quarta-feira, fevereiro 22, 2006

927. Vai lá vai... até a barraca abana





Só mesmo por intermédio dessa porquinha que é a São, se podem descobrir coisas destas. Mas eu vou fazer o meu papel: ide-vos aqui.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

926. Lost in Translation

Tenho uma amiga cearense. Aliás tenho mais do que uma, mas essa aí tem um jeitinho de me deixar com a cuca fumegando. Às vezes me deixa recados tipo a zoar com minha cara. O último que a minina me deixou era isso que vocês podem ler mais abaixo. Tem por aí, alma caridosa que me ajude a traduzir? Bigadim. Um xero pra ocês.

Chico, cabra macho e bonequeiro, já melado depois de traçar um burrinho e duas meiotas , vinha penso, cambaleando, arrodiando o pé de pau , quando deu um trupicão que arrancou o chaboque do dedo.
- Diabeísso!
- Vai, cú de cana! -mangou a mundiça que estava perto.
- Aí dento! -disse Chico.

Chico estava ariado desde ontonti, quando o gato-réi que ele acunhava lá na baxa da égua, bateu fofo com ele pra ir engabelar um galalau estribado da Aldeota.
- É o que dá pelejar com canelau, catiroba, fulerage, - pensava ele- ganhei um chapéu de touro, mas não tem Zé não, aquela marmota tá mesmo só o buraco e a catinga. Dá é gastura.
Chegando em casa se empriquitou de vez e rebolou no mato todas as catrevage da letreca: uma alpercata, um gigolé amarelo queimado e uns pé de planta que ela tinha trazido enquanto iam se amancebar.
Depois se empanzinou de sarrabui e panelada e foi dormir pensando nas comédias.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

925. Não fui ao casting

Há um casting para apresentadores da RTP. Eu não fui porque me faltam alguns argumentos. Em primeiro lugar sou mais novo que a amiga Olga. Em segundo lugar sou mais pimba do que o Carlos Ribeiro. Em terceiro sou mais gordo do que o Eládio Climaco. Assim o meu êxito não estaria garantido.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

terça-feira, fevereiro 14, 2006

923. Se o Valentim incomoda muita gente, o santo não tem culpa nenhuma

Parece que toda a gente comemora o dia dos namorados. Eu não tenho nada contra mas também não tenho nada a favor. É que eu decidi que esta semana seria a minha semana de namorar com a menina álgebra. Assim, desde ontem que me deito com as equações lineares, que ando abraçado com os números complexos. Felizmente estou bem de saúde e ao contrário dos gajos da minha idade ainda não sofro das matrizes. Eu sei que dentro do meu espacinho linear vale tudo, mas se a função for contínua há uma grande probabilidade de a integrar. Sendo que me suporto bem em bases ortogonais e que não linearizo as funções, se a semana for determinante pode ser que eu tenha o meu valor próprio e não me assemelhe a nenhum polinómio característico. Por isso meu querido Valentim, eu sei que tu és santo, manda-me umas hermetianas e se não forem estas que sejam anti-hermetianas que eu também não me importo. Se elas puderem vir numa caixinha de chocolates melhor que eu estou a passar-me dos carretos e ficar quase em forma canónica. E se me quiseres comentar, comenta, mas não me classifiques as quadráticas que isso eu não suporto.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

922. Habituados

Para escrever um post quase tudo poderia servir. Uma fotografia, um poema, uma história, um comentário político, uma dissertação sobre o desempenho do Governo ou sobre o penalti que foi e não devia ter sido ou vice-versa, uma anedota bem contada, um cartoon ou tudo isso misturado e quiçá exacerbado, apaixonado ou apimentado. E é de facto com uma ou mais destas coisas que normalmente lido para poder dar uma opinião ou, simplesmente, por puro entretenimento. Mas confesso que o que me dá mais gozo tratar é de uma observação. De algo do dia a dia, de algo que vejo com esmerada atenção e depois construo sobre o observado uma ficção, uma crítica, uma reflexão ou uma pura e despretensiosa descrição. E é a partir deste especial gosto que constato que poucas vezes o faço. E também penso porque é que não elaboro mais vezes textos sobre o quotidiano, sobre aquilo que nos rodeia. Hoje, quando acordei e abri a janela reparei que toda o vale à frente dos meus olhos estava coberto de nevoeiro e que ao longe a serra aparecia nítida. Não me dei ao trabalho de me interrogar nem sobre o porquê do fenómeno físico observável, nem de o ficar a absorver por mais uns minutos e contemplar a maravilhosa natureza que me entrava em casa. Saí dali para entrar na rotina. Acho que é por já estar costumado. Nós os adultos, na generalidade estamos “habituados”. Pouca coisa observamos do que nos rodeia, pura e simplesmente porque já as vimos, já nos encontramos com elas, já trocamos olhares tantas vezes que nos alheamos do mundo. Não todos, obviamente, mas tive o cuidado de dizer, a generalidade. E acabo por sentir saudades do meu tempo de criança. Na época em que eu olhava, perguntava o que era e queria saber porquê.

sábado, fevereiro 11, 2006

921. Sons da lusofonia

Umas das minhas leitoras e comentadoras ofereceu-me ontem um belíssimo disco Lisboa@com.fusion . Sons da lusofonia. Poderão ler um resumo aqui ou aqui. Uma surpresa para mim, Lura Pena, a cantar a Rosinha dos Limões. Simplesmente divinal. Se não fosse publicidade não paga a uma certa editora eu dir-vos-ia para comprarem.

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

920. Coleccionismo

Nunca tive espírito de coleccionador. Quando pensava guardar alguma coisa era mais com vontade recolectora, do tipo até era giro fazer colecção, mas não tenho pachorra. Foi assim com postais ilustrados dos quais, os portugueses, dei ao meu filho para um trabalho escolar quando ele ainda andava na primária, com as moedas – tenho muitas acreditem – desorganizadas do centavo ao conto de reis, com os selos, sem vontade nenhuma de os despegar dos pedaços de envelope onde estão agarrados, com as canetas, as caixas de fósforo, os pacotes de açúcar (estes todos com o açúcar ainda dentro), os calendários de bolso, os autocolantes. Cada coisa destas faz-me lembrar uma situação, uma cena, uma passagem de vida. Os autocolantes, esses então lembram-me lutas antigas, activismos exacerbados, convívios e vivências que não se poderão repetir. Quando o Tócolante criou o blog, primeiro serviu-me para comparar “olha, este também tenho”, depois, aos poucos, como a colecção dele é uma verdadeira colecção e não tem nada a ver com o meu ajuntamento, para me ajudar a reviver algumas fases pelas quais também passei e que quase já estavam esquecidas. O Tócolante faz hoje um ano, ao seu autor os meus agradecimentos e os meus parabéns.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

919. Serviço Informativo

Informam-se todos quantos aqui vêm que já podem também passar a ir ali. O PreDatado, continuando aqui, vai passar a estar três vezes por semana. Informa-se também que as minhas amigas e os meus amigos de , estão orgulhosos e sentem-se muito honrados com a minha presença. Finalmente informa-se também que o PreDatado é um gajo muito modesto.
918. É tão bom ser rico

Acabei de ouvir na televisão um senhor chamado Carlos Barbosa, creio que dirigente da Federação Portuguesa de Automobilismo, dizer que ainda há hipóteses do Rally de Portugal este ano integrar o campeonato do mundo de ralies. Isto porque o Japão, leram bem, o Japão, devido às dificuldades financeiras que atravessa não está em condições de realizar o seu rally. Ai como é bom viver num país rico assim.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

917. A Regra dos Quatro

Pois é maria, eu sou destas coisas, lançam-me os desafios e eu não resisto. E além disso o prometido é devido. Vou expor os quatro, assim como quem perde os três.

Quatro empregos que já tive na vida:
1. Paquete numa loja de confecções – davam-me um jeitão as gorjetas; o meu ordenado eram 300 paus por mês.
2. Oficial da marinha mercante – infelizmente não foi em nenhum paquete.
3. Professor de matemática – mas não ía ao pacote aos alunos.
4. Director de informática – acho que foi aqui que me foram ao pacote.

Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:
Vou tão poucas vezes ao cinema que já nem me lembro dos títulos. Mas alguns dos que mais me marcaram foram:
1. Lenny de Bob Fosse
2. A Lista de Schindler do inevitável Spielberg
3. A Escolha de Sofia de Alan Pakula (vou dizer uma coisa muito séria; vi este filme uma única vez e impressionou-me tanto, mas tanto que jurei nunca mais o ver na minha vida)
4. Garganta Funda de Gerard Damiano, se não me falha a memória, o primeiro filme pornográfico que vi.

Quatro sítios onde vivi:
1. Pombal, não esse Pombal da auto-estrada A1, mas o Pombal em Almada, os meus primeiros passos, os meus primeiros amigos, os meus primeiros livros, os meus primeiros pontapés na bola.
2. Pragal, que não é terra de pragas… ou será que Fernão Mendes Pinto o é?
3. Miratejo, entre o negro e o branco, todos diferentes, todos margem sul, yeah.
4. Ainda não há, mas já reservei uma assoalhada no cemitério de Vale Flores.

Quatro séries televisivas que não perco:
Se há coisas da TV que me chateiam, são as séries. Nunca consigo seguir uma série, vejo episódios avulsos. Vi alguns de:
1.Os Sopranos
2.Crime na pensão Estrelinha
3.Os malucos do circo
4. A Escrava Isaura

Quatro sítios onde estive de férias:
Tenho para mim que os lugares que vou escrever cheiram a pretensiosismo; mas não é verdade, foram locais que gostei e que repetiria com a maior das boas vontades. Na verdade, alguns já repeti.

1. Viena
2. Londres
3. Paris
4. Ilha do Mel, PR, Brasil

Quatro dos meus pratos preferidos:
1. Favas com entrecosto e chouriços
2. Sardinha assada na brasa
3. Cozido de grão à alentejana
4. Sopa de peixe.
Experimentem moer na hora um pouco de pimenta preta sobre a sopa de peixe e depois contem-me. Actualmente como isto tudo sem sal. É uma questão de hábito.

Quatro Websites que visito diariamente:
1. Canal de Negócios – assim como assim vou vendo como é que enterrei a massa.
2. A Bola – embora resumidos, os conteúdos ainda não são pagos.
3. Expresso/Emprego – acreditam que em 4 anos de respostas a anúncios ainda não consegui nem um part-time?
4. Olhem ali para a direita: eu leio todos os links diariamente.

Quatro sítios onde gostaria de estar agora:
1. A trabalhar
2. De férias nas Seychelles (um sonho antigo)
3. A dar uma queca
4. A dormir, pois acabei de almoçar e estou cá com um soninho que nem vos conto.
(Este strip-tease foi feito às duas da tarde, mas depois de escrever, esqueci-me de postar)

Quatro bloggers Femininos,que desafio a fazer este questionário:
1. Mad
2. Encandescente
3. Maria Odila
4. Maria

Quatro bloggers Masculinos,que desafio a fazer este questionário:
1. JPT
2. Marinho
3. José Quintas
4. João Espinho
916. Excentricidades

O T.O.M. e a aNa desafiaram-me a contar aqui algumas das minhas excentricidades. Para ser mais preciso, 5 delas na continuação de uma corrente de confissões que se transmite na blogosfera livre e independente. Ora sendo eu um rapazinho de muitas virtudes e poucos defeitos, poder-se-íam incluir essas excentricidades no conjunto dos defeitos ou intersectar este subconjunto com o inicial, o das virtudes, pois nem toda a excentricidade tem forçosamente que ser um defeito. Na realidade temo que o subconjunto das excentricidades venha a dar um conjunto vazio e assim defraudar as expectativas de quem me desafiou e pior, as minhas, chegando à conclusão que ou eu não sou um excêntrico, ou não tenho a mínima capacidade introspectiva para me descobrir. A não ser que se considere excêntrico um tipo que em casa, nas reuniões familiares mais intimas, onde não se discutindo o estado da nação, se conjectura o futuro próximo, o faça sempre à luz da formulação de uma teoria matemática, utilizando umas vezes as séries de Euler, outras as de Fourrier e não poucas vezes trazendo à liça os clássicos como Aristóteles ou Arquimedes, como daquela vez em que se debatia se era mais confortável um homem usar slips ou cuecas tipo boxer. Não vejo que um tipo que todas as noites, impreterivelmente às 4 da manhã, acorde e acenda um cigarro e o vá fumar para a varanda em cuecas, seja Verão ou seja Inverno possa ser considerado um excêntrico. Quanto muito um viciado. Quanto ao não abdicar de dar uma queca em cima do poço, outra na rede, outra na mesa de ping-pong, na banheira de hidromassagens ou no elevador, não tem nada de excentricidade. Excêntrico sim era um amigo meu que o fazia em cima de uma bicicleta. Excêntrico e arrojado visto que a bicicleta que ele usava não tinha aquelas duas rodinhas de trás que as criancinhas usam e portanto estava sujeito a malhar com os cornos no chão. Também não estou a ver auto proclamar-me excêntrico apenas porque tenho uma parte da minha biblioteca na casa de banho. Aliás é um dos locais onde se lê mais tranquilamente e cada um sabe de si e mais nada. Finalmente ter doze pares de chinelos e oito pares de pantufas, 16 pares de ténis, e 4 pares de sapatos pretos todos iguais em formato e até em atacadores e gostar de usar jeans com ténis, camisa, gravata e blusão de cabedal, não me parece poder ser considerado excêntrico. A não ser que uma vez por outra eu troque o blusão de cabedal por um pullover de malha, para disfarçar ou que mude de atacadores de vez em quando. E como o texto já vai longo e não consegui detectar nenhuma excentricidade com interesse em relatar, desisto e passo a bola aos seguintes leitores deste espaço, esses sim capazes de nos surpreenderem. O Mário Almeida, a Karla, o Branco, a joiinha e o Alexandre.

PS. Se um dia eu descobrir uma excentricidade minha, prometo-te, TOM, que voltarei aqui para descrever.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

915. Chamas e botijas

O meu isqueiro tem chama. Aliás tem mil antes de se extinguir. O meu isqueiro tem mais chama do que eu. Porque o meu isqueiro dá mil chamas em 2 meses. Eu não consigo acender mil chamas em dois meses. Mil chamas em dois meses são 500 chamas por mês. 500 chamas por mês, são quase 20 chamas por dia. Meus caros amigos e principalmente minhas caras amigas, eu não tenho esse gás. Sei que vocês, estão decepcionad@s comigo (este @ dá muito jeitinho). Mas um homem não é uma botija. Bem sei que pensam que basta um clique. Mas não é verdade, isso só se passa com os isqueiros. Pois!, dirão vocês, apenas para me consolar. Pois! direi eu, para quem o carregar no botão não é suficiente. Eu até diria, se não fosse para me gabar, que quando me carregam no botão, que é como quem diz, quando me dão um clique, eu teria gás para mais do que uma chama. Isso não é nenhuma oxaria, poderão tod@s vós pensar (outra vez o bendito @). Mas eu até acho que sim. Acredito até, que muitos dos que me lêem, por muito esforço que façam, não conseguem acender mais do que uma chama por dia. Nem precisam de confessar nem de vir para aqui com gabarolices porque a verdade é como azeite, vem sempre ao de cima. Eu bem leio os vossos blogs. É por isso que hoje me apetece fazer-vos um desafio. Se algum/a (aqui usei a “/” que também dá um jeitão, para abreviar) de vós estiver com disposição de me fazer acender mais do que uma chama por dia e acharem que me conseguem transformar em isqueiro, tentem. Não se acanhem. Eu vou ali à botija recarregar e já volto. Entretanto, me liga, vá!

PS. Eu não sei muito bem classificar as figuras de estilo. Não sei se é uma alegoria, se uma parábola ou uma hipérbole. Mas para que não fiquem dúvidas a chama aqui é o post. Sim o texto no blog. Estavam a pensar o quê?

domingo, fevereiro 05, 2006

914. Discussões, Fé e Viva o Benfica

O meu blog não discute os cartoons anti-islâmicos. Não o faz porque, tal como todos aqueles que se apressaram a pedir desculpa aos islamitas por na Europa ocidental haver liberdade de expressão, tal como eles, dizia eu, este blog tem medo.

O meu blog não discute o casamento entre homossexuais. Não o faz porque não é parte interessada, não é constitucionalista, não é jurista e porque é casado.

O meu blog não discute o processo de entre-os-rios. Não o faz porque não é engenheiro civil e principalmente porque não é areeiro. E como nenhum areeiro está implicado, estão a ver não é?

O meu blog não discute a problemática socio-fezada do euromilhões. Não o faz porque ao contrário da maioria do país, sim dessa mesma maioria que fez de Cavaco Silva o nosso próximo presidente, mas isso este blog não discute, este blog investe mais na educação dos filhos do que no euromilhões. Assim como assim, este blog tem mais fé noutras coisas.

O meu blog não discute a questão das secretas paralelas. E não o faz porque tem a certezinha absoluta (50 anos são muita vida não são?) que mais dia, menos dia o jornalista da Visão vai ficar caladinho lá no seu buraquinho (ó Felícia Cabrita, explica lá a este teu colega como é que se mete o rabinho entre as pernas, vá) e esta história ficará toda em águas de bacalhau.

O meu blog tem outras fés e por isso vai discutir o título até ao fim. E vai discutir porque tem fé em que:
- Pinto da Costa vá preso antes do campeonato acabar.
- Soares Franco levará o Sporting à falência e o seu clube fechará as portas antes do campeonato acabar.
- Os jogadores do Nacional vão estar 3 semanas de caganeira e vão perder 3 jogos por falta de comparência.
- O Jesualdo Ferreira vá dar a mesma barraca que deu no final da época passada.
- O Ronald Koeman vá ser despedido.

Haja Fé!

PS. Não sei se hei-de terminar com Amén ou com Oxalá.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

913. Parabéns!

O meu puto sempre gostou de grupos. Como irradia simpatia onde quer que esteja é fácil para ele cativar amigos. Dos que me lembro, tem um grupo de amigos que com ele faziam grafitti e assistiam aos concertos punk-hardcore com aquelas calças largas à skater e camisolas compridas e um boné com a pala mais ou menos de lado. Tem um grupo dos amigos da praceta, esse que mantém há largos anos, que cresceu com ele, com quem ele jogava á bola aqui na calçada e que são os mesmo que se juntam para ver os Benficas-Sportings de alternadas boas e más memórias para uns e outros. Tem o grupo dos amigos da escola, ou vários grupos, pois tendo passado por escolas diferentes, foi criando boas cumplicidades. Tem o grupo dos que com ele partilham poemas e músicas que se juntam para umas cantigas ou para um show dos squarl. Hoje entrou para um novo grupo. Para o grupo dos que a partir de agora já podem conduzir camiões. Não que o João Pedro tenha tirado a carta de pesados. Não é isso. O João Pedro completa hoje 21 anos. Está um homem!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

912. Picante

Ela queixou-se ao marido de que andava com uma crise de hemorróidas como nunca na vida tinha tido. O marido, que nunca conhecera uma lamúria sobre enfermidades da mulher, ficou preocupado com aquela confissão. Havia mais de seis meses que eram casados e tal como em solteiro nunca tinha tido a coragem de lhe sugerir fazerem sexo anal. Ele tinha preconceitos, que lhe advinham de uma educação super conservadora nos melhores colégios de orientação religiosa, para abertamente lhe falar que esse era um dos seus desejos secretos. Mas um dia teria de lho dizer. De repente, aquela confissão soava-lhe como se estivesse a ouvir o barulho do desmoronar de uma muralha. Começou a pensar o que poderia, à mulher, ter-lhe passado pela cabeça para lhe confessar um problema que ela própria poderia resolver sozinha, ou com a ajuda de um bom especialista. Seria que ela andaria com o mesmo tipo de pensamentos mas que, tal como ele, consideraria também que o sexo anal era ainda um tabu? Mas se assim fosse porque não abordar a questão por um outro prisma em vez de lhe falar em crise hemorroidal? Seria que o tão propalado sexto sentido feminino lhe tivesse lido os pensamentos e que isto não passasse de uma velada desculpa para que ele se não adiantasse. Mas como seria possível esse tipo de pensamento se ele nunca se tinha insinuado antes? Ele olhou-a nos olhos, colocou com a ajuda da faca um pouco mais do delicioso coelho à caçadora que ela mesmo tinha preparado e levou-o à boca.
Delicioso! Primeiro pensou e depois exclamou-o. De repente um ligeiro formigueiro atacou-lhe a língua e de seguida o palato. E toda a luxúria que havia imaginado, o sexo anal que tinha pensado que ela pensou que ele estaria a pensar, e de que as hemorróidas não seriam mais que um pretexto, embora efémero para o seu adiamento, se desvaneceu numa constatação culinária. Querida, tem mais cuidado com a forma como usas os temperos!

terça-feira, janeiro 31, 2006

911. O coiso do apito

Às vezes, quando a paciência está em stand-by, vejo na televisão aqueles coisos de opinião sobre futebol. Normalmente um coiso qualquer entrevista outros coisos que são “representantes” dos três principais emblemas do país. Quando acabo de ver um desses programas teço os mais desbragados elogios à minha pachorra e fico com a sensação que ela, a paciência, era digna de receber a ordem do infante. Mas adiante que estas ordens são para outros coisos. Nesses programas um coiso de um clube consegue ver um empurrão que ninguém vê a um jogador da sua cor e não vê um empurrão tão ou mais flagrante ao avançado-coiso da cor adversária. O coiso da outra cor vê um penalty sobre o ponta-de-coisa da sua cor, mas não consegue ver um penalty igual ou semelhante sobre um centro-qualquer-coisa da equipa rival e por aí fora. E depois, como se fossemos todos uns coisinhos concluem que é por essas e por outras que ser árbitro é muito difícil.
O tanas! digo eu que sou apenas um coiso qualquer nestas análises futebolesas. Difícil é ser médico, é ser engenheiro, é ser matemático. Onde têm de se conhecer leis, fórmulas, saber fazer cálculos, conhecer as entranhas da gente. Difícil é ser servente de pedreiro, carregar a ombros baldes de cimento e pilhas de tijolos. Difícil é ser muita coisa, mas não é com certeza ser coiso do apito. Estes coisos têm de aprender apenas 17 leis, leram bem, 17. Nem mais uma, nem mais outra. E têm de manter uma condição física necessária para acompanhar as jogadas. Mas isso é treino, não é conhecimento. Difícil pode ser ter de ser professor de educação física e ministrar um treino adequado a cada um destes coisos. Mas ser o tal coiso do apito é muito fácil. O que lhes falta é capacidade para aprenderem ou aplicarem 17 leis. 17. Nem mais uma, nem mais outra.

PS. Destas 17 leis, a lei 1 é sobre as dimensões do campo. O árbitro limita-se a certificar-se (não sei se efectivamente o faz) que as dimensões estão dentro dos limites mínimos. Nunca vi nenhum árbitro fazer essa conferência. A lei 2 é sobre a bola. O árbitro apenas se certifica se a bola de jogo, a inicial pois nunca vi o árbitro certificar todas as bolas que entram em jogo, se tem o carimbo de aprovada pela FIFA. Nunca os vi certificarem se cada uma das bolas está entre os 410g e os 450g definido na lei ou se têm os 17 cms de diâmetro. Também nunca os vi medir a pressão obrigatória. A lei 5 é sobre eles próprios ou seja apenas uma descrição de funções e a lei 6 sobre os árbitros assistentes, idem, idem, aspas, aspas. Na verdade durante um jogo, o árbitro apenas tem de tomar atenção a 13 regras básicas. E mesmo nestas todas as semanas cometem dos mais estúpidos erros, alguns dos quais a raiar o hilariante. É assim tão difícil?

segunda-feira, janeiro 30, 2006

910. As intermitências do cálculo

Fará no próximo mês de Março 25 anos que sofro com cálculos renais (coitadinho, diria a minha mãe se me ouvisse relembrar o facto). A primeira cólica tive-a, seriam umas cinco da manhã, numa época em que ainda não havia telemóveis e em que os TLP ainda não me tinham instalado a linha telefónica em casa, o que fez com que a Maria, com uma barriga de 7 meses, fosse à cabine telefónica mais próxima, para cima de 500 metros de distância (coitadinha, repetiria a minha mãe se me ouvisse recontar a história), para pedir ajuda. Na época, o meu pai (coitadinho, digo eu) lá se levantou do calor do leito conjugal para me levar, na matinal geada, de charola para o hospital. Este procedimento repetiu-se 3 vezes no mesmo dia (pelo que os coitadinhos aqui se repetem também no mesmo factor multiplicativo). São dores horríveis, dizem que piores do que as de parto. Isso eu não posso aferir, mas dizem-no as que já pariram (devias parir também, diz-me aqui ao lado a minha doce Maria, só para teres mais tento na linguagem). Têm sido 25 anos de idas e vindas às urgências, às quais poderíamos muito bem, não fosse alguém achar que era plágio, chamar as intermitências do cálculo. Ultimamente deu-me para expulsá-los na função dolorosa, mas não menos necessária, que é mijar enquanto se tem a uretra apertadinha e dilacerada por cortantes cristais. Este é também um estado que transforma o próprio orgasmo num momento de prazer masoquista. Na verdade gosto de expulsá-los por esta via (haverá outras, podereis perguntar assim como quem não está a ver a coisa), havendo realmente outras, entre as quais a operação, mas se a minha mãe – como todas as mães, sofredora com o mal dos filhos – me chama coitadinho cada vez que sabe das dores que sofro a expulsar um cálculo, imaginem como ficaria sabendo-me numa mesa de operações. Mas, dizia eu, gosto de expulsá-los assim. Lembra-me sempre o palhaço quando lhe perguntaram se sentia prazer quando para fazer rir os putos levava uma série de tabefes durante a actuação. Obviamente que a pergunta é estúpida, mas o palhaço é educado e responde que o prazer está no alívio que sente quando deixa de ser esbofeteado. O alívio que se sente depois de expulsar um cálculo é inenarrável.
Durante as espasmódicas crises ou já sedado pelos Nolotil, Voltaren e Buscopans, levamos na cabeça de todos os lados, dos sábios médicos de que eu deveria fazer isto e aquilo, não comer aquilo e aqueloutro, beber daqui e não dali, etcætera, etcætera, levamos da mulher, por mais doce que ela seja e da mãe, mesmo da mais carinhosa do mundo.

O PreDatado teve uma crise bloguística, levou na cabeça daqui e dacolá, palavras sábias e outras carinhosas, algumas doces também. Agora, sente-se bem por ter expelido este cálculo. Esperem lá, também não se trata de um orgasmo. Mas deu-me prazer.

quarta-feira, janeiro 25, 2006

909. Ponto Final

O meu blog não é o meu diário; (o meu diário é uma coisa íntima, não partilhável raramente passado a letra de forma)
O meu blog não é um órgão de comunicação social; (não tenho qualquer formação jornalística, não uso um livro de estilo, não faço reportagem, nem investigação, não publico notícias em primeira mão)
O meu blog não é um espaço de debate; (não trago à liça temas debatíveis, não tenho pretensões de moderador, não interpreto a fundo as grandes questões nacionais e internacionais)
O meu blog não é um espaço de divulgação; (não apresenta ideias novas, não rebusca nas ideias dos outros nada de interessante para distribuir)
O meu blog não é um espaço de arte; (não cria nada de novo pois não sou músico, actor, escritor, pintor, escultor, bailarino…)
O meu blog não é uma tribuna desportiva (tirando a minha indefectível paixão benfiquista, não trago penaltis nem foras de jogo para serem discutidos)
O meu blog não é um quadro preto (não formula postulados químicos, não demonstra teoremas, não ensina gramática, nem desenha parábolas)
O meu blog não é um espaço de entretenimento (não tem música, não tem jogos, não tem sexo, não tem anedotas)
O meu blog não é o meu umbigo (não olho para ele de baixo para cima, nem o vejo quando vou ao espelho).

Ter um blog pressupõe que ele seja algo do que acima referi e talvez muito mais. E quando isso acontece, um blog passa de propriedade privada a entidade pública, ou melhor dizendo, a entidade de interesse público. Passa a ser lido, passa a ser referido, passa até a ser interactivo. Um blog que, ao fim de quase 2 anos e 3 meses, não ultrapassa uma média de 50 visitas diárias, as quais talvez apenas correspondam a trinta leitores efectivos, pois muitas resultam de pesquisas falhadas é um blog que não faz sentido existir. Às pessoas a quem vou retirar um clique nas suas rotinas diárias, peço desculpa por nunca lhes ter acrescentado valor ao seu conhecimento. O PreDatado termina hoje.
908. Assim tipu portuguex.

Élô
Ppl tá td fixe? oxe tenhu tado a ler 1s blogx aí da malta bué nova tipu ó kalhas taum a ver e ñ sei pq fikei un koxe baralhado, tôma passar tão a ver? sei ka micas tá xonada plo di, mas ku gaxo nem sabe, fixe foi kd ela se russou porele la na disko da kosta e fikou tão molhada ke teve de trokar o ózonia. Tb sei ppl esta nem dá praquerditar ku stôr de fisika paxa ax aulax a cossar os tomates deve ser po kauxa deu me sentar na carteira kas pernas kruxadax. Achu ku gaxo tb ve us murangus. Ontem fui a casa du lukax pa ele minxinar akela 6ª de kimika kele já deu á bué no deximo e eu naum vexo 1 boi. Dps ele pediu pra ver a cor das minha cuecas naum xei pk k kontu isto eu katé nem levava kuekas o pior foi kas xeans eram apertadas e eu fikei taum korada, tão a ver ppl aquela sena tipo fazte difíssil ke tenho ponto amanhan i o keu kero msm é perceber a sena da kimika, u gaxo fikou fddu mas tem pose i ensinome a axertar as formulax e já prometi kamanha vou lá mostrar lhu enunciadu e tou a pensar levar kuekas só pa ele ver a kor. Ké kaxam pexoal? Peraí ke tou a baralhar esta md td a mikas naum é a mesma das kuekas é akela da kosta ke fikou molhada, mas xeu dexcubrir de novu o blog dela eu dps paxo aki pa kontar o resto. E tb pa dixer kual a kor das kuekas da outra. ok?