O meu almoço hoje foi bacalhau à Brás. Não é o prato que mais aprecio, embora goste, no entanto a confeção é rápida, o que dá mais trabalho ainda é fazer a batata palha, mas nem vale a pena falar-vos de receita porque viver em Portugal e não conhecer o bacalhau à Brás é o mesmo que acender a televisão e não ver o Alberto João Jardim, ou ir a Roma e não visitar o Coliseu. O que teve de particular o meu almoço de hoje foram dois fatos (que também se pode escrever factos, já que o AO permite a dupla grafia) bastante relevantes. O primeiro foi que o Benfica vendeu o Fábio Coentrão, disse à CMVM que por 30 milhões, mas cheira-me que enfiou o barrete de comprar o Garay, quiçá por um preço igual ao do Roberto se não mais. Em contrapartida, recebe-se essa massa toda, gasta-se em jogadores de segunda ou terceira categoria, à vontade de Jesus, amén e, mais uma vez, adeus campeonato. O segundo (bolas, quase me perdia no primeiro) é que a minha vizinha das traseiras, enquanto almocei, não andou a estender roupa em cuecas. E perguntam-me vocês, amigas leitoras e amigos leitores porque é que, apesar dos dois factos (ou fatos) que nem foram tão do teu agrado, escreveste um Lunch Time Blog? E eu respondo: - por causa do PS.
PS. O meu gato Schubert não me acompanha no bacalhau à Brás. Não porque seja amante de bacalhau, que não o é, mas porque, fundamentalmente, não gosta de ovos. O que o meu gato Schubert não deixou passar em branco, e isso viu-se pela atenção que estava para a televisão, foi o Estado ter mandado às urtigas as golden shares. Ele diz, que nem precisamos de ter governo. Para isto chamávamos os alemães e eles que mandassem. Ainda se poupava alguma gaita em ministros, que nem o pagamento da portagem na 25 de Abril em Agosto compensa. E depois digam que o meu gato Schubert não está atento.