segunda-feira, novembro 17, 2008



1293. Late Night Sounds

Normalmente quando vou aos fados tomo sempre em consideração alguns aspectos periféricos. Menos importante do que o local onde vou ouvir cantar é o que esse lugar me proporciona – o conforto, o que vou comer, o que vou beber, com quem vou estar. Depois, obviamente, quem vai cantar.

Desta vez a minha escolha não tomou em consideração particular nenhum destes aspectos. Em primeiro lugar ir aos fados praticamente na nossa aldeia, nos confins do Alentejo não é coisa de todos os dias. Em segundo, sabíamos que não iríamos ter uma mesa só para nós (eu e a minha mulher) mas teríamos que a partilhar com desconhecidos. Por fim, da comida conhecíamos o menu e os fadistas eram, para nós, uma autêntica surpresa. Fizemos a marcação e fomos.

A Casa do Guizo fica no Monte do Guizo, assim como quem diz com entrada pela estrada da Moreanes, que é um povo entre Mértola e a Mina de S. Domingos… desisto, vejam no Google Earth. Espaço amplo mas confortável, empregadas simpáticas, serviço eficiente. Entradas com os tradicionais mini pastelinhos de bacalhau e rissóis que não destoavam. Chouriço assado e requeijão de ovelha, daquele leite com que se faz o queijo de Serpa. O jantar, um belíssimo e delicioso creme de coentros e bochechas de porco estufadas, acompanhadas de arroz de ervilhas e cenoura e castanhas no forno. Tudo muito bem apaladado. Na minha mesa o vinho do jarro, que já de si não era de todo recusável, foi gentilmente substituído, pela gerência, por uma Vinha do Monte da Herdade do Peso, tinto, da Vidigueira. Aliás foi a única bebida que bebi durante toda a noite.

Na mesa com mais dois casais, com quem viemos a travar conhecimento, a conversa foi agradável e simpática. Quero dizer que o facto do nosso vinho de jarro ter sido substituído pelo referido se deveu à iniciativa de um destes compagnons de fado.

E por falar em fado, cantaram João Carlos, Joana Baeta (na foto) e João Roque. Este é também o elenco fixo da Tasca do Chico no Bairro Alto. João Carlos é já, digamos, um consagrado das noites do fado castiço, fado vadio, do Bairro Alto. Joana Baeta com 18 deu um ar jovem (não o fosse ela mesmo) ao grupo, uma voz bonita e colocada (que para mim merecia ser aperfeiçoada com algumas aulas de canto). É uma promessa em flor e um potencial talento a não se deixar perder. João Roque, por sinal filho do João Carlos, ganhou a Grande Noite do Fado no Teatro S. Luiz em 2008. Eu não assisti a essa Grande Noite, mas pelo que ouvi ontem, foi merecido e mais não preciso nem posso falar porque é hora de silêncio que se vai cantar o fado.

Foto: PreDatado

domingo, novembro 16, 2008


1292. Por (puro) acaso.

Tive um fim-de-semana espectacular lá no “meu” Alentejo. Além da satisfação de ver chegar, quase em simultâneo com a nossa chegada, uma boa meia dúzia de gatos da vizinhança que, sabendo da nossa presença, estacionam no nosso quintal para, pelo menos durante dois dias, terem repasto extra, foi um fim-de-semana de fados e de cantares alentejanos. Cada coisa na sua vez, escreverei alguns posts sobre esses assuntos acompanhados de fotos dos eventos mas o que aqui me traz hoje é um outro acontecimento. Na dita fadistagem, o fadista principal, chamemos-lhe assim, era também o locutor / apresentador de serviço. Quando anunciou algumas pessoas ilustres que estavam a assistir ao espectáculo, referiu o nome do escritor Luís Maçarico. Alto lá que este nome eu conheço! É nem mais nem menos do que um amigo virtual, agora também pessoal, antropólogo, autor do blog Águas do Sul, actualmente a fazer o Mestrado “Portugal Islâmico e o Mediterrâneo”. Conhecia o seu blog pois faz parte das minhas leituras frequentes e por isso, mas não só dado que o Luís é um excelente interlocutor, foi muito fácil interpelá-lo e estabelecermos diálogo. Depois de uns minutos de agradável conversa, no intervalo de uma bonita sequência de fados, o Luís Maçarico presenteou-me com o seu último livro de poemas, Cadernos de Areia, com dedicatória e autógrafo. Os poemas estão relacionados com as suas diversas viagens à Tunísia, país do qual é um apaixonado. Já saboreei alguns desses poemas e digo-vos que são muito bonitos. Daqui um abraço de novo ao Luís e dêem uma vista de olhos ao seu blog. Vale a pena ler, valeu, absolutamente, a pena tê-lo conhecido.

sexta-feira, novembro 14, 2008


1291. Bom fim de semana


Trilhos


I.

Já se passaram tantos anos e luares, já fui magro e anafei, e alguns brancos já povoaram as nossas cabeças. Já murcharam cravos em espingardas.

Já se passaram tantos governos e tantos chefes, tantos presidentes da América e já morreu Mao. E nem do Muro os escombros restam que em Berlim cobriram tumbas de velhas vítimas.

Já se passaram muitas guerras, do Vietnam ao Iraque, da Palestina a Angola e na Bolívia golpes. Caíram ditadores no Brasil e na Argentina. Já se foi a enterrar Pinochet.

Já se passaram de moda os discos de vinil e também a TV a preto e branco com tons de cinzento. Tudo é apenas história. A mini-saia já passou por aqui. O velho Siera, que só tocava em AM, lembras-te?, jaz em caixa de cartão roída de traças.

Já se passaram os tempos que escutávamos os Beatles, mas o John já morreu. O George também. O Elvis é história em registo e de James Dean nem nos lembramos mais.

Já se passaram dias de angústia pelos massacres em Timor, pelos terramotos na Turquia, pelas mães da praça de Maio, pela chuva sangrenta em Santiago.

Já se passaram horas de júbilo pelo nascimento da Ana e do Pedro, e o primeiro triciclo, e a primeira barbie, e o primeiro dia da primeira escola. E há brilho nos teus olhos.

II.

Já se passaram horas de júbilo,
Já se passaram dias de angústia,
Já se passaram os tempos que escutávamos os Beatles,
Já se passaram de moda os discos de vinil,
Já se passaram muitas guerras,
Já se passaram tantos governos,
Já se passaram tantos anos e tantos luares.

III.

Mas não passará este, por ti, amor ardente.



PreDatado©2008

Foto de Bruno Mercier

quinta-feira, novembro 13, 2008


1290. Hoje deu-me para isto


Imitação de Vinicius

Há alguém que me lê na calada da noite
E de mim não conhece tampouco se existo.
Só as letras existem.

Há alguém que me lê na calada da noite
Os meus versos recita e de mim não conhece
A não ser as letras.

Há alguém que me lê na calada da noite
E compõe breves notas a que junta harmonia
Às letras que existem.

E se alguém que me lê na calada da noite
As letras quiser beber… pode bebê-las
E não me interessa quem.

Versos de PreDatado©2008

Foto: quadro de Francesco Hayez

quarta-feira, novembro 12, 2008



1289. Quem nunca teve um Hipolito que ponha o dedo no ar


O nosso amigo blogger The Old Man recorda-nos extractos da vida e da coisa pública em 1984, num dos seus já habituais excelentes posts, através da leitura de um jornal de época que embrulhava um velho fogareiro Hipolito.

Quem tem de “cota” a implacável propriedade, isto é, quem já deixou os cinquenta para trás, tal qual este vosso escriba, poderá lembrar-se de 1984 e até de outros anos, mas não poderá esquecer-se dos fogareiros Hipolito.

Claro está que nem todos cozinhavam a gás, mas para aqueles a quem embirrantemente a botija se acabava no Sábado à noite ou antes do almoço de Domingo (qual área de serviço qual quê?) não tinha outro remédio que sacar do providencial Hipolito e da garrafa de petróleo (que ninguém se lembrava ou sabia chamar querosene) colorido a cor-de-rosa e que também se usava nos candeeiros, e atear o álcool (azul) desnaturado até aquecer o espalhador e, pronto, ali estava o velho fogareiro a trabalhar. Agora era só dar à bomba para não deixar morrer a chama. Ah é verdade e se os bicos entupissem usava-se o espevitador. E acho que ainda havia umas chaves de bicos. As coisas de que eu me lembro.

Mas uma das mais, literalmente, brilhantes memórias do Hipolito está também associada à celarine (ou solarine? deve ser solarine para dar a cor do sol, eheheh) Coração, aquele produto rosa leitoso que saía dos frasquinhos verde-dourados com um grande coração vermelho atravessado por uma seta de cupido. Era este produto que deixava o Hipolito a brilhar que nem um espelho e a reflectir o tacho no seu bojo.

Hoje, ao contrário do TOM, não sei onde pára o nosso velho Hipolito. Se estiver embrulhado num, também já finado, Diário de Lisboa ou Diário Popular já deve ter lido as notícias todas. Há muitos anos que não o vejo.

PS. Luxos de hoje em dia. Se fosse agora mandava vir a pequena do gás pluma e quiçá ela própria se ofereceria para aquecer o almoço.









Foto de topo obtida aqui.
Fotos do fogareiro Hipolito
neste blog.

terça-feira, novembro 11, 2008


1288. Às terças…


Fuga

Como estavas bem
No regaço de mãe.

E não é que sei
Que te desinquietei?

Não sei se de humor
Ou de outro calor,
A mim te atraíste.

E de lá saíste!

E que linda sais
De casa dos pais.

Disseste “assim seja”
Já dentro da igreja.

E quando me olhaste
Meus olhos beijaste,
Num belo momento.

Era o casamento!

E depois dançantes
Em braços de amantes.

Era um tango, uma valsa
Um bolero, uma salsa.

Num raio fugimos
A turba iludimos,
E pintamos de cor,

Nossa noite de amor.


Versos de PreDatado©2008

Foto de Cristina Riveras



segunda-feira, novembro 10, 2008


1287. Lunch Time Blog (e prós espanhóis não vai nada, nada, nada?)

Está uma pessoa a almoçar um belo e maravilhoso (não mintas que é feio) robalo de aquacultura de origem controlada – este era do Algarve – acompanhado de uma saladinha de tomate e cebola temperada com orégãos e azeite puro, puríssimo, de oliveira e um toque de vinagre balsâmico de Modena (DOC) quando liga a televisão e é confrontado com a notícia de que a Comissão Europeia se prepara para dar novo corte na captura de pescado em águas portuguesas incluindo a ZEE dos Açores. Lá se vão não sei quantos por cento, por acaso muitos por cento, da captura do carapau e do tamboril, mas também da solha, do linguado, do biqueirão, da azevia e por aí fora que não consegui fixar todos. Bem fez a minha vizinha do 8º Esq. que se amantisou com um espanhol. Tenho a certeza de que na casa dela estas espécies não vão faltar. Eles desde há uns tempos que só compram peixinho espanhol mesmo que a etiqueta refira apenas ”capturado no Atlântico Nordeste” e possa, portanto, ter sido capturado nas nossas águas. Uma coisa a minha vizinha me garante, hombre hay sido descargado en Vigo porsupuesto es español, coño! Ela já se acostumou a falar castelhano com o amante. Eu estou a tentar a acostumar-me a comer peixe de cultura.

PS. O meu gato Schubert estava aqui sentado ao meu lado a ler o que eu ia escrevendo. Quando leu a redução no carapau saiu daqui a miar.
1286. Espelhos escondidos com cauda à vista

- Miau, ouvi de repente sem estar à espera.
(virei-me e não vi nenhum dos meus gatos; talvez não fosse cá em casa)

- Miaaaaauuuuuu, agora sim era um gato da casa.
(inclinei-me e procurei por debaixo do móvel . Até abri as portas que escondem toalhas e acessórios)

Levantei-me lentamente, olhei em frente e lá estava o Schubert, ao fundo da casa, no parapeito, cauda de espanador e orelhas espetadas para trás. Um pombo que pousou no lado de fora da janela tinha-o assustado. O espelho ria, baixinho, de gozo. Tinha sido ele próprio a miar sem que eu tenha dado por isso. Olhei-o, olhos nos olhos:

- És mesmo um macaquinho de imitação!

(acho que até agora o meu espelho ainda se deverá estar a interrogar porque é que lhe chamei macaco se ele apenas reproduziu o som de um gato. Bem feito. Ainda te hei-de chamar pior.)

domingo, novembro 09, 2008

1285. Maravilhas do mundo

Vejam que coisa linda.

É só clicar aqui e pronto!

Este mundo é mesmo maravilhoso.

sábado, novembro 08, 2008


1283. Gourmet

Joana era um naco. Rita um filet-mignon.
Joana era uma perna de peru recheada. Rita um cochinillo al horno.
Joana era o bife da vazia com molho de natas. Rita era o lombo caramelizado.
Joana era uma travessa de amêijoas à Bolhão Pato. Rita um prato de ostras ao natural.
Joana era carne de porco à alentejana. Rita a fataça na telha.
Joana era a massinha de cherne. Rita a açorda de gambas.
Joana era a bavaroise de ananás. Rita era bouquet de petit fours.
Joana era a salada de frutas tropical. Rita o abacate au madeira.
Joana era o cappuccino. Rita o irish coffee.
Joana era cardhu single sem gelo. Rita o cognac Napoleão em balão chambreado.
Joana era a cigarrilha partagás. Rita o Montecristo nº 2.
Por isso ele não dispensava nenhuma delas. Joana era o almoço, Rita o jantar.

Foto de Wolfgang Koch via Imagens


1282. Estes são momentos meus e não teus, ok?

Gosto de comprar alhos, cebolas, batatas e fruta no mercado.
Gosto do borrego e do acém e da vazia e do pernil e do chispe e da galinha do talho do Fua.
Gosto de ir à pedra do Zé Maria comprar pargo e dourada e jaquinzinhos.
Gosto de ir à tendinha comprar pão alentejano.
Gosto de comprar as lixívias e os amaciadores e as pastilhas para máquina no supermercado.
Gosto de comprar fatos no alfaiate.
Gosto de ir à Bertrand perder-me nos escaparates.
Gosto de comprar tintas e pincéis e telas na Fernandes.
Gosto de tomar a bica em casa porque acho a nespresso uma dádiva divina (quer dizer foram 179 euros).
Gosto de comprar o jornal em quiosques.
Gosto de jogar na lotaria.
Gosto de vocês.

PS. Tive a sorte de conhecer na blogosfera (como aliás tive essa sorte em outros locais e circunstâncias) pessoas encantadoras. Ela é uma dessas pessoas.

sexta-feira, novembro 07, 2008


1282. Ai que invejoso

Entrei num blog que leio amiúde e verifiquei que tinha 19 comentários. Fui ver de quem eram e eram de dezanove leitores diferentes. Quase todos tinham uma página e visitei quase todos ou seja, todos os que tinham uma página. Nenhum dos comentários era a resposta do blogger aos comentários dos seus leitores o que significa que eram 19 comentários de 19 leitores. E fiquei aqui a pensar, imaginem que até coloquei o cotovelo na mesa e a mão por debaixo do queixo, como é bom ter 19 comentários. Olha aí companheiro, não é inveja não, o título é que tinha de ser chamativo.

1281. Justiça, né?

A ex-fugitiva Fátima de Felgueiras, além de achar que não foi condenada (estamos de acordo, eu também acho), acha que tudo isto não passou de uma cabala.

Tendo em conta que quem não paga o bilhete do autocarro, como é o conhecidíssimo e mediatizado caso da freira, vai preso, podemos inferir que para uns os ossos para outros os filetes?

Neste caso filetes de cabala!

Só uma perguntinha: é proibido prender poderosos?

PS. Lembrei-me desta associação depois de ouvir no outro dia no café, enquanto tomava o meu descafeinado, de que a justiça portuguesa valia menos do que uma lata de conservas. Bonita imagem!
1280. Tempo, O Implacável

- Já foste lá a baixo?
- Onde?
- À caixa.
- Não estou doente.
- Não é à Caixa, é à caixa, à caixa do correio?
- Para quê?
- Ela não ficou de te escrever?
- Ah sim, mandou-me um e-mail.

(Vi-o com uma estranha cara de estupefacção. O meu espelho é muito mais antigo do que eu pensava. Impávida e serena, enquanto conversávamos, Julieta continuava a arear-lhe os dourados).

quinta-feira, novembro 06, 2008


1279. Pedido de esclarecimento (o título que dei e que me surgiu só no fim de escrever o texto veio substituir o título que tinha pensado inicialmente, ou seja, “Hoje vou ter um da em cheio”)

O meu problema é os dilemas (tri ou tetra) que a situação me causa. Não sei se hei-de ir ler as “Esquinas do Tempo” da Rosa Lobato de Faria ou estrear-me em Le Clezio uma vez que não me apetece continuar a ler um dos mais chatos livros que alguma vez peguei e que nem vos digo qual. De qualquer forma, se a opção fosse a primeira teria de os ir comprar já que não possuo nem o citado da RLF nem nenhum do último Nobel. Olho para a estante, desarrumadíssima e, começo a contar. Um dois, três,…, dezassete DVDs ainda nos respectivos celofanes. Boa ideia ir ver um filme. Ou talvez não. Vou começar pelos blogs, talvez ler uns 150. Hoje já li seis. Pois sim tenho o dia todo, até às sete e meia da tarde, altura em que, como nos velhos tempos, ligarei a Antena 1 e vou ouvir o relato da bola. Durante esse tempo concentração total aos passes do Aimar, aos tiros do Suazo, aos cortes do Luizão, às defesas do Quim. É que nem vale a pena falarem para mim durante o jogo que não oiço ninguém. Outra alternativa seria pegar na sacola, máquina fotográfica em punho e ir fotografar aquela rotunda ali em Corroios que ando para fotografar há uns tempos. É engraçada, tem um pilar de um viaduto superior, plantado no meio da estrada. Uma das coisas (para quem se levantou há pouco, é obra) que já está nas minhas cogitações é bater uma bela chapa depois de almoçar. Adoro dormir a sesta. Tanta coisa para fazer e eu sem saber por onde começar. Liguei a chave na ignição e está quieto. Bateria no zero. Não vou poder sair daqui. Ganhei um dia.

PS. 1. Fiquei com uma dúvida de português na primeira frase para o que peço a colaboração dos meus leitores. Eu escrevi “ o meu problema é os dilemas…” Na verdade eu não falei em problemas pelo que o verbo, na terceira pessoa do singular do presente do indicativo me parece a forma correcta de conjugar com o sujeito, neste caso, o problema. No entanto eu tenho mais do que um dilema. Logo, os dilemas constituem o meu problema pelo que “o meu problema são os dilemas” também me pareceria ser uma forma correcta de conjugar (neste caso o sujeito seria os dilemas (?) e, daí, os dilemas são, passando o problema para nome predicativo do sujeito (?) ou, reescrevendo, a frase poderia ser "os dilemas são o meu problema". E acreditem ou não, no meio da livralhada toda, não sei onde é que encafuei a gramática de português. Dêem aí uma ajudinha vai.
2. Sou um chato não sou?
(não sei de quem é o desenho do ponto de interrogação que coloco aqui. Encontrei nas imagens do Google mas agradeço ao seu autor a disponibilidade)

quarta-feira, novembro 05, 2008

1278. Regresso

- Gordo! - Chamou-me.
- (… Apenas sorri).
- Do que é que ris?
- Não me ri, apenas sorri. Estou feliz.
- És gordo e feliz?
- Sou, mas não disse que sou. Disse que estou.
- E porque estás?
- Porque voltaste a falar comigo.

(Virou-me as costas, não porque tivesse ficado amuado, tão só porque não lhe apeteceu continuar a conversa. Há mais de um ano que o meu espelho não fala comigo. Vamos ver se é para continuar.)


1277. Que raiva!


Já não sei se é raiva de eu não saber ler em estrangeiro ou se é raiva por quase todos os gajos da televisão e também da rádio chamarem ROQUÉNEBAQUE a um brasileiro, jogador de futebol chamado Rochemback. Ele não é brasileiro? É. E no Brasil a língua oficial não é a portuguesa? É. E em português ch não se lé xe? Lê-se. E por ventura em Rochemback está lá algum ENE? Não! Então como é que aquilo dá ROQUÉNEBAQUE? Por favor digam-me onde estou errado a ver se a eliminação da minha ignorância me faz aliviar a raiva.

terça-feira, novembro 04, 2008



1276. Às terças...

Um dia

Quando eu morrer não estarei só.
Virão amigos de trem, de coche ou de alazão,
Plantarão ramos de flores junto ao caixão,
E mensagens para quem veio e vai ser pó.

Soarão requiems e, no peito um nó
Quiçá de angústia ou de calor e, então,
De lembrar meu riso alguns rirão
E cantarão meus versos numa nota só.

E tu estarás lá e será tua a rosa
Que perfumará meu sono eterno
De odores que o tempo apagará.

E quando à despedida cair teimosa,
Uma lágrima tua, num beijo terno
Não me dirás adeus. – Meu amor, até já!


Versos de PreDatado©
Foto de PreDatado

segunda-feira, novembro 03, 2008



1275. Mas que grande produção

Já repararam que hoje já vai em cinco, aliás seis com este mesminho, o número de posts publicados pelo Pre?

E se eu tivesse que alimentar esta prole toda a pão-de-ló?

foto deste site


1274. Erotismo

Não fui ao Salão Erótico de Lisboa. Acreditem, não é publicidade, mas ainda não preciso de motor de arranque. Quem sabe no próximo ano, hein? Utilizei o tempo num fim-de-semana gastronómico e posso dizer que tudo estava delicioso. Pronto, agora, tenho de confessar, é auto-marketing. A refeição foi preparada por mim, mas a minha filha que se aprimorou a fotografar as entradas esqueceu-se de fotografar o prato principal e os doces (os doces foram da autoria da minha cunhada São). Eu sei que estou com 10 quilos a mais do que deveria, mas isso, num rapaz alto como eu (coff, coff, coff) não se nota nada. Para mim o prazer da mesa é um orgasmo.

1273. Sonho meu

Devo ter dormido que nem uma pedra. Não ouvi o barulho dos helicópteros nem dos caças da força aérea.
Esta manhã as capas dos jornais anunciavam o início da nacionalização da banca. Teixeira dos Santos começou pelo BPN.
Voltei a casa, liguei a televisão e não vi os pára-quedistas de Tancos a invadirem o Ralis (pudera, já não há Ralis). Também não ouvi falar de Jaime Neves nem dos comandos da Amadora.
E este nome Teixeira dos Santos soa-me estranho.Não era qualquer coisa Vasco ou não sei quê Gonçalves? Olhei o calendário e parece-me ser 3 de Novembro e não 11 de Março.
Voltei a cabeça para o lado e continuei a dormir. Devo estar a sonhar.

PS. Dentro de alguns anos, quando o estado precisar de umas coroas, privatizará de novo os bancos e colocará o dinheiro nas mãos dos que os destruíram ou ajudaram a destruir. Até lá António Borges ficará calado e não reivindicará de novo a privatização da Caixa Geral de Depósitos. A História dá muitas voltas, mas repete-se.

1272. Ser rico é muito bom

Este fim-de-semana assisti a uma reportagem na TV, creio que num noticiário da TVI sobre o transporte de jovens à noite para discotecas. O motorista/segurança transporta os meninos e as meninas pela módica quantia de 100 euros (pode ser divido entre os ocupantes). Leva-os, fá-los entrar sem necessidade de se colocarem nas filas de entrada e vai buscá-los à hora acordada. Não tenho absolutamente nada contra porque se eu fosse rico faria exactamente assim com os meus filhos. Eu não tenho nada contra, mas as autoridades deste país deveriam ter. É que a reportagem foi feita com meninos ricos de 14 e 15 anos (dito na peça). Segundo li há dias, a propósito de uma rusga da ASAE, as discotecas são interditas a menores de 16 anos. A não ser que a idade de entrada seja em proporção inversa à riqueza dos progenitores.


foto daqui

1271. Melhor jogador do mundo


Enquanto tomava o meu descafeinado dei uma vista de olhos pelo jornal A Bola. Um colunista penso que também jornalista, Carlos Santos Pereira mais uma vez cuspiu ódio sobre Scolari por este ter afirmado que considera Lampard o melhor futebolista do mundo. Vejam lá que o ex-seleccionador que tanto gosta do “minino” relegou para segundo plano o nosso Cristiano Ronaldo. Que grande indignação. Olhe lá oh senhor jornalista, indigne-se aí com mais um. Para mim, o melhor futebolista da actualidade é argentino e chama-se Leonel Messi. Se não gosta, coma menos pode ser que não tenha tanta azia.


1270. É só um gajo sair à rua um bocadinho e traz logo uma data delas para contar.

Por força das circunstâncias sou eu quem faz a maioria das compras cá para casa. Falo da alimentação e de outros produtos de consumo imediato. Como não gosto de estar muito tempo dentro de supermercados ou mercearias, preferindo passar por lá mais amiúde, uso com frequência aqueles cestos/troleis vermelhos de pega preta. Penso que todos os conhecem. Os do Jumbo em Almada (não é a primeira vez que o constato), estão uma nojeira. Digo-vos que me causa por vezes náuseas utilizá-los optando por pegar um carrinho mesmo quando parece ridículo levar duas ou três peças lá dentro.
Hoje comprei uma pasta de arquivo pela qual paguei 2,40€. Na prateleira de onde a tirei estava uma etiqueta com o preço de 1,69€. Parece que este preço era de outra referência que não a da pasta que eu adquiri. Mas colocarem os artigos em locais errados para enganar o cliente, santa paciência. Se não fosse terem-me apanhado num dia cheio de pressa, cujo tempo a perder na reclamação seria mais caro que o diferencial de preços entre as duas pastas, ter-se-iam de haver comigo. Acho que o Jumbo tem de ter mais cuidado.
Cuidado que o Jumbo de Almada também não tem na arrumação e acondicionamento de certos produtos. Por exemplo as embalagens de fiambres, presuntos, peitos de peru e de frango e outros fatiados trazem como recomendação de conservação valores entre os 0ºC e os 4ºC para uns e os 6ºC ou 8ºC para outros. Mas estas embalagens estão colocadas em prateleiras com uma iluminação muito próxima dos produtos. Resultado, quando se retira um produto destas prateleiras as embalagens estão quentes. Eu já reclamei a funcionários que fui encontrando na secção. Não sei se transmitiram ou não a alguém efectivamente responsável mas a verdade é que nada foi corrigido. Eu acho que entre outras coisas há aqui verdadeiros motivos para intervenção das autoridades por exemplo da ASAE, Não acham?

domingo, novembro 02, 2008



1269. Difícil

Dificil não foi bater o V. Guimarães apesar da mais ou menos razoável equipa que tem. Difícil hoje foi, ao Benfica, ganhar à equipa de arbitragem.


1268. Atingido

No dia das bruxas saiu do Caldeirão dela este selo que aqui se mostra. Eu acho que já o conhecem pois praticamente todos vós já receberam um, uma vez que por cada recebido se devem fazer 15 nomeações. Mesmo tendo em conta que de quando em vez haverão nomeações duplicadas ou até mesmo tripli e por aí fora, o factor multiplicativo é tão grande que se a corrente não se quebrasse aqui e ali, desde que eu comecei a constatar a existência destas nomeações já teria, quase de certeza, dado 10 voltas à blogosfera. E se fosse apenas à de língua portuguesa teria dado muitas mais, embora a alguns possa passar ao lado. Por isso, minha querida Mirian, tenho de te deixar aqui um muito obrigado pela distinção (que eu tenha notado foi a primeira que recebi), mas não vou fazer repassagens que, ou seriam redundantes pelos motivos expressos, ou pecaria de certeza por defeito pois teria muitos mas muitos mais do que quinze bloguistas a distinguir. Sei que com isso perco o direito à ostentação do símbolo mas não me apoquenta. O único que nunca me sai da lapela é mesmo o emblema do meu querido e glorioso Sport Lisboa e Benfica.

sábado, novembro 01, 2008



foto: PreDatado

1267. crónica hebdomadária sem periodicidade e se calhar também sem jeitinho nenhum

Hoje vou falar de coisas de ontem sem vírgulas nem pontos finais porque não me apetece e por isso quem tiver pachorra leia quem não tiver que vá ler o saramago sigamos porque hoje já me fartei de rir ao ler a notícia de que a polícia de intervenção esteve 3 horas a cercar uma casa vazia e deixou os larápios fugirem o que por acaso até acho bem já que se eles fossem apanhados amanhã o juiz os mandaria para casa com a obrigação de se apresentarem na esquadra todas as semanas ou na pior das hipóteses nos intervalos dos assaltos mas o que eu queria referir aqui era uma coisa que também fez manchete que é como quem diz o comendador nabeiro decidiu conceder uma verba à universidade de évora e portanto é de louvar e sendo assim por mim já está perdoado do tal dinheiro que dizem ficou a dever ao fisco pois mais vale tarde que nunca a devolução porque há muita gentinha que não paga nada a ninguém que o digam os jogadores do estrela da amadora que há uma data de meses que não vêem nenhum com a douta conivência da federação e da liga de futebol que desde há muito sabem o que se passas pelas bandas da porcalhota e mesmo assim permitiram a inscrição do clube na liga profissional o que é batota com todas as letras e quanto ao barak e ao outro não tenho nada a dizer pois se por um lado as eleições americanas para mim não são mais do que folclore não gosto nada de países idolatrados como democráticos e que depois elegem um presidente não por um americano um voto mas sim por um colégio tipo câmara corporativa da outra senhora mas nem isso me interessa o que mesmo me interessa é o que se passa nessa grande potência mundial que é a china país que teve de mudar comportamentos por causa dos jogos olímpicos e que agora se constata que os chineses cospem menos para o chão asseados é que eles são e pronto só me falta falar do tintin e do magalhães e também de fazer crónica do social mas há uma data de dias que não estou com o castelo branco e o carlos castro faz o favor de escrever por mim sobre as outras coisas do socialyte ah é verdade já me estava a esquecer é que amanhã eu só escreverei no blog se me apetecer pois ao fim de semana isto é mesmo muito paradinho xau e até segunda ou até amanhã se me apetecer então.

sexta-feira, outubro 31, 2008



1266. Outonos

Hoje o dia está triste.
Sei que chorou
Porque havia lágrimas na minha janela.

(foto : autor desconhecido)

quinta-feira, outubro 30, 2008


1265. Obrigado

Ontem este bog fez 5 anos. Vários foram os votos de parabéns, manifestados na caixa de comentários, no meu e-mail e em referência noutros blogs. Como nomear um a um correria o risco de esquecer alguém, o que seria injusto, tendo em conta também que muitos passaram aqui incógnitos mas não deixaram de passar, a todos quero aqui dizer muito obrigado. E em retribuição oferecer-vos a flor da imagem e não vos vender os versos que abaixo escrevo.











Vendo os meus versos
Mas se vieres com uma mão cheia de moedas
Vou pensar
Os meus versos não valem, de certo, tanto ouro.

Vendo os meus versos
Mas se vieres com mãos sujas de pólvora
Vou pensar
Os meus versos não são, por certo, versos de combate.

Vendo os meus versos
Mas se trouxeres o coração pleno de amor
Não os vendo
Leva-os, são teus.



Versos de PreDatado©, 2008
Foto minha

quarta-feira, outubro 29, 2008



1264. Metros de blog

São cinco anos. Aqui na blogosfera. Não é muito nem é pouco, é uma presença e um vício. E tão viciado sou que um dia destes comecei a imprimir em A4 todo o meu blog. E deu naquilo que se pode ver na fotografia. Se em vez de ter posto as folhinhas nos dossiers, as tivesse colocado umas ao lado das outras, tinha aqui metros e metros de texto. Por isso se pode dizer que este blog hoje não fez 5 anos mas sim uns 500 metros ao alto e mais ou menos 700 metros landscape. Parabéns ao PreDatado, nesta data festiva, muitas postagens felizes, muitos quilómetros de vida.

terça-feira, outubro 28, 2008



foto de Igor Vorobey

1263. Às terças…

Devolução

O beijo que de manhã te roubo
De sabor batôn ‘inda mal seco,
Mistura de ácido e de salobro,
Ávido de um pecado que peco.

O beijo de batôn, mistura
De roubo com parte de manhã,
Salobro de líquido e secura,
Misto de divino e de Satã.


O beijo de Satã ou de pecado
Ávido de manhã, seco de sabor,
Tod’o dia me faz acompanhado
Da vontade de ti, de ser amor.


E quando à noite, pecador, eu volto
O beijo roubado ainda há pouco
Com sabores de mistura, já to solto
Ácido, divino, feito louco.


E com pecado de sabor divino
Amamos de mistura e com o beijo
Louco de ser Amor, de ser destino,
Que destino é ser manhã, já te desejo.

PreDatado©, Devolução in Complexus

sexta-feira, outubro 24, 2008



foto de Markus Arns


1262. Mãos



De mão dada, lado a lado, que ela não era de escandaleiras. Ele bem tentava colocar-lhe o braço pela cintura e nem mesmo por cima do ombro ela o consentia. Condescendia apenas em ir de mão dada porque assim poderia controlar a distância do seu corpo ao dele.


Na igreja, ajoelhavam-se um ao lado do outro mas, de blusa quase sempre fechada, retirava-lhe as hipóteses de pensamento pecaminosos quando furtivamente os seus olhos se lhe dirigiam ao colo. E a completar o seu pudor, de diferente malha consoante a estação, longas meias torneavam-lhe as pernas cujo vestido as cobria até bem perto das canelas. Mas por detrás da diáfana cortina que os seus cabelos formavam quando baixava a cabeça em veneração à santa poder-se-ia ver-lhe um brilho nos olhos que apenas um olhar mais atento descobriria uma réstia de pecado.


Nem o escurinho do cinema, aos Domingos, constituía uma tentação para ela. Quando as luzes se apagavam e a projecção começava, concentrava-se na tela sem nunca perder de vista a mão dele a que sistemática e delicadamente empurrava de cima das coxas.


No quarto despia-se lentamente. Sempre em frente ao espelho que lhe conhecia os segredos. E quando o chão do quarto já não comportava mais nenhuma peça de roupa,deitava-se, pegava na mão “dele” e deixava-o aproximar-se.

quinta-feira, outubro 23, 2008



1261. Crise

Para mim isto é um caso muito sério.
Nestas últimas semanas não se fala noutra coisa senão da crise. Bancos e seguradoras na falência, crashs bolsistas atrás de crashs, dores de cabeça com os fundos de pensões, tipos que viram reduzir as suas fortunas em muitos mas muitos milhões de dólares uns e de euros, outros. Depois vêm a s soluções milagrosas, as nacionalizações, à boa maneira de de De Gaule ou de Vasco Gonçalves, os governos a injectarem dinheiro a fundo perdido, que tanto lhes custou a nos roubar para agora os esbanjarem assim, claro muito justamente, para salvar da miséria quem vale agora apenas 500 milhões de euros e muitas casas na Quinta da Marinha e em Vilamoura. Finalmente começa-se a falar em culpados, como não podia deixar de ser. Mas João Pereira Coutinho, no seu artigo no Expresso (aqui) conhece-os a todos. Um deles até vive lá em casa dele várias horas por dia. É a sua empregada de limpeza. Então não é que os pobres desataram a gastar dinheiro que não tinham, vejam bem que até compraram casa e carro? E alguns, que grande descaramento, fizeram férias. Se calhar ainda têm os filhos a estudar, esses desavergonhados. Se não fossem eles isto nunca teria acontecido. Não se pode exterminar essa cambada de pobretanas e voltar tudo à normalidade?


1260. Café ou vibrador essa é a questão

No outro dia estava eu a conversar com uma amiga no Messenger quando ela me disse “espera vou tomar um café”. Regressou pouquíssimo tempo depois com a frase “a seguir ao vibrador, o Nespresso foi a melhor invenção que houve até agora”. Não me posso pôr completamente no lugar dela mas tenho um feeling de que ela tem razão. No entanto, aqui, neste post, não será abordada a problemática do vibrador.

Há alguns anos atrás a Sony inventou e lançou no mercado o sistema de gravação e reprodução de fitas magnéticas denominado Beta. Dizem ainda hoje os profissionais da imagem que foi o melhor sistema alguma vez lançado (falando em tecnologia analógica). Já o VHS tinha conquistado o mercado doméstico e o Beta continuava a ser o sistema dos profissionais. Mas era aqui que residia o busílis da questão. O mercado profissional era uma gota de água num oceano de consumo e por isso em termos comerciais o Beta foi um fiasco. Outros exemplos poderia dar mas penso que é o suficiente para se entender o próximo parágrafo.

Lembrei-me disto agora quando me foi oferecido, num grande espaço comercial, a provar o Dolce Gusto. Dolce Gusto é uma marca comercial de um outro branch da Nestlé, o Nescafé. É um produto diferente do Nespresso (aliás são vários tipos de produto) que utilizam máquinas e cápsulas também diferentes das que utiliza a Nespresso. Mais à frente, noutro expositor encontravam-se as cápsulas da Delta Q e a respectiva máquina. Diferentes também das anteriores. Tenho a certeza (falaremos daqui a uns bons pares de meses talvez até alguns, poucos, anos), que alguns destes produtos vão cair no esquecimento dos consumidores pois não serão mais do que flops comerciais. Ou estandardizam as cápsulas para que uma única máquina as possa processar, deixando ao paladar e ao bolso do consumidor a escolha pelo produto ou uma, com certeza a mais simples e barata, canibalizará as outras. É que não há pachorra (nem dinheiro) para ter três, por enquanto, máquinas diferentes de café na cozinha. Ainda se fossem vibradores qualquer gavetinha os acolheria.

PS. Perguntam agora vocês, amigas leitoras e amigos leitores do PreDatado como é que um génio como este anda para aqui a escrever blogs. Eu, com toda a modéstia que me caracteriza, pergunto o mesmo.

quarta-feira, outubro 22, 2008

1259. O Poste!

Lembram-se do post onde eu falei de um poste inclinado durante vários meses. Pois é, o post do poste foi no dia 25 de Setembro, está lá a foto. Hoje passei por lá e tem um poste novo. Bendito post.

terça-feira, outubro 21, 2008



1258. Cegueira ou só um ensaio?

Foi sem surpresa de qualidade nenhuma (como diria o bom do Vasquinho da Anatomia) que ouvi a notícia de que Pinto da Costa não iria a julgamento em mais um caso do processo Apito Dourado. A ausência de surpresa nada tem a ver com Pinto da Costa. Eu não sei e, para dizer a verdade, nem me interessa saber se o homem andou por aí envolvido em corrupção ou não. Eu estou assim a modos que ora bem porque eu sempre acreditei na nossa Justiça. E acreditar na nossa Justiça passa também por acreditar que o processo do Apito Dourado não vai ter qualquer resultado. Que resultados teve até hoje o Processo Casa Pia? E quantos gangs do car-jacking estão já dentro? E em que deu o caso Madeleine? Onde está o processo Freeport? Como vamos de caso sobreiros/BES/PP? Ah é verdade e o caso BCP? E o Vale e Azevedo? E então a operação Furacão deu o quê? Portanto amigas leitoras e amigos leitores obviamente que não me surpreendi. E também não me surpreendi por ter ido preso aquele tipo que gamou umas músicas na Internet e por ter ido de cana a freira que não pagou a multa por não ter bilhete de metro. É a Justiça. Dizem que é cega.


PS. Imagino que haja alguém ao ler isto que pense “é à Portuguesa”. Pois minhas amigas e meus amigos, “à Portuguesa” é o cozido e tem de continuar a sê-lo por muitos e bons anos. Com porco, chouriço, nabo e tudo o que tem direito.



foto de Giuseppe Sarcinella retirado do blog à frente referido com a devida vénia a ambos, ao fotógrafo e à blogger

1257. A sobremesa

Durante vários meses, aí pelos idos de 2005 e 2006 (ou seria 2004 e 2005?), o PreDatado escrevia uns textos com alguma frequência, chamados Lunch Time Blog, por muitas das minhas amigas leitoras e dos meus amigos leitores também conhecido por LTB. Pois o Lunch Time Blog aka LTB misturava situações com pratos, fazia referência à sua confecção e aspecto, algumas vezes indicava os ingredientes e a forma de os misturar. O vinho era apresentado com devoção e as reacções ao conteúdo, do então seu único (agora são quatro) gato, o Schubert, eram também relatadas, normalmente em post-scriptum. O LTB de vez em quando ainda aparece revisitado quando ao seu autor lhe dá na real veneta, embora o tenha deixado de escrever com a regularidade de outros tempos. Lendo e relendo os textos de antanho constata este escriba que as sobremesas nunca foram o forte, nem tão pouco o leitmotif de tais escritos. E não poderiam sê-lo, porque dessem as voltas que dessem na forma ou no forno, na geladeira ou na máquina dos batidos, levassem natas ou creme de ovos, tivessem frutos silvestres ou tropicais, misturassem chocolate com baunilha ou simplesmente menta com nozes a verdade, a verdadinha é que nenhuma sobremesa chegaria aos calcanhares desta com que nos presenteou a Madalena.

PS. Embora as terças tenham ultimamente sido reservadas para o “às terças…” esta rúbrica não é exclusiva. Quando se justifica escreve-se mais um bocadinho. E a Madalena justificou-o.



foto Predatado

1256. Às terças...











Amo te amar

E é tão prateada a tua voz
Quanto são de prata as ondas do mar.

E se cantas
São as sereias no seu meloso trinado.

Quando te aproximas
É o marinho perfume que me sacode os sentidos.

O teu deitar
Tem a beleza do pôr-do-sol.

Quando fazes amor
É como se o mar galgasse a muralha.

E quando adormeces, os ventos sossegam
E a brisa acalma o mar.


Versos de PreDatado©

segunda-feira, outubro 20, 2008



1255. Lambam-se

Estou a acabar de preparar um delicioso frango na púcara. Até já.

quinta-feira, outubro 16, 2008


1254. Trovoada

Desligou o motor. Devagar, fechou as janelas e desligou o rádio. Tirou o cinto, aproximou-se dela e beijou-lhe o rosto, acordando-a. – Chegamos, disse .
Já fora do carro, espreguiçou-se, deu alguns estalidos aos joelhos e respirou fundo. Uma canícula completamente fora de tempo, fazia-se sentir. Pelos seus cálculos estariam uns 28 graus o que, para uma noite de Outono, não era costumeiro. Quando ela saiu do carro transmitiu-lhe os seus receios. – Trovoadas, alvitrou.
Por entre um véu de nuvens ligeiras espreitava um projecto de luar. Dentro de três dias seria noite de lua cheia e o que seria normal era terem luz que lhes alumiasse o resto do caminho até à casa. Mas o cheiro da noite e o ar quente, que numa ligeira brisa soprava de Sul, convidaram-nos a ficar por ali mais uns minutos. Encostados ao carro abraçaram-se. Um abraço forte e longo, tão longo quanto o beijo que encetaram. Ele imaginou que se estivesse luar aquela teria dado uma bonita fotografia. Ao mesmo tempo pensou, e bem, que não poderia ser fotógrafo e objecto em simultâneo. Aquilo não era um jogo de espelhos, antes sim um jogo de sedução.
Já no quarto abriram um pouco a janela. Os corpos já incendiados pelos beijos como achas em fogueira de sentidos começavam a ceder. Pouco mais resistiriam a uma noite de amor. Lá fora trovejava.
E quando por fim ele se introduziu no seu corpo suou o ribombar de um trovão. Mas apenas a casa estremeceu. O vento aumentou de intensidade e abriu-lhes as janelas de par em par. Lá fora a chuva caía abundante. A trovoada continuava a fazer estremecer as estruturas de betão. Eles só mais tarde estremeceram. Juntos.
foto encontrada aqui

quarta-feira, outubro 15, 2008

1253. Queiroz

Não há por aí um treinador suplente para substituir este? Um treinador que mete em campo um suplente do Chelsea, um suplente do Inter, um suplente do Manchester, um suplente do Benfica, um suplente do Werder Bremen, provavelmente mereceria que a houvesse um suplente dele próprio para o substituir.

terça-feira, outubro 14, 2008


Foto de Marta Laura, inevitavelmente encontrada no Aliciante


1252. Às terças...















Ao vento

E eu esperava o momento
E o momento se fez hora
E a hora se fez noite.

E tu esperavas o momento também
E fizeste do momento eternidade.

Param as horas, param os tempos
Só se não acalmam os ventos
Que estremecem os nossos corpos.

Não, não viramos ampulhetas.
Quando nos amamos, abrimos janelas.
versos de PreDatado©

segunda-feira, outubro 13, 2008



1251. Reininhos e Reizinhos

Olá amigas leitoras e amigos leitores deste blog. Não tenho escrito porque estive fora. Quer dizer, por acaso estive dentro. Não, não fui de cana. Ainda não assalto bancos (eles é que me assaltam a mim), nem conduzo bêbado. Estive dentro porque o mau tempo que se fez sentir lá no nosso Alentejo foi de tal ordem que, praticamente, não deu para sair à rua num passeio digno desse nome. E quando a gente está dentro o que é que faz? Vê um filme, cozinha (ah pois não!), lê livros jornais e revistas e quando começa a ver as letras aos zigues e aos zagues, liga a televisão e… ouve o Rui Reininho. É um querido aquele rapazinho, eu farto-me de chorar quando o oiço. É contagioso, ele desata a chorar e eu, influenciável e sensível como sou, desato num pranto. O moço para mim é assim tipo um anti-Amália. Enquanto esta chorava a cantar, o Reininho canta a chorar. Mas no meio de tanta lágrima não resisti a dar uma gargalhada. Cantava ele com Sílvia Machete quando no meio da canção apelou à participação do público “everybody”, gritou (chorou) ele. Não informaram o Reininho de que aquilo era uma gala da Fundação Luso-Brasileira? Ou ter-lhe-ão dito que era Luso-Britânica? – Oh cara, era “todo mundo” que você devia ter falado, viu?

Depois de ter visto entregar mais um prémio a José Manuel Durão Barroso fiquei a pensar se com tantas medalhas, prémios e doutoramentos honoris causa, este não será o português mais premiado de sempre. Acho que era por causa de homens como ele que Camões escrevia “…aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando”. Era por causa dele era!

quarta-feira, outubro 08, 2008








1250. Ninguém vai preso?



José Sócrates hoje e já ontem Teixeira dos Santos “descansaram” o País assegurando que o Governo (leia-se também o Estado) garantiria os depósitos do portugueses nos bancos nacionais. Tanto quanto eu me lembre nunca ouvi nenhum banqueiro ter vindo a público assegurar que se houvesse uma crise (tipo a que está em curso na Islândia e que nada nos garante que não possa atingir Portugal) o sistema bancário português não deixaria o país entrar na bancarrota. Afinal o que é que estes gajos fizeram aos fabulosos lucros acumulados? E ninguém vai preso? Insisto, ninguém vai preso?





19/02/2008 - 19h47
Banco português Milennium BCP fecha 2007 com lucro de 563 milhões de euros



Quarta, 8 de Outubro de 2008

O banco Millennium bcp anunciou hoje que o seu resultado líquido aumentou 3,5% para os 780 milhões de euros no ano passado, contra os 753,5 milhões de euros registados em 2005 e acima da média dos analistas que apontava para os 766,7 milhões de euros.


BES escapa à crise com lucros de 607,1 milhões de euros em 2007

Lucro do BES supera estimativas em 2006

01 de Fevereiro 2007
O Banco Espírito Santo (BES) revelou hoje ter registado no ano passado um resultado líquido consolidado de 420,7 milhões de euros (M€), mais 50% do que os 280,5 M€ verificados em 2005 e acima das expectativas dos analistas, os quais esperavam um lucro entre os 402 e os 446 M€.




Banca 2008-01-24 16:53
Lucro do BPI cresce 15% e supera estimativas em 2007
O Banco BPI revelou hoje ter registado no ano passado um resultado líquido de 355,1 milhões de euros (M€), mais 15% do que os 308,8 milhões de euros verificados em 2006, e acima do esperado pelos analistas, que esperavam que o lucro da instituição liderada por Fernando Ulrich se tivesse situado entre os 310 e os 339
M€.



1249. Breves

1. Foram atribuídos os prémios Nobel da medicina a 2 franceses e um alemão. Foi atribuído o prémio do melhor carpinteiro europeu a um português.

2. Uma juiza de Sintra mandou em liberdade 3 cadastrados que tinham em casa um arsenal de armas e uma investigação policial de mais de 4 meses. À saída do tribunal um deles declarou à imprensa “felizmente que não pirateamos nenhum disco na internet, pois corríamos o risco de ir daqui direitos para a prisão”.


3. O nosso Procurador-geral parece não ter visto mal nenhum no cartaz do PNR que foi mandado retirar pela CM de Lisboa. No cartaz uma ovelha branca expulsava à patada várias ovelhas pretas. Eu estou com o Procurador. Crime seria se em vez de ovelhas pretas, houvessem também ovelhas mulatas e ovelhas amarelas, já para não falar de ovelhas loiras mas tipo ucraniano não vá serem confundidas de loiras alemãs.


4. O César das Neves tem uma sensibilidade modelada pelo 007, Indiana Jones, Star Wars e outras ficções e de repente diz “nós”. Vade-retro, meu. Mas mesmo que eu estivesse incluído não o apoiaria nessa de criar “contratos” de casamento entre coabitantes tipo tios e tias, sobrinha e sobrinhos, amigas e amigos. Só na tua cabecinha depravada, oh meu. E essa de achares que a maioria da população está contra os casamentos de pessoas do mesmo sexo deve ser só no teu referendo da segunda secção de neurónio do lado supra-orelhal esquerdo da tua cabecinha.


5. O Partido Socialista/Governo reconheceu a independência do Kosovo contra as determinações da ONU. Longe vão os tempos em que o PS criticava a invasão do Iraque exactamente pela mesma razão.


6. Eu sei que a crise económica e financeira também me vai bater à porta mais minuto menos segundo. Mas enquanto ela está ali ainda ao virar da esquina deixem-me rir com estes neo-liberais que passam o tempo a reivindicar menos Estado, agora todos de joelhos a pedirem ajudas aos governos. Parece até que Fidel vai ser reabilitado pelos americanos. Segundo consta a administração americana nacionalizou em alguns dias mais do que Fidel Castro em 50 anos.


7. Rui Costa tem de explicar muito bem ao Quique que o Benfica não é o Getafe. Não se mete um médio defensivo, em detrimento de um avançado, para segurar um resultado de 1-0 a 10 minutos do fim quando se joga contra o Leixões. Ou então explicar que o Leixões não é o Manchester United. O Benfica quando está a ganhar por 1-0 deve querer ganhar por 2-0 e não segurar a vantagem. Desejo-te bom trabalho Rui!

terça-feira, outubro 07, 2008


1248. Às terças feiras


Suor

Vieste ter comigo
Tão casta e pura
Em ti não havia passado de homem
Nem vestes de fantasmas ou memórias.

Tão limpa como o céu de Agosto
Tão alva como o lençol de linho
Antes que nele nos deitámos.
Tão pura e tão cristalina
Como a água que brota em virgem encosta.

E de virgem encosta brotaram suores.

versos de PreDatado©

foto de
João Morgado em Olhares

domingo, outubro 05, 2008



1247. E o Jesualdo disse...

tá quieto macaquinho!

(foto recebida por e-mail)



1246. Blog Sweet Blog

E se olhas para 750 gramas de açúcar amarelo e dois paus de canela, se ao lado tens um quilo e meio de abóbora menina descascada e três laranjas, a primeira coisa que te vem à cabeça não é ires fazer um sumo de laranja ou fazeres uma sopa de abóbora (onde é que estão as nabiças? E o feijão?). Então não te resta outro remédio do que cortares a abóbora em cubos, juntares o sumo das três laranjas e levares a lume brando juntando tudo (incluindo a canela), com o açúcar. Bem sei que não é rápido, que leva um bom tempinho até que ao passares a colher de pau no fundo do tacho faça uma estrada mas, entretanto, porque não sentares-te um pouco no sofá, leres o último da Steva Casati , se te fizer o género, ou ouvires the best of Radiohead? Mas não adormeças porque precisas de vez em quando de ires mexendo o doce. No final juntas-lhe miolo picado de noz e não te esqueças de comprar requeijão para acompanhar. Dá uma deliciosa sobremesa.


PS. Quem não lhe apetece fazer mais nada elaborado faz doces de fruta. Há coisa mais fácil? E mais doce?

sábado, outubro 04, 2008



1245. Dia Mundial dos Animais

O Schubert é o mais velho. Tem quatro anos e meio e foi oferecido ao João como prenda de aniversário. Não lhe conhecemos a origem mas pensamos que nunca terá sido exactamente um gato abandonado. É arraçado de siamês e faz o papel de meu guarda-costas. Cá em casa está onde eu estiver e nem sozinho gosta de comer. Chama-me para que o acompanhe. A Yasmim veio depois. Quando a Ana decidiu que também queria um gato para ela, depois de perder o pavor que ao longo dos anos a acompanhava de tudo quanto era bicho, encontrou-se com a Yasmin num sótão de uma casa de uma dona emprestada. O seu olhar apaixonou-a e, sendo que a primeira escolha seria por uma gata clarinha trouxe a mais parecida com um rato. A Yasmin é a mais meiga e ternurenta dos gatos. Encontrada no meio da rua perdida e abandonada foi a Florinha. É a única que passa as tardes a dormir em cima da nossa cama e a que de manhã nos vem acordar com beijos nas mãos. Não pede nada a não ser festas, rebolando-se à nossa frente. A Charline foi achada no motor de um carro. Chegou-nos a casa com o branco do seu pelo mais preto que o preto do seu pelo. Esta gata preta e branca de bigode à Charlot, dorme nas carpetes e é a mais brincalhona de todos. A alegria dela é esconder-se atrás das portas à espera que brinquemos com ela pela frincha junto à aduela.

Há ainda duas tartarugas num grande aquário que vieram para casa do tamanho de uma moeda de 2 euros e hoje pesam 1,5 e 1,0 kg, respectivamente a fêmea e o macho.

Tratamos da Maria, uma cadela que nos adoptou quando íamos à terra. Apesar de apenas semi-abandonada pois vários na aldeia lhe davam de comer, não tinha dono. Era “nossa” sempre que lá estávamos. Infelizmente a Maria morreu atropelada.

Estes são os nossos animais, até que um dia destes voltemos a salvar pardais caídos do ninho ou pintos acabados de sair do ovo e rejeitados pela própria galinha.

No dia mundial dos Animais fica aqui mais um apelo, porque nunca é demais, NÃO ABANDONEM OS VOSSOS ANIMAIS!

quarta-feira, outubro 01, 2008



1244. Falar futebolês – Equipas portuguesas?


Ontem assisti ao jogo Arsenal vs. FC Porto. Uma vez que sou Benfiquista e não sou hipócrita não venho para aqui chorar lágrimas de crocodilo. O resultado pouco ou nada me interessou fosse este ou o seu inverso. O que na realidade me preocupa, sob o ponto de vista futebolístico evidentemente, o que, diga-se de passagem, nem de perto nem de longe constitui uma das minhas principais preocupações quotidianas, dizia eu, é a descaracterização completa daquilo a que alguns “especialistas” ainda continuam teimosamente a chamar futebol português. O FC Porto entrou em campo com apenas 2 jogadores portugueses. Bruno Alves e Raul Meireles tantos quantos é costume ver alinhar de início no Manchester United, no Atlético de Madrid, no Chelsea ou no Inter e até menos do que em outras equipas da Europa como por exemplo o Cluij da Roménia. É claro que não estou a colocar à margem deste fenómeno, nem o meu clube, o Benfica, nem o outro nosso rival o Sporting, pese embora no último derby o Benfica tenha iniciado o jogo com 6 portugueses (e um treinador espanhol) e o Sporting com 7. Do mal, o menos. Mas chamar a isto futebol português é uma deturpação da realidade e até um abuso de linguagem. Poderemos sim chamar clubes portugueses (e nunca equipas portuguesas) pois isso é inegável, desde a sua origem e historia até à formalidade de estarem inscritas em organismos tutelares portugueses. Quanto ao meu Benfica, isso é outra história. Aquela camisola é tão linda!