quarta-feira, abril 28, 2010

1529. Adiante, que o gajo fundiu os filamentos

Não sei se as minha amigas leitoras e se os meus amigos leitores ainda estão recordados do tamagotchi. O tamagotchi era um “bichinho” virtual , inventado pelos japoneses, assim em estilo de porta-chaves, que precisava de comida, de banho, de carinhos e de outras coisas a horas certas e que amuava se não lhe fizessem as vontades.

Hoje em dia viciei-me, como muitos milhões de outros cretinos como eu, numa quinta virtual, através do facebook (se somarem os que são viciados em quintas / fazendas via Orkut, Hi5 e outros espaços de perda de tempo cibernético, os cretinos são muitos milhões mais, mas adiante…). É ver-me a cultivar uvas que crescem em um só dia, morangos em quatro horas e arroz em dez. Se uma propriedade destas, por mais pequena que fosse, pudesse ser real, não haveria fome no mundo, mas adiante, que hoje não estou virado para a salvação da humanidade.

Tenho quatro gatos lindos. O Schubert, a Yasmin, a Florinha e a Charline. Na verdade tenho três gatas e um gato e ainda o Donatello e o Michelangelo que são duas tartarugas que receberam os nomes antes de lhe conhecermos os sexos. Na verdade tenho uma tartaruga e um tartarugo. A tartaruga põe ovos e o tartarugo põe-se na tartaruga. Mas adiante que hoje não vos vou falar nas posições kamasutricas dos meus bichos. Só sei que alimento estes meninos e meninas, os felinos a Royal Canin e as tartarugas a camarão, as finórias, custam-me os olhos da cara (só esses, claro), dou mimos aos gatos, levo-os até à varanda para me comerem os malmequeres, falo com as tartarugas. Quando vou para fora, se por acaso incluir um fim-de-semana, ou a D. Fátima, nossa empregada, ou a minha filha fazem-me o favorzinho de ir lá a casa dar de comida à malta, conversar com eles, dar-lhes carinho e levá-los à varanda para comer malmequeres.

Ontem, peguei no telefone e disse à minha filhota que era provável que no próximo fim-de-semana me ausentasse. Quis saber das disponibilidades que ela teria para ir lá dar o respectivo alimento, os carinhos, bom já disse isto várias vezes não foi? Adiante que vós amigas e amigos leitores já sabeis tudo sobre cuidados primários. E, uma vez que para onde vou não tenho acesso à internet, nem estou disposto a pagar os balúrdios que custam a banda larga em Portugal (10 euros / 10 horas, não é?), adiante que este não é o tema de hoje, dizia eu telefonei à minha filha se me fazia o favor de dar a ração ao Bobbymanuel e ao Zacarias os meus dois cachorrinhos virtuais que pululam (e pulam) lá pela minha Farmville que é como quem diz a minha propriedade rústica na WWW. Mas o gajo não está pirado da mona? Voltamos ao tamagotchi ou quê?

Foto PreDatdo©2010 “Schubert e os malmequeres”

segunda-feira, abril 26, 2010

1528. E você, continua a escrever?

Ele diz que é perito naval e eu acho que é. Pelo menos essa é a sua profissão e, segundo consta, exerce-a bem. Mas quando o conheci não foi medindo calados e calculando deslocamentos, aplicando aqui e ali o princípio de Arquimedes, mas apenas como amigo de um amigo meu. Não tivemos o tempo suficiente para nos conhecermos bem, mas deu para entender o personagem, o humanista, até o artista de muita artes que ali se me apresentava e, também o homem solidário que acorreu em nosso auxílio à primeira dificuldade. Mas quando ainda não se conhecem bem as pessoas atentam-se aos pormenores. E um desses foi um profundo conhecimento de um país que ele desconhecia e que, curiosamente, era (é) o seu. Um português que não conhecia Portugal mas que sabia muito da sua história. Para o Alexandrino, lá por terras de Vera Cruz o meu abraço consubstanciado numas quadras suas que descobri aqui nos meus arquivos.

(porque Eh!Poh!peia é um texto longo, apenas umas quadras tiradas ao acaso)

“. . .

Trocavam-se coisas boas

Como um paninho de chita

Pelas de nenhum valor:

Ouro, ferro, dolomita.

E coisas melhores chegavam

Numa permuta constante,

O espelho da vaidade

Pelo marfim do elefante.

Vinha vinho abençoado

Vinha azeite, que escaldante,

Temperava a nova comida

Trocado por diamante.

. . .”

Espero que o Alexandrino, um português de Angola que vive no Brasil continue a escrever. Ainda hoje, me parto a rir quando leio a resenha histórica da descoberta do Brasil que ele me ofertou. Agora é mais fácil. Ele tem o meu e-mail pode me escrever sempre. Saravah!

quinta-feira, abril 01, 2010

1527. Não te cures não

Estive hoje a assistir na RTP2 a um interessantíssimo documentário sobre o corpo humano. De entre as várias coisas que retive, desde o número de espermatozóides que consigo produzir por hora até às proteínas constituintes do meu organismo, uma ficou-me aqui a dar voltas na cabeça. Dizia-se às tantas no referido filme, sobre a capacidade do nosso organismo em transformar em gorduras os nossos excessos, que se ingerirmos por dia 15 calorias a mais, ou seja, o equivalente a 4 pistáchios, engordaremos cerca de 670 g por ano. Ora pus-me aqui a fazer as contas de cabeça e cheguei à conclusão que nos últimos trinta anos comi 65.373 pistáchios a mais do que devia. Estava eu nestas cogitações quando se me fez luz. Eu nunca comi pistáchios sem ser acompanhado de uma fresquinha. Sendo que toda a minha gordura se deve aos pistáchios excedentários, cheguei à maravilhosa conclusão que a cerveja não engorda. Abri o frigorífico e foi um ver se te avias. Hic.

segunda-feira, março 29, 2010

O que conta é a intenção


Hoje recebi. de uma amiga minha paulistana de gema, um convite para esta sessão de camerata aberta. Eu gostava de de dizer que seria uma óptima (ótima) ideia para viajarmos ao Brasil. Mas, assim como assim, o mais longe que normalmente me desloco para um espectáculo, é quando vou ao Alentejo aos fados. E mesmo assim só se acompanhado de um grande vinho tinto e de um queijo de Serpa amanteigado (vá lá, se for curado também vou) e umas azeitonas novas. Por falar em queijos, este fim de semana estive em Cabanas de Palmela no festival do Queijo do Vinho e do Pão, parei em todos os pontos de venda, provei vinhos e queijos, mandei o orçamento mensal a baixo e engordei mais um bocadinho. Mirian, vamos lá aos finalmentes. O que é que se come de bom em S. Paulo?

segunda-feira, março 22, 2010

1525. Crónica de um gajo phodido



Umas vezes sinto-me perplexo, outras estupefacto e outras, ainda, fico mesmo fodido. Foi assim que me senti, anteontem, no parque de estacionamento do Leroy Merlin em Almada. Uma fulana bate no carro de outra num dos cruzamentos do parque de estacionamento. Porque não oferece qualquer dúvida de interpretação tomo a liberdade de afirmar que a jovem que bateu no carro da outra pessoa foi efectivamente a culpada. Não só eu o achei, como a própria, pois acto contínuo quis pirar-se. Corajosamente, a outra senhora, já não tão jovem quanto a batente, impediu-a mesmo quando esta, depois de ter sida pedida a intervenção das autoridades pelo 112, alegou estar muito mal disposta e que portanto se ia embora. Eu já vi este filme antes e não gostei nada da fita. Ainda mais que tive de engolir as pipocas todas. Mas isso conto-vos noutra ocasião.

E porquê fodido, perguntais vós e com toda a propriedade amigas leitoras e amigos leitores do PreDatado uma vez que esta situação se passa em cada dia num país, em que a educação cívica sofre de males tão grandes quanto outras educações cá no burgo. Pois eu, se não vos maçar muito que estas coisas, nós sabemos que cansam de facto, passar-vos-ia a dizer o porquê do meu estado de espírito (não leveis o fodido à letra pois que, por muito respeito que eu tenha aos homossexuais, eu pertenço à outra equipa). E aqui vai. Dirigi-me a um dos seguranças da entrada do Leroy solicitando-lhe que ajudasse a vítima, chamemos-lhe assim, a impedir que a outra desse de frosque enquanto as autoridades chegassem. Que não, que não faziam segurança ao parque, que só actuavam lá em cima, que não havia ninguém para estas situações etc., etc. e tal, ou seja, o parque de estacionamento do Leroy Merlin, em Almada, segundo o segurança de serviço na entrada da loja, não é vigiado. Na verdade, nem eu me deveria de admirar, a segurança nestas lojas serve para evitar alguns gamanços à loja e ponto final. O cliente que se lixe com f ou com ph que tanto faz.

Oh Pre, mas isso deixou-te assim tão lixado que venhas para aqui escrever um post de caca como este, voltais vós a perguntar amigas leitoras e não menos amigos leitores. Não, não foi isso, isso apenas me fará pensar duas vezes antes de voltar ao Leroy. Não, não foi por isso. É que quando eu voltei ao local do incidente e informei a senhora de que não deveria contar com os seguranças do Leroy e me quis inteirar se a polícia já vinha a caminho, fui informado que a resposta da PSP era de que se tratava de um parque privado e que não iriam intervir. Como é que é? Hein? Como é que é? Bom, na verdade não podemos acreditar em tudo o que ouvimos, no entanto, pelo menos na primeira hora após a ocorrência ainda não tinha aparecido polícia nenhum. Se calhar o parque do Leroy não pertence a Portugal, ou aliás, se calhar pertence. Eu é que sou de fora e vim só cá ver a bola. Muito prazer em conhecê-la Sr.ª D. República das Bananas.

Foto descoberta aqui

terça-feira, março 16, 2010

1524. Foi o que se pode arranjar.



Não se pode dizer que tenha sido uma grande resposta mas foi a que recebi. Só que não sou de me ficar e retorqui. Por mim dou o caso por encerrado e vou esperar pela box no início de Abril. Tenho mais que fazer e não vos quero maçar com questões pessoais.

- Eles:

Estimado Cliente,

Na sequência do seu contacto, que desde já agradecemos, informa-mos, devido à elevada adesão aos nossos serviços, a ZON BOX está temporariamente indisponível por ruptura de stock. Contudo, prevemos retomar as entregas a partir do dia 04 de Abril, pelo que entraremos em contacto a partir desta data para agendarmos a entrega do equipamento.

Apresentamos desde já as nossas desculpas por qualquer incómodo que lhe possamos ter causado.

O contacto telefónico preferencial que consta nos nossos registos é o 9145xxxxx. Caso o mesmo tenha sofrido alterações, solicitamos, por favor, que nos reenvie o presente e-mail com o seu número de contacto preferencial.

blá, blá, blá cumprimentos (assinada)


- Eu:

Caro Senhor,

Em primeiro quero informar que esse número de telefone que têm como meu telefone de contacto preferencial, não me pertence, nunca me pertenceu e como tal nunca vos foi, por mim, fornecido. Só pode tratar-se de um lapso dos vossos serviços. Eu poderei ser contactado pelo 9172yyyyy. Aliás, muito estranho que me diga que esse é o número de telefone que consta no vosso ficheiro porque hoje mesmo recebi uma chamada telefónica da ZON no meu telefone celular, vulgo telemóvel.

Em segundo lugar a vossa resposta ao meu e-mail é similar à informação que eu tinha obtido na vossa loja e que, por isso, motivou o meu e-mail. Assim, considero que não respondem no fundamental ao meu protesto mas também entendo que não têm outra forma de o fazer. Tire deste meu entendimento as ilações que quiser.

Finalmente, na primeira linha da sua resposta escreveu "informa-mos" quando deveria ter escrito "informamos". Mas não se preocupe, eu já estou acostumado.

Cumprimentos,

Vítor Fernandes


E ponto final!

segunda-feira, março 08, 2010

1523. O fado é um gajo porreiro



Primeiro, o jantar. O arroz de coentros fez uma excelente companhia à batatinha assada e à salada de alface, no adorno ao (tenríssimo) lombo de porco no forno. As entradas com pequenos pastéis de bacalhau, queijo de cabra e de ovelha, paio da região, a macedónia de cenouras com molho vinagrete, as azeitonas com orégãos já nos tinham deixado de água na boca. A simpatia e, porque não, o profissionalismo da Ana Rita, da Sandra e das outras pequenas que nos serviram não deixaram por mãos alheias os créditos que lhes são devidos. Quanta à rega, ela foi feita com João Pires branco, um terras do Sado escorreito e claro com um alentejano de estalar os lábios, um tinto da Herdade de Lagos no Vale de Açor, Mértola.

Segundo, o fado. Eu gosto de fado de todas as qualidades. Quero dizer eu gosto de ouvir cantar o fado, seja em vinil ou em cedê de plástico, seja no carro ou na hi-fi, seja na TV ou na telefonia. Se eu tiver à minha frente um prato de bacalhau assado, temperado com o belo azeite português, alho, pimenta e coentros picados e também um jarro de vinho tinto e um copo de vidro grosso, ponho a rodar um disco dos saudosos Manuel de Almeida ou Fernando Maurício já que é impossível voltar a tê-los em cartaz. Quem esteve em cartaz foram os, por mim até à data não conhecidos, Ana Tareco e Carlos Filipe. Se o Carlos é de Santarém, cidade com largas tradições fadistas já a Ana é uma fadista de Beja, cidade onde normal e naturalmente pontifica o Cante. Mas esta voz rendeu-se, e muito bem digo eu, à sedução do Menor, do Corrido e do Mouraria e desatou a cantar o fado. Ambos mereceram um fortíssimo BRAVO da assistência que enchia por completo as mesas.




Finalmente, mas não menos importante, a mesa. O Zé Augusto e a Cristina, A Paula e o Fernando, O Álvaro e a São e a Maria José e eu comemos, rimos, acompanhamos com larilolé, com certeza, e batemos palminhas. Alguns mais bêbados do que outros mas todos colhemos a rosa branca, estivemos numa casa portuguesa, perguntamos à comadre Maria Benta pelo seu filho e terminamos (sem dó) na maior.

E agora é que é finalmente mesmo, para deixar registado que tudo isto se passou na Casa do Guizo, Monte do Guizo, Mértola. Parabéns Ana Rita pela organização do evento, pela qualidade e como já se disse pela simpatia.

sábado, fevereiro 27, 2010

1522. Mas não era a mesma coisa


Caro Senhor,

Escrevo para lhe pedir um conselho. Sou cliente de um número substancial de prestadores e/ou fornecedores de serviços. Ele é comunicações fixas, comunicações móveis, gás, água e electricidade, empregada doméstica, correios e respectivo carteiro, bancos e cartões de crédito, internet , radiodifusão, televisão por cabo, serviços de recolha de recicláveis, eu sei lá, um sem número de pessoas e empresas para quem eu pago por não poder ou não saber ser auto-suficiente. Nos últimos tempos passei a andar muito satisfeito com um destes fornecedores, a saber, a ZON, a quem tirei do último lugar na qualidade da prestação de serviços, na minha homemade lista classificativa, desde que a internet passou a estar mais tempo operacional do que inactiva e também, valha a verdade, desde que os operadores do call center de apoio ao cliente passaram a saber responder a duas perguntas consecutivas sem me pedirem para que eu desligasse e ligasse o modem e o meu número de contribuinte. De tão satisfeito eu andava com a ZON que recebo os outros vendedores da concorrência, com crucifixo numa mão e uma cabeça de alhos na outra, para que não caísse em tentações, vade retro, enquanto que, com os vendedores da ZON apenas me benzo quando me batem à porta, dia-sim-dia-não (agora foi exagero, algumas semanas são só 2 vezes) e me perguntam quais os serviços da ZON que eu possuo. Mas não me benzo por eles não o saberem, benzo-me para pedir a todos os santinhos que munem a ZON de uma base de dados que permita aos seus colaboradores saberem quem é quem no que respeita à relação de um cliente com o seu fornecedor. Sabe, caro senhor, eu sou daqueles que ainda acreditam em milagres. Mas adiante que já me estou a alongar e pensará o senhor, com alguma razão, que não estou a ir directo ao assunto. Pois eu vou, rogo-lhe apenas que me conceda mais alguns segundos, muito menos do que aqueles vastíssimos minutos que eu espero nas vossas lojas de atendimento ou “pendurado” no telefone. Vejo com frequência a vossa publicidade na TV e não me leve a mal eu utilizar um dos vossos ex-libris publicitários, para vos dizer que também vejo a publicidade da concorrência, mas não é a mesma coisa. E até me mordo de inveja por em minha casa não poder ter um televisor em cada divisão como aquelas famílias felizes que vão tirando élecedês uns aos outros e colocam um na sala, outro no quarto, outro na cozinha, outro na casa de banho, outro na barraquinha do cão. Mordo-me de inveja mas para lá caminho, não julgue o meu caro senhor que sou algum pelintra. E para provar o que lhe digo, já tenho duas boxes digitais HD em minha casa, pelas quais pago à ZON, pois claro, nem de outro modo eu acho que deveria ser, não sou nenhum borlista. E tal é a minha inveja que decidi comprar um novo televisor, desta vez full HD, veja bem que luxo e, à semelhança das famílias felizes a que já me referi há pouco, assim tipo Nicolau Breyner, está a ver o que eu quero dizer?, fui à vossa loja do Almada Forum para solicitar uma nova box para poder tirar proveito do dito cujo televisor. Ora, qual foi o meu espanto constatar que, afinal, vocês não têm para vender/alugar o produto sobre o qual tanto investem em publicidade, diga-se de passagem de muito bom gosto, com famílias felizes e tudo como o João Pinto e a Marisa Cruz. A vossa colaboradora informou-me que há rotura de stocks e quanto muito haverá boxes para novos clientes, que o técnico levará consigo no momento da instalação e ponto final. Ora é aqui que o seu conselho me vai ser precioso e, posto que já deve ter ficado ciente da problemática pela clara, digo eu, introdução feita, o conselho que se me apraz pedir-lhe é o seguinte: devo eu devolver na loja o televisor, full HD (repito), que comprei na semana passada ou, pelo contrário, devo antes voltar a guardar na gaveta o crucifixo e na caixinha dos ditas, as cabeças de alho e procurar, na vossa concorrência, uma solução à minha medida? Eu tenho a certeza que me saberá responder pois, quem é ZON está ON e o senhor director com certeza também estará. É que já me perguntaram se eu poderia viver sem estas gracinhas da ZON. Poder eu até podia, mas não seria a mesma coisa, não acha?

Nota: Este é o texto completo de um e-mail que enviei ao Director de Clientes da ZON ao qual, entretanto, aguardo resposta.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

1521. Al bejes bejo, al bejes num bejo

Vi o Anti-Cristo de Lars von Trier e ainda não sei se gostei. O filme tem algo de perturbante e também algo de superficial. Não gostei do Anti-Nagisa, isto é, há uma inspiração perversa no Império dos Sentidos. Acho que um dia destes vou voltar a ver em vídeo para me questionar de novo se gostei ou não.

Do que vi e gostei mesmo, juro que é verdade, foi dos quatro a um que o meu Benfica aplicou aos lagartos no seu próprio recinto. Mas, obviamente, o Sporting perdeu por causa do árbitro. Aliás, nem me lembro de nos meus últimos 54 anos de vida ter visto o Sporting perder um jogo que não fosse por culpa do árbitro.

Vi hoje o debate do orçamento na AR, pela TV e, às tantas, adormeci. Já não sei se estava mesmo com sono, se cansado ou se este país não é para velhos.

Vi também a entrevista da Judite de Sousa ao presidente do Supremo e, espanto meu, gostei dos dois. Acho que me enganei na época e ainda não percebi que estamos do Carnaval. Em vez de criticar tudo e todos, estou bonzinho. Acho que é das barbas e ainda me situo no Natal.

Faço hidroginástica e natação e ainda não vi o perímetro abdominal diminuir. Mas também não será neste fim-de-semana de quatro dias. Eu e o meu mano, ou talvez mesmo, os meus manos, não deixaremos os créditos das nossas barriguinhas em paios, queijos e vinhos tintos alheios. Como eu dou graças a Deus ter casado com uma alentejana.

Gosto de amoras silvestres (1).

PS. Vi Nelson Mandela ser libertado, há 20 anos atrás e, como disse num comentário, foi para mim um dia de grande felicidade!

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

1520. Allô, allô!

A publicação no youtube das escutas telefónicas a Pinto da Costa e à sua entourage e a publicação no semanário Sol das escutas telefónicas no processo de aquisição da TVI pela PT e não só, parecem constituir uma violação ao Direito e à liberdade individual porque, se no primeiro caso o segredo de justiça não estava em causa, mas sim outros valores da liberdade, no segundo é a justiça que fica em cheque, não só pela violação do segredo, mas também pela desconfiança que isso causa sobre os próprios promotores e aplicadores dessa mesma justiça. É portanto uma imoralidade que merece ser denunciada e que merece ser investigada, quiçá, mesmo, condenada.

Comparar as escutas telefónicas que se fazem em Regime Democrático como meio de aquisição de elementos e eventualmente de provas nos processo policiais/judicias no combate ao crime, seja ele o de colarinho branco seja o de viciação de resultados desportivos, com as escutas feitas pelas polícias políticas dos regimes totalitários, nomeadamente da PIDE ao serviço dos regimes fascistas de Salazar e Caetano no combate aos seus opositores políticos confere-me, a meu ver, a liberdade de achar quem o faz de ter sido acometido de uma estranha cegueira que provavelmente terá tratamento mais fácil em certos hospitais psiquiátricos do que em oftalmologistas de renome internacional. E há por aí, alguns jornalistas e opinistas que o fazem com o maior despudor.

O que me parece também é que, provavelmente, muito maior do que a imoralidade (ou ilegalidade) que se comete ao divulgar tais escutas são as próprias conversas em si mesmo. Ficarmos a saber de viva voz, ou por transcrição das mesmas que tudo aquilo se passou e que os protagonistas disseram mesmo aquilo que depois disseram que não disseram e que, com isso, tenho “abatotado” os resultados finais, sejam eles desportivos ou políticos, não é ilegal. Ilegal não é efectivamente sabermo-lo, mas sim o que foi feito. E se a justiça não o considera ilegal, no mínimo todos consideramos imoral. Não é por não valer, juridicamente a gravação da conversas de Pinto da Costa a encomendar aos árbitros que ele os deixou de encomendar. Está gravado e está escrito. Essa é que é essa!

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

1519. Horas douradas

Hoje vou pintar-vos um conto. A lata de tinta já está pronta e a velhinha sentada num corte de tronco de azinho ajeita o lenço. Vê-se que está impaciente pois atou e desatou o nó por mais de uma vez, tirou o chapéu e voltou a pô-lo, colocou o lenço sobre o chapéu e apertou o lenço de novo. Esta forma graciosa de usar um lenço sobre o chapéu preto é muito típica aqui da região. Víamo-las assim quando em “bandos” ceifavam o trigo ou quando, à tardinha, sentadas no mocho acariciavam o bezerrito que Bonita, a ovelha, acabara de parir. Uma ave, esclareceu-me numa voz meiga, com a ternura do costume, que era um rabilongo, posou na figueira em frente à porta. Comia os restos de um figo maduro que desta vez não teria tempo de passar. Depois aparentando um ar sério e fingindo-se zangada, disse-me, são uns bandidos, comem tudo. Rimos os dois e ficamos ali um pouco à conversa explicando-lhe que a luz do sol ainda não era aquela que eu queria para iniciar a pintura. Teria ainda tempo para atender o telefone e trazer-me uma chávena de chá bem quente que por este tempo, no inverno, faz frio por estas bandas. Um cheiro a lúcia-lima invadiu o espaço. Voltou a sentar-se, esperou que eu terminasse a bebida, enxotou o gato e disse-me, estou pronta. Eu também, avó, esta é a hora de ouro para um pintor. Peguei no pincel mas acabei por terminar o trabalho já sob a luz de uma fraca lâmpada de tungsténio. Vai ali para o lado do meu Joaquim. Nunca mais vais dormir só. Retirou um velho calendário já manchado pela humidade dos anos e no seu lugar pendurou o quadro.

quinta-feira, fevereiro 04, 2010

1518. Erecções

Vamos lá a ver se isto se levanta. Longe vão os tempos em que mais de 150 amigas e amigos passavam aqui pelo PreDatado e, se não liam tudinho (hipótese que até me custa a colocar, mas enfim, modéstia oblige), pelo menos vinham deixar uma palavrinha de apoio, de incentivo, de amizade ou, simplesmente, um olá bem fresquinho. Mas pergunto eu para quê essa assistência hoje em dia se não há por aqui nada, ou quase nada, que os faça aproximar? Pois então, há que pôr de novo a coisa em pé. Vamos lá a ver se é desta. Na verdade, vontade não me falta, tempo também não, a inspiração é coisa de momento e o tempo é feito de momentos, pelo que quando há tempo há momentos e por aí fora. E se os viagras que são as vivências do dia a dia, os desvarios dos nossos governantes, o e-mail mesmo que povoado de anjinhos, as delícias da batota do nosso futebol, a eficácia da nossa justiça, as extravagâncias do patrão da Virgin, a leitura dos blogues dos outros, os meus gatos próprios e os afilhados, um restaurante de raros sabores, uma garrafa de vinho tinto de uma excelente colheita, o crescimento e decrescimento da minha barriguinha apesar da ginástica e das caminhadas entres outros, se nenhum destes viagras resultar, então usa-se o guincho. Ele há-de voltar a ser aquilo que foi. Ele há-de voltar a pôr-se de pé. Longa vida ao PreDatado.

Foto PreDatado©, 2010 – San Lucar del Guadiana

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

1517. Att: Junta de Andalucia

Hoje vou falar mal dos espanhóis. Sei que vou chocar alguns e a outros nem tanto, porque me conhecem bem, ao escrever aqui que não sou fã de Portugal. Bem sei que “fizemos” os descobrimentos, mas desde aí até hoje não fizemos nada mais de que eu me orgulhe. Pode ser uma questão de exigência pessoal e pode encerrar alguma injustiça, mas nada mais me toca. Nada não, mentira. Estou a mentir com os poucos dentes que me restam na boca. Também me orgulho do 3º lugar no mundial de futebol de 1966 e dos golos do Eusébio. Costumo dizer às pessoas que fazem parte do meu círculo de amigos que de Portugal gosto da língua e do clima. Concedo ainda o benefício da dúvida ao cozido à portuguesa, à caldeirada à fragateiro e às amêijoas à Bulhão Pato. Mas eu disse que ía falar mal dos espanhóis e ainda só falei de Portugal. É que eu gosto mesmo de olhar primeiro para dentro de casa antes de olhar para o tapete da porta do vizinho. E dentro de casa… bom, isso fica para depois. O que eu queria dizer era que, se tivéssemos visto isto junto ao castelo do Alandroal, nas piscinas naturais de Porto Moniz ou nas imediações da Citânia de Briteiros, haveria logo quem dissesse que isto só podia ser coisa de portugueses. Que nos outros países, e tal e coiso, nada disto se passaria. Talvez quisessem dizer que o processo Casa Pia não demoraria mais de sete anos a se resolver se fosse nos Estados Unidos da América mas, aqui mesmo ao lado, ninguém acreditaria que numa pacata povoação, um pequenito pueblo de España de apenas 98 km2 e 616 habitantes - El Granado - todos os holofotes, que dão vida ao seu ex-libris, tenham sido barbaramente vandalizados como a foto documenta. (Deixo também uma foto do molino, ele mesmo, para não ter de colocar as fotos de todos os outros holofotes, que o deveriam iluminar, completamente destruídos).


Fotos PreDatado, 2010/02

terça-feira, janeiro 12, 2010

1516. Ponto de interrogação

Por vezes quedo-me a interrogar-me porque é que passo tantos minutos, tantas horas, tantos dias sem escrever.

Por vezes quedo-me a perguntar-me onde guardei aquele bendito lápis que mal sentia o cheiro de uma folha branca logo tratava de a rabiscar.

Por vezes quedo-me a questionar-me se as pontas dos dedos que afagam as teclas já não lhes sentem receptividade às carícias.

Por vezes quedo-me a indagar-me se o poder da mente que levanta o lápis, que acaricia o papel, que movimenta os dedos, que rabiscam na branca folha do processador, se afectou por uma qualquer barreira anti-magnética.

Por vezes quedo-me a tentar descobrir se foram os dias os meus anti-magnéticos minutos que me impediram de acariciar o lápis, de processar os dedos, de rabiscar a mente.

E por isso, porque não encontro respostas a um não sei quê de benditas horas, quedo-me sentado a cheirar o mar e ver as ondas quebrarem barreiras e pousarem como brancas folhas.

Versos e foto PreDatado©2010

segunda-feira, janeiro 11, 2010

1515. Uma ajudinha

Preciso de ajuda. Quase sempre me deito tarde. Deitar tarde e tarde erguer, não parece ser ditado popular que se costume utilizar por não encerrar nele nenhuma virtude ou ensinamento visível. Se bem que não me queixe de falta de saúde a verdade é que pelo menos não me fez crescer. E é neste meu vício de não me deitar cedo que acabo por ver coisas que nunca me passaram pela cabeça ver. Por exemplo, assistir a um palermíssimo programa de TV onde as pessoas por 0,60 € + IVA, se tiverem a sorte da sua chamada ser seleccionada, têm direito a tentar a sorte de adivinhar a palavra de quatro letras escondida dentro de um envelope e que constitui a chave vertical. Entretanto, vão preenchendo cada uma das quatro quadrículas da chave, decifrando na horizontal, palavras, também, de quatro letras. Preciso, portanto, de ajuda. Não exactamente para que me indiquem qualquer coisa que me ajude a dormir, nem tão pouco para me aconselharem qual o canal que eu deva estar a ver a altas horas da noite, se é que deva mesmo estar a ver televisão. A ajuda que eu necessito é a de saber onde posso encontrar o significado da palavra CAXO. Procurei já em muitos dicionários e nunca encontrei. Será que existe ou aquilo é mesmo só para enganar quem telefona?

sábado, janeiro 09, 2010

1514. Bom português

O acordo ortográfico deveria ser para começar a cumprir já a partir deste Janeiro. Há quem insista em não o fazer, outros já o fazem há mais tempo. Agora inventar um novo acordo é que não vale. O Jornal O JOGO online publicava hoje às 12:34h uma notícia sobre o ataque HÁ selecção do Togo. HÁ???????? Que é isto Sr. Jornalista?

domingo, janeiro 03, 2010

1513. Obrigadinho

Podem pensar que sou um chato, que gosto de falar mal de tudo e de todos mas não é verdade. Aliás, quem me conhece e quem foi , digamos que, “comandado” por mim nas minhas várias funções directivas sabe que, antes pelo contrário, sempre fui muito mais de elogiar do que de criticar, pelo menos em público, sempre incentivei os meus colaboradores e se era para “dar na cabeça” , como soy dizer-se, privilegiava o privado e em público isso só acontecia quando era obrigatório fazer crítica construtiva.

O facto de aqui no meu blog eu estar um bocado conotado com o inverso, isto é, com a crítica pública e mordaz, não me impede de vir aqui mandar um ramo de flores a quem o merece. Poderão alguns argumentar que não fizeram mais do que a sua obrigação. Mas, tendo em conta que há tanta gente que não faz a mínima ideia do que é a sua obrigação, não acho nada por demais dar a César o que é de César. Vem isto a propósito do meu post de ontem, mas não só.

No passado dia 11 fui de passeio à Ilha de S. Miguel, Açores. Chegado ao aeroporto dirigi-me ao posto de turismo para recolher alguns folhetos informativos e mapas. Não só obtive a papelada que pretendia, como também fui atendido por uma funcionária excepcional que me inteirou de praticamente tudo o que era passível de visitar no espaço de tempo pretendido, bem como informação, razoavelmente detalhada, sobre cada local. Mas não foi só trinta e um de boca, fez o favor de o assinalar no mapa, legendando-o. Estupidamente não fixei o nome da funcionária que merecia que eu a mencionasse pela sua Graça. Mas aqui fica o meu agradecimento público. Afinal temos lindas paisagens mesmo. Nem que para isso tenhamos de ir aos Açores.

Foto PreDatado©, 2009, Ponta Delgada, S. Miguel, Açores

sábado, janeiro 02, 2010

1512. É só paisagem

Ou este país não existe, ou é só paisagem. Eu sou da velha guarda, do tempo em que se fotografava, pegava-se no rolo, mandava-se revelar (nunca fui profissional e nunca revelei as minhas próprias fotos) e depois mandava-se imprimir em papel. Ainda gosto de tocar as fotografias, neste tempo do digital e, por isso, vai-não-vai, mando fazer algumas em papel para as tocar, "ver" com as mãos, arquivar em álbuns, juntar-lhes outros elementos relacionados, como por exemplo bilhetes de avião ou recibos de portagem, facturas de hotel ou de almoços mais significativos e tal e nem era por nada disto o post que eu ia escrever e que já vai longo e chato, deixem-me interrompê-lo a meio.

Fui anteontem à FNAC no Almada Forum mandar fazer algumas fotografias. Uma empregada da loja de fotografia atendeu-me, enquanto “dava à língua” com um, ao que me pareceu, colega mas não da mesma área. Apesar da dispersão cliente/conversa privada, fez o que lhe competia, transferiu-me as fotos para o sistema da FNAC, ajudou-me a escolher o tamanho das ditas, fez sair o talão de encomenda, e, espanto meu, OOOOOOOOOOHHHHHHHHHHHH, mandou-me esperar um pouco que uma colega já acabaria de me atender porque tinha de ir almoçar. O que faltava fazer era preencher um formulário com o meu nome, dar-me o canhoto para levantamento e dar-me as boas tardes. Coisa de menos de dois minutos. Neste entretanto, fiquei na seca durante mais de dez minutos à espera que a colega acabasse de atender outro cliente, que chegou depois de mim e que não tinha, obviamente, culpa nenhuma disto.

Só num país da treta como este é que um funcionário de uma loja deixa um cliente a meio para ir almoçar, independentemente dos justos direitos que lhe assistem. Num país da treta como este restam as bonitas paisagens.

Foto PreDatado©2009, Lagoa do Fogo, S. Miguel, Açores

sexta-feira, janeiro 01, 2010

1511. Feliz Ano Novo

Iniciamos mais um ano. Assim o obriga o calendário gregoriano que tem esta coisa mágica de fazer parecer que apenas num dia a seguir ao outro, que por acaso foi o último do ano anterior, torna logo tudo tão diferente, tudo tão cheio de esperança, tudo num tomara que desta vez é que seja. Para muitos é isso, uma renovação de esperanças; para outros, tempo de reflexão e balanços e para outros, os mais pragmáticos, tempo de ficar na cama a curar a senhora bebedeira da véspera. Não escapo ao conjunto daqueles que balanceiam espaços temporais, mas já não me revejo no grupo dos esperançosos. Quanto à curtição, se as palavras escritas não me atraiçoarem, parece que não houve nada de especial apesar de, para espanto meu (oh my God!), ter descoberto em cima da mesa do jantar / reveillon de ontem muitas mais garrafas vazias do que as que esperava.

O ano que findou foi um ano de emoções mistas, um ano de grandes alegrias e de outras tristezas que, infelizmente, não são passíveis de evitar. Ou talvez sim, mas seriam contas de outro rosário que não vou aqui desfiar. Além de outros tive o especial amargo de coração de ver partir o meu sogro, pessoa de quem gostava muito, mas também tive muitas comemorações que, tudo indica, se prolongarão por este ano. Vi o meu filho terminar a sua formação académica, hoje já arquitecto a trabalhar num atelier na Suiça por sua própria opção, vi a minha filha casar-se e vi-a terminar a sua tese de doutoramento, faltando “apenas” a sua defesa em sede de dissertação, o que poderá ocorrer já no início deste ano. No que respeita a coisas da minha própria intimidade está dito o essencial.

Foi também um ano em que se confirmou o que todos já sabiam que iria acontecer mas que era preciso legitimar pelo voto do nosso povo. Os ataques desmedidos aos funcionários públicos, com especial ênfase nos professores, o sistema de ensino que ninguém consegue reformar, o sistema de saúde que ou não funciona ou funciona mal, a justiça que não anda nem desanda com processos a arrastarem-se penosamente nos procuradores e nos tribunais, as situações dúbias relativas a putativos actos de corrupção sem esclarecimento cabal, tudo isso acabou premiado, ao manterem-se os mesmos e as mesmas políticas em frente da governação. Os milhares de desempregados que em cada dia engrossam fileiras, as empresas que teimam em fechar ou a “deslocalizarem-se”, os subsídios escassos a quem efectivamente precisa e que nos vai mostrando uma fileira de pobres a puxar-nos, hora a hora, cada vez mais para a cauda do pelotão do desenvolvimento obriga-me a que, como disse atrás, me exclua do grupo daqueles que ainda mantêm viva alguma esperança.

Por mim, vou bebendo uns copos e deixando que a água corra por debaixo das pontes. Se for vivo, amanhã, brindarei de novo ao Deus Sol.

Feliz Ano de 2010 é o meu voto para vocês, minhas amigas e meus amigos leitores.

Foto, PreDatado©2009, S. Miguel, Açores

quinta-feira, dezembro 24, 2009

1510. Feliz Natal

De arco-íris e negros céus

Se fazem tempestades,

E os gatos ronronam

Em tapetes persas.

As tonalidades e murmúrios de Hossanas

No teu céu, são mundo meu e

Eu te amo.

Cerraste janelas e a noite

Invadiu o teu corpo de desejos.

Era frio e Natal.

E nós envoltos

Num presépio de afectos.


Foto PreDatado©, Dez 2009, Achada, Açores


O vosso amigo Pre vem por este meio comunicar, a todas as interessadas e a todos os interessados nesta quadra festiva, que lhes deseja um Feliz Natal de muito amor e de Paz. E para aqueles e aquelas que são cristãos como o Pre e para aqueles e aquelas que o não são, que Deus vos abençoe.