1177. Bananas!
Numa qualquer República de Bananas, não só a TV pública transmite reportagens e entrevista a car-jakers armados como também dá os primeiros 15 minutos do seu principal Telejornal a um currupto presidente de clube de futebol. Ainda bem que esta República de Bananas não é Portugal.
sexta-feira, maio 09, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
1176. Livros
Hoje, dia mundial do livro, tomo a liberdade de vos deixar três sugestões. Poderia deixar mais 3 e mais 3 e outras 3 ainda, tantos são os livros que não me saem da cabeça e outros que não me saem até da mesa-de-cabeceira. Mas hoje são estes.

- Totoca.
- Que é?
- Idade da razão pesa?
- Que besteira é essa?
- Tio Edmundo quem falou. Disse que eu era “precoce” e que ia entrar logo na idade da razão. E eu não sinto diferença.
- Tio Edmundo é um bobo. Vive metendo coisas na sua cabeça.
- Ele não é bobo. Ele é sábio. E quando eu crescer quero ser sábio e poeta e usar gravata de laço. Um dia eu vou tirar retrato de gravata de laço.
- Por quê gravata de laço?
- Porque ninguém é poeta sem gravata de laço. Quando Tio Edmundo me mostra retrato de poeta na revista, todos têm gravata de laço.
José Mauro de Vasconcelos in “Meu Pé de Laranja Lima” Livros Dinapress Edição Maio de 2002 © 1968 Jo´se Mauro de Vasconcelos / Cia melhoramentos de S. Paulo
Ainda conseguiu voltar à superfície e pôr outra vez a cabeça fora de água.
Então deram-lhe mais uma bordoada com a pá do remo, sólida e certeira, bem no alto da cabeça.
Ao mergulhar definitivamente, engolindo água e sentindo-se ir para o fundo, teve um último pensamento lúcido: «que felizes devem ser os anfíbios!».
Mário-Henrique Leiria in “Novos Contos do Gin” Editorial Estampa 5ª Edição 1999 © Mário-Henrique Leiria / Editorial Estampa 1973

Cantaremos o desencontro:
O limiar e o linear perdidos
Cantaremos o desencontro:
A vida errada num país errado
Novos ratos mostram a avidez antiga
Sophia de Mello Breyner Andresen in "Obra Poética III", Editorial Caminho, 3ª Edição Junho de 1999 © Sophia de Mello Breyner Andresen
Foto e desenho da net. As minhas vénias aos autores que não conheço e a quem agradeço.
Hoje, dia mundial do livro, tomo a liberdade de vos deixar três sugestões. Poderia deixar mais 3 e mais 3 e outras 3 ainda, tantos são os livros que não me saem da cabeça e outros que não me saem até da mesa-de-cabeceira. Mas hoje são estes.

- Totoca.
- Que é?
- Idade da razão pesa?
- Que besteira é essa?
- Tio Edmundo quem falou. Disse que eu era “precoce” e que ia entrar logo na idade da razão. E eu não sinto diferença.
- Tio Edmundo é um bobo. Vive metendo coisas na sua cabeça.
- Ele não é bobo. Ele é sábio. E quando eu crescer quero ser sábio e poeta e usar gravata de laço. Um dia eu vou tirar retrato de gravata de laço.
- Por quê gravata de laço?
- Porque ninguém é poeta sem gravata de laço. Quando Tio Edmundo me mostra retrato de poeta na revista, todos têm gravata de laço.
José Mauro de Vasconcelos in “Meu Pé de Laranja Lima” Livros Dinapress Edição Maio de 2002 © 1968 Jo´se Mauro de Vasconcelos / Cia melhoramentos de S. Paulo
Ainda conseguiu voltar à superfície e pôr outra vez a cabeça fora de água.
Então deram-lhe mais uma bordoada com a pá do remo, sólida e certeira, bem no alto da cabeça.
Ao mergulhar definitivamente, engolindo água e sentindo-se ir para o fundo, teve um último pensamento lúcido: «que felizes devem ser os anfíbios!».
Mário-Henrique Leiria in “Novos Contos do Gin” Editorial Estampa 5ª Edição 1999 © Mário-Henrique Leiria / Editorial Estampa 1973

Cantaremos o desencontro:
O limiar e o linear perdidos
Cantaremos o desencontro:
A vida errada num país errado
Novos ratos mostram a avidez antiga
Sophia de Mello Breyner Andresen in "Obra Poética III", Editorial Caminho, 3ª Edição Junho de 1999 © Sophia de Mello Breyner Andresen
Foto e desenho da net. As minhas vénias aos autores que não conheço e a quem agradeço.
segunda-feira, abril 21, 2008
1175. Tempestade
E queria que fosses uma flor.
E que te abrisses em pétalas douradas,
E que o vento te beijasse ao bater-te
E que no beijo te derramasse polén.
E do polén flor fecunda, florisses.
Não, não és. És mulher.
És mulher feita amor
E de pétalas feitas abertas de amar.
E no amor
E no amar
E no amar de amor
Unimo-nos num sopro,
Em um só corpo, o nosso sopro de prazer
E de amor.
E em ti derramo o polén
Num cálice
Num copo
Num vaso
De embriaguez luxuriante.
Alves Fernandes aka PreDatado
E queria que fosses uma flor.
E que te abrisses em pétalas douradas,
E que o vento te beijasse ao bater-te
E que no beijo te derramasse polén.
E do polén flor fecunda, florisses.
Não, não és. És mulher.
És mulher feita amor
E de pétalas feitas abertas de amar.
E no amor
E no amar
E no amar de amor
Unimo-nos num sopro,
Em um só corpo, o nosso sopro de prazer
E de amor.
E em ti derramo o polén
Num cálice
Num copo
Num vaso
De embriaguez luxuriante.
Alves Fernandes aka PreDatado
quinta-feira, abril 17, 2008
1174. Este país não é para velhos
Ontem e hoje houve um grande alarido por causa de um jogo de futebol. Tratava-se de um Sporting x Benfica e consideraram os jornais e alguns “velhos”, um jogo entre rivais. É verdade que eu tenho 52 anos e que ainda tenho alguma memória de Benficas x Sportings e de Sportings x Benficas de outros tempos, como jogos entre rivais. Mas, por exemplo, o meu filho, tão benfiquista quanto eu, tem 23 anos e apenas viu o tão apregoado rival ganhar 2 campeonatos. Mesmo que tivesse 25. Quero dizer na minha que no último quarto de século, benfiquista que se preze não tem como rival os tais verdes do outro lado da rua. Os verdadeiros rivais, em títulos, são de facto os nortenhos do F.C.Porto. Hoje em dia para mim, perder com o Sporting ou com a Académica significa (quase, já disse que eu sou um “velho”) rigorosamente o mesmo. Chateado vou ficar se no domingo não conseguirmos ganhar ao Porto. O que aliás é o mais provável dada a superioridade evidente da equipa portista. Mas é com esses que temos de ir a meças e não com a miséria que se contenta em ganhar campeonatos de 2ª circular.
PS. Quando na televisão, rádio e jornais se continua a falar em 3 grandes como sendo o Benfica, o Porto e o Sporting, pode um jovem de 25 anos que apenas viu o Sporting ganhar 2 campeonatos considera-lo um grande? Em breve, com pena minha, terei de reconhecer que só há um grande clube em Portugal e esse, batotas e apitos à parte, é o FC Porto.
Ontem e hoje houve um grande alarido por causa de um jogo de futebol. Tratava-se de um Sporting x Benfica e consideraram os jornais e alguns “velhos”, um jogo entre rivais. É verdade que eu tenho 52 anos e que ainda tenho alguma memória de Benficas x Sportings e de Sportings x Benficas de outros tempos, como jogos entre rivais. Mas, por exemplo, o meu filho, tão benfiquista quanto eu, tem 23 anos e apenas viu o tão apregoado rival ganhar 2 campeonatos. Mesmo que tivesse 25. Quero dizer na minha que no último quarto de século, benfiquista que se preze não tem como rival os tais verdes do outro lado da rua. Os verdadeiros rivais, em títulos, são de facto os nortenhos do F.C.Porto. Hoje em dia para mim, perder com o Sporting ou com a Académica significa (quase, já disse que eu sou um “velho”) rigorosamente o mesmo. Chateado vou ficar se no domingo não conseguirmos ganhar ao Porto. O que aliás é o mais provável dada a superioridade evidente da equipa portista. Mas é com esses que temos de ir a meças e não com a miséria que se contenta em ganhar campeonatos de 2ª circular.
PS. Quando na televisão, rádio e jornais se continua a falar em 3 grandes como sendo o Benfica, o Porto e o Sporting, pode um jovem de 25 anos que apenas viu o Sporting ganhar 2 campeonatos considera-lo um grande? Em breve, com pena minha, terei de reconhecer que só há um grande clube em Portugal e esse, batotas e apitos à parte, é o FC Porto.
quinta-feira, abril 10, 2008
1173. Mãe há só uma...
já o pai temos o biológico, o afectivo e até o progenitor.
PS. Ainda não me habituei ao acordo ortográfico e escrevi há com agá lá em cima.
já o pai temos o biológico, o afectivo e até o progenitor.
PS. Ainda não me habituei ao acordo ortográfico e escrevi há com agá lá em cima.
terça-feira, abril 01, 2008
1172. Apaixonado
Cada vez mais apaixonado por esta voz divinal.
Cada vez mais apaixonado por esta voz divinal.
segunda-feira, março 31, 2008
1171. Leave them kids alone
Hoje vou falar mal, foda-se! Para os hipócrates bem falantes que ganham exurbitantemente a cagar postas de pescada na TV por tudo e por nada, que são especialistas desde estratégia internacional a pedopsiquiatria, passando pela sua grande formação em aeroportos e bolas de Berlim, a cena da miúda com telemóvel e o seu ataque de histeria, caiu como sopa no mel. Final da década de 70, Liceu D. João de Castro, na turma onde este vosso escriba andava, o meu colega Q. apanhado a copiar (o ponto de um que por acaso até viria mais tarde a ser primeiro-ministro desta caca de país), pelo professor de francês, recusando-se a mudar de lugar a mando do professor (como a outra se recusou a largar o telemóvel) mandou o professor para o caralho. Com todas as letras e também tratando-o por tu: "Vai pró caralho!". Contar-vos-ía centenas de histórias de irrevência de jovens e adolescentes, de agora e de outros tempos, se eu quisesse. Para cada "crime" o seu castigo (faço aqui um parêntesis para dizer que me oponho determinantemente aos que acham que o que a miúda fez se enquadra em qualquer moldura criminal). Posso-vos garantir que a pena que o meu colega Q. levou não foi mais grave do que a da miúda da Carolina Michaellis. O que faltou ao "outro tempo" foi haver telemóveis, you tubes, TV e liberdade para divulgar. Vão-se foder moralistas.
Hoje vou falar mal, foda-se! Para os hipócrates bem falantes que ganham exurbitantemente a cagar postas de pescada na TV por tudo e por nada, que são especialistas desde estratégia internacional a pedopsiquiatria, passando pela sua grande formação em aeroportos e bolas de Berlim, a cena da miúda com telemóvel e o seu ataque de histeria, caiu como sopa no mel. Final da década de 70, Liceu D. João de Castro, na turma onde este vosso escriba andava, o meu colega Q. apanhado a copiar (o ponto de um que por acaso até viria mais tarde a ser primeiro-ministro desta caca de país), pelo professor de francês, recusando-se a mudar de lugar a mando do professor (como a outra se recusou a largar o telemóvel) mandou o professor para o caralho. Com todas as letras e também tratando-o por tu: "Vai pró caralho!". Contar-vos-ía centenas de histórias de irrevência de jovens e adolescentes, de agora e de outros tempos, se eu quisesse. Para cada "crime" o seu castigo (faço aqui um parêntesis para dizer que me oponho determinantemente aos que acham que o que a miúda fez se enquadra em qualquer moldura criminal). Posso-vos garantir que a pena que o meu colega Q. levou não foi mais grave do que a da miúda da Carolina Michaellis. O que faltou ao "outro tempo" foi haver telemóveis, you tubes, TV e liberdade para divulgar. Vão-se foder moralistas.
sexta-feira, março 14, 2008

1170. Pi Day
A mania que os americanos têm de escrever as datas começando pelo mês faz com que eles hoje dia 3 / 14, tenham mais um dia festivo. É o Pi Day o dia do 3,14. Já estou a ver as montras dos centros comerciais, tipo dia dos namorados, cheios de coraçõezinhos com máquinas de calcular, palm-tops e portáteis de última geração metidos em caixinhas de bombons, com laçarotes e tudo. Ainda bem que os europeus apenas têm o Pi Aproximation Day no dia 22 / 7 (22 a dividir por 7 é de facto aproximadamente 3,14). Por esse mês, dá-nos cá um calor que a gente não quer saber de centros comerciais para coisa nenhuma. A malta quer é praia (diga-se de passagem que já está a fazer falta). Mas, já agora, quero relembrar que de Albert Einstein comemora-se hoje o seu dia de nascimento. Logo ele, uma proeminente figura do mundo científico ter nascido no dia do Pi não será coisa para se perguntar ao professor Karamba? Caramba!
terça-feira, março 04, 2008
1168. Cantar Alentejano
Agradeço à minha amiga Lena que me mandou o e-mail com o link para este site. Mais de 90 cantigas alentejanas. Para quem gosta como eu, vale a pena lá ir.
Agradeço à minha amiga Lena que me mandou o e-mail com o link para este site. Mais de 90 cantigas alentejanas. Para quem gosta como eu, vale a pena lá ir.
1167. Cheira-me a esturro
Uma mulher conduz um automóvel a roçar o topo de gama. É baleada à queima-roupa com dois tiros, um dos quais no peito, no parque de estacionamento da viatura. Não se sabe se calma ou precipitadamente o assassino abandona o local. Não rouba absolutamente nada e alguém sugere tratar-se de um caso de carjacking. Ai que cheiro...
Uma mulher conduz um automóvel a roçar o topo de gama. É baleada à queima-roupa com dois tiros, um dos quais no peito, no parque de estacionamento da viatura. Não se sabe se calma ou precipitadamente o assassino abandona o local. Não rouba absolutamente nada e alguém sugere tratar-se de um caso de carjacking. Ai que cheiro...
segunda-feira, março 03, 2008
1166. Entre bandidos
Quem, como eu, está acostumado a ir ao Estádio da Luz, pode verificar que, com excepção das claques organizadas, os adeptos do Glorioso Sport Lisboa e Benfica, assistem lado a lado com os adeptos do clube adversário, que ostentam sem reservas os seus símbolos, camisolas, cachecóis, bandeiras e outros artefactos, às partidas de futebol. Isto acontece desde a inauguração do novo Estádio, tendo-se dado, aí sim, início a um novo ciclo de convívio entre os Benfiquistas e os seus adversários, que não consideramos inimigos. Tiro o meu chapéu em saudação às direcções do Sport Lisboa e Benfica por terem decidido assim.
Ontem, por ausência dela, ocupei o lugar da minha filha, no estádio de Alvalade, ao lado da minha mulher, ambas sportinguistas de sempre. Pelo sim pelo não, abdiquei de levar comigo o que quer que fosse que me identificasse como adepto do Benfica. Em boa hora o fiz e confesso que nunca assisti a um jogo tão aterrorizado como o fiz ontem. Aconselhou-me a experiência e proviu-me de censo a maturidade para não festejar o golo do Benfica. Outros (dois que eu visse), dada a sua juventude e eventual ingenuidade não tiveram o mesmo sangue frio. Um deles foi esmurrado logo na própria bancada. Outro, vi eu com estes que a terra há-de comer foi pura e simplesmente corrido do seu lugar ao murro e ao pontapé. É o que espera a quem comete os crimes de comprar bilhete, ir ao estádio ver o jogo e ser do clube adversário. Por momentos senti dor, pena e até raiva da minha mulher e da minha filha pertencerem a este bando de malfeitores.
PS. Fui uma vez ao velho estádio do Sporting quando tinha 10 anos de idade. Fui também ver um Sporting x Benfica e festejei um dos golos da minha equipa. Felizmente um primo meu, já falecido, também sócio do Sporting e homem feito, safou-me de levar algumas palmadas. Pensei que 42 anos depois a tribo tivesse evoluído. Infelizmente os grunhos ainda lá estavam.
Quem, como eu, está acostumado a ir ao Estádio da Luz, pode verificar que, com excepção das claques organizadas, os adeptos do Glorioso Sport Lisboa e Benfica, assistem lado a lado com os adeptos do clube adversário, que ostentam sem reservas os seus símbolos, camisolas, cachecóis, bandeiras e outros artefactos, às partidas de futebol. Isto acontece desde a inauguração do novo Estádio, tendo-se dado, aí sim, início a um novo ciclo de convívio entre os Benfiquistas e os seus adversários, que não consideramos inimigos. Tiro o meu chapéu em saudação às direcções do Sport Lisboa e Benfica por terem decidido assim.
Ontem, por ausência dela, ocupei o lugar da minha filha, no estádio de Alvalade, ao lado da minha mulher, ambas sportinguistas de sempre. Pelo sim pelo não, abdiquei de levar comigo o que quer que fosse que me identificasse como adepto do Benfica. Em boa hora o fiz e confesso que nunca assisti a um jogo tão aterrorizado como o fiz ontem. Aconselhou-me a experiência e proviu-me de censo a maturidade para não festejar o golo do Benfica. Outros (dois que eu visse), dada a sua juventude e eventual ingenuidade não tiveram o mesmo sangue frio. Um deles foi esmurrado logo na própria bancada. Outro, vi eu com estes que a terra há-de comer foi pura e simplesmente corrido do seu lugar ao murro e ao pontapé. É o que espera a quem comete os crimes de comprar bilhete, ir ao estádio ver o jogo e ser do clube adversário. Por momentos senti dor, pena e até raiva da minha mulher e da minha filha pertencerem a este bando de malfeitores.
PS. Fui uma vez ao velho estádio do Sporting quando tinha 10 anos de idade. Fui também ver um Sporting x Benfica e festejei um dos golos da minha equipa. Felizmente um primo meu, já falecido, também sócio do Sporting e homem feito, safou-me de levar algumas palmadas. Pensei que 42 anos depois a tribo tivesse evoluído. Infelizmente os grunhos ainda lá estavam.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
1165. Um dia, em Portugal, também nós aprenderemos
O meu rádio-despertador Philips avariou. Ainda na garantia levei-o ao balcão do Serviço de Clientes da Box no Almada Fórum. Fui simpaticamente atendido por um recepcionista que verificou o sintoma descrito, confirmou a validade da garantia, efectuou o registo de dados, emitiu três guias em impressora laser ou jacto de tinta, assinou uma delas que me facultou, eu assinei outra que confirma que o aparelho que entreguei era aquele mesmo. Agora o empregado vai embalá-lo, expedi-lo via CTT ou um qualquer serviço Direct Mail, provavelmente Express, a Philips vai recepcioná-lo, dar a respectiva entrada do aparelho e, também provavelmente … jogá-lo para a lixeira (esperemos que ecológica ou reciclável). Com certeza que se a Phillips seguir os padrões internacionais de minimização do custo não irá reparar o aparelho, a não ser que seja subsidiada pelo estado holandês ou quiçá mesmo pelo português que, numa atitude quase inédita na sociedade de consumo em que vivemos, de amizade com o ambiente, venha a substituir apenas o componente electrónico avariado, com um custo hora/homem muito relevante. Entretanto, a Philips enviará o mesmo ou outro aparelho de novo para a Box de Almada onde eu, que fiquei sem o rádio-despertador por um período que variará entre 15 a 30 dias, terei novamente de me deslocar para recuperar o irritante produtor de brr brr. Somemos as componentes de custo, (tempo do funcionário, dobrados custos de embalagem e expedição, custos de impressão de 3 vias de papel em jacto de tinta ou laser, pelo menos, já que não conheço os procedimentos do lado do representante da marca, os custos administrativo do tratamento da dita operação), adicionemos a insatisfação de um cliente que, embora simpática e profissionalmente tratado, vai ficar até 30 dias – dizem-me que no máximo – privado do seu despertador e calculemos agora o valor acrescentado e a produtividade de toda esta operação para, tcham tcham tcham tcham, um aparelho que vale apenas como PREÇO DE VENDA AO PÚBLICO, 16,99€. Alguém acredita que a Philips vai reparar um aparelho que terá custos de produção à volta dos 25% do PVP, e custo de reparação maior que o próprio PVP? Não seria muito mais eficiente e muitíssimo mais barato terem feito uma troca directa?
PS. Em alguns cursos por onde passei aprendi coisas como “um cliente insatisfeito transmite essa insatisfação a terceiros num rácio de 10 para 1 face à divulgação de satisfação de um cliente satisfeito”. E para não que não seja eu a torpedear este rácio coloco aqui a minha insatisfação em post.
O meu rádio-despertador Philips avariou. Ainda na garantia levei-o ao balcão do Serviço de Clientes da Box no Almada Fórum. Fui simpaticamente atendido por um recepcionista que verificou o sintoma descrito, confirmou a validade da garantia, efectuou o registo de dados, emitiu três guias em impressora laser ou jacto de tinta, assinou uma delas que me facultou, eu assinei outra que confirma que o aparelho que entreguei era aquele mesmo. Agora o empregado vai embalá-lo, expedi-lo via CTT ou um qualquer serviço Direct Mail, provavelmente Express, a Philips vai recepcioná-lo, dar a respectiva entrada do aparelho e, também provavelmente … jogá-lo para a lixeira (esperemos que ecológica ou reciclável). Com certeza que se a Phillips seguir os padrões internacionais de minimização do custo não irá reparar o aparelho, a não ser que seja subsidiada pelo estado holandês ou quiçá mesmo pelo português que, numa atitude quase inédita na sociedade de consumo em que vivemos, de amizade com o ambiente, venha a substituir apenas o componente electrónico avariado, com um custo hora/homem muito relevante. Entretanto, a Philips enviará o mesmo ou outro aparelho de novo para a Box de Almada onde eu, que fiquei sem o rádio-despertador por um período que variará entre 15 a 30 dias, terei novamente de me deslocar para recuperar o irritante produtor de brr brr. Somemos as componentes de custo, (tempo do funcionário, dobrados custos de embalagem e expedição, custos de impressão de 3 vias de papel em jacto de tinta ou laser, pelo menos, já que não conheço os procedimentos do lado do representante da marca, os custos administrativo do tratamento da dita operação), adicionemos a insatisfação de um cliente que, embora simpática e profissionalmente tratado, vai ficar até 30 dias – dizem-me que no máximo – privado do seu despertador e calculemos agora o valor acrescentado e a produtividade de toda esta operação para, tcham tcham tcham tcham, um aparelho que vale apenas como PREÇO DE VENDA AO PÚBLICO, 16,99€. Alguém acredita que a Philips vai reparar um aparelho que terá custos de produção à volta dos 25% do PVP, e custo de reparação maior que o próprio PVP? Não seria muito mais eficiente e muitíssimo mais barato terem feito uma troca directa?
PS. Em alguns cursos por onde passei aprendi coisas como “um cliente insatisfeito transmite essa insatisfação a terceiros num rácio de 10 para 1 face à divulgação de satisfação de um cliente satisfeito”. E para não que não seja eu a torpedear este rácio coloco aqui a minha insatisfação em post.
sexta-feira, fevereiro 22, 2008

1164. Então é assim…
(eu andava louco por começar um post com esta frase), eu sou um bocado vaidoso nas coisas que me tocam no sangue. Tenho um primo que é campeão europeu de JetSki e eu não sabia? Pois é verdade, o Marco Espada é meu primo e é um campeoníssimo. Claro que não posso deixar de publicar uma foto dele em grande estilo com os agradecimentos ao José Filipe Monte que é o autor da fotografia.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008

1163. Inflação o que é?
Ao ouvir hoje o valor da inflação calculado pelo INE para o mês de Janeiro, que segundo aquele Instituto (do Estado) se cifrou em 2,9%, dei por mim a abanar a cabeça e a pensar “transportes 3,9%, leite 15%, pão 30%, gás 3,6%, electricidade 2,9%, carne de porco 20%, inflação de Janeiro 2,9%, mas onde é que raio o Governo foi calcular os 2,1% de inflação para o OE 2008?” Ora, a favor da transparência, não seria normal o Governo informar o povinho qual o cabaz dos bens que constituem o modelo de cálculo? Ou será muito pedir-lhe que não nos esconda ao menos isso?
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
1162. Lemnbranças
A Mirian, do Caldeirão da Bruxa, lembrou-me que em tempos eu escrevi isto:
Quis pintar essa rajada de vento de outra cor.
Fiquei na dúvida... Não me lembro que cor tinha antes.
Fiquei ébrio com o odor daquele fá sustenido saído das ondas.
Apenas não me lembro do cheiro.
Não vi o som que brotava mas que me invadiu.
Que distracção a minha. Como poderei agarrá-lo de novo?
Toquei no nada, mas ele já lá não estava.
Raiva! Porque fugiu de mim? Era tão quente!
Amei o mar e do acto nasceu uma sereia,
Consigo ouvir o som dela, mas não a consigo tocar.
É igual ao fá sustenido, só que cheira a pôr do Sol.
Não. O cheiro não é o mesmo, mas tem o calor do nada.
Já sei! Vou pintar a rajada de azul...
É da cor do mar e depois... depois vou fazer amor com ela.
E a Mirian colocou essa lembrança na sua série "buraco da fechadura". Obrigado.
A Mirian, do Caldeirão da Bruxa, lembrou-me que em tempos eu escrevi isto:
Quis pintar essa rajada de vento de outra cor.
Fiquei na dúvida... Não me lembro que cor tinha antes.
Fiquei ébrio com o odor daquele fá sustenido saído das ondas.
Apenas não me lembro do cheiro.
Não vi o som que brotava mas que me invadiu.
Que distracção a minha. Como poderei agarrá-lo de novo?
Toquei no nada, mas ele já lá não estava.
Raiva! Porque fugiu de mim? Era tão quente!
Amei o mar e do acto nasceu uma sereia,
Consigo ouvir o som dela, mas não a consigo tocar.
É igual ao fá sustenido, só que cheira a pôr do Sol.
Não. O cheiro não é o mesmo, mas tem o calor do nada.
Já sei! Vou pintar a rajada de azul...
É da cor do mar e depois... depois vou fazer amor com ela.
E a Mirian colocou essa lembrança na sua série "buraco da fechadura". Obrigado.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008

1161. Yo no creo en brujas, pero que las hay… las hay
Estava eu muito quietinho a conduzir, como quase estou sempre quando conduzo e, a ouvir rádio, como quase sempre faço no carro em alternância com o CD, quando o António Cartaxo da Antena 1 dedicou a sua rubrica de música clássica de hoje ao número 13. E porquê? Porque Richard Wagner morreu no dia 13 de Fevereiro de 1883. E não só. António Cartaxo fez outras referências à relação de Wagner com o número 13 e eu aprofundei na net, a coisa. Estão a ver? Na verdade a 13 de Fevereiro de 1883 ou de outro qualquer ano devem ter morrido muitas pessoas e talvez até pessoas que tenham nascido em 1813, tal como Wagner. Mas vistas bem as coisas, contando as letras de Richard Wagner dá exactamente 13, ou seja 7 de Richard e mais 6 de Wagner. Pois é, e se acrescentarmos a isso que as suas maiores óperas
• Die Hochzeit (O Casamento) (1832), abandonada antes de ser completada
• Die Feen (As Fadas) (1833-34)
• Das Liebesverbot (Amor Proibido) (1835-36)
• Rienzi (ou também: Rienzi, o Último dos Tribunos) (1838-40)
• Der fliegende Holländer (O Holandês Voador; ou "Le Vaisseau Fantôme", O Navio Fantasma) (1840-41)
• Tannhäuser (1843-45)
• Lohengrin (1846-8)
• Tristan und Isolde (Tristão e Isolda) (1857-59)
• Die Meistersinger von Nürnberg (Os Mestres Cantores de Nurembergue) (1862-67)
• Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo) (1853-54), uma tetralogia composta pelas seguintes óperas:
o Das Rheingold (O Ouro do Reno)
o Die Walküre (A Valquíria) (1854-56)
o Siegfried (1856-57 e 1864-71)
o Götterdämmerung (Crepúsculo dos Deuses) (1869-74)
• Parsifal (1877-82) ,
são exactamente 13 começa a dar que pensar. Claro que para mim isto são só coincidências, mas olhando de novo para Wagner reparamos também que foi a 13 de Agosto de 1876 que se deu o 1º festival de Bayreuth, o número 13 é, portanto um ícone de Wagner. E Parsifal, uma das suas mais emblemáticas obras ficou acabada a 13 de Janeiro de 1882 (podia também ter referido que as últimas notas de Tannhäuser foram escritas em 13 de Abril de 1845). Sem saber que seria a última visita que Liszt faria a Wagner, Franz Liszt toca-lhe uma peça improvisada chamada La Gondole Lugubre. A peça figura a procissão de uma gôndola fúnebre pelos canais de Veneza. Este encontro dá-se exactamente a 13 de Janeiro de 1883. Claro que há muitas outras datas na vida de Wagner, mas fica aqui esta resenha apenas por curiosidade.
PS. 13 de Fevereiro tem montes de efemérides. Até a irmã Lúcia teve a lata de morrer a um 13 de Fevereiro, no dia em que em 1965 tinha sido assassinado Humberto Delgado ou Catarina Howard, 5ª mulher de Henrique VIII, em 1542, condenada por adultério (há países que hoje em dia ainda executam mulheres pelo mesmo motivo, obviamente países atrasados 500 anos). Ah, é verdade, a 13 de Fevereiro de 1950 nasceu Peter Gabriel. Vou ali ouvir os Genesis e já venho, ok?
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
1160. Ai que coisinha doce
Bem sei que só daqui a 4 meses é que ela volta a jantar cá em casa. A filhota vai para Bóston para o MIT, o filhote está na Suiça no Erasmus ou coisa parecida e cá ficam o cota mais a cota a acostumarem-se a ficar sozinhos pois que, daqui a pouco, cada um irá para a sua casa. Portanto, o melhor é treinar já. Mas estou sempre às ordens para lhes ocupar a cozinha e definir novos sabores. Ou repetir os desta noite: os mexilhões à marinheira, as gambas com lula ao alhinho, a espetada mista de lulas e camarão e aquela sobremesa que ainda não tinham provado.
Desta vez não houve foto, mas há receita: 1 litro de leite para 150 gramas de arroz e mais coisa menos coisa uns 80 gramas de sultanas (podem ser douradas e tintas que fica melhor). Para adoçar eu prefiro o mascavado, sem exageros porque uns 30 / 35 gramas servem perfeitamente. Quem não o tiver em casa e não quiser ir comprar, o açúcar amarelo também dá. Não esquecer de juntar um pau de canela para quem aprecia ou uma vagem de baunilha para quem estiver para aqui virado (ou sou mais canela). Misturem tudo, liguem o lume e depois de iniciar a fervura, baixem-no de modo a deixar aquele borbulhar que leva à cozedura. Uns 15 minutos bastarão. E quando estiver quase, quase cozido o arroz, numa porçãozinha de leite frio façam misturar duas gemas e juntem a fio mexendo sempre, cozam-nas por uns 2 minutos e voilá! Vertam o tacho do arroz doce num prato grande e no entretanto preparem-lhe uma cobertura. Antes, se gostarem, polvilhem o arroz já no prato com um pouco de pó de canela. Vamos à cobertura? Uma lata de pêssego em calda e uma meia dúzia de maçãs (eu usei peros riscadinhos). Façam um sumo de maçã, juntem com os pêssegos em calda já escorridinhos (podem jogar fora a calda) e triturem na misturadora sem desfazer completamente. Fica assim uma coisinha espessa e de óptimo aspecto que cuidadosamente se coloca sobre o arroz doce. Comam e chorem por mais.
PS. 1. Em tempos li uma receita algures num livro, que já não sei precisar qual e que era basicamente a que aqui vos deixo. Não faço a mínima ideia se as quantidades e os ingredientes seriam os que apresento, mas com estas e com estes saiu bem. Depois digam se gostaram. 2. Mais um pontapé na dieta. Mas como só tinha abusado na 5ª feira da semana passada, um dia por semana é meu!
Bem sei que só daqui a 4 meses é que ela volta a jantar cá em casa. A filhota vai para Bóston para o MIT, o filhote está na Suiça no Erasmus ou coisa parecida e cá ficam o cota mais a cota a acostumarem-se a ficar sozinhos pois que, daqui a pouco, cada um irá para a sua casa. Portanto, o melhor é treinar já. Mas estou sempre às ordens para lhes ocupar a cozinha e definir novos sabores. Ou repetir os desta noite: os mexilhões à marinheira, as gambas com lula ao alhinho, a espetada mista de lulas e camarão e aquela sobremesa que ainda não tinham provado.
Desta vez não houve foto, mas há receita: 1 litro de leite para 150 gramas de arroz e mais coisa menos coisa uns 80 gramas de sultanas (podem ser douradas e tintas que fica melhor). Para adoçar eu prefiro o mascavado, sem exageros porque uns 30 / 35 gramas servem perfeitamente. Quem não o tiver em casa e não quiser ir comprar, o açúcar amarelo também dá. Não esquecer de juntar um pau de canela para quem aprecia ou uma vagem de baunilha para quem estiver para aqui virado (ou sou mais canela). Misturem tudo, liguem o lume e depois de iniciar a fervura, baixem-no de modo a deixar aquele borbulhar que leva à cozedura. Uns 15 minutos bastarão. E quando estiver quase, quase cozido o arroz, numa porçãozinha de leite frio façam misturar duas gemas e juntem a fio mexendo sempre, cozam-nas por uns 2 minutos e voilá! Vertam o tacho do arroz doce num prato grande e no entretanto preparem-lhe uma cobertura. Antes, se gostarem, polvilhem o arroz já no prato com um pouco de pó de canela. Vamos à cobertura? Uma lata de pêssego em calda e uma meia dúzia de maçãs (eu usei peros riscadinhos). Façam um sumo de maçã, juntem com os pêssegos em calda já escorridinhos (podem jogar fora a calda) e triturem na misturadora sem desfazer completamente. Fica assim uma coisinha espessa e de óptimo aspecto que cuidadosamente se coloca sobre o arroz doce. Comam e chorem por mais.
PS. 1. Em tempos li uma receita algures num livro, que já não sei precisar qual e que era basicamente a que aqui vos deixo. Não faço a mínima ideia se as quantidades e os ingredientes seriam os que apresento, mas com estas e com estes saiu bem. Depois digam se gostaram. 2. Mais um pontapé na dieta. Mas como só tinha abusado na 5ª feira da semana passada, um dia por semana é meu!
quinta-feira, fevereiro 07, 2008

1159. Caso encerrado
Acabei de ouvir na rádio, que o processo do espancamento ao vereador Dr. Bexiga da Câmara de Gondomar terá sido mandado arquivar. No tempo da PIDE era exactamente assim que se fazia, uma vez que estes tipos nunca eram alvos de um tratamento correctivo. Desgraçada e infelizmente eram quase sempre vítimas de uma queda escada abaixo ou de um acidente de viação. Relembro que o Dr. Bexiga terá sido, segundo Catarina Salgado ex-amante de Pinto da Costa (aliás, ex-mulher e até recebidos pelo então Papa João Paulo II), mandado brutalmente espancar pelos Super Dragões a pedido dela própria e a mando de Pinto da Costa. Mas cá para mim isto é tudo mentira e o homem caiu mesmo de uma escada abaixo. Se quiserem saber o verdadeiro nome da coisa, perguntem ao Dr. Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados. Ele não dirá nomes, nem que lhe peçam, mas dará com toda a certeza um nome à coisa.
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Diz que é uma espécie de corrupção
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