Nem escrevo mais nada! GANHAAMOOOOOSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!
ou esta?
A Catarina colocou esta postagem ontem no 100nada. Atrevendo-me a citá-lo na sua totalidade para que não se perca o contexto, dou-lhe o benefício da dúvida. Até porque, apesar da postagem do Altino Torres, hoje em novo artigo que cita este último, a Catarina reitera o fundamental do primeiro post. Diz a Catarina:
Estradas de terra e alcatrão, veredas de lage, nos confins das serras. Estradas de nuvens que não se palmilham, onde a vontade de planar nos transforma em virtuais garajaus. Ruas de água que escorrem da montanha em percursos livres ou direccionados por mãos que dão de beber à vinha. Caminhos de banana, azinhagas de vinho, auto-estradas de hortênsias, túneis de fetos. Pistas de mar, largo, profundo, manhoso, traiçoeiro. A vedeta da marinha, sem sucesso, atravessou a manhã, infiltrou-se na tarde, penetrou a noite. Companheiros clamam o corpo jovem que a espuma não lavou, só levou. O mar é assim e nem todos conseguem vencer o Adamastor. Tinha 19 anos, desafiou os caminhos lêvedos, um pé no lugar errado da via, a traição da vaga à espreita por detrás do ilhéu. Boaventura é só um nome de terra. Aventureiro como o fora tantos e tantos anos. Mal-aventurado aquele dia de 5ª feira, 10 de Junho, que poderia ser o dia dos portugueses. Não foi definitivamente o dia dele. RIP.
Jorge Porco era um leitãozinho rosado que morava com Papai Porco, Mamãe Porco e seus irmãos Porco numa chácara no interior de Portugal. Quando Mamãe Porco estava grávida de Jorge e seus sete irmãos teve um sonho estranho: um anjo apareceu em uma nuvem ao nascer do sol. O anjo era humano - digo, tinha formas humanas. Não que fosse humano, você entende. Anjos não são humanos. Alguns são bem cruéis, até.
Se Adão existiu ele viveu numa ilha portuguesa. Numa das nove açorianas, ou na ilha da madeira. Quase que me apetecia aqui escrever um texto romântico. Olhas para o lado e as heras sobem aos postes feitos de abeto. No outro uma nuvem cobre-te a melena transforma-a em chapéu de algodão. Sais de casa, vais às Queimadas, não vês o Fujiama, mas ele não te interessa. Conversas com os lagos, beijas as estrelícias, abraças-te às margaridas, deitas-te ao som melodioso dos pássaros. Olhas à tua volta, tudo é verde, tudo é lilás, tudo é amarelo, tudo é vermelho, tudo é arco-íris. Apetece-te caminhar a pé, e vais aos caldeirões, ao verde e ao do inferno cujo paraíso o contradiz. Bebes ar em taças cristalinas das águas das levadas. Não te apetece abandonar o paraíso, sentas-te no chão e comes cerejas, pois maçã pode ser pecado. Tens uma mulher ao teu lado.