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segunda-feira, julho 18, 2016

1626. Roast

Costumo achar, como se diz agora noutras linguagens que não vêm a propósito, que tenho um critério muito largo no que respeita ao humor. Chego mesmo, por vezes, a sentir-me isolado ou deslocado quando esboço um sorriso enquanto os outros que me estão perto parecem estar num velório. Não admira pois que ainda hoje, apesar de ter visto dezenas de vezes as mesmas cenas, "parta o coco" a rir com Vasco Santana, com António Silva, com Ribeirinho e que, a imagem do eterno compère  Eugénio Salvador me seja, também, tão presente.  Raul Solnado é para mim (a expressão ainda se não usava nessa altura) o melhor ator em stand-up comedy que alguma vez vi e ouvi e o grande José Viana o homem a quem melhor escutei a contar uma anedota. Não por ser intelectualmente correto dizê-lo, mas porque não me revejo em anedotas contadas como sketchs televisivos, não faz parte das minhas preferências o humor tipo «Malucos do Riso», pese embora o meu anunciado critério largo, confessando, no entanto, que em um ou outro momento tenha soltado uma gostosa gargalhada. Nunca conheci um comediante "tão sério" como Mário Viegas e ainda hoje não ouvi ninguém ler um poema de Mário-Henrique Leiria como ele em que não sabemos se havemos apenas rir ou, em alternativa, chorar a rir.  Herman José  fez-me, durante muitos anos, sentir apaixonado pelos seus programas de humor e até  com os Gato Fedorento ri a bom rir (já sei que vou levar porrada de alguém). E vi também aparecer em programas mais recentes (?) como o «Levanta-te e Ri» alguns personagens que me alegraram os serões televisivos, como o Bruno ou o Serafim.


Vem este relambório a propósito de uma coisa que ontem passou na SIC Radical, chamada «Roast». Já sei que a resposta ao que vou dizer é que só vê quem quer, quem não quer muda de canal. Mas isso é treta. Então nunca poderia haver crítica. Toda a gente mudaria de canal quando a coisa não prestasse (ou não gostasse) e, pronto, mandava-se às urtigas a análise crítica e o direito à opinião contrária. Felizmente tenho bom estômago e não vomitei durante o programa. Consistia aquela coisa (chamo-lhe coisa porque não consigo arranjar um adjetivo qualificativo para aquilo) em apresentadores e criadores de programas da SIC Radical aproximarem-se do microfone para falarem mal dos colegas presentes, embora também o tenham feito de ausentes, pretendendo ter piada nas suas apreciações. O que se assistiu foi a um rol de ordinarices em que quase todos referiam que cada um dos outros e das outras só tinha conseguido um programa na SIC Radical porque passavam o tempo a fazer bobós ao seu diretor ou a dar-lhe o rabo. E isto ainda era, talvez, o menos ofensivo. E os outros que depois viriam insistir na mesma tecla quando chegava a sua vez riam feitos papalvos destas insinuações, fazendo até crer o espectador que poderia ser verdade. Houve então um que saiu na rifa aos restantes colegas e passou a noite toda a ser apelidado de paneleiro e sempre com um sorriso na cara. Culminava a apresentação com cada um a falar mal da própria SIC Radical, provavelmente na única verdade que diziam, pois o resto era pressuposto ser apenas piada (?????), referindo que a SIC Radical havia batido no fundo. Recuso-me referir os nomes dos protagonistas para não propagandear tão baixa qualidade mas abro duas exceções. A primeira é para a blogger Pipoca Mais Doce . A senhora até escreve umas coisas giras, conseguiu uma legião de fãs, tem, provavelmente, o blog mais lido na blogosfera, é profissional contratada por várias marcas, ganha uma pipa de massa assim, aceito, obviamente, que merecidamente e esteve menos mal na apreciação dos companheiros, não caindo na ordinarice pura e dura, malgré não ter resistido a chamar puta a uma outra que lá estava. Acho que a Ana Garcia Martins não precisava de ter aceitado aquele convite, mas da carteira de cada um, cada um é que sabe e é lá com ela. A outra para o diretor da SIC Radical, um tal Boucherie que é mais conhecido por ser júri no programa «Ídolos» e ter gozado com a deficiência de um concorrente efetivamente deficiente do que por ser diretor daquele canal do cabo. E refiro-me a ele porque fiquei com a impressão de que ele não estava nada envergonhado com aquilo a que assistiu. Se fosse eu o diretor, apesar do meu estômago ser bastante resistente era capaz de ter levado um baldinho comigo. É que ao vivo e a cores não sei se conseguiria resistir ao vómito.

sexta-feira, agosto 26, 2011

1582. Conversa de caca


Acabei de ler na Avogi um extraordinário post didático. Ensina a Avogi as meninas a embrulhar pensos menstruais. Pois este ensinamento que se segue  é para meninas e meninos e tem a ver com cocó de cães.

E como diz a Avogi, aprendam porque eu não vivo sempre.

Em primeiro eu até podia começar aqui por vos explicar o que é um saco plástico. Primeiro o que é plástico tipo assim a fórmula química do hidrocarboneto que o constitui, polimerizado ou não. Depois como é cortado, dobrado, colado e etc com alcinhas ou não. Mas vou deixar este trabalho sobre química e sobre produção industrial de sacos de plástico que é assunto lateral para me atentar no fundamental.
E do fundamental consta um cão ou fêmea, ou mais, uma dona ou um dono ou até ambos, uma trela legada ou não à coleira, a coleira propriamente dita e o principal que não é exatamente um detalhe, o cu do cão (ou da cadela).

Pois estes estimáveis bichinhos têm, obviamente, todo o direito de terem necessidades fisiológicas. E têm todo o direito de evacuar, ora pois então! E até de fazer o seu xixizinho. Já que seria muito incómodo para os donos andarem de mangueira ou balde de água atrás, pelo menos tenham o cuidado de não porem os bichinhos a mijar contra o MEU CARRO, ok? Se não um dia, vejo-os a fazer isso, perco a vergonha na cara, tiro o pirilau para fora das calças e mijo nas pernas do dono ou da dona e vingo-me. Mas se o bichinho distraidamente o fizer, vá a senhora ou senhor a casa se faz favor, pegar num balde e num paninho e lavar o alvo da canina esguichadela. Se não percebeu eu mando-lhe um e-mail a explicar o que é um balde. E se pretender, também lhe explico o que é um pirilau.

Já agora, vamos lá então falar do cu. O cu, para aqueles donos que nunca repararam é o buraquinho traseiro de onde sai o cocó que o seu canito ou cadelita deixam no meu passeio. E um saco plástico é aquilo que a dona ou dono desse bichinho ou bichinha deviam trazer na mão para apanhar o cocó e botar no contentor. Ah, está bem, não sabem o que é um contentor. Pois se um dia eu vos cagar à porta, talvez aprendam. Ou querem que eu faça um desenho?

PS. Tenho a certeza que nenhum dos leitores deste post deixa os seus canitos cagarem a céu aberto sem limparem a respetiva defecação. Mas este sermão não é para nenhum nem nenhuma de vocês. É para os peixes, ou eu não me chame Santo António!

terça-feira, julho 12, 2011

1575. Incidente

O armário tinha as portas entreabertas. Olhei para ele desconfiado e pensei que eu ou a Zé nos teríamos esquecido de o fechar. Fui ver o que era, empurrando uma das portas. Ah, não há problema é só algo mal arrumado que entalou as portas. Abri-as para ver o que era. Ato contínuo uma catadupa de chávenas, canecas, pires, açucareiros, taças de sobremesa, pratos e pirexes deram em fugir do armário. Enfim libertos. Acabaram a fuga todos partidinhos. Água oxigenada e um penso rápido foi quanto bastou para estancar o sangue numa das pernas.

domingo, outubro 03, 2010

1546. Como é que se faz para explicar a um tipo que a PIDE já acabou?

De repente, na net e sem darmos por isso arranjamos um inimigo de estimação. Estava eu muito descansadinho no Facebook, que tenho ultimamente como passatempo, quando achando engraçada uma foto que alguém na minha lista de “amigos” lá colocou, a comentei com todo o prazer. Eis senão quando, passados alguns minutos, sob a mesma foto existia um comentário, entretanto apagado pelo autor da foto, que dizia mais ou menos assim (cito de cor) “mais uma vez tive de apagar um comentário de uma pessoa que é cúmplice de uma mentira a qual eu estou farto de denunciar, bla bla bla,” e cocluia no comentário que eu o teria desmentido. Ora o comentário apagado na foto do gato e da garrafa de vinho era o meu. Entrei depois em diálogo com esse “amigo”, em primeiro lugar para saber de que página eu era cúmplice e em segundo afirmando-lhe que fosse qual fosse o assunto eu, que apenas o conhecia da blogosfera, não me sentia com autoridade para desmenti-lo publicamente.

Sem mais delongas vou concluir. O senhor Vitorino censura-me porque eu aderi (na altura da adesão, convictamente) a uma página que apelava ao não pagamento pela utilização do Facebook. Depois dos desmentidos sucessivos no próprio Facebook feitos pelo senhor Vitorino (a quem eu deveria, publicamente, dar créditos ou elogiar) como eu não anulei a adesão á respectiva página tornei-me um proscrito e alvo de censura. Felizmente que o senhor Vitorino não é coronel de lápis azul, nem governante, nem agente da autoridade. Tenho em crer que se o fosse, provavelmente mandar-me-ia prender. Ou então talvez eu tivesse tempo de me exilar, sem, claro está, poder levar comigo o meu notebook, o FB e a tal página a que estou coladinho com uma grude que não se desfaz nem com a prosápia do senhor Vitorino. Sabe o que eu tenho para lhe dizer? Passe muito bem senhor Vitorino e olhe que a PIDE já foi fechada há mais de 30 anos e que o muro de Berlim também já caiu. Ou não deu por isso?

PS. Aqui poderá comentar à vontade que pode ter a certeza, seja qual for conteúdo, não será censurado. Mas acredito que apesar de tudo seja elevado..

terça-feira, maio 18, 2010

1534. Sempre que eu achar que tenho razão, reclamo






Nem sempre o cliente tem razão mesmo quando julga que a tem. Foi exactamente o que eu aprendi e mais nada há a dizer. Mas eu por acaso ainda vos vou contar, já que hoje não tinha mais nada para escrever. Normalmente uso na minha impressora tinteiros originais, mas um dia, levado pela promoção da funcionária de uma loja de electrónica/electrodomésticos de uma grande superfície comercial, decidi comprar tinteiros da marca deles. Logo de início tive problemas no sentido de que a impressora detectava tinteiros não originais e passava o tempo a chatear-me com warnings. Mas veio um dia, não sei se por actualização do software da impressora, se por alguma não codificação no chip dos tinteiros, a impressora passou a recusar-se a imprimir com tinteiros não originais. Vou eu daí, armado em espertinho e pensando que tinha razão, falar com um funcionário da dita loja de electrónica/electrodomésticos da tal grande superfície comercial, a quem perguntei se percebia alguma coisa da cena e que depois de se confirmar um conhecedor me disse que era natural pois os tinteiros não originais podem danificar a impressora. Como é que é? Perguntei eu, assim como que a modos de estupefacto com a resposta, mas ele confirmou que era isso mesmo. Ora foi aqui que eu pensei erradamente que tinha razão. Se uma funcionária, vestindo a camisola da tal loja de electrónica/electrodomésticos da mencionada grande superfície comercial me aconselha uns tinteiros que a minha impressora não reconhece e outro funcionário da mesma loja de electrónica/electrodomésticos da mesma grande superfície comercial me diz que a impressora está no seu direito de não querer lá intrusos, sob pena de ir parar ao hospital com uma intoxicação alimentar qualquer, julguei eu, na minha, que deveria estar lá no expositor um aviso tipo “Esta loja de electrónica/electrodomésticos desta grande superfície comercial avisa que os seus tinteiros podem ser recusados pelas impressoras e mesmo que o não sejam pode lhes causar maleita, sei lá, uma urticária desconhecida”. Não havendo este aviso, este que vos escreve dirigiu-se ao balcão do pós-venda da loja de electrónica/electrodomésticos da mais que referida grande superfície comercial, pediu o livro de reclamações e escreveu em resumo isto que vos conta acima. E como não tinha nada que o fazer, pois como é óbvio não tinha nenhuma razão, recebeu ontem mesmo uma carta da ASAE que lhe informa que não existindo da parte da tal loja de electrónica/electrodomésticos da grande superfície comercial em causa, prática contrária à da lei, a reclamação seria arquivada. Pronto, assim estou mais descansado.

quinta-feira, abril 01, 2010

1527. Não te cures não

Estive hoje a assistir na RTP2 a um interessantíssimo documentário sobre o corpo humano. De entre as várias coisas que retive, desde o número de espermatozóides que consigo produzir por hora até às proteínas constituintes do meu organismo, uma ficou-me aqui a dar voltas na cabeça. Dizia-se às tantas no referido filme, sobre a capacidade do nosso organismo em transformar em gorduras os nossos excessos, que se ingerirmos por dia 15 calorias a mais, ou seja, o equivalente a 4 pistáchios, engordaremos cerca de 670 g por ano. Ora pus-me aqui a fazer as contas de cabeça e cheguei à conclusão que nos últimos trinta anos comi 65.373 pistáchios a mais do que devia. Estava eu nestas cogitações quando se me fez luz. Eu nunca comi pistáchios sem ser acompanhado de uma fresquinha. Sendo que toda a minha gordura se deve aos pistáchios excedentários, cheguei à maravilhosa conclusão que a cerveja não engorda. Abri o frigorífico e foi um ver se te avias. Hic.

terça-feira, maio 26, 2009

1436. Negócios espirituais


Na minha rua existem vários estabelecimentos a saber, uma garrafeira que se encontra fechada e uma retrosaria também fechada. Uma gráfica que está fechada e um restaurante do qual já lhe conheci mais de uma dúzia de donos e que está fechado. Tem também uma loja dos 300 que acabou de fechar e uma loja de artigos para decoração, pintura e outras artes manuais que está aberta. Não sei se o negócio das tintas e pincéis está indo bem se é porque também vende passes e vai dando para o petróleo. Na minha rua há 4 igrejas evangélicas que nos dias de culto estão sempre cheias. Falta de freguesia não há, há é que ter o patrão certo.

Quem parece não ter o patrão certo é o Jumbo no Almada Forum. Hoje fui lá e encontrei um pacote de massa areada, aquela das bases das tartes com data de validade de 22 de Maio. Abordei uma empregada da Auchan que me disse que não era daquela secção. Apenas quando eu lhe disse que por acaso eu não sou da inspecção mas podia ser é que ela pensou um pouco e disse, vou já avisar os meus colegas. Por outro lado encontrei a pérola cuja fotografia coloco. Um frasco de um produto de limpeza por 2,44€ e uma embalagem ECONÓMICA de 2 frascos do mesmo produto, da mesma capacidade, por 4,99€. Abordei uma funcionária da Auchan que, claro, não era daquela secção. Olhou, não percebeu muito bem, disse que se calhar era mesmo assim e foi embora. Quem é o patrão daquilo? O mesmo das igrejas da minha rua é que não é.

sábado, janeiro 17, 2009

1341. Pessoal mas transmissível

Peço desculpa a todos por hoje trazer aqui um caso absolutamente pessoal.

Estou com uma gripe do caraças!

(transmissível)