
Na minha família, tanto quanto foi possível apurar dentro das gerações consanguíneas, a pessoa com maior longevidade foi a minha bisavó paterna-paterna, quer dizer a mãe do meu avô paterno, que morreu com 105 anos. Se eu conseguir viver outros tantos quantos os que já tenho agora, digamos 53 e meio, morrerei aos 107. Record absoluto na família, pois não houve até agora nenhum homem, tanto quanto o saibamos, que tenha sequer chegado aos 100 anos. No entanto, nem as estatísticas nem os cálculos actuariais estão do meu lado, pois a esperança de vida dos portugueses estará nos 80 anos. E vou eu me preocupar com isso? Não!
E na última frase ficou lançada a minha nova filosfia de vida. E vou eu me preocupar com isso? Não! Absoluta e determinantemente não! Nem com isso nem com coisa nenhuma. Não se admirem amigas e queridas leitoras, não se interroguem amigos e queridos leitores se este vosso escriba não mais se preocupar com nada. A esperança é a última coisa a morrer e eu até já chamei as Testemunhas de Guiness para me acompanharem nos meus próximos 53 anos e meio de vida. Mas se morrer antes acham que eu me vou me preocupar com isso? Olhem amigas e amigos, eu estou completamente fora, a partir de agora, aliás de antes de agora já não me preocupo com nada.
PS. O nosso primeiro-ministro disse hoje no Parlamento que não aceita lições de moral de ninguém. E eu bem ralado com isso. Estão a ver a minha cara de preocupado?














































