sábado, setembro 24, 2011

1585. Acertei

Aos urinóis dos centros comerciais que eu mais gosto de ir é àqueles que têm uma bolinha de naftalina. Enquanto faço o meu xixizinho entretenho-me a fazer apontaria à bola.

segunda-feira, setembro 12, 2011

1583. Lunch Time Blog - o polvo


Muito justamente tenho sido acusado de preguiçoso pelos poucos e poucas, estas mais do que eles, mas muito bons e muito boas, passe a brejeirice do termo, queridos e queridas amigas leitores e barra ou leitoras do PreDatado. E se é bem verdade que estas minhas ausências do PreDatado, o blog, que o PreDatado, a pessoa, ainda não tem ausências (bati três vezes na madeira para que o sr. Alzheimer não leia este post) se devem fundamentalmente a esse desviante pecado mortal, não muito grave por ser o sexto da hierarquia, a verdade é que também não encontro muito para dizer. Por exemplo, e vocês sabem que não gosto nada destes trocadilhos, tipo a semana passada fui passear a Castelo de Vide e, depois, chegar aqui e dizer-vos que foi por cauda de uma promessa que fiz à minha mulher. Claro que não poderia olvidar-me de rematar com um inesperado e muito original, o que é prometido é de Vide. Pronto! Estava a parvoíce instalada. Pior, pior, era eu vos dizer que visitei um castelo em Estremoz, outro em Veiros, ainda em Castelo de Vide e, para mim, o mais bonito, em Marvão. E concluir que apesar de ter lá encontrado o meu amigo Apolinário não o vi com a sua estimada esposa, a Clara. Definitivamente, ainda não estava a clara em castelo. Outra parvoíce. Ou, por exemplo, virar-me para o campo político e dizer que fui ao Alentejo profundo para ver se via o Álvaro, já que se não deixa ver pelo Terreiro do Paço. Mas perguntar por onde anda o Ministro da Economia não teria nada de original pois até o António José Seguro, que eu ouvi atentamente este fim de semana no congresso cor de rosa, e que não nos trouxe nada de novo, já fez essa pergunta. Então a minha interrogação seria muito menos ajustada do que a dele e não traria nada de novo ao blog. Agora uma coisa é certa. Ainda vou aprender a fazer aquela alhada de cação que comi na Varanda do Alentejo em Marvão, que estava pura e simplesmente divinal ou as burras no forno que nos foram servidas na Adega do Isaías em Estremoz. E neste LTB não podia deixar de dar uma palavra de simpatia ao David que o país fez o favor de transformar de um licenciado em gestão de empresas em empregado de mesa. Força David! E uma outra para a Patrícia que com uma tremenda simpatia nos serviu no restaurante do Sever em Portagem e que com os seus 19 anos ainda tem esperança que o curso de comunicação social que frequenta a possa levar a outras paragens e com outras portagens. Muitas felicidades para ambos.

PS. O Schubert ficou estes três dias, em que estive de lua de mel, em casa. Quando cheguei, foi o primeiro a quem contei as peripécias da viagem. Quando lhe falei do projeto de post que estava a pensar escrever, no seu pensar de gato ficou na dúvida se eu deveria referir que no restaurante Adega, no Crato estive 1h e 08 m à espera que me servissem um polvo à lagareiro. No miar dele quis-me dizer, coitados, e tu sabes quanto tempo demora a pescar um polvo?

sexta-feira, agosto 26, 2011

1582. Conversa de caca


Acabei de ler na Avogi um extraordinário post didático. Ensina a Avogi as meninas a embrulhar pensos menstruais. Pois este ensinamento que se segue  é para meninas e meninos e tem a ver com cocó de cães.

E como diz a Avogi, aprendam porque eu não vivo sempre.

Em primeiro eu até podia começar aqui por vos explicar o que é um saco plástico. Primeiro o que é plástico tipo assim a fórmula química do hidrocarboneto que o constitui, polimerizado ou não. Depois como é cortado, dobrado, colado e etc com alcinhas ou não. Mas vou deixar este trabalho sobre química e sobre produção industrial de sacos de plástico que é assunto lateral para me atentar no fundamental.
E do fundamental consta um cão ou fêmea, ou mais, uma dona ou um dono ou até ambos, uma trela legada ou não à coleira, a coleira propriamente dita e o principal que não é exatamente um detalhe, o cu do cão (ou da cadela).

Pois estes estimáveis bichinhos têm, obviamente, todo o direito de terem necessidades fisiológicas. E têm todo o direito de evacuar, ora pois então! E até de fazer o seu xixizinho. Já que seria muito incómodo para os donos andarem de mangueira ou balde de água atrás, pelo menos tenham o cuidado de não porem os bichinhos a mijar contra o MEU CARRO, ok? Se não um dia, vejo-os a fazer isso, perco a vergonha na cara, tiro o pirilau para fora das calças e mijo nas pernas do dono ou da dona e vingo-me. Mas se o bichinho distraidamente o fizer, vá a senhora ou senhor a casa se faz favor, pegar num balde e num paninho e lavar o alvo da canina esguichadela. Se não percebeu eu mando-lhe um e-mail a explicar o que é um balde. E se pretender, também lhe explico o que é um pirilau.

Já agora, vamos lá então falar do cu. O cu, para aqueles donos que nunca repararam é o buraquinho traseiro de onde sai o cocó que o seu canito ou cadelita deixam no meu passeio. E um saco plástico é aquilo que a dona ou dono desse bichinho ou bichinha deviam trazer na mão para apanhar o cocó e botar no contentor. Ah, está bem, não sabem o que é um contentor. Pois se um dia eu vos cagar à porta, talvez aprendam. Ou querem que eu faça um desenho?

PS. Tenho a certeza que nenhum dos leitores deste post deixa os seus canitos cagarem a céu aberto sem limparem a respetiva defecação. Mas este sermão não é para nenhum nem nenhuma de vocês. É para os peixes, ou eu não me chame Santo António!

sábado, agosto 13, 2011

1581. Hoje não me apetece

Como não me apetece nada nem comentar política nem futebol só me apetece mandar dar uma volta ao bilhar grande o Passos Coelho e Jorge Jesus. Mas como não o posso fazer senão poderia ser processado por ofensa aos dois visados, não os mando. Outros com mais tomates que o façam que eu estou-me nas tintas.

segunda-feira, agosto 08, 2011

1580. Lunch Time Blog


O ano passado, quando fui à Praia Verde e deparei com as ruas de acesso completamente degradadas, calculei que a Câmara Municipal (penso que de Castro Marim) estaria à espera do outono, para não prejudicar, com obras em pleno verão, o afluxo turístico às praias. Puro engano. Este ano fui encontrá-las, não diria na mesma pois mais um ano se passou, muito piores do que o ano passado, sendo penoso para os carros e um imenso cartão de visita de mau gosto para os turistas. Enquanto a alimentação for mais barata em Portugal do que em Espanha, talvez o sr. Presidente da Câmara possa ficar descansado na sua cadeira presidencial, quiçá a coçar os tomates e a usufruir do fator sorte. Comparar as nossas infraestruturas com as vizinhas Isla Canela ou Isla Cristina, mesmo ali ao lado de Vila Real de Santo António, só por brincadeira. Mas na verdade, come-se muito bem em Portugal e não muito caro. Tive o privilégio de usufruir, no restaurante panorâmico O Infante, com a minha mulher, de um excelente bacalhau à lagareiro e uma espetada de tamboril com camarão, de se lhe tirar o chapéu, muito bem acompanhado de um Herdade dos Grous, 2008 reserva, além da entrada de queijo fresco de cabra temperado com orégãos e azeite, pão e azeitonas e, tal foi o repasto, que tive de abdicar da sobremesa e passar direto ao café e, tudo isto, para duas pessoas, por metade do preço do que pagaria do outro lado do Guadiana. Enquanto for assim sr. Presidente da Câmara, se quiser, posso lhe levar o jornal da manhã, um café e um palito enquanto coça os ditos acima mencionados, pois os espanhóis vão-se estar nas tintas para os acessos. Mas não abuse da sorte.

PS. O Schubert não gosta de praia por isso ficou em casa. Mas não ficou pior. Disse-me ele que a ração estava deliciosa e que não aprecia bacalhau à lagareiro.

domingo, agosto 07, 2011

1579. Melão!

Antes de iniciar as férias no Alentejo uma coisa não me saía da cabeça. Passar em Figueira de Cavaleiros para compra melões. Gostamos de, por um lado, sempre que possível, ajudarmos os produtores pagando um preço justo onde os intermediários não cobrem a maior fatia. Por outro, comprando mais barato do que na distribuição se juntaria o útil ao agradável. Neste último aspeto, o melhor foi tirar o cavalinho da chuva. O preço por quilograma, foi superior a Auchan, Continente, Lidl ou Pingo Doce. Mas isto nem seria problema pois gostamos do melão daquela região. O pior, o pior é a balança. Descaradamente roubam, com letras maiúsculas, ROUBAM, no peso como gente grande. Assim não. Assim, por mim, nunca mais!

segunda-feira, agosto 01, 2011

1578. Pelintra

Passos Coelho fez de mim um pelintra e a chacota dos meus colegas. Agora sou obrigado a ir de carro para o trabalho porque não tenho dinheiro para o luxo que são os bilhetes dos transportes públicos.


(uma parte disto é mentira porque ainda estou de férias; para a semana falamos)

quinta-feira, julho 14, 2011




Vamos então esclarecer os meus queridos e as minhas queridas leitores das coisas que o Pre, para os amigos e amigas Prezinho e para todos, com estima e amizade, PreDatado, aqui fala no blog. Em cima podem ver o meu lindo gato Schubert, companheiro indispensável no Lunch Time Blog e em outras andanças, nomedamente na caça às borboletas. Mais abaixo um civilizado senhor que, depois de ter apanhado o produto defecado pelo seu fiel companheiro e o ter colocado no respetivo contentor lhe limpou o cuzinho não vá o bichinho sentar-se em algum lugar que não lhe seja reservado e o conspurcar indevidamente. Finalmente as dores nos buchos das pernas tinham razão de ser. No seu escritoriozinho (o inho é apropriado) onde o Pre bagunça secretárias e não dispensa um galhardete do Glorioso, pode ver-se ao fundo a sua mais recente obra. Se não quiserem mandar nenhum livro para o apartado que já conhecem, não se macem porque rapidamente as prateleiras se encherão. E olhem que se o Pre não leu uns 80% (excluindo dicionários, enciclopédias e livros de medicina e curandices) por lá anda. 

(se quiserem ver melhor, cliquem nas fotos)

1576. Quem atua?

Uma vez que moro na fronteira dos Concelhos de Almada e do Seixal é natural que seja por estas duas cidades que mais passeie. O que não estou disposto é que as minhas caminhadas sejam gincanas entre os cagalhões que povoam os passeios destas aldeias de prédios altos. Quem atua?

terça-feira, julho 12, 2011

1575. Incidente

O armário tinha as portas entreabertas. Olhei para ele desconfiado e pensei que eu ou a Zé nos teríamos esquecido de o fechar. Fui ver o que era, empurrando uma das portas. Ah, não há problema é só algo mal arrumado que entalou as portas. Abri-as para ver o que era. Ato contínuo uma catadupa de chávenas, canecas, pires, açucareiros, taças de sobremesa, pratos e pirexes deram em fugir do armário. Enfim libertos. Acabaram a fuga todos partidinhos. Água oxigenada e um penso rápido foi quanto bastou para estancar o sangue numa das pernas.

segunda-feira, julho 11, 2011

1574. Ocupadíssimo

Entre fazer uma estante nova para o seu escritório, festas e passeios, o Pre anda cansadíssimo. Até lhe doem os buchinhos das pernas.

sexta-feira, julho 08, 2011

1573. Mensageiros

A mensagem é má, mata-se o mensageiro. Ah grande Alberto João. Parecem se coisas de bokassas, mas não.

quarta-feira, julho 06, 2011

1572. Cada um é para o que nasce

Hoje estive a assistir ao vivo a uns ensaios de um grupo de fadistas. Numa das pausas do refrão em que é pressuposto o público trautear eu também ensaiei uma estrofe. Olharam-me com uns olhos de quem vai fazer um abaixo-assinado.

terça-feira, julho 05, 2011

1571. Lunch Time Blog

O meu almoço hoje foi bacalhau à Brás. Não é o prato que mais aprecio, embora goste, no entanto a confeção é rápida, o que dá mais trabalho ainda é fazer a batata palha, mas nem vale a pena falar-vos de receita porque viver em Portugal e não conhecer o bacalhau à Brás é o mesmo que acender a televisão e não ver o Alberto João Jardim, ou ir a Roma e não visitar o Coliseu. O que teve de particular o meu almoço de hoje foram dois fatos (que também se pode escrever factos, já que o AO permite a dupla grafia) bastante relevantes. O primeiro foi que o Benfica vendeu o Fábio Coentrão, disse à CMVM que por 30 milhões, mas cheira-me que enfiou o barrete de comprar o Garay, quiçá por um preço igual ao do Roberto se não mais. Em contrapartida, recebe-se essa massa toda, gasta-se em jogadores de segunda ou terceira categoria, à vontade de Jesus, amén e, mais uma vez, adeus campeonato. O segundo (bolas, quase me perdia no primeiro) é que a minha vizinha das traseiras, enquanto almocei, não andou a estender roupa em cuecas. E perguntam-me vocês, amigas leitoras e amigos leitores porque é que, apesar dos dois factos (ou fatos) que nem foram tão do teu agrado, escreveste um Lunch Time Blog? E eu respondo: - por causa do PS.

PS. O meu gato Schubert não me acompanha no bacalhau à Brás. Não porque seja amante de bacalhau, que não o é, mas porque, fundamentalmente, não gosta de ovos. O que o meu gato Schubert não deixou passar em branco, e isso viu-se pela atenção que estava para a televisão, foi o Estado ter mandado às urtigas as golden shares. Ele diz, que nem precisamos de ter governo. Para isto chamávamos os alemães e eles que mandassem. Ainda se poupava alguma gaita em ministros, que nem o pagamento da portagem na 25 de Abril em  Agosto compensa. E depois digam que o meu gato Schubert não está atento.

1570. Do contra

Para contrariar a tendência dos portugueses de não fazerem férias fora de casa, já comprei duas cadeiras de encosto para pormos na varanda. E mánada!

1569. Linguajar

Ontem ao assistir a um jogo de futebol reparei que Acassiete jogava pela seleção do Perú e não pelo PC como muitos ainda nos querem fazer querer.

O comentador disse por duas vezes - pede-se uma mão dentro da área - e eu percebi pede-se o mamão dentro da área. No meu tempo de miúdo dizia-se que o gajo que não saía da área para receber a bola e marcar golos, estava à mama. Era portanto o mamão. Ou seria que o comentador acha que, como aquilo se joga nos países onde no futebol se distribui fruta a toda a hora que era preciso começar por algum lado?

Não é só nos países tropicais que se distribui fruta quando há futebol. Consta que determinado clube em Portugal também  faz o mesmo.

Hoje é só linguajar.

domingo, julho 03, 2011

1568. Apontamentos

Todos os dias acordo numa ansiedade de ler os jornais desportivos e ver se há mais algum jogador apontado ao Benfica. Esta época ainda só vai em 132.

sábado, julho 02, 2011

1567. Normalidades

Num dos corredores de um centro comercial, uma senhora para de repente para conferir a conta do supermercado. Um casal, mais atrás, em passo acelerado conversava animado. O homem do casal caminhava a olhar para o lado e acabou a dar um valente encontrão à senhora que tinha travado. Esta ficou com cara de estúpida sem perceber porque é que estava a ser abalroada. O tipo ficou com cara de estúpido a pedir desculpa, com um sorriso meu parvo, sem perceber como é que tinha chocado com a outra. E eu fiquei com cara de estúpido a interrogar-me se tudo isto seria normal.

1566. Declaração

Declaro por minha honra (e assumo as minhas responsabilidades, tal como dizem os políticos) de que não cortarei metade do subsídio de Natal à minha empregada doméstica. Pode ficar descansada, D. Fátima.

sexta-feira, julho 01, 2011

1565. Recomeço e não só.



A última vez que comprei carro corria o mês de Março de 2002. É um utilitário familiar de gama média, está muito mas muto longe mesmo de ter as performances dos carros oficiais dos senhores ministros. Mandei fazer uma casita na terra, já lá vão mais de 15 anos e está todinha paga, graças a Deus. O apartamento onde vivo estreei-o em 1980, comprei-o com empréstimo bancário, consegui pagar todas as prestações, também já está paga. Sim, fui viajar ao estrangeiro. Fui a um país com a minha mulher para ela fazer um tratamento que em Portugal não lhe facultam. Fui também ao estrangeiro, visitar o meu filho que teve de emigrar porque se arriscava a ser mais um dos 3000 licenciados que ainda hoje, dia em que estou a escrever e a publicar esta nota, foram mandados para o desemprego. Fui também várias vezes a Espanha, que fica ali mesmo ao lado da terrinha, para encher o depósito para a volta, já que é muito mais barata do que cá no burgo. E fui a outro país, com a viagem paga com dinheirinho na mão, porque acho que tenho direito. Compro de três em três anos um par de sapatos e nos últimos dez anos comprei dois fatos, um dos quais para o casamento da minha filha. Não devo dinheiro aos bancos, nem fiz nenhum crédito pessoal à Cofidis, Onix, Barclays ou outra dessas empresas que oferecem o dinheiro que você quiser. É verdade que tenho cartão de crédito, mas como o demo pode-se esconder atrás da porta, pelo sim, pelo não, assinei um contrato de débito direto pela totalidade no final de cada mês. Acham que isto é viver acima das minhas possibilidades? Não votei no PSD (aliás, pelo que tenho ouvido por aí, ninguém votou), nem no CDS, nem no PS pelo que não me sinto moralmente vinculado ao acordo com a troika. Porque é que hei-de ficar sem o subsídio de Natal?

PS. Uma pequena desgraça abateu-se sobre o blog PreDatado. O seu autor já não está acostumado a estas coisas e fez o chamado grande disparate. Pensava que estava a testar layouts e alterou o layout. Perdeu todos os links, perdeu as estatísticas e perdeu os comentários. Como este blog tem mais de 8 anos, o Pre nem sabe já sequer qual era o sistema de comentários e nem se lembra sequer do user / password do sistema de contagens e estatísticas. Tenho alguma pena mas como disse acima é apenas uma pequena desgraça. Fica assim, paciência… Entretanto como não há mal que sempre dure, o Pre vai recomeçar a publicar. Vamos ver até quando…