terça-feira, novembro 22, 2011

1594. Dupla fraude. E ninguém tem vergonha?

Há alguns dias atrás o meu pai foi a uma consulta à sua médica de família no Posto Médico da sua área. Entre outros exames que é normal pedir a uma pessoa com a idade do meu pai foi também requerido um conjunto de exames à função respiratória, estes a serem realizados no Hospital Garcia de Orta (HGO). Até aqui tudo normal, o meu pai pagou a consulta no posto médico e à medida que foi fazendo exames e análises, aqui e ali, foi pagando os respetivos exames. No HGO foi diferente. Não que não tenha pago os exames. Claro que pagou. Só que a secretaria do HGO obrigou a que se pagasse uma consulta mais. Isto é, para que os exames sejam feitos no hospital é preciso que tenha havido uma consulta no hospital. Ora essa! Então o meu pai não vem como uma requisição do SNS? Vem! E o HGO não presta serviços para o SNS? Presta. E a requisição de exames iria ser mudada? Não! E já tinha pago a consulta no Posto Médico? Tinha. Ok está bem, vamos lá fazer nova consulta. Qual consulta? A que acabei de pagar. Não, só tem de pagar, não é preciso ter a consulta. Ah! Já percebi, tenho de pagar 2 consultas e só ter direito a uma, não é? É!

Como se isto não bastasse, um dia destes será reportado a Portugal e ao mundo o número de consultas que se fazem nos hospitais portugueses. E estas apenas pagas mas não feitas estão lá. Uma segunda fraude. E ninguém tem vergonha disto?

terça-feira, novembro 15, 2011

1593. O meu reparo de hoje

O meu reparo de hoje vai para a nossa investigação / justiça (fico sem saber a quem fazer o reparo, porque não sou jurista). Para julgar um ex-administrador do Supremo Tribunal de Justiça há um mega-processo com 12 réus. Doze advogados. Doze vezes mais recursos. Doze vezes mais possibilidades de faits-divers que conduzam ao alongamento do prazos. Doze vezes coisas a que já estamos habituados. Com certeza este também prescreverá. Ou será arquivado. Ou serão todos ilibados. Ou...

segunda-feira, novembro 14, 2011

1592. O meu reparo de hoje

O meu reparo de hoje vai para Rui Jorge, treinador da seleção nacional de futebol sub-21. Então o menino, quando a fraquíssima seleção da Albânia empatou, num jogo em precisavamos ganhar resolveu tirar o ponta de lança? Ai, ai, que merece umas palmadinhas no rabo, merece, merece.

domingo, novembro 13, 2011

1591. O meu reparo de hoje

O meu reparo de hoje vai para a quantidade de automóveis que circulam nas estradas portuguesas sem pisca-pisca ou com estes avariados. Este número sobe substancialmente nos fins de semana, mas o aumento exponencial de avarias destes sinalizadores de mudança de direção verifica-se mal o automóvel entra numa rotunda. Aí é que não funcionam mesmo. Deve ser bruxedo.

sexta-feira, novembro 11, 2011

1590. No centro

Quando aquela ameixa caiu da sua árvore um ayatollah rezava em Teerão e um jogador de rugby treinava placagens num campo da Nova Zelândia.

Mas o mundo não roda apenas em torno de ameixas, ayatollahs e jogadores de rugby. Há presidentes da república, corretores de bolsa, acordeões, sapatos de verniz, primeiros ministros, princesas, carapaus, baldes de lixo, futebolistas, atacadores, sacerdotes, restauradores, guitarras campaniças, computadores, bailarinas, águias reais, deputados, funileiros, atores e atrizes, conspiradores, barqueiros, loucos, bêbados, terroristas, médicos, pilotos, sapateiros, máquinas de calcular, sanitas, chinelos de quarto, soldadores, senadores, cálices de licor, castanhas assadas, mandioca, telemóveis, hidroaviões, crocodilos, bandeiras, chefes, lápis, auscultadores, máquinas fotográficas, estetoscópios, lâminas de barbear, cervejas, cavalos, enfermeiros, telenovelas, rabiscos, apara-lápis, sucata.

O tordo, sentindo-se excluído da lista, picou em voo rasante e comeu a ameixa.

sábado, outubro 29, 2011

1589. Oito anos



De repente, um esquecimento. Passou um melro e comeu-o.
Depois uma lembrança. Passou um maracujá e espremeu-a.
A seguir um pedido. Passou um bife da vazia e esqueceu-o.
Mais tarde sentou-se no banco de um café um pequeno grão de milho.
Passou um pombo e ignorou-o.
Já a tarde tinha entrado havia horas. Entrou um relojoeiro e parou-as.
A pedra de gelo, sentiu-se com calor. Veio um unicórnio e lambeu-a.
Lambeu também uma cabeça de carapau, duas baratas sem pernas e um tiranossauro rex.
Um velho, sem chapéu a cobri-lo, trauteava uma velha canção dos Açores.
Passou por nós, sem sentido, um flato de uma garota, que descuidada pôs a mão na boca e corou.
E assim, ia passando o tempo que acabava de começar. E quando o pano caiu tinha-se acabado o primeiro ato.

Quando ele escreve, torna-se perigoso. Anda há oito anos a falar para as paredes e para o seu gato de estimação. Agora toca cavaquinho.

Quando o seu blog, triplicando a idade de hoje, fizer vinte e quatro anos, ele não sabe se estará cá para o escrever. Cantem-lhe um fado Mouraria estilizado se ele deixar saudades.

domingo, outubro 23, 2011

1588. Lunch Time Blog



Um dia destes perguntava uma amiga minha no Facebook se alguém conhecia um método verdadeiramente eficaz de descascar cebola sem chorar. Eu não sou propriamente um chef mas se há hobbies que me satisfazem, um deles é o de me enfrentar com a bancada da cozinha. Não saem pratos gourmet, não há cozinha molecular nem mariquices supérfluas de empratamento mas, dizem os que comem, que saem dali petiscos de truz. Pois minhas queridas leitoras e meus queridos leitores eu passo um tormento indiscritível com a cebola. Passo não, passava. E não pensem que foi com as respostas que colocaram no Face ao pedido da minha amiga. Não foi porque na verdade não resultam, já que já as experimentei todas. Não resultam para mim, claro. Mas eu próprio, numa de momentânea inspiração sugeri que ela usasse óculos de natação. Então não é que hoje, experimentei a minha dica e tenho aqui os olhos limpinhos como se as cebolas não tivessem ácido? Temos é que depois deixar assentar um pouquinho a poeira. E pelo sim pelo não, lavar os óculos e as mãos em abundante água corrente.

PS. O meu gato Schubert não aprecia muito estes petiscos. Ele é mais ração da Royal Canin e latinhas da Gourmet. No entanto ao ver-me assim, de óculos de natação a cozinhar pediu-me para lhe comprar uns para ele. Diz que também quer parecer um extra-terrestre.

terça-feira, outubro 11, 2011

1587. À atenção de Nuno Crato.

Oh Crato, organiza-te meu! Bem sei que nestes últimos anos tivemos como primeiros ministros Cavaco, Guterres, Durão, Santana e Sócrates e se queres que te diga, para mim isso não abona nada a nosso favor. E também não abonam nada a nosso favor, os ministros e secretários de estado da educação que tivemos. Agora com Passos meu, e principalmente contigo Nuno, estamos todos muito esperançados. Por isso, organiza-te. Ainda há pouco, quando vinha da papelaria onde fui meter o boletim do euromilhões (bem sabes que sem um bocadinho de sorte ninguém sabe onde vai parar) estavam dois cachorrinhos na brincadeira. Os canitos, como se diz lá na minha terra, teriam 3 a 4 meses de idade, pareciam gémeos e brincavam desalmadamente. Coitaditos, ao contrário da maioria dos portugueses, nem fazem ideia, com aquela idade, do que vai ser uma vida de cão. E cabriolavam, rebolavam-se, saltavam um por cima do outro. Na assistência, onde pontificavam os donos dos bicharocos, apenas crianças, cujas carinhas não me indiciavam ter mais de 13 anos, incluindo os proprietários dos bichinhos. Pois meu caro Nuno, do meio deles veio a frase que me chocou e que me mandou fazer este post. Uma menina disse em voz alta, olha ele está a querer ir ao cu ao outro. Pelo amor de Deus, Nuno. Não me defraudes. Põe mão nisto. Organiza-te, meu, deixa lá os museus em paz.

PS. Acho que os museus é mais coisa do Viegas, mas Crato, desde o Arnaldo Matos que não temos um grande educador. Faz-me lá o favorzinho de educar também o Francisco.

quinta-feira, setembro 29, 2011

1586. Lembranças

Lembro-me de muitas coisas. Mesmo muitas. Umas mais interessantes que outras, outras menos. Lembro-me de uma vez ele ter faltado à aula que tinha de dar numa certa quarta-feira. Ficamos com pena, pois gostávamos muito das aulas dele. Na semana seguinte pediu-nos desculpa e disse-nos que tinha estado constipado. Nas bocas de alguns de nós havia um pequeno sorriso amarelo. Tínhamos sabido, durante a semana que tinha decorrido, que ele tinha passado algumas noites nos calabouços da PIDE. Lembro-me de uma ocasião ele, na sua missão de sacerdote, ter casado um primo meu. Na fila por detrás da minha, quase junto à porta da igreja, estava uma senhora, que não me recordo se foi convidada ou se seria uma daquelas senhoras que costumam passar o seu tempo na igreja, a que o vulgo designa por beata. A frase da senhora que retive foi coitadinho, tão bom rapazinho, que pena ser casado pelo padre comunista. Não acredito que o fossem. Nem o meu primo coitadinho, nem o padre comunista. E mesmo que o segundo o fosse, isso não teve influência nenhuma no casamento. O meu primo está casado há mais de quarenta anos. Finalmente, quando um grupo do meu liceu decidiu começar um processo de alfabetização num bairro de barracas que existia em Almada, fui um dos designados para ser recebido pelo então Presidente da Câmara Municipal. Estavamos em 1971 e o regime em vigor no país era a ditadura do Estado Novo, continuando Marcelo Caetano a obra de Salazar mas que, por algumas tentativas de reforma liberal, alguns ainda ousaram chamar de primavera marcelista e que nesse ano já se esfumava. O Dr. Serafim Silveira Júnior, Presidente da Câmara, pessoa de boa educação e trato cordial, não sem o seu quê de demagogia, mas parece que não há cão nem gato que não a faça, colocava várias reticências em nos fornecer o equipamento necessário para a concretização de uma sala de aulas no meio das barracas. Quando eu lhe disse que se o Sr. Presidente o não fizesse tínhamos alternativa, pois o Sr. Padre António Augusto Sobral já se teria disponibilizado para o fazer, a conversa mudou de rumo e, poucos dias depois, a nossa barraca/sala de alfabetização estava equipada e a funcionar. Isto é ilustrativo do respeito que o padre Sobral merecia.

Sem qualquer motivo aparente, nem eu sei explicar porquê, hoje lembrei-me do padre Sobral. Que seria feito do meu professor de Religião e Moral dos meus tempos de Liceu? Procurei na Internet e constatei que o padre António Augusto Sobral falecera em Julho de 2008. Senti uma certa comoção e arrepiaram-se-me os pelos do corpo. Que esteja em paz, aquele que foi um grande humanista e um dos meus primeiros mentores pela causa da liberdade.

segunda-feira, setembro 26, 2011

1586. A frente ribeirinha de Almada


Calcorreio, vezes sem conta, o passadiço do Ginjal, de Cacilhas ao jardim do miradouro, do miradouro a Cacilhas. Desço do Cristo-Rei à Arealva, da Arealva ao Olho-de-Boi e faço o percurso inverso, todas as vezes com uma esperança. Uma esperança vã de um dia encontrar uma zona ribeirinha de Almada digna desse nome. Bonita, atraente, amiga dos almadenses e de quem nos visita. É chocante a degradação em que, dia após dia, encontramos aquele que poderia ser o ex-líbris da cidade: o seu confronto com o rio, a irmã do sul da capital. Não o posso garantir, mas quase que juraria, que a recuperação da frente ribeirinha desde o Caramujo ao Forno do Tijolo já deve ter sido prometida pelo menos umas trinta vezes em campanhas eleitorais. Quase que juro.









Ontem uma vez mais desci à Arealva, assim é o nome da quinta onde até há pouco menos de cinco anos eram as instalações da Sociedade Vinícola do Sul de Portugal, propriedade de J. Serra e Irmãos (a propósito, tenho ainda alguns Dãos e Douros de coleção, além de uma aguardente vinícola de estalo desta firma). Quando esta sociedade decidiu encerrar a atividade, centenária naquela zona, consta-se que vendeu a quinta não se sabe bem a quem. Pronto, poderia por aqui um ponto final. É propriedade privada, fique-se por aqui. Mas não, não acho que deva terminar. Não sei a quem pertence a jurisdição daquele território, se à Câmara Municipal de Almada ou se à APL. Seja a uma ou a outra, a única coisa que vos digo é que tenham vergonha na cara. Não sabem como se faz, mesmo sendo propriedade privada? Não sabem? Gastam tanto dinheiro em tanta porcaria, metam-se no carro e dêem uma voltinha por essa Europa fora. Comecem já aqui pelo país ao lado, por Espanha, vão à França, à Suíça, à Áustria e até à Croácia. Não sabem? Aprendam! Não sejam cúmplices do atentado que se faz ao nosso património urbano ou natural, tanto faz. Vejam as fotos e tenham vergonha na cara. Olhe, para si especialmente Srª Presidente da Câmara, parafraseando não me lembro quem. A História não se faz só com glórias. Faz-se também com misérias.









sábado, setembro 24, 2011

1585. Acertei

Aos urinóis dos centros comerciais que eu mais gosto de ir é àqueles que têm uma bolinha de naftalina. Enquanto faço o meu xixizinho entretenho-me a fazer apontaria à bola.

segunda-feira, setembro 12, 2011

1583. Lunch Time Blog - o polvo


Muito justamente tenho sido acusado de preguiçoso pelos poucos e poucas, estas mais do que eles, mas muito bons e muito boas, passe a brejeirice do termo, queridos e queridas amigas leitores e barra ou leitoras do PreDatado. E se é bem verdade que estas minhas ausências do PreDatado, o blog, que o PreDatado, a pessoa, ainda não tem ausências (bati três vezes na madeira para que o sr. Alzheimer não leia este post) se devem fundamentalmente a esse desviante pecado mortal, não muito grave por ser o sexto da hierarquia, a verdade é que também não encontro muito para dizer. Por exemplo, e vocês sabem que não gosto nada destes trocadilhos, tipo a semana passada fui passear a Castelo de Vide e, depois, chegar aqui e dizer-vos que foi por cauda de uma promessa que fiz à minha mulher. Claro que não poderia olvidar-me de rematar com um inesperado e muito original, o que é prometido é de Vide. Pronto! Estava a parvoíce instalada. Pior, pior, era eu vos dizer que visitei um castelo em Estremoz, outro em Veiros, ainda em Castelo de Vide e, para mim, o mais bonito, em Marvão. E concluir que apesar de ter lá encontrado o meu amigo Apolinário não o vi com a sua estimada esposa, a Clara. Definitivamente, ainda não estava a clara em castelo. Outra parvoíce. Ou, por exemplo, virar-me para o campo político e dizer que fui ao Alentejo profundo para ver se via o Álvaro, já que se não deixa ver pelo Terreiro do Paço. Mas perguntar por onde anda o Ministro da Economia não teria nada de original pois até o António José Seguro, que eu ouvi atentamente este fim de semana no congresso cor de rosa, e que não nos trouxe nada de novo, já fez essa pergunta. Então a minha interrogação seria muito menos ajustada do que a dele e não traria nada de novo ao blog. Agora uma coisa é certa. Ainda vou aprender a fazer aquela alhada de cação que comi na Varanda do Alentejo em Marvão, que estava pura e simplesmente divinal ou as burras no forno que nos foram servidas na Adega do Isaías em Estremoz. E neste LTB não podia deixar de dar uma palavra de simpatia ao David que o país fez o favor de transformar de um licenciado em gestão de empresas em empregado de mesa. Força David! E uma outra para a Patrícia que com uma tremenda simpatia nos serviu no restaurante do Sever em Portagem e que com os seus 19 anos ainda tem esperança que o curso de comunicação social que frequenta a possa levar a outras paragens e com outras portagens. Muitas felicidades para ambos.

PS. O Schubert ficou estes três dias, em que estive de lua de mel, em casa. Quando cheguei, foi o primeiro a quem contei as peripécias da viagem. Quando lhe falei do projeto de post que estava a pensar escrever, no seu pensar de gato ficou na dúvida se eu deveria referir que no restaurante Adega, no Crato estive 1h e 08 m à espera que me servissem um polvo à lagareiro. No miar dele quis-me dizer, coitados, e tu sabes quanto tempo demora a pescar um polvo?

sexta-feira, agosto 26, 2011

1582. Conversa de caca


Acabei de ler na Avogi um extraordinário post didático. Ensina a Avogi as meninas a embrulhar pensos menstruais. Pois este ensinamento que se segue  é para meninas e meninos e tem a ver com cocó de cães.

E como diz a Avogi, aprendam porque eu não vivo sempre.

Em primeiro eu até podia começar aqui por vos explicar o que é um saco plástico. Primeiro o que é plástico tipo assim a fórmula química do hidrocarboneto que o constitui, polimerizado ou não. Depois como é cortado, dobrado, colado e etc com alcinhas ou não. Mas vou deixar este trabalho sobre química e sobre produção industrial de sacos de plástico que é assunto lateral para me atentar no fundamental.
E do fundamental consta um cão ou fêmea, ou mais, uma dona ou um dono ou até ambos, uma trela legada ou não à coleira, a coleira propriamente dita e o principal que não é exatamente um detalhe, o cu do cão (ou da cadela).

Pois estes estimáveis bichinhos têm, obviamente, todo o direito de terem necessidades fisiológicas. E têm todo o direito de evacuar, ora pois então! E até de fazer o seu xixizinho. Já que seria muito incómodo para os donos andarem de mangueira ou balde de água atrás, pelo menos tenham o cuidado de não porem os bichinhos a mijar contra o MEU CARRO, ok? Se não um dia, vejo-os a fazer isso, perco a vergonha na cara, tiro o pirilau para fora das calças e mijo nas pernas do dono ou da dona e vingo-me. Mas se o bichinho distraidamente o fizer, vá a senhora ou senhor a casa se faz favor, pegar num balde e num paninho e lavar o alvo da canina esguichadela. Se não percebeu eu mando-lhe um e-mail a explicar o que é um balde. E se pretender, também lhe explico o que é um pirilau.

Já agora, vamos lá então falar do cu. O cu, para aqueles donos que nunca repararam é o buraquinho traseiro de onde sai o cocó que o seu canito ou cadelita deixam no meu passeio. E um saco plástico é aquilo que a dona ou dono desse bichinho ou bichinha deviam trazer na mão para apanhar o cocó e botar no contentor. Ah, está bem, não sabem o que é um contentor. Pois se um dia eu vos cagar à porta, talvez aprendam. Ou querem que eu faça um desenho?

PS. Tenho a certeza que nenhum dos leitores deste post deixa os seus canitos cagarem a céu aberto sem limparem a respetiva defecação. Mas este sermão não é para nenhum nem nenhuma de vocês. É para os peixes, ou eu não me chame Santo António!

sábado, agosto 13, 2011

1581. Hoje não me apetece

Como não me apetece nada nem comentar política nem futebol só me apetece mandar dar uma volta ao bilhar grande o Passos Coelho e Jorge Jesus. Mas como não o posso fazer senão poderia ser processado por ofensa aos dois visados, não os mando. Outros com mais tomates que o façam que eu estou-me nas tintas.

segunda-feira, agosto 08, 2011

1580. Lunch Time Blog


O ano passado, quando fui à Praia Verde e deparei com as ruas de acesso completamente degradadas, calculei que a Câmara Municipal (penso que de Castro Marim) estaria à espera do outono, para não prejudicar, com obras em pleno verão, o afluxo turístico às praias. Puro engano. Este ano fui encontrá-las, não diria na mesma pois mais um ano se passou, muito piores do que o ano passado, sendo penoso para os carros e um imenso cartão de visita de mau gosto para os turistas. Enquanto a alimentação for mais barata em Portugal do que em Espanha, talvez o sr. Presidente da Câmara possa ficar descansado na sua cadeira presidencial, quiçá a coçar os tomates e a usufruir do fator sorte. Comparar as nossas infraestruturas com as vizinhas Isla Canela ou Isla Cristina, mesmo ali ao lado de Vila Real de Santo António, só por brincadeira. Mas na verdade, come-se muito bem em Portugal e não muito caro. Tive o privilégio de usufruir, no restaurante panorâmico O Infante, com a minha mulher, de um excelente bacalhau à lagareiro e uma espetada de tamboril com camarão, de se lhe tirar o chapéu, muito bem acompanhado de um Herdade dos Grous, 2008 reserva, além da entrada de queijo fresco de cabra temperado com orégãos e azeite, pão e azeitonas e, tal foi o repasto, que tive de abdicar da sobremesa e passar direto ao café e, tudo isto, para duas pessoas, por metade do preço do que pagaria do outro lado do Guadiana. Enquanto for assim sr. Presidente da Câmara, se quiser, posso lhe levar o jornal da manhã, um café e um palito enquanto coça os ditos acima mencionados, pois os espanhóis vão-se estar nas tintas para os acessos. Mas não abuse da sorte.

PS. O Schubert não gosta de praia por isso ficou em casa. Mas não ficou pior. Disse-me ele que a ração estava deliciosa e que não aprecia bacalhau à lagareiro.

domingo, agosto 07, 2011

1579. Melão!

Antes de iniciar as férias no Alentejo uma coisa não me saía da cabeça. Passar em Figueira de Cavaleiros para compra melões. Gostamos de, por um lado, sempre que possível, ajudarmos os produtores pagando um preço justo onde os intermediários não cobrem a maior fatia. Por outro, comprando mais barato do que na distribuição se juntaria o útil ao agradável. Neste último aspeto, o melhor foi tirar o cavalinho da chuva. O preço por quilograma, foi superior a Auchan, Continente, Lidl ou Pingo Doce. Mas isto nem seria problema pois gostamos do melão daquela região. O pior, o pior é a balança. Descaradamente roubam, com letras maiúsculas, ROUBAM, no peso como gente grande. Assim não. Assim, por mim, nunca mais!

segunda-feira, agosto 01, 2011

1578. Pelintra

Passos Coelho fez de mim um pelintra e a chacota dos meus colegas. Agora sou obrigado a ir de carro para o trabalho porque não tenho dinheiro para o luxo que são os bilhetes dos transportes públicos.


(uma parte disto é mentira porque ainda estou de férias; para a semana falamos)

quinta-feira, julho 14, 2011




Vamos então esclarecer os meus queridos e as minhas queridas leitores das coisas que o Pre, para os amigos e amigas Prezinho e para todos, com estima e amizade, PreDatado, aqui fala no blog. Em cima podem ver o meu lindo gato Schubert, companheiro indispensável no Lunch Time Blog e em outras andanças, nomedamente na caça às borboletas. Mais abaixo um civilizado senhor que, depois de ter apanhado o produto defecado pelo seu fiel companheiro e o ter colocado no respetivo contentor lhe limpou o cuzinho não vá o bichinho sentar-se em algum lugar que não lhe seja reservado e o conspurcar indevidamente. Finalmente as dores nos buchos das pernas tinham razão de ser. No seu escritoriozinho (o inho é apropriado) onde o Pre bagunça secretárias e não dispensa um galhardete do Glorioso, pode ver-se ao fundo a sua mais recente obra. Se não quiserem mandar nenhum livro para o apartado que já conhecem, não se macem porque rapidamente as prateleiras se encherão. E olhem que se o Pre não leu uns 80% (excluindo dicionários, enciclopédias e livros de medicina e curandices) por lá anda. 

(se quiserem ver melhor, cliquem nas fotos)

1576. Quem atua?

Uma vez que moro na fronteira dos Concelhos de Almada e do Seixal é natural que seja por estas duas cidades que mais passeie. O que não estou disposto é que as minhas caminhadas sejam gincanas entre os cagalhões que povoam os passeios destas aldeias de prédios altos. Quem atua?

terça-feira, julho 12, 2011

1575. Incidente

O armário tinha as portas entreabertas. Olhei para ele desconfiado e pensei que eu ou a Zé nos teríamos esquecido de o fechar. Fui ver o que era, empurrando uma das portas. Ah, não há problema é só algo mal arrumado que entalou as portas. Abri-as para ver o que era. Ato contínuo uma catadupa de chávenas, canecas, pires, açucareiros, taças de sobremesa, pratos e pirexes deram em fugir do armário. Enfim libertos. Acabaram a fuga todos partidinhos. Água oxigenada e um penso rápido foi quanto bastou para estancar o sangue numa das pernas.