sexta-feira, dezembro 15, 2006

1076. Que se fodam...

Que me desculpem os meus leitores mais pudicos, mas não me vou coibir de me expressar no vernáculo que desde há alguns dias me arrebenta o peito. Se há coisa que me deixa fodido é a puta da hipocrisia. Há duas semanas atrás um filho da puta de um nazi veio confessar às páginas da Visão que tinha feito a bomba que assassinou Sá Carneiro. Logo os crânios da intelectualidade, da política e da jurisprudência, comentadores profissionais, politólogos de todas as áreas, constitucionalistas (um dia destes escrevo um artigo sobre estas novas profissões) encartados vieram cagar postas de pescada sobre os factos relevantes dessas revelações, na reabertura de processos já prescritos (quanto a mim mal, mas isso são outros quinhentos) e etc etc etc, que não me quero alongar. “Má sina ter nascido puta”, pode-se dizer de Carolina Salgado. Escreveu (?) um livro onde comete dois grandes pecados. Filhos de uma grande puta os pecados com que a Santíssima Igreja resolveu estigmatizar a nossa porca e miserável vida ao cimo da Terra. O primeiro foi o de denunciar Pinto da Costa e os seus acólitos. O segundo o de ter decidido escrever, ou mandar fazê-lo, sendo uma simples puta de casa de alterne. Logo a mesma intelectualidade, quiçá comandada ou tele-comandada por ventos nortenhos perdeu a compostura tratando de imediato de considerar não credíveis as suas denúncias. E porquê? Porque não foi ela que fez a bomba que matou Sá Carneiro? Não! Apenas porque o livro denuncia um dos Papas do nosso pobre e conspurcado mundo do futebol e principalmente porque a D. Carolina Salgado é puta. Amanhã, quando este episódio estiver esquecido, os mesmos intelectuais botarão faladura nos mais importantes momentos televisivos a defender os direitos das mulheres. Vão-se foder!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

1075. Dois locais

Por força da minha actividade profissional e da empresa onde trabalhava, as minhas viagens a Aveiro e principalmente a Cacia eram como que o pão-nosso de cada dia. Com alguma frequência também dedicava a minha hora de repasto do meio-dia a saborear um belo leitão em Angeja, numa pequena tasca de gaveto. Confesso que de Angeja apenas conheço aquele cantinho que, embora aprazível pelo ar familiar que transmitia, servia também um Leitão Assado dos melhores que se comiam na região. Voltei lá depois de mais de cinco anos de ausência. Com a mesma porta de entrada (ou melhor, com o mesmo local de entrada) fui agora encontrar um restaurante totalmente remodelado, escorreito, bem decorado, iluminado, com toalhas e guardanapos em pano, em suma agradabilíssimo. Faltou-me aquele ambiente familiar com que éramos tratados antes, mas o Leitão – e vamos ao que interessa – continua excelentíssimo. A Casa dos Leitões é um local a revisitar.

Já ao contrário de Aveiro, Viseu raramente fez parte dos meus itinerários. Pecado meu, sei-o bem, pois do sempre que por lá passei guardo boas recordações. Sendo que a penúltima vez, foi apenas trajecto sem paragem já que, sem tempo para chegar ao destino a que me propus e porque sempre gostei da pontualidade, apenas a contornei. Prometi a mim mesmo que lá voltaria e assim o fiz. E voltarei a fazê-lo, espero que em breve, pois que uma visita em trabalho não é, obviamente, a mais indicada para o reconhecimento, sendo que quase tudo voltou a ficar por ver. Ainda assim tive tempo para me deter alguns minutos na pastelaria O Lobo e provar uma autêntica especialidade. Não nego que sou maluco pelos pastéis de Torres Vedras. Mas acho que nunca comi uns pastéis de feijão como os da pastelaria O Lobo, em Viseu.

PS.
1. É raro, por aqui por estas bandas onde moro, num restaurante que não é de luxo, as mesas serem cobertas por tolhas brancas de pano e os guardanapos, impecavelmente lavados e passados a ferro, serem também de pano, em lugar dos vulgares guardanapos de pic-nic. Não sei se estes últimos são regras da CEE mas, se o forem que se f… a CEE.
2. Em O Lobo, aproveitem e comprem castanhas de ovos. São também uma especialidade de Viseu. Em minha casa deliciaram-se.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

1074. Ainda há quem não goste do Natal…

- Boa noite. Pode indicar-nos a saída para o IP3 em direcção a Coimbra?
O agente da PSP olha para os documentos que tinha em mãos, olha para a cara da automobilista que estava ser inspeccionada e olha também para o relógio.
- Ainda tenho tempo, eu vou convosco.
Entrega os documentos à senhora, com a recomendação de que ela tem de ter cuidado com o local onde estaciona e comenta-nos com um ar meio desculpabilizante "é chato ficarem à espera um do outro". Seguimo-lo. Fez de nosso batedor até à saída de Viseu. Na última mudança de direcção, a partir da qual seria sempre a direito, abrandou, acendeu os blinkers, colocou-se ao nosso lado, desejou boa viagem e boas festas. Retribuímos. Obrigadinho.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

1073. Uma semana fora…

À hora que escrevo este texto, estou com a cabeça encostada a uma almofada, o chá de limão e as aspirinas na mesa de cabeceira e meia dúzia de pacotes de lenços para expelir os fluidos gripais que deixam o nariz em forma de batata.

Por falar em expelir, ficamos a saber que Pinto da Costa gostava de expelir uns gases mesmo em reuniões sociais. À parte os fait-divers do livro da Carolina o que possa constituir matéria policial não constitui novidade. Podem os processos prescrever, as investigações estarem eivadas de irregularidades, a corrupção desportiva não existir à luz da constituição. O povo pouco quer saber disso. Eu pelo menos não quero. Não é por acaso que há vários anos que não vou ao futebol.

Quem nunca foi julgado nos tribuinais, foi Pinochet. Agora, só à História e à Memória compete fazer o seu julgamento. Morreu, mas não consigo desejar paz à sua alma. Nem tenho a certeza se ele tem alma.

Com alma, garra, genica e querer foi a participação dos nadadores portugueses com deficiência nos mundiais que acabaram há poucos dias. Parabéns!

Infelizmente as marés continuam a fazer das delas na Costa da Caparica. Já ouvi várias propostas de remédios, não ouvi ninguém ainda fazer relações de causa efeito. A Costa da Caparica tem vindo a ser vítima de uma inadequada política de águas e de protecção ambiental. Um dia se tiver pachorra discorrerei aqui sobre este tema. Ah, é verdade, fiquei a saber que temos um Ministro do Ambiente. Acreditam que eu nem desconfiava que existia este Ministério?

You may say I'm a dreamer /But I'm not the only one /I hope someday you'll join us /And the world will be as one.

Pode ter morrido o sonhador. Mas John Lennon continua vivo na memória. Fez no passado dia 8, vinte e seis anos que o mataram. No sonho já me juntei, John.

Já poucas empresas estão nacionalizadas. Os “gestores públicos”, quer dizer os boys têm cada vez menos lugares disponíveis para distribuição de tachos. Take it easy, men! Os Governos estão atentos. (Sobre a criação de mais uma empresa pública/”privada”, desta vez para gerir a função pública).

Isto já vai grande, até logo.


PS. Quando é que o Fernando Santos vai embora?

sábado, dezembro 02, 2006

1072. Receios

Os jornais e as televisões deliram quando sabem que a Judiciária irrompe pelo Estádio da Luz ou pela casa de algum dirigente benfiquista para fazer investigação por isto ou aquilo. Hoje o meu maior receio é que o "circo" se monte em roda da equipa do Benfica. Cá para mim, está em marcha uma campanha para acusarem os jogadores do Glorioso de pedófilos. De facto, reconheço que não é bonito abusar assim dos meninos do Sporting.

quinta-feira, novembro 30, 2006

1071. Há dias em que até gostava de trabalhar

Houve tempos em que tinha que disputar o único computador cá de casa com os meus filhos. Os garotos cresceram e, por força das suas obrigações escolares, acabei por lhes comprar as necessárias ferramentas. Quando eu já pensava ter um computador só para mim, eis que agora outros elementos desta comunidade familiar me fazem concorrência. Se houvesse computadores para gatos, juro que lhes ofereceria um como prenda de Natal.

quarta-feira, novembro 29, 2006

1070. Ele não era da Metro do Porto

A propósito do tão falado relatório do Tribunal de Contas sobre as mordomias, quase infames, que auferem alguns administradores na Metro do Porto lembrei-me de uma pequena história contada pelo meu pai.
É delicioso ouvir os velhotes relembrarem e contarem histórias do antigamente. Eu, que caminho a passos (embora ainda curtos) para a terceira idade, começo também já a ter esse hábito, fazendo dos filhos a minha principal audiência, já que netos ainda por cá não moram. Mas desta vez o meu lugar era na plateia e o contador era o meu pai. E relembravam-se empregos antigos, arrogâncias de patrões ricos e todo-poderosos, mas também momentos mais delico-doces de reconhecimento. Tinha então o meu pai doze anos, quando o patrão Chico que apesar de toda a sua prepotência, capaz de despedir quem não lhe desse a veneranda salvação, era capaz de gestos que deixavam outros, que lhes beijavam mãos e pés roídos de inveja. Porque apesar de tudo sabia reconhecer quem trabalhava bem e a preceito. E foi como reconhecimento do trabalho do moço (a quem viria a despedir, mais tarde, por não ter dito “bom dia patrão Chico”, mas essa é outra história) ofereceu-lhe viatura de serviço. Isso mesmo, o que acabaram de ler, viatura de serviço, a um rapaz de 12 anos. E com “combustível” à descrição! A única obrigação que tinha era mantê-la em boas condições e ser ele a levar o BURRO ao palheiro para abastecimento.
Não consta que o Tribunal de Contas tenha feito nenhuma observação a esta regalia de um jovem moço de quinta que nem quadro executivo da “empresa” era.

PS. Voltando ao tema de abertura deste texto, estes relatórios fazem-me rir. Depois do alarido nas TVs e nos Jornais, tudo vai ficar na mesma. Ninguém vai ser responsabilizado, ninguém vai perder as mordomias, ninguém vai a responder em Tribunal. E se, por mero acaso, se abrir algum processo, ele irá prescrever pela certa. Digo-vos eu porque às vezes também me gosto de armar em profeta.

segunda-feira, novembro 27, 2006

1069. Um pouco de mau cheiro aqui no meu blog

O caso José Veiga – João Pinto – Sporting é um caso que não me apaixona minimamente. Apesar da tinta que já fez correr e que ainda fará, de ter sido já capa de todos os jornais nacionais, de ter sido abertura de todos os noticiários, não me toca o fundo do coração. Passo a explicar:

a) Trata-se de um caso de fuga ao fisco e não me parece merecer tratamento mais especial que os vários milhões de euros que se devem por aqui e por ali nas mais diversas actividades;
b) O interveniente João Pinto já foi jogador do meu clube, o que poderia pelo menos acordar uma ligeira paixão. Mas o caso remonta ao dia em que assinou pelo clube rival, pelo que nada me diz, sentimentalmente falando.
c) José Veiga é portista, fundador da casa do FC Porto no Luxemburgo, dragão de ouro e, se ultimamente ele ocupava um cargo dirigente no meu clube, aliás o que me deixava sobremaneira contrariado, esse cargo era facilitador, dada a visibilidade pública que lhe proporcionava, de utilização de uma tribuna onde ele esgrimia argumentos contra “uma comadre” com quem se tinha zangado, leia-se Pinto da Costa.
d) Em quarto e último, está o Sporting, clube que não é de minha simpatia e, portanto, nada do que lá se passa mexe realmente comigo.

No entanto, como não passo a vida a dormir e sou invadido por todos os lados com opinião sobre quem tem ou não razão neste caso de mass media, há pelo menos uma coisa que me cheira muito mal. Durante vários anos fui director de empresas onde tive de gerir orçamentos de vários milhões de euros. Quando se efectuavam compras, fosse de equipamentos, produtos ou serviços, todas essas operações estavam sustentadas em contratos de fornecimento ou no mínimo em propostas e respectiva aceitação. Não vale a pena aqui estar a explicar os mecanismos, pois praticamente todas as empresas organizadas funcionam assim, mas acrescento que nenhuma factura de fornecedor era mandada pagar, antes de conferida e confrontada com o processo que lhe deu origem.

Ora, no caso da conferência de imprensa que, com pompa e circunstância, o Sporting deu para mostrar toda a “transparência” no processo de contratação e pagamento do passe de João Pinto, foi demonstrado e, parece que nada mal, que os pagamentos tinham sido feitas a uma determinada empresa, representada a certa altura por José Veiga, e ao próprio jogador João Pinto numa outra fase de pagamentos. O que toda essa “transparência” não mostrou a ninguém foi a razão de se efectuarem pagamentos a essa tal GoodStone, qual o contrato de prestação de serviços (leia-se de eventual cedência de direitos do jogador) que estava subjacente a esses pagamentos. Não acredito que se eu mandar uma factura ao Sporting, seja de que montante for, o Sporting me pague cegamente o montante exigido, sem ter por base nenhum contrato ou encomenda. E é aí que reside o segredo desta história mal contada, o verdadeiro busílis da questão. Apesar de não me apaixonar vou esperar para ver e saber porque é que o Sporting teve de pagar aqueles milhões todos à Goodstone. Ou então foi “esquecimento” .

domingo, novembro 26, 2006

1068. Vamos lá divertirmo-nos um pouco

Está sentado a ler este blog? Se não está, sente-se um pouco. Agora levante ligeiramente a perna direita e comece a fazer pequenos circulos com o pé direito no sentido dos ponteiros do relógio. E agora, ao mesmo tempo que faz os círculos com o pé, tente com a mão direita desenhar o número 6 no ar. Conseguiu? E o que aconteceu ao movimento do pé? Eheheheheh.

sexta-feira, novembro 24, 2006

1067. Eu andava a pedi-las

Dadas as circunstâncias, relacionadas com as condições atmosféricas dos últimos dois dias, o meu post anterior está completamente desactualizado. Foste tu que pediste o Inverno, não foste?

terça-feira, novembro 21, 2006

1066. Natal

O Sol bate radioso na varanda da minha vizinha. A temperatura teima em andar acima dos 20 graus. O Pai Natal, agarrado a uma corda de alpinista, sobe-lhe varanda acima na desesperada tentativa de alcançar a chaminé. Demorará ainda mais um mês nesta posição acrobática. Vestido de grosso fato de lã vermelho, sua por todos os poros. Num acto de rara clemência, atirei-lhe daqui da minha janela, uns calções de banho, uns óculos de Sol e uma prancha de surf. Espero que ele aproveite o Verão que ainda se faz sentir.

sexta-feira, novembro 17, 2006

1065. Lágrimas
(mariquices)

Hoje, aliás ontem, porque já passa da meia-noite, foi um dia em que verti muitas lágrimas. Mais do que quando ouvia o Zé Cabra a cantar uma coisa com o mesmo nome.

A entrevista de Santana Lopes na RTP. O que eu chorei com pena do rapazinho. Uma verdadeira vítima de malfeitores da política.

A entrevista de Cavaco Silva à SIC, reiterando o seu apoio às reformas do Governo Sócrates. O que eu chorei por finalmente me convencer que Sócrates não chefia um governo de esquerda. Não me lembro de chorar tanto desde que descobri que o Pai Natal não existe.

A conferência de imprensa de Luís Filipe Vieira. O que eu chorei por se ter consumado a saída do dragão de ouro, sôr Zé Veiga, da direcção do meu Glorioso SLB. Agora só falta o sportinguista Dr. Cunha Vaz também querer sair. Era o mais que faltava! Isto deve ser alguma conspiração para devolver o Benfica aos benfiquistas. Que raiva, que só me apetece é chorar.

As declarações, de manipulação e instrumentalização dos estudantes do secundário, feitas pelas associações de pais e pela Ministra da Educação. E também das cacetadas da polícia numa escola da Pontinha. Fartei-me de chorar porque me lembrei das declarações de Veiga Simão antes do 25 de Abril e das cargas da polícia de choque no Técnico em 1973. Ai como chorei de nostalgia. A semelhança dos protagonistas, a semelhança dos métodos, levaram-me a viajar no tempo e, chorei também com saudades da minha juventude…

terça-feira, novembro 14, 2006

1064. Um jogo
(a vida também o é)

Introdução: Sou (já não sei se sou, a weblog.pt não me deixa ser) colaborador do ante-et-post. Se a Movable Type me deixasse seria lá que hoje eu deixaria este post. É lá que tenho um amigo que ainda não tive o privilégio de conhecer. E é para este meu amigo que hoje mando um abraço.

Nem sempre conseguimos controlar a trajectória da bola
Uma rajada de vento,
Um toque num obstáculo,
Um efeito não calculado,
A rede lateral.

Pequenos ou grandes
São escolhos que nos fazem ver
A bola beijar os postes
E quando estamos prestes
A gritar Gooooollllllooooooo
Mergulhamos de novo na cadeira
Colamos as mãos à nuca
E baixamos a cabeça.

Depois levantamo-la de novo
E saímos vitoriosos na próxima jogada.

E tu serás o goleador de serviço
E a vossa equipa, tu e ela, sairá em glória.

Um solidário abraço do teu cyberamigo, Pre.


PS. Graças à minha amiga Karla, este post também já foi editado no Ante-et-Port. Obrigado.

sábado, novembro 11, 2006

1063. Para arquivar

Hoje ficámos a saber que o processo sobre os 75 milhões de euros, quase fantasmas, nas contas do H. Amadora-Sintra foi arquivado. Hoje ficámos, também, a saber que foi aberta uma mega investigação sobre quatro dos maiores bancos portugueses. Obviamente, para arquivar. Por mim, não ficaria chocado se OE 2007 tivesse reduzido em 100% o orçamento da Justiça. Acho que se gasta demasiado dinheiro em arquivos.

quarta-feira, novembro 08, 2006

1062. E porque não uma visita ao site?

Garanto-vos que não é por menos consideração por vós, amigas leitoras e amigos leitores, que não tenho vindo ao meu blog (e infelizmente a nenhum outro) nestes últimos dias. É que entre outras actividades de transcendência inenarrável tenho andado numa de gatos e gatas, ora cuida, ora dá de comer, ora troca o tipo de areia do xixi, ora projecta brinquedos, ora sei lá o quê.
Mas como não vos quero deixar à margem desta minha altruísta (bolas que modesto!) actividade, façam o favor de aceder a este site que é da organização Felinus e, mesmo que não tenham condições de adoptar, ficam pelo menos a conhecer o trabalho fantástico que desenvolvem. E até pode ser que conheçam alguém que queira dar pessoal atenção a um meiguinho bicharoco destes.

PS. Enquanto escrevia este post, a minha Charline, a gata bigodinha à Charlot, escondida atrás do meu monitor brincava com as minhas mãos. Cá para mim estava a agradecer-me o texto de hoje.

quinta-feira, novembro 02, 2006

1061. Não há necessidade

de ser brejeiro a este ponto, ainda mais usando uma frase já muito batida, retirada de um anúncio sério como o dos supermercados. Eles dizem que "há o modelo e há os que vão atrás". Só não dizem como.

quarta-feira, novembro 01, 2006

1060. À margem das polémicas

O eventual plágio ou não de Miguel Sousa Tavares, já tão badalado na imprensa e na blogosfera, voltou a trazer à colação a questão dos blogs anónimos. Nada me move contra os criadores de blogs anónimos e até acho que o nome, mesmo que verdadeiro, em alguns casos, não adianta nem atrasa. Vejamos, se eu assinasse os meus posts com o meu nome, Alves Fernandes, em vez de PreDatado, alguém iria notar a diferença sob o ponto de vista do conhecimento do personagem? Assim como assim eu até já acho graça ao meu nome "artístico". E as minhas amigas e amigos blogosféricos, a grande maioria apenas de "conhecimento" virtual, já se habituaram ao Pré tu cá, tu lá. É por isso que o Alves Fernandes, a.k.a PreDatado se manterá à margem dessas polémicas sensaboronas que mais não servem que para encher chouriços. Pronto, acabei de encher um.

terça-feira, outubro 31, 2006

1059. Engrandecimentos

A razão fundamental, para não dizer única, pela qual tenho um blog público é o público. Quer dizer, vós, leitoras e leitores amigos são, de facto, os únicos que engrandecem este espaço. Daí o título de um post simples, mas honesto, de agradecimento a quem, dia a dia, por aqui vai passando e que de uma maneira ou de outra me vai incentivando a continuar. E talvez por isso é que vou ganhando ânimo para debitar alguns dos meus estados de alma. Hoje o meu agradecimento particular vai para todas e todos que se juntaram à festa de aniversário deste blog, deixando na caixa de comentários a vossa mensagem ou que nos vossos blogs fizeram questão de relembrar a data. A todas e todos um grande BEM HAJAM!

segunda-feira, outubro 30, 2006

1058. Com que então caiu na asneira de fazer à 5ª feira 21 anos, que tolo...

Ah é verdade, ontem, aqui o blog PreDatado fez 3 anos. Parabéns a vós que me lêem e aturam. Ósculos repenicados e amplexos bem apertados às minhas leitoras e leitores.
1057. O peido
(sugestões para sairmos da crise, que afinal parece que não acabou, e a culpa é nossa)

Eu não tenho escrito no blog pura e simplesmente porque tenho andado deveras atarefado. Não é por falta de tempo, é atarefado mesmo e, quando dou por mim, estou tão cansado que não me apetece escrever. A minha maior tarefa na pretérita semana foi ler, reler e estudar o Orçamento de Estado para 2007. Confesso que fiquei decepcionado. No meio de tanta receita, proveniente, obviamente, das taxas e dos impostos, não vi nenhuma taxa sobre o peido. E achei isso mal. Porque o peido faria todo o sentido ser taxado. E seria uma excelente panaceia para as tão depauperadas finanças públicas já que se perspectivava uma belíssima receita. Se não, vejamos, segundo a própria Administração Regional de Saúde do Centro, site que consultei, na sua página dedicada à flatulência, uma pessoa peida-se (com ou sem ruído, de acordo com a definição encontrada na Wikipédia para flatulência) em média 14 vezes por dia. Já se viu mais algum “bem” ser taxado tantas vezes ao dia como o peido? 14 vezes por dia, 14! (desculpem parecia anúncio de tourada, 6 toiros 6). E o governo, com essa medida, até que poderia começar a cumprir a promessa eleitoral de criar 150 mil novos empregos. Vejam quantos “fiscais do peido” poderiam ser contratados. Até poderia criar dois escalões. Fiscal do peido titular e fiscal do peido assistente. E além disso haveria ainda uma fonte de receita suplementar que seriam as multas. Além de taxar o peido, multaria todos aqueles que apenas se bufassem considerando tentativa de fuga ao fisco. E se por acaso alguém se peidasse mais de 14 vezes, poderia ser considerado como contribuinte em excesso e receber o retorno no final do ano, após documento comprovativo. Aí, o Governo, teria ainda oportunidade de analisar as causas desses peidos suplementares e fazer um acerto, taxando, por exemplo, o excesso de ar que consumiu e que originou o 15º peido, colocar uma parcela de penalização para quem come e bebe à pressa que possa ter originado o 16º peido e ainda, mais um exemplo, reduzir o montante a devolver, na proporção das bolhinhas de gás que foram consumidas nas cocacolas e afins que terão originado o 18º peido. No final só faria os retornos de excesso de cobrança de taxa do peido lá para Agosto ou Setembro do ano seguinte, podendo colocar a render as taxas cobradas em excesso para seu proveito próprio. O único peido incobrável seria o “peido mestre”, porque morto não paga taxas, a não ser que criasse uma nova taxa sobre os descendentes ou parentes até ao 5º grau, na falta dos primeiros, para minimizar os incobráveis.Não sei se o Ministro das Finanças ainda vai a tempo de fazer esta alteração no OE, mas se não der, então sugiro que coloque no próximo orçamento rectificativo. E para finalizar ainda poderia, um dia destes, vir para a comunicação social dizer, imitando um secretário de estado seu correligionário, de que se esta receita não fosse suficiente a culpa era dos portugueses porque não eram suficientemente cagões.