domingo, setembro 27, 2009
1490. As minhas eleições, minuto a minuto (ou quase) - V
1489. As minhas eleições, minuto a minuto (ou quase) - IV
1488. As minhas eleições, minuto a minuto (ou quase) - III
1487. As minhas eleições, minuto a minuto (ou quase) - II
1486. As minhas eleições, minuto a minuto (ou quase) - I
quinta-feira, setembro 24, 2009
1485. On the rocks

Entrei no quarto e vi-a com aquele sorriso lindo que me fazia sempre quando eu chegava. Bem sei que naquele dia regressei um pouco mais tarde mas, de facto, tive um dia muito agitado. Tão diferente e tão estranho que, ao contrário do que era habitual, resolvi relatá-lo, enquanto me despia. Tirei primeiro os sapatos e arrumei-os como habitualmente. As rotinas estão-me no corpo. Depois abri o botão da camisa, junto ao pescoço e saí para preparar um whisky. Se ela não estivesse deitada era ela quem mo prepararia. Gostava de ganhar um beijo de lábios frios de gelo, doce e prolongado, derretendo o cubo, num abraço apertado e terno. Depois pendurei o casaco nas costas da cadeira do quarto. Normalmente é ela que o pendura enquanto eu a aperto por detrás, dificultando-lhe a tarefa e ela me olha com um olhar cúmplice por cima do ombro ao mesmo tempo que dou uma gargalhada e desaperto o nó da gravata. Continuei a contar-lhe o meu dia, mas ela nada me respondia. Com aquele sorriso não poderia estar amuada com certeza. Estaria no mínimo a ser sarcástica, mas não era esse o tipo de expressão que fazia. Tirei as calças, foi à casa de banho e molhei abundantemente o rosto. Lembrei-me, entretanto de lhe dizer que encontrei esta manhã a descer no elevador, o António, o filho da D. Gina de quem ela gosta tanto e lhe oferece rebuçados e cromos. Tirei a gravata e arremessei a camisa para o cesto da roupa. Bebi de um gole o resto do whisky, bochechei e gargarejei com o eterno elixir de menta e enfiei-me nos lençóis. Já nem lhe iria falar do almoço que tive com o Dr. Gregório quando um estranho arrepio me percorreu o corpo. Toquei-lhe de novo. Não havia dúvidas, estava gelada. Olhei-lhe o rosto e apercebi-me de que estava morta. E no entanto continuava a sorrir-me.
Foto de David Le Beck via Imagens
sábado, setembro 19, 2009
1484. Lunch Time Blog

Não me pareceria descabido se hoje vos viesse falar da óptima feijoada de choco de com camarão, que comi no café da minha sobrinha Sofia e do arroz doce feito pela minha cunhada. No entanto, e embora o repasto estivesse de estalos, não é exactamente isso que me leva a fazer este post. Há quem ocupe o tempo de almoço a comer e há quem, de vez em quando, tire uns minutos ao dito cujo para tratar de alguns assuntos pessoais. Vejam bem que o meu filho pensou, ontem, em ir renovar a carta de condução. E se o pensou assim o fez. Teve de calcorrear 3 locais diferentes da cidade, usou os transportes públicos e para obter a carta de condução, de permeio, teve ainda uma consulta de optometria para certificar da sua capacidade em termos de visão. Isto tudo demorou-lhe cerca de uma hora e meia que incluiu também a burocracia e a execução física da carta. Ainda assim esteve cerca de 5 minutos à espera da entrega da dita. SIMPLEX!!! Pois, mas isto foi na Suiça, em Lausanne e não propriamente aqui. Aqui seria cerca de dois anos, perdão dois meses, também não exageremos.
PS. O Schubert, hoje na brincadeira com a dona deu-lhe uma dentada. Ficou de castigo e não foi connosco aos chocos. Ficou a ração e é bem feito!
Foto retirada daqui do blog saboroso
sexta-feira, setembro 18, 2009
1483. Escadas
Fetiche, prazer, ilusão, vertigem. E quanto mais altas mais atractivas. Era o abismo? Era o desejo? Chegou a fazer amor nas escadinhas da Madalena, no último degrau, numa noite de Verão sem brisa, pelas quatro da manhã. E também no escadote lá de casa enquanto trocava as roupas de primavera/verão com as da estação anterior. Na praia, nas escadinha de acesso ao areal, quando o sol se acaba de pôr e os últimos veraneantes do dia ainda restam na paragem do autocarro. E os seus olhos riam, não sei se depravação ou cumplicidade quando me contou que fez amor com um peregrino nas escadarias do Bom Jesus. Fui visitá-la à clínica psiquiátrica onde foi internada e levar-lhe algumas fotos de escadarias, que recolhi aqui e além, depois de ter sido apanhada em flagrante a fazer amor com um bombeiro no alto de uma escada Magirus.
Foto PreDatado©, 2008
quarta-feira, setembro 16, 2009
1482. Por aí

- A criança entrou no restaurante pela mão da mãe. Virou-se para ela e disse: “Mãe, quero ir mijar”. Aos 4 anos de idade talvez ainda vá a tempo de aprender.
- Ontem na TVI24 os candidatos dos cinco maiores partidos, à Câmara Municipal de Almada, tentavam discutir os problemas do Concelho. Tentavam porque a presidente em exercício, candidata da CDU, Maria Emília Sousa, não deixou. Interrompeu sempre, sublinho sempre, mal-educadamente todos os outros, num estilo de mercado que já não se usa. Talvez já não haja tempo para aprender.
- Agora para uma coisa completamente diferente. O facto de este vosso servo vos servir também Volúpia não deixou de produzir Guerra de Travesseiro. São coisas completamente diferentes e a Janette ficaria brava se alguém ousasse confundi-la.
segunda-feira, setembro 14, 2009
1481. Volúpia

Quase inevitavelmente a ideia só poderia ter sido de quem escreve e de quem publica os mais bonitos trechos e as mais bonitas fotos com aquele voluptuoso sabor a morangos maduros, a Madalena Palma. Mas a Mad não se ficou apenas pela ideia, pôs também mãos à obra e criou um novo espaço onde a volúpia passou a ser a rainha. Tal como ela disse ontem no seu blog, estão muitas arestas por limar e vários conteúdos por preencher mas mesmo assim já vale a pena começar a visitar este espaço. Aqui este vosso amigo, tem a honra de ser um dos colaboradores do Volúpia, onde, deixa para trás o pseudónimo e escreve sob o seu próprio nome. O texto Pulsos é assim da minha autoria. Outros se seguirão. Quanto à Madalena, os meus sinceros parabéns. Quanto a vós, amigas e amigos leitores do PreDatado comecem já a correr para lá.
Foto m S descaradamente roubada ao Volúpia
PS. Como o Volúpia é para maiores de 18 anos este post deve ser entendido como uma recomendação ao "meu público" adulto.
quinta-feira, setembro 10, 2009
1480. O ambiente agradece

A minha médica pediu-me este mês uma bateria de análises. Rotina para quem já foi anémico, tem o colesterol elevado, os indicadores hepáticos no limite, o ácido úrico a rasar a trave e o receio, dados os antecedentes familiares, de que possa vir a ser diabético. Estas análises faço-as normalmente todos os anos (só repetindo aquelas que possam apresentar valores suspeitos, em outras periodicidades), mas eu deveria exigir que uma dela fosse obrigatória pelo menos de 15 em 15 dias. Trata-se daquela que obriga à recolha de urina 24 horas que, por inerência e desconforto do transporte do recipiente as ditas 24 horas, de cá para lá e de lá para cá, me obrigam a, praticamente, não sair de casa, ou, se sair, não me distanciar muito e entrar mais apertadinho que muitas virgens, vocês sabem o que eu quero dizer. E porquê, se é assim tão restritivo e até ditatorialmente asfixiante da liberdade individual, porquê, repete-se, ter de fazer essa análise ao xixi cada 15 dias? Pois bem: se se mija para o frasco não se suja a sanita, não é? E se não se suja a sanita não se tem necessidade de descarregar o autoclismo, óbvio. E durante 24 horas, o ambiente agradece. Alguém conhecia esta minha costela ecológica?
PS. O não andar a escrever diariamente no meu blog prende-se com vários factores que merecem uma explicação pública. Um dia destes farei um post com os vários items. Ou não.
segunda-feira, setembro 07, 2009
1479. E portanto, um véu
EfemérideE portanto, ali estavas à espera
E eu apareci possessivo e te tomei
Te quis minha.
E portanto, ali estava, eu, à espera
E tu apareceste possessiva e me tomaste
Me quiseste teu.
Aceita? Sim, aceito.
Aceita? Sim, aceito.
E nos deitamos.
E portanto, tu me chegaste
E eu te despetlei, flor.
Foto PreDatado
sábado, setembro 05, 2009
1478. Se souberem quem queira...
sexta-feira, setembro 04, 2009
1477. O meu mês eleitoral

Vamos ver se eu sei dizer isto. Para mim existem dois tipos de poder: o económico e o político. Na generalidade, nas democracias europeias do tipo da que temos em Portugal, pertence à Direita o poder económico e pertence à Direita ou à Esquerda, conforme a vontade popular, o poder político. Daí que eu considere, logo à partida, uma desvantagem das esquerdas neste tipo de regime e, pior ainda, quando o poder, estando nas mãos da esquerda (ou auto-intitulada esquerda), esta o desaproveite e exerça esse poder com políticas de direita. Isto é o que eu penso da governação do Partido Socialista dos últimos anos, mas será o povo português a fazer esse julgamento, não antecipo resultados, apenas dou opiniões. Quando posso.
Ora, não tendo eu, pelo que disse acima, em muito boa conta esta governação socialista que agora finda acharia inadmissível se o PS tivesse alguma coisa a ver com a decisão da administração da TVI em suspender o Jornal Nacional das 6ªs-feiras. E porquê? Porque acho que a administração da TVI exerceu o seu poder (económico), como exerce esse poder qualquer administração de qualquer empresa de gestão capitalista. A administração de uma empresa nomeia e exonera direcções, define e implementa estratégias, valida ou invalida as tácticas de actuação. E isto foi o que fez a administração da TVI. Este apanágio das empresas, suporte aliás do capitalismo e sempre apoiado pela Direita, não é válido para empresas de comunicação social? Não é válido para a TVI? Ou terá sido mais um golpe da direita para tentar tirar (ou recuperar) o espaço político que o PS nestes últimos quatro anos e meio lhe roubou? E este alarido do PSD e CDS é o quê?
terça-feira, setembro 01, 2009
1476. Início do mês político.
quarta-feira, agosto 26, 2009
1475. Se alguém souber quem queira, mande-me um e-mail

O meu sogro era uma pessoa humilde de cuja vida não faziam partes grandes manifestações sociais. Casamentos, baptizados, festas de aniversário, um ou outro convívio entre amigos e funerais, quase que poderia resumir assim a sua participação na vida colectiva. Ah, é verdade, o meu sogro votava e não dispensava de se apresentar de fato e gravata no cumprimento do seu dever cívico. Poderíamos assim pensar que, para tão resumidas necessidades, não lhe fosse necessário ter um guarda-roupa por aí além, mas na verdade a coisa não era bem assim. Só dos genros e filho “herdava” em cada estação uma substancial quantidade de camisas que, ora porque tinham passado de moda, ora porque um colarinho menos apropriado não lhes assentava bem a gravata, ou ainda porque genros e filho decidiam engodar mais do que os botões das ditas camisas suportariam. Mas calças e fatos tinham o mesmo destino pelas mesmas razões ou até outras. Se acrescentarmos as pouco originais prendas de aniversário e Natal com que a família o brindava, ele era pulôveres, ele era camisas, ele era peúgas, ele era ceroulas, quando o meu sogro faleceu deixou algumas dezenas destas peças em roupeiro. Pois minhas queridas leitoras e meus queridos leitores, vocês nem imaginam a dificuldade que nós cá em casa temos tido para doar este, modesto mas asseado, espólio. Nem lares, nem asilos, nem igrejas, nem mesmo particulares necessitam de nada disto. Tenho mais medo de que seja presunção do que pobreza envergonhada. Esta última, eu compreendo, a primeira entristece-me.
Esta foto publicou o LFM há mais de dois anos no blog dele. Fui lá e pifei-a mas não sei quem é o autor.
segunda-feira, agosto 24, 2009
1474. Fado - uma das minhas paixões

Na verdade não quero que pensem que estou aqui a dar graxa, a donner de la graxe, giving graxation, geben graxichen ou a rasgar seda (mania de complicar né mesmo, mermão?). Eu sei e já tenho afirmado que O PreDatado é o blog que tem os melhores leitores do mundo e, por certo ninguém me desmentirá, também os mais cultos. Obviamente que nem todos terão o mesmo grau de conhecimento em todas as matérias mas é esse ecletismo de cognição, atrever-me-ia mesmo a designar por esse boião de cultura e, se não considerarem exagero meu, até me referiria a esse mix de experiências civilizacionais que honra e prestigia este humilde blog que foi criado no intuito, único e exclusivo, de ser pasto para alguns dos vossos momentos de ócio, ou quando já não houver mais livros do tio Patinhas para ler na prateleira do móvel livreiro da casa de banho, ou ainda para quando acaba o programa da Marta Croft no TVI24.
Posta que foi a brevíssima introdução supra, eu sei que vós merecíeis muito mais, vamos lá ao que interessa mesmo e sobre o qual eu quero a vossa ajuda. Lucília do Carmo foi uma tremenda fadista que malogradamente faleceu há já 10 anos atrás. Dentro da sua vasta discografia consta o fado Loucura. Neste fado, de letra lindíssima, Lucília do Carmo cantava o seguinte refrão:
Chorai, Chorai
Guitarras da minha terra
O vosso pranto encerra
Minha vida amargurada.
E se é loucura amar-te desta maneira
Quer eu queira quer não queira
Não posso amar-te calada.
Ora ontem assisti a um espectáculo da linda Ana Moura (vide PS) onde esta cantou Loucura que eu conheço como Loucura (sou do Fado) cuja primeira vez que o ouvi foi na voz de Carlos do Carmo, filho de Lucília do Carmo e que, no entanto, Ana Moura atribuiu a Lucília do Carmo. Embora utilizando o mesmo arranjo musical, a letra é completamente diferente sendo que o refrão é:
Chorai, Chorai
Poetas do meu país
Troncos da mesma raiz
Da vida que nos juntou.
E se vocês não estivessem ao meu lado
Então não havia fado,
Nem fadistas como eu sou.
E agora pergunto eu: entre os meus leitores e as minhas leitoras há alguém que me consiga informar se o fado Loucura (Sou do Fado), este último, é mesmo da autoria de Lucília do Carmo, ou então, conhecem alguma gravação de Lucília do Carmo cantado esta versão de Loucura? Porque da primeira versão tenho eu e se ficar em branco nesta resposta até as minhas guitarras vão chorar.
PS. Ontem assisti ao concerto de Ana Moura nas festas de Corroios. Eu chamei-lhe linda porque de facto o é. É-o como mulher mas isso não vem ou caso ou se calhar até vem. Deixemos assim. Linda como fadista, pela qualidade da sua voz, pela qualidade do seu repertório, pela qualidade dos músicos que a acompanham, pelo rigor do traje, pela atitude em palco. Linda como pessoa, pela sua humildade. E é este ponto que hoje trago à colação, mesmo correndo o risco deste post scriptum poder ficar mais ou menos chato. O Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Corroios e a Comissão das Festas de Corroios (não sei se é assim que se chama) que tão boa conta costumam dar (e têm dado), do recado com uma “feira” bem organizada, variada na oferta e divertida, diga-se em abono da verdade, com espectáculos de qualidade todos os anos, a qual os do presente ano confirmam e culminam, não poderia criar uma prerrogativa entre os feirante para que, quando um espectáculo do nível e do âmbito do da Ana Moura, todas as outras barracas e locais de diversão desligassem a música? Não custava nada, pois seria pouco mais de 1h30m e escusava de se ter misturado Búzios com Quim Barreiros, Loucura com Emanuel, Aconteceu com Rute Marlene e o meu amigo João com Nelson Ned. Não fosse a humildade que enobrece os grandes e estou convencido que Ana Moura se teria recusado a cantar. Para rever. Se alguém lhe puder chegar este recadinho (ao presidente da Junta, claro), agradecia.
Foto de Lucília do Carmo retirada da net, onde consta em vários blogs e artigos a seu respeito.
sábado, agosto 22, 2009
1473. Andamos por lá perto

Vou-vos contar uma coisa mas não digam a ninguém. Aqui o Pre é um gajo de números, não fosse o tipo ligado às engenharias e às matemáticas, mas há números para os quais não está, definitivamente, talhado. Dou-vos dois exemplos simples com os quais podereis constactar essa sua não afinidade para certas conjugações algaritométicas (nem a palavra existe). Esta semana estava ele, o Pre, aqui confiante que lhe iriam sair os 74 milhões do Euroditos, os quais diga-se de passagem já pouco lhe pertenciam dada a distribuição que, previamente, fez dos mesmos e, tufas, nada de nada que é como quem diz niente. Estais já todas e todos vós leitoras e leitores, respectivamente, a pensar, os números não querem nada, mesmo nada, com o Prezinho, sem mesmo saberem que nem os números nem as estrelas pois o zerão também se aplica a esses dois algaritmozitos suplementares. O segundo exemplo tem a ver com o número de visitas de “O PreDatado”, obviamente coisa muito mais séria do que o Euromilhões, de tal forma que é preciso cuidado para dizer isto. Os outros blogs, os famosos, os dos pilantras como aqueles que andam por aí a trocar bandeiras, os dos gajos amigos dos amigos daqueles que vocês sabem e, finalmente, até os bons blogs, é num ápice. De um momento para outro pimba, tufas (outra vez) e plim, e lá estão eles, nas 10, nas 50, nas 100 mil visitas e, horrores dos horrores, a ultrapassar um milhão de visitantes em pouco mais de um ano. Cá o nosso Pre está nos seus 99.932 (número que não variou desde o início da escrita deste post até à sua publicação), que é como quem diz quase nos 100 mil em cerca uns míseros quase 6 anitos nestas andanças. E isto quer dizer muito. Quer dizer que não é qualquer merdas que vem aqui ler este blog. Os poucos que cá vêm são os melhores leitores de blogs do mundo. São poucos? Ah pois são, mas são os melhores. E mainada!
Pic from Copyright 2009 Kellene Bishop at http://womenofcaliber.wordpress.com/2009/07/20/my-wish-100000-women-strong/
sexta-feira, agosto 21, 2009
1472. Benfica TV

Inenarrável este rapazinho. Não é a primeira vez que vejo um jogo do meu Glorioso S. L. Benfica na Benfica TV e de cada vez que o faço farto-me de rir. A Benfica TV não é uma televisão privada embora seja uma televisão privada. Parece um contra-senso mas não é. Eu explico. Embora seja uma televisão privada de estatuto não é um canal de TV para ser visto à porta fechada, entre confrades que se riem muito das próprias piadas. Está inserida num pacote de oferta de um operador, com licença atribuída por Entidade Pública. Como tal deve ter, independentemente da linha editorial com a qual digo de passagem que embora não a conheça subscrevo-a porque será com certeza em defesa do meu clube, dizia eu deve ter sobriedade mas, essencialmente qualidade. Ter um relator/comentador dos jogos de futebol que não só identifica o nosso treinador como Jota Jota (eu vou assumir para mim a dor e pedir desculpa ao grande Jacinto João, ex-jogador do Vitória de Setúbal, esse sim universalmente conhecido nos meios futebolísticos como Jota Jota), como para ele faz parte da nossa equipa o Angelito (anrrelito), o Pablito, o Fabinho, o El Conejito (el conerrito), o Tacuara e para já fico-me por aqui porque daqui a pouco está a chamar Luisinho ao Luisão. Não se pode melhorar Sr. Luís Filipe Vieira? Pode-se ser Benfiquista sem ser ridículo ou não?
PS. Os ucranianos não têm nome conhecido mas ainda sou do tempo em que o Benfica foi eliminado por um tal Ajax e que toda a imprensa achincalhava o Glorioso por ter sido posto fora da Europa por uma marca de detergente. Pois bem, o Benfica deu quatro aos ucranianos do Poltrava, outros quatro poderiam ter sido marcados e o jogo foi muito bem jogado.
terça-feira, agosto 18, 2009
1471. Bem-ditismos

Quando estou de férias a última coisa que gosto é de ser perturbado com sons que vão para além do dos passarinhos, do balido das ovelhas, do rolar das ondas na areia ou dos verdadeiros sons do silêncio, propícios à reflexão, que as calmas noites alentejanas me proporcionam, enquanto refastelado em faustas cadeiras espaldares ou espreguiçadamente deitado na rede a olhar o céu e a chuva de meteoritos. No entanto, condescendo, de vez em quando, alguns minutos do meu quieto direito à paz, ao barulho e ruído que os jornais e telejornais a transtornam. Quando ouvi na televisão que Isaltino de Morais foi condenado a sete anos de prisão por uma série de crimes (roubos?) que terá perpetrado, a notícia não me aqueceu nem me arrefeceu. Retirei-me e voltei aos meus longos períodos de reflexão. Eu não sei se o tal indivíduo é culpado ou não é. Não sou juiz e além disso o Dr. Isaltino recorreu pelo que, até que transite em julgado, não sou eu quem fará coro com os justiceiros da praça pública. Mas se ele pertence à canalha então que seja condenado. Porque a canalha existe e isto não é resultado de qualquer julgamento popular. Todos sabemos (são os mais importantes e relevantes Magistrados e Procuradores que o dizem) que existe uma canalha, um bando de vampiros que nos suga o sangue a cada minuto que passa. E choque a quem chocar terão um dia de o pagar. Seja em Oeiras, em Felgueiras, em Gondomar, em Alcochete, em Lisboa ou no Porto. Um dia, quem sabe, alguém possa ter umas mãos tão castas e tão limpas que nunca se sujarão a limpar o nosso país da canalhice. Benditas sejam.
PS. Um tal brasileiro Adhemar de Barros, em tempos que já lá vão, candidatava-se com o slogan “Adhemar rouba mas faz”. Infelizmente em Portugal também existe muita gente que apoia este tipo de políticos. Que façam algo e tudo lhes será perdoado. Mesmo que o façam à conta do nosso suor, quiçá do nosso sangue e quantas vezes das nossas lágrimas. Malditos sejam.