
PS. Só não entendi muito bem foi essa da cefaleia “antes de”. Será que o desejo, só por si, também pode provocar dor de cabeça? E se uma pessoa se queixar de dores de cabeça, por exemplo ao jantar, antes de ir para cama, isso é sinal de T…?






Se há coisas com que eu embirro é com lições de moral. Sejam lições dadas, sejam recebidas. Mas porque também embirro com mal-entendidos vai ficar aqui um aviso prévio. Este post não é nem pretende ser nada disso. Só um relato e ponto final.







Hoje, o acordo ortográfico (reforma ortográfica como se designa além-atlântico). Tenho recebido imensos e-mails de amigos e amigas do Brasil preocupados com a reforma ortográfica. Parece que por lá toda a gente já assumiu que essa reforma é para valer e vejo alguns blogs começarem a usar as novas grafias. Os jornais e os sites de referência publicam resumos compreensíveis das alterações e há até quem se dedique a escrever alguns versos em forma de mnemónica. Por cá, niente. Já ninguém fala nisso. É para aplicar ou não é? Quem tem filhos no básico que me informe ou quem seja professor do Ensino Básico aqui em Portugal e leia o PreDatado que me digam se já se começou a aplicar nas escolas. É que vejo tudo tão caladinho que não faço a mínima ideia. E não é uma questão de se estar ou não de acordo (incluo-me naqueles que têm muitas reservas em relação às alterações aprovadas) com a reforma que ela não deva ser feita. Se se aprovou é para aplicar. É preciso não esquecer que muitos de nós, os que aqui escrevemos e os que aqui lemos, aprendemos a escrever gaz em vez de gás e a acentuar graficamente os advérbios de modo, coisa que hoje em dia não fazemos e vimos os nosso pais escrever pharmacia, nomeadamente a nossa mãi (não é erro era assim mesmo que se escrevia mãi no tempo dos nossos pais). Se é para ficar, então que se aplique. Eu por mim, irei tomar em atenção as alterações e daqui para a frente tentarei seguir a nova grafia. Vai ser cá um enjoo (viram, viram, sem circunflexo?).



- Estás mais velho – atirou-me mal me aproximei dele. Nem sequer me deu os Bons Dias.
- Quem eu? Claro, tenho mais um dia. – Respondi-lhe, pagando-lhe com a mesma moeda, isto é, sem o cumprimentar.
- Não falo disso, acho-te mesmo mais velho. – Insistiu, sem dó nem piedade.
- Porquê tamanha barbaridade? – Já me estava a sentir enfastiado. Não é que não encare bem este tipo de observações mas, vindo de quem veio, achei estúpido.
- Estás todo branco – disse-o, desta vez meio intimidado com a minha expressão facial.
Saiu-me uma sonora gargalhada e soltei:
- É neve!
(o meu espelho nem reagiu; a palavra é completamente nova para ele; acho que estava a dormir quando há dois anos nevou por aqui depois de mais de 50 sem cair um farrapinho)
PS. Ao contrário do costume, este diálogo com o meu espelho foi completamente inventado. Todos os meus leitores e as minhas leitoras sabem que não costuma haver a mínima ficção nas conversas com o meu espelho. Mas desta vez o tempo pregou-me a partida. Parece que nevou em quase todo o país mas na minha cidade, embora estejamos com 2 grauzitos, brilha um sol radioso.
Foto: João Capote. Chalet Les Diablerets, Suiça



Eu só vou tentar explicar para ver se se entende. Se vocês não entenderem, sendo vocês inteligentes, com toda a certeza do mundo a EDP também não o vai conseguir pois com esse predicado eu não os consigo catalogar.
Eu e os meus PSs nada tem a ver com o partido político que ostenta esta sigla. Esta, que em latim se diz Post Scriptum é mais antiga que aquele e mesmo que o não fosse em termos de utilização tê-lo-ia sido em termos de criação. E apesar do segundo governar com maiorias absolutas que o método do Sr. Hondt lhe confere, muito maior é a maioria daqueles que escrevem e utilizam o primeiro para os fins, provavelmente, similares aos que me fazem utilizá-lo. Pois cada PS meu é usado, normalmente, em duas circunstâncias distintas sendo que se outra circunstância houver a adicionar a estas não serão apenas duas mas serão tantas quantas as que da aritmética dos números resultarem. Essas duas que passo a explicar brevemente para não vos enfastiar de texto que enfastiados andareis pela certa com tanta comezaina de Natal e Ano Novo, para não falar que ainda faltam os Reis e dos respectivos acompanhamentos líquidos que não escassas vezes vos obriga aliviar de joelhos no chão, rabinho içado e cabeça enfiada na sanita ou vaso como lhes chamam os meus amigos brasileiros. Mas adiante as razões serão então, a primeira para completar um texto com um assunto que ainda lhe pudesse ter respeito mas que se desenquadraria da prosa cortando-lhe a sequência, pelo que é melhor tratar mais tarde, sendo que esse tarde acaba por resultar num PS e a segunda, a que mais vezes utilizo é para complementar um texto com uma ou outra nota que lhe não dizem em absoluto respeito mas que não deverão perder a actualidade, quer isto dizer aproveitando o balanço do escriba e o momento de o dizer. Está neste caso o PS ontem escrito sobre o 5000º post do Praça da República que como era bom de ver não se enquadra não só no texto que o precedeu mas também, e principalmente, na imagem com que o ilustrei.








