quarta-feira, maio 09, 2007

1102. A Netcabo em capítulos

Mais um episódio (se der, publicarei toda a saga)


8-5-2007


Exmos. Senhores,

Na sequência do problema que vos reportei em relação às velocidades download / upload quero informar-vos que a situação continua na primeira forma.

1. Após contacto telefónico da TVCabo/Netcabo e de vários testes efectuados, propostos telefonicamente, foi decidido enviar cá um técnico da Netcabo.

2. No dia 4 de Maio pp o técnico detectou que o sinal Tx era de cerca de 52dB. Corrigiu-o para 35dB dizendo que agora estava bom. No entanto, não vinha instruído para nada sobre velocidades tendo apenas efectuado a "melhoria" referida.

3. Comuniquei este facto por e-mail à Netcabo no próprio dia 4 de Maio.

4. No passado Domingo, dia 6, fui contactado pela Netcabo e estive novamente em testes com a orientação de um vosso assistente. A comunicação telefónica de mais de 1 hora resultou na decisão de enviarem novo técnico para corrigir o problema das velocidades. Foi-me informado que o técnico viria já munido com os relatórios obtidos nos testes efectuados e que o problema ficaria resolvido.

5. Hoje o técnico compareceu à hora acordada. Não trazia com ele quaisquer relatórios de testes os quais, aliás, desconhecia terem sido feitos. A única coisa "visível" que efectuou foi corrigir os valores de Tx que o seu colega anterior tinha deixado, colocando agora em 47.5 dB com a garantia de que agora sim é que estavam correctos. Portanto a única coisa que fez, repito, foi fazer (bem?) o que o outro técnico tinha feito (mal?). Falou algumas vezes telefonicamente com uma linha de apoio técnico, que desconheço se da TVcabo/Netcabo ou se de algum sub-empreiteiro, de onde lhe informaram que entretanto fizeram o reaprovisionamento do Modem. Desconheço que tipo de operação é. A única coisa que sei é que a situação em relação às velocidades ficou na mesma. Tentei deixar uma observação na folha de obra que me pediu para assinar. Uma vez que me foi impedido de colocar qualquer observação, recusei-me, obviamente a assinar a folha.

Bom, concluindo, a TVCabo/Netcabo tem arrastado a resolução deste problema de uma forma incompreensível. Exijo a resolução imediata sob pena de ter de vir a decidir rescindir o contrato de fornecimento de serviço de Internet com a vossa empresa.

Tal como vos disse no meu primeiro e-mail, reservo-me a liberdade de publicitar pela positiva ou pela negativa a vossa capacidade de resposta a este problema.

Este texto será portanto publicado no meu site pessoal.
Cumprimentos,

quinta-feira, maio 03, 2007



1101. O cantinho do fundamentalista

Disse eu, um dia do passado não muito distante, de que se a lei que proibia fumar em restaurantes e bares fosse avante não me importaria muito com isso. A bares vou a poucos e, restaurantes, pura e simplesmente deixaria de frequentar. A menos que tivessem uma esplanada. Hoje em dia tenho uma opinião diferente. Haja dinheiro e não prescindirei de nenhum, ou melhor, não prescindirei de nenhum que não tenha área suficiente para ter espaço de fumadores. É que muito a custo, muito a custo, já lá vão mais de 3 meses que parei de fumar. E um dia destes é verem-me de novo em bares!

1100. Dúvida minha

Porque é que ontem ao ouvir M. Sarkozy, no debate com a Sra. Royal, me lembrei tanto do Sr. (provavelmente engenheiro) Sócrates? Achei-os tão parecidos. Ando com umas dúvidas estranhas, não acham?

quarta-feira, abril 25, 2007

1099. Quase

Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O Povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade.


Foi assim, pela voz de locutor, de quem não me lembro já o nome, aos microfones da RR no programa Limite, que o tal arrepio na espinha quase me fez subentender que algo de “anormal” se estaria a passar. Depois, depois ouvi o Zeca e fui dormir.

Um grupo de capitães, quase ricos, quase filhos de ricos, ou de quase ricos, que não gostou que Marcelo Caetano os pusesse, a eles capitães de carreira, em pé de igualdade com a escumalha miliciana. Coisas que o império e a guerra tece. Quase que esteve para ser assim, quase que não passaria de uma indisposição corporativa, quase que esteve para ser um golpe de estado falhado. Mas as coisas evoluíram, juntaram-se aos capitães chateados, os capitães esclarecidos e mais os capitães fartos de angolas, de guinés e de moçambiques e juntaram-se muitos mais, juntaram-se tu e ele e juntei-me eu também e juntou-se um povo inteiro para que aquilo que era quase para ser o tal golpe se transformasse numa revolução. E tivemos um nunca negado PREC o da paz, do pão, da saúde e da habitação. Hoje, quase três décadas e meia depois, que o digam os nossos militares em missões nas Balcãs, no Iraque e em Timor, os nossos (ainda milhões) de analfabetos, os mais de quatrocentos mil desempregados, as mães que, cada vez mais têm os seus filhos nas ambulâncias, quando há ambulâncias para ter filhos e os milhares de sem-abrigo que preenchem as noites de Lisboa e do Porto e de quase todo o país. Mesmo com todos os quases valeu a pena e mesmo que apenas pareça que foi quase um sonho, mesmo assim, valeu a pena. E um dia, quando não for possível fazer mais estradas ou túneis para inaugurações pode ser que se cumpram os desígnios de Abril. Eu continuo com esperança. Ou quase.

quinta-feira, abril 19, 2007

1098. Paradigma

Eu utilizo 20 minutos por semana para falar de futebol. Tendo em conta que uma semana tem, se não me falha o cálculo, 10080 minutos, 0,2% não me parece desperdício suficiente para abandonar o “vício”. Destes vinte minutos, dez são utilizados em casa com a família, já que todos gostamos de bola e os outros dez são com os amigos no café, normalmente à segunda-feira de manhã, mais perto da hora de almoço.

Ultimamente, já depois de Fernando Santos, treinador do Benfica ter abdicado da Liga dos Campeões e da Taça de Portugal, lembrou-se este senhor de dizer adeus à Taça UEFA frente a um modesto Espanhol de Barcelona e de não ganhando em casa ao Porto e ao Braga e, embora fora, ao então último classificado Beira-Mar, de deitar fora não só a possibilidade de ser campeão mas também a de se poder classificar directamente para a Champions do ano que vem.

E é aqui que reside o paradigma. Apesar destes importantíssimos temas, os meus amigos do café, faz umas 3 semanas que não falam de bola. Passam o tempo a discutir não sei o quê e não sei que mais, sobre um tal diploma de um engenheiro. Eu devo andar muito distraído mesmo. Será que o Fernando Santos não é mesmo engenheiro e aquela história do engenheiro do penta foi-nos muito mal contada pelo Pinto da Costa?

PS. Ao meu lado, a minha filha acompanhou-me na escritura do post e soprou-me ao ouvido que eu estava baralhado, que o que lá no café falavam era do Sócrates e tal. Vou já pegar nos meus livros da Grécia antiga. Querem ver que aquela coisa da sicuta não tinha nada a ver com portagens mas sim com diplomas dourados?

quinta-feira, abril 05, 2007


1097. Sem mais comentarios...

... só podia ser do Gato Fedorento
foto daqui

sexta-feira, março 30, 2007

1096. Qual o melhor adjectivo?

Manuel Pinho disse hoje no parlamento ao deputado do PSD, Mendes Bota que dizer que se quis mudar o nome do Algarve era uma palermice.
Mendes Bota indignou-se e não admitiu que o ministro lhe chamasse palerma.
O presidente da mesa da comissão pediu ao ministro que alterasse a adjectivação.
Então o ministro disse que, dizer que o Governo quer alterar o nome de Algarve para Allgarve é uma mentira.
Mendes Bota calou-se.

A gente já ouvia por aí, pelas mesas dos cafés e no talho lá da rua, dizer que os políticos eram mentirosos. Não queiram agora também achar que eles sejam palermas.

sábado, março 24, 2007


1095. Só se foi por isto
Um dia, nos idos de 2006, a propósito de um Sorrisinho© de solidariedade que comprei, escrevi assim:

“…Essa bonequinha tinha uma etiqueta, com as recomendações obrigatórias para crianças e a origem do produto: Made in China. Tendo em conta que a PORTA ABERTA acolhe crianças vítimas de maus tratos, não teria sido de bom tom, advertir o comprador do Sorrisinho de que o mesmo não tinha sido fabricado com recurso a trabalho infantil ou semi-escravo? Ou será que foi?”

Entretanto o meu blog está interdito na China. Descobri isso neste site greatfirewallofchina.org e fiquei muito preocupado. Não pela censura na China, é claro, que disso outros mais sábios do que eu já se preocuparam antes de mim, mas sim pelo potencial de divulgação aqui do PreDatado, agora deitado às urtigas. E eu, que já me imaginava a ser visitado por milhares de milhões de chineses a deliciarem-se com este excelente blog, vou ter de despedir o meu dedicado assessor / tradutor de Mandarim. E qualquer dia só me resta mesmo fechar a empresa PreDatado, Lda e deslocá-la, sei lá, para a China. Mas isso não é nada original. Outros mais sábios do que eu já o fizeram antes de mim.

sexta-feira, março 23, 2007

1094. Influências

Eu não sei se é a isto que juridicamente se chama tráfico de influências, quem souber que me ajude. Mas que S. Valentim ainda é um daqueles santos que tem muita influência no coração dos audiovisuais isso tem. Qual 14 de Fevereiro, qual quê. S. Valentim é quando um major quiser. O homem, aliás o Santo, disse ao Expresso (obviamente off the record), que queria ser julgado na televisão. Dona Judite, não, não é a PJ, é mesmo uma senhora chamada Judite, não sabemos porque raio de influências fez logo o primeiro servicinho. A primeira sessão do julgamento foi na sua televisão. Aliás na nossa, porque para a RTP eu também contribuo. Ai não que não que não contribuo. Viva o serviço público. Viva S. Valentim. Viva a bagunça nacional! Viva!
1093. Quem dá e quem tira vai para o inferno (ah é verdade, eles são ateus…)

Eu, cá para mim, o nosso primeiro, quando era pequenino, deve ter levado cá um chapadão de algum funcionário público que jurou “quando eu for grande e for primeiro-ministro vou-me vingar destes gajos todos, olá se vou”. E vai daí, ainda ele leva pouco mais de 2 anos de governo e ainda não parou de se vingar. Agora, desta vez é o número de dias de férias. E tal e coiso que não é justo, e coiso e tal que tem de haver convergência com o privado e tal e mais tal e mais coiso. E é assim, com uma aura de justiceiro que vem atirando areia para os olhos da populaça. O que este senhor e os seus ministros escondem ou não querem que se relembre é que os dias de férias “a mais” foram ofertados pelos governos em contrapartida dos não-aumentos salariais devidos. A bem do País e do deficit, aliás a única coisa que realmente parece interessar ao Senhor José Sócrates Ferreira Leite.


PS. Juro por minha honra que não sou, nem nunca fui funcionário público. Tenho dito.

quarta-feira, março 14, 2007

1092. Ajudem-me…

a descobrir uma semana em que não feche uma empresa em Portugal. Ajudem-me a descobrir quais as medidas que o Governo tem tomado para parar este ritmo.

domingo, março 04, 2007


1091. O gajo é teimoso.

Foram 34 anos na teia. De vez em quando tentava dar uns abanões mas a malha não quebrava. Desde o passado dia 25 de Janeiro que o Pre não pega num cigarro. E não sente vontade de recomeçar. Só não sabe o que fazer quando se levanta, quando acaba de comer, nos intervalos das refeições, ao volante, quando sai de uma loja, quando sai do elevador, quando se senta ao computador, quando pega num jornal, quando lê um livro, quando espera pela srª Pre, quando...
Mas desta vez vai vencer. Querem apostar?

PS. Nem comentem porque ainda estou com a neura.

foto: Jmim roubada daqui.

sábado, março 03, 2007



1090. Uns a cinquenta por cento, outros a 103.

Esta semana o Glorioso Sport Lisboa e Benfica fez 103 anos. Este mês, eu fiz precisamente 51 anos e meio. Cinquenta por cento. Não sei se chegarei a emblema de ouro, só o serei se fizer 50 anos de sócio. Esta semana fui receber o meu emblema de prata. Cinquenta por cento. Tenho dois filhos, um benfiquista e outro, neste caso outra, de um outro clube. Cinquenta por cento. Mas só quem não falhava à boca da baliza era o Eusébio.

Tu, Manuel Galrinho Bento, nunca estiveste a cinquenta por cento. Paz á tua alma. Viva o Benfica!

sexta-feira, março 02, 2007

1089. Os ricos também se aplaudem.

Hoje, à porta do local onde se realiza a AG da PT, formou-se uma manifestação de trabalhadores. À entrada, Henrique Granadeiro e Joe Berardo, entre outros capitalistas, foram fortemente aplaudidos pelos trabalhadores da PT. Ao que isto chegou.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

1088. Obviamente, voto SIM

Na blogosfera, nutro um particular respeito por todas e todos quantos me lêem. Naturalmente que, em relação à despenalização do aborto até ás 10 semanas, haverá entre as minhas leitoras e os meus leitores uns que serão a favor e outros que serão contra. Pelo respeito que todos me merecem, o PreDatado que não é um anónimo como o título do blog o poderia fazer crer, teria de fazer uma pausa no seu período sabático para que, antes do referendo do próximo Domingo, pudesse, como aliás o tem feito em relação a outros temas da nossa sociedade, exprimir publicamente a sua opinião. O PreDatado, aliás o Alves Fernandes vota SIM. E vota SIM sem ter de exaustivamente repetir os argumentos que os vários movimentos do SIM já largamente enunciaram e com os quais o PreDatado se identifica quase totalmente.
Eu voto SIM porque respeito as mulheres. Eu voto SIM porque amo a Liberdade.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

sábado, janeiro 13, 2007

1086. Uma mentira repetida mil vezes....

Vítor Serpa, director do jornal, A Bola, escreve, na edição de hoje, na sua habitual crónica de Sábado um texto onde se pode ler a seguinte pérola:

“…
É costume anunciar a fronteira da democracia, e a data precisa do 25 de Abril, como o tempo exacto em que foi possível, ao F C do Porto, conquistar, ao Benfica, esse poder e esse domínio. Sem tempo e sem espaço, por agora, para a análise das causas e das consequências, vamos limitar-nos à simples constatação dessa realidade…” (acessível a users registados ou na edição em papel)


Eu também não tenho nem tempo nem espaço para uma análise aprofundada. Mas queria dizer ao Sr. Vítor Serpa, pelas responsabilidades que lhe são reconhecidas na imprensa desportiva nacional, de que não deveria ser tão leviano assim nas suas afirmações ou, se quiser, tão superficial. A verdadeira barreira não é 1974 mas sim 1994. E se o senhor fala em constatação de realidade, são os números as maiores testemunhas dessa realidade.

Quer ver? Entre 1974 e 1994, ou seja em 20 anos de democracia o S.L. e Benfica ganhou 17 títulos. 17! Foram 10 campeonatos nacionais e 7 taças de Portugal contra 8 campeonatos e 5 taças do F C Porto e 2 nacionais e 2 taças do Sporting. A grande viragem dá-se efectivamente a parir de 1994, já os tempos de democracia íam longos. Mas a partir daqui, se me permite lembrar-lhe, entram as viagens ao Brasil dos Calheiros, entram os José Guímaros, entram os cafezinhos com leite e os chocolatinhos, entram os Calores da Noite, entram os Apitos Dourados. Mas isso, Sr. Vítor Serpa, são outros quinhentinhos.

sexta-feira, janeiro 12, 2007

1085. Mijar a rir

Tenho amigos meus evangélicos que já se mijaram (literalmente) a rir com isto.
1084. No café virtual

O PreDatado conversou no café com Kontrastes. O que ele nos perguntou e aquilo que respondemos pode ser lido aqui.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

1083. Índia

Acho que as minha amigas leitoras e os meus amigos leitores devem estar admirados de há quase uma semana o Sr. PreDatado não ter vindo aqui escrever nada neste blog. A verdade, verdadinha, é que tenho andado muito ocupado nos preparativos da minha viagem à Índia. E como disse o nosso PR não é uma viagem à história nem uma viagem de passeio. Mas no meu caso também não é uma viagem de negócios, pois para mim há vida para além da balança de pagamentos. É apenas uma viagem de amor. A esta índia:

Índia seus cabelos nos ombros caídos
negros como a noite que não tem luar
seus lábios de rosa para mim sorrindo
e a doce meiguice desse seu olharÍndia da pele morena, sua boca pequena eu quero beijar

Índia, sangue tupi, tem o cheiro da flor
Vem, que eu quero te dar
Todo meu grande amor

Quando eu for embora para bem distante
e chegar a hora de dizer adeus
Fica nos meus braços só mais um instante
deixa os meus lábios se unirem aos seus
Índia levarei saudade da felicidade que você me deu

Índia, a sua imagem
sempre comigo vai
Dentro do meu coração, flor do meu Paraguai.

sexta-feira, janeiro 05, 2007


1082. Efemérides

Hoje estava a dar uma vista de olhos à minha velha colecção de selos, quando me fixei nuns selos de 1972 lançados para comemorar o 2º centenário da criação do ensino primário oficial. De repente veio-me um tristeza tão grande que só podia ser a da pena de não poder assistir, em 2106, ao lançamento da série filatélica comemorativa do 1º centenário do encerramento de escolas, maternidades e centros de saúde em Portugal. Quem continuará a minha colecção de selos?

quarta-feira, janeiro 03, 2007

1081. Paguemos e não bufemos?

Os jogadores de futebol vão deixar de ter um regime especial de tributação. Começo por dizer que acho bem. Acho bem que acabem os regimes especiais seja para jogadores de futebol, seja para profissionais em qualquer outra actividade. Se temos que pagar impostos que paguemos numa base igualitária. Entretanto o Sindicato do Jogadores põe como hipótese decretar uma greve de jogadores contra esta medida do governo. Continuo a minha reflexão com um também acho bem. E acho bem não pelo particular motivo desta greve, mas pelo que deveria ser um movimento geral dos cidadãos. Um dia destes, aqui no meu recanto fiz um pequeno apanhado de em quanto contribuo para os cofres do Estado. Considerando o IRS e a Segurança Social são 40% à cabeça. Do restante que recebo (há quem chame salário líquido, eu chamo-lhe grãos de areia) e que serve para eu pagar os bens que consumo sem sobrar um tusto, vão mais 21% em IVA. Tendo em conta que fumo (poderão dizer problema meu, mas a verdade é que fumo) e que ando de carro, o tabaco e a gasolina têm uma tributação que chega a atingir praticamente 70% do PVP. Pago IMI, taxa de saneamento e IMV. Sou duplamente tributado quando compro um carro pois não só pago IA como pago, também, IVA sobre o preço do carro com IA. E se me esqueci de alguma taxa mais, perdoem-me, mas assim, num só ano, mais de 60% do meu rendimento vai para o Estado. Voltando à vaca fria, acho bem a greve contra os impostos. Acho até bem uma greve geral, um levantamento popular, uma revolução. Ou não foi por se revoltarem contra os impostos que a corte britânica lhes impunha, que os americanos declararam a independência dos Estados Unidos?

terça-feira, janeiro 02, 2007

1080. Merece, pois.

Chamo-me Maria Árvore e procuro aqui contar-vos o dilema da minha vida que dava para encher mais 10 filmes do Manoel de Oliveira, tal qual o contei ao meu psicólogo, recostada, deitada, sentada, em posição de lótus no seu divã.


Foi assim que no dia 2 de Janeiro de 2004 ela começou a escrever o blog. E foi deitada no divã que eu a conheci. Salvo seja, pois não sou o seu psicólogo. A língua portuguesa é muito traiçoeira.

Pois bem, 3 anos é muita fruta, eu sei porque já passei por eles, mas não me parece areia demais para a camioneta da Maria Árvore. Ela tem sempre uma história e por vezes até mais, pois não me parece mulher para se ficar por uma por dia, para contar, quer seja para nos fazer pensar ou seja simplesmente para nos divertir. E além de vídeos divertidos, de fotos quase quase no limite e de saber descobrir e divulgar um poema ou uma canção a propósito ela também sabe agarrar uma causa.

E é por causa de tudo isso, que esta referência que lhe faço hoje não é só porque ela merece. É principalmente porque ela merece ser lida.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

1079. Olha aí 2007

Hoje, quando acordei faltavam 15 minutos para as onze. O ano novo já era, o dia já levava dez horas e quarenta e cinco minutos, mais coisa menos coisa o que significa que daqui a pouco estamos no Carnaval, ou seja, não tarda está aí a Páscoa. E a malta aproveita os três dias, com a sexta feira santa incluída, para ir à terra, os que a têm, ou passar três dias no Algarve e engarrafar a A2 desde a estação de serviço de Grândola até ao nó da Marateca, no Domingo à noite. Pela Páscoa já será Primavera e a malta já usa blusas de manga curta e as gajas os umbigos à mostra numa antecipação de que o Verão está à porta e que vamos todos ver de novo as reportagens sobre a degradação da falésia algarvia e dos acidentes na 125, vamos ver muitos carros de matricula francesa e algumas belgas, suíças e alemães, embora destas menos, e ouvir ao nosso lado, na praia ou no Carrefour, jean marie vienzissi si non levas une bofetade na trombá. E chegaremos a Setembro com a pele da mesma cor daquelas senhoras de cabelo louro ou madeixas, assim mais ou menos pelos ombros, que aparecem na televisão todo o ano bronzeadas e que vestem muito bem coisas da moda e dos mais caros costureiros não sei se material emprestado ou comprado com cartão Visa. Mas isso será só lá para finais de Setembro quando o Verão terminar, mas que se lixe pois já cheira a castanha assada e a malta já está a pensar no Natal e na corrida aos centros comercias comprar as prendinhas de Natal e depois chegar a casa ligar o televisor e ouvir aquelas senhoras, que referi há pouco, de pele bronzeada todo o ano, paradigmas do consumo de solários e Louis Voitons e Chaneis botarem faladura contra o consumismo em que se transformou esta época. E só falta uma semaninha para o Reveillon e para o quase esgotar das garrafas de champanhe nas prateleiras do Jumbo e do Continente. Afinal de contas falta pouco mais de 364 dias para a festa não é? Já me apetece dizer Feliz Ano de 2008!

quarta-feira, dezembro 27, 2006

1078. Os passos e as medidas

Tempos de festas, tempo de Natal e de Ano Novo, multiplicam-se os votos. Seja na blogosfera, seja no Messenger ou seja via e-mail, a Internet aumentou-nos a capacidade de comunicar e mandar aquela mensagem que os correios, provavelmente, não entregariam a tempo, fosse por culpa própria, fosse porque o remetente se lembraria apenas à última da hora meter no marco do correio. E há também o telefone celular, que onde nós estivermos está lá, e que nunca nos deixará ficar sem uma mensagem, um SMS como se vulgarizou, de palavras abreviadas e muitos bjs, ou sem uma meia dúzia de palavras ditas de viva voz que, confesso, são as que mais gosto. E foi numa destas chamadas, que um familiar meu me desejou que o Ano Novo fosse pelo menos 5% melhor do que o Ano que agora finda. Na verdade estava a tentar ser simpático e generoso, uma vez que a inflação prevista não deverá ultrapassar os 3% e portanto se o meu ano, no global, aumentar o meu estado de felicidade 2 pontos acima da inflação, eu seria um bafejado pela sorte. Na tentativa de ter alguma graça poderá ter olvidado que não é apenas a questão material que se mede em aumentos percentuais. Não vou especular sobre o aumento da conflitualidade, da guerra, do terrorismo, da fome, do SIDA, das doenças cárdio-vasculares, do cancro, do número de acidentes na estrada, dos das empresas que fecham ou se deslocalizam e de tudo isso que faz parte das minhas preocupações diárias. Mas mesmo atendendo aos votos do meu familiar, terei de viver às escuras, andar a pé, não ir aos hospitais, não comer pão e deixar de fumar. É que os aumentos previstos para estes itens vão muito além da taxa de inflação. Como diz José Sócrates, estamos a melhorar passo a passo. Só que para uns os passos são de caracol, mas para outros, Ricardo Salgado ou Belmiro de Azevedo que o digam, os passos são de canguru. Será que poderíamos modificar o ditado e dizer que os governos não se medem aos passos?

quarta-feira, dezembro 20, 2006


1077. Está na hora de vos desejar
Boas Festas e Feliz Natal!
PS. Para os meus leitores e leitoras a quem o Natal nada diz, desejo também que sejam felizes, agora e em qualquer dia do ano.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

1076. Que se fodam...

Que me desculpem os meus leitores mais pudicos, mas não me vou coibir de me expressar no vernáculo que desde há alguns dias me arrebenta o peito. Se há coisa que me deixa fodido é a puta da hipocrisia. Há duas semanas atrás um filho da puta de um nazi veio confessar às páginas da Visão que tinha feito a bomba que assassinou Sá Carneiro. Logo os crânios da intelectualidade, da política e da jurisprudência, comentadores profissionais, politólogos de todas as áreas, constitucionalistas (um dia destes escrevo um artigo sobre estas novas profissões) encartados vieram cagar postas de pescada sobre os factos relevantes dessas revelações, na reabertura de processos já prescritos (quanto a mim mal, mas isso são outros quinhentos) e etc etc etc, que não me quero alongar. “Má sina ter nascido puta”, pode-se dizer de Carolina Salgado. Escreveu (?) um livro onde comete dois grandes pecados. Filhos de uma grande puta os pecados com que a Santíssima Igreja resolveu estigmatizar a nossa porca e miserável vida ao cimo da Terra. O primeiro foi o de denunciar Pinto da Costa e os seus acólitos. O segundo o de ter decidido escrever, ou mandar fazê-lo, sendo uma simples puta de casa de alterne. Logo a mesma intelectualidade, quiçá comandada ou tele-comandada por ventos nortenhos perdeu a compostura tratando de imediato de considerar não credíveis as suas denúncias. E porquê? Porque não foi ela que fez a bomba que matou Sá Carneiro? Não! Apenas porque o livro denuncia um dos Papas do nosso pobre e conspurcado mundo do futebol e principalmente porque a D. Carolina Salgado é puta. Amanhã, quando este episódio estiver esquecido, os mesmos intelectuais botarão faladura nos mais importantes momentos televisivos a defender os direitos das mulheres. Vão-se foder!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

1075. Dois locais

Por força da minha actividade profissional e da empresa onde trabalhava, as minhas viagens a Aveiro e principalmente a Cacia eram como que o pão-nosso de cada dia. Com alguma frequência também dedicava a minha hora de repasto do meio-dia a saborear um belo leitão em Angeja, numa pequena tasca de gaveto. Confesso que de Angeja apenas conheço aquele cantinho que, embora aprazível pelo ar familiar que transmitia, servia também um Leitão Assado dos melhores que se comiam na região. Voltei lá depois de mais de cinco anos de ausência. Com a mesma porta de entrada (ou melhor, com o mesmo local de entrada) fui agora encontrar um restaurante totalmente remodelado, escorreito, bem decorado, iluminado, com toalhas e guardanapos em pano, em suma agradabilíssimo. Faltou-me aquele ambiente familiar com que éramos tratados antes, mas o Leitão – e vamos ao que interessa – continua excelentíssimo. A Casa dos Leitões é um local a revisitar.

Já ao contrário de Aveiro, Viseu raramente fez parte dos meus itinerários. Pecado meu, sei-o bem, pois do sempre que por lá passei guardo boas recordações. Sendo que a penúltima vez, foi apenas trajecto sem paragem já que, sem tempo para chegar ao destino a que me propus e porque sempre gostei da pontualidade, apenas a contornei. Prometi a mim mesmo que lá voltaria e assim o fiz. E voltarei a fazê-lo, espero que em breve, pois que uma visita em trabalho não é, obviamente, a mais indicada para o reconhecimento, sendo que quase tudo voltou a ficar por ver. Ainda assim tive tempo para me deter alguns minutos na pastelaria O Lobo e provar uma autêntica especialidade. Não nego que sou maluco pelos pastéis de Torres Vedras. Mas acho que nunca comi uns pastéis de feijão como os da pastelaria O Lobo, em Viseu.

PS.
1. É raro, por aqui por estas bandas onde moro, num restaurante que não é de luxo, as mesas serem cobertas por tolhas brancas de pano e os guardanapos, impecavelmente lavados e passados a ferro, serem também de pano, em lugar dos vulgares guardanapos de pic-nic. Não sei se estes últimos são regras da CEE mas, se o forem que se f… a CEE.
2. Em O Lobo, aproveitem e comprem castanhas de ovos. São também uma especialidade de Viseu. Em minha casa deliciaram-se.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

1074. Ainda há quem não goste do Natal…

- Boa noite. Pode indicar-nos a saída para o IP3 em direcção a Coimbra?
O agente da PSP olha para os documentos que tinha em mãos, olha para a cara da automobilista que estava ser inspeccionada e olha também para o relógio.
- Ainda tenho tempo, eu vou convosco.
Entrega os documentos à senhora, com a recomendação de que ela tem de ter cuidado com o local onde estaciona e comenta-nos com um ar meio desculpabilizante "é chato ficarem à espera um do outro". Seguimo-lo. Fez de nosso batedor até à saída de Viseu. Na última mudança de direcção, a partir da qual seria sempre a direito, abrandou, acendeu os blinkers, colocou-se ao nosso lado, desejou boa viagem e boas festas. Retribuímos. Obrigadinho.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

1073. Uma semana fora…

À hora que escrevo este texto, estou com a cabeça encostada a uma almofada, o chá de limão e as aspirinas na mesa de cabeceira e meia dúzia de pacotes de lenços para expelir os fluidos gripais que deixam o nariz em forma de batata.

Por falar em expelir, ficamos a saber que Pinto da Costa gostava de expelir uns gases mesmo em reuniões sociais. À parte os fait-divers do livro da Carolina o que possa constituir matéria policial não constitui novidade. Podem os processos prescrever, as investigações estarem eivadas de irregularidades, a corrupção desportiva não existir à luz da constituição. O povo pouco quer saber disso. Eu pelo menos não quero. Não é por acaso que há vários anos que não vou ao futebol.

Quem nunca foi julgado nos tribuinais, foi Pinochet. Agora, só à História e à Memória compete fazer o seu julgamento. Morreu, mas não consigo desejar paz à sua alma. Nem tenho a certeza se ele tem alma.

Com alma, garra, genica e querer foi a participação dos nadadores portugueses com deficiência nos mundiais que acabaram há poucos dias. Parabéns!

Infelizmente as marés continuam a fazer das delas na Costa da Caparica. Já ouvi várias propostas de remédios, não ouvi ninguém ainda fazer relações de causa efeito. A Costa da Caparica tem vindo a ser vítima de uma inadequada política de águas e de protecção ambiental. Um dia se tiver pachorra discorrerei aqui sobre este tema. Ah, é verdade, fiquei a saber que temos um Ministro do Ambiente. Acreditam que eu nem desconfiava que existia este Ministério?

You may say I'm a dreamer /But I'm not the only one /I hope someday you'll join us /And the world will be as one.

Pode ter morrido o sonhador. Mas John Lennon continua vivo na memória. Fez no passado dia 8, vinte e seis anos que o mataram. No sonho já me juntei, John.

Já poucas empresas estão nacionalizadas. Os “gestores públicos”, quer dizer os boys têm cada vez menos lugares disponíveis para distribuição de tachos. Take it easy, men! Os Governos estão atentos. (Sobre a criação de mais uma empresa pública/”privada”, desta vez para gerir a função pública).

Isto já vai grande, até logo.


PS. Quando é que o Fernando Santos vai embora?

sábado, dezembro 02, 2006

1072. Receios

Os jornais e as televisões deliram quando sabem que a Judiciária irrompe pelo Estádio da Luz ou pela casa de algum dirigente benfiquista para fazer investigação por isto ou aquilo. Hoje o meu maior receio é que o "circo" se monte em roda da equipa do Benfica. Cá para mim, está em marcha uma campanha para acusarem os jogadores do Glorioso de pedófilos. De facto, reconheço que não é bonito abusar assim dos meninos do Sporting.

quinta-feira, novembro 30, 2006

1071. Há dias em que até gostava de trabalhar

Houve tempos em que tinha que disputar o único computador cá de casa com os meus filhos. Os garotos cresceram e, por força das suas obrigações escolares, acabei por lhes comprar as necessárias ferramentas. Quando eu já pensava ter um computador só para mim, eis que agora outros elementos desta comunidade familiar me fazem concorrência. Se houvesse computadores para gatos, juro que lhes ofereceria um como prenda de Natal.

quarta-feira, novembro 29, 2006

1070. Ele não era da Metro do Porto

A propósito do tão falado relatório do Tribunal de Contas sobre as mordomias, quase infames, que auferem alguns administradores na Metro do Porto lembrei-me de uma pequena história contada pelo meu pai.
É delicioso ouvir os velhotes relembrarem e contarem histórias do antigamente. Eu, que caminho a passos (embora ainda curtos) para a terceira idade, começo também já a ter esse hábito, fazendo dos filhos a minha principal audiência, já que netos ainda por cá não moram. Mas desta vez o meu lugar era na plateia e o contador era o meu pai. E relembravam-se empregos antigos, arrogâncias de patrões ricos e todo-poderosos, mas também momentos mais delico-doces de reconhecimento. Tinha então o meu pai doze anos, quando o patrão Chico que apesar de toda a sua prepotência, capaz de despedir quem não lhe desse a veneranda salvação, era capaz de gestos que deixavam outros, que lhes beijavam mãos e pés roídos de inveja. Porque apesar de tudo sabia reconhecer quem trabalhava bem e a preceito. E foi como reconhecimento do trabalho do moço (a quem viria a despedir, mais tarde, por não ter dito “bom dia patrão Chico”, mas essa é outra história) ofereceu-lhe viatura de serviço. Isso mesmo, o que acabaram de ler, viatura de serviço, a um rapaz de 12 anos. E com “combustível” à descrição! A única obrigação que tinha era mantê-la em boas condições e ser ele a levar o BURRO ao palheiro para abastecimento.
Não consta que o Tribunal de Contas tenha feito nenhuma observação a esta regalia de um jovem moço de quinta que nem quadro executivo da “empresa” era.

PS. Voltando ao tema de abertura deste texto, estes relatórios fazem-me rir. Depois do alarido nas TVs e nos Jornais, tudo vai ficar na mesma. Ninguém vai ser responsabilizado, ninguém vai perder as mordomias, ninguém vai a responder em Tribunal. E se, por mero acaso, se abrir algum processo, ele irá prescrever pela certa. Digo-vos eu porque às vezes também me gosto de armar em profeta.

segunda-feira, novembro 27, 2006

1069. Um pouco de mau cheiro aqui no meu blog

O caso José Veiga – João Pinto – Sporting é um caso que não me apaixona minimamente. Apesar da tinta que já fez correr e que ainda fará, de ter sido já capa de todos os jornais nacionais, de ter sido abertura de todos os noticiários, não me toca o fundo do coração. Passo a explicar:

a) Trata-se de um caso de fuga ao fisco e não me parece merecer tratamento mais especial que os vários milhões de euros que se devem por aqui e por ali nas mais diversas actividades;
b) O interveniente João Pinto já foi jogador do meu clube, o que poderia pelo menos acordar uma ligeira paixão. Mas o caso remonta ao dia em que assinou pelo clube rival, pelo que nada me diz, sentimentalmente falando.
c) José Veiga é portista, fundador da casa do FC Porto no Luxemburgo, dragão de ouro e, se ultimamente ele ocupava um cargo dirigente no meu clube, aliás o que me deixava sobremaneira contrariado, esse cargo era facilitador, dada a visibilidade pública que lhe proporcionava, de utilização de uma tribuna onde ele esgrimia argumentos contra “uma comadre” com quem se tinha zangado, leia-se Pinto da Costa.
d) Em quarto e último, está o Sporting, clube que não é de minha simpatia e, portanto, nada do que lá se passa mexe realmente comigo.

No entanto, como não passo a vida a dormir e sou invadido por todos os lados com opinião sobre quem tem ou não razão neste caso de mass media, há pelo menos uma coisa que me cheira muito mal. Durante vários anos fui director de empresas onde tive de gerir orçamentos de vários milhões de euros. Quando se efectuavam compras, fosse de equipamentos, produtos ou serviços, todas essas operações estavam sustentadas em contratos de fornecimento ou no mínimo em propostas e respectiva aceitação. Não vale a pena aqui estar a explicar os mecanismos, pois praticamente todas as empresas organizadas funcionam assim, mas acrescento que nenhuma factura de fornecedor era mandada pagar, antes de conferida e confrontada com o processo que lhe deu origem.

Ora, no caso da conferência de imprensa que, com pompa e circunstância, o Sporting deu para mostrar toda a “transparência” no processo de contratação e pagamento do passe de João Pinto, foi demonstrado e, parece que nada mal, que os pagamentos tinham sido feitas a uma determinada empresa, representada a certa altura por José Veiga, e ao próprio jogador João Pinto numa outra fase de pagamentos. O que toda essa “transparência” não mostrou a ninguém foi a razão de se efectuarem pagamentos a essa tal GoodStone, qual o contrato de prestação de serviços (leia-se de eventual cedência de direitos do jogador) que estava subjacente a esses pagamentos. Não acredito que se eu mandar uma factura ao Sporting, seja de que montante for, o Sporting me pague cegamente o montante exigido, sem ter por base nenhum contrato ou encomenda. E é aí que reside o segredo desta história mal contada, o verdadeiro busílis da questão. Apesar de não me apaixonar vou esperar para ver e saber porque é que o Sporting teve de pagar aqueles milhões todos à Goodstone. Ou então foi “esquecimento” .

domingo, novembro 26, 2006

1068. Vamos lá divertirmo-nos um pouco

Está sentado a ler este blog? Se não está, sente-se um pouco. Agora levante ligeiramente a perna direita e comece a fazer pequenos circulos com o pé direito no sentido dos ponteiros do relógio. E agora, ao mesmo tempo que faz os círculos com o pé, tente com a mão direita desenhar o número 6 no ar. Conseguiu? E o que aconteceu ao movimento do pé? Eheheheheh.

sexta-feira, novembro 24, 2006

1067. Eu andava a pedi-las

Dadas as circunstâncias, relacionadas com as condições atmosféricas dos últimos dois dias, o meu post anterior está completamente desactualizado. Foste tu que pediste o Inverno, não foste?

terça-feira, novembro 21, 2006

1066. Natal

O Sol bate radioso na varanda da minha vizinha. A temperatura teima em andar acima dos 20 graus. O Pai Natal, agarrado a uma corda de alpinista, sobe-lhe varanda acima na desesperada tentativa de alcançar a chaminé. Demorará ainda mais um mês nesta posição acrobática. Vestido de grosso fato de lã vermelho, sua por todos os poros. Num acto de rara clemência, atirei-lhe daqui da minha janela, uns calções de banho, uns óculos de Sol e uma prancha de surf. Espero que ele aproveite o Verão que ainda se faz sentir.

sexta-feira, novembro 17, 2006

1065. Lágrimas
(mariquices)

Hoje, aliás ontem, porque já passa da meia-noite, foi um dia em que verti muitas lágrimas. Mais do que quando ouvia o Zé Cabra a cantar uma coisa com o mesmo nome.

A entrevista de Santana Lopes na RTP. O que eu chorei com pena do rapazinho. Uma verdadeira vítima de malfeitores da política.

A entrevista de Cavaco Silva à SIC, reiterando o seu apoio às reformas do Governo Sócrates. O que eu chorei por finalmente me convencer que Sócrates não chefia um governo de esquerda. Não me lembro de chorar tanto desde que descobri que o Pai Natal não existe.

A conferência de imprensa de Luís Filipe Vieira. O que eu chorei por se ter consumado a saída do dragão de ouro, sôr Zé Veiga, da direcção do meu Glorioso SLB. Agora só falta o sportinguista Dr. Cunha Vaz também querer sair. Era o mais que faltava! Isto deve ser alguma conspiração para devolver o Benfica aos benfiquistas. Que raiva, que só me apetece é chorar.

As declarações, de manipulação e instrumentalização dos estudantes do secundário, feitas pelas associações de pais e pela Ministra da Educação. E também das cacetadas da polícia numa escola da Pontinha. Fartei-me de chorar porque me lembrei das declarações de Veiga Simão antes do 25 de Abril e das cargas da polícia de choque no Técnico em 1973. Ai como chorei de nostalgia. A semelhança dos protagonistas, a semelhança dos métodos, levaram-me a viajar no tempo e, chorei também com saudades da minha juventude…

terça-feira, novembro 14, 2006

1064. Um jogo
(a vida também o é)

Introdução: Sou (já não sei se sou, a weblog.pt não me deixa ser) colaborador do ante-et-post. Se a Movable Type me deixasse seria lá que hoje eu deixaria este post. É lá que tenho um amigo que ainda não tive o privilégio de conhecer. E é para este meu amigo que hoje mando um abraço.

Nem sempre conseguimos controlar a trajectória da bola
Uma rajada de vento,
Um toque num obstáculo,
Um efeito não calculado,
A rede lateral.

Pequenos ou grandes
São escolhos que nos fazem ver
A bola beijar os postes
E quando estamos prestes
A gritar Gooooollllllooooooo
Mergulhamos de novo na cadeira
Colamos as mãos à nuca
E baixamos a cabeça.

Depois levantamo-la de novo
E saímos vitoriosos na próxima jogada.

E tu serás o goleador de serviço
E a vossa equipa, tu e ela, sairá em glória.

Um solidário abraço do teu cyberamigo, Pre.


PS. Graças à minha amiga Karla, este post também já foi editado no Ante-et-Port. Obrigado.

sábado, novembro 11, 2006

1063. Para arquivar

Hoje ficámos a saber que o processo sobre os 75 milhões de euros, quase fantasmas, nas contas do H. Amadora-Sintra foi arquivado. Hoje ficámos, também, a saber que foi aberta uma mega investigação sobre quatro dos maiores bancos portugueses. Obviamente, para arquivar. Por mim, não ficaria chocado se OE 2007 tivesse reduzido em 100% o orçamento da Justiça. Acho que se gasta demasiado dinheiro em arquivos.

quarta-feira, novembro 08, 2006

1062. E porque não uma visita ao site?

Garanto-vos que não é por menos consideração por vós, amigas leitoras e amigos leitores, que não tenho vindo ao meu blog (e infelizmente a nenhum outro) nestes últimos dias. É que entre outras actividades de transcendência inenarrável tenho andado numa de gatos e gatas, ora cuida, ora dá de comer, ora troca o tipo de areia do xixi, ora projecta brinquedos, ora sei lá o quê.
Mas como não vos quero deixar à margem desta minha altruísta (bolas que modesto!) actividade, façam o favor de aceder a este site que é da organização Felinus e, mesmo que não tenham condições de adoptar, ficam pelo menos a conhecer o trabalho fantástico que desenvolvem. E até pode ser que conheçam alguém que queira dar pessoal atenção a um meiguinho bicharoco destes.

PS. Enquanto escrevia este post, a minha Charline, a gata bigodinha à Charlot, escondida atrás do meu monitor brincava com as minhas mãos. Cá para mim estava a agradecer-me o texto de hoje.

quinta-feira, novembro 02, 2006

1061. Não há necessidade

de ser brejeiro a este ponto, ainda mais usando uma frase já muito batida, retirada de um anúncio sério como o dos supermercados. Eles dizem que "há o modelo e há os que vão atrás". Só não dizem como.

quarta-feira, novembro 01, 2006

1060. À margem das polémicas

O eventual plágio ou não de Miguel Sousa Tavares, já tão badalado na imprensa e na blogosfera, voltou a trazer à colação a questão dos blogs anónimos. Nada me move contra os criadores de blogs anónimos e até acho que o nome, mesmo que verdadeiro, em alguns casos, não adianta nem atrasa. Vejamos, se eu assinasse os meus posts com o meu nome, Alves Fernandes, em vez de PreDatado, alguém iria notar a diferença sob o ponto de vista do conhecimento do personagem? Assim como assim eu até já acho graça ao meu nome "artístico". E as minhas amigas e amigos blogosféricos, a grande maioria apenas de "conhecimento" virtual, já se habituaram ao Pré tu cá, tu lá. É por isso que o Alves Fernandes, a.k.a PreDatado se manterá à margem dessas polémicas sensaboronas que mais não servem que para encher chouriços. Pronto, acabei de encher um.

terça-feira, outubro 31, 2006

1059. Engrandecimentos

A razão fundamental, para não dizer única, pela qual tenho um blog público é o público. Quer dizer, vós, leitoras e leitores amigos são, de facto, os únicos que engrandecem este espaço. Daí o título de um post simples, mas honesto, de agradecimento a quem, dia a dia, por aqui vai passando e que de uma maneira ou de outra me vai incentivando a continuar. E talvez por isso é que vou ganhando ânimo para debitar alguns dos meus estados de alma. Hoje o meu agradecimento particular vai para todas e todos que se juntaram à festa de aniversário deste blog, deixando na caixa de comentários a vossa mensagem ou que nos vossos blogs fizeram questão de relembrar a data. A todas e todos um grande BEM HAJAM!

segunda-feira, outubro 30, 2006

1058. Com que então caiu na asneira de fazer à 5ª feira 21 anos, que tolo...

Ah é verdade, ontem, aqui o blog PreDatado fez 3 anos. Parabéns a vós que me lêem e aturam. Ósculos repenicados e amplexos bem apertados às minhas leitoras e leitores.
1057. O peido
(sugestões para sairmos da crise, que afinal parece que não acabou, e a culpa é nossa)

Eu não tenho escrito no blog pura e simplesmente porque tenho andado deveras atarefado. Não é por falta de tempo, é atarefado mesmo e, quando dou por mim, estou tão cansado que não me apetece escrever. A minha maior tarefa na pretérita semana foi ler, reler e estudar o Orçamento de Estado para 2007. Confesso que fiquei decepcionado. No meio de tanta receita, proveniente, obviamente, das taxas e dos impostos, não vi nenhuma taxa sobre o peido. E achei isso mal. Porque o peido faria todo o sentido ser taxado. E seria uma excelente panaceia para as tão depauperadas finanças públicas já que se perspectivava uma belíssima receita. Se não, vejamos, segundo a própria Administração Regional de Saúde do Centro, site que consultei, na sua página dedicada à flatulência, uma pessoa peida-se (com ou sem ruído, de acordo com a definição encontrada na Wikipédia para flatulência) em média 14 vezes por dia. Já se viu mais algum “bem” ser taxado tantas vezes ao dia como o peido? 14 vezes por dia, 14! (desculpem parecia anúncio de tourada, 6 toiros 6). E o governo, com essa medida, até que poderia começar a cumprir a promessa eleitoral de criar 150 mil novos empregos. Vejam quantos “fiscais do peido” poderiam ser contratados. Até poderia criar dois escalões. Fiscal do peido titular e fiscal do peido assistente. E além disso haveria ainda uma fonte de receita suplementar que seriam as multas. Além de taxar o peido, multaria todos aqueles que apenas se bufassem considerando tentativa de fuga ao fisco. E se por acaso alguém se peidasse mais de 14 vezes, poderia ser considerado como contribuinte em excesso e receber o retorno no final do ano, após documento comprovativo. Aí, o Governo, teria ainda oportunidade de analisar as causas desses peidos suplementares e fazer um acerto, taxando, por exemplo, o excesso de ar que consumiu e que originou o 15º peido, colocar uma parcela de penalização para quem come e bebe à pressa que possa ter originado o 16º peido e ainda, mais um exemplo, reduzir o montante a devolver, na proporção das bolhinhas de gás que foram consumidas nas cocacolas e afins que terão originado o 18º peido. No final só faria os retornos de excesso de cobrança de taxa do peido lá para Agosto ou Setembro do ano seguinte, podendo colocar a render as taxas cobradas em excesso para seu proveito próprio. O único peido incobrável seria o “peido mestre”, porque morto não paga taxas, a não ser que criasse uma nova taxa sobre os descendentes ou parentes até ao 5º grau, na falta dos primeiros, para minimizar os incobráveis.Não sei se o Ministro das Finanças ainda vai a tempo de fazer esta alteração no OE, mas se não der, então sugiro que coloque no próximo orçamento rectificativo. E para finalizar ainda poderia, um dia destes, vir para a comunicação social dizer, imitando um secretário de estado seu correligionário, de que se esta receita não fosse suficiente a culpa era dos portugueses porque não eram suficientemente cagões.

quarta-feira, outubro 25, 2006

1056. - Atchimmmmmm...
- Saúde!


O semanário Expresso trazia esta semana uma reportagem sobre o acesso ao Centro de Saúde de Oeiras. Via-se a formação de uma fila, a partir das 5h20 da manhã para se conseguir acesso a uma consulta. Na análise que fiz das fotografias, quer a olho nu, quer por ampliação, não consegui descortinar nenhum Ministro nem Secretário de Estado na referida fila. Eu, que sou muito mau a tirar conclusões, apenas consegui deduzir que:

- Os nossos governantes não estão inscritos no Centro de Saúde de Oeiras;
- No dia da reportagem, estavam todos a gozar de perfeita saúde e apenas por isso não estavam na fila para o médico;
- Nenhum dos nossos governantes, por mera coincidência, faz parte dos 700 mil portugueses que não têm médico de família;

Admito a precipitação nas conclusões. Não admito é o estado a que o Serviço Nacional de Saúde chegou. Se calhar, à semelhança do Ministério da Economia em relação aos custos da electricidade, também para o Ministro da Saúde a culpa é dos utentes.

PS. Sobre a saúde em Portugal, todos temos algo para dizer. Infelizmente, colaboramos também com o lascismo e a incompetência e por isso nos calamos em muitas situações. Damos benefícios da dúvida onde ela já não existe e concedemos estados de graça ad eternus. Alguém consegue explicar porque é que nos governos de Guterres e de Durão as listas de espera para actos cirúrgicos e consultas da especialidade estiveram sempre na ordem do dia e no governo Sócrates há um silêncio ensurdecedor sobre o tema?

segunda-feira, outubro 23, 2006

1055. País de batoteiros

Pedro Santana Lopes acusou hoje, na sua crónica na TSF, o PS e José Socrates de batoteiros. Isto porque estes ganharam as eleições na base de promessas que não cumpriram, mas sim fazendo exactamente o contrário. Tem razão. O mesmo epíteto já tinha sido usado pelo PS contra Durão Barroso, quando da vitória do PSD. Pelas mesmas razões. O que vai valendo a estes partidos e a estes senhores é que os portugueses adoram jogar à batota.

sexta-feira, outubro 20, 2006

1054. Vergonha na cara

Hoje vai ser lida a sentença do caso da queda da ponte de Entre-os-Rios. Foi há mais de 6 anos. Hoje recomeça o processo dos dinheiros da CEE desbaratados pela UGT. Este processo tem 16 anos. E ninguém tem vergonha?
1053. Pinho, o bom da fita

A Autoridade Reguladora (não sei porquê, mas este nome faz-me sempre lembrar uma marca de relógios) preparava-se para aumentar a electricidade em 16%. Vai daí o ministro Pinho, achou um bocadinho exagerado e SÓ vai deixar aumentar uns míseros 8%. Vivó Governo! Vivó!

quarta-feira, outubro 18, 2006

1052. Contadores ou blogocoisos
(onde o Pré, que não tem mais nada que fazer, mostra aos seus leitores as coisas fúteis onde perde tempo; valha-nos as casas de putas)

Não sou um rapazinho muito atento a esta coisa dos contadores de visitas dos blogs. Talvez porque em termos quantitativos (que não qualitativos, pois considero os meus leitores como os melhores leitores de blogs do mundo) o meu blog tenha ficado sempre – enquanto me preocupei com isso – muito abaixo das minhas mais baixas expectativas, e portanto, com isso, tenha arrasado a minha auto-estima. A verdade é que passam dias e dias, semanas e semanas que não olho para o meu sitemeter. E as mais das vezes em que o faço é para partir o coco a rir com os itens de pesquisa que os motores de busca, principalmente o Google, teimam em apontar aqui no PreDatado.
Mas há muitos blogs que leio para os quais isso é uma preocupação constante. Por curiosidade, numa referencia feita há poucos dias atrás num desses blogs, segui o link que me conduzia às estatísticas da Weblog.pt. Pensei eu que nos primeiros lugares iria encontrar blogs de muito grande qualidade, pese embora a subjectividade desta classificação, blogs altamente sponsorizados que recebem visitas publicitadas pelos mais diversos meios ou, em último caso, os chamados blogs de referência que não são mais que os dos políticos, jornalistas, opinion-makers e pessoas que “fica bem” visitar. Mas não tendo sido isso que encontrei na generalidade, decidi analisar os diversos contadores que esses Tops da Weblog.pt continham nos seus blogs. E verifiquei, coisa caricata, que alguns deles tiveram mais visitas num mês, segundo a Weblog.pt, do que em toda a sua existência, conforme informação obtida de outros contadores colocados nos mesmos blogs. Por isso é que chamo aos contadores de visitas, blogocoisos. Mas assim como assim, o meu sitemeter cá vai ficando. Então não é giro saber que na última semana vieram cá umas dezenas de marmanjos à procura de putas? Qualquer dia começo a cobrar consumo mínimo.

terça-feira, outubro 17, 2006

1051. Fim de charada

Termino hoje este conjunto de posts sobre os meus pretensos problemas com o Word, que realmente nunca existiram. Deixo-vos apenas a descodificação do último texto porque o resto só terá interesse para quem gosta deste tipo de charadas. Para esses fica a dica no próprio texto.

“A série de posts que tenho vindo a publicar foi inspirada no livro Códigos, Enigmas e Conspirações de Dennis Shasha, edição da Gradiva, que adquiri há cerca de dez anos. Embora com as variantes necessárias para adaptar a esta série de textos, os enigmas propostos não são da minha autoria mas sim do autor do livro.
Assim, entregue a César o que é de César, espero que se estejam a divertir e que estejam também a partir a cabeça. Para quem gosta deste tipo de problemas o livro vale a pena, garanto-vos.

Um abraço,
Pré”
1050. A César o que é de César

B em6zum tm sqege 1m gmphq huptq b sifacbz dqu upesuzbtb pq auhzq Cq6turqe, Mpurbe m Cqpesuzb39e tm Dennis Shasha, mtu32 tb Gradiva, 1m bt1uzu jb6 cmzcb tm tmy bpqe.
3xi7xi1 27x 1xii ix1xi1viixiii3xii vii323xiixii1#xi51xii 81xi1 1ii18xiii1xi 1 3xiixiii1 xii3#xi3 ii3 xiii3xivxiii7xii, 7xii 3vii54x1xii 8xi787xiixiii7xii vii- xii- ii1 x5viiiv1 19xiii7xi51 x1xii xii5x ii7 19xiii7xi ii7 vi5ixxi7.
Beeuo, mpgz5m a César q 1m m6 tm César, mesmzq 1m em megmvbo b tuhmzguz m 1m megmvbo gbofm6o b sbzguz b cbfm3b. Sbzb 1mo rqegb tmegm gusq tm szqfaobe q auhzq hbam b smpb, rbzbpgq-hqe.

Io bfzb3q,
Szm6

Estava eu tão contente e feliz da vida a terminar o texto acima quando o meu processador de texto virou a bagunça que se vê.

Obviamente que agora já conheço os códigos, bastou para isso ir fazendo algumas correspondências letra a letra e alguma deduções e portanto já não me atrapalho muito. Mas isso demora um tempo do caraças e eu estou a ficar sem pachorra.

Pensei que para corrigir o problema bastaria repetir o processo anterior e tentar descobrir algo de mais definitivo. Mas enganei-me redondamente. Apesar de não ter tido que resolver o teste dos 6 segundos, pois o meu IP foi reconhecido, o seguinte apresentava-me um outro desafio.

“Os códigos que utilizamos para enviar aos servidores de desbloqueio têm sido objecto de pirataria informática. Assim quando o nono computador da cadeia identifica a chave de descodificação, ela é transformada em 5 tons a enviar a um décimo, esse sim capaz de reparar definitivamente o seu problema do tratamento de texto. Chamemos a esses tons A, B, C, D e E. Não lhe vamos dar mais pormenores, mas informamos que os ‘piratas’ arranjaram um meio de os alterar. Assim quando uma chave correcta é identificada, o nono computador envia a combinação de tons BCCAD que significa ‘tudo bem’, mas o décimo recebe CCDBE que significa ‘atacar computador de origem’. Conseguimos descobrir que os ‘piratas’ transformam A em A ou B, transformam B em B ou C, transformam C em C ou D e transformam D em D ou E, deixando sempre o E original como E final. Se conseguir enviar-nos um protocolo que nos permita resolver este problema, por exemplo substituindo um tom por uma sequência de tons, o seu processamento de texto será definitivamente reparado”.

Verdade se diga que este problema é de fácil resolução e de que ao fim de alguns minutos (15 com pausa para café), transmiti um novo protocolo. Tenho assim esperança de que não volte a ter problemas, já que este texto está a ser escrito no Word sem qualquer mutação. Mas para que eu fique completamente descansado, agradecia que os meus leitores e leitoras, me fornecessem o novo protocolo, para que eu ao confrontar com o meu, verifique se estou certo ou estou errado.

quinta-feira, outubro 12, 2006

1049. O prometido é devido

Ontem contei-vos que já resolvi (temporariamente) o problema do Word. Hoje vou explicar-vos o que me foi solicitado para que o spy (ou seria vírus?) fosse aniquilado. Entre aspas a tradução dos textos originais, de uma forma resumida para não maçar muito os seguidores deste mistério.

Depois de ter entrado na chamada “reparação de processadores de texto contra vírus de alteração de código” foi-me colocado um problema, o tal que me deu alguma água pela barba, e que se enunciava assim:

“Deverá entrar com uma chave de codificação, constituída por nove mensagens de 4 bits (0 e 1). As mensagens são as seguintes:
0000, 0011, 0100, 0110, 0111, 1011, 1100, 1101 e 1110.
Estas mensagens serão enviadas a 9 servidores diferentes de tal forma que o primeiro lerá uma mensagem de 4 bits, o segundo lerá a mensagem, também de 4 bits a partir do terceiro bit e assim sucessivamente. Apenas o nono computador terá a faculdade de lhe enviar o download de reparação, e a chave só será validada se cada um dos oito computadores antecedentes conseguir ler, pela regra enunciada, um mensagem que reconheça. Faça-o entrando com a chave na janela ao lado que como é fácil de notar contém apenas 14 posições”.


Nesta fase cocei a cabeça. Não sabia se estava a entender bem a questão, mas ‘eles’ foram simpáticos a dar-me um exemplo.

“Preste atenção ao exemplo. Se você tivesse que enviar apenas 2 códigos, tais como 1011 e 0110, com as regras expostas poderia fazê-lo enviando 011011”.

E foi assim, colocando a chave … bom é melhor não dizer qual e dar-vos a oportunidade de descobrirem por vós próprios. Se nada de estranho acontecer de novo, ficarei por aqui. Caso contrário voltarei, com todo o prazer (mórbido) contar-vos o que me vai acontecendo a este computador.

quarta-feira, outubro 11, 2006

1048. Custou mas foi

Custou mas foi. Estive toda a noite para conseguir uma solução mas, enfim, enquanto há vida há esperança. O pior é que a solução é provisória e temporária e o spyware poderá voltar a atacar. Recebi uma ameaça dizendo que não havia “ainda” no mercado anti-spy para ele e que um PC uma vez atacado entraria automaticamente na lista dos alvos sistemáticos.
Conto-vos agora como solucionei, embora temporariamente o problema. Descobri, após vários reencaminhamentos, um site que me dizia (tradução livre):

“O seu IP, está referenciado; apenas tem uma tentativa para solucionar o problema no Word. Após clicar na tecla ENTER tem apenas 6 segundos para responder à primeira questão. Caso não consiga, não poderá mais utilizar este ‘Fixing Site’ a partir desse computador”.

Arrisquei. Era um pequeno jogo, e enunciava:

“Considere dois jogadores A e B. Estão a jogar ao 1,2,3,now. Os jogadores esticarão 1, 2 ou 3 dedos em simultâneo. Entretanto combinaram uma estratégia em que A ganharia se a soma fosse par e que B ganharia se a soma fosse impar. Se ambos os jogadores passarem uma noite a jogar qual deles tem mais probabilidade de ganhar?”.

Felizmente acertei nos 6 segundos exigidos. Tentem responder nos mesmos seis segundos, ok? (já agora partilho o desafio convosco).

Aí surgiu-me um novo enigma. Este bem mais complexo, mas que não tinha limite de tempo. No entanto, enquanto o tentava resolver, soaram vários beeps a informar “dentro de momentos este site entra em manutenção”. Fui ficando cada vez mais nervoso, mas no momento em que entrei com a solução certa, fez-se um “download” automático e o Word executou o “repair”. Todos os meus documentos foram repostos.

Amanhã, se por acaso nada de errado voltar a acontecer, publicarei o problema que tive de solucionar.

terça-feira, outubro 10, 2006

1047. Help!

Cbzqe bourqe m bourbe,

Xibpq megqi cqo sbcu4pub p2 om m6 tudu6cua meczmhmz io sqep. B tuduciatbtm megb6 emszm mo cqoq meczm48aq. Sqz ml4osaq, iguauybptq cq6turqe qe sqege emzubo obue upgmzmeebpgme. M iebz cq6turqe tudmzmpgme pn omeob oueeuhb m6 buptb baucubpgm().
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PS. Socorro! Por favor preciso de ajuda. Quando escrevi o post acima, tudo me parecia normal. Quando o editei, o Word transformou-mo completamente. O problema não é saber o que vos escrevi. O problema real é que todos os meus documentos em Word que tenho guardados, quando os abro, ficam-me com aquele aspecto. Quem me quer ajudar a decifrar o(s) código(s) utilizados?

quarta-feira, outubro 04, 2006

1046. Dia dos animais

A União Zoófila não é um canil ou um gatil. Recolhe os animais abandonados, trata-os com cuidados médicos, alimenta-os e acarinha-os. Tenta-lhe encontrar novos donos. Tudo isto custa caro e requer muita dedicação. Ninguém me encomendou o sermão mas, do conhecimento que tenho da organização e atendendo ao apelo hoje escutado na rádio, junto-lhes a minha voz. Vá lá, um saco de ração para cães ou para gatos não custa uma fortuna. Mas toneladas sim. É só um pouco de boa vontade. Eu por mim, já cumpro a minha parte e continuarei a colaborar. E vocês do que estão à espera?
1045. O PreDatado em festa

Este é o mês em que “O PreDatado” comemora o seu terceiro aniversário, o que acontecerá no próximo dia 29. Não está previsto nenhum jantar comemorativo para 500 pessoas nem o lançamento de foguetes ou fogo de artifício, pese embora o facto de ter já terminado a época de incêndios. Como O PreDatado não é uma loja de electrodomésticos, também não estão previstos descontos aos seus leitores nem a oferta de vales de compras. O PreDatado regozija-se por nunca ter sido editado em livro e principalmente alegra-se por ter durado mais tempo do que o Governo de Durão e de Santana Lopes e, enquanto os seus leitores quiserem vai publicando por aqui. E como é um luso hábito, O PreDatado fará a ponte de sexta-feira, aproveitando o feriado de amanhã e vai a banhos até ao Alentejo. Que é como quem diz, vai ao borrego e às migas. A festa começou!

terça-feira, setembro 26, 2006

1044. Alugo apartamento
(a estudantes ou profissionais de saúde)

Localizado junto ao Hospital Garcia de Orta, a 5 minutos a pé do Instituto Piaget ou a 5 minutos, de carro, da Faculdade de Ciências e Tecnologia do Monte da Caparica (e de várias outras escolas como por exemplo a Faculdade de Medicina Dentária).

Transportes públicos frequentes (autocarros e comboios).

Apartamento mobilado.

2 Quartos – amplos, com roupeiros espaçosos, camas de casal e com secretária para estudo.
Sala com TV (adaptável a um 3º quarto se for necessário)
Cozinha equipada (esquentador, microondas, frigorífico, fogão, máquina de lavar roupa)
Casa de banho e 2 despensas.

Se alguém estiver interessado pode contactar-me directamente para o meu e-mail: vmaf@netcabo.pt

segunda-feira, setembro 25, 2006

1043. Um grande BRAVO! à política de saúde do nosso governo
(e às dos governos anteriores, obviamente)

Hoje, dia 25 de Setembro, quando faltam 97 dias para terminar o ano, as consultas de Neurologia no Hospital Garcia de Orta estão esgotadas. Resta dizer que nos centros de saúde da região não há consultas desta especialidade. BRAVO!

PS. Vá lá, Sr. Ministro, você sabe que a consulta é para a minha mãe, mas se você for lá e disser que é para si, eles dão um jeitinho. Quer apostar?

domingo, setembro 24, 2006

1042. A minha relação com os semanários
(Leitura ou cinema, eis a questão)

A semana que findou foi pródiga em comentários, por aqui e por ali, particularmente na blogosfera, sobre o lançamento do semanário Sol e na sua comparação com o Expresso. Digo-vos, com toda a naturalidade, que também eu comprei o 1º número do Sol. Não é para repetir, aliás como já era pressuposto, dada a minha relação com os semanários. Sem fazer nenhuma análise detalhada ao Sol que li, nem sob o ponto de vista político-ideológico, nem sob o ponto de vista estrutural, adianto que para mim nada trouxe de novo e em nada modificou a minha ideia sobre os semanários. Quaisquer eles que sejam. Quero dizer na minha, que sob o ponto de vista noticioso apenas sai com uma semana de atraso. Sob o ponto de vista opinativo repete a opinião que os seus comentadores vêm veiculando em outros órgãos durante a semana. E, no que respeita a artigos de fundo, que correspondessem a algum jornalismo de investigação, nada mais fazem que qualquer dos tablóides nacionais não o fez (ou não o fosse capaz de o fazer), durante a semana que precede a edição dos ditos semanários. Só para citar um exemplo, a notícia da primeira página do Expresso desta semana, sobre os directores da EPUL, remete-nos para um desenvolvimento sensaborão que qualquer escriba aqui da blogosfera, eu incluído, não saberia fazer pior. No entanto, enquanto um DVD de um bom filme me custar 2,80 € eu continuarei a comprar semanários.

PS. Escusado será dizer que metade das “coisas” que vinha no saco plástico foi directa para o contentor verde.

terça-feira, setembro 19, 2006

1041. Há coisas fantásticas, não há? (*)
(onde o Pré avisa os seus leitores que daqui a uns dias invadirá os hospitais)

Já é costume deste Governo, utilizar o referendo para introduzir as suas medidas políticas. Lançam uma ideia no ar do tipo, “estamos a pensar que se deveria fazer isto ou aquilo” e os média encarregam-se do resto. Eles são fóruns na rádio, debates na televisão, crónicas de jornais, a blogosfera remexe-se e depois, passado pouco tempo, a medida acaba por ser introduzida mediante o apalpar do pulso e quiçá a contabilização dos votos. Quantos votos perderemos em Barcelos ou em Elvas se fecharmos as maternidades? Quantos votos se perdem se fecharmos uma centena de escolas por esse interior fora? Ok, feitas as contas serão poucos e de medida impopular em medida impopular lá vai o Governo subindo nas sondagens. Parece uma contradição, mas na realidade não é. Sempre aparecem os puxa-saco (como dizem os nossos irmãos brasileiros), os bajuladores oficiais que, em horas de maior audiência televisiva conseguem dar a volta às pequeninas cabeças que dividem o seu tempo, entre o Você na TV e a Praça da Alegria, as infindáveis telenovelas e concursos diários das televisões, as discussões “futeboleiras”. Quando estivermos a um mês das eleições, poderão querer que, serão lançadas algumas cenouras para aqueles a quem algumas destas chicotadas se presume possam ter feito estragos. Mas enquanto o pau vai e vem folgam as costas. E é assim que o Ministro da Saúde lança para o ar (e daqui a uns dias lançará a mão ao nosso bolso) a questão das taxas moderadoras nas cirurgias e nos internamentos. Eu tenho estado a pensar que da última vez que fui operado, fui porque quis e não porque estava doente e porque o médico não me aconselhou. Saí, cantando e rindo, direito ao hospital e junto ao cirurgião, atirei-lhe “olhe, opere-me já a este hemorroidal porque já estou quase sem pinga de sangue e isto não tem gracinha nenhuma” E vai daí, como não paguei taxa moderadora ele operou-me. E agora antes da medida sair em Diário da República ainda lá vou voltar uma dúzia de vezes. Hei-de tirar o rim, fazer um transplante de coração, eliminar as cataratas, debelar a hérnia discal, controlar a pubalgia, colocar os dentes no lugar porque eu caí da árvore de propósito só para ser operado, vou fazer uma palatoplastia para acabar com este ressonar maldito, tirar o menisco do joelho direito (se calhar aproveito para tirar o do esquerdo também), colocar uma banda gástrica só para ver se deixo de ter o problema de não encontra roupa para uma pessoa de 250 quilos e, talvez finalmente, pois não deverei ter tempo para mais, tirar a vesícula só para que não digam que eu tenho maus fígados. Depois modero-me, porra!

PS. (*) de um anúncio televisivo.

domingo, setembro 17, 2006

1040. A honestidade (qual honestidade?) o que é?
(o Pré a falar de bola… brrrrrr)

A minha relação com a honestidade não é nenhum fruto de época. Prezo-me e tenho um imenso orgulho de pautar as minhas interacções com os outros na base da mais pura honestidade. Pausa! O que é que estou eu para aqui a escrever? Pura honestidade? Na verdade não sei se existe “uma honestidade” tout-court. E, por isso, reconheço o direito a cada um ter o seu próprio conceito de honestidade. Vem isto a propósito do já muito falado e que, creio, ainda fará correr muita tinta nos jornais e muitos pixels na Internet, golo obtido com a mão num jogo deste fim-de-semana contra a equipa do Sporting. Estarão no seu direito à indignação os adeptos sportinguistas. Nem sequer o questiono, pois o futebol (mesmo o futebol-negócio dos tempos actuais) é, e continuará a ser, fundamentalmente, paixão. Por isso se assobia freneticamente um árbitro, se anda à pancada nas bancadas, se deixa de jantar porque nos fica no peito um nó, quando o nosso clube perde. E também por isso não acho que seja menos honesto, no calor desta paixão, que um adepto de um clube exagere nas acusações a terceiros quando o seu clube é prejudicado, fazendo tábua rasa das vezes em que é beneficiado. Já aos senhores dirigentes não lhes dou nem um milímetro (será a unidade de medida correcta?) de benefício da dúvida. Porque na generalidade são administradores de SADs, pagos, quiçá bem, para o serem, com sociedades cotadas, algumas em bolsa, que deveriam ser gestores de corpo inteiro e não vestirem a pele do adepto comum. E serem honestos. Não basta vir para a praça pública dizer que o seu clube foi roubado com um golo marcado com a mão, que deverão ser castigados os árbitros que o permitiram e jogar flechas em todas as direcções. Haveria também que ter vindo à mesma praça ter dito que o golo que a União de Leiria fez entrar na sua baliza e que o árbitro não viu, deveria ter sido validado, ou que o jogo deveria ter sido repetido porque a verdade desportiva foi adulterada. Isso para mim, entraria no meu conceito de honestidade. Assim apenas me ajuda a manter os dirigentes desportivos deste calibre no caixote de lixo que fede cada vez que a tampa se abre.

sábado, setembro 16, 2006

1039. Foi de rajada
(ou as férias fizeram-lhes mal)

De um assentada descubro que quatro das minhas leituras habituais se foram. Eu vou considerá-las apenas como um interregno e por isso translado as suas ossadas ali para o piso de baixo junto a outros “parados” que fui acumulando. Espero que voltem um dia destes. Aos blogs Anamargens, Apenas mais um, Garfiar e Ideias Soltas, agradeço os momentos fixes que me proporcionaram ao lê-los. E quando voltarem avisem, para eu vos fazer subir de novo à primeira divisão.

sexta-feira, setembro 15, 2006

1038. Correio (quase) sentimental
(ou as coisas que verdadeiramente atormentam o dia a dia do Pré)


Deixei acabar o descafeinado o que me obrigou a tomar uma bica de café. Será que devo ir confessar-me?

Comprei uma ventoinha no passado mês de Junho, mas agora o calor está a diminuir e ela deixou de ter a utilidade daqueles tempos. Haverá algum argumento que convença o dono da loja a aceitar uma devolução?

A minha calculadora utiliza o ponto decimal em vez da portuguesa vírgula. Já não posso olhar para ela e ler cento e trinta e seis ponto vinte sete. Acho que estou a entrar em depressão. O que devo fazer? Um amigo meu aconselhou-me a fazer as contas de cabeça. Será que ele tem razão?

Tenho uma tendência compulsiva a, quando acordo, vir ligar o computador e ler A Bola on-line. Entretanto comecei a notar que tenho mais cabelos brancos. Estou com medo de ficar careca. Seria melhor eu mudar de champô?

Adoro seguir a para e passo a evolução das Bolsas mundiais. Como não tenho acções nem outros títulos cotados em bolsa, cheguei à conclusão que essa mania de seguir a evolução bolsista pode ser paranóia. Já me aconselharam a tomar chá verde antes de me deitar, mas tenho medo de perder a pica. Devo ficar desesperado ou esperar que a síndrome Bill Gates se cure com o tempo?

Uma das coisas que gosto é de escrever aqui no blog. Tem dias que só me vêm à cabeça merdas como as que acabei de escrever. Por vezes, ao lavar a cabeça, sai-me cá de dentro um Monty Python. Definitivamente só pode ser do champô. Acham que deveria ler coisas mais sérias tipo A Bola on-line?

quinta-feira, setembro 14, 2006

1037. Ninguém me encomendou o sermão
(mas o Tiago e o João merecem que a gente dê uma mãozinha)


Você mora por estas bandas? Você gosta de um bar agradável com música ao vivo? Você quer aproveitar as últimas noites do Verão com um olho no copo e outro no palco? Então BoraLá. Amanhã dia 15 no Palco Aberto do BoraLá Bar, em Sta. Marta do Pinhal, em Corroios, vão lá estar os SKUARL ao vivo. Eu vou lá ver e ouvir. Você também está convidada / o.

terça-feira, setembro 12, 2006

1036. Eu também andei na Escola do Bairro

Foi nesta escola que eu fiz a instrução primária. Vejam como está bonitinha. Na primeira classe ganhei o primeiro prémio na aritmética e a taça da tabuada. Na segunda classe levei as primeiras três reguadas por não saber um sinónimo no texto “A lebre e o sapo concho”. Na terceira classe fiz virar o feitiço contra o feiticeiro. A professora castigava com a palmatória quem não fizesse os trabalhos de casa. O meu primo João não fez. Tirado à sorte o nome entre os que fizeram, calhou-me a mim ser eu a castigá-lo. De imediato as lágrimas correram-me pela face. Na impossibilidade de renunciar, decidi que deixaria cair a régua na palma da mão do João, fazendo “mão-morta”. Pisquei-lhe o olho e pronto. Ele fingiu que lhe doeu. A professora é que não foi na nossa treta e acabamos por comer os dois na medida grossa: seis a cada um. Ainda tenho as mãos a arder. Na quarta classe fui colega de um (hoje) famoso artista da margem sul que me decorava sempre a primeira página dos cadernos novos. Tenho pena de não ter guardado nenhum desenho do meu amigo Jorge Pé-Curto. E ainda me lembro de subirmos o muro de uma das casas do bairro para apanharmos nêsperas, de colher as flores de mel e virmos a chupar pelo caminho, da minha bata impecavelmente branca à ida, graças ao labor da minha preciosa mãe e de voltar com ela toda cagada, graças à redondinha, de me roubarem a minha primeira caneta de tinta permanente no dia em que a estreei, das provas de passagem nas grandes folhas de linha com margem dobrada. Do pátio do recreio e do “minha senhora posso ir lá fora fazer xixi?” Por falar nisso, vou ali à retrete e já venho.

Foto daqui.

segunda-feira, setembro 11, 2006

1035. 11-09 Contra todos os terrorismos

Não, não é demais lembrar. Em 11 de Setembro de 1973, Salvador Allende morre heroicamente, defendendo o seu cargo, para o qual foi democraticamente eleito, no próprio palácio presidencial de La Moneda. Augusto Pinochet lidera um golpe de estado de extrema-direita, contra um presidente marxista, como marioneta de Frank Carlucci, da CIA e do Estados Unidos da América. Em memória de todas a vítimas deste acto terrorista e de todas a vítimas da sanha fascista que se lhe seguiu, os meus mais sinceros respeitos. Contra todas as formas de terrorismo!
1034. 11-09 Contra todos os terrorismos

Não, não é demais lembrar. Faz hoje 5 anos que um dos maiores assassinos dos tempos modernos, “criado” e treinado pelos Estados Unidos da América mordeu na mão de quem lhe dava de comer. Em memória das quase 3.000 vítimas, os meus sinceros respeitos. Contra todas as formas de terrorismos!

sexta-feira, setembro 08, 2006

1033. Incursões
(onde o Pre tenta meter a mão numa seara que não é sua e que talvez nem seja bem uma incursão, mas sim uma excursão, um passeio pelo campo dos poetas)


Não, não és poeta se não tiveres a sensibilidade de uma pétala.
Não, não és poeta se não tomares banho com uma só lágrima.
Não, não és poeta se não sorrires em linhas de tristeza.
Não, não és poeta se não fingires que doi a dor que não tens.
Não, não és poeta se não rimares pobreza com pão.
Não, não és poeta se não vês na tulipa uma vulva.
Não, não és poeta se para ti a brisa não tem cor.
Não, não és poeta se não cantares Apolo.
Não, não és poeta se não voares como o condor.
Não, não és poeta se não te deitas sobre o quarto-minguante.
Não, não és poeta se só vires brevidade no relâmpago.
Não, não és poeta se não dramatizas o teu corpo, não cantas a vida ou a morte, não mentes à rima que perdeste.
Não, não és poeta se não souberes caminhar em sentido contrário ao dos ponteiros de um relógio.
Não, não és poeta se não reinventares o amor!


PS. A minha amiga Dinny de Cuiabá no Mato Grosso disse-me que andava com uma “crise de inspiração”. E mandou-me um poema com várias interrogações à sua veia poética. Pediu-me um comentário e eu concedi-lho. O que me saiu foi o texto que acima publiquei. Não sei se te respondi Dinny. Mas tentei, né?

quinta-feira, setembro 07, 2006


1032. Amo-te
(onde o Pré mostra que apesar de não ter jeito para escrever cartas de amor, viciado que está em e-mails e SMS, não perde a ocasião para lhe dizer o quanto a ama)


Hoje escrevo só para ti. Os meus restantes leitores e leitoras que me desculpem. Escrevo-te para te dizer que te amo. Bem sei que não seria preciso fazê-lo pois que to digo bastas vezes. Sei também que registá-lo em letra de forma não aumentará um micronésio, sequer, a esse amor. Já to demonstrei tantas e tantas vezes, em tantas e tantas ocasiões que vir hoje aqui afirmá-lo mais uma vez nada acrescenta na nossa relação. Mas hoje é um dia especial, é a comemoração de um dia que tanto desejamos, de um dia que juntos planeamos e de um dia que concretizamos. E porque esse dia marcou para sempre a nossa vida deve ser comemorado. Ergamos, portanto, as nossas taças, façamos transbordar o champanhe, bebamos de copos cruzados e partilhemos os nossos segredos. E assim uma vez mais refaçamos os votos que fizemos há 26 anos. E que continuemos a fazê-lo enquanto os Céus o permitirem. Eu te amo, paixão. Eu te amo, mulher da minha vida. Eu te amo, meu amor.

quarta-feira, setembro 06, 2006

1031. As Ciatísiadas - Canto I, 1-2
(onde o Pré epicamente vai resistindo à dor que o apoquenta e até tem espírito para se revelar camoniano)

O mau estar das dores aqui ferradas
Que da L-4 e L-5 são origem,
Nos nervos ciáticos são dentadas
Que passam do desconforto à vertigem.
Em fracas e débeis costas alojadas
Nada mais resta que rezar à Virgem.
E entre a água quente e o Nolotil
Rogo pragas a esta sorte vil.

E também são as escadas, perigosas
E a cadeira não se pode aguentar,
Nem a cama. E das cousas (sim! as mais deliciosas),
Por agora, o melhor é nem pensar.
Sabendo que tod’ os espinhos têm rosas
De melhores dias terei que esperar.
Mas uns textos escreverei (não um por dia),
Se a tanto me ajudar a fisioterapia.


O PreDatado, in As Ciatísiadas
1ª edição em Janeiro de 2002

Copyright (all right?)

sábado, setembro 02, 2006

1030. Pré com Chico Zé
(um titulo a rimar, onde o Pré propõe a música dos “olhos castanhos” do Francisco José, numa ignóbil cópia aos temas que a karla sugere e faz uma pessoal leitura da foto que roubou ao post do nikonman. Como a foto é de Patrick Parenteau, ladrão que rouba a ladrão….)


















Teus lábios vermelhos
De encantos tamanhos
São pecados meus
Morangos fulgentes
Cerejas luzentes
E o caso Mateus.
E o chapéu-de-chuva
Assenta-te como luva
E essa sombra então…
Realça o verniz.
Do K(apa) se diz
Que foi prá prisão.

Lábios azuis são exóticos
E eu só um gajo careta.
Lábios pretos são prós góticos
Plutão já não é planeta.
Lábios verdes é coisa quente
Mas já sei que tu não topas
E no médio-oriente,
Vermelhos! Dão tusa às tropas.

Teus lábios vermelhos
De encantos tamanhos
Melhor que geleia.
Para lamber, talvez,
Em noite de estreia
Do Voo 93.
Falar da Natasha, não
Nem do urânio do Irão
Ou das salas de chuto.
Vestes preto pela manhã
Matas em catamaran
Mas não estás de luto.

Lábios azuis são exóticos
E eu só um gajo careta.
Lábios pretos são prós góticos
Plutão já não é planeta.
Lábios verdes é coisa quente
Mas já sei que tu não topas
E no médio-oriente,
Vermelhos! Dão tusa às tropas.

PS. O subtítulo deve ser encarado como uma brincadeira e sei que o João Espinho não levará a mal. Se há aqui algum ladrão de fotos sou eu. "Sei que pareço um ladrão/ mas há outros que eu conheço/ que não parecendo o que são/ são aquilo que eu pareço").

sexta-feira, setembro 01, 2006

1029. Pano de Fundo
(será, a normalidade, reaccionária?)

Durante vários anos fui comprando livros. Primeiro os obrigatórios, aqueles que o professor mandava comprar, depois por livre e explícita vontade. Cedo aprendi a ler e a escrever e, com 5 anos de idade, ainda não havia computadores no meu tempo, já eu colocava a preceito folhas de papel na máquina de escrever e ensaiava as primeiras teclas. Com a minha caixa de lápis de cor Viarco, rabiscava desenhos para os quais nunca tive uma inata habilidade, mas que coloriam as folhas que me eram dadas. Fosse nos cadernos, nos desenhos, ou nos livros, o fundo branco era a norma. Leio até de pernas para o ar, capacidade adquirida a ler jornais dos outros e, apesar de dextro, consigo alinhar algumas palavras com a mão esquerda. Ao que eu nunca me consegui habituar foi a ler palavras claras em fundo escuro. Fico com os olhos cansados e, quando acabo de ler, no espaço ficam a bailar linhas brancas sobre pano preto até que consiga de novo ver com normalidade. É por isso que, com muita pena minha, aos poucos começo a deixar de ler blogs, confesso que de bons textos, que se me apresentam na tela com essas características. Sei que se os seus autores esses templates escolhem é porque gostam e porque terão uma noção de estética quiçá mais apurada que a minha. Mas tenho pena de os não conseguir ler.

quarta-feira, agosto 30, 2006

1028. O Mistério da Perfumaria
(onde o Pré esclarece como aproveitar o tempo que lhe é dado de bandeja e também cisma sobre velhas superstições)





A propósito do meu post 1025 abaixo editado, alguns comentadores se indagavam como seria possível ter eu tempo para tanta coisa. Alguns, escreveram-me e-mails aconselhando-me a abrir uma Clínica de Gestão do Tempo, outros, que eu deveria dar Conferências ou organizar Seminários sobre o tema e houve até, não digo qual, um director de uma Faculdade que me pediu para que eu fizesse um currículo e uma descrição programática para uma nova cadeira num Curso de Engenharia. Confesso-vos que um dos meus leitores caiu até no exagero de me tratar por Mestre e num dos telefonemas que recebi uma voz feminina de alto potencial engatador perguntava, posso falar com o Professor PreDatado, é o próprio respondi e, juro-vos só não levamos a coisa mais adiante por manifesta falta de tempo. Paradoxos!
Como achei quase todas estas reacções exageradas, excepto as dos meus comentadores no blog, os quais prezo demais para renunciar à sua intervenção ( I have a dream – ter mais de 20 comentários num post) e, na impossibilidade de responder a cada um individualmente, não por falta de tempo, mas sim de criatividade, venho por este meio esclarecer o mistério que tantos vos apoquentou. É que o calendário que eu uso tem 32 dias em Agosto. Bem sei que o “dia duplicado” é o dia 13, mas é tudo uma questão de sorte. Se fosse o dia 31 tenho a certeza que o meu patrão se iria atrasar 1 dia para me pagar o ordenado. E agora, beijinhos e abraços.

terça-feira, agosto 29, 2006

1027. Aviso Prévio: ninguém tem nada com isso
(apenas estados de alma)

Se eu tivesse dívidas a pagar não cantaria

“Fado Triste
Fado negro das vielas
Onde a noite quando passa
Leva mais tempo a passar…”

porque, diz o povo, “tristezas não pagam dívidas”.

Mas como tenho as contas em dia…

segunda-feira, agosto 28, 2006

1026. Pre-depressão
(dilemas)

Eu, que cada vez mais acho a vida uma chatice, não encaro com bons olhos a morte. Dada a desgraçada dor, que há dias me atormenta, não sei em que posição me deitariam que me deixasse confortável. Merda para os dilemas.

sábado, agosto 26, 2006

1025. Esclarecimento
(onde o Pré confessa que ouve todas as explicações sobre os incêndios, por António Costa e explica coisas, como por exemplo a subtracção como operação inversa da adição e fala de gajas nuas)

Estas minhas intermitências da escrita têm para mim razões que a razão conhece. Não fora já razão suficiente o estarmos no mês de Agosto para actualizar este blog, que é como quem diz, quem escreve, escreve para alguém, a verdade é que em Agosto a maioria dos alguéns pirou-se da blogosfera, como ainda outras se lhe juntaram e que passo a descriminar. O mês de Agosto (já referido) não afecta só os outros. Aqui o Je – que é como quem diz, Eu, I, Yo, Ich (só Banco se diz apenas Caixa) – também não tem dispensado uns mergulhos nas límpidas, embora frias, águas da Caparica o que lhe tem ocupado praticamente todas as manhãs. As tardes, quentes e secas convidam a uma soneca e, palavra de honra, se por acaso desse direito a um sorteio anual como aqueles das Selecções do Reader’s Digest, ou a descontos de 5 cêntimos por litro de combustível, como as compras no Continente, já me teria inscrito no Clube da Sesta. A somar à falta de tempo, para quem sabe de matemática é equivalente a dizer a subtrair ao tempo restante, estou a dar explicações de Álgebra a umas meninas que querem passar na 2ª época lá da faculdade delas. E mais, como não estou de férias, ainda junto algumas horas (que é como quem diz, subtraio, basta ter em conta o sinal), a trabalhar no meu métier. Só que não contente com isso, ando a ler em simultâneo, quer dizer intercaladamente pois que apesar de ter 2 olhinhos, embora míopes, não dá para estar com um numa página e o outro na outra, O Código de Avintes, O Tempo dos Espelhos do murcón que por acaso também tem um blog e Maya – o romance da criação do, para mim, imprescindível filósofo Jostein Gaarder. Papo todos os jogos do Benfica, as conferências de imprensa do Valentim Loureiro, as entrevistas do Soares Franco e do Filipe Vieira, as explicações dos incêndios por António Costa, as explicações dos incêndios por António Costa e mais explicações dos incêndios por António Costa. Propus-me fazer uns arranjos cá em casa, colocar uns candeeiros, umas prateleiras para arrecadações e finalmente tomar mais comprimidos de Nolotil e Donulide para contra-atacar a ciática que ontem me deixou paralisado entre o sofá e a cama. E se não fossem estas malditas dores que me enviaram logo às 6 da manhã para frente do computador, arrancando-me do doce leito, onde já não havia posição que me confortasse e, eu teria passado mais um dia sem botar escritadura neste espaço que é meu, mas que também é vosso. Há até males que vêm por bem.

PS. Um dia destes irei colocar aqui umas fotos de gajas nuas. Na blogosfera ainda não encontrei nenhum site que o fizesse. Aposto que vai ser um êxito.

quarta-feira, agosto 23, 2006

1024. Com bolinha vermelha no canto superior direito.

(onde o Pré que ainda não era Pré se faz recordar aulas de Português em que estava mais com a cabeça na coisa do que a meter coisas na cabeça; Post não aconselhável à leitura por pessoas cuja sensibilidade não lhes permite distinguir um cacete de uma pilinha).


Às vezes o que venho aqui editar tem como inspiração outras leituras. Desta vez, a propósito de um capítulo do Código de Avintes, que estou a ler, lembrei-me que a mim, aí por volta dos meus 15 anos, me fazia espécie como é que certos casais adultos encaravam o sexo. Mais propriamente como é que seria a relação entre ambos, uma vez na cama. Lembro-me de ter um casal de professores, ele de Geografia e ela de Português, pessoas eruditas e muito conservadoras, já não muito jovens (aos olhos de um puto, qualquer quarentão é velho, cota como hoje se diz), formais no trato entre eles e na relação com os alunos. Será que faziam amor ou copulavam? Davam uma queca ou acasalavam? Estariam no coito ou a fornicar? Ele estava a comê-la ou a fodê-la? Além disso o que diriam um ao outro? Ai, tens uma vagina deveras apertada. Cuidado amor ao penetrares porque o teu pénis está a magoar-me. Posso introduzir o pénis todo ou preferes apenas a glande. Queres uma sucção no viril membro? Vem, movimenta a tua língua à volta do meu clítoris e dos lábios vaginais. Ai que me ejaculo no teu canal uterino. Porra mas esta merda daria alguma tusa? Ou será que pelo facto de ela me ensinar a interpretar Os Lusíadas outros valores mais alto se alevantavam e eles passavam mesmo o Bojador? Pénis me penetrem pela cavidade anal (que é como quem diz, caralhos me fodam) se alguma vez eu vou entender os adultos …

domingo, agosto 20, 2006

1023. Lista dos (meus) Devedores
Esta lista é provisória e poderá ser actualizada a qualquer instante


S.L. Benfica – Vários campeonatos e algumas taças
Estradas de Portugal – Um IC entre Castro Verde e Mértola
Cavaco, Guterres, Durão e Sócrates – As promessas não cumpridas
Zacarias F. – 25 cinco tostões que lhe emprestei em 1971
Ministério das Finanças – Reembolso do IRS de 2005
Justiça Portuguesa – transparência e celeridade
Educação – Um ministro a sério
Câmara do Seixal/Câmara de Almada – A rua atrás do meu prédio
TVI – Um (só um mesmo) programa de televisão.

sexta-feira, agosto 18, 2006

1022. Um abraço do tamanho do mundo


Para todas e todos que, pelo telefone, por SMS, por e-mail, via Orkut, em postal e pessoalmente, me felicitaram pelo meu aniversário com palavras e gestos que me encheram o coração.

Quero, também, deixar uma nota de apreço ao Ante e Post e aos seus autores, com um especial beijo para a Karla, pelo carinho com que me trataram (e que me tratam no dia a dia).

quinta-feira, agosto 17, 2006

1021. Quase que apostava que…

… os que, aqui na blogosfera e nos média portugueses, têm criticado Fidel Castro e o seu regime, estiveram a escutar embevecidos a entrevista de Judite de Sousa à filha de Marcelo Caetano, esse arauto da democracia que até se dignou acabar com a PIDE. Ontem, hoje e amanhã não faltaram, nem faltarão editoriais elogiando tão primaveril figura.