quinta-feira, fevereiro 14, 2008

1162. Lemnbranças

A Mirian, do Caldeirão da Bruxa, lembrou-me que em tempos eu escrevi isto:

Quis pintar essa rajada de vento de outra cor.
Fiquei na dúvida... Não me lembro que cor tinha antes.

Fiquei ébrio com o odor daquele fá sustenido saí­do das ondas.
Apenas não me lembro do cheiro.

Não vi o som que brotava mas que me invadiu.
Que distracção a minha. Como poderei agarrá-lo de novo?

Toquei no nada, mas ele já lá não estava.
Raiva! Porque fugiu de mim? Era tão quente!

Amei o mar e do acto nasceu uma sereia,
Consigo ouvir o som dela, mas não a consigo tocar.
É igual ao fá sustenido, só que cheira a pôr do Sol.

Não. O cheiro não é o mesmo, mas tem o calor do nada.

Já sei! Vou pintar a rajada de azul...
É da cor do mar e depois... depois vou fazer amor com ela.


E a Mirian colocou essa lembrança na sua série "buraco da fechadura". Obrigado.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008


1161. Yo no creo en brujas, pero que las hay… las hay

Estava eu muito quietinho a conduzir, como quase estou sempre quando conduzo e, a ouvir rádio, como quase sempre faço no carro em alternância com o CD, quando o António Cartaxo da Antena 1 dedicou a sua rubrica de música clássica de hoje ao número 13. E porquê? Porque Richard Wagner morreu no dia 13 de Fevereiro de 1883. E não só. António Cartaxo fez outras referências à relação de Wagner com o número 13 e eu aprofundei na net, a coisa. Estão a ver? Na verdade a 13 de Fevereiro de 1883 ou de outro qualquer ano devem ter morrido muitas pessoas e talvez até pessoas que tenham nascido em 1813, tal como Wagner. Mas vistas bem as coisas, contando as letras de Richard Wagner dá exactamente 13, ou seja 7 de Richard e mais 6 de Wagner. Pois é, e se acrescentarmos a isso que as suas maiores óperas

• Die Hochzeit (O Casamento) (1832), abandonada antes de ser completada
• Die Feen (As Fadas) (1833-34)
• Das Liebesverbot (Amor Proibido) (1835-36)
• Rienzi (ou também: Rienzi, o Último dos Tribunos) (1838-40)
• Der fliegende Holländer (O Holandês Voador; ou "Le Vaisseau Fantôme", O Navio Fantasma) (1840-41)
• Tannhäuser (1843-45)
• Lohengrin (1846-8)
• Tristan und Isolde (Tristão e Isolda) (1857-59)
• Die Meistersinger von Nürnberg (Os Mestres Cantores de Nurembergue) (1862-67)
• Der Ring des Nibelungen (O Anel do Nibelungo) (1853-54), uma tetralogia composta pelas seguintes óperas:
o Das Rheingold (O Ouro do Reno)
o Die Walküre (A Valquíria) (1854-56)
o Siegfried (1856-57 e 1864-71)
o Götterdämmerung (Crepúsculo dos Deuses) (1869-74)
• Parsifal (1877-82) ,

são exactamente 13 começa a dar que pensar. Claro que para mim isto são só coincidências, mas olhando de novo para Wagner reparamos também que foi a 13 de Agosto de 1876 que se deu o 1º festival de Bayreuth, o número 13 é, portanto um ícone de Wagner. E Parsifal, uma das suas mais emblemáticas obras ficou acabada a 13 de Janeiro de 1882 (podia também ter referido que as últimas notas de Tannhäuser foram escritas em 13 de Abril de 1845). Sem saber que seria a última visita que Liszt faria a Wagner, Franz Liszt toca-lhe uma peça improvisada chamada La Gondole Lugubre. A peça figura a procissão de uma gôndola fúnebre pelos canais de Veneza. Este encontro dá-se exactamente a 13 de Janeiro de 1883. Claro que há muitas outras datas na vida de Wagner, mas fica aqui esta resenha apenas por curiosidade.

PS. 13 de Fevereiro tem montes de efemérides. Até a irmã Lúcia teve a lata de morrer a um 13 de Fevereiro, no dia em que em 1965 tinha sido assassinado Humberto Delgado ou Catarina Howard, 5ª mulher de Henrique VIII, em 1542, condenada por adultério (há países que hoje em dia ainda executam mulheres pelo mesmo motivo, obviamente países atrasados 500 anos). Ah, é verdade, a 13 de Fevereiro de 1950 nasceu Peter Gabriel. Vou ali ouvir os Genesis e já venho, ok?

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

1160. Ai que coisinha doce

Bem sei que só daqui a 4 meses é que ela volta a jantar cá em casa. A filhota vai para Bóston para o MIT, o filhote está na Suiça no Erasmus ou coisa parecida e cá ficam o cota mais a cota a acostumarem-se a ficar sozinhos pois que, daqui a pouco, cada um irá para a sua casa. Portanto, o melhor é treinar já. Mas estou sempre às ordens para lhes ocupar a cozinha e definir novos sabores. Ou repetir os desta noite: os mexilhões à marinheira, as gambas com lula ao alhinho, a espetada mista de lulas e camarão e aquela sobremesa que ainda não tinham provado.
Desta vez não houve foto, mas há receita: 1 litro de leite para 150 gramas de arroz e mais coisa menos coisa uns 80 gramas de sultanas (podem ser douradas e tintas que fica melhor). Para adoçar eu prefiro o mascavado, sem exageros porque uns 30 / 35 gramas servem perfeitamente. Quem não o tiver em casa e não quiser ir comprar, o açúcar amarelo também dá. Não esquecer de juntar um pau de canela para quem aprecia ou uma vagem de baunilha para quem estiver para aqui virado (ou sou mais canela). Misturem tudo, liguem o lume e depois de iniciar a fervura, baixem-no de modo a deixar aquele borbulhar que leva à cozedura. Uns 15 minutos bastarão. E quando estiver quase, quase cozido o arroz, numa porçãozinha de leite frio façam misturar duas gemas e juntem a fio mexendo sempre, cozam-nas por uns 2 minutos e voilá! Vertam o tacho do arroz doce num prato grande e no entretanto preparem-lhe uma cobertura. Antes, se gostarem, polvilhem o arroz já no prato com um pouco de pó de canela. Vamos à cobertura? Uma lata de pêssego em calda e uma meia dúzia de maçãs (eu usei peros riscadinhos). Façam um sumo de maçã, juntem com os pêssegos em calda já escorridinhos (podem jogar fora a calda) e triturem na misturadora sem desfazer completamente. Fica assim uma coisinha espessa e de óptimo aspecto que cuidadosamente se coloca sobre o arroz doce. Comam e chorem por mais.


PS. 1. Em tempos li uma receita algures num livro, que já não sei precisar qual e que era basicamente a que aqui vos deixo. Não faço a mínima ideia se as quantidades e os ingredientes seriam os que apresento, mas com estas e com estes saiu bem. Depois digam se gostaram. 2. Mais um pontapé na dieta. Mas como só tinha abusado na 5ª feira da semana passada, um dia por semana é meu!

quinta-feira, fevereiro 07, 2008



1159. Caso encerrado


Acabei de ouvir na rádio, que o processo do espancamento ao vereador Dr. Bexiga da Câmara de Gondomar terá sido mandado arquivar. No tempo da PIDE era exactamente assim que se fazia, uma vez que estes tipos nunca eram alvos de um tratamento correctivo. Desgraçada e infelizmente eram quase sempre vítimas de uma queda escada abaixo ou de um acidente de viação. Relembro que o Dr. Bexiga terá sido, segundo Catarina Salgado ex-amante de Pinto da Costa (aliás, ex-mulher e até recebidos pelo então Papa João Paulo II), mandado brutalmente espancar pelos Super Dragões a pedido dela própria e a mando de Pinto da Costa. Mas cá para mim isto é tudo mentira e o homem caiu mesmo de uma escada abaixo. Se quiserem saber o verdadeiro nome da coisa, perguntem ao Dr. Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados. Ele não dirá nomes, nem que lhe peçam, mas dará com toda a certeza um nome à coisa.

sábado, fevereiro 02, 2008

foto:PreDatado


(clique na foto para ver em panorama)





1158. Apenas para

vos deixar uma foto de Almada vista do Parque da Paz, onde pela manhã faço as as minhas caminhadas.

quinta-feira, janeiro 31, 2008



1157. Lá vai truta
Primeiro foi ao lume a ferver um quarto de litro de água com pouco mais de um decilitro de vinho branco aos quais juntei uns quantos grãos de pimenta e uma folha de louro. Como não cozinhei só para mim resolvi que desta vez juntava sal mas fui muito parcimonioso. Na água fervente em largo tacho deitei as trutas já arranjadas, quer dizer barrigas fora, bem lavadinhas e escorridas. Baixei o lume para uma amena temperatura de manutenção da fervura até que quinze minutos se passaram. Nessa altura retirei com a ajuda de duas escumadeiras, as trutas direitinhas para uma travessa, sem sequer lhes separar a cabeça, já que o caldo da cozedura me iria dar serventia futura. Assim, levei a frigideira não mais de 40 gramas de margarina e quanto esta se derreteu polvilhei-a de outro tanto de farinha que deixei cozer por um escasso minuto. Sem deixar de mexer com colher de pau que se esquivou à inspecção da ASAE, fui vertendo sobre a dita cozedura o caldo onde o peixe cozinhou e desatei a tempera-lo: três colheres de natas light que de gordura ainda teremos mais dose, uma de ketchup e um raminho de salsa finamente picada. E como os grãos de pimenta já tinham aromatizado o caldo, quem gosta mói-lhe ainda sobre o dito cujo preparo um pouco de pimenta preta, que foi o que eu fiz e rectifica de sal, que foi o que eu não fiz. O que não dispensei mesmo foi o cálice e meio de rum, este vindo directamente de Cuba, que culminou o tempero. Assim meio grosso, que não bêbado de todo, foi o molho a costumeira travessa de barro mas não seria descabido tê-lo feito no bem conhecido pirex. Cama feita para as trutas que, de novo cuidadosamente transferidas, conheceram mais um local para repousarem antes de acabarem no estômago deste vosso cozinheiro. Mas para que a Drª Margarida se aborreça deveras comigo pelos atropelamentos que eu faço à dieta que me preconizou, polvilhei o peixe com 60 gramas de parmesão fresco ralado. E para quê, para quê? Para aloirar a comezaina, por uns bons 10 minutos em forno já quente de antemão. Como acompanhamento optei por uns brócolos cozidos.

quarta-feira, janeiro 30, 2008


1156. Um pouco mais pobres

Era só sentir o cheiro ou o barulho do motor, não sei e, eis que ela aparecia saltitona à frente do carro o que nos fazia abrandar para a velocidade mínima necessária à chegada a casa. Logo que parávamos e começávamos a abrir as portas do carro, não se importando com a hora, dia ou noite e até madrugada adentro ladrava de alegria e cumprimentava-nos um a um. Se algum de nós não ia, metia o focinho nos estofos como que a procurar até se convencer da ausência. A Maria, assim lhe chamávamos, era a cadela que lá na aldeia nos tinha adoptado. Aparecida não sabemos de onde tinha vários “donos” (e por cada dono um nome) que a alimentavam mas, quando estávamos presentes nunca abandonava o nosso quintal. Fosse apenas por um fim-de-semana ou por um largo período de férias nós éramos companhia mútua. Este fim-de-semana não apareceu à nossa chegada. A Maria tinha sido atropelada na semana anterior tendo morrido numa valeta à beira da estrada. Um outro “dono” enterrou-a. Ficamos tristes.


PS. Em “conversas com os meus botões” um outro blog que fiz/parei há algum tempo escrevi em Abril de 2005:

“Outra Maria
Quando entramos na aldeia a Maria sente-nos o cheiro nos pneus. Corre e chega primeiro que nós a casa. A Maria tem faro.
A Maria passa o tempo a ladrar às andorinhas. A Maria é uma cadela.
Quando estamos próximos nem precisamos falar. Deita-se no chão e arrasta-se. A Maria não está manca, é uma mimada. Sim uma mimada é o que ela é. Depois abana a cauda.
Não sabemos como apareceu nem de quem é. Quando aparecemos nós, ela aparece também. É uma Maria aparecida.
A Maria adoptou-nos.
Espera pelo biscoito, pelo bife, pelo frango. Se lhe damos bacalhau, cheira-o e volta-lhe as costas. Nesse dia não ladrará aos gatos. Quando nos vamos certificar se comeu, a Maria ainda tem fome mas nada nos diz. Afinal ela e os gatos são cúmplices.
O motor do carro começa a trabalhar e a Maria olha-nos de relance. Volta-nos as costas e desaparece. Há quem diga que com uma lágrima no focinho.”

segunda-feira, janeiro 28, 2008


1155. Deslocalizações e tomates

Quando a Opel fechou as portas na Azambuja, o PreDatado, num post que editou nas suas rubricas (quase habituais) no ante-et-post, colocou o símbolo que se pode ver aqui hoje. Não sei quantas pessoas estavam ou não imbuídas do mesmo espírito, o que o Pré sabe é que não viu da parte das autoridades políticas nenhuma palavra que pudesse indiciar uma penalização pragmática aquela marca. Hoje lembrei-me disto quando li o post da Micas (Nokia - so nicht) sobre o fecho das fábricas da Nokia na Alemanha e a sua deslocalização para a Roménia. Só que nem todos têm tomates.

1154. Publicidade
Ah é verdade, tenho um espaço de fotos e preciso de uma ajudinha ali.
Obrigadinho.



1153. Em flor
Este é o mês em que no Baixo Alentejo, no vale do Guadiana as amendoeiras estão em flor. E que enchem de branco e rosa a paisagem.

sexta-feira, janeiro 25, 2008



1152. Foi há um ano


1. Faz hoje precisamente 1 ano que deixei de fumar. Ao fim de 34 longos anos de “agarrado” tomei a firme decisão de me antecipar à badaladíssima nova lei do tabaco. Aquilo que perdi do, agora reconhecido como fátuo, prazer em puxar do cigarro e jogar umas valentes baforadas para o ar, ganhei com vantagem em qualidade de vida. Não sei se estou mais saudável ou não, nem faço questão de ir a meças. O que sei e posso-vos garantir é que estou mais livre. E a liberdade trás-nos qualidade de vida. Está dito.
2. A propósito de ter deixado de fumar nunca tomei, como outras pessoas que conheço, atitudes fundamentalistas para com os fumadores. Qualquer amigo meu que fume é bem recebido em minha casa e não terá de ir fumar para a varanda. No entanto eu próprio adquiri certos hábitos de protecção ao fumo que foram surgindo natural e progressivamente. E era por isso que, mesmo antes da lei, eu já não frequentava restaurantes que não tivessem uma área ampla e razoavelmente protegida destinada a não fumadores. Uma das minhas auto-defesas, entre outras. E como há muito mais não fumadores do que fumadores em Portugal, não acredito nadinha nessa treta dos restaurantes e bares estarem a perder freguesia. Ou querem que publique fotos diárias de restaurantes cheios e com fila de espera?
3. Quanto à nova lei do tabaco estou de acordo com ela na generalidade. Tenho no entanto alguns reparos, poucos, a fazer-lhe um dos quais já expressei em post anterior, a propósito de uma petição cibernética que também assinei. Sou a favor da criação de salas de fumo, condignas e arejadas, nos espaços dos aeroportos. Sou também a favor de que se criem áreas em grandes centros comerciais, onde seja possível fumar. Os não fumadores são absolutamente livres de não frequentarem esses espaços e de lhes passarem a razoável distância. E estou convencido que o, chamemos-lhe assim, condomínio desses centros estaria, na generalidade, disponível para investir em mais potentes e eficazes sistemas de extracção. Houve no entanto um local onde a lei não restringiu o fumo, penso que por escondida subserviência a interesses ou por “excesso de senso” do legislador: os estádios de futebol com lugares marcados. Sim porque não sendo possível ir ocupar o lugar de outro eu terei de gramar com o fumo dos que estão na fila de baixo, na fila de cima e ao lado. Mas eu arranjei um esquema de furar a lei. Vai ser muito difícil apanharem-me de novo na bola. Ou então só vou ver o Benfica com o Cascalheira-de-Cima. Com o estádio às moscas escolho o lugar que me aprouver.


PS. De vez em quando ainda sinto vontade de fumar um puro. Abro a caixa cheiro-os e volto a fechar. Também se vive de recordações.

quinta-feira, janeiro 24, 2008


1151. Vaidade
Sinto-me vaidoso quando a minha filha pega na câmera e fotografa o que acabo de fazer na cozinha. Felizmente que ela só fotografa as iguarias e nunca a desarrumação que eu por lá deixo. Linguados delícia toda a gente sabe fazer e são de facto uma verdadeira delícia.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

1150. Acabei agora mesmo de jantar

A verdade, meus amigos, é que eu continuo de dieta. Já tive altos e baixos, recaídas devido ao pecado da gula que a época festiva me fez cair em tentação. Comecei com 79 kgs bem medidos, vim até aos 67, estou nos 70, ando por aqui a ondular mas se há coisas na vida a que não consigo fugir é a um prato bem elaborado. E como desde há uns tempos que ando armado em cozinheiro peguei em 1kg de solhas (no caso eram duas de 0,5kg cada, mais ou menos), em 2 cebolas grandes e 2 dentes de alho, 1 lata de champignons (que fino), 1 pimento verde e uma metade de um vermelho, 1 dl de azeite e 1,5 dl de vinho branco, no moinho da pimenta preta e num limão e fiz o seguinte: à parte temperei as solhas com o sumo do limão, com a pimenta moída na altura e só um pouquinho de sal, porque eu sou hipertenso e até nem costumo pôr nenhum. Mas como não era só para mim e não sou fundamentalista (a propósito, tenho de escrever um post sobre a lei do tabaco), cedi. Depois piquei bem picadinhas as cebolas e os dentes de alho e aos pimentos cortei em pedacinho pequenos. Misturei isso tudo com os cogumelos, o vinho branco e o azeite numa tigela, cobri depois o fundo de uma assadeira de barro com metade dos temperos, fazendo cama para as solhas, cobri-as com o restante dos temperos, onde não me esqueci de juntar a marinada de limão, espalhei por cima duas colheres de sopa de pão ralado, deitei-lhe duas nozes de margarina e foi ao forno que tinha sido aquecido a 200 graus, 15 minutos antes. Ao fim de três quartos de hora estava do jeito que a foto documenta. Acompanhei de ervilhas com quadradinhos de presunto salteados em azeite e cebolinhas. Se estava bom? Vá lá fiquem com a água na boca e experimentem. Depois digam-me qualquer coisinha.

PS: Bem feitas as contas e dado que foram aproximadamente três doses, temos ali, mais coisa menos coisa, 400Kcal por refeição, o que até nem é exagerado.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

1149. À americana

O nosso Sócrates é um cowboy. Este Governo despede à americana. Agora foi o comando da Polícia de Faro que despediu colectivamente as empregadas de limpeza. Uma carta e rua. Nem justa causa, nem indemnizações, nem subsídio de desemprego. O tipo não é mesmo um cowboy?

terça-feira, janeiro 08, 2008

1148. Recado à minha mãe

Mãe, sabes aqueles oito euros e picos que a Segurança Social tinha que te dar pelo acerto do aumento ser em Janeiro e não em Dezembro como devia ter sido e que o Governo legislou para que fosse entregue com a pensão de Janeiro? Pois é mãe, o próprio Governo é que se abotoou com essa massa e agora diz que te vai devolver em prestações mensais de 70 cêntimos. Deve ser para tomares uma bica por mês. Mas só uma, porque como és hipertensa eles estão ali é para te tratar da saúde.

(foto tirada algures do google images, mas não me lembro bem de onde)

segunda-feira, janeiro 07, 2008



1147. Assinemos

Fará no próximo dia 25 um ano que eu deixei de fumar. Os mais radicais militantes anti-tabaco tenho-os encontrado entre os ex-fumadores. Acho isso perfeitamente normal pois me parecem ser, à parte os especialistas de saúde, dos elementos da sociedade mais habilitados para se pronunciarem sobre os malefícios do tabaco. E é por isso que se alguém me pedir a minha opinião sobre fumar ou não fumar eu estou do lado daqueles que combatem o tabaco, ou melhor o seu consumo, principalmente se isso implicar a sujeição de terceiros ao fumo dos cigarros, dos charutos ou dos cachimbos. E é provavelmente também por isso que estou de acordo na generalidade com a lei que entrou em vigor neste último primeiro de Janeiro. Mas eu estou de acordo na generalidade e não em algumas das suas particularidades. E uma delas é a proibição total de fumar em aeroportos, sem a criação de salas de fumo que respeitem a opção dos fumadores em fumar. Não é para mim equivalente à proibição de fumar em restaurantes. Tenho sempre a escolha de, ou comer ao ar livre, ou comer em casa, ou levar uma sanduíche no bolso se não me quiser sujeitar à lei anti-tabaco. Mas voo como daqui para os Estados Unidos, Brasil, Angola ou Inglaterra? A opção é ir a nado? A pé ou de carro? Não brinquemos. Se somarmos o stress que é para um fumador, fazer horas e horas de viagem de avião sem poder fumar um cigarro (eu adormecia antes do avião levantar e acordava à chegada, como terapia) imagine-se a crise que é chegar a um aeroporto e não ter um local onde possa fumar um cigarro. Porque estou em desacordo com esta incapacidade dos nossos legisladores de respeitarem a diferença (o que é isso e todos diferentes todos iguais?) que assinei a petição http://www.petitiononline.com/SalaFumo/petition.html que o José Pimentel Teixeira, autor do blog Ma-Schamba está a patrocinar.


1146. Nem só cigarrilhas se fumam nos casinos
Não é recente a obrigatoriedade de, a acompanhar os produtos, existirem instruções, guias ou manuais, escritos em português. É certo que quem compra um cartão de memória para uma máquina fotográfica ou para outros fins, raramente tem necessidade de ler as referidas instruções o que significa, normalmente, não tomar atenção aos guias que os acompanham. Eu, como sou um bichinho muito curioso, leio sempre tudo, inclusivamente (ou talvez obrigatoriamente), as bulas dos medicamentos. E assim dei por conta que a Transcend ® no cartão SD, que ontem comprei numa conceituada loja da especialidade, o fez acompanhar da pérola que aqui incluo. À atenção da ASAE, por obséquio.
(clique na imagem para ler melhor)

domingo, dezembro 23, 2007

1145. Votos

Eu ainda sou do tempo em que os bloggers corriam tudo quanto era blog a desejar Boas Festas a todos e Feliz Natal aos cristãos. Mas como ando deveras preguiçoso, este ano deixo aqui os meus votos e, mesmo aos não cristãos, desejo um Santo Natal. God bless you all!

sábado, dezembro 22, 2007

1144. Very British ou seria American Style?

Gostei muito de ouvir o nosso primeiro a falar inglês. Deve ter aprendido naquele cursinho da Independente. Porreiro, pá!*


* Cool, buddy!

domingo, dezembro 02, 2007

1143. Que chatice

Esta semana os gajos do outro lado da 2ª circular conseguiram aproximar-se um pontinho mais do Glorioso. Que chatice!

segunda-feira, novembro 19, 2007


1142. Eu só quero entender


Qual é a diferença entre uma carga da polícia de choque fascista sobre trabalhadores em greve e uma carga da polícia de choque socialista sobre trabalhadores em greve? Será o cravo?



(foto retirada algures da net; peço desculpa ao autor por não mencionar o seu nome mas não encontrei)

quarta-feira, novembro 14, 2007

1141. O País Real (1)

O país real - que temos - não é aquele que, ao longo dos anos, dele viemos ouvindo falar Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e Jose Sócrates. O país real (o nosso) é aquele que leva 29 anos a decidir as indemnizações aos sinistrados e familiares de outros que foram vítimas do acidente com o avião da TAP na Madeira, faz hoje 30 anos.

terça-feira, outubro 30, 2007

1140. Aniversários

Se por acaso o PreDatado, blogger, fosse um gajo certinho, aqui o PreDatado, blog, teria feito ontem quatro anos de existência. Assim apenas se pode falar em quatro anos de intermitências e, pior ainda, o tipo que se assina PreDatado não está sequer em condições de prometer que desta vez é que é, toma lá um enésimo fôlego e o Pré estará por aqui diariamente. Vai-se fazendo o que se pode pela vidinha do blog, o que não tem sido muito diga-se de passagem, e ainda se tem o descaramento de confessar que se não fosse a maria árvore, essa sim uma blogger à maneira, nem eu próprio me tinha lembrado que ontem era dia de partir bolo. Assim como assim, ainda continuo de dieta.

quarta-feira, outubro 03, 2007







1138. Dietas, daaaaahhh
Estes belos animaizinhos e o conteúdo destas lindas garrafinhas têm sido as minhas companhias de há um mês para cá. Sete quilos, sete, já se foram e a gravidez (más línguas!) era bluff. Mas ando cá com uns desejos de Queijo da Serra…
1137. Quem tem cu tem medo

Ontem, a Liga para a Conservação da Natureza (LCN) considerou a construção das dez barragens previstas no Plano Nacional de Barragens (PNB) um atentado ao bom estado ecológico dos rios portugueses. Entretanto o Instituto para a Conservação da Natureza (ICN) acha que o PNB apenas põe em risco alguns peixes de água doce. Isto é, sendo a LCN uma ONG (não sei se tem ou não direito à sigla, mas é) pode criticar o PNB, mas o ICN sabe que se criticar o PNB o seu presidente vai COC(*), como aliás acontece com muito boa gente que PABNT (**).

(*) Com O Caralho – [(NA)(***)]
(**) Põe A Boca No Trombone – [(NA)(***)]
(***) Nota do Autor
1136. Iéssare

O inspector Gonçalo Amaral foi demitido do cargo que ocupava como coordenador do caso McCann. Para mim, e salvo outra opinião que me convença do contrário foi uma atitude governativa perfeitamente normal. Os ingleses precisam, de vez em quando, que lhes mostremos que não nos esquecemos de lhes prestar vassalagem. God Save the Queen.
1135. Os números e as costas

ELES fazem um alarido do caraças quando há um número de um qualquer relatório internacional que indica que crescemos 0,00005%. Mas quando os números lhes são adversos, ELES viram as costas a quem os questiona. ELES são assim e faltam menos de dois anos para, de frente, com a cara mais desavergonhada do mundo, voltarem a pedir-nos o voto.

quinta-feira, setembro 20, 2007

1134. Anúncio

EXPLICAÇÕES – do 9º ao 12º ano

Matemática

Física

Química

Economia


Zona de Corroios (Miratejo, Qt Rouxinol/Brasileiro e Santa Marta do Pinhal)

Contacto: vmaf@netcabo.pt

terça-feira, setembro 04, 2007

1133. ALUGO APARTAMENTO

Situado entre o Hospital Garcia de Orta em Almada e o Instituto Piaget, podendo fazer-se o percurso a pé em cerca de 5 minutos, alugo apartamento a estudantes / professores / pessoal hospitalar entre Setembro 2007 e Julho 2008.

2 Quartos mobilados
1 Sala de estar (poderá ser substituída por um quarto no caso de aluguer a grupo de 3 estudantes)
Cozinha equipada
2 Despensas
1 Casa de banho

Boa localização (cerca de 10 minutos de autocarro) também para estudantes das

Faculdade de Ciências e Tecnologia do Monte de Caparica
Escola Superior de Saúde Egas Moniz do Monte de Caparica


Se estiver interessado/a ou conhecer alguém que necessite de alojamento não hesite em enviar e-mail para vmaf@netcabo.pt

domingo, agosto 26, 2007

1132. Lunch Time Blog (estupidamente colocado à hora de jantar...)

Por enquanto estás perdoado. É Domingo, o dia primeiro de Setembro ainda tarda um pouco e as loucuras a que estás autorizado perdoam o mal que te fazem para o bem que te sabem. É por isso que te deixo escrever hoje este Lunch Time Blog. Mas não abuses pois serei teu guardião.

Palavras do Schubert sob os odores tropicais ou uma maneira diferente de cozinhar um frango.

A receita ouvi-a por alto num programa daqueles canais estrangeiros, assim como que a meio da noite, tendo acordado a pensar que a tinha sonhado. Pelo sim pelo não resolvi experimentar. Sou dos que preparam os ingredientes todinhos antes de deitar mão aos tachos pois assim vos relatarei. Escusado será dizer que lavo todos os legumes tão bem que chega a parecer paranóia, limpo por dentro as grainhas e a polpa branca aos dois pimentos, um verde e outro vermelho, morrone mesmo, aos quais faca afiada transforma em pequenos pedaços. A cenoura é cortada às rodelas, a cebola em meias rodelas grossas e de legumes, para já, estamos falados. Não esqueçam que para a confecção vai ser imprescindível um bom azeite, alho em pó, cominhos moídos, polpa de tomate, alecrim, passas de uva e azeitonas. Vinho branco e caldo de galinha. Um piri-piri, dispensável a quem o picante não combina com os ácidos gastro-intestinais e sal q.b. (eu não lhe deitei pitada, pois como sem sal desde há alguns anos, mas mereci os respectivos reparos de quem comigo partilhou a mesa; afinal não estamos sós e não só a marcianos me refiro). Ah é verdade, o frango pois claro! Cortado em pedaços grandes tipo uns oito e está bom assim, vai a alourar no azeite após o que se junta a polpa de tomate, o alho em pó e os cominhos moídos e um copo de vinho branco onde a ave penada suará por breves minutos. Se isto fosse áudio-visual eu mostrava-vos como lhe junto os “pozes” e embebedo o galináceo (melhor dizendo, as suas oito trinchadelas) já quer mãozinha para estas coisas nem toda a gente tem, não acham? Paulatinamente envolvendo o frango nestes sabores (e cheiros) sem nunca deixar pegar, junto-lhe o alecrim e dou-lhe mais umas voltas. Depois de cobrir com os legumes, a ordem é arbitrária pois são para juntar sucessivamente, afoga-se de rasante “o entulho” com o caldo de galinha previamente preparado. O piri-piri pode ser por estas alturas bem como o sal a gosto. As passas de uva e as azeitonas juntar-se-ão depois de 10 minutos de cozedura, já em lume brando, e estará pronto quando os seus 30 minutos tiverem passados, ou melhor quando o vosso frango estiver cozido. Acompanhe com um arroz bem solto ou uma saladinha de alface à parte.

PS. Na nossa casa mandamos nós, isto não é nenhum restaurante e por isso usa-se a colher de pau, pois claro. Tirando o tupperware e o tablier do carro ainda não me sinto muito à vontade com a era dos plásticos. Deixei-me levar pela sede e bebi um rosé, não digo a marca, com um conselho explícito de óptimo para acompanhar queijos e aves. Não esteve à altura dos acontecimentos. Paciência, na próxima volto aos tintos
1131. Assim é que eu gosto de o ver...

disse-me o espelho quando de repente dei de caras com ele; na verdade acordei tão bem disposto que hoje quem faz o almoço sou eu. Até já.

sábado, agosto 25, 2007

1130. Se o Lunch Time Blog morreu, viva o Lunch Time Blog!

O LTB deverá reaparecer no início de Setembro. Em novos moldes e provavelmente não diário. Entenderão porquê na altura própria. Cortei as courgettes amarelas (apetecia-me dizer aqui um palavrão ao exagero do preço, mas um dia não são dias) em pequenas tiras e o mesmo fiz ao alho francês e às cenouras. A cebola, depois de cortada ao meio fica propícia ao talhe em pequenas meias luas. A técnica serve para cortar o tomate ao qual se subtraem as grainhas. Salteia-se num pouco de azeite de oliveira, eu uso virgem extra de 0,7 mas não é obrigatório, e fica-se a saber que a cama de legumes para o meu bife fica pronta quando a cebola apresenta uma razoável transparência. O bife era da vazia e foi coberto de um molho de cogumelos e natas, cogumelos frescos bem se vê, que depois de laminados e cozinhados no azeite de fritar os bifes foram inundados de nata fresca e delicadamente misturados (anteriormente já tinha experimentado em vez do molho de cogumelos e natas, servir o bife coberto de uma fatia de queijo da ilha de S. Jorge; nesse caso optei também por fritar o bife com pimenta verde e rosa). Acompanhei com ravioli com recheio de legumes, cozidos em 9 minutos para ficarem al dente.
Nem sempre consigo encontrar um vinho que acompanhe bem um bife e um cardápio de legumes que juntei neste prato. No entanto apostei num Douro Capela Mor, muito acessível sob o ponto de vista económico, tenho ideia que me custou menos de 3 euros num hipermercado, não muito encorpado, límpido, com um toque de fruta. Acho que ganhei a aposta.

PS. O Schubert está aqui ao meu lado a ver-me escrever o post. Longe vão os tempos em que me pedia para almoçar comigo. Hoje, gato adulto feito, apenas pede para cheirar, dá meia volta e vai-se embora. Mesmo assim foi pertinente ao perguntar-me, se eu não vou escrever o LTB nos mesmo moldes de antigamente porque o fiz hoje? E eu respondi-lhe com outra pergunta: Não conheces o canto do cisne?

segunda-feira, agosto 20, 2007



1129. Cumprimos todos ok?

Recebi da Câmara Municipal de Almada (CMA) a carta que aqui divulgo. Sou proprietário de um apartamento no Concelho de Almada que adquiri aos antigos senhorios dos meus pais há cerca de quatro anos. Este apartamento tem 43 anos de idade e não tenho noção se a CMA alguma vez mandou uma carta idêntica aos antigos proprietários, esses sim, até há pouco tempo, donos na totalidade do imóvel onde se situa o meu apartamento. No entanto, concordo plenamente com a CMA sob a conservação de edifícios. Mas vou mais longe. Não são só os edifícios que contam para a imagem do Concelho. São os edifícios, os equipamentos, as infra-estruturas e muito mais. E como tal vou estar também atento. E este blog irá, até que as pontas dos dedos lhe doam, mostrar aqui onde a CMA ajuda a degradar a imagem do Concelho.

PS. O edifício, do qual faz parte o apartamento em questão, foi alvo no decorrer do ano passado de conservação da estrutura do telhado (o que nunca foi feito nos 43 anos precedentes) estando neste momento a assembleia de condóminos em vias de aprovação de outras obras tais como a substituição da coluna de água, pinturas e isolamentos interiores e exteriores pelo que a carta/ameaça a mim não me incomoda directamente. Apenas para que conste que o post supra nada tem de remoço nem de carapuça enfiada. Mas quem exige também tem de cumprir, certo?

sábado, agosto 18, 2007


1128. Surprise, surprise!
Ontem estava eu muito quietinho a um canto sentado com uma garrafa de champanhe bem fresquinho entre as mãos prestes a vertÊ-la em cristalina taça eis senão quando o bicho telemóvel desata numa toqueira de mensagem recebida e surpresa suurpresa das profundezas do deserto do Sahara esta menina e o seu respectivo se lembram de me desejar feliz aniversário de tal modo me presenteando e me lembrando que aquele calor todo de que estariam sofrendo nao se compadeceria com uma das supra referidas taças e vai daí garrafa à boca até á última gota. Tchim, tchim! À vossa!
PS. Muito obrigado aos que me parabenizaram ontem, através dos mais diversos electrónicos meios, hoje ao dispor da humanidade e, obviamente, àqueles e àquelas que me deram directamente o beijo na bochecha.

quinta-feira, agosto 09, 2007

1127. Lavagens , branqueamentos e vomitados

Estou a assistir na SIC Notícias a uma entrevista a Pinto da Costa que é de ir ao vómito. Já antes assisti, também na SIC, a uma entrevista à irmã de Carolina Salgado para a qual nem me digno gastar adjectivos. Uma jornalista do Expresso é co-autora de um livro de lavagem de Pinto da Costa. A SIC é da mesma holding. Cada vez acredito menos em coincidências.
Nunca, que eu tenha assistido em quase 52 anos de idade, se viu tamanho branqueamento de um arguido em qualquer processo. Nem com Carlos Melancia, nem com Vale e Azevedo, nem com Carlos Cruz, se usou tanto OMO, Ajax ou SKIP. O poder do futebol ou outros poderes, disso já não entendo nada.

PS. As conversas gravadas nunca existiram?

quarta-feira, agosto 08, 2007


1126. Eles estudaram nas mesmas escolas
Pronto, hoje vou comentar um tema muito querido ao meu amigo João Espinho. Vou falar de Beja. Ou melhor, vou falar do Hospital de Beja.

“Atitude centrada no utente, no respeito pela dignidade humana e na promoção da saúde da comunidade;

Cultura do conhecimento, da excelência técnica e da lealdade;

Postura e desempenhos com respeito pela ética e responsabilidade social”

Estes são os Valores, bem escarrapachados na entrada do Hospital José Joaquim Fernandes, SA, em Beja. A entrada foi registada às 11:21h. Os sintomas eram os de cálculos renais. As evidências eram cólicas. O diagnóstico constou de análises e ecografia. Às 12:45 estes exames estavam concluídos. A saída do hospital deu-se às 20.30H. O utente era apenas mais um utente. Outro utente, entrou cerca da 15:00h. Tinha uma luxação num braço, desconheço a gravidade. Antes das 16 e após RX estava de saída. O seu apelido não digo, mas é um dos mais notáveis de Beja. Pode ter sido uma simples coincidência (há quem acredite) mas se não, então os Valores foram pelo cano. Se são estes SA que temos então são iguaizinhos aos de gestão pública. Ou pior.

PS: Não fomos os únicos a ficar 9 horas nas urgências. E não temos oitenta e tal anos como muitos dos que por lá passaram (e passam).

quinta-feira, julho 19, 2007


1125. Começo a entender
Durante a campanha eleitoral que colocou o nosso Sócrates no Governo, tive sempre alguma dificuldade em entender como é o senhor Primeiro Ministro iria arranjar 150 mil novos empregos. Agora vão ser contratados 230 assessores (um por cada deputado) para o Parlamento. Vamos lá homem, já não falta tudo e as eleições são daqui a dois dias! O tempo passa depressa.
foto retirada do google images

quarta-feira, julho 18, 2007

1124. Só uma pergunta (aliás duas)

Será que depois do trágico acidente de ontem em S. Paulo, os iluminados do Portela + 1, ainda continuam a defender a tese? E já agora não querem o +1 em pleno Marquês de Pombal?

terça-feira, julho 17, 2007

1123. baltajar! baltajar! baltajar!

Escrevi em tempos, Abril de 2006, um post, em que contava a história de uma manifestação de Carrazeda de Ansiães de apoio a Salazar. Do post de então coloco o extracto:

Manifestação em Lisboa de Apoio a Salazar. Camionetas vindas de todo o país invadem a capital numa grande manifestação de apoio a Salazar. A Emissora Nacional faz a reportagem da chegada dos manifestantes.
EN – Minha senhora de onde vem?
Popular – De Carrajeda de Anshiães.
EN – Porque é que veio a esta manifestação?
Popular – Bim ber o Baltajar.


Não sei se os que vieram agora de Cabeceiras de Basto sabiam se vinham apoiar o António Costa ou se vinham comer uma sardinhada na Costa. Mas que o estilo permanece, lá disso não há dúvida. No entanto, tal como Salazar, acredito que António Costa também pense que tenha sido uma manifestação espontânea. Ele ainda há com cada presidente de câmara!

segunda-feira, julho 16, 2007


1122. Eu alfacinha,

que não moro em Lisboa, não li nem ouvi de nenhum analista que se atrevesse a dizer: “Cuidado José Sócrates, o Partido Socialista ainda tem uma ala esquerda. Não a menospreze!”

Não sei se a Helena Roseta, ela mesma, encarna essa esquerda (tal como não sou capaz de o dizer em relação ao Manuel Alegre). Mas, quer as presidenciais, quer as autárquicas em Lisboa fizeram unir noutra frente, que não a dos candidatos oficiais, os votos dos simpatizantes do PS – e não só - que não concordam com a política, claramente mais do agrado de Sarkozy, de que José Sócrates tem sido o condutor. E José Sócrates não pode, de facto, menosprezar estas vozes, estes sentimentos, estes votos. É que, apesar da protoditadura em que se transforma uma maioria absoluta, o regime é democrático e “as favas” pagam-se nas urnas. E Sócrates, obviamente, sabe-o. Não se pode é descuidar considerando que não passam de epifenómenos.

sexta-feira, julho 13, 2007

1121. É o mesmo é

Vocês lembram-se de um treinador que baixou o Alverca da 1ª Liga para a divisão de honra? E que conseguiu, no ano em que o Benfica de Trapatoni ganhou o campeonato com o menor número de pontos de que há memória desde que uma vitória vale 3 pontos, deixar o super-Porto, malgré os apitos dourados e coisas assim, apenas em segundo? E lembram-se do treinador que mal pegou no Belenenses mandou-o logo fora da 1ª liga, salvo apenas pelo gong do caso Mateus? E do treinador que levou Moutinho, Nani, Hugo Almeida, Manuel Fernandes, Miguel Veloso e outras estrelas emergentes do nosso futebol a fazerem aquela figurinha triste no Europeu de Juniores deste ano e que nem a penalties conseguiu que fossemos aos jogos olímpicos? Pois, acreditem ou não, é o José Couceiro o mesmíssimo que conduziu a selecção de sub-20 a fazer a vergonhosa figura que fez neste mundial do Canadá. É o mesmo é, acreditem.

quarta-feira, julho 11, 2007


1120. Unions for the boys
As televisões davam ontem grande destaque ao acordo celebrado entre o Governo e dois dos três sindicatos representativos da função pública. Ora eu não consegui ver nada de mais nesse acordo, nem tão pouco estava à espera de nenhuma surpresa. Eu também tenho uma grande facilidade em negociar com os meus compadres e sempre que isso acontece acabamos em jantaradas.
foto: algures da net

sexta-feira, julho 06, 2007


1119. A Zita de que mais gosto é da Carolina Salgado

O que elas se haviam de lembrar. Contar em livro as suas conspirações e os seus arrependimentos. Uma, a uma escala de nível internacional que mete a URSS e o KGB, conspirou contra o País. O 25 de Novembro que o diga. Outra numa escala a nível regional onde mete o Porto e os SD conspirou contra quem se lhes atravessava no caminho. O Bexiga que o diga. Uma a cuspir na mão de quem lhe deu anos e anos a fio de que “comer”. Outra a cuspir na mão de quem a tirou da vida e lhe deu de comer, desta vez sem aspas. Ambas se tentam vingar. Mas gosto mais da Carolina Salgado porque teve a coragem de enfrentar e afrontar um vivo. Zita apenas afronta um morto.

1118. Podes continua a vir cá, meu...
O meu blog perde visitas dia após dia. Este não é um facto que me admire, por um lado, nem que me deixe preocupado, por outro. E não me admira nem me deixa preocupado porque conheço as razões. Não só este vosso escriba deixou de ser um assíduo post-maker, mas também, atrevo-me a acrescentar principalmente, os assuntos que traz à colação são absolutamente desinteressantes. Não tem a capacidade e o bom gosto para escolher entre os melhores fotógrafos, nomeada e fundamentalmente de nus, para publicar as maravilhosas fotos que outros tão bem fazem, não sabe, sequer, transpor do YouTube © os vídeos que todos vêem, não dá dicas nem permite fazer downloads de DIVx ou MP3, nunca publicou um livro, não é citado pelo Rolo Duarte, não se chama Pacheco, já não é professor universitário, nunca foi jornalista, não é uma gaja boa, nem tão pouco é gaja, não faz correntes, não manda mails a publicitar o blog. E é por estas razões e mais que enunciasse que não podia deixar passar sem referenciar e sem homenagear aquele visitante que, há mais de uma centena de semanas, aqui vem todos os dias à procura de “putas pretas”. Na verdade este blog, se tiver que publicar alguma foto, algum artigo, algum comentário, alguma reportagem sobre putas, não fará, isso vos garanto, qualquer discriminação à cor, raça, credo ou filiação partidária ou clubista. Para mim todas as putas têm a mesma dignidade, excepto aqueles novos bufos que começaram a proliferar nas mais diversas repartições e organismos públicos. Mas falar dessas putas, são outros quinhentos.

segunda-feira, julho 02, 2007

1117. Ninguém para o FCP, ninguem pára o FCP, ô é ô!

Agora consta que subornavam o SEF para legalizar jogadores. Este clube é demais, ninguém o pára. Está em todas!

domingo, julho 01, 2007

1116. Herois do mar...

Ontem vi uma excelente nota de reportagem na SIC sobre o parque eólico espanhol na fronteira da serra de Montesinho. À parte das considerações, ecológica, energética, paisagistica, económica e eteceteras de que não vou aqui debruçar-me neste momento, uma informação retive e que não é de somenos importância. No outro lado da fronteira existe um posto médico em cada aldeia. Acresce que numa delas o próprio médico é residente. Aqui, do lado de cá, a ordem é fechar postos médicos. É neste país que se inicia hoje a presidência da União Europeia. Quero ver se no final dos seis meses, os nossos governantes têm vergonha na cara para apresentar as contas de quanto isto nos custou. E, já agora, se conseguem traduzir isso em quantos postos médicos se poderiam manter abertos.

quinta-feira, junho 28, 2007

1115. Sócrates na presidência da CIP ou Bagão no MRPP? Não és homem não és nada...

Meu caro Dr. Bagão Felix,

Eu ainda sou do tempo em que, na rua e na Assembleia da República, os trabalhadores e os deputados de esquerda, mesmo aqueles da tal esquerda moderna e europeia, representada pelo nosso engenheiro e primeiro-ministro José Sócrates, se manifestavam contra o seu código de trabalho. Eu nunca fui de me manifestar muito contra si Dr. Félix, confesso, mas isso tem a ver com uma questão clubista. Veja bem que nem do caricato Vale e Azevedo que quase destruía o nosso clube eu falei mal enquanto ele foi presidente do Glorioso, imagine se eu, sendo você um benfiquista militante, iria contra a sua pessoa. No entanto, tenho de reconhecer que o senhor fez muito mal com o seu malfadado código a muitos benfiquistas, sportinguistas, portistas e, veja bem, até a adeptos do Estrela da Amadora. É que em todos esses clubes e nos outros também, existem trabalhadores que nada viram, antes pelo contrário, melhorar a sua situação laboral, o seu poder de compra o seu modo de vida. E, por outro lado, não existe um único indicador que nos diga que graças ao seu código de trabalho a nossa economia tenha evoluído, a nossa produtividade aumentado e que, o que hoje é mau para os trabalhadores, amanhã seja melhor para os seus (deles trabalhadores, claro) netos.

Pensava eu na minha que, nesse tempo de que falava antes, tamanha algazarra do Partido Socialista na Assembleia da República e mais tarde nas promessas eleitorais tinha a ver com o facto, não lho disse antes mas desculpe-me a franqueza, Dr. Bagão, o seu código ser reaccionário, um atentado aos direitos de quem trabalha e um retrocesso aos quase tempos de Salazar e Caetano. Mas não, santa ingenuidade a minha. Depois de conhecer as conclusões do Livro Branco sobre o Código de Trabalho, que o governo encomendou às para ele, governo, sumidades e que, mais dia menos dia se prepara para implementar, o seu Código, Dr. Bagão Félix, aparece aos meus olhos como um tratado esquerdista sobre as relações de trabalho. E é por isso que lhe digo, Dr. Félix que o senhor não é homem nem é nada se um dia destes ao não der por si a inscrever-se no MRPP. Ou melhor, no POUS, que é para eu ouvi-lo de quatro em quatro anos, nos tempos de antena a clamar pela união entre a UGT e a CGTP. Pergunte à Carmelinda que ela explica-lhe as palavras de ordem.

PS. Ou então não e será Sócrates primeiro a ser nomeado presidente a CIP. Sr. Engenheiro se quiser saber como se evolui pergunte ao seu camarada Pina Moura. Ele conhece os percursos.
(foto algures achada na net)

terça-feira, junho 26, 2007

1114. Eles tratam-nos da saúde, da carteira e da paciência

O Governo prepara-se para actuar de novo no sector da saúde. Uma das medidas do pacote é a de os utentes passarem a pagar uma taxa moderadora exorbitante no caso de serem consultados mais de 3 vezes por trimestre. Ora bem, acredito que haja quem faça da ida ao posto médico um hobby. Se o senhor Ministro o acha, quem sou eu para não achar? É por isso que ele é ministro e eu não, porque ele acha muito melhor do que eu. E os que melhor acham devem ser compensados com cargos de ministros. Mas adiante. O que eu quero perguntar ao senhor Ministro é a quem é que ele vai pedir o pagamento das taxas pela ineficiência, burocracia e incompetência da organização que ele tutela. Quer dizer, que ele acha que tutela. Vamos a um exemplo prático e pessoal que é para ele, o senhor Ministro não achar que é ficção. Eu tenho um pequeno quisto sebáceo que tem de ser removido. Pelo menos a minha médica de família assim o crê. Mas como não pode decidir por ela, mandou-me a uma consulta da especialidade no posto médico, acompanhado de um relatório. O senhor cirurgião, ao fim de dois minutos de consulta, tempo em que esteve a preencher a minha ficha pessoal (a administração pública gasta milhões em novas tecnologias, mas estas coisas não estão ligadas, percebem?), perguntou-me se eu tinha análises recentes. Como de facto eu tinha análises feitas há pouco mais de um mês, marcou-me nova consulta para a semana seguinte para que eu mostrasse as análises. Nova consulta (neste momento já somamos 3), e agora sim podia fazer um relatório para o seu colega de cirurgia do Hospital. E o que constava no relatório? Adivinhem, vá lá! Pois isso mesmo, quisto sebáceo e a respectiva localização. Exactamente igual ao da minha médica de família. Já tive a quarta consulta, desta vez no Hospital. E o que fez o cirurgião, o que foi? Olhou, apalpou e preencheu um documento para que eu assinasse a autorização de extracção do quisto. E o que se passou a seguir, adivinhem de novo. Tirou o quisto? Não! Isso fica para uma quinta consulta. Ah! Mas só leu o relatório do seu colega a meu pedido (na realidade não servia para nada).
Pronto esta é a história de como eu poderei ser penalizado no futuro a pagar balúrdios de taxas moderadores, quando, por minha iniciativa eu fui a uma única consulta que até ver, se transformará em cinco.
Mas como sou picuinhas ainda tenho mais uma coisita sem importância para vos contar. Cronometrei ao minuto (não ao segundo por que não quis) todo o tempo dispendido em deslocações, inscrições, salas de espera e consultas. Não se pasmem porque todos já estão acostumados a isto. Consultas: 8 minutos (inclui os 6 minutos e meio que demoraram os vários intervenientes a preencher fichas). Tempo para inscrição: 64 minutos. Salas de espera 255 minutos.
Sem paciência, a saúde igual e a carteira (daqui a pouco) cada vez mais vazia. Como “eles”, nos tratam bem!

sexta-feira, junho 22, 2007

moon #5: cota_slip_sem_tribo, não cuides dessa barriguinha, não

1113. Por partes que é para não maçar

1. Com esta já é a quarta fotografia cá do cota que publico, além das cegonhas, e ainda não fui convidado para capa de nenhuma revista.

2. Arrepiante aterrar na Portela quando se aterra de Sul para Norte. Estou sempre a pensar quando é que o comandante mete o bicho no estádio de Alvalade. Não é que o estádio de Alvalade me interesse para alguma coisa, mas os seus frequentadores, embora lagartos, não merecem levar com um avião em cima. Prefiro ir lá dar seis a três.

3. Falando sério, há anos, há muitos mesmo, que oiço falar de que o aeroporto deveria sair de Lisboa por questões de segurança. Não do tráfego aéreo mas sim das populações. Hoje em dia parece que é pró-Lisboa quem defende a continuação da Portela. Eu por mim queria ver se quem quer que seja eleito Presidente da Câmara tem tomates para transferir os Paços do Concelho para Alvalade, Lumiar ou Camarate: Era de Homem, hein?

4. Bem sei que não foi Couceiro quem falhou os penaltis. Mas foi ele que escalou os mais novinhos para os marcar. O gajo é mesmo nabo (nabo dará queixa crime? É que isto de escrever em blogs está a tornar-se perigoso).

5. Comprei aquelas minis da Sagres com rótulos design. Até estou com pena de as beber. Mas também estou com sede. Não sei que faça…

6. O Rui Moreira é presidente da Associação Comercial do Porto (ACP) e é comentador residente do “Trio de Ataque” da RTPN. O Lobo Xavier é vice-presidente da ACP e é comentador residente da “Quadratura do Circulo” na SIC Notícias. O Paulo Rangel é director da ACP e é comentador residente do programa “Estado da Nação” da RTP. E eu que pensava que a Maçonaria é que estava em todas. Afinal é a ACP. Ando mesmo distraído.

7. Eu queria escrever mais, mas o TGV deve estar aí a passar e se me distraio ele nem me vê aqui no meu apeadeiro e nem pára (para grande tristeza do Pacheco Pereira que acha que o TGV vai parar em todas).

8. Pouca-terra-pouca-terra-pouca-terra-pouca-terra…

PS. Não caí na tentação de falar, hoje, quer dizer ontem, começou o verão e coisa e tal e o tempo isto e o tempo aquilo e as andorinhas, ups isso é primavera, e as folhas a cairem, ups de novo acho que estou na estaçao errada... é por isso que não escrevo sobre o verão. Dá-me cá uns calores.

quinta-feira, junho 21, 2007


moon #4: cota_slip_sem_tribo com a touca enfiada

1112. A Associação Comercial da Avenida Luis de Camões e pracetas, travessas e ruas confluentes do Miratejo está indignada por ter sido excluída de opinar sobre o novo aeroporto

Ontem vi e ouvi um exaltado vice-presidente da Associação Comercial do Porto (ACP), no programa Quadratura do Círculo na SIC Notícias, o Dr. Lobo Xavier, pelo facto da ACP ter sido excluída de dar opinião oficial sobre a localização do novo aeroporto.

Durante a semana, já tinha visto uma longa entrevista do Dr. Rui Moreira, presidente da referida associação na RTP2 além das pequenas entrevistas entretando dadas a todos os noticiários.

Estou excitadíssimo. Tenho a certeza, ou então não, que nos próximos dias teremos entrevistas e programas com os presidentes e vices da Associação Comercial de Braga, Associação Comercial de Aveiro, Associação Comercial e Industrial de Barcelos, Associação Comercial, Industrial e Serviços de Castelo Branco, Idanha-a-Nova e Vila Velha de Ródão, Associação Comercial da Guarda, Associação Comercial e Industrial da Bairrada, Associação Comercial e Industrial de Amarante, associação Comercial e Industrial do Concelho do Fundão, Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança, Associação Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão, Associação Comercial e Industrial do Funchal, Associação Comercial de Águeda, Associação Comercial e Industrial de Arco de Valdevez, Associação Comercial e Industrial de Macedo de Cavaleiros, Associação Comercial e Industrial de Gondomar, Associação Comercial, Industrial e Serviços do Concelho de Peniche, Associação Comercial e Industrial do Porto Santo, Associação Comercial do Distrito de Évora, Associação Industrial e Comercial do Concelho de Esposende, quer dizer para esta semana chega se não ainda ficamos sem espaço para o Malato o Júlio Isidoro, a Fátima Lopes, o Gouxa e pior que tudo as novelas irão para lá da uma da manhã assim tipo Prós e Contras.

segunda-feira, junho 18, 2007

moon #3: cota_slip_sem_tribo encarnando uma cegonha a cagar de alto para a sonae
1111. O Belmiro também contribui para a protecção da Natureza
Estive uma e só uma semana de férias e aconteceram tantas coisas. Porque é que estas coisas não acontecem quando estou por cá para eu ter algo para escrever?

Por exemplo, adorava ter escrito qualquer coisa sobre Alcochete. Não sobre a vila ou sobre as festas do barrete verde que no próximo mês de Agosto se voltarão a realizar, nem tão-pouco da carreira de tiros. Mas de algo mais substancial tipo o aeroporto. Vamos lá a ver, a CIP escolhe Alcochete como alternativa à Ota. Bom como alternativa pode mesmo ser melhor, quem sou eu para duvidar? Mas a CIP “escolhe” e não há nenhum, mas mesmo nenhum, interesse por detrás? Hummm.. que pena eu já não ter nenhum avô nem avó vivos. Eles conheciam-lhe todas as maroscas, ai não que não conheciam.

Por exemplo, o Berardo, o tal que, entre outros capitalistas, foi aplaudido pelos trabalhadores da PT quando da gorada OPA da Sonae, quer comprar o Benfica. Por amor ao Benfica! O seu desamor ao Jardim Gonçalves rendeu-lhe de um dia para outro, segundo os jornais, mais de 60 milhões de euros. Era uma questão de desamor… e o amor não é muito mais bonito? Quanto lhe renderá, hein?

Por exemplo, voltando ao novo Aeroporto Internacional de Lisboa, o Prof. Ernâni Lopes, diz que desde há 10 anos que achava que a solução Ota só podia ser uma brincadeira. E ficou 10 anos calado até que a CIP o convidou para botar faladura? Ou sua sumidade não podia mesmo ter falado, pois tinha a voz embargada de tanto rir durante estes dez anos de brincadeira Ota?

Por exemplo, o Estado vai privatizar a EP (ex-Junta Autónoma de Estradas, ex-ICERR/ICOR, ex-IEP, cada nome cada estrutura, cada estrutura cada conjunto de tachos). Uma “brincadeira” que culminou com um exercício, mais ou menos bem conseguido, da Ferreira Leite para tirar as contas da “JAE” do OE (deficit oblige) e por aí fora e coisa e tal e que mais dia menos dias acabará, por analogia, por resultar na privatização de outros bens básicos dos portugueses como, por exemplo, as águas, já que a saúde leva o mesmo caminho. Consta que o Prof. Ernâni Lopes, daqui a dez anos, vai dizer que julgava que esta coisa da privatização das estradas era apenas uma brincadeira.

Por exemplo, depois do desaparecimento da pequenita Madeleine McCann, já desapareceram em Portugal bués. Fosse em barragens, em rios escarpados ou em outros locais,consta que já foram todos encontrados. Porque não Madeleine? Este não é um caso para rir, nem agora nem daqui a 10 anos. Já da incompetência, às vezes um sorriso irónico, sarcástico e de desprezo não consigo evitar que se me escape.

Por exemplo podia ficar aqui toda o dia a falar das coisas que esta semana me fariam escrever um post. Mas não posso pois estou cansado. Termino apenas com uma referência à nossa selecção sub-21 de futebol. Após tantos dedos apontados ao árbitro que dirigiu o Portugal-Holanda, ninguém conseguiu ver que ele apenas quis que nós melhorássemos a nossa qualidade em campo? E isso, obviamente, só poderia ser feito com o treinador Couceiro na bancada. Você não quer voltar ao FCP Sr. José Couceiro?

sexta-feira, junho 08, 2007


moon #2: mindinho do cota_slip_sem_tribo excitado com os 24Mb
1110. Estes dois ainda são um caso mais sério
Tomei conhecimento desta quando no passado fim-de-semana estive lá na terrinha. Moreanes, freguesia de Santana de Cambas, concelho de Mértola, tem uma escola primária. Tem-na há muitos, muitos anos. Santana de Cambas também tem uma escola primária. Parece que Santana também tem essa escola há muitos, muitos anos. Na escola primária de Santana há 6 alunos. Na escola primária de Moreanes há 30 alunos. Como Santana e Moreanes distam só (?) 5 kms, a Senhora Ministra mandou fechar uma delas. A de Moreanes, pois claro, porque Santana é sede de freguesia. Com as carreiras de autocarro existentes (uma de manhã e outra à noite), consta que os alunos da primária vão passar a deslocar-se em banda larga rumo a um aproveitamento escolar bem mais elevado que o do Mali. Bom, já que o Sr. Sócrates (ou será Engº?) e a Srª Ministra são coniventes nestes atentados à Educação e já que não podemos demiti-los tão cedo só me apetece rogar-lhes uma praga. Olha que lhes dê um torcicolo no pescoço e passem a andar com a carinha à banda… larga!

quinta-feira, junho 07, 2007

moon #1: sinal na perna de cota_slip_sem_tribo
1109. Eles são um caso sério

Hoje, no jornal da hora de almoço da RTP1, foi transmitida uma reportagem sobre os famosos do fotolog. Gramei ver a descontracção, a simplicidade e mesmo o espírito de humor quer da brasileira Marimoon, quer do português Slip_tribal, mas principalmente a fotogenia, o que também pode justificar a aceitação que têm tido. Todos os dias publicam uma foto deles que no caso dele não percebi, mas no caso dela é quase sempre fotografada por ela própria. Depois, a composição e a Internet fazem o resto. Hoje Marimoon é capa de revista, de muitas revistas, tem clubes de fãs e é também já modelo comercial. Com 180 000 visitas por semana, ela e com mais de 800 visitas por dia ele, tornaram-se assim tão famosos, no seu mundo claro, como o Abrupto ou Paulo Gorjão no mundo deles. Esta história dos logs têm o que se lhes diga, sejam fotologs ou blogs e portanto aqui o PreDatado tem agora um novo sonho na vida. Tornar-se o mais famoso cota_slip_sem_tribo. É muita moon não é?

PS. Para entrevistas ou sessões de autógrafo falem com o meu manager que é quem gere a minha agenda.

quarta-feira, maio 30, 2007

foto descoberta aqui
1108. Oração a S. Judas Tadeu
“… … …” se quiser ter sorte passe esta mensagem a

12 pessoas – vida eterna
6 pessoas – vai ter um desastre mas só parte uma perna
3 pessoas – até as unhas dos pés se encaracolam
0 pessoas – morrerá antes do galo cantar na próxima madrugada.

Às vezes as coisas até têm graça. Um dia destes recebi por e-mail um ponto pê pê esse que referia um teste budista sobre não sei o quê. Depois da preliminar verificação da existência ou não de vírus associado, abri. Era engraçado, esbocei um pequeno desejo e fui anotando por ordem os animais que eu mais gostava, ordenei algumas palavras propostas e também as cores, botei cá para fora um número da sorte e um dia da semana. Depois fui lendo as respostas e até parecia que tudo fazia sentido, eis senão quando, para que o tal esboço de desejo se realizasse, eu teria de enviar o e-mail com o teste a tantas pessoas quanto o número que eu tinha referido antes. Ora como nunca fui escasso a pedir, o número da sorte (?) (tenho-o aqui ainda nas anotações que fui fazendo) era apenas 52 436 124. “Puta que pariu” diria, ao contar-lhe a história, um amigo meu brasileiro que gosta destas correntes. E me perguntou directo: “E você mandou?”.

Minha querida amiga Maria Árvore, gostei de ter sido eleito por ti como um gajo com tomates, olaré se gostei, mas por mim fica por aqui a corrente. Hoje em dia não tenho mais pachorra para correntes. Ou será tomates?


PS. 1. O link para a Maria Árvore não é uma retribuição à nomeação. É o link para um dos blogs obrigatórios na minha leitura diária e que, praticamente desde que nasceu, faz parte daquela coluna da direita. Privilégios! 2. Algumas correntes eu nunca me atreveria a quebrar. Por exemplo, aquelas que agrilhoassem certas pessoas que eu cá sei a uma bola de ferro. Pesada, pesada, pesada…

terça-feira, maio 29, 2007


imagem daqui

1107. E você já consultou um site de sexo?

Um tal de Robert Murat é arguido no mais mediático caso de rapto de todos os tempos ocorrido em Portugal, o da menina Madeleine McCann. Se for caso disso que seja julgado e se for caso disso também que seja condenado. Até lá é arguido por uma razão especial – é o principal suspeito. Por isso há que investigar tudo de modo a encontrar indícios ou provas que o liguem ao rapto da pequenita, ou então que o livrem do libelo acusatório que hoje sobre ele pende. Agora que as “fontes fidedignas” que estão a investigar o caso, sob o título do anonimato, que é assim que rezam as crónicas dos jornais, venham para a imprensa dizer que “vejam lá que o Sr. Murat até consultava sites pornográficos na Internet” essa só lembra ao diabo. Se calhar só lembra à nova Pide e a quem a ela dá cobertura. Eu pensava que o tempo da caça às bruxas já era coisa do passado. Santa ingenuidade.

PS. Eu também consulto a evolução da bolsa todos os dias. Estou com imenso medo de vir a ser investigado nos crimes de corrupção financeira. Ou no "apito dourado". Registos sobre as minhas consultas aos sites de A Bola, Record, O Jogo, etc etc não devem faltar no meu computador.

1106. Caros, lentos e maus
Existem serviços dos quais não podemos prescindir e outros aos quais nos habituamos de tal maneira, que não nos passa pela cabeça ficar sem eles. Sou, por inerência de cidadão (hoje que tanto se fala em cidadania) quase privilegiado, um utilizador de serviços, públicos e privados, em quase toda a plenitude da oferta. Sou, assim, cliente da EDP com quem tenho um contrato de fornecimento de energia eléctrica e da Setegas, a qual me fornece o gás natural para as necessidades do lar. Dos serviços municipais e municipalizados, usufruo do fornecimento de água e da gestão dos esgotos e limpeza urbana. Uma empresa, a título (gratuito?) faz o favor de recolher os resíduos recicláveis, a troca do meu esforço de separação e depósito e da Vodafone, da TMN e da Optimus usufruímos cá em casa da prestação de serviços em comunicações móveis. Já a PT, embora com um aluguer caro, me fornece a infra-estrutura de comunicação telefónica fixa e a TELE2 as comunicações propriamente ditas. A TVCabo permite-me que eu possa fazer uma hora de zapping à volta de cerca de 60 canais de televisão e a NetCabo deveria permitir que eu usufruísse do seu, quase sem reclamação como acontece com toda a panóplia, supra descrita, de fornecedores. Deveria mas não o faz. Porque para mim a NetCabo é o pior serviço do mundo. Eu digo para mim, porque há outros, que apesar de no nosso País haver liberdade de expressão, continuam a preferir guardar para eles a sua revolta. Não vá o diabo tecê-las.

PS. 1. Um dia destes vou-me referir ao telemarkting da PT. Só para a gente rir um pouco.
2. Ficaram por referir muitos outros serviços, mesmo que virtuais, como o serviço público de televisão e o serviço de radio-difusão ou mesmo o de entrega ao domicílio das compras no supermercado, mas isto não era um texto para encher chouriços. Era mesmo um protesto.

terça-feira, maio 22, 2007

foto daqui

1105. Dificil arranjar um título para isto, bom..., talvez Cebolas. Ok, fica Cebolas, não se fala mais nisso.

Eu não tenho muita piada a escrever, tipo daquela que dá logo para se fazer um sketch à la Gato Fedorento ou, menos ambiciosamente, tipo Inimigo Público ou Luís Filipe Borges. Mas gosto de escrever e, mesmo quando trato de assuntos sérios, de deixar um pequeno sorriso nos lábios de quem me lê. Claro que não estou a falar em deixar as pessoas alegres quando escrevo um epitáfio para a campa de alguém que nos é querido, mas mesmo assim, se há uma característica em mim é a de não tentar provocar a lágrima (ía cair na tentação de escrever fácil, mas não escrevo, parece conversa de deputado) no canto do olho de ninguém. E se os olhos se molharem que seja de felicidade! Pois bem, perguntava-me uma amiga, de velhos tempos de comentadora no PreDatado e mais tarde minha anfitriã no Ante & Post, porque é que eu andava tão ausente da blogosfera. Não consegui arranjar uma explicação mais convincente do que a da preguiça (quase sempre sai bem). Como não me pareceu que ela tivesse engolido a desculpa sempre fui adiantando que me faltava a inspiração para escrever originais e que, comentar do jeito que eu gosto as noticias que vão passando nas rádios e nas televisões seria como que plagiar. É que, em boa verdade, cada vez mais, acho que os nossos políticos e os nossos socialites e, como consequência os nossos media, estão numa fase em que não são capazes de produzir uma notícia que eu não ache imediatamente que se trata de uma piada. E depois vou fazer o quê? Plageio ou faço o oposto? Pego numa cebola e começo a descascá-la aqui?

PS. Tal como o António Costa disse a propósito das conversas com a Helena Roseta, as conversas particulares não são para divulgar, mas tenho a certeza que a minha querida Karla não me vai levar a mal se eu cometer a indiscrição de dizer que no meio do nosso “bate-papo” ela me perguntou pelo meu Benfica: Que raiva! Com uma pergunta destas quem é que depois consegue escrever uma piada?

terça-feira, maio 15, 2007



1104. Onde andarão?

Quando deixei de fumar fiz alguma (auto) terapia de substituição começando a mascar freneticamente pastilhas elásticas. Comprei de várias marcas, nos cafés e super-mercados todas sem açúcar mas, para vos dizer a verdade e não para fugir à publicidade gratuita, não me recordo da marca de nenhuma delas. Hoje, que já deixei para trás, também, esse vício de dar exercício aos maxilares deu-me um ataque de nostalgia: E pensei o que será feito das pastilhas elásticas bazooka e das gorila e super-gorila que faziam as delícias da minha juventude. Amanhã vou dar uma voltinha por aí para ver se ainda existem.

quinta-feira, maio 10, 2007

1103. Muda não muda ou vou ficar quieto

Hoje estava decidido a por um ponto final na minha ligação à Netcabo. Estou farto desta telenovela e se eu pago todos os meses a factura, cumprindo a minha parte, a Netcabo tem a obrigação de cumprir a sua parte fornecendo-me as velocidades contratuais.

E que tal se experimentasse a ADSL da Clix? Pensei e estava prontinho para encomendar o serviço. Onze e vinte e cinco da manhã e acesso ao site da www ponto clix ponto pt, está bem, está. Quer dizer, com um cartão de visita assim, onde nem ao seu proprio site se consegue aceder como é que um potencial cliente poderá ter confiança num fornecimento de serviço? Se calhar o melhor é mesmo ficar quietinho.

PS. Terceiro mundo por terceiro mundo se calhar o melhor seria mudar de país. E há alguns com um clima tropical que a gente até se esquece que há internet...

quarta-feira, maio 09, 2007

1102. A Netcabo em capítulos

Mais um episódio (se der, publicarei toda a saga)


8-5-2007


Exmos. Senhores,

Na sequência do problema que vos reportei em relação às velocidades download / upload quero informar-vos que a situação continua na primeira forma.

1. Após contacto telefónico da TVCabo/Netcabo e de vários testes efectuados, propostos telefonicamente, foi decidido enviar cá um técnico da Netcabo.

2. No dia 4 de Maio pp o técnico detectou que o sinal Tx era de cerca de 52dB. Corrigiu-o para 35dB dizendo que agora estava bom. No entanto, não vinha instruído para nada sobre velocidades tendo apenas efectuado a "melhoria" referida.

3. Comuniquei este facto por e-mail à Netcabo no próprio dia 4 de Maio.

4. No passado Domingo, dia 6, fui contactado pela Netcabo e estive novamente em testes com a orientação de um vosso assistente. A comunicação telefónica de mais de 1 hora resultou na decisão de enviarem novo técnico para corrigir o problema das velocidades. Foi-me informado que o técnico viria já munido com os relatórios obtidos nos testes efectuados e que o problema ficaria resolvido.

5. Hoje o técnico compareceu à hora acordada. Não trazia com ele quaisquer relatórios de testes os quais, aliás, desconhecia terem sido feitos. A única coisa "visível" que efectuou foi corrigir os valores de Tx que o seu colega anterior tinha deixado, colocando agora em 47.5 dB com a garantia de que agora sim é que estavam correctos. Portanto a única coisa que fez, repito, foi fazer (bem?) o que o outro técnico tinha feito (mal?). Falou algumas vezes telefonicamente com uma linha de apoio técnico, que desconheço se da TVcabo/Netcabo ou se de algum sub-empreiteiro, de onde lhe informaram que entretanto fizeram o reaprovisionamento do Modem. Desconheço que tipo de operação é. A única coisa que sei é que a situação em relação às velocidades ficou na mesma. Tentei deixar uma observação na folha de obra que me pediu para assinar. Uma vez que me foi impedido de colocar qualquer observação, recusei-me, obviamente a assinar a folha.

Bom, concluindo, a TVCabo/Netcabo tem arrastado a resolução deste problema de uma forma incompreensível. Exijo a resolução imediata sob pena de ter de vir a decidir rescindir o contrato de fornecimento de serviço de Internet com a vossa empresa.

Tal como vos disse no meu primeiro e-mail, reservo-me a liberdade de publicitar pela positiva ou pela negativa a vossa capacidade de resposta a este problema.

Este texto será portanto publicado no meu site pessoal.
Cumprimentos,

quinta-feira, maio 03, 2007



1101. O cantinho do fundamentalista

Disse eu, um dia do passado não muito distante, de que se a lei que proibia fumar em restaurantes e bares fosse avante não me importaria muito com isso. A bares vou a poucos e, restaurantes, pura e simplesmente deixaria de frequentar. A menos que tivessem uma esplanada. Hoje em dia tenho uma opinião diferente. Haja dinheiro e não prescindirei de nenhum, ou melhor, não prescindirei de nenhum que não tenha área suficiente para ter espaço de fumadores. É que muito a custo, muito a custo, já lá vão mais de 3 meses que parei de fumar. E um dia destes é verem-me de novo em bares!

1100. Dúvida minha

Porque é que ontem ao ouvir M. Sarkozy, no debate com a Sra. Royal, me lembrei tanto do Sr. (provavelmente engenheiro) Sócrates? Achei-os tão parecidos. Ando com umas dúvidas estranhas, não acham?

quarta-feira, abril 25, 2007

1099. Quase

Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O Povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade.


Foi assim, pela voz de locutor, de quem não me lembro já o nome, aos microfones da RR no programa Limite, que o tal arrepio na espinha quase me fez subentender que algo de “anormal” se estaria a passar. Depois, depois ouvi o Zeca e fui dormir.

Um grupo de capitães, quase ricos, quase filhos de ricos, ou de quase ricos, que não gostou que Marcelo Caetano os pusesse, a eles capitães de carreira, em pé de igualdade com a escumalha miliciana. Coisas que o império e a guerra tece. Quase que esteve para ser assim, quase que não passaria de uma indisposição corporativa, quase que esteve para ser um golpe de estado falhado. Mas as coisas evoluíram, juntaram-se aos capitães chateados, os capitães esclarecidos e mais os capitães fartos de angolas, de guinés e de moçambiques e juntaram-se muitos mais, juntaram-se tu e ele e juntei-me eu também e juntou-se um povo inteiro para que aquilo que era quase para ser o tal golpe se transformasse numa revolução. E tivemos um nunca negado PREC o da paz, do pão, da saúde e da habitação. Hoje, quase três décadas e meia depois, que o digam os nossos militares em missões nas Balcãs, no Iraque e em Timor, os nossos (ainda milhões) de analfabetos, os mais de quatrocentos mil desempregados, as mães que, cada vez mais têm os seus filhos nas ambulâncias, quando há ambulâncias para ter filhos e os milhares de sem-abrigo que preenchem as noites de Lisboa e do Porto e de quase todo o país. Mesmo com todos os quases valeu a pena e mesmo que apenas pareça que foi quase um sonho, mesmo assim, valeu a pena. E um dia, quando não for possível fazer mais estradas ou túneis para inaugurações pode ser que se cumpram os desígnios de Abril. Eu continuo com esperança. Ou quase.

quinta-feira, abril 19, 2007

1098. Paradigma

Eu utilizo 20 minutos por semana para falar de futebol. Tendo em conta que uma semana tem, se não me falha o cálculo, 10080 minutos, 0,2% não me parece desperdício suficiente para abandonar o “vício”. Destes vinte minutos, dez são utilizados em casa com a família, já que todos gostamos de bola e os outros dez são com os amigos no café, normalmente à segunda-feira de manhã, mais perto da hora de almoço.

Ultimamente, já depois de Fernando Santos, treinador do Benfica ter abdicado da Liga dos Campeões e da Taça de Portugal, lembrou-se este senhor de dizer adeus à Taça UEFA frente a um modesto Espanhol de Barcelona e de não ganhando em casa ao Porto e ao Braga e, embora fora, ao então último classificado Beira-Mar, de deitar fora não só a possibilidade de ser campeão mas também a de se poder classificar directamente para a Champions do ano que vem.

E é aqui que reside o paradigma. Apesar destes importantíssimos temas, os meus amigos do café, faz umas 3 semanas que não falam de bola. Passam o tempo a discutir não sei o quê e não sei que mais, sobre um tal diploma de um engenheiro. Eu devo andar muito distraído mesmo. Será que o Fernando Santos não é mesmo engenheiro e aquela história do engenheiro do penta foi-nos muito mal contada pelo Pinto da Costa?

PS. Ao meu lado, a minha filha acompanhou-me na escritura do post e soprou-me ao ouvido que eu estava baralhado, que o que lá no café falavam era do Sócrates e tal. Vou já pegar nos meus livros da Grécia antiga. Querem ver que aquela coisa da sicuta não tinha nada a ver com portagens mas sim com diplomas dourados?

quinta-feira, abril 05, 2007


1097. Sem mais comentarios...

... só podia ser do Gato Fedorento
foto daqui

sexta-feira, março 30, 2007

1096. Qual o melhor adjectivo?

Manuel Pinho disse hoje no parlamento ao deputado do PSD, Mendes Bota que dizer que se quis mudar o nome do Algarve era uma palermice.
Mendes Bota indignou-se e não admitiu que o ministro lhe chamasse palerma.
O presidente da mesa da comissão pediu ao ministro que alterasse a adjectivação.
Então o ministro disse que, dizer que o Governo quer alterar o nome de Algarve para Allgarve é uma mentira.
Mendes Bota calou-se.

A gente já ouvia por aí, pelas mesas dos cafés e no talho lá da rua, dizer que os políticos eram mentirosos. Não queiram agora também achar que eles sejam palermas.

sábado, março 24, 2007


1095. Só se foi por isto
Um dia, nos idos de 2006, a propósito de um Sorrisinho© de solidariedade que comprei, escrevi assim:

“…Essa bonequinha tinha uma etiqueta, com as recomendações obrigatórias para crianças e a origem do produto: Made in China. Tendo em conta que a PORTA ABERTA acolhe crianças vítimas de maus tratos, não teria sido de bom tom, advertir o comprador do Sorrisinho de que o mesmo não tinha sido fabricado com recurso a trabalho infantil ou semi-escravo? Ou será que foi?”

Entretanto o meu blog está interdito na China. Descobri isso neste site greatfirewallofchina.org e fiquei muito preocupado. Não pela censura na China, é claro, que disso outros mais sábios do que eu já se preocuparam antes de mim, mas sim pelo potencial de divulgação aqui do PreDatado, agora deitado às urtigas. E eu, que já me imaginava a ser visitado por milhares de milhões de chineses a deliciarem-se com este excelente blog, vou ter de despedir o meu dedicado assessor / tradutor de Mandarim. E qualquer dia só me resta mesmo fechar a empresa PreDatado, Lda e deslocá-la, sei lá, para a China. Mas isso não é nada original. Outros mais sábios do que eu já o fizeram antes de mim.

sexta-feira, março 23, 2007

1094. Influências

Eu não sei se é a isto que juridicamente se chama tráfico de influências, quem souber que me ajude. Mas que S. Valentim ainda é um daqueles santos que tem muita influência no coração dos audiovisuais isso tem. Qual 14 de Fevereiro, qual quê. S. Valentim é quando um major quiser. O homem, aliás o Santo, disse ao Expresso (obviamente off the record), que queria ser julgado na televisão. Dona Judite, não, não é a PJ, é mesmo uma senhora chamada Judite, não sabemos porque raio de influências fez logo o primeiro servicinho. A primeira sessão do julgamento foi na sua televisão. Aliás na nossa, porque para a RTP eu também contribuo. Ai não que não que não contribuo. Viva o serviço público. Viva S. Valentim. Viva a bagunça nacional! Viva!
1093. Quem dá e quem tira vai para o inferno (ah é verdade, eles são ateus…)

Eu, cá para mim, o nosso primeiro, quando era pequenino, deve ter levado cá um chapadão de algum funcionário público que jurou “quando eu for grande e for primeiro-ministro vou-me vingar destes gajos todos, olá se vou”. E vai daí, ainda ele leva pouco mais de 2 anos de governo e ainda não parou de se vingar. Agora, desta vez é o número de dias de férias. E tal e coiso que não é justo, e coiso e tal que tem de haver convergência com o privado e tal e mais tal e mais coiso. E é assim, com uma aura de justiceiro que vem atirando areia para os olhos da populaça. O que este senhor e os seus ministros escondem ou não querem que se relembre é que os dias de férias “a mais” foram ofertados pelos governos em contrapartida dos não-aumentos salariais devidos. A bem do País e do deficit, aliás a única coisa que realmente parece interessar ao Senhor José Sócrates Ferreira Leite.


PS. Juro por minha honra que não sou, nem nunca fui funcionário público. Tenho dito.

quarta-feira, março 14, 2007

1092. Ajudem-me…

a descobrir uma semana em que não feche uma empresa em Portugal. Ajudem-me a descobrir quais as medidas que o Governo tem tomado para parar este ritmo.

domingo, março 04, 2007


1091. O gajo é teimoso.

Foram 34 anos na teia. De vez em quando tentava dar uns abanões mas a malha não quebrava. Desde o passado dia 25 de Janeiro que o Pre não pega num cigarro. E não sente vontade de recomeçar. Só não sabe o que fazer quando se levanta, quando acaba de comer, nos intervalos das refeições, ao volante, quando sai de uma loja, quando sai do elevador, quando se senta ao computador, quando pega num jornal, quando lê um livro, quando espera pela srª Pre, quando...
Mas desta vez vai vencer. Querem apostar?

PS. Nem comentem porque ainda estou com a neura.

foto: Jmim roubada daqui.

sábado, março 03, 2007



1090. Uns a cinquenta por cento, outros a 103.

Esta semana o Glorioso Sport Lisboa e Benfica fez 103 anos. Este mês, eu fiz precisamente 51 anos e meio. Cinquenta por cento. Não sei se chegarei a emblema de ouro, só o serei se fizer 50 anos de sócio. Esta semana fui receber o meu emblema de prata. Cinquenta por cento. Tenho dois filhos, um benfiquista e outro, neste caso outra, de um outro clube. Cinquenta por cento. Mas só quem não falhava à boca da baliza era o Eusébio.

Tu, Manuel Galrinho Bento, nunca estiveste a cinquenta por cento. Paz á tua alma. Viva o Benfica!