domingo, agosto 26, 2007

1132. Lunch Time Blog (estupidamente colocado à hora de jantar...)

Por enquanto estás perdoado. É Domingo, o dia primeiro de Setembro ainda tarda um pouco e as loucuras a que estás autorizado perdoam o mal que te fazem para o bem que te sabem. É por isso que te deixo escrever hoje este Lunch Time Blog. Mas não abuses pois serei teu guardião.

Palavras do Schubert sob os odores tropicais ou uma maneira diferente de cozinhar um frango.

A receita ouvi-a por alto num programa daqueles canais estrangeiros, assim como que a meio da noite, tendo acordado a pensar que a tinha sonhado. Pelo sim pelo não resolvi experimentar. Sou dos que preparam os ingredientes todinhos antes de deitar mão aos tachos pois assim vos relatarei. Escusado será dizer que lavo todos os legumes tão bem que chega a parecer paranóia, limpo por dentro as grainhas e a polpa branca aos dois pimentos, um verde e outro vermelho, morrone mesmo, aos quais faca afiada transforma em pequenos pedaços. A cenoura é cortada às rodelas, a cebola em meias rodelas grossas e de legumes, para já, estamos falados. Não esqueçam que para a confecção vai ser imprescindível um bom azeite, alho em pó, cominhos moídos, polpa de tomate, alecrim, passas de uva e azeitonas. Vinho branco e caldo de galinha. Um piri-piri, dispensável a quem o picante não combina com os ácidos gastro-intestinais e sal q.b. (eu não lhe deitei pitada, pois como sem sal desde há alguns anos, mas mereci os respectivos reparos de quem comigo partilhou a mesa; afinal não estamos sós e não só a marcianos me refiro). Ah é verdade, o frango pois claro! Cortado em pedaços grandes tipo uns oito e está bom assim, vai a alourar no azeite após o que se junta a polpa de tomate, o alho em pó e os cominhos moídos e um copo de vinho branco onde a ave penada suará por breves minutos. Se isto fosse áudio-visual eu mostrava-vos como lhe junto os “pozes” e embebedo o galináceo (melhor dizendo, as suas oito trinchadelas) já quer mãozinha para estas coisas nem toda a gente tem, não acham? Paulatinamente envolvendo o frango nestes sabores (e cheiros) sem nunca deixar pegar, junto-lhe o alecrim e dou-lhe mais umas voltas. Depois de cobrir com os legumes, a ordem é arbitrária pois são para juntar sucessivamente, afoga-se de rasante “o entulho” com o caldo de galinha previamente preparado. O piri-piri pode ser por estas alturas bem como o sal a gosto. As passas de uva e as azeitonas juntar-se-ão depois de 10 minutos de cozedura, já em lume brando, e estará pronto quando os seus 30 minutos tiverem passados, ou melhor quando o vosso frango estiver cozido. Acompanhe com um arroz bem solto ou uma saladinha de alface à parte.

PS. Na nossa casa mandamos nós, isto não é nenhum restaurante e por isso usa-se a colher de pau, pois claro. Tirando o tupperware e o tablier do carro ainda não me sinto muito à vontade com a era dos plásticos. Deixei-me levar pela sede e bebi um rosé, não digo a marca, com um conselho explícito de óptimo para acompanhar queijos e aves. Não esteve à altura dos acontecimentos. Paciência, na próxima volto aos tintos
1131. Assim é que eu gosto de o ver...

disse-me o espelho quando de repente dei de caras com ele; na verdade acordei tão bem disposto que hoje quem faz o almoço sou eu. Até já.

sábado, agosto 25, 2007

1130. Se o Lunch Time Blog morreu, viva o Lunch Time Blog!

O LTB deverá reaparecer no início de Setembro. Em novos moldes e provavelmente não diário. Entenderão porquê na altura própria. Cortei as courgettes amarelas (apetecia-me dizer aqui um palavrão ao exagero do preço, mas um dia não são dias) em pequenas tiras e o mesmo fiz ao alho francês e às cenouras. A cebola, depois de cortada ao meio fica propícia ao talhe em pequenas meias luas. A técnica serve para cortar o tomate ao qual se subtraem as grainhas. Salteia-se num pouco de azeite de oliveira, eu uso virgem extra de 0,7 mas não é obrigatório, e fica-se a saber que a cama de legumes para o meu bife fica pronta quando a cebola apresenta uma razoável transparência. O bife era da vazia e foi coberto de um molho de cogumelos e natas, cogumelos frescos bem se vê, que depois de laminados e cozinhados no azeite de fritar os bifes foram inundados de nata fresca e delicadamente misturados (anteriormente já tinha experimentado em vez do molho de cogumelos e natas, servir o bife coberto de uma fatia de queijo da ilha de S. Jorge; nesse caso optei também por fritar o bife com pimenta verde e rosa). Acompanhei com ravioli com recheio de legumes, cozidos em 9 minutos para ficarem al dente.
Nem sempre consigo encontrar um vinho que acompanhe bem um bife e um cardápio de legumes que juntei neste prato. No entanto apostei num Douro Capela Mor, muito acessível sob o ponto de vista económico, tenho ideia que me custou menos de 3 euros num hipermercado, não muito encorpado, límpido, com um toque de fruta. Acho que ganhei a aposta.

PS. O Schubert está aqui ao meu lado a ver-me escrever o post. Longe vão os tempos em que me pedia para almoçar comigo. Hoje, gato adulto feito, apenas pede para cheirar, dá meia volta e vai-se embora. Mesmo assim foi pertinente ao perguntar-me, se eu não vou escrever o LTB nos mesmo moldes de antigamente porque o fiz hoje? E eu respondi-lhe com outra pergunta: Não conheces o canto do cisne?

segunda-feira, agosto 20, 2007



1129. Cumprimos todos ok?

Recebi da Câmara Municipal de Almada (CMA) a carta que aqui divulgo. Sou proprietário de um apartamento no Concelho de Almada que adquiri aos antigos senhorios dos meus pais há cerca de quatro anos. Este apartamento tem 43 anos de idade e não tenho noção se a CMA alguma vez mandou uma carta idêntica aos antigos proprietários, esses sim, até há pouco tempo, donos na totalidade do imóvel onde se situa o meu apartamento. No entanto, concordo plenamente com a CMA sob a conservação de edifícios. Mas vou mais longe. Não são só os edifícios que contam para a imagem do Concelho. São os edifícios, os equipamentos, as infra-estruturas e muito mais. E como tal vou estar também atento. E este blog irá, até que as pontas dos dedos lhe doam, mostrar aqui onde a CMA ajuda a degradar a imagem do Concelho.

PS. O edifício, do qual faz parte o apartamento em questão, foi alvo no decorrer do ano passado de conservação da estrutura do telhado (o que nunca foi feito nos 43 anos precedentes) estando neste momento a assembleia de condóminos em vias de aprovação de outras obras tais como a substituição da coluna de água, pinturas e isolamentos interiores e exteriores pelo que a carta/ameaça a mim não me incomoda directamente. Apenas para que conste que o post supra nada tem de remoço nem de carapuça enfiada. Mas quem exige também tem de cumprir, certo?

sábado, agosto 18, 2007


1128. Surprise, surprise!
Ontem estava eu muito quietinho a um canto sentado com uma garrafa de champanhe bem fresquinho entre as mãos prestes a vertÊ-la em cristalina taça eis senão quando o bicho telemóvel desata numa toqueira de mensagem recebida e surpresa suurpresa das profundezas do deserto do Sahara esta menina e o seu respectivo se lembram de me desejar feliz aniversário de tal modo me presenteando e me lembrando que aquele calor todo de que estariam sofrendo nao se compadeceria com uma das supra referidas taças e vai daí garrafa à boca até á última gota. Tchim, tchim! À vossa!
PS. Muito obrigado aos que me parabenizaram ontem, através dos mais diversos electrónicos meios, hoje ao dispor da humanidade e, obviamente, àqueles e àquelas que me deram directamente o beijo na bochecha.

quinta-feira, agosto 09, 2007

1127. Lavagens , branqueamentos e vomitados

Estou a assistir na SIC Notícias a uma entrevista a Pinto da Costa que é de ir ao vómito. Já antes assisti, também na SIC, a uma entrevista à irmã de Carolina Salgado para a qual nem me digno gastar adjectivos. Uma jornalista do Expresso é co-autora de um livro de lavagem de Pinto da Costa. A SIC é da mesma holding. Cada vez acredito menos em coincidências.
Nunca, que eu tenha assistido em quase 52 anos de idade, se viu tamanho branqueamento de um arguido em qualquer processo. Nem com Carlos Melancia, nem com Vale e Azevedo, nem com Carlos Cruz, se usou tanto OMO, Ajax ou SKIP. O poder do futebol ou outros poderes, disso já não entendo nada.

PS. As conversas gravadas nunca existiram?

quarta-feira, agosto 08, 2007


1126. Eles estudaram nas mesmas escolas
Pronto, hoje vou comentar um tema muito querido ao meu amigo João Espinho. Vou falar de Beja. Ou melhor, vou falar do Hospital de Beja.

“Atitude centrada no utente, no respeito pela dignidade humana e na promoção da saúde da comunidade;

Cultura do conhecimento, da excelência técnica e da lealdade;

Postura e desempenhos com respeito pela ética e responsabilidade social”

Estes são os Valores, bem escarrapachados na entrada do Hospital José Joaquim Fernandes, SA, em Beja. A entrada foi registada às 11:21h. Os sintomas eram os de cálculos renais. As evidências eram cólicas. O diagnóstico constou de análises e ecografia. Às 12:45 estes exames estavam concluídos. A saída do hospital deu-se às 20.30H. O utente era apenas mais um utente. Outro utente, entrou cerca da 15:00h. Tinha uma luxação num braço, desconheço a gravidade. Antes das 16 e após RX estava de saída. O seu apelido não digo, mas é um dos mais notáveis de Beja. Pode ter sido uma simples coincidência (há quem acredite) mas se não, então os Valores foram pelo cano. Se são estes SA que temos então são iguaizinhos aos de gestão pública. Ou pior.

PS: Não fomos os únicos a ficar 9 horas nas urgências. E não temos oitenta e tal anos como muitos dos que por lá passaram (e passam).

quinta-feira, julho 19, 2007


1125. Começo a entender
Durante a campanha eleitoral que colocou o nosso Sócrates no Governo, tive sempre alguma dificuldade em entender como é o senhor Primeiro Ministro iria arranjar 150 mil novos empregos. Agora vão ser contratados 230 assessores (um por cada deputado) para o Parlamento. Vamos lá homem, já não falta tudo e as eleições são daqui a dois dias! O tempo passa depressa.
foto retirada do google images

quarta-feira, julho 18, 2007

1124. Só uma pergunta (aliás duas)

Será que depois do trágico acidente de ontem em S. Paulo, os iluminados do Portela + 1, ainda continuam a defender a tese? E já agora não querem o +1 em pleno Marquês de Pombal?

terça-feira, julho 17, 2007

1123. baltajar! baltajar! baltajar!

Escrevi em tempos, Abril de 2006, um post, em que contava a história de uma manifestação de Carrazeda de Ansiães de apoio a Salazar. Do post de então coloco o extracto:

Manifestação em Lisboa de Apoio a Salazar. Camionetas vindas de todo o país invadem a capital numa grande manifestação de apoio a Salazar. A Emissora Nacional faz a reportagem da chegada dos manifestantes.
EN – Minha senhora de onde vem?
Popular – De Carrajeda de Anshiães.
EN – Porque é que veio a esta manifestação?
Popular – Bim ber o Baltajar.


Não sei se os que vieram agora de Cabeceiras de Basto sabiam se vinham apoiar o António Costa ou se vinham comer uma sardinhada na Costa. Mas que o estilo permanece, lá disso não há dúvida. No entanto, tal como Salazar, acredito que António Costa também pense que tenha sido uma manifestação espontânea. Ele ainda há com cada presidente de câmara!

segunda-feira, julho 16, 2007


1122. Eu alfacinha,

que não moro em Lisboa, não li nem ouvi de nenhum analista que se atrevesse a dizer: “Cuidado José Sócrates, o Partido Socialista ainda tem uma ala esquerda. Não a menospreze!”

Não sei se a Helena Roseta, ela mesma, encarna essa esquerda (tal como não sou capaz de o dizer em relação ao Manuel Alegre). Mas, quer as presidenciais, quer as autárquicas em Lisboa fizeram unir noutra frente, que não a dos candidatos oficiais, os votos dos simpatizantes do PS – e não só - que não concordam com a política, claramente mais do agrado de Sarkozy, de que José Sócrates tem sido o condutor. E José Sócrates não pode, de facto, menosprezar estas vozes, estes sentimentos, estes votos. É que, apesar da protoditadura em que se transforma uma maioria absoluta, o regime é democrático e “as favas” pagam-se nas urnas. E Sócrates, obviamente, sabe-o. Não se pode é descuidar considerando que não passam de epifenómenos.

sexta-feira, julho 13, 2007

1121. É o mesmo é

Vocês lembram-se de um treinador que baixou o Alverca da 1ª Liga para a divisão de honra? E que conseguiu, no ano em que o Benfica de Trapatoni ganhou o campeonato com o menor número de pontos de que há memória desde que uma vitória vale 3 pontos, deixar o super-Porto, malgré os apitos dourados e coisas assim, apenas em segundo? E lembram-se do treinador que mal pegou no Belenenses mandou-o logo fora da 1ª liga, salvo apenas pelo gong do caso Mateus? E do treinador que levou Moutinho, Nani, Hugo Almeida, Manuel Fernandes, Miguel Veloso e outras estrelas emergentes do nosso futebol a fazerem aquela figurinha triste no Europeu de Juniores deste ano e que nem a penalties conseguiu que fossemos aos jogos olímpicos? Pois, acreditem ou não, é o José Couceiro o mesmíssimo que conduziu a selecção de sub-20 a fazer a vergonhosa figura que fez neste mundial do Canadá. É o mesmo é, acreditem.

quarta-feira, julho 11, 2007


1120. Unions for the boys
As televisões davam ontem grande destaque ao acordo celebrado entre o Governo e dois dos três sindicatos representativos da função pública. Ora eu não consegui ver nada de mais nesse acordo, nem tão pouco estava à espera de nenhuma surpresa. Eu também tenho uma grande facilidade em negociar com os meus compadres e sempre que isso acontece acabamos em jantaradas.
foto: algures da net

sexta-feira, julho 06, 2007


1119. A Zita de que mais gosto é da Carolina Salgado

O que elas se haviam de lembrar. Contar em livro as suas conspirações e os seus arrependimentos. Uma, a uma escala de nível internacional que mete a URSS e o KGB, conspirou contra o País. O 25 de Novembro que o diga. Outra numa escala a nível regional onde mete o Porto e os SD conspirou contra quem se lhes atravessava no caminho. O Bexiga que o diga. Uma a cuspir na mão de quem lhe deu anos e anos a fio de que “comer”. Outra a cuspir na mão de quem a tirou da vida e lhe deu de comer, desta vez sem aspas. Ambas se tentam vingar. Mas gosto mais da Carolina Salgado porque teve a coragem de enfrentar e afrontar um vivo. Zita apenas afronta um morto.

1118. Podes continua a vir cá, meu...
O meu blog perde visitas dia após dia. Este não é um facto que me admire, por um lado, nem que me deixe preocupado, por outro. E não me admira nem me deixa preocupado porque conheço as razões. Não só este vosso escriba deixou de ser um assíduo post-maker, mas também, atrevo-me a acrescentar principalmente, os assuntos que traz à colação são absolutamente desinteressantes. Não tem a capacidade e o bom gosto para escolher entre os melhores fotógrafos, nomeada e fundamentalmente de nus, para publicar as maravilhosas fotos que outros tão bem fazem, não sabe, sequer, transpor do YouTube © os vídeos que todos vêem, não dá dicas nem permite fazer downloads de DIVx ou MP3, nunca publicou um livro, não é citado pelo Rolo Duarte, não se chama Pacheco, já não é professor universitário, nunca foi jornalista, não é uma gaja boa, nem tão pouco é gaja, não faz correntes, não manda mails a publicitar o blog. E é por estas razões e mais que enunciasse que não podia deixar passar sem referenciar e sem homenagear aquele visitante que, há mais de uma centena de semanas, aqui vem todos os dias à procura de “putas pretas”. Na verdade este blog, se tiver que publicar alguma foto, algum artigo, algum comentário, alguma reportagem sobre putas, não fará, isso vos garanto, qualquer discriminação à cor, raça, credo ou filiação partidária ou clubista. Para mim todas as putas têm a mesma dignidade, excepto aqueles novos bufos que começaram a proliferar nas mais diversas repartições e organismos públicos. Mas falar dessas putas, são outros quinhentos.

segunda-feira, julho 02, 2007

1117. Ninguém para o FCP, ninguem pára o FCP, ô é ô!

Agora consta que subornavam o SEF para legalizar jogadores. Este clube é demais, ninguém o pára. Está em todas!

domingo, julho 01, 2007

1116. Herois do mar...

Ontem vi uma excelente nota de reportagem na SIC sobre o parque eólico espanhol na fronteira da serra de Montesinho. À parte das considerações, ecológica, energética, paisagistica, económica e eteceteras de que não vou aqui debruçar-me neste momento, uma informação retive e que não é de somenos importância. No outro lado da fronteira existe um posto médico em cada aldeia. Acresce que numa delas o próprio médico é residente. Aqui, do lado de cá, a ordem é fechar postos médicos. É neste país que se inicia hoje a presidência da União Europeia. Quero ver se no final dos seis meses, os nossos governantes têm vergonha na cara para apresentar as contas de quanto isto nos custou. E, já agora, se conseguem traduzir isso em quantos postos médicos se poderiam manter abertos.

quinta-feira, junho 28, 2007

1115. Sócrates na presidência da CIP ou Bagão no MRPP? Não és homem não és nada...

Meu caro Dr. Bagão Felix,

Eu ainda sou do tempo em que, na rua e na Assembleia da República, os trabalhadores e os deputados de esquerda, mesmo aqueles da tal esquerda moderna e europeia, representada pelo nosso engenheiro e primeiro-ministro José Sócrates, se manifestavam contra o seu código de trabalho. Eu nunca fui de me manifestar muito contra si Dr. Félix, confesso, mas isso tem a ver com uma questão clubista. Veja bem que nem do caricato Vale e Azevedo que quase destruía o nosso clube eu falei mal enquanto ele foi presidente do Glorioso, imagine se eu, sendo você um benfiquista militante, iria contra a sua pessoa. No entanto, tenho de reconhecer que o senhor fez muito mal com o seu malfadado código a muitos benfiquistas, sportinguistas, portistas e, veja bem, até a adeptos do Estrela da Amadora. É que em todos esses clubes e nos outros também, existem trabalhadores que nada viram, antes pelo contrário, melhorar a sua situação laboral, o seu poder de compra o seu modo de vida. E, por outro lado, não existe um único indicador que nos diga que graças ao seu código de trabalho a nossa economia tenha evoluído, a nossa produtividade aumentado e que, o que hoje é mau para os trabalhadores, amanhã seja melhor para os seus (deles trabalhadores, claro) netos.

Pensava eu na minha que, nesse tempo de que falava antes, tamanha algazarra do Partido Socialista na Assembleia da República e mais tarde nas promessas eleitorais tinha a ver com o facto, não lho disse antes mas desculpe-me a franqueza, Dr. Bagão, o seu código ser reaccionário, um atentado aos direitos de quem trabalha e um retrocesso aos quase tempos de Salazar e Caetano. Mas não, santa ingenuidade a minha. Depois de conhecer as conclusões do Livro Branco sobre o Código de Trabalho, que o governo encomendou às para ele, governo, sumidades e que, mais dia menos dia se prepara para implementar, o seu Código, Dr. Bagão Félix, aparece aos meus olhos como um tratado esquerdista sobre as relações de trabalho. E é por isso que lhe digo, Dr. Félix que o senhor não é homem nem é nada se um dia destes ao não der por si a inscrever-se no MRPP. Ou melhor, no POUS, que é para eu ouvi-lo de quatro em quatro anos, nos tempos de antena a clamar pela união entre a UGT e a CGTP. Pergunte à Carmelinda que ela explica-lhe as palavras de ordem.

PS. Ou então não e será Sócrates primeiro a ser nomeado presidente a CIP. Sr. Engenheiro se quiser saber como se evolui pergunte ao seu camarada Pina Moura. Ele conhece os percursos.
(foto algures achada na net)

terça-feira, junho 26, 2007

1114. Eles tratam-nos da saúde, da carteira e da paciência

O Governo prepara-se para actuar de novo no sector da saúde. Uma das medidas do pacote é a de os utentes passarem a pagar uma taxa moderadora exorbitante no caso de serem consultados mais de 3 vezes por trimestre. Ora bem, acredito que haja quem faça da ida ao posto médico um hobby. Se o senhor Ministro o acha, quem sou eu para não achar? É por isso que ele é ministro e eu não, porque ele acha muito melhor do que eu. E os que melhor acham devem ser compensados com cargos de ministros. Mas adiante. O que eu quero perguntar ao senhor Ministro é a quem é que ele vai pedir o pagamento das taxas pela ineficiência, burocracia e incompetência da organização que ele tutela. Quer dizer, que ele acha que tutela. Vamos a um exemplo prático e pessoal que é para ele, o senhor Ministro não achar que é ficção. Eu tenho um pequeno quisto sebáceo que tem de ser removido. Pelo menos a minha médica de família assim o crê. Mas como não pode decidir por ela, mandou-me a uma consulta da especialidade no posto médico, acompanhado de um relatório. O senhor cirurgião, ao fim de dois minutos de consulta, tempo em que esteve a preencher a minha ficha pessoal (a administração pública gasta milhões em novas tecnologias, mas estas coisas não estão ligadas, percebem?), perguntou-me se eu tinha análises recentes. Como de facto eu tinha análises feitas há pouco mais de um mês, marcou-me nova consulta para a semana seguinte para que eu mostrasse as análises. Nova consulta (neste momento já somamos 3), e agora sim podia fazer um relatório para o seu colega de cirurgia do Hospital. E o que constava no relatório? Adivinhem, vá lá! Pois isso mesmo, quisto sebáceo e a respectiva localização. Exactamente igual ao da minha médica de família. Já tive a quarta consulta, desta vez no Hospital. E o que fez o cirurgião, o que foi? Olhou, apalpou e preencheu um documento para que eu assinasse a autorização de extracção do quisto. E o que se passou a seguir, adivinhem de novo. Tirou o quisto? Não! Isso fica para uma quinta consulta. Ah! Mas só leu o relatório do seu colega a meu pedido (na realidade não servia para nada).
Pronto esta é a história de como eu poderei ser penalizado no futuro a pagar balúrdios de taxas moderadores, quando, por minha iniciativa eu fui a uma única consulta que até ver, se transformará em cinco.
Mas como sou picuinhas ainda tenho mais uma coisita sem importância para vos contar. Cronometrei ao minuto (não ao segundo por que não quis) todo o tempo dispendido em deslocações, inscrições, salas de espera e consultas. Não se pasmem porque todos já estão acostumados a isto. Consultas: 8 minutos (inclui os 6 minutos e meio que demoraram os vários intervenientes a preencher fichas). Tempo para inscrição: 64 minutos. Salas de espera 255 minutos.
Sem paciência, a saúde igual e a carteira (daqui a pouco) cada vez mais vazia. Como “eles”, nos tratam bem!

sexta-feira, junho 22, 2007

moon #5: cota_slip_sem_tribo, não cuides dessa barriguinha, não

1113. Por partes que é para não maçar

1. Com esta já é a quarta fotografia cá do cota que publico, além das cegonhas, e ainda não fui convidado para capa de nenhuma revista.

2. Arrepiante aterrar na Portela quando se aterra de Sul para Norte. Estou sempre a pensar quando é que o comandante mete o bicho no estádio de Alvalade. Não é que o estádio de Alvalade me interesse para alguma coisa, mas os seus frequentadores, embora lagartos, não merecem levar com um avião em cima. Prefiro ir lá dar seis a três.

3. Falando sério, há anos, há muitos mesmo, que oiço falar de que o aeroporto deveria sair de Lisboa por questões de segurança. Não do tráfego aéreo mas sim das populações. Hoje em dia parece que é pró-Lisboa quem defende a continuação da Portela. Eu por mim queria ver se quem quer que seja eleito Presidente da Câmara tem tomates para transferir os Paços do Concelho para Alvalade, Lumiar ou Camarate: Era de Homem, hein?

4. Bem sei que não foi Couceiro quem falhou os penaltis. Mas foi ele que escalou os mais novinhos para os marcar. O gajo é mesmo nabo (nabo dará queixa crime? É que isto de escrever em blogs está a tornar-se perigoso).

5. Comprei aquelas minis da Sagres com rótulos design. Até estou com pena de as beber. Mas também estou com sede. Não sei que faça…

6. O Rui Moreira é presidente da Associação Comercial do Porto (ACP) e é comentador residente do “Trio de Ataque” da RTPN. O Lobo Xavier é vice-presidente da ACP e é comentador residente da “Quadratura do Circulo” na SIC Notícias. O Paulo Rangel é director da ACP e é comentador residente do programa “Estado da Nação” da RTP. E eu que pensava que a Maçonaria é que estava em todas. Afinal é a ACP. Ando mesmo distraído.

7. Eu queria escrever mais, mas o TGV deve estar aí a passar e se me distraio ele nem me vê aqui no meu apeadeiro e nem pára (para grande tristeza do Pacheco Pereira que acha que o TGV vai parar em todas).

8. Pouca-terra-pouca-terra-pouca-terra-pouca-terra…

PS. Não caí na tentação de falar, hoje, quer dizer ontem, começou o verão e coisa e tal e o tempo isto e o tempo aquilo e as andorinhas, ups isso é primavera, e as folhas a cairem, ups de novo acho que estou na estaçao errada... é por isso que não escrevo sobre o verão. Dá-me cá uns calores.