Não fui ao Salão Erótico de Lisboa. Acreditem, não é publicidade, mas ainda não preciso de motor de arranque. Quem sabe no próximo ano, hein? Utilizei o tempo num fim-de-semana gastronómico e posso dizer que tudo estava delicioso. Pronto, agora, tenho de confessar, é auto-marketing. A refeição foi preparada por mim, mas a minha filha que se aprimorou a fotografar as entradas esqueceu-se de fotografar o prato principal e os doces (os doces foram da autoria da minha cunhada São). Eu sei que estou com 10 quilos a mais do que deveria, mas isso, num rapaz alto como eu (coff, coff, coff) não se nota nada. Para mim o prazer da mesa é um orgasmo.
segunda-feira, novembro 03, 2008
Não fui ao Salão Erótico de Lisboa. Acreditem, não é publicidade, mas ainda não preciso de motor de arranque. Quem sabe no próximo ano, hein? Utilizei o tempo num fim-de-semana gastronómico e posso dizer que tudo estava delicioso. Pronto, agora, tenho de confessar, é auto-marketing. A refeição foi preparada por mim, mas a minha filha que se aprimorou a fotografar as entradas esqueceu-se de fotografar o prato principal e os doces (os doces foram da autoria da minha cunhada São). Eu sei que estou com 10 quilos a mais do que deveria, mas isso, num rapaz alto como eu (coff, coff, coff) não se nota nada. Para mim o prazer da mesa é um orgasmo.

Devo ter dormido que nem uma pedra. Não ouvi o barulho dos helicópteros nem dos caças da força aérea.
Esta manhã as capas dos jornais anunciavam o início da nacionalização da banca. Teixeira dos Santos começou pelo BPN.
Voltei a casa, liguei a televisão e não vi os pára-quedistas de Tancos a invadirem o Ralis (pudera, já não há Ralis). Também não ouvi falar de Jaime Neves nem dos comandos da Amadora.
E este nome Teixeira dos Santos soa-me estranho.Não era qualquer coisa Vasco ou não sei quê Gonçalves? Olhei o calendário e parece-me ser 3 de Novembro e não 11 de Março.
Voltei a cabeça para o lado e continuei a dormir. Devo estar a sonhar.
PS. Dentro de alguns anos, quando o estado precisar de umas coroas, privatizará de novo os bancos e colocará o dinheiro nas mãos dos que os destruíram ou ajudaram a destruir. Até lá António Borges ficará calado e não reivindicará de novo a privatização da Caixa Geral de Depósitos. A História dá muitas voltas, mas repete-se.

Este fim-de-semana assisti a uma reportagem na TV, creio que num noticiário da TVI sobre o transporte de jovens à noite para discotecas. O motorista/segurança transporta os meninos e as meninas pela módica quantia de 100 euros (pode ser divido entre os ocupantes). Leva-os, fá-los entrar sem necessidade de se colocarem nas filas de entrada e vai buscá-los à hora acordada. Não tenho absolutamente nada contra porque se eu fosse rico faria exactamente assim com os meus filhos. Eu não tenho nada contra, mas as autoridades deste país deveriam ter. É que a reportagem foi feita com meninos ricos de 14 e 15 anos (dito na peça). Segundo li há dias, a propósito de uma rusga da ASAE, as discotecas são interditas a menores de 16 anos. A não ser que a idade de entrada seja em proporção inversa à riqueza dos progenitores.

foto daqui
1271. Melhor jogador do mundo
Enquanto tomava o meu descafeinado dei uma vista de olhos pelo jornal A Bola. Um colunista penso que também jornalista, Carlos Santos Pereira mais uma vez cuspiu ódio sobre Scolari por este ter afirmado que considera Lampard o melhor futebolista do mundo. Vejam lá que o ex-seleccionador que tanto gosta do “minino” relegou para segundo plano o nosso Cristiano Ronaldo. Que grande indignação. Olhe lá oh senhor jornalista, indigne-se aí com mais um. Para mim, o melhor futebolista da actualidade é argentino e chama-se Leonel Messi. Se não gosta, coma menos pode ser que não tenha tanta azia.

Por força das circunstâncias sou eu quem faz a maioria das compras cá para casa. Falo da alimentação e de outros produtos de consumo imediato. Como não gosto de estar muito tempo dentro de supermercados ou mercearias, preferindo passar por lá mais amiúde, uso com frequência aqueles cestos/troleis vermelhos de pega preta. Penso que todos os conhecem. Os do Jumbo em Almada (não é a primeira vez que o constato), estão uma nojeira. Digo-vos que me causa por vezes náuseas utilizá-los optando por pegar um carrinho mesmo quando parece ridículo levar duas ou três peças lá dentro.
Hoje comprei uma pasta de arquivo pela qual paguei 2,40€. Na prateleira de onde a tirei estava uma etiqueta com o preço de 1,69€. Parece que este preço era de outra referência que não a da pasta que eu adquiri. Mas colocarem os artigos em locais errados para enganar o cliente, santa paciência. Se não fosse terem-me apanhado num dia cheio de pressa, cujo tempo a perder na reclamação seria mais caro que o diferencial de preços entre as duas pastas, ter-se-iam de haver comigo. Acho que o Jumbo tem de ter mais cuidado.
Cuidado que o Jumbo de Almada também não tem na arrumação e acondicionamento de certos produtos. Por exemplo as embalagens de fiambres, presuntos, peitos de peru e de frango e outros fatiados trazem como recomendação de conservação valores entre os 0ºC e os 4ºC para uns e os 6ºC ou 8ºC para outros. Mas estas embalagens estão colocadas em prateleiras com uma iluminação muito próxima dos produtos. Resultado, quando se retira um produto destas prateleiras as embalagens estão quentes. Eu já reclamei a funcionários que fui encontrando na secção. Não sei se transmitiram ou não a alguém efectivamente responsável mas a verdade é que nada foi corrigido. Eu acho que entre outras coisas há aqui verdadeiros motivos para intervenção das autoridades por exemplo da ASAE, Não acham?
domingo, novembro 02, 2008

1269. Difícil
Dificil não foi bater o V. Guimarães apesar da mais ou menos razoável equipa que tem. Difícil hoje foi, ao Benfica, ganhar à equipa de arbitragem.

No dia das bruxas saiu do Caldeirão dela este selo que aqui se mostra. Eu acho que já o conhecem pois praticamente todos vós já receberam um, uma vez que por cada recebido se devem fazer 15 nomeações. Mesmo tendo em conta que de quando em vez haverão nomeações duplicadas ou até mesmo tripli e por aí fora, o factor multiplicativo é tão grande que se a corrente não se quebrasse aqui e ali, desde que eu comecei a constatar a existência destas nomeações já teria, quase de certeza, dado 10 voltas à blogosfera. E se fosse apenas à de língua portuguesa teria dado muitas mais, embora a alguns possa passar ao lado. Por isso, minha querida Mirian, tenho de te deixar aqui um muito obrigado pela distinção (que eu tenha notado foi a primeira que recebi), mas não vou fazer repassagens que, ou seriam redundantes pelos motivos expressos, ou pecaria de certeza por defeito pois teria muitos mas muitos mais do que quinze bloguistas a distinguir. Sei que com isso perco o direito à ostentação do símbolo mas não me apoquenta. O único que nunca me sai da lapela é mesmo o emblema do meu querido e glorioso Sport Lisboa e Benfica.
sábado, novembro 01, 2008
foto: PreDatado
1267. crónica hebdomadária sem periodicidade e se calhar também sem jeitinho nenhum
Hoje vou falar de coisas de ontem sem vírgulas nem pontos finais porque não me apetece e por isso quem tiver pachorra leia quem não tiver que vá ler o saramago sigamos porque hoje já me fartei de rir ao ler a notícia de que a polícia de intervenção esteve 3 horas a cercar uma casa vazia e deixou os larápios fugirem o que por acaso até acho bem já que se eles fossem apanhados amanhã o juiz os mandaria para casa com a obrigação de se apresentarem na esquadra todas as semanas ou na pior das hipóteses nos intervalos dos assaltos mas o que eu queria referir aqui era uma coisa que também fez manchete que é como quem diz o comendador nabeiro decidiu conceder uma verba à universidade de évora e portanto é de louvar e sendo assim por mim já está perdoado do tal dinheiro que dizem ficou a dever ao fisco pois mais vale tarde que nunca a devolução porque há muita gentinha que não paga nada a ninguém que o digam os jogadores do estrela da amadora que há uma data de meses que não vêem nenhum com a douta conivência da federação e da liga de futebol que desde há muito sabem o que se passas pelas bandas da porcalhota e mesmo assim permitiram a inscrição do clube na liga profissional o que é batota com todas as letras e quanto ao barak e ao outro não tenho nada a dizer pois se por um lado as eleições americanas para mim não são mais do que folclore não gosto nada de países idolatrados como democráticos e que depois elegem um presidente não por um americano um voto mas sim por um colégio tipo câmara corporativa da outra senhora mas nem isso me interessa o que mesmo me interessa é o que se passa nessa grande potência mundial que é a china país que teve de mudar comportamentos por causa dos jogos olímpicos e que agora se constata que os chineses cospem menos para o chão asseados é que eles são e pronto só me falta falar do tintin e do magalhães e também de fazer crónica do social mas há uma data de dias que não estou com o castelo branco e o carlos castro faz o favor de escrever por mim sobre as outras coisas do socialyte ah é verdade já me estava a esquecer é que amanhã eu só escreverei no blog se me apetecer pois ao fim de semana isto é mesmo muito paradinho xau e até segunda ou até amanhã se me apetecer então.
sexta-feira, outubro 31, 2008

1266. Outonos
Hoje o dia está triste.
Sei que chorou
Porque havia lágrimas na minha janela.
(foto : autor desconhecido)
quinta-feira, outubro 30, 2008

Ontem este bog fez 5 anos. Vários foram os votos de parabéns, manifestados na caixa de comentários, no meu e-mail e em referência noutros blogs. Como nomear um a um correria o risco de esquecer alguém, o que seria injusto, tendo em conta também que muitos passaram aqui incógnitos mas não deixaram de passar, a todos quero aqui dizer muito obrigado. E em retribuição oferecer-vos a flor da imagem e não vos vender os versos que abaixo escrevo.
Vendo os meus versos
Mas se vieres com uma mão cheia de moedas
Vou pensar
Os meus versos não valem, de certo, tanto ouro.
Vendo os meus versos
Mas se vieres com mãos sujas de pólvora
Vou pensar
Os meus versos não são, por certo, versos de combate.
Vendo os meus versos
Mas se trouxeres o coração pleno de amor
Não os vendo
Leva-os, são teus.
Versos de PreDatado©, 2008
Foto minha
quarta-feira, outubro 29, 2008
São cinco anos. Aqui na blogosfera. Não é muito nem é pouco, é uma presença e um vício. E tão viciado sou que um dia destes comecei a imprimir em A4 todo o meu blog. E deu naquilo que se pode ver na fotografia. Se em vez de ter posto as folhinhas nos dossiers, as tivesse colocado umas ao lado das outras, tinha aqui metros e metros de texto. Por isso se pode dizer que este blog hoje não fez 5 anos mas sim uns 500 metros ao alto e mais ou menos 700 metros landscape. Parabéns ao PreDatado, nesta data festiva, muitas postagens felizes, muitos quilómetros de vida.
terça-feira, outubro 28, 2008

foto de Igor Vorobey
1263. Às terças…
Devolução
O beijo que de manhã te roubo
De sabor batôn ‘inda mal seco,
Mistura de ácido e de salobro,
Ávido de um pecado que peco.
O beijo de batôn, mistura
De roubo com parte de manhã,
Salobro de líquido e secura,
Misto de divino e de Satã.
O beijo de Satã ou de pecado
Ávido de manhã, seco de sabor,
Tod’o dia me faz acompanhado
Da vontade de ti, de ser amor.
E quando à noite, pecador, eu volto
O beijo roubado ainda há pouco
Com sabores de mistura, já to solto
Ácido, divino, feito louco.
E com pecado de sabor divino
Amamos de mistura e com o beijo
Louco de ser Amor, de ser destino,
Que destino é ser manhã, já te desejo.
PreDatado©, Devolução in Complexus
sexta-feira, outubro 24, 2008

foto de Markus Arns
1262. Mãos
De mão dada, lado a lado, que ela não era de escandaleiras. Ele bem tentava colocar-lhe o braço pela cintura e nem mesmo por cima do ombro ela o consentia. Condescendia apenas em ir de mão dada porque assim poderia controlar a distância do seu corpo ao dele.
Na igreja, ajoelhavam-se um ao lado do outro mas, de blusa quase sempre fechada, retirava-lhe as hipóteses de pensamento pecaminosos quando furtivamente os seus olhos se lhe dirigiam ao colo. E a completar o seu pudor, de diferente malha consoante a estação, longas meias torneavam-lhe as pernas cujo vestido as cobria até bem perto das canelas. Mas por detrás da diáfana cortina que os seus cabelos formavam quando baixava a cabeça em veneração à santa poder-se-ia ver-lhe um brilho nos olhos que apenas um olhar mais atento descobriria uma réstia de pecado.
Nem o escurinho do cinema, aos Domingos, constituía uma tentação para ela. Quando as luzes se apagavam e a projecção começava, concentrava-se na tela sem nunca perder de vista a mão dele a que sistemática e delicadamente empurrava de cima das coxas.
No quarto despia-se lentamente. Sempre em frente ao espelho que lhe conhecia os segredos. E quando o chão do quarto já não comportava mais nenhuma peça de roupa,deitava-se, pegava na mão “dele” e deixava-o aproximar-se.
quinta-feira, outubro 23, 2008

1261. Crise
Para mim isto é um caso muito sério.
Nestas últimas semanas não se fala noutra coisa senão da crise. Bancos e seguradoras na falência, crashs bolsistas atrás de crashs, dores de cabeça com os fundos de pensões, tipos que viram reduzir as suas fortunas em muitos mas muitos milhões de dólares uns e de euros, outros. Depois vêm a s soluções milagrosas, as nacionalizações, à boa maneira de de De Gaule ou de Vasco Gonçalves, os governos a injectarem dinheiro a fundo perdido, que tanto lhes custou a nos roubar para agora os esbanjarem assim, claro muito justamente, para salvar da miséria quem vale agora apenas 500 milhões de euros e muitas casas na Quinta da Marinha e em Vilamoura. Finalmente começa-se a falar em culpados, como não podia deixar de ser. Mas João Pereira Coutinho, no seu artigo no Expresso (aqui) conhece-os a todos. Um deles até vive lá em casa dele várias horas por dia. É a sua empregada de limpeza. Então não é que os pobres desataram a gastar dinheiro que não tinham, vejam bem que até compraram casa e carro? E alguns, que grande descaramento, fizeram férias. Se calhar ainda têm os filhos a estudar, esses desavergonhados. Se não fossem eles isto nunca teria acontecido. Não se pode exterminar essa cambada de pobretanas e voltar tudo à normalidade?

1260. Café ou vibrador essa é a questão
No outro dia estava eu a conversar com uma amiga no Messenger quando ela me disse “espera vou tomar um café”. Regressou pouquíssimo tempo depois com a frase “a seguir ao vibrador, o Nespresso foi a melhor invenção que houve até agora”. Não me posso pôr completamente no lugar dela mas tenho um feeling de que ela tem razão. No entanto, aqui, neste post, não será abordada a problemática do vibrador.
Há alguns anos atrás a Sony inventou e lançou no mercado o sistema de gravação e reprodução de fitas magnéticas denominado Beta. Dizem ainda hoje os profissionais da imagem que foi o melhor sistema alguma vez lançado (falando em tecnologia analógica). Já o VHS tinha conquistado o mercado doméstico e o Beta continuava a ser o sistema dos profissionais. Mas era aqui que residia o busílis da questão. O mercado profissional era uma gota de água num oceano de consumo e por isso em termos comerciais o Beta foi um fiasco. Outros exemplos poderia dar mas penso que é o suficiente para se entender o próximo parágrafo.
Lembrei-me disto agora quando me foi oferecido, num grande espaço comercial, a provar o Dolce Gusto. Dolce Gusto é uma marca comercial de um outro branch da Nestlé, o Nescafé. É um produto diferente do Nespresso (aliás são vários tipos de produto) que utilizam máquinas e cápsulas também diferentes das que utiliza a Nespresso. Mais à frente, noutro expositor encontravam-se as cápsulas da Delta Q e a respectiva máquina. Diferentes também das anteriores. Tenho a certeza (falaremos daqui a uns bons pares de meses talvez até alguns, poucos, anos), que alguns destes produtos vão cair no esquecimento dos consumidores pois não serão mais do que flops comerciais. Ou estandardizam as cápsulas para que uma única máquina as possa processar, deixando ao paladar e ao bolso do consumidor a escolha pelo produto ou uma, com certeza a mais simples e barata, canibalizará as outras. É que não há pachorra (nem dinheiro) para ter três, por enquanto, máquinas diferentes de café na cozinha. Ainda se fossem vibradores qualquer gavetinha os acolheria.
PS. Perguntam agora vocês, amigas leitoras e amigos leitores do PreDatado como é que um génio como este anda para aqui a escrever blogs. Eu, com toda a modéstia que me caracteriza, pergunto o mesmo.
quarta-feira, outubro 22, 2008
Lembram-se do post onde eu falei de um poste inclinado durante vários meses. Pois é, o post do poste foi no dia 25 de Setembro, está lá a foto. Hoje passei por lá e tem um poste novo. Bendito post.
terça-feira, outubro 21, 2008

1258. Cegueira ou só um ensaio?
Foi sem surpresa de qualidade nenhuma (como diria o bom do Vasquinho da Anatomia) que ouvi a notícia de que Pinto da Costa não iria a julgamento em mais um caso do processo Apito Dourado. A ausência de surpresa nada tem a ver com Pinto da Costa. Eu não sei e, para dizer a verdade, nem me interessa saber se o homem andou por aí envolvido em corrupção ou não. Eu estou assim a modos que ora bem porque eu sempre acreditei na nossa Justiça. E acreditar na nossa Justiça passa também por acreditar que o processo do Apito Dourado não vai ter qualquer resultado. Que resultados teve até hoje o Processo Casa Pia? E quantos gangs do car-jacking estão já dentro? E em que deu o caso Madeleine? Onde está o processo Freeport? Como vamos de caso sobreiros/BES/PP? Ah é verdade e o caso BCP? E o Vale e Azevedo? E então a operação Furacão deu o quê? Portanto amigas leitoras e amigos leitores obviamente que não me surpreendi. E também não me surpreendi por ter ido preso aquele tipo que gamou umas músicas na Internet e por ter ido de cana a freira que não pagou a multa por não ter bilhete de metro. É a Justiça. Dizem que é cega.
PS. Imagino que haja alguém ao ler isto que pense “é à Portuguesa”. Pois minhas amigas e meus amigos, “à Portuguesa” é o cozido e tem de continuar a sê-lo por muitos e bons anos. Com porco, chouriço, nabo e tudo o que tem direito.

foto de Giuseppe Sarcinella retirado do blog à frente referido com a devida vénia a ambos, ao fotógrafo e à blogger
1257. A sobremesa
Durante vários meses, aí pelos idos de 2005 e 2006 (ou seria 2004 e 2005?), o PreDatado escrevia uns textos com alguma frequência, chamados Lunch Time Blog, por muitas das minhas amigas leitoras e dos meus amigos leitores também conhecido por LTB. Pois o Lunch Time Blog aka LTB misturava situações com pratos, fazia referência à sua confecção e aspecto, algumas vezes indicava os ingredientes e a forma de os misturar. O vinho era apresentado com devoção e as reacções ao conteúdo, do então seu único (agora são quatro) gato, o Schubert, eram também relatadas, normalmente em post-scriptum. O LTB de vez em quando ainda aparece revisitado quando ao seu autor lhe dá na real veneta, embora o tenha deixado de escrever com a regularidade de outros tempos. Lendo e relendo os textos de antanho constata este escriba que as sobremesas nunca foram o forte, nem tão pouco o leitmotif de tais escritos. E não poderiam sê-lo, porque dessem as voltas que dessem na forma ou no forno, na geladeira ou na máquina dos batidos, levassem natas ou creme de ovos, tivessem frutos silvestres ou tropicais, misturassem chocolate com baunilha ou simplesmente menta com nozes a verdade, a verdadinha é que nenhuma sobremesa chegaria aos calcanhares desta com que nos presenteou a Madalena.
PS. Embora as terças tenham ultimamente sido reservadas para o “às terças…” esta rúbrica não é exclusiva. Quando se justifica escreve-se mais um bocadinho. E a Madalena justificou-o.
foto Predatado
1256. Às terças...
Amo te amar
E é tão prateada a tua voz
Quanto são de prata as ondas do mar.
E se cantas
São as sereias no seu meloso trinado.
Quando te aproximas
É o marinho perfume que me sacode os sentidos.
O teu deitar
Tem a beleza do pôr-do-sol.
Quando fazes amor
É como se o mar galgasse a muralha.
E quando adormeces, os ventos sossegam
E a brisa acalma o mar.
Versos de PreDatado©
segunda-feira, outubro 20, 2008
quinta-feira, outubro 16, 2008

Desligou o motor. Devagar, fechou as janelas e desligou o rádio. Tirou o cinto, aproximou-se dela e beijou-lhe o rosto, acordando-a. – Chegamos, disse .
Já fora do carro, espreguiçou-se, deu alguns estalidos aos joelhos e respirou fundo. Uma canícula completamente fora de tempo, fazia-se sentir. Pelos seus cálculos estariam uns 28 graus o que, para uma noite de Outono, não era costumeiro. Quando ela saiu do carro transmitiu-lhe os seus receios. – Trovoadas, alvitrou.
Por entre um véu de nuvens ligeiras espreitava um projecto de luar. Dentro de três dias seria noite de lua cheia e o que seria normal era terem luz que lhes alumiasse o resto do caminho até à casa. Mas o cheiro da noite e o ar quente, que numa ligeira brisa soprava de Sul, convidaram-nos a ficar por ali mais uns minutos. Encostados ao carro abraçaram-se. Um abraço forte e longo, tão longo quanto o beijo que encetaram. Ele imaginou que se estivesse luar aquela teria dado uma bonita fotografia. Ao mesmo tempo pensou, e bem, que não poderia ser fotógrafo e objecto em simultâneo. Aquilo não era um jogo de espelhos, antes sim um jogo de sedução.
Já no quarto abriram um pouco a janela. Os corpos já incendiados pelos beijos como achas em fogueira de sentidos começavam a ceder. Pouco mais resistiriam a uma noite de amor. Lá fora trovejava.
E quando por fim ele se introduziu no seu corpo suou o ribombar de um trovão. Mas apenas a casa estremeceu. O vento aumentou de intensidade e abriu-lhes as janelas de par em par. Lá fora a chuva caía abundante. A trovoada continuava a fazer estremecer as estruturas de betão. Eles só mais tarde estremeceram. Juntos.
quarta-feira, outubro 15, 2008
1253. QueirozNão há por aí um treinador suplente para substituir este? Um treinador que mete em campo um suplente do Chelsea, um suplente do Inter, um suplente do Manchester, um suplente do Benfica, um suplente do Werder Bremen, provavelmente mereceria que a houvesse um suplente dele próprio para o substituir.
terça-feira, outubro 14, 2008

1252. Às terças...
Ao vento
E eu esperava o momento
E o momento se fez hora
E a hora se fez noite.
E tu esperavas o momento também
E fizeste do momento eternidade.
Param as horas, param os tempos
Só se não acalmam os ventos
Que estremecem os nossos corpos.
Não, não viramos ampulhetas.
Quando nos amamos, abrimos janelas.
segunda-feira, outubro 13, 2008

1251. Reininhos e Reizinhos
Olá amigas leitoras e amigos leitores deste blog. Não tenho escrito porque estive fora. Quer dizer, por acaso estive dentro. Não, não fui de cana. Ainda não assalto bancos (eles é que me assaltam a mim), nem conduzo bêbado. Estive dentro porque o mau tempo que se fez sentir lá no nosso Alentejo foi de tal ordem que, praticamente, não deu para sair à rua num passeio digno desse nome. E quando a gente está dentro o que é que faz? Vê um filme, cozinha (ah pois não!), lê livros jornais e revistas e quando começa a ver as letras aos zigues e aos zagues, liga a televisão e… ouve o Rui Reininho. É um querido aquele rapazinho, eu farto-me de chorar quando o oiço. É contagioso, ele desata a chorar e eu, influenciável e sensível como sou, desato num pranto. O moço para mim é assim tipo um anti-Amália. Enquanto esta chorava a cantar, o Reininho canta a chorar. Mas no meio de tanta lágrima não resisti a dar uma gargalhada. Cantava ele com Sílvia Machete quando no meio da canção apelou à participação do público “everybody”, gritou (chorou) ele. Não informaram o Reininho de que aquilo era uma gala da Fundação Luso-Brasileira? Ou ter-lhe-ão dito que era Luso-Britânica? – Oh cara, era “todo mundo” que você devia ter falado, viu?
Depois de ter visto entregar mais um prémio a José Manuel Durão Barroso fiquei a pensar se com tantas medalhas, prémios e doutoramentos honoris causa, este não será o português mais premiado de sempre. Acho que era por causa de homens como ele que Camões escrevia “…aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”. Era por causa dele era!
quarta-feira, outubro 08, 2008
1250. Ninguém vai preso?
José Sócrates hoje e já ontem Teixeira dos Santos “descansaram” o País assegurando que o Governo (leia-se também o Estado) garantiria os depósitos do portugueses nos bancos nacionais. Tanto quanto eu me lembre nunca ouvi nenhum banqueiro ter vindo a público assegurar que se houvesse uma crise (tipo a que está em curso na Islândia e que nada nos garante que não possa atingir Portugal) o sistema bancário português não deixaria o país entrar na bancarrota. Afinal o que é que estes gajos fizeram aos fabulosos lucros acumulados? E ninguém vai preso? Insisto, ninguém vai preso?
19/02/2008 - 19h47
Banco português Milennium BCP fecha 2007 com lucro de 563 milhões de euros
Quarta, 8 de Outubro de 2008
O banco Millennium bcp anunciou hoje que o seu resultado líquido aumentou 3,5% para os 780 milhões de euros no ano passado, contra os 753,5 milhões de euros registados em 2005 e acima da média dos analistas que apontava para os 766,7 milhões de euros.
BES escapa à crise com lucros de 607,1 milhões de euros em 2007
Lucro do BES supera estimativas em 2006
01 de Fevereiro 2007
O Banco Espírito Santo (BES) revelou hoje ter registado no ano passado um resultado líquido consolidado de 420,7 milhões de euros (M€), mais 50% do que os 280,5 M€ verificados em 2005 e acima das expectativas dos analistas, os quais esperavam um lucro entre os 402 e os 446 M€.
Banca 2008-01-24 16:53
Lucro do BPI cresce 15% e supera estimativas em 2007
O Banco BPI revelou hoje ter registado no ano passado um resultado líquido de 355,1 milhões de euros (M€), mais 15% do que os 308,8 milhões de euros verificados em 2006, e acima do esperado pelos analistas, que esperavam que o lucro da instituição liderada por Fernando Ulrich se tivesse situado entre os 310 e os 339 M€.

1249. Breves
1. Foram atribuídos os prémios Nobel da medicina a 2 franceses e um alemão. Foi atribuído o prémio do melhor carpinteiro europeu a um português.
2. Uma juiza de Sintra mandou em liberdade 3 cadastrados que tinham em casa um arsenal de armas e uma investigação policial de mais de 4 meses. À saída do tribunal um deles declarou à imprensa “felizmente que não pirateamos nenhum disco na internet, pois corríamos o risco de ir daqui direitos para a prisão”.
3. O nosso Procurador-geral parece não ter visto mal nenhum no cartaz do PNR que foi mandado retirar pela CM de Lisboa. No cartaz uma ovelha branca expulsava à patada várias ovelhas pretas. Eu estou com o Procurador. Crime seria se em vez de ovelhas pretas, houvessem também ovelhas mulatas e ovelhas amarelas, já para não falar de ovelhas loiras mas tipo ucraniano não vá serem confundidas de loiras alemãs.
4. O César das Neves tem uma sensibilidade modelada pelo 007, Indiana Jones, Star Wars e outras ficções e de repente diz “nós”. Vade-retro, meu. Mas mesmo que eu estivesse incluído não o apoiaria nessa de criar “contratos” de casamento entre coabitantes tipo tios e tias, sobrinha e sobrinhos, amigas e amigos. Só na tua cabecinha depravada, oh meu. E essa de achares que a maioria da população está contra os casamentos de pessoas do mesmo sexo deve ser só no teu referendo da segunda secção de neurónio do lado supra-orelhal esquerdo da tua cabecinha.
5. O Partido Socialista/Governo reconheceu a independência do Kosovo contra as determinações da ONU. Longe vão os tempos em que o PS criticava a invasão do Iraque exactamente pela mesma razão.
6. Eu sei que a crise económica e financeira também me vai bater à porta mais minuto menos segundo. Mas enquanto ela está ali ainda ao virar da esquina deixem-me rir com estes neo-liberais que passam o tempo a reivindicar menos Estado, agora todos de joelhos a pedirem ajudas aos governos. Parece até que Fidel vai ser reabilitado pelos americanos. Segundo consta a administração americana nacionalizou em alguns dias mais do que Fidel Castro em 50 anos.
7. Rui Costa tem de explicar muito bem ao Quique que o Benfica não é o Getafe. Não se mete um médio defensivo, em detrimento de um avançado, para segurar um resultado de 1-0 a 10 minutos do fim quando se joga contra o Leixões. Ou então explicar que o Leixões não é o Manchester United. O Benfica quando está a ganhar por 1-0 deve querer ganhar por 2-0 e não segurar a vantagem. Desejo-te bom trabalho Rui!
terça-feira, outubro 07, 2008

Suor
Vieste ter comigo
Tão casta e pura
Em ti não havia passado de homem
Nem vestes de fantasmas ou memórias.
Tão limpa como o céu de Agosto
Tão alva como o lençol de linho
Antes que nele nos deitámos.
Tão pura e tão cristalina
Como a água que brota em virgem encosta.
E de virgem encosta brotaram suores.
versos de PreDatado©
foto de
domingo, outubro 05, 2008

1246. Blog Sweet Blog
E se olhas para 750 gramas de açúcar amarelo e dois paus de canela, se ao lado tens um quilo e meio de abóbora menina descascada e três laranjas, a primeira coisa que te vem à cabeça não é ires fazer um sumo de laranja ou fazeres uma sopa de abóbora (onde é que estão as nabiças? E o feijão?). Então não te resta outro remédio do que cortares a abóbora em cubos, juntares o sumo das três laranjas e levares a lume brando juntando tudo (incluindo a canela), com o açúcar. Bem sei que não é rápido, que leva um bom tempinho até que ao passares a colher de pau no fundo do tacho faça uma estrada mas, entretanto, porque não sentares-te um pouco no sofá, leres o último da Steva Casati , se te fizer o género, ou ouvires the best of Radiohead? Mas não adormeças porque precisas de vez em quando de ires mexendo o doce. No final juntas-lhe miolo picado de noz e não te esqueças de comprar requeijão para acompanhar. Dá uma deliciosa sobremesa.
PS. Quem não lhe apetece fazer mais nada elaborado faz doces de fruta. Há coisa mais fácil? E mais doce?
sábado, outubro 04, 2008
O Schubert é o mais velho. Tem quatro anos e meio e foi oferecido ao João como prenda de aniversário. Não lhe conhecemos a origem mas pensamos que nunca terá sido exactamente um gato abandonado. É arraçado de siamês e faz o papel de meu guarda-costas. Cá em casa está onde eu estiver e nem sozinho gosta de comer. Chama-me para que o acompanhe. A Yasmim veio depois. Quando a Ana decidiu que também queria um gato para ela, depois de perder o pavor que ao longo dos anos a acompanhava de tudo quanto era bicho, encontrou-se com a Yasmin num sótão de uma casa de uma dona emprestada. O seu olhar apaixonou-a e, sendo que a primeira escolha seria por uma gata clarinha trouxe a mais parecida com um rato. A Yasmin é a mais meiga e ternurenta dos gatos. Encontrada no meio da rua perdida e abandonada foi a Florinha. É a única que passa as tardes a dormir em cima da nossa cama e a que de manhã nos vem acordar com beijos nas mãos. Não pede nada a não ser festas, rebolando-se à nossa frente. A Charline foi achada no motor de um carro. Chegou-nos a casa com o branco do seu pelo mais preto que o preto do seu pelo. Esta gata preta e branca de bigode à Charlot, dorme nas carpetes e é a mais brincalhona de todos. A alegria dela é esconder-se atrás das portas à espera que brinquemos com ela pela frincha junto à aduela.
Há ainda duas tartarugas num grande aquário que vieram para casa do tamanho de uma moeda de 2 euros e hoje pesam 1,5 e 1,0 kg, respectivamente a fêmea e o macho.
Tratamos da Maria, uma cadela que nos adoptou quando íamos à terra. Apesar de apenas semi-abandonada pois vários na aldeia lhe davam de comer, não tinha dono. Era “nossa” sempre que lá estávamos. Infelizmente a Maria morreu atropelada.
Estes são os nossos animais, até que um dia destes voltemos a salvar pardais caídos do ninho ou pintos acabados de sair do ovo e rejeitados pela própria galinha.
No dia mundial dos Animais fica aqui mais um apelo, porque nunca é demais, NÃO ABANDONEM OS VOSSOS ANIMAIS!
quarta-feira, outubro 01, 2008

1244. Falar futebolês – Equipas portuguesas?
Ontem assisti ao jogo Arsenal vs. FC Porto. Uma vez que sou Benfiquista e não sou hipócrita não venho para aqui chorar lágrimas de crocodilo. O resultado pouco ou nada me interessou fosse este ou o seu inverso. O que na realidade me preocupa, sob o ponto de vista futebolístico evidentemente, o que, diga-se de passagem, nem de perto nem de longe constitui uma das minhas principais preocupações quotidianas, dizia eu, é a descaracterização completa daquilo a que alguns “especialistas” ainda continuam teimosamente a chamar futebol português. O FC Porto entrou em campo com apenas 2 jogadores portugueses. Bruno Alves e Raul Meireles tantos quantos é costume ver alinhar de início no Manchester United, no Atlético de Madrid, no Chelsea ou no Inter e até menos do que em outras equipas da Europa como por exemplo o Cluij da Roménia. É claro que não estou a colocar à margem deste fenómeno, nem o meu clube, o Benfica, nem o outro nosso rival o Sporting, pese embora no último derby o Benfica tenha iniciado o jogo com 6 portugueses (e um treinador espanhol) e o Sporting com 7. Do mal, o menos. Mas chamar a isto futebol português é uma deturpação da realidade e até um abuso de linguagem. Poderemos sim chamar clubes portugueses (e nunca equipas portuguesas) pois isso é inegável, desde a sua origem e historia até à formalidade de estarem inscritas em organismos tutelares portugueses. Quanto ao meu Benfica, isso é outra história. Aquela camisola é tão linda!
terça-feira, setembro 30, 2008

1243. Às terças-feiras...
Por odor (puro odor)
Sabes que já não voo tão alto como o falcão,
Mas quando brota o cheiro do aloendro,
Bato asas e poiso em ti.
E de outros tempos
De falcão, me transformei.
Hoje sou um beija-flor.
Predatado©, 2008
foto daqui
domingo, setembro 28, 2008

1242. Lunch Time Blog
Levantou-se tarde como era seu costume aos Domingos
- Adivinha, disse enquanto tapava, por detrás, os olhos da mulher.
Ela virou-se lentamente ainda com o maço do almofariz na mão e encostou-lhe os lábios – Bom dia, meu amor.
Ele afagou-lhe o cabelo enquanto fungava lentamente o cheiro dos coentros amassados com alho e um pouco de sal.
- Adoro a tua sopa, destapando o tacho onde uma posta de bacalhau cozia para dar sabor à água. – Queres ajuda?
Ela tinha largado o almofariz e abraçou-o. – Não! Quero-te a ti. As fatias de pão alentejano já estavam cortadas, numa cestinha de verga, à espera da sua hora. Baixou o lume da água do bacalhau.
Ele levantou-a um pouco o suficiente apenas para que os pés dela deixassem de tocar o chão. Nos braços e encostada ao peito levou até à cama. Deixaram-se cair enquanto se beijavam ora terna ora sofregamente. Lá dentro os ovos esperavam para serem escalfados. “Fazer amor com cheiro a coentro”, dito quase em simultâneo. Riram no final.
Enquanto ele fritava os jaquinzinhos ela terminava a sopa. Juntou os ovos à água fervente (que teve de ser acrescentada pois já tinha evaporado pela metade) e deixou-os escalfar apenas uns minutinhos para que ficassem cremosos. No fundo da malga onde já repousavam o pisado de coentro, alho e sal e também o azeite puro de oliveira foram colocadas as fatias de pão e depois ensopadas naquela água com gosto a bacalhau cozido e ovos-creme.
Ela beijou-o de novo. Era o sinal para que ele pegasse na travessa onde, já escorridos, os carapaus loiros e estaladiços esperavam para serem levados para a mesa. Ela levaria a sopa.
Ela serviu-o num prato fundo enquanto ele, vaidoso das suas escolhas perguntava – Que tal este Foral de Évora, DOC, 2005 Branco?
Ela cheirou e retorquiu – adoro o teu vinho.

quinta-feira, setembro 25, 2008
É na Rua Cidade de Ostrava em Almada que este candeeiro se encontra há alguns meses neste exercício de equilíbrio. No início pensei que estaria à espera dos Jogos Olímpicos para ver se ganharia alguma medalha em ginástica. Mas os jogos já terminaram e ele mantém-se na mesma posição. Provavelmente os delegados do Guiness estarão atentos e quem sabe, dentro em breve. Figurará no livro dos recordes. Mas falando sério, sério mesmo, o que eu acho é que nenhuma das chamadas “autoridades competentes” deu por isso. Sendo assim há que chamá-las a atenção antes que o poste faça alguns (eventualmente graves) estragos. E depois é como todos já sabem, foi um momento de azar, ninguém terá a culpa como nunca ninguém tem culpa nesta espécie de país.
foto Predatado
quarta-feira, setembro 24, 2008

1240. Nem tudo está perdido
Segundo as notícias de ontem e de hoje parece que aquele tipo vestido de diabo que entrou no campo e empurrou o fiscal de linha no último Benfica x Porto corre o risco de vir a ser preso. Para a outra vez aconselho este senhor a que se dedique a assaltar caixas de multibanco ou vá lá, melhor talvez, a estoirar com explosivos carrinhas de transporte de valores. Assim teria a certeza que não seria incomodado. Mas nem tudo está perdido, quem sabe ele ainda vai ter como companheira de cela esta invasora da foto?

1239. Desembaraçadamente
Tal como a minha amiga Maria Árvore eu também acho o José Mário Silva um rapaz muito simpático e bem-falante. Só o “conheço” do tempo dos blogs diria mesmo só o conheço desde o Blog de Esquerda que, creio mesmo, nem terá sido o primeiro em que participou. Depois, com aspirinas pelo meio fui perdendo o contacto com a sua prosa e pior (para mim, claro) faz muito que deixei de ler o Expresso, excepção feita quando ele me é oferecido aquando da compra de algum DVD do CSI. Apesar da consideração que fiz no primeiro parágrafo não significa, nem teria de significar, que teria de concordar com ele sempre que tece uma crítica a alguma obra literária. Sem assumir a defesa de Rosa Lobato de Faria, não só não fui indigitado para tal como tampouco o saberia fazer, discordo da análise de José Mário Silva aposta neste seu post de ontem de onde realço o extracto “O que separa as duas histórias é o abismo que vai do génio literário de James à prosa desembaraçada, mas tão fácil de ler quanto banal, da autora portuguesa”. Pessoalmente, sou um adepto da chamada prosa desembaraçada e tenho alguma dificuldade em considerar a de Rosa Lobato de Faria, banal.
Lembrei-me a propósito disso de um conto que escrevi que começava assim:
“A disceptação teve o seu epílogo. Estava decidido. Como bom dendrófobo dirigir-me-ía para o deserto. Ele caminharia para os antípodas. Sentia-me fatigado de ser sempre apoucado nas minhas decisões. Assumiria de uma vez por todas o meu eremitismo. O badano, já cambado, haveria de suportar as duas ou três horas que me faltavam para chegar ao destino. Quando as adelfas e as carvalhinhas começaram a rarear nas margens do caminho, o dia abaçanava. A alimária alentecia e nem os golpes de butuca a fariam mover. Paramos. Coligi os escassos haveres, cobri-me com um bedém, com o qual me tinha abispado antes da partida, sentei-me ao velho jeito índio, pernas cruzadas uma sobre a outra e adormeci. A minha mente extenuada achapuçava-se de sonhos. Abentesmas albípedes, cujas restantes partes corporais se não viam, bandarreavam no meu espírito deixando-me azabumbado. Como seria possível em lugar tão ermo me sentir cercado. Acordei abruptamente. Autócnes de aspecto boçal faziam a festa. Nunca na vida tinham deparado com tão alva tez. Com as mãos enrugadas esbarbavam-me o capote como que se inteirando da minha condição de real.”
Era tudo menos uma prosa desembaraçada. Se banal ou não, não sei. A única coisa que sei mesmo é que ninguém leu. Quanto ao cronos subscrevo o último parágrafo do post da Maria.
terça-feira, setembro 23, 2008

1238.Calendário
Calendário
Disse-te uma vez que
As terças-feiras eram dias lindos para amar.
Pois bem não me vou desdizer
Nem tampouco deixar mal vistas as terça-feiras.
Venho só segredar-te que qualquer dia é um dia lindo
Para te amar.
segunda-feira, setembro 22, 2008

PS. Meu caro e prezado José Pimentel Teixeira, este foi o meu modesto contributo para a sua batalha sobre a matéria. Não estamos do mesmo lado, neste caso concreto, mas isso nunca me impedirá de continuar a lê-lo com atenção.
sábado, setembro 20, 2008

1236. A lista
O nome dela estava na lista. Antes, alguns outros nomes e depois também. A lista era longa onde não parecia haver qualquer relação entre as graças. Nem parental, nem profissional. Talvez a ligação de maior nexo fosse a proximidade geográfica. Vários pertenciam ao mesmo distrito e até mais particularmente à mesma península. No entanto, uma análise mais cuidada atentaria que de quando em quando um dos nomes não seria daquelas paragens.
Sempre achei pouco imaginativa a introdução de nomes cortados numa lista. Mas como era inevitável a lista também os tinha. Voilà! O terceiro e o quarto nome cortados e, mais adiante, talvez uns dois nomes depois do dela, um risco a vermelho. A cor da tinta e a distinção do traço indicavam claramente que os riscos feitos sobre o terceiro e o quarto nome teriam sido feitos por outra pessoa que não a do traço vermelho.
Um Bentley grená parou à porta. Uma figura de meia-idade cujas patilhas curtas acinzentadas se deixavam ver por debaixo do boné, de postura ligeiramente curvada provavelmente de vénia acostumada, saiu do banco de chauffeur e diligente abriu-lhe a porta. Uma silhueta magra, toda vestida de negro com uma écharpe cinza e preta, ligeiramente debruada a cadilhos, realçava-lhe o cabelo loiro atacado sobre as costas, saltos altos que na elegância felina do andar a conduziriam ao chefe. Murmurou-lhe um nome. A lista fora consultada e eis que era chegada a sua vez.
Sentou-se discretamente numa mesa de fundo, reservada. Provou e aprovou o vinho. Do jarro, claro está. A travessa de sardinhas loiras e crepitantes não tardou a chegar. Riscaram-lhe o nome da lista.
imagem daqui
sexta-feira, setembro 19, 2008
Bem sei que nesta altura do campeonato eu deveria estar aqui a falar do último assalto a uma farmácia ou à área de serviço de uma qualquer auto-estrada mas isso a TVI, o 24 Horas e o Correio da Manhã fazem-no muito melhor do que eu. Se eu vos disser que com uma saqueta de quilo de filetes de peixe-gato que comprei numa promoção de 60% (hei-de voltar a falar disto), fiz um petisco do caraças graças ao Chefe Silva e a uma tele-culinária que comprei há mais de 20 anos, vocês têm mesmo é que acreditar. Inacreditável é eu ter voltado ao LTB no dia imediatamente a seguir ao Benfica ter levado três na pá em Nápoles. Se a equipa, em vez de seguir as receitas do Quique, seguisse as do chefe Silva as coisas sairiam bem melhor. Era só juntar 30 gramas de margarina, sal e pimenta q.b. (pimenta do reino para quem me lê do outro lado do Atlântico), 1 raminho de salsa, 0,5 dl de vinho branco, 2,5 dl de água, 0,5 dl de azeite, 2 dentes de alho, 1 cebola, 2 tomates, metade de um limão, 1 ovo cozido e depois seguir a elaboração que se segue e, pronto, não haveria massa à Bolonhesa que resistisse. Eu disse massa à Bolonhesa? Ah pois disse, mas era pizza Napolitana que eu queria ter dito. Escrever isto de barriguinha cheia até dá gosto. Até me faz esquecer que o presidente da Câmara Municipal do Seixal, CDU e militante do PCP, substituiu os cantoneiros de limpeza aqui na freguesia de Corroios por uma empresa PRIVADA de limpezas. Mas isso fica para outro dia. Então, os filetes deverão ser cortados em pedaços de cerca de 10 cm de comprimento e depois temperados com sal, pimenta e sumo do limão. Se quiserem peguem no vosso laptop e levem-no para a bancada da cozinha para não terem de decorar tudo. Os tomates deverão ser pelados - tirar o pé, escaldar e pelar - retiradas as sementes e cortados aos pedacinhos pequenos. Cuidado com os tomates (quer dizer, devem ser madurinhos ou o que é que estavam pensando?) que são parte fundamental desta comezaina. Untem um tacho ou uma caçarola com margarina – está na moda outra vez a margarina, já viram o anúncio do judoca Nuno Delgado? - e coloquem os filetes no fundo. Se tiverem de colocar uns por cima dos outros, podem fazê-lo que eles não se zangam. Há outros que passam a vida em cima da gente, deixamo-nos enrab…., cala-te boca, a torto e a direito e em 2009 vamos de novo deixar tudo na mesma. Por cima deitem o sumo do limão (Mirian se estiveres a ler, lê suco de limão, tá?) que estava no tempero, reguem com o vinho branco e também com a quantidade de água referida. Juntem o raminho de salsa e uma rodela de cebola, tapem e deixe cozer em lume brando (cerca de 10 a 12 minutos). Durante o tempo de cozedura nem dá para olhar para a Teresa Guilherme a lixar mais um gajo que quis ser lixado porque… enquanto o peixe coze deitem num tachinho o azeite e o alho e cebola picadinhos e levem a refogar. Logo que comece a aloirar juntem os tomates já cortados aos pedacinhos, mexam bem e deixem apurar mais ou menos 1 minuto e juntem um pouco do caldo de cozer os filetes para ficar assim uma espécie de tomatada. Não sei se estão a fazer segundo a receita ou não, mas a verdade verdadinha é que, apesar da escrita ser longa, a receita até que é meio rápida e deixar-vos-á tempo suficiente para verem as 2435 novelas do Moita Flores e do Tozé Martinho que passam por dia na TV (antes isso que a gritaria da Júlia, chiça!). Provem agora para rectificar os temperos, depois coloquem cuidadosamente os filetes numa travessa, bem escorridos, deitem-lhe por cima a tomatada e polvilhem com o ovo cozido e picado aos pedaços e a salsa picada. Acompanhem com batata cozida ou com arroz branco. A foto de cima tirada aqui pelo Je pode ser que vos abra o apetite.
PS. Por acaso o meu gato Schubert, que já não é aquele gatinho travesso dos tempos iniciais de LTB pois já tem quase 5 anos de idade, anda com falta de apetite. Deve ter enjoado a ração e tem andado à minha roda para provar os meus petiscos. Tenho de perguntar ao Chefe Silva se não tem para lá umas receitinhas para gato siamês.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Carlos Queirós surpreendeu (e foi largamente elogiado) por ter convocado Carlos Martins, Pedro Mendes, Antunes, Dany mas deixou-os na bancada ou no banco. Pôs em campo a equipa de Scolari, onde até Quim se armou em Ricardo e perdeu. Perdeu porque Queirós não é Scolari por muito que doa aos Migueis de Sousa Tavares e aos Ruis Santos da nossa futebolândia.
13m - Comentador TVI "Ricardo Carvalho está quase a tornar-se centenário. Atinge hoje a quadragésima nona internacionalização". Pode repetir que não percebi bem?
segunda-feira, setembro 08, 2008
sexta-feira, setembro 05, 2008

1231. Ele há coisas do caraças
Tenho um amigo que construiu uma casa na Charneca da Caparica – Almada, com piscina e tudo, toma! É claro que a vazão da piscina tem de estar ligada ao colector de esgotos que por lá passa. O meu amigo em vez de falar com os padres fala directamente com o papa. E vai daí, solicitou a obra aos SMAS (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento) da própria Câmara de Almada para fazerem os respectivos trabalhos. A obra, essa, consistia na ligação da saída da piscina ao colector de esgotos e reconstrução da calçada (entretanto destruída para a referida ligação). Solicitou a obra a qual foi executada e paga em devido tempo. Fácil? Fácil! Ah grande CMA, assim é que é. Mas agora surgiu um pequeno quiproquó. O meu amigo ainda não tem licença de habitabilidade e sabem porquê? Porque entretanto foram lá os fiscais da CMA e reprovaram a obra. A calçada está mal executada e o meu amigo tem de mandar fazê-la de novo. A Câmara a reprovar a própria Câmara e quem se lixa, quem é?
imagem encontrada aqui
quinta-feira, agosto 28, 2008

1230. Quem conversa com o guarda-freio...
Desde ontem à noite que a PSP não para com operações de rusga e detenções na Quinta da Fonte, na Quinta do Mocho e no Bairro da Arroja. É provável que face ao crescendo de assaltos violentos e crimes dos últimos dias, que estas operações não fiquem por aqui e outros bairros problemáticos de Lisboa, da Margem Sul e talvez do Grande Porto também sejam sitiados e revistados procurando suspeitos das acções violentas entretanto levadas a cabo. Uma vez estes encontrados e detidos serão apresentados a Tribunal que, à luz dos actuais códigos penal e de processo penal, fará o favor de os libertar com termo de identidade e residência. Os assaltos violentos vão continuar e apesar do blá-blá-blá do governo e da maioria parlamentar, os senhores deputados não podem assobiar para o ar. São eles que fazem e aprovam as leis que permitem todo o banditismo a que temos vindo a assistir. Em tempos, não sei se ainda é assim ou não, os carros eléctricos de Lisboa tinham expostos o seguinte dístico: "Quem conversa com o guarda-freio é moralmente responsável pelos desastres causados por distração". Muitos dos que aprovaram as actuais leis penais estarão ainda a coberto da imunidade parlamentar. Mas a responsabilidade moral essa nunca ficará impune.
foto encontrada aqui
sábado, agosto 23, 2008
1229. Fim-de-semana
Coisas que fazemos aos fins de semana - lavar o carro. Desta vez fui impedido, parece que não cabia dentro do tanque.
(clique na foto para aumentar)






