ainda) um artista famoso. Mas, para quem não saiba, João Capote é o meu pintor da actualidade. Podeis dizer, não vos nego a propriedade, que João Capote é meu filho e que, portanto, eu sou suspeito. Pois sou, mas é um dos meus orgulhos, orgulho suspeito, repito o adjectivo, mas sincero e dito com o coração. O João Capote pintou o quadro que acima reproduzo. E não estaria aqui a fazer esta menção, tão exacerbadamente apaixonada se, para além de ser o MEU pintor, este quadro não me tivesse sido oferecido, a mim e à minha Maria, ontem data do aniversário dos nossos 25 anos de casados. E agora, numa completamente indiscreta, o quadro chama-se “Os Amantes”. Obrigado meu querido.
PS. Esta palavra foi para o João, mas a palavra tem um prolongamento. Esta palavra é também para a minha Anita, que em passeio por África deixou em seu nome e do irmão as lindas alianças que hoje ostentamos e que o JP teve o carinho de nos oferecer logo de manhã. Assistiram à cerimónia o Schubert, a Yasmin e o “velho” Capote, hoje completamente integrados na família. São uns queridos.
794. Um orgulho diferente
Este blog está a pouco mais de um mês de fazer 2 anos. Há blogs bons, muito bons na blogosfera que dá gosto lê-los. Não duvido que o número de visitas que esses blogs obtêm é directamente proporcional à sua qualidade. Por outro lado, teremos blogs que pelo seu mediatismo têm visitas fetiche, têm visitas sebem ou têm truques (que bem os conheço) de multiplicação dos pães. Mas esses não me aquecem nem me arrefecem. Aos outros, aos bons blogs que têm 5, 10 ou 15 mil visitas por dia, só tenho que, sincera e humildemente, dar os meus parabéns pela sua contribuição para o conhecimento que nos fazem adquirir, alegria/boa disposição que nos proporcionam ou informação suplementar que nos transmitem. Mas, para dar continuidade ao que ía dizer quando comecei, notei agora que o meu blog teve (já!?) 30.000 visitas. Rir-se-ão, de escárnio, alguns quando o souberem, mas não se rirão, com certeza pelos mesmos motivos (quiçá de satisfação) os que lerem este texto. Porque todos os que aqui vieram (e vêm) e, contribuíram para este – escasso – número, são as minhas amigas, os meus amigos, os que de mim gostam e aqueles leitores de quem eu gosto. É para vocês que escrevo e é a vocês que devo o facto de sempre que posso vir aqui escrever. Bem hajam!
Este blog está a pouco mais de um mês de fazer 2 anos. Há blogs bons, muito bons na blogosfera que dá gosto lê-los. Não duvido que o número de visitas que esses blogs obtêm é directamente proporcional à sua qualidade. Por outro lado, teremos blogs que pelo seu mediatismo têm visitas fetiche, têm visitas sebem ou têm truques (que bem os conheço) de multiplicação dos pães. Mas esses não me aquecem nem me arrefecem. Aos outros, aos bons blogs que têm 5, 10 ou 15 mil visitas por dia, só tenho que, sincera e humildemente, dar os meus parabéns pela sua contribuição para o conhecimento que nos fazem adquirir, alegria/boa disposição que nos proporcionam ou informação suplementar que nos transmitem. Mas, para dar continuidade ao que ía dizer quando comecei, notei agora que o meu blog teve (já!?) 30.000 visitas. Rir-se-ão, de escárnio, alguns quando o souberem, mas não se rirão, com certeza pelos mesmos motivos (quiçá de satisfação) os que lerem este texto. Porque todos os que aqui vieram (e vêm) e, contribuíram para este – escasso – número, são as minhas amigas, os meus amigos, os que de mim gostam e aqueles leitores de quem eu gosto. É para vocês que escrevo e é a vocês que devo o facto de sempre que posso vir aqui escrever. Bem hajam!
terça-feira, setembro 06, 2005
793. Ainda férias. Com saudade.
Tal como vos prometi, algumas páginas (extractos) do meu diário de férias.
15 de Agosto – Hoje partimos para férias. Como sempre saímos de casa a horas decentes (as indecentes são aquelas que não se podem contar). 20:00 horas da madrugada, quase que hoje já era amanhã (…) Fiz a minha estreia oficial do colete reflector. A meio do caminho a Yasmin sentiu-se mal e borrou-se toda. Paragem forçada na berma para limpeza e pausa anti-stress para os gatos. Quem também teve de parar à beira da estrada, segundo a Antena 1, foi um ex-primeiro ministro com avaria no carro. Não disseram o nome e também não disseram se tinha vestido o colete reflector. 17 de Agosto – Vieram o Carlos e a Paula e o João e Pedro. Vieram também o Álvaro e a São, mais a Inês e o Ricardo. Eu, o JP, a Maria e o Capote e a Alice e a Márcia e a Ângela já cá estávamos. A Anita não pode vir porque estava na Irlanda mas foi a primeira a telefonar poucos segundos passavam da meia-noite. A festa foi bonita e consegui apagar as 50 velas de um só fôlego. Já ando a treinar as 100. Como não é todos os dias que se fazem 50 anos abusei do champanhe. Salut! PS. Não havia nomes repetidos, embora o JP se chame João Pedro dá para fazer a distinção. Começo a ter gente para escrever uma telenovela onde, não sei se já deram conta, nos 50 personagens não há nomes iguais. 20 de Agosto – Nada de especial que me inspire a escrever. Nem sequer o jogo do Benfica. Nos telejornais nada de especial. Todos iguais com incêndios, Papa e futebol. A propósito de Papa fiquei a pensar que o melhor teria sido que viesse a Portugal em vez da Alemanha. Pelo sim pelo não poderia ser que um milagresito evitasse a saga dos fogos. Não sei se sabe, Sua Eminência, mas este País só lá vai com milagres. 23 de Agosto – Um dia sem particularidades. A História pode-se escrever todos os dias, mas há dias sem histórias (vejam a diferença do agá). Minto, os frangos do Ricardo já são História, mas isso são outras estórias (sem agá). 24 de Agosto. Uma imperial por 1,25 € num bar de praia no Algarve. (…) Um dia escreverei o que penso sobre a tão propalada quebra no turismo nacional (seguem-se entre outras considerações uma série de palavrões que não são reproduzíveis). 26 de Agosto – (… com referência ao casamento do Jorge), (outros …). Dei uma voltinha nos blogs e nos e-mails. A quem me enviou os parabéns pelo meu aniversário tive oportunidade de responder pessoalmente. Mas aproveito a oportunidade para um agradecimento público. Bem hajam amigas e amigos. 30 de Agosto – O céu está lindo. Totalmente estrelado. Amanhã regresso à cidade, onde não há estrelas.
Tal como vos prometi, algumas páginas (extractos) do meu diário de férias.
15 de Agosto – Hoje partimos para férias. Como sempre saímos de casa a horas decentes (as indecentes são aquelas que não se podem contar). 20:00 horas da madrugada, quase que hoje já era amanhã (…) Fiz a minha estreia oficial do colete reflector. A meio do caminho a Yasmin sentiu-se mal e borrou-se toda. Paragem forçada na berma para limpeza e pausa anti-stress para os gatos. Quem também teve de parar à beira da estrada, segundo a Antena 1, foi um ex-primeiro ministro com avaria no carro. Não disseram o nome e também não disseram se tinha vestido o colete reflector. 17 de Agosto – Vieram o Carlos e a Paula e o João e Pedro. Vieram também o Álvaro e a São, mais a Inês e o Ricardo. Eu, o JP, a Maria e o Capote e a Alice e a Márcia e a Ângela já cá estávamos. A Anita não pode vir porque estava na Irlanda mas foi a primeira a telefonar poucos segundos passavam da meia-noite. A festa foi bonita e consegui apagar as 50 velas de um só fôlego. Já ando a treinar as 100. Como não é todos os dias que se fazem 50 anos abusei do champanhe. Salut! PS. Não havia nomes repetidos, embora o JP se chame João Pedro dá para fazer a distinção. Começo a ter gente para escrever uma telenovela onde, não sei se já deram conta, nos 50 personagens não há nomes iguais. 20 de Agosto – Nada de especial que me inspire a escrever. Nem sequer o jogo do Benfica. Nos telejornais nada de especial. Todos iguais com incêndios, Papa e futebol. A propósito de Papa fiquei a pensar que o melhor teria sido que viesse a Portugal em vez da Alemanha. Pelo sim pelo não poderia ser que um milagresito evitasse a saga dos fogos. Não sei se sabe, Sua Eminência, mas este País só lá vai com milagres. 23 de Agosto – Um dia sem particularidades. A História pode-se escrever todos os dias, mas há dias sem histórias (vejam a diferença do agá). Minto, os frangos do Ricardo já são História, mas isso são outras estórias (sem agá). 24 de Agosto. Uma imperial por 1,25 € num bar de praia no Algarve. (…) Um dia escreverei o que penso sobre a tão propalada quebra no turismo nacional (seguem-se entre outras considerações uma série de palavrões que não são reproduzíveis). 26 de Agosto – (… com referência ao casamento do Jorge), (outros …). Dei uma voltinha nos blogs e nos e-mails. A quem me enviou os parabéns pelo meu aniversário tive oportunidade de responder pessoalmente. Mas aproveito a oportunidade para um agradecimento público. Bem hajam amigas e amigos. 30 de Agosto – O céu está lindo. Totalmente estrelado. Amanhã regresso à cidade, onde não há estrelas.
quinta-feira, setembro 01, 2005
792. Sou um tipo envergonhado
E é por isso que quando atravesso a fronteira nunca digo que sou português. E porque é que não digo, perguntam vocês mortos de curiosidade? Imaginem que alguém, sabendo a minha nacionalidade me perguntava:
“Oh Sr. Português, explique-me cá porque razão quando recebe um aviso em casa para levantamento de uma carta registada nos Correios, ainda mais proveniente do estrangeiro, e você se encontra de férias, como quase todo o País (mas isso é outro assunto) e, por consequência, só tem conhecimento do caso 15 dias depois, tardiamente pois os Correios já devolveram a carta registada ao remetente com o argumento que uma Estação de Correios não é um depósito de correspondência e depois você olha para todos os lados e percebe que a mesma Estação, é um armazém/shopping dos mais diversos produtos desde livros a canetas da barbie, de artigos de papelaria a kits de sócio de clubes de futebol, de telemóveis a medalhas e estatuetas…”.
Vejam se não é de um tipo ficar corado de vergonha de não ser capaz de explicar a um estrangeiro uma coisa destas. Pois claro, eles nem sonham que eu sou português para não me embaraçarem com perguntas difíceis.
E é por isso que quando atravesso a fronteira nunca digo que sou português. E porque é que não digo, perguntam vocês mortos de curiosidade? Imaginem que alguém, sabendo a minha nacionalidade me perguntava:
“Oh Sr. Português, explique-me cá porque razão quando recebe um aviso em casa para levantamento de uma carta registada nos Correios, ainda mais proveniente do estrangeiro, e você se encontra de férias, como quase todo o País (mas isso é outro assunto) e, por consequência, só tem conhecimento do caso 15 dias depois, tardiamente pois os Correios já devolveram a carta registada ao remetente com o argumento que uma Estação de Correios não é um depósito de correspondência e depois você olha para todos os lados e percebe que a mesma Estação, é um armazém/shopping dos mais diversos produtos desde livros a canetas da barbie, de artigos de papelaria a kits de sócio de clubes de futebol, de telemóveis a medalhas e estatuetas…”.
Vejam se não é de um tipo ficar corado de vergonha de não ser capaz de explicar a um estrangeiro uma coisa destas. Pois claro, eles nem sonham que eu sou português para não me embaraçarem com perguntas difíceis.
quarta-feira, agosto 31, 2005
791. Terminei as férias
Pois é amigas leitoras e amigos leitores, terminei as férias. A partir de agora estou de novo de férias. Estou com tanta saudades de voltar a trabalhar mas não sei quando é que isso vai acontecer. Vou aqui deixar algumas passagens do meu diário de férias. Só algumas que não têm que saber tudo, ora bem. Além disso têm muito mais com que se entreter, as autárquicas, a liga de futebol, a colocação de professores, as presidenciais, o Manuel Alegre e o Soares e o Cavaco e isso. Parece que terminou a “época” dos fogos. Isto da época dos fogos se não me fizesse chorar far-me-ía perguntar quem ganhou a taça? E se eu fosse funcionário público então até choraria a rir. Este Governo deixa-me tão feliz!!!! A mim que não votei neles mas principalmente aos papalvos que votaram nos gajos e agora já estão a jurar a pés juntos que vão votar nos outros dos quais tinham jurado a pés juntos que nunca mais votavam. A alternância é tão gira. Mas eu sinto-me um mexilhão no meio das rochas. Sejam quais forem eles, ou seja sempre os mesmos em alternância, o fodido sou eu. Mas andando que a vida não está para lamentações. Este país é tão giro. Eu também gostaria de cantar “não quero rasca” mas fazer o quê? São todos rascas. Até já.
Pois é amigas leitoras e amigos leitores, terminei as férias. A partir de agora estou de novo de férias. Estou com tanta saudades de voltar a trabalhar mas não sei quando é que isso vai acontecer. Vou aqui deixar algumas passagens do meu diário de férias. Só algumas que não têm que saber tudo, ora bem. Além disso têm muito mais com que se entreter, as autárquicas, a liga de futebol, a colocação de professores, as presidenciais, o Manuel Alegre e o Soares e o Cavaco e isso. Parece que terminou a “época” dos fogos. Isto da época dos fogos se não me fizesse chorar far-me-ía perguntar quem ganhou a taça? E se eu fosse funcionário público então até choraria a rir. Este Governo deixa-me tão feliz!!!! A mim que não votei neles mas principalmente aos papalvos que votaram nos gajos e agora já estão a jurar a pés juntos que vão votar nos outros dos quais tinham jurado a pés juntos que nunca mais votavam. A alternância é tão gira. Mas eu sinto-me um mexilhão no meio das rochas. Sejam quais forem eles, ou seja sempre os mesmos em alternância, o fodido sou eu. Mas andando que a vida não está para lamentações. Este país é tão giro. Eu também gostaria de cantar “não quero rasca” mas fazer o quê? São todos rascas. Até já.
sexta-feira, agosto 12, 2005
790. Post mais-que-virtual
Andar na rua e escrever o post na mente. Não esquecer o Moleskine mas verificar que o lápis não está no bolso. Preguiça para comprar outro Vamos ver se dá.
Esperas
Tirei a senha de vez ás 10h20m. Fui atendido às 11h10m. No posto médico da caixa no Laranjeiro. Ao balcão de atendimento, devido às férias, apenas uma funcionária. Aparenta os seus 60 anos de idade, bem sei que as aparências iludem, mas não devo estar longe do meu palpite. Será, pela nova lei e em favor da equidade, reformada aos 65 anos. Os utentes que se fodam. Ah é verdade, estava-me a esquecer, consegue utilizar o computar e até tecla com o dedo indicador da mão direita.
Pormenores
Almada tem, e muito bem segundo a minha opinião, parquímetros nas avenidas principais. Mas também tem arrumadores, daqueles com jornal na mão e braço em vaivém. Estacionar nos locais pagos e pagar duas vezes não está nas minhas mais recônditas congeminações. Acabo por preferir os parques subterrâneos um pouco mais caros mas para quem não estaciona mais de uma hora saiem bem mais baratos. Não sei se é assim que a CMA encara a solidariedade, não actuando para que esta pouca-vergonha termine. Pagar o parquímetro e fornecer dinheiro para a droga, como imposto social. Não basta inaugurar, perto das eleições, o Metro e o novo Estádio Municipal. Há que atender a alguns pormenores que ao longo do ano vão enchendo a paciência dos munícipes. No momento da votação há quem não se esqueça.
Turismo
O Concelho de Almada é um Concelho turístico. Desde o “faça férias cá dentro” até aos milhares de forasteiros que invadem as praias da Caparica. E tem um ex-libris monumental, seja-se ou não religioso, goste-se ou não da Cerejeiro-salazarista estátua que é o Cristo-Rei, temos um espaço de miradouro magnífico. Eu pessoalmente tenho excelentes relações com este espaço, mas isso são outros quinhentos. Poderia falar dos campos de golfe, dos Capuchos, da Arrábida fóssil da Costa, das longas praias, muitos quilómetros de S. João à Fonte da Telha, do Parque da Paz lugar de atletas amadores, caminheiros e passeantes de fim-de-semana, de Cacilhas e as suas marisqueiras e do Ginjal. Agora expliquem-me, se souberem, porque é que mais difícil encontrar um postal ilustrado de Almada do que de uma qualquer (sem sentido pejorativo) aldeia do interior?
Relações, ciúme e amor
A Internet serve para tantas, mas tantas coisas que, se calhar, se eu me pusesse a enumerar seria demasiado exaustivo e sempre correria o risco de me esquecer de algo. Mas a interactividade gera comportamentos a que nunca me deu ao trabalho de (me) indagar sobre o tema. Só sei que hoje dei por mim a comprar presentes de aniversário para pessoas que não conheço pessoalmente e a enviar pelo correio para distâncias superiores a 10.000 Kms. Quando contei à Maria ela só me disse: “não exageres, não te esqueças que estás desempregado”. Há coisa mais bonita do que a amizade? Há sim, há o amor. E a eu amo a Maria e ela ama-me também. E nem precisa haver ciúme.
Preguiça
Para os meus queridos leitores e para as minhas queridas leitoras que pensavam que eu me tinha esquecido de “O PreDatado”, informo que é apenas preguiça. Sou incorrigível.
Tabaco
Mais uma vez falhei. Incorrigível e falhado. Foda.-se!
Gatos
Para quem lia o meu Lunch Time Blog, que seria penoso repetir, uma vez que como tudo sem sal e lá se foram os sabores, e estava habituado a que eu falasse do Schubert, quero informar que o Schubert e a sua companheira de há seis meses, Yasmin, estão bem e recomendam-se. O mais chato é quando a Yasmin ás 7 da manhã, apenas por brincadeira e capricho de gata, me morde os dedos dos pés. Quanto a Schubert, aquele gato bébé que vocês conheciam, já não existe. Existe um gato lindo, charmoso, imponente e maravilhoso. Por esta conversa até parece que gosto mais de animais do que de certas pessoas. E é verdade!
Boémia
Não tive pachorra para vos contar, mas esta semana fui para os copos. Ao fim de 25 anos voltei à Trindade. Onde reparei, num desenho de cujo autor não anotei o nome, no retrato daquela figura castiça do alfarrabista que tantas, mas tantas vezes, vi virar garrafas de litro de cerveja. Lembro-me que um dos dias, numa toalha de papel lhe rabisquei um soneto e lhe ofereci. Olhou para mim e, com os olhos mortiços, sorriu. Baixou a cabeça numa vénia, levantou o copo e bebeu como se brindasse. Nesse dia acompanhei-o e bebi à sua saúde. Que, onde quer que hoje more, os anjos lhe sirvam as suas cervejas em taças de cristal da Boémia! De preferência, de litro.
Memória
O Pré (para os amigos), isto é o autor deste modesto blog, completará se os astros lhe forem favoráveis e os Deuses não adormecerem, no próximo dia 17, cinquenta (por extenso para passar despercebido) anos de idade. O V M Alves Fernandes, que é o nome do Pré para quem não gosta de blogs anónimos, tem memória. Aliás, tem idade para ter memória. As crianças não têm memória porque são crianças. Os velhos têm memória porque são velhos. Quem escreve para os jornais e tem audiência não precisa nem de ser velho, nem de ter memória. Precisa estar informado e ser honesto. O João Miguel Tavares, que não sei quem é mas que pela foto parece um puto, deveria ser mais responsável quando hoje no DN critica Miguel Portas sobre os textos que escreveu em relação a Hiroshima. Se João Miguel Tavares conhecesse as opiniões do Presidente Roosevelt sobre as bombas atómicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki “um erro político”, não seria Miguel Portas que ele criticaria. Hoje teria escrito o seu artigo a considerar Roosevelt um perigoso esquerdista a soldo do Bloco de Esquerda. Informe-se meu caro. Nem sequer precisa de ter memória. Basta ser honesto.
Petróleo
Ainda me lembro quando o último governo de Santana Lopes apresentou um orçamento baseado no preço de 38 € por barril de petróleo. Quando criticado pela oposição saltou o Carmo e a Trindade dos analistas económicos de Direita em defesa de Bagão, considerando um orçamento realista. Com o barril do crude a ultrapassar os 70 USD nos mercados internacionais, não há quem enrabe estes arautos do conhecimento económico? Estão todos empregados e alguns dirigem jornais.
Inevitavelmente, escorte
Até um desempregado tem direito a férias. Vou acompanhar a Maria e os garotos nos seus merecidos períodos de férias. Vou de acompanhante, escorte como chamam às putas de luxo já que, pelo facto de me encontrar desempregado faço férias 365 dias por ano. Mereço o castigo de ter de cortar a relva, arranjar o jardim, conduzir a malta à praia, fazer os grelhados, ajudar a lavar a loiça, mudar lâmpadas, levar o lixo ao contentor, aturar as novelas da TVI e da SIC. Afinal não sou assim tão de luxo como isso. Só me vingo quando bato a s minhas sonecas na rede.
Por contar
As minha peripécias com a TV Cabo / Netcabo e com a SAPO/ADSL. Se eu fosse o Moita Flores já teria escrito uma telenovela. Fica para a próxima.
Andar na rua e escrever o post na mente. Não esquecer o Moleskine mas verificar que o lápis não está no bolso. Preguiça para comprar outro Vamos ver se dá.
Esperas
Tirei a senha de vez ás 10h20m. Fui atendido às 11h10m. No posto médico da caixa no Laranjeiro. Ao balcão de atendimento, devido às férias, apenas uma funcionária. Aparenta os seus 60 anos de idade, bem sei que as aparências iludem, mas não devo estar longe do meu palpite. Será, pela nova lei e em favor da equidade, reformada aos 65 anos. Os utentes que se fodam. Ah é verdade, estava-me a esquecer, consegue utilizar o computar e até tecla com o dedo indicador da mão direita.
Pormenores
Almada tem, e muito bem segundo a minha opinião, parquímetros nas avenidas principais. Mas também tem arrumadores, daqueles com jornal na mão e braço em vaivém. Estacionar nos locais pagos e pagar duas vezes não está nas minhas mais recônditas congeminações. Acabo por preferir os parques subterrâneos um pouco mais caros mas para quem não estaciona mais de uma hora saiem bem mais baratos. Não sei se é assim que a CMA encara a solidariedade, não actuando para que esta pouca-vergonha termine. Pagar o parquímetro e fornecer dinheiro para a droga, como imposto social. Não basta inaugurar, perto das eleições, o Metro e o novo Estádio Municipal. Há que atender a alguns pormenores que ao longo do ano vão enchendo a paciência dos munícipes. No momento da votação há quem não se esqueça.
Turismo
O Concelho de Almada é um Concelho turístico. Desde o “faça férias cá dentro” até aos milhares de forasteiros que invadem as praias da Caparica. E tem um ex-libris monumental, seja-se ou não religioso, goste-se ou não da Cerejeiro-salazarista estátua que é o Cristo-Rei, temos um espaço de miradouro magnífico. Eu pessoalmente tenho excelentes relações com este espaço, mas isso são outros quinhentos. Poderia falar dos campos de golfe, dos Capuchos, da Arrábida fóssil da Costa, das longas praias, muitos quilómetros de S. João à Fonte da Telha, do Parque da Paz lugar de atletas amadores, caminheiros e passeantes de fim-de-semana, de Cacilhas e as suas marisqueiras e do Ginjal. Agora expliquem-me, se souberem, porque é que mais difícil encontrar um postal ilustrado de Almada do que de uma qualquer (sem sentido pejorativo) aldeia do interior?
Relações, ciúme e amor
A Internet serve para tantas, mas tantas coisas que, se calhar, se eu me pusesse a enumerar seria demasiado exaustivo e sempre correria o risco de me esquecer de algo. Mas a interactividade gera comportamentos a que nunca me deu ao trabalho de (me) indagar sobre o tema. Só sei que hoje dei por mim a comprar presentes de aniversário para pessoas que não conheço pessoalmente e a enviar pelo correio para distâncias superiores a 10.000 Kms. Quando contei à Maria ela só me disse: “não exageres, não te esqueças que estás desempregado”. Há coisa mais bonita do que a amizade? Há sim, há o amor. E a eu amo a Maria e ela ama-me também. E nem precisa haver ciúme.
Preguiça
Para os meus queridos leitores e para as minhas queridas leitoras que pensavam que eu me tinha esquecido de “O PreDatado”, informo que é apenas preguiça. Sou incorrigível.
Tabaco
Mais uma vez falhei. Incorrigível e falhado. Foda.-se!
Gatos
Para quem lia o meu Lunch Time Blog, que seria penoso repetir, uma vez que como tudo sem sal e lá se foram os sabores, e estava habituado a que eu falasse do Schubert, quero informar que o Schubert e a sua companheira de há seis meses, Yasmin, estão bem e recomendam-se. O mais chato é quando a Yasmin ás 7 da manhã, apenas por brincadeira e capricho de gata, me morde os dedos dos pés. Quanto a Schubert, aquele gato bébé que vocês conheciam, já não existe. Existe um gato lindo, charmoso, imponente e maravilhoso. Por esta conversa até parece que gosto mais de animais do que de certas pessoas. E é verdade!
Boémia
Não tive pachorra para vos contar, mas esta semana fui para os copos. Ao fim de 25 anos voltei à Trindade. Onde reparei, num desenho de cujo autor não anotei o nome, no retrato daquela figura castiça do alfarrabista que tantas, mas tantas vezes, vi virar garrafas de litro de cerveja. Lembro-me que um dos dias, numa toalha de papel lhe rabisquei um soneto e lhe ofereci. Olhou para mim e, com os olhos mortiços, sorriu. Baixou a cabeça numa vénia, levantou o copo e bebeu como se brindasse. Nesse dia acompanhei-o e bebi à sua saúde. Que, onde quer que hoje more, os anjos lhe sirvam as suas cervejas em taças de cristal da Boémia! De preferência, de litro.
Memória
O Pré (para os amigos), isto é o autor deste modesto blog, completará se os astros lhe forem favoráveis e os Deuses não adormecerem, no próximo dia 17, cinquenta (por extenso para passar despercebido) anos de idade. O V M Alves Fernandes, que é o nome do Pré para quem não gosta de blogs anónimos, tem memória. Aliás, tem idade para ter memória. As crianças não têm memória porque são crianças. Os velhos têm memória porque são velhos. Quem escreve para os jornais e tem audiência não precisa nem de ser velho, nem de ter memória. Precisa estar informado e ser honesto. O João Miguel Tavares, que não sei quem é mas que pela foto parece um puto, deveria ser mais responsável quando hoje no DN critica Miguel Portas sobre os textos que escreveu em relação a Hiroshima. Se João Miguel Tavares conhecesse as opiniões do Presidente Roosevelt sobre as bombas atómicas que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki “um erro político”, não seria Miguel Portas que ele criticaria. Hoje teria escrito o seu artigo a considerar Roosevelt um perigoso esquerdista a soldo do Bloco de Esquerda. Informe-se meu caro. Nem sequer precisa de ter memória. Basta ser honesto.
Petróleo
Ainda me lembro quando o último governo de Santana Lopes apresentou um orçamento baseado no preço de 38 € por barril de petróleo. Quando criticado pela oposição saltou o Carmo e a Trindade dos analistas económicos de Direita em defesa de Bagão, considerando um orçamento realista. Com o barril do crude a ultrapassar os 70 USD nos mercados internacionais, não há quem enrabe estes arautos do conhecimento económico? Estão todos empregados e alguns dirigem jornais.
Inevitavelmente, escorte
Até um desempregado tem direito a férias. Vou acompanhar a Maria e os garotos nos seus merecidos períodos de férias. Vou de acompanhante, escorte como chamam às putas de luxo já que, pelo facto de me encontrar desempregado faço férias 365 dias por ano. Mereço o castigo de ter de cortar a relva, arranjar o jardim, conduzir a malta à praia, fazer os grelhados, ajudar a lavar a loiça, mudar lâmpadas, levar o lixo ao contentor, aturar as novelas da TVI e da SIC. Afinal não sou assim tão de luxo como isso. Só me vingo quando bato a s minhas sonecas na rede.
Por contar
As minha peripécias com a TV Cabo / Netcabo e com a SAPO/ADSL. Se eu fosse o Moita Flores já teria escrito uma telenovela. Fica para a próxima.
sábado, agosto 06, 2005
sexta-feira, agosto 05, 2005
787. Roubado além-mar
Às vezes, sento numa cadeira de um café
E vejo passar alguém e esse alguém se faz você
E esses olhos de fazer navio, passarola, avião
Transporta-se até onde estás
E você passa discreto suando poesia.
E meus olhos se confluem num ponto imaginário
E a visão se faz tristeza
Porque não é você,
É outra pessoa que passa.
Roubei daqui...
Às vezes, sento numa cadeira de um café
E vejo passar alguém e esse alguém se faz você
E esses olhos de fazer navio, passarola, avião
Transporta-se até onde estás
E você passa discreto suando poesia.
E meus olhos se confluem num ponto imaginário
E a visão se faz tristeza
Porque não é você,
É outra pessoa que passa.
Roubei daqui...
terça-feira, agosto 02, 2005
786. Multiuso, multifunção
Hoje fui a uma Estação de Correios.
Vendem-se Kits de sócio do Benfica;
Vendem-se produtos financeiros;
Fazem-se adesões à rede USO;
Fazem-se carregamentos de telemóveis;
Recebem-se pagamentos de serviços;
Certificam-se fotocópias;
Transfere-se dinheiro via Western Union;
Vendem-se gadgets da Barbie;
Vendem-se livros e até t-shirts;
Vendem-se telemóveis;
Financia-se a compra de máquinas fotográficas.
Ah, é verdade, já me esquecia, também se trata de correspondência.
PS. Fui excelentemente tratado pela balconista.
Hoje fui a uma Estação de Correios.
Vendem-se Kits de sócio do Benfica;
Vendem-se produtos financeiros;
Fazem-se adesões à rede USO;
Fazem-se carregamentos de telemóveis;
Recebem-se pagamentos de serviços;
Certificam-se fotocópias;
Transfere-se dinheiro via Western Union;
Vendem-se gadgets da Barbie;
Vendem-se livros e até t-shirts;
Vendem-se telemóveis;
Financia-se a compra de máquinas fotográficas.
Ah, é verdade, já me esquecia, também se trata de correspondência.
PS. Fui excelentemente tratado pela balconista.
785. Má-língua
Ontem, noticiário das 20:00h, na Antena 1. Notícia de abertura, a intoxicação alimentar em Espanha devido a uma salmonela contida num molho em frangos pré-cozinhados. O jornalista – português – dizia tratar-se de uma salmonela contida numa “salsa” que cobria os frangos.
Há dias na RTPN a jornalista referia-se à “Algéria” e não raro ouvimos dizerem os “Palestinos”.
Será que eles não vêem os próprios programas que fazem sobre o falar bem português?
Ontem, noticiário das 20:00h, na Antena 1. Notícia de abertura, a intoxicação alimentar em Espanha devido a uma salmonela contida num molho em frangos pré-cozinhados. O jornalista – português – dizia tratar-se de uma salmonela contida numa “salsa” que cobria os frangos.
Há dias na RTPN a jornalista referia-se à “Algéria” e não raro ouvimos dizerem os “Palestinos”.
Será que eles não vêem os próprios programas que fazem sobre o falar bem português?
terça-feira, julho 26, 2005
784. Eu também tenho uma palavra
Em relação às presidências. A direita não se preocupou, até agora, na afirmação do seu candidato. As hesitações em relação a Cavaco Silva e deste mesmo, em relação à sua candidatura ou não, têm deixado esta área visivelmente nervosa. Mas mais nervosa não podia ficar, primeiro quando Freitas do Amaral não pôs de parte a hipótese de se candidatar e depois quando Mário Soares quase que declarou estar com um pé na corrida. Sempre achei, na vida política, como um caso mal resolvido as partes se preocuparem mais com o seu antagonista do que com a afirmação da sua área de influência. Eu sou capaz de entender isto a outros níveis. Ainda sou do tempo em que as equipas adversárias se borravam (literalmente) todas quando no Benfica jogava o Eusébio, ou antes ainda, quando no Sporting jogava o Peyroteo. Mas na política?
No entanto, não é exactamente por isto que eu escrevi este texto. Escrevi na sequência de outras opiniões que tenho emitido em relação aos políticos da actualidade. A cultura da tecnocracia, da chamada “competência” na gestão, em que hoje em dia, qualquer que seja a figura de topo nas organizações políticas ou institucionais sabe falar de cátedra no deficit mas não encontra soluções políticas para coisa nenhuma, cria-me um mau estar interno e uma descrença total em relação ao futuro. Aparentemente existe uma classe política. Mas o que é isso? Um grupo de pessoas que à conta de um cartão filial ganham vantagens? Um grupo que faz um tirocínio no Governo ou no Parlamento como ponto de passagem para a direcção de uma Empresa, seja pública ou privada? Um grupo que acumula reformas chorudas de empresas e se dão ao luxo de poder ingressar na política, ou vice-versa? Esta inexistência efectiva de políticos “à maneira” - passe o popularucho da expressão - obriga ao ressuscitar velhos monstros do passado, chamem-se eles Cavacos ou Soares. Já agora porque não também na corrida às presidenciais Raul Rego, Álvaro Cunhal ou Emídio Guerreiro. O quê? Já morreram? E ninguém os substituiu?
Em relação às presidências. A direita não se preocupou, até agora, na afirmação do seu candidato. As hesitações em relação a Cavaco Silva e deste mesmo, em relação à sua candidatura ou não, têm deixado esta área visivelmente nervosa. Mas mais nervosa não podia ficar, primeiro quando Freitas do Amaral não pôs de parte a hipótese de se candidatar e depois quando Mário Soares quase que declarou estar com um pé na corrida. Sempre achei, na vida política, como um caso mal resolvido as partes se preocuparem mais com o seu antagonista do que com a afirmação da sua área de influência. Eu sou capaz de entender isto a outros níveis. Ainda sou do tempo em que as equipas adversárias se borravam (literalmente) todas quando no Benfica jogava o Eusébio, ou antes ainda, quando no Sporting jogava o Peyroteo. Mas na política?
No entanto, não é exactamente por isto que eu escrevi este texto. Escrevi na sequência de outras opiniões que tenho emitido em relação aos políticos da actualidade. A cultura da tecnocracia, da chamada “competência” na gestão, em que hoje em dia, qualquer que seja a figura de topo nas organizações políticas ou institucionais sabe falar de cátedra no deficit mas não encontra soluções políticas para coisa nenhuma, cria-me um mau estar interno e uma descrença total em relação ao futuro. Aparentemente existe uma classe política. Mas o que é isso? Um grupo de pessoas que à conta de um cartão filial ganham vantagens? Um grupo que faz um tirocínio no Governo ou no Parlamento como ponto de passagem para a direcção de uma Empresa, seja pública ou privada? Um grupo que acumula reformas chorudas de empresas e se dão ao luxo de poder ingressar na política, ou vice-versa? Esta inexistência efectiva de políticos “à maneira” - passe o popularucho da expressão - obriga ao ressuscitar velhos monstros do passado, chamem-se eles Cavacos ou Soares. Já agora porque não também na corrida às presidenciais Raul Rego, Álvaro Cunhal ou Emídio Guerreiro. O quê? Já morreram? E ninguém os substituiu?
segunda-feira, julho 25, 2005
783 (En)Fado
Segunda-feira, 17:55h, Almada Fórum. Um tipo chega lá com a intenção de comprar uma meia dúzia de latinhas de guloseimas para os gatos. Vá lá, talvez uma garrafa de vinho para o jantar. De repente, encontra a mulher e a filha às compras. Resolve fazer-lhes companhia. São 20:50 e ainda lá está. Ou comprou todas as latas de comida para gatos existentes no centro comercial, ou reforça a ideia de que ir às compras com uma mulher não faz um homem feliz. Imaginem com duas.
PS. Batam, vá, batam queridas leitoras.
Segunda-feira, 17:55h, Almada Fórum. Um tipo chega lá com a intenção de comprar uma meia dúzia de latinhas de guloseimas para os gatos. Vá lá, talvez uma garrafa de vinho para o jantar. De repente, encontra a mulher e a filha às compras. Resolve fazer-lhes companhia. São 20:50 e ainda lá está. Ou comprou todas as latas de comida para gatos existentes no centro comercial, ou reforça a ideia de que ir às compras com uma mulher não faz um homem feliz. Imaginem com duas.
PS. Batam, vá, batam queridas leitoras.
sábado, julho 23, 2005
782. 2€
Este blog está uma seca. Nem uma comissária europeia lhe valerá.
Ao contrário dos blogs respeitáveis ainda não falou dos atentados de Londres.
Ao contrário dos doutos blogs tipo desportivos ou tipo nunos rogeiros ainda não falou nem da pre-época futebolística, nem da demissão do ministro das finanças, nem dos incêndios que grassam no país, nem do Freitas do Amaral, à presidência, já!, nem do número de vítimas provocadas pela invasão terrorista do Iraque, nem fez reportagem do live8 nem do seu padrinho G8, não descreveu as compras feitas no Salão Erótico.
Isto não é blog que se tenha. E a blogosféria (assim alguma, tipo o Felipe dos musicais) sabe-o e não perdoa, votando este espaço de séria reflexão quase ao abandono o que, diga-se de passagem, tem desesperado o seu autor a modos que a depressão acentua-se dia a dia e se não se for desta também não se irá nunca – estou a referir-me ao abandono das lides.
Mas imperdoável mesmo, é este blog ter desprezado o mais quente e quiçá interessante tema que a blogosfera, à semelhança da comunicação social, das conversas de café, das conversas à mesa de jantar e até nos secretos pensamentos de cada um de nós, de vós e dos que dizem que nunca pensaram nisso(até de rabo sentado na sanita se conjectura) é, escrevia eu, ter desprezado o tema Euromilhões. E depois queres que te leiam, queres. Hás-de ir longe, com esse teu feitio.
PS. Para que não restem dúvidas, também gastei dois euros e acho uma injustiça ter feito um investimento tal e não me ter saído nem o último prémio. E logo eu que já tinha prometido um gelado ao meu sobrinho. Deixa lá lindo, fica para a próxima.
Este blog está uma seca. Nem uma comissária europeia lhe valerá.
Ao contrário dos blogs respeitáveis ainda não falou dos atentados de Londres.
Ao contrário dos doutos blogs tipo desportivos ou tipo nunos rogeiros ainda não falou nem da pre-época futebolística, nem da demissão do ministro das finanças, nem dos incêndios que grassam no país, nem do Freitas do Amaral, à presidência, já!, nem do número de vítimas provocadas pela invasão terrorista do Iraque, nem fez reportagem do live8 nem do seu padrinho G8, não descreveu as compras feitas no Salão Erótico.
Isto não é blog que se tenha. E a blogosféria (assim alguma, tipo o Felipe dos musicais) sabe-o e não perdoa, votando este espaço de séria reflexão quase ao abandono o que, diga-se de passagem, tem desesperado o seu autor a modos que a depressão acentua-se dia a dia e se não se for desta também não se irá nunca – estou a referir-me ao abandono das lides.
Mas imperdoável mesmo, é este blog ter desprezado o mais quente e quiçá interessante tema que a blogosfera, à semelhança da comunicação social, das conversas de café, das conversas à mesa de jantar e até nos secretos pensamentos de cada um de nós, de vós e dos que dizem que nunca pensaram nisso(até de rabo sentado na sanita se conjectura) é, escrevia eu, ter desprezado o tema Euromilhões. E depois queres que te leiam, queres. Hás-de ir longe, com esse teu feitio.
PS. Para que não restem dúvidas, também gastei dois euros e acho uma injustiça ter feito um investimento tal e não me ter saído nem o último prémio. E logo eu que já tinha prometido um gelado ao meu sobrinho. Deixa lá lindo, fica para a próxima.
sexta-feira, julho 22, 2005
quinta-feira, julho 21, 2005
780. Língua de Gato
O Schubert e a Yasmin esperavam-me à chegada. Desta vez não me miaram para lhes dar comida. Deitaram-se no chão à espera de uma festa. Peguei-lhes ao colo e encostaram a cara deles ao meu focinho. Afinal, saudade não é uma palavra exclusiva do Português. Ela também existe na língua de gato.
O Schubert e a Yasmin esperavam-me à chegada. Desta vez não me miaram para lhes dar comida. Deitaram-se no chão à espera de uma festa. Peguei-lhes ao colo e encostaram a cara deles ao meu focinho. Afinal, saudade não é uma palavra exclusiva do Português. Ela também existe na língua de gato.
779. Jeitos
Que era uma perda de tempo fazermos a barba. Noutros tempos havia até quatro barbeiros na aldeia. Os homens não cortavam a barba em casa, iam ao barbeiro. Entre uma chalaça e outra história de vida se passavam duas horas para cortar a barba. Um desperdício. Já o cabelo não. Ele sempre teve jeito para a tisoira. Visse ele tão bem a cabeça atrás como vê à frente, que seria ele quem cortaria o seu. Intigamente, quando o pai tinha mulas era ele que lhes aparava as crinas e lhe ajeitava as caudas. Havia até quem dissesse, que ele se poderia ter tornado tosquiador. E rebanhos de ovelha eram o que não faltava. Ele tinha (e ainda tem) aquele jeito para a tisoira.
Que era uma perda de tempo fazermos a barba. Noutros tempos havia até quatro barbeiros na aldeia. Os homens não cortavam a barba em casa, iam ao barbeiro. Entre uma chalaça e outra história de vida se passavam duas horas para cortar a barba. Um desperdício. Já o cabelo não. Ele sempre teve jeito para a tisoira. Visse ele tão bem a cabeça atrás como vê à frente, que seria ele quem cortaria o seu. Intigamente, quando o pai tinha mulas era ele que lhes aparava as crinas e lhe ajeitava as caudas. Havia até quem dissesse, que ele se poderia ter tornado tosquiador. E rebanhos de ovelha eram o que não faltava. Ele tinha (e ainda tem) aquele jeito para a tisoira.
sábado, julho 16, 2005
778. Pai do Vento
Hoje ouvi o Sr. Ministro da Economia anunciar que vai ser aberto concurso público para o fornecimento de energia eólica. Nem sabem a alegria que este anúncio me deu, não por mim mas por causa de um amigo meu.
Quando este meu amigo casou teve um incidente, quase de mau gosto contar. A mulher dele teve uma falsa gravidez e passados vários meses após a detecção da dita “gravidez” verificou-se que o útero mais não continha do que ar. A malta, sempre no gozo sem se aperceber do drama, chamava-lhe o pai do vento. Ele nem se chateava muito excepto quando alguém lhe pedia o pénis emprestado para encher os pneus do carro. Com o anúncio feito pelo ministro não tenho dúvidas que vai ser ele a ganhar. De caras!
PS. Meu caro L. (inicial fictícia), vais-te vingar. Vais foder os que te xeringavam a cabeça. Nem que seja uma bombada eólica, a vitória já é tua.
Hoje ouvi o Sr. Ministro da Economia anunciar que vai ser aberto concurso público para o fornecimento de energia eólica. Nem sabem a alegria que este anúncio me deu, não por mim mas por causa de um amigo meu.
Quando este meu amigo casou teve um incidente, quase de mau gosto contar. A mulher dele teve uma falsa gravidez e passados vários meses após a detecção da dita “gravidez” verificou-se que o útero mais não continha do que ar. A malta, sempre no gozo sem se aperceber do drama, chamava-lhe o pai do vento. Ele nem se chateava muito excepto quando alguém lhe pedia o pénis emprestado para encher os pneus do carro. Com o anúncio feito pelo ministro não tenho dúvidas que vai ser ele a ganhar. De caras!
PS. Meu caro L. (inicial fictícia), vais-te vingar. Vais foder os que te xeringavam a cabeça. Nem que seja uma bombada eólica, a vitória já é tua.
quinta-feira, julho 14, 2005
777. A proverbial will
Eu hoje estava com vontade de me armar em intelectual e publicar um daqueles posts em inglês, como fazem alguns bloggers de alta cultura. Mas o que acontece é que eu não sei patavina de estrangeiro e socorri-me do Google. Mal comecei, I broke the coconut to laugh. Mas como who porfia bush hunts e como a minha avó me dizia que as many times go cantaro to the source that has one day broken the wing, não desisti. Na verdade não está a sair muito bem ou então é inveja minha dos tais posts. Pois é, the hen of my neighbor is better of the one than mine mas como valley more to break of that to twist e teimosinho sou eu, tendo em conta que the given horse does not look at the tooth, não desisti de usar o tradutor do Google. O pior é que já nem eu mesmo sei o que escrevi antes, mas como the night is good council member talvez deixe para mais tarde a revisão do texto, embora eu saiba que não deva to leave for tomorrow what I can make today, a verdade é que more valley late of that never. Posto isto poderei ficar sujeito a alguns comentários maliciosos mas aviso-vos já que the dirty clothes are washed in house. No entanto bons ou maus até porque the excellent one is enemy of the good one, façam o favor de não ficarem de mãos nos bolsos e escrevam qualquer coisinha. Nunca esqueçam que laziness is the mother of all the vices e para preguiçoso e viciado basto eu. Com isto estou com fome e como empty belly does not know joy, I go there, already I come.
PS. it does not have badly that the time does not cure.
Eu hoje estava com vontade de me armar em intelectual e publicar um daqueles posts em inglês, como fazem alguns bloggers de alta cultura. Mas o que acontece é que eu não sei patavina de estrangeiro e socorri-me do Google. Mal comecei, I broke the coconut to laugh. Mas como who porfia bush hunts e como a minha avó me dizia que as many times go cantaro to the source that has one day broken the wing, não desisti. Na verdade não está a sair muito bem ou então é inveja minha dos tais posts. Pois é, the hen of my neighbor is better of the one than mine mas como valley more to break of that to twist e teimosinho sou eu, tendo em conta que the given horse does not look at the tooth, não desisti de usar o tradutor do Google. O pior é que já nem eu mesmo sei o que escrevi antes, mas como the night is good council member talvez deixe para mais tarde a revisão do texto, embora eu saiba que não deva to leave for tomorrow what I can make today, a verdade é que more valley late of that never. Posto isto poderei ficar sujeito a alguns comentários maliciosos mas aviso-vos já que the dirty clothes are washed in house. No entanto bons ou maus até porque the excellent one is enemy of the good one, façam o favor de não ficarem de mãos nos bolsos e escrevam qualquer coisinha. Nunca esqueçam que laziness is the mother of all the vices e para preguiçoso e viciado basto eu. Com isto estou com fome e como empty belly does not know joy, I go there, already I come.
PS. it does not have badly that the time does not cure.
segunda-feira, julho 11, 2005
776. É lixado
Não me venham com merdas. Ter um blog, é meu e só meu, como se fosse um gelado da Olá, não o criar privado e expô-lo publicamente. Quem quer privado privadíssimo escreve no Word (ou noutra coisa qualquer) protege com password ou fecha o caderninho numa gaveta, com cadeado e tudo. Quando se cria um blog público é para os outros lerem e pronto, ponto final (neste caso parágrafo porque vou continuar).
Então é assim (ai que bem que ficou aqui este então é assim), quem escreve um blog para os outros lerem e além disso tem uma caixinha do “diga de sua justiça” que é como quem diz um espaço para se comentar, gosta de ser lido e gosta de ser comentado. Eu gosto, não o nego e, de vez em quando dá-me para responder um a um tornando o este espaço num espaço aberto de diálogo (viram como evoluí? eu não digo o meu cantinho; isto não é nada meu, é de todos os que por cá passam). Agora, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores – ai meusdeusesdocéu há quanto tempo que eu não me referia a vós desta maneira – esta mania de ter dois blogs, públicos, gostar de os divulgar pois então, e cada vez que deixo um comentário não saber como é que devo assinar, se referenciando aqui o Pré ou ali os Botões é lixado. Mas é que é mesmo lixado.
Não me venham com merdas. Ter um blog, é meu e só meu, como se fosse um gelado da Olá, não o criar privado e expô-lo publicamente. Quem quer privado privadíssimo escreve no Word (ou noutra coisa qualquer) protege com password ou fecha o caderninho numa gaveta, com cadeado e tudo. Quando se cria um blog público é para os outros lerem e pronto, ponto final (neste caso parágrafo porque vou continuar).
Então é assim (ai que bem que ficou aqui este então é assim), quem escreve um blog para os outros lerem e além disso tem uma caixinha do “diga de sua justiça” que é como quem diz um espaço para se comentar, gosta de ser lido e gosta de ser comentado. Eu gosto, não o nego e, de vez em quando dá-me para responder um a um tornando o este espaço num espaço aberto de diálogo (viram como evoluí? eu não digo o meu cantinho; isto não é nada meu, é de todos os que por cá passam). Agora, minhas amigas leitoras e meus amigos leitores – ai meusdeusesdocéu há quanto tempo que eu não me referia a vós desta maneira – esta mania de ter dois blogs, públicos, gostar de os divulgar pois então, e cada vez que deixo um comentário não saber como é que devo assinar, se referenciando aqui o Pré ou ali os Botões é lixado. Mas é que é mesmo lixado.
775. Dias simples
Mais um fim-de-semana alentejano.
No calor do interior, no silêncio quebrado por pássaros, no descanso da rede (brasileira, pois claro) estendida poste a poste.
As pinturas já terminaram, mas as andorinhas não voltaram ao ninho. Pedia ao pintor que não o destruísse, elas eram uma companhia constante, até que o Sol se punha. Ele assim o fez, mas elas não voltaram.
Joguei para o lixo a mesa de ping-pong. Não foi por causa da ciática mas sim porque se tinha estragado. Qualquer dia compro outra… quando a ciática se for embora.
O programa de redução de nicotina está a resultar. Por enquanto. Até eu estou espantado.
O Benfica ganhou o jogo de preparação na Suiça. Mesmo a feijões gosto que os encarnados ganhem.
O amassador de latinhas já está de novo colocado na parede. E eu amassei algumas. O tempo convidava a umas bejecas.
Este fim-de-semana não fui à Tapada. Acordava da sesta tarde e más horas, já não dava. Troquei a água tépida e azul do lago, pelo queijo de ovelha e pelo salpicão de porco preto.
Hoje, repetindo o que faço há três anos, não vou trabalhar.
Mais um fim-de-semana alentejano.
No calor do interior, no silêncio quebrado por pássaros, no descanso da rede (brasileira, pois claro) estendida poste a poste.
As pinturas já terminaram, mas as andorinhas não voltaram ao ninho. Pedia ao pintor que não o destruísse, elas eram uma companhia constante, até que o Sol se punha. Ele assim o fez, mas elas não voltaram.
Joguei para o lixo a mesa de ping-pong. Não foi por causa da ciática mas sim porque se tinha estragado. Qualquer dia compro outra… quando a ciática se for embora.
O programa de redução de nicotina está a resultar. Por enquanto. Até eu estou espantado.
O Benfica ganhou o jogo de preparação na Suiça. Mesmo a feijões gosto que os encarnados ganhem.
O amassador de latinhas já está de novo colocado na parede. E eu amassei algumas. O tempo convidava a umas bejecas.
Este fim-de-semana não fui à Tapada. Acordava da sesta tarde e más horas, já não dava. Troquei a água tépida e azul do lago, pelo queijo de ovelha e pelo salpicão de porco preto.
Hoje, repetindo o que faço há três anos, não vou trabalhar.
quinta-feira, julho 07, 2005
774. Cada terra com seu uso…
… ou como alguns fazem os chouriços.
Chouriço Grosso de Estremoz e Borba is the product of pieces and stripes of bacon, shoulder, topside and leg from Alentejano pigs, with the sausage containing no more than 30% fat. After selecting, washing and cutting the pieces, the remaining ingredients are added to produce the final product. Following preparation and seasoning, the product is left to mature, then moulded, tied and smoked with wood from the region (holm oak).
In Official Journal of European Communities – C102/5 – 27.04.2002
… ou como alguns fazem os chouriços.
Chouriço Grosso de Estremoz e Borba is the product of pieces and stripes of bacon, shoulder, topside and leg from Alentejano pigs, with the sausage containing no more than 30% fat. After selecting, washing and cutting the pieces, the remaining ingredients are added to produce the final product. Following preparation and seasoning, the product is left to mature, then moulded, tied and smoked with wood from the region (holm oak).
In Official Journal of European Communities – C102/5 – 27.04.2002
773. E portanto, importante
Blog importante não tem links para outros blogs.
Quando blog importante tem links, só tem links para blogs importantes.
Blog importante não tem comentários.
Quando blog importante tem comentários então é porque não é verdadeiramente importante.
Blog importante é citado na Capital e na SIC.
Quando blog que não é importante é citado na imprensa é porque serviu os objectivos do órgão que o referiu.
Blog importante é escrito a qualquer hora e de qualquer lugar. Mesmo nas horas do patrão e no local de trabalho. Quando o patrão sou eu com os impostos que pago não dou importância ao blog.
Quando blog importante não é importante para mim, então é porque é mesmo importante.
Blog importante também completa aniversário.
Quando blog importante completa aniversário, quase toda a blogosfera cita blog importante para dar os parabéns. Blog importante gosta que vassalos se ajoelhem.
Vassalos gostam de se ajoelhar, por isso veneram Valentins, Isaltinos, Ferreiras Torres, Fátimas Felgueiras, Jardins e outros mais.
Blogs de vassalos também são importantes quando vassalos prestam vassalagem efectiva aos seus donos, aos seus Lopes, aos seus Portas, aos seus Mendes, aos seus Sócrates, aos seus Pachecos.
Eu gosto de ver blogs importantes prestarem vassalagem… e serem citados.
Blog importante não tem links para outros blogs.
Quando blog importante tem links, só tem links para blogs importantes.
Blog importante não tem comentários.
Quando blog importante tem comentários então é porque não é verdadeiramente importante.
Blog importante é citado na Capital e na SIC.
Quando blog que não é importante é citado na imprensa é porque serviu os objectivos do órgão que o referiu.
Blog importante é escrito a qualquer hora e de qualquer lugar. Mesmo nas horas do patrão e no local de trabalho. Quando o patrão sou eu com os impostos que pago não dou importância ao blog.
Quando blog importante não é importante para mim, então é porque é mesmo importante.
Blog importante também completa aniversário.
Quando blog importante completa aniversário, quase toda a blogosfera cita blog importante para dar os parabéns. Blog importante gosta que vassalos se ajoelhem.
Vassalos gostam de se ajoelhar, por isso veneram Valentins, Isaltinos, Ferreiras Torres, Fátimas Felgueiras, Jardins e outros mais.
Blogs de vassalos também são importantes quando vassalos prestam vassalagem efectiva aos seus donos, aos seus Lopes, aos seus Portas, aos seus Mendes, aos seus Sócrates, aos seus Pachecos.
Eu gosto de ver blogs importantes prestarem vassalagem… e serem citados.
quarta-feira, julho 06, 2005
772. Tempos novos, velhos tempos
Quando entrei para a última empresa onde trabalhei como Director de Informática, na cerimónia de despedida do antigo titular do cargo, este ofereceu-me uma pequena caixa de madeira em raiz de nogueira, muito bonita por sinal, dizendo-me discretamente ao ouvido: esta é a herança que lhe deixo.
Mais tarde, no sossego do meu novo gabinete, abri paulatinamente a caixa onde encontrei três envelopes fechados e numerados de 1 a 3. Por cima dos referidos envelopes, um pequeno bilhete, assinado pelo meu antecessor que apenas dizia: Em caso de dificuldade, abra os envelopes pela ordem numérica.
Da primeira vez que senti dificuldades efectivas na execução das minhas funções, sobre o que tive de dar explicações ao Conselho de Administração, abri o envelope número 1.
“Prepare um discurso baseado na actual conjuntura. Mostre que você está a ser vítima das circunstâncias e prometa que tudo vai melhorar”
Não posso deixar de comentar que a minha primeira prova de fogo foi um êxito. Saí com confiança redobrada e pude, assim, continuar a minha tarefa.
Quando me vi de novo em apuros abri o envelope número 2.
“Não se esqueça de referir que agora não é só a conjuntura, mas que o legado deixado pelo seu antecessor, devidamente armadilhado, pleno de incorrecções e má-fé não lhe permite desempenhar as tarefas como se tinha comprometido. Afirme que depois de saneada a máquina e corrigidos os defeitos, tudo irá correr às mil maravilhas”.
Escusado será dizer que o meu antecessor só não foi excomungado porque o Conselho de Administração não tinha os poderes do Vaticano.
Quando tive de abrir o envelope número 3…
“Escreva 3 mensagens como as que teve oportunidade de ler, feche-as em envelopes numerados e deixe como herança ao seu sucessor”.
PS. O texto acima é total ficção. Qualquer semelhança entre esta velha história os nossos Guterres e Durão e, quiçá o nosso Sócrates, é mera coincidência.
Quando entrei para a última empresa onde trabalhei como Director de Informática, na cerimónia de despedida do antigo titular do cargo, este ofereceu-me uma pequena caixa de madeira em raiz de nogueira, muito bonita por sinal, dizendo-me discretamente ao ouvido: esta é a herança que lhe deixo.
Mais tarde, no sossego do meu novo gabinete, abri paulatinamente a caixa onde encontrei três envelopes fechados e numerados de 1 a 3. Por cima dos referidos envelopes, um pequeno bilhete, assinado pelo meu antecessor que apenas dizia: Em caso de dificuldade, abra os envelopes pela ordem numérica.
Da primeira vez que senti dificuldades efectivas na execução das minhas funções, sobre o que tive de dar explicações ao Conselho de Administração, abri o envelope número 1.
“Prepare um discurso baseado na actual conjuntura. Mostre que você está a ser vítima das circunstâncias e prometa que tudo vai melhorar”
Não posso deixar de comentar que a minha primeira prova de fogo foi um êxito. Saí com confiança redobrada e pude, assim, continuar a minha tarefa.
Quando me vi de novo em apuros abri o envelope número 2.
“Não se esqueça de referir que agora não é só a conjuntura, mas que o legado deixado pelo seu antecessor, devidamente armadilhado, pleno de incorrecções e má-fé não lhe permite desempenhar as tarefas como se tinha comprometido. Afirme que depois de saneada a máquina e corrigidos os defeitos, tudo irá correr às mil maravilhas”.
Escusado será dizer que o meu antecessor só não foi excomungado porque o Conselho de Administração não tinha os poderes do Vaticano.
Quando tive de abrir o envelope número 3…
“Escreva 3 mensagens como as que teve oportunidade de ler, feche-as em envelopes numerados e deixe como herança ao seu sucessor”.
PS. O texto acima é total ficção. Qualquer semelhança entre esta velha história os nossos Guterres e Durão e, quiçá o nosso Sócrates, é mera coincidência.
segunda-feira, julho 04, 2005
771. Infelizmente
Carla Quevedo assina na revista “Única” do semanário Expresso, uma página semanal com o mesmo título do seu blog: Bomba Inteligente. Este fim-de-semana, numa nota sobre o pintor colombiano Fernando Botero, dispara a seguinte frase que me deixou perplexo: “Botero deixa, infelizmente, mais uma vez os temas pastorais, as naturezas mortas, as famílias, as mulheres e os homens com cães, para mostrar a sua revolta contra a crueldade e a injustiça” (fim de citação). Eu sei pouco de Língua Portuguesa e muito menos de Fernando Botero, mas o que leio é um lamento – “infelizmente” – pelo facto de Fernando Botero pintar a “sua revolta contra a crueldade e a injustiça”. Em vez disso Carla Quevedo preferiria os homens com cães. Em vez das atrocidades dos homens de Bush, talvez Bush passeando o cachorrinho Barney. Seria muito menos “infelizmente”. Ou será que li mal?
Carla Quevedo assina na revista “Única” do semanário Expresso, uma página semanal com o mesmo título do seu blog: Bomba Inteligente. Este fim-de-semana, numa nota sobre o pintor colombiano Fernando Botero, dispara a seguinte frase que me deixou perplexo: “Botero deixa, infelizmente, mais uma vez os temas pastorais, as naturezas mortas, as famílias, as mulheres e os homens com cães, para mostrar a sua revolta contra a crueldade e a injustiça” (fim de citação). Eu sei pouco de Língua Portuguesa e muito menos de Fernando Botero, mas o que leio é um lamento – “infelizmente” – pelo facto de Fernando Botero pintar a “sua revolta contra a crueldade e a injustiça”. Em vez disso Carla Quevedo preferiria os homens com cães. Em vez das atrocidades dos homens de Bush, talvez Bush passeando o cachorrinho Barney. Seria muito menos “infelizmente”. Ou será que li mal?
770. Profundo
Enquanto alguns dos meus mais depravados amigos e obviamente amigas também visitavam a Feira Erótica, passeava eu pelo Alentejo mais profundo, terra que adoptei de alma e coração, ou não fosse eu um apaixonado pela minha Maria, essa sim Alentejana de todos os costados. E quando os alentejanos cantam ao despique, e os copos vazam os jarros, e os jarros esventram os pipos, obtemos pérolas destas.
Ê já vi nascer o Soli
Entre as forcas dum chaparro
Engani-me que era a Lua
O Sol na nasce tão tardi.
Ê subi o êcalitro
Com o tê retrato na mão
Desêcalitrei-me dali a baixo
Bati c’ os cornos no chão.
Hoje tá lindo o luar
Que bonita vai a Lua
Na te ponhas praí olhar
Qu’ê te quero ver-te nua.
Enquanto alguns dos meus mais depravados amigos e obviamente amigas também visitavam a Feira Erótica, passeava eu pelo Alentejo mais profundo, terra que adoptei de alma e coração, ou não fosse eu um apaixonado pela minha Maria, essa sim Alentejana de todos os costados. E quando os alentejanos cantam ao despique, e os copos vazam os jarros, e os jarros esventram os pipos, obtemos pérolas destas.
Ê já vi nascer o Soli
Entre as forcas dum chaparro
Engani-me que era a Lua
O Sol na nasce tão tardi.
Ê subi o êcalitro
Com o tê retrato na mão
Desêcalitrei-me dali a baixo
Bati c’ os cornos no chão.
Hoje tá lindo o luar
Que bonita vai a Lua
Na te ponhas praí olhar
Qu’ê te quero ver-te nua.
769. BlogoLivro, livra?
Quando há algumas semanas atrás surgiu na blogosfera uma pequena discussão sobre a questão livros de blogues, sim ou não, eu coloquei-me sempre do lado do sim (só não quis imitar o Pacheco Pereira a criar o Sítio do Sim aos Livros, porque não). Mas, infelizmente constato que alguns blogs depois de terem publicado o tal livro saído do dito cujo, ou desapareceram, ou passaram a ser um painel publicitário do mesmo, ou tornaram-se uma grande M*E*R*D*A. Assim com as cinco letrinhas, sem mais nem ontem. Com pena minha pois claro, porque gostava dos blogs. Pareceu-me que este post indicia uma nova autora, uma nova blog-autora quer-se dizer. Só espero continuar a ter o “meu” 100nada.
Quando há algumas semanas atrás surgiu na blogosfera uma pequena discussão sobre a questão livros de blogues, sim ou não, eu coloquei-me sempre do lado do sim (só não quis imitar o Pacheco Pereira a criar o Sítio do Sim aos Livros, porque não). Mas, infelizmente constato que alguns blogs depois de terem publicado o tal livro saído do dito cujo, ou desapareceram, ou passaram a ser um painel publicitário do mesmo, ou tornaram-se uma grande M*E*R*D*A. Assim com as cinco letrinhas, sem mais nem ontem. Com pena minha pois claro, porque gostava dos blogs. Pareceu-me que este post indicia uma nova autora, uma nova blog-autora quer-se dizer. Só espero continuar a ter o “meu” 100nada.
768. A minha prima Carla
O texto hoje publicado no Alto Mar fez-me lembrar uma velha história. A minha prima “Carla” (nome fictício – esta aprendi com o Correio da Manhã e com a TVI), sempre teve o seu quê de irreverente. Desde muito nova trabalhou como balconista numa loja de pronto-a-vestir. Um bem-posto cavalheiro, depois de provar e de se decidir por um fato de alpaca azul-escuro, a condizer com uma camisa de risca fina, também azul (a risca) que, à falta de Rosa & Teixeira, era apenas Pierre Cardin e de uma gravata em seda da Dior, obviamente amarela com aplicações azuis, notem que o amarelo era mais amarelo-torrado, mandou passar a factura em seu nome. E que nome devo inscrever na factura?, perguntou-lhe a “Carla” (nome fictício), não antes de se certificar de que o referido senhor era portador do seu número de contribuinte ou se pelo menos o sabia de cor. Que sim senhor, pode passar em nome de Eng.º Fulano de Tal. Apanhei-te pensou a “Carla” (nome fictício), tem graça que tenho um primo com o mesmo nome que o senhor. A sério, também se chama Fulano de Tal?, perguntou admirado o cliente do fato azul em alpaca finíssima de uma marca italiana cujo nome olvidei. Esta admiração advinha do facto de Fulano de Tal ter um nome pouco comum, mas menos complicado do que Hipaninondas ou Eufrázio. Que não, respondeu a “Carla” (nome fictício), o meu primo também se chama engenheiro.
O texto hoje publicado no Alto Mar fez-me lembrar uma velha história. A minha prima “Carla” (nome fictício – esta aprendi com o Correio da Manhã e com a TVI), sempre teve o seu quê de irreverente. Desde muito nova trabalhou como balconista numa loja de pronto-a-vestir. Um bem-posto cavalheiro, depois de provar e de se decidir por um fato de alpaca azul-escuro, a condizer com uma camisa de risca fina, também azul (a risca) que, à falta de Rosa & Teixeira, era apenas Pierre Cardin e de uma gravata em seda da Dior, obviamente amarela com aplicações azuis, notem que o amarelo era mais amarelo-torrado, mandou passar a factura em seu nome. E que nome devo inscrever na factura?, perguntou-lhe a “Carla” (nome fictício), não antes de se certificar de que o referido senhor era portador do seu número de contribuinte ou se pelo menos o sabia de cor. Que sim senhor, pode passar em nome de Eng.º Fulano de Tal. Apanhei-te pensou a “Carla” (nome fictício), tem graça que tenho um primo com o mesmo nome que o senhor. A sério, também se chama Fulano de Tal?, perguntou admirado o cliente do fato azul em alpaca finíssima de uma marca italiana cujo nome olvidei. Esta admiração advinha do facto de Fulano de Tal ter um nome pouco comum, mas menos complicado do que Hipaninondas ou Eufrázio. Que não, respondeu a “Carla” (nome fictício), o meu primo também se chama engenheiro.
quarta-feira, junho 29, 2005
767. Mais um na rede
Pronto, está bem, não se fala mais nisso. Fui levado pela publicidade de caixa do correio. Comprei o NicoBloc. Cá para mim é treta e já desembolsei 40 érios. Mas psicológico ou não, vou tentar seguir o programa. Se resistir, daqui a cinco semanas dar-vos-ei conta dos resultados. Se não resultar aceito com fair-play que me chamem otário.
PS. No corrector de MS-Word para português a palavra “otário” deu-me erro. Como sugestão o Sr. Bill Gates diz-me para usar Ontário, notário, ovário, etário e notária. Portanto, cuidado, se aceitarem alguma sugestão, eu recuso notária. C’est pour cause.
Pronto, está bem, não se fala mais nisso. Fui levado pela publicidade de caixa do correio. Comprei o NicoBloc. Cá para mim é treta e já desembolsei 40 érios. Mas psicológico ou não, vou tentar seguir o programa. Se resistir, daqui a cinco semanas dar-vos-ei conta dos resultados. Se não resultar aceito com fair-play que me chamem otário.
PS. No corrector de MS-Word para português a palavra “otário” deu-me erro. Como sugestão o Sr. Bill Gates diz-me para usar Ontário, notário, ovário, etário e notária. Portanto, cuidado, se aceitarem alguma sugestão, eu recuso notária. C’est pour cause.
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